A Força Pública se constrói com confiança e eficiência democrática; não com demagogia e truculência 4

O canto da sereia que pode levar a PM ao descrédito

A Prefeitura de São Paulo registrou, no primeiro semestre de 2019, 9.457 reclamações de barulho na cidade, incluindo os pancadões. Isso é equivalente a 52 ocorrências por dia. No distrito de Vila Andrade, onde fica localizada a favela de Paraisópolis, foram registradas apenas 60 reclamações neste mesmo período, o que é pouco frente ao total da cidade e é emblemático da desconfiança e do temor dos seus moradores em relação ao Poder Público.

E não à toa, a ação policial injustificável da madrugada deste domingo (1), que inacreditavelmente bloqueou saídas e encurralou participantes do baile funk, é uma daquelas ações que nos fazem entender as razões para o descrédito da população com as instituições públicas. Em nenhuma hipótese, uma ação policial que, para prender dois fugitivos, dispersa com brutalidade e violência uma festa com 5 mil participantes pode ser vista como técnica ou moralmente correta.

A Polícia Militar de São Paulo precisa apurar com máxima celeridade, transparência e rigor a sequência dos acontecimentos e a cadeia de comando de uma operação que, até aqui, fugiu de todos os padrões de excelência que marcam a corporação. Não é possível transigir com o descontrole da tropa empregada na operação.

Enganam-se as pessoas que imaginam que a ação visou a manutenção da ordem e louvam a morte de 9 pessoas nas redes sociais e nos comentários dos portais de notícias. A ação contrariou recomendações contidas em vários Manuais de Controle de Distúrbio Civil para que, na dispersão, é necessário controlar o fluxo da multidão e sempre deixar rotas de fuga desobstruídas, para que pisoteamentos e outras tragédias sejam evitadas  (a versão vigente de SP é classificada como sigilosa pela PMESP, mas a de 1997, disponível na web, também corrobora tais recomendações).

E, mais, no Controle de Distúrbios Civis (CDC), tropas de choque sejam acionadas e que o policiamento territorial não fique no primeiro plano da operação. Os vídeos que estão circulando mostram policiais armados, sem escudos e no meio da multidão. A chance de confrontos violentos é sempre maior, como acabou ocorrendo. Diante de uma perseguição que acabou enveredando para uma ação de CDC com 5 mil pessoas, em termos de ordem pública, a medida mais adequada teria sido ter desmobilizado a equipe envolvida e acionado retaguarda aérea e pedido de apoio da tropa de choque.

A investigação que foi anunciada pelo Governador João Doria deve buscar saber o que de fato ocorreu e quem autorizou esta ação. Nada justifica o que ocorreu e não é saudável para a corporação tentar minimizar os acontecimentos ou punir apenas os policiais que estavam na ponta.

A Prefeitura de São Paulo, na contramão da transparência, não permite mais buscas no campo de observações das reclamações do SP156, mas, usando dados de 2015 e 2016, o mapa abaixo mostra que pancadões fazem parte da vida na cidade e que, se plotarmos as unidades da PMESP, teremos que tais festas acontecem próximas aos Batalhões e Companhias da PM.

Ou seja, a polícia historicamente sabe e monitora quando estas festas acontecem e tem todas as condições de planejar operações e protocolos de contingência que evitassem uma ação como a desta madrugada, em Paraisópolis. Se não o fez, errou feio. E errou ainda mais sabendo que uma ação como esta jamais ocorreria na dispersão de uma festa em um bairro “nobre” da cidade e/ou em um clube de elite (lembremos a dispersão do Carnaval na Vila Madalena que, mesmo com episódios de confrontos, todos os protocolos são seguidos).

A experiência acumulada com o controle das manifestações desde 2013 é exemplo de que é possível fazer diferente.

É verdade que polícia sozinha não resolve o problema dos pancadões, mas não podemos aceitar, como nos alertou Thiago Amparo na Folha de S. Paulo, a naturalização da truculência. Paraisópolis convive com os pancadões sem nenhuma resposta mais efetiva do Poder Público para a oferta de espaços de convivência pacífica.

Na toada de populismos autoritários, a ação destrambelhada em Paraisópolis acontece dias depois do Governador João Doria publicar a sua Política Estadual de Segurança Pública sem qualquer meta de controle de uso da violência por parte das polícias. Por tudo isso, a PMESP deve evitar o canto da sereia do tempo social e não pode se sentir autorizada a abandonar o investimento de décadas no profissionalismo e na supervisão da atividade policial.

A Força Pública se constrói com confiança e eficiência democrática; não com demagogia e truculência.

O canto da sereia que pode levar a PM ao descrédito

Febeapá Bolsonarista – O lambedor do Trump coloca pessoas incompetentes em diversos cargos mais preocupadas em bajular o aspirante a ditador de plantão do que buscar o bem coletivo…Os bolsonaristas vigaristas praticam aquilo que o jornalista Sérgio Porto chamou de “festival de besteira” …O mamute virou merda! 12

A “máquina de guerra” da cultura bolsonarista, se é que isto é possível

POR FERNANDO BRITO · 02/12/2019

O homem da Funarte que acha que rock é de Satanás não foi o último.

Ainda tinha o olavista escalado para a Biblioteca Nacional, um certo Rafael Nogueira, que acha que Caetano Veloso é um promotor do analfabetismo e – apesar dos conceitos do colega que acha o rock satânico – é adorado do Shaman e de suas letras, escritas em inglês, of course.

O time que o governo Bolsonaro formou na cultura é destes que lembram o alemão Hans Johst, autor do famoso “Quando ouço [a palavra] “Cultura’ destravo minha [pistola] Browning!”, trecho de um diálogo na peça Schlageter, homenagem a um protonazista alemão.

No nosso caso, porém, para um suicídio da inteligência.

O gajo que vai cuidar do maior acervo literário do país diz na Folha que espera que o legado de Olavo de Carvalho preencha o vazio deixado por Machado de Assis!

Junta-se a um time de desesperança: o secretário negro que acha que ser escravo foi um progresso, a reverenda Jane que cuida da diversidade cultural, o pastor Tutuca para a secretaria de Audiovisual e mais um leque de nulidades para ocupar a “máquina de guerra cultural” do fanático Roberto Alvim.

Nunca antes na história deste país a área cultural esteve entregue a gente tão obtusa, tão desqualificada, tão fanática e obscurantista.

http://www.tijolaco.net/blog/a-maquina-de-guerra-da-cultura-bolsonarista-se-e-que-isto-e-possivel/

Análise: PM agiu “fora das normas” em ação em Paraisópolis 7

Análise: PM agiu “fora das normas” em ação em Paraisópolis

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL, em São Paulo

02/12/2019 16h18

Resumo da notícia

  • A PM foi imprudente ao não pedir reforços na ação que deixou 9 em um baile funk
  • Em razão da aglomeração do baile, os agentes deveriam abortar a operação
  • A responsabilidade é da política de segurança pública no Brasil

Os agentes da Polícia Militar agiram “fora das normas” na ação de ontem que deixou nove mortos e 12 feridos em um baile funk na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo. A análise é de um coronel da reserva e de um delegado, para quem a ação policial é reflexo da política de segurança. Já um ex-secretário Nacional de Segurança defendeu a polícia, por não ter dado nenhum tiro.

De acordo com a PM, a confusão aconteceu porque uma viatura da polícia perseguiu duas pessoas que teriam entrado no baile em uma moto “efetuando disparos, ocasionando um tumulto entre os frequentadores do evento”.

“A polícia, enquanto instituição, têm normas padronizadas e alguns princípios de atuação que não foram respeitados”, afirmou ao UOL o tenente-coronel Diógenes Lucca, fundador e ex-comandante do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais).

De acordo com Lucca, “a primeira regra” que se aprende em uma academia de polícia é a “superioridade de homens e de armas”. “Se tem dois, três criminosos, o policial tem de esperar reforço para poder atuar.”

Outra preocupação é o método de atuação. “Sabendo o que poderia acontecer em um baile com 5.000 pessoas, o policial deveria abortar a missão. É um gatilho para uma tragédia.”

Era uma situação evitável, fora das normas das instituições
Diógenes Lucca, ex-comandante do Gate

Segundo o especialista, há histórico suficiente de confronto com a polícia em regiões da periferia onde acontecem os bailes. “Não se faz uma ação de choque sem rota de fuga, e em vielas e favelas isso é muito difícil. É uma tristeza o que aconteceu. Muitas questões precisam ser investigadas.”

Para Lucca, as mortes não podem ser atribuídas aos policiais, já que as vítimas foram pisoteadas pelas pessoas da comunidade. “Mas tem de encontrar um nexo causal entre a ação da polícia e o desfecho. A investigação tem de ser muito séria sob a pena de a instituição sofrer desgaste demais.”

“Resultado ruim”

Para o delegado Orlando Zaccone, “o resultado de uma operação é o que define se ela foi bem-sucedida ou não”. “Quando nove pessoas são pisoteadas, o resultado é muito ruim para a polícia.”

A responsabilidade maior, diz, não é dos agentes, mas da política de segurança pública. “Sempre que uma ação policial vai bem, aparece o governador e o secretário de Segurança para tirar fotos. Quando o resultado é negativo, todo mundo corre e a polícia fica sozinha”, diz.

Temos de dizer que essas ações fazem parte de um sistema de segurança que aciona os policiais sem qualquer organização, preparo e coordenação
Orlando Zaccone, delegado

O delegado afirma que “o poder político vem defendendo que prender ou executar criminosos é mais importante do que proteger vidas”. “É uma teoria de que a sociedade pode ficar exposta a risco desde que o Estado prenda ou mate seus inimigos. Isso tem gerado uma quantidade imensa de mortes, como acontece gora no Rio com as balas perdidas.”

Ele lembra que a única política pública nas periferias é o “controle social pela violência”. “É histórico no Brasil. A polícia já perseguiu criminosos assim nos Jardins, em Ipanema?”, questiona. “O policial está no pior lugar disso. Não basta apenas punir o policial porque amanhã terá outro fazendo o mesmo, já que essa é a política pública.”

“Ação dos policiais foi correta”

Para o coronel da reserva da PM e ex-secretário Nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva Filho, “ações como essas precisam ser aperfeiçoadas”, mas, neste caso em especial, a PM não errou em perseguir os criminosos que teriam entrado em Paraisópolis.

“Quando houve a perseguição, as ruas estavam desertas. Os policiais se depararam com o baile de repente e a motocicleta entrou no meio da multidão, que a acolheu”, afirma o coronel. “A ação dos policiais foi correta.”

De acordo com o especialista, um grupo de moradores foi para cima dos policiais, que “não deram nenhum tiro”. “Eles seriam linchados, mas conseguiram dispersar usando bombas de efeito moral e tiros com balas de borracha.”

Mesmo que fosse letal, eles estariam cobertos pela lei por legítima defesa
José Vicente da Silva Filho, ex-secretário Nacional de Segurança Pública

O Brasil deve liberalizar jogo, drogas, aborto e prostituição – A pior escravização é a religiosa – Os pastores evangélicos – em linhas gerais – não querem outra modalidade de entretenimento pago: 10% 1

Bancada evangélica avisa que projetos pró-jogos não passam

Presidente da frente na Câmara afirma que ‘jogos atraem azar para a nação, além de ser em abominação aos olhos do Senhor nosso Deus

Rio de Janeiro

Se na bolsa de apostas em Brasília há quem veja abertura para a bancada evangélica mudar de posição, o presidente dessa frente na Câmara diz que não tem jogo: o grupo é contra discutir a abertura de cassinos no Brasil e qualquer tipo de liberação da jogatina, e ponto final.

“O nome já diz: jogos atraem azar para a nação, além de ser em abominação aos olhos do Senhor nosso Deus”, afirma o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM) à Folha.

O deputado Silas Câmara (PRB-AM), presidente da frente evangélica
O deputado Silas Câmara (PRB-AM), presidente da frente evangélica – Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Muitos dos integrantes do bloco, a começar por seu próprio líder, fazem parte do grupo congressista conhecido como centrão —justamente o que tenta convencer Jair Bolsonaro a apoiar projetos de lei que discutem a regulamentação dos jogos no país.

O presidente, que já tinha adotado posição ambígua no passado, disse a interlocutores que sondaria os humores da bancada evangélica, sua forte aliada, para o tema.

A ideia entusiasma sua equipe econômica, mas ele ainda titubeia. Na campanha eleitoral, não descartou o debate: “Há a possibilidade, eu digo uma possibilidade, de jogar para cada estado decidir. Em princípio sou contra, mas vamos ver qual a melhor saída”.

A frente evangélica respondeu com uma nota em que reforça sua disposição a não deixar passar nenhum projeto de lei pró-jogo. Hoje, segundo seu presidente, a coalizão evangélica tem 22% da Casa: 112 expoentes (número que varia de acordo com suplentes que entram e saem quando deputados se ausentam e voltam).

“Todas as bandeiras da frente são pró-vida, família, princípios cristãos, e contra vício, drogas, aborto, suicídio, automutilação. Tudo o que te falei tem a ver com jogos de azar”, diz Silas, que também é pastor da Assembleia de Deus.

“Eles primeiro tiram o que a pessoa tem de luxo na mesa. Ela comia arroz, feijão, bife e depois uma sobremesa, uma fruta. Aí o cara começa jogando e, daqui a pouco, tira a pera, a uva. Logo tira comida. Depois abandona a família, tá endividado, na sarjeta. Como perdeu tudo, mete uma bala na cabeça e se suicida.” Também cita a corrupção que circula num meio que, afirma, é superpovoado por dinheiro sujo, droga, bandidagem.

Sem mencionar qual, menciona um estudo que apontaria: para cada dólar que a economia de Las Vegas ganha, gasta US$ 3 com a “desgraça da periferia, porque no centro tudo é muito bonito, mas na periferia só tem desvalidos, coitados, envolvidos com tudo o que não presta”. Diz Silas: “Jogos de azar geram mais desgraça que resultado. Não é verdade que gera mais divisas”.

O recado tem destinatário: o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, colega no Republicanos e também pastor. Bispo licenciado da Igreja Universal, Crivella faz lobby pela aprovação de projetos para voltar com os jogos no Brasil, banidos há 73 anos. Assim, poderia implantar um cassino na cidade.

Isso atrairia milhões de turistas e bilhões de reais ao país, disse à reportagem em entrevista de dois meses atrás. “Agora, você pergunta: mas você é evangélico… Sou prefeito da cidade. Quem acha que é pecado não joga.”

Sua própria igreja já atacou a causa. Em 2017, o jornal da Universal publicou a reportagem “Uma Aposta Furada”, com histórias de quem se deixou cair em tentação e perdeu tudo na jogatina.

Outras congregações evangélicas também mostram aversão à ideia, embora um artigo publicado pela Igreja Presbiteriana de Santo Amaro lembre que muitos templos organizam bingos para arrecadar fundos. “Mas nem por isso quer dizer que sejam jogos que convêm ao crente.”

Historicamente, evangélicos orientam fiéis a não jogar com dois argumentos mestres, afirma o pastor Valdinei Ferreira, da 1ª Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo.

“1) A disciplina protestante no uso do dinheiro. A ideia do dízimo se faz acompanhar da gestão do dinheiro e se opõe à ideia do ganho fácil pela aposta em jogo. Dinheiro se acumula pelo gasto racional e pela poupança. 2) No imaginário evangélico, o ambiente do jogo é associado a bebida, danças, madrugadas passadas fora de casa. Isso se contrapõe às virtudes tradicionais do protestantismo que incentivam o cultivo da família e do trabalho.”

A popularização de apostas feitas em lotéricas e pela internet embaralhou as cartas, segundo Ferreira.

Na prática, introduziram maior tolerância a essas modalidades que estão desassociadas ao ambiente tradicional do jogo. No dia a dia das igrejas presbiterianas não há repreensões a cristãos que façam esse tipo de aposta, embora não haja também nenhum incentivo. A resistência da bancada aos cassinos, ao meu ver, tem a ver com o ambiente não cristão.”

A Folha conversou com pessoas ligadas ao bloco evangélico que admitiram: alguns deputados podem ceder ao lobby para liberar apenas cassinos integrados a resort, proposta de Crivella para o Rio.

O mundo cristão não é unânime no assunto. Entre católicos também há rachas, mas muitos destacam esta passagem do catecismo pregado pela Igreja: “Os jogos de azar (jogo de cartas, etc.) e as apostas não são, em si mesmos, contrários à justiça”.

Mas não há libera-geral. Eles se tornam “moralmente inaceitáveis quando privam a pessoa do que lhe é necessário para suas necessidades e as de outrem”, o que periga acontecer se “a paixão do jogo” virar “uma grave servidão”.

 


 

O detalhe no pulso do pastor : relógio no valor de R$ 50.000,00 ( cinquenta mil reais ) .

 

 

A Polícia Militar tem até ventríloquo oficial pra mentir deslavadamente…Excludente de crime será licença para matança! 14

Feridos e familiares falam que ação da PM em baile funk foi emboscada

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São Paulo

Jovens feridos e familiares de vítimas afirmam que ação da PM no baile funk em Paraisópolis, que acabou com nove mortos e sete feridos, foi uma emboscada e não perseguição a suspeitos, como afirma a Polícia Militar.

Uma adolescente de 17 anos, que pediu para não ser identificada por medo de represália, conta que ficou presa em uma viela após muita correria e recebeu golpes de cassetete de policiais militares em várias partes do corpo.

“Eles [PMs] foram realmente na maldade para ninguém conseguir correr. Eu ouvi tiros e vi muita gente pisoteada. Inclusive vi um policial dando uma garrafada em uma pessoa no meio da confusão. Eles fecharam as saídas das ruas e saíram espancando. Foi uma covardia.”

Vinícius Silveira Martins, 18 anos, ficou ferido na confusão durante baile funk de Paraisópolis. – Laíssa Barros/Folhapress

Frequentador assíduo do baile funk, Vinicius Silveira Martins, 18 anos, relatou que, por volta das 3h, a PM chegou jogando bombas de efeito moral e encurralando as pessoas. Ele diz ter conseguido escapar de ser pisoteado, mas foi atingido por estilhaços de uma bomba. Ele quebrou o nariz e teve ferimentos no rosto.

“Foi um desespero. Todo mundo correndo tentando salvar a própria vida. Vi gente desacordada e gente morta. Estamos acostumados com as bombas no baile. Tem quase toda semana. Mas, dessa vez fomos encurralados. Foi cassetete, garrafada, muita bomba e correria. Consegui sobreviver e vim para o hospital, mas sei que aqui tem vários corpos de pessoas que não tiveram a mesma chance que eu”, relata, bastante emocionado.

Segundo o tenente-coronel Emerson Massera, da PM, a perseguição está comprovada, uma vez que policiais avisaram o rádio sobre a abordagem. Foram encontradas duas munições que seriam dos criminosos. Os suspeitos e a moto deles, porém, não foram encontrados. (com Folha )

A outra face da corrupção: o corporativismo mafioso das carreiras jurídicas – É contra a Lei do Abuso de Autoridade quem é contra a Democracia 8

Delegados da PF vão ao Supremo contra ‘dano’ da Lei do Abuso de Autoridade

Sede do Supremo do Tribunal Federal, em Brasília -

Sede do Supremo do Tribunal Federal, em Brasília

Paulo Roberto Netto

São Paulo

30/11/2019 10h04

A principal entidade da classe dos delegados de Polícia Federal (ADPF, Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) pediu ao Supremo Tribunal Federal a suspensão da Lei de Abuso de Autoridade (Lei 13.869/2019), aprovada em agosto pelo Congresso e sancionada no mês seguinte pelo presidente Jair Bolsonaro.

O endurecimento da lei contra autoridades policiais e judiciais e o Ministério Público foi visto como uma retaliação da classe política contra a Operação Lava Jato – maior investigação já desencadeada no País contra a corrupção, pegando empreiteiros, doleiros, ex-dirigentes da Petrobras, deputados, senadores e governadores de partidos diversos.

Os delegados federais alegam que a legislação ‘é genérica ao imputar crimes a agentes’ e pode ‘prejudicar investigações futuras’. Segundo os policiais, a lei pode ‘afetar negativamente’ as autoridades públicas e colocar sob ‘irreparável dano’ a democracia brasileira.

O processo foi distribuído ao decano do STF, ministro Celso de Mello.

“Por conta do atual momento de instabilidade, uma vez que a democracia deve ser tida como um eterno processo em construção e de constante aprendizagem, o Legislativo ofereceu como solução, em ato talvez impulsivo e açodado, uma medicação perigosa”, destaca a entidade na ação ao STF.

“Trata-se de remédio que pode acabar por matar não apenas a doença e, ainda, o paciente, mas, também, a longo prazo, sem que se tenha agora em vista, o próprio médico”.

Os delegados questionam oito pontos da lei que preveem penas para o agente que constranger o preso sob ameaça, deixar de se identificar ou se identificar falsamente ao preso no momento da prisão, impedir a entrevista do preso com seu advogado, negar acesso do preso aos autos em que é investigado e violar as prerrogativas de advogados.

Apesar de considerar ‘legítima’ as alterações feitas pelo Congresso, a associação afirma que ‘não se pode permitir que eventuais equívocos sejam respondidos com outros de maior potencial lesivo’.

“Para aqueles que atuam no crime organizado, a exposição e consequente perda de credibilidade de um agente público pela instauração de uma ação penal pode ser suficiente para enfraquecer o trabalho dos órgãos de justiça. Portanto, ainda que, ao final, não haja efetiva punição ilegítima dos agentes – embora haja razoáveis motivos para se crer que isso é provável – é grave a situação”, afirma a associação.

De acordo com os delegados, desde a sanção da lei os agentes são submetidos a um ‘ambiente de temeridade e incerteza que retira a confiança necessária’ para conduzir investigações com autonomia e independência.

“Os arroubos políticos não podem se sobrepor às forças da democracia, que se consubstanciam em suas instituições, sendo uma delas essa Suprema Corte, cujo papel também é de zelar pela manutenção harmônica da ordem democrática do país, ressoando todas as vozes que são silenciadas nos percalços do caminho, dinâmico e complexo, de construção da democracia”, declaram.

Abuso de autoridade

Sancionada em setembro deste ano, a lei de abuso de autoridade endurece punições a juízes, promotores e policiais por excessos em investigações e julgamentos. O Congresso derrubou 18 vetos que foram impostos à legislação pelo presidente Jair Bolsonaro, impondo derrota ao Planalto.

Uma situação que inquieta os investigadores é a penalidade prevista de três meses a quatro anos de prisão para um juiz que decretar a condução coercitiva sem intimação prévia do investigado ou testemunha.

Cidade pobre, políticos ricos – O Márcio França , prefeito de São Vicente nos anos 1997 a 2004 , em 2020 , em vez de se candidatar a prefeito da Capital, deveria ser candidato a prefeito de São Vicente…Abra o olho, Paulistano!   36

Assim , quem sabe, possa consertar os erros pessoais, a inépcia , a improbidade  e as “cagadas” dos seus prepostos! 
Com efeito, como alguém pode ter a pretensão de ser governador do estado, agora candidato a prefeito de uma das maiores cidades do planeta, tendo , em sua cidade , criado um sistema político nefasto que , depois de alguns anos de falsas expectativas , fez com que a cidade regredisse 30 anos . 
A cidade é pobre, feia e tão atrasada que não possui uma só livraria ou cinema exibindo filmes na língua original ( o povo não sabe ler as legendas ), mas em contrapartida seus políticos e homens de confiança – gente de origem pobre, inclusive –  são todos muito bem sucedidos:
“Porque eu só moro em cobertura
Eu só ando em limusine
Um milhão no porta mala
Cinco mina de biquíni
Eu sou o Sheik, Sheik, Sheik
Vou te comprar pro meu harém, ah yeah”

Reduto natal do Márcio França – A inépcia e improbidade dos políticos de São Vicente trouxeram o caos para os munícipes e moradores das cidades circunvizinhas vizinhas 2

Ponte dos Barreiros, em São Vicente, é fechada para o tráfego de veículos

Estrutura passa por teste de cargas até às 16h e, a partir daí, seguirá bloqueada para o tráfego de veículos automotores

De A Tribuna On-line

Ponte dos Barreiros, em São Vicente, foi interditada por decisão da Justiça

Os trabalhos começaram por volta das 10h40. Cinco caminhões carregados com 24 toneladas de areia cada (carga máxima suportada, de acordo com laudo do IPT) vão trafegar pela ponte para verificar os impactos na estrutura. pedestres e ciclistas terão de aguardar até o fim dos testes.

A administração municipal afirmou que a interdição seguirá até que o novo laudo técnico sobre a estrutura da ponte seja entregue para conhecimento do magistrado.

Cinco caminhões carregados com 24 toneladas de carga cada vão trafegar pela ponte para verificar os impactos na estrutura
Caminhões carregados com 24 toneladas passarão pela ponte para testar os impactos na estrutura (Foto: Alexsander Ferraz/AT)

A decisão da Justiça se deu a partir de laudo técnico apresentado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que apontou situação crítica da parte estrutural da ponte, com foco principalmente nas estacas e possibilidade de colapso total da estrutura.

De acordo com o juiz Fábio Francisco Taborda, diante dessa avaliação, a interdição é importante para garantir a segurança dos motoristas que utilizam a Ponte dos Barreiros. Ainda segundo a Justiça, a liberação para o tráfego de veículos, com ou sem restrições, somente será analisada após a conclusão do estudo iniciado pelo IPT.

O laudo do IPT aponta para um elevado grau de risco de colapso parcial ou até total da estrutura se o peso sobre a ponte for considerado excessivo em um teste de carga. A prefeitura informou que a prova de cargas a ser realizado no sábado será dentro da capacidade estabelecida.

Cinco caminhões carregados com 24 toneladas de areia cada vão trafegar pela ponte para verificar os impactos na estruturaCaminhões carregados de areia são usados para testes de carga (Foto: Alexsander Ferraz/AT)

Ônibus intermunicipais

Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU-SP) anunciou mudanças no trajeto de ônibus intermunicipais devido à interdição da ponte.

Para manter o atendimento aos usuários da Área Continental de São Vicente, as linhas, que contam com 83 ônibus, foram modificadas. De acordo com a EMTU, a estimativa é que o tempo de viagem aumente, em média, de 50 a 70 minutos em cada sentido. Por isso, a empresa recomenda que os passageiros se planejem com bastante antecedência. Mesmo com a alteração da rota, todos os pontos de parada continuarão a ser atendidos durante o percurso.

Jogo de empurra-empurra

Os episódios recentes que envolvem a Ponte dos Barreiros são vistos com grande preocupação, também, pelo Legislativo da cidade. O vereador Gil do Conselho (PSDB) mostrou indignação no que diz respeito ao ‘jogo de empurra-empurra’ entre prefeitura e estado sobre a responsabilidade para obras e reformas estruturais na ponte.

“Não precisamos mais de culpados, desse jogo de empurra-empurra do estado e da prefeitura. O dever agora é do estado, é do município, é de todos nós. Isso precisa ser resolvido. Os moradores da Área Continental querem respostas”, afirmou em entrevista à Rádio Nova FM.

“A preocupação como vereador, e também como morador, é qual ação será tomada agora. Falava disso desde maio, de como seria feito o processo de recuperação da estrutura da ponte. Temos que unir forças da região metropolitana. Imagine o caos que se irá se instalar, o reflexo que terá para as cidades de Praia Grande, Mongaguá e demais municípios do Litoral Sul”, completou o parlamentar.

Respostas

O Governo de São Paulo, por meio da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU-SP), afirmou, em nota, que contratou os serviços do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para avaliação técnica das condições estruturais, funcionais e a durabilidade da Ponte dos Barreiros. O laudo, divulgado na quarta-feira, resultou na interdição total do tráfego de veículos na ponte.

O estado reitera que “é de responsabilidade do município a administração e recuperação rodoviária e estrutural da Ponte dos Barreiros. Cabe exclusivamente à prefeitura a adoção de medidas de restrição de tráfego ou interdição do local. A gestão estadual está à disposição do município para prestar apoio no que for necessário. É importante esclarecer que o estado é responsável exclusivamente pela parte férrea e atualmente não utilizada, que fica paralela à ponte rodoviária, para futura implantação do terceiro trecho do VLT”.

Por sua vez, a Prefeitura de São Vicente, também em nota, disse que “o Instituto de Pesquisas Tecnológicas [IPT] não fez laudo sugerindo a interdição da Ponte A Tribuna, popularmente chamada Ponte dos Barreiros, que é de responsabilidade do estado. A informação foi confirmada nesta quarta-feira [27], à Prefeitura de São Vicente, por representantes da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo [EMTU]”.

Ponte Jornal A Tribuna, a Ponte dos Barreiros, em São Vicente (Foto: Carlos Nogueira/AT
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O Márcio França , prefeito de São Vicente nos anos 1997 a 2004 , em 2020 , em vez de se candidatar a prefeito da Capital deveria ser candidato a prefeito de São Vicente. 
Assim , quem sabe pudesse consertar os erros pessoais, a inépcia , a improbidade  e as “cagadas” dos seus prepostos! 

Sequestro e execução do adolescente Lucas – Segundo doutrina da ala facínora da PM executar crianças e adolescentes é mera prevenção criminal; na cabeça dessa gente salvaram muitas “vidas inocentes” 3

Laudo confirma que corpo encontrado em lago é de jovem desaparecido no ABC paulista

Causa da morte de Lucas Eduardo Martins dos Santos, 14 anos, ainda não foi confirmada; dois PMs estão afastados

São Paulo

Um exame de DNA confirmou nesta quinta-feira (28) que o corpo encontrado no início da manhã do último dia 15, em um lago no Parque Natural Municipal de Pedroso, em Santo André (ABC), é de Lucas Eduardo Martins dos Santos, de 14 anos.

O jovem desapareceu por volta da 0h10 do dia 13, quando saiu para comprar um refrigerante, também em Santo André. Parentes do garoto acusam policiais militares pelo sumiço. A PM afastou dois agentes preventivamente enquanto o caso é investigado.

Familiares de Lucas Eduardo Martins dos Santos, de 14 anos, acusam policiais militares de terem desaparecido com o jovem, por volta da 0h10 de quarta-feira (13) em Santo André (ABC). A PM afastou dois agentes preventivamente enquanto o caso é apurado. – Arquivo Pessoal

A reportagem apurou que a causa da morte do garoto ainda não foi confirmada oficialmente pelo IML (Instituto Médico Legal). Porém, segundo policial envolvido nas investigações, a suspeita é a de que o menino tenha sido afogado.

O ouvidor das polícias, Benedito Mariano, afirmou que, com a confirmação de que o corpo encontrado é de Lucas, as investigações devem se concentrar sobre a forma como o jovem foi raptado e em seguida morto. “Estamos aguardando mais um laudo de sangue encontrado em uma viatura [da PM]. A corregedoria da PM avocou o caso a pedido da Ouvidoria e temos confiança na apuração do órgão corregedor da PM que investiga indícios de participação de policiais militares na morte do garoto Lucas”, afirmou.

O corpo de Lucas foi encontrado somente de cueca, boiando de barriga para baixo, às margens do lago. Um policial afirmou na ocasião, em condição de anonimato, que o cadáver não apresentava sinais de violência.

Para a realização do exame, foram coletadas amostras de DNA do pai e de um dos irmãos de Lucas para serem confrontadas com o material genético do corpo encontrado no lago.

Agora apurou que a Polícia Científica coletou sangue humano dentro de uma viatura da PM, no dia em que Lucas desapareceu. O material foi encaminhado para ser também confrontado com as amostras de DNA coletadas dos parentes do jovem desaparecido. As análises ainda não foram concluídas.

A viatura passou por perícia após parentes de Lucas reconhecerem um policial que supostamente estaria envolvido no desaparecimento do jovem.

Resposta

À época do crime, a PM instaurou um procedimento para apurar o caso e, preventivamente, afastou do serviço operacional dois agentes que foram apontados por testemunhas como supostos participantes da abordagem ao garoto.

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), sob gestão João Doria (PSDB), “todas as circunstâncias relativas aos fatos seguem em apuração pela Polícia Civil, assim como o IPM (Inquérito Policial Militar) instaurado pela Polícia Militar”.

Mais uma vez Bolsonaro emprega mentiras para fugir da responsabilidade pelo pessoal incentivo à grilagem , desmatamento e queimadas na Amazônia 1

Bolsonaro associa Leonardo DiCaprio a incêndios na Amazônia

Relação foi feita em comentário sobre queimadas em Alter do Chão. Presidente apontou ONG como responsável pelas chamas, contrariando o entendimento do MPF

Bolsonaro associa Leonardo DiCaprio a incêndios na Amazônia
Segundo o MPF, não há indícios de participação de brigadistas ou da sociedade civil nas queimadas (Foto: Facebook/Jair Messias Bolsonaro)
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) relacionou o ator de Hollywood Leonardo DiCaprio aos incêndios em Alter do Chão, em Santarém (PA), conhecido como “Caribe Amazônico”.

A declaração foi dada durante sua transmissão semanal pelas redes sociais, feita na última quinta-feira, 28, quando o presidente comentou o caso dos brigadistas da Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão, da ONG paraense Instituto Aquífero Alter do Chão, – que estavam detidos até a última quinta-feira, 28, investigados pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento nas queimadas.

Durante a transmissão, Bolsonaro citou uma doação de R$ 70 mil à ONG paraense. Essa doação foi feita organização WWF-Brasil, que afirmou, através de um comunicado, que o valor seria para compra de equipamentos para o combate a incêndios, algo que estava previsto em contrato.

“Uma ONG contratou, pagou R$ 70 mil por uma fotografia de queimada. Então, o pessoal ali da ONG, o que eles fizeram? O que é mais fácil? Toca fogo no mato. Tira foto, filma, manda para a ONG, a ONG divulga aquilo, faz uma campanha contra o Brasil, entra em contato com o Leonardo DiCaprio e o Leonardo DiCaprio doa US$ 500 mil para essa ONG. Uma parte foi para o pessoal que estava tocando fogo. Leonardo DiCaprio, você está colaborando com as queimadas na Amazônia”, disse Bolsonaro durante a transmissão.

O ator Leonardo DiCaprio, conhecido por filmes como Titanic e O Regresso, é um grande ativista pelo meio ambiente, e faz doações recorrentes pela preservação do ecossistema em diferentes partes do mundo. No último mês de agosto, ele se manifestou, pelas redes sociais, sobre os incêndios na Amazônia. Boa parte do conteúdo compartilhado em suas mídias é voltada para a preservação do meio ambiente.

Ao citar DiCaprio, Bolsonaro afirmou que uma parte da suposta doação de US$ 500 mil foi repassada para a Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão, que, segundo ele, seria a responsável pelas queimadas. No entanto, a WWF-Brasil, responsável pela doação de R$ 70 mil à ONG – prevista em um acordo assinado no último mês de outubro -, negou que tenha recebido dinheiro do ator.

“Importante salientar que o WWF-Brasil não adquiriu nenhuma foto ou imagem da Brigada, nem recebeu doação do ator Leonardo DiCaprio. Tais informações que estão circulando são inverídicas”, afirmou em um comunicado divulgado na última terça-feira, 26.

Em outra nota, a WWF-Brasil voltou a falar sobre as acusações que seus parceiros estão sofrendo. No comunicado, a organização voltou a negar ter comprado uma foto vinculada a uma doação feita por DiCaprio, conforme afirmou Bolsonaro.

“O WWF-Brasil repudia os ataques a seus parceiros e as mentiras envolvendo o seu nome, como a série de ataques em redes digitais com base em mentiras, como a compra de fotos vinculada a uma doação do ator Leonardo DiCaprio. Como o WWF-Brasil já informou em nota no dia 26 de novembro, não houve compra de imagens da Brigada Alter do Chão. O fornecimento de fotos por qualquer parceiro da organização é inerente à comprovação das ações realizadas, essencial à prestação de contas dos recursos recebidos e sua destinação no âmbito dos Contratos de Parceria Técnico-Financeira”, destacou a nota.

Entenda o caso

A Polícia Civil do Pará prendeu na última terça-feira quatro brigadistas da Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão. Os detidos eram suspeitos de terem iniciado incêndios na região, durante o último mês de setembro, para promover doações para a ONG.

A prisão preventiva foi decretada pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Santarém (PA), Alexandre Rizzi. Na última quarta-feira, 27, o juiz chegou a negar um pedido de liberdade impetrado pela defesa dos brigadistas. No entanto, na última quinta-feira, Rizzi determinou a soltura dos brigadistas.

Na ordem de prisão preventiva, Rizzi havia destacado a necessidade da “garantia de ordem pública”. Já na soltura, o magistrado apontou a grande quantidade de material apreendida pela Polícia Civil, que ainda precisa ser analisada, segundo informou a revista eletrônica Consultor Jurídico (Conjur).

O advogado Wlandre Leal, que defende os brigadistas Daniel Gutierrez Govino, João Victor Pereira Romano, Gustavo de Almeida Fernandes e Marcelo Aron Cwerner, classificou a prisão como “desnecessária e abusiva”. Segundo a defesa, a polícia inverteu a ordem do processo legal ao pedir a prisão preventiva com as investigações ainda em aberto.

Já o WWF-Brasil, que é parceira da Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão e repudiou as constantes acusações à ONG, apontou a “falta de clareza sobre as investigações” e a “falta de fundamento das alegações usadas”, além da “dúvida sobre o real embasamento jurídico dos procedimentos adotados pelas autoridades contra os acusados”. Para a organização, “acusação sem provas é ataque à Constituição”.

“O WWF-Brasil expressa sua confiança nesta organização, que tem colaborado desde o início das investigações policiais sobre a origem dos focos de incêndio em Alter do Chão, tendo sido ouvida pela Polícia Civil, e fornecendo informações e documentos às autoridades policiais de forma voluntária”, destacou a organização.

Paralelamente às investigações da Polícia Civil, o Ministério Público Federal (MPF) pediu acesso ao inquérito que acusa os brigadistas por serem os responsáveis pelos incêndios. Segundo o MPF, a investigação federal não conta com nenhum elemento que aponte para a participação de brigadistas ou da sociedade civil nas queimadas.

“Ao contrário, a linha das investigações federais, que vem sendo seguida desde 2015, aponta para o assédio de grileiros, ocupação desordenada e para a especulação imobiliária como causas da degradação ambiental em Alter. Por se tratar de um dos balneários mais famosos do país, a região é objeto de cobiça das indústrias turística e imobiliária e sofre pressão de invasores de terras públicas”, afirmou o MPF através de uma nota do último dia 27 de novembro.

Já no último dia 28 de novembro, o MPF pediu vista do processo. O objetivo é analisar se a competência das investigações é estadual ou federal. Caso seja federal, caberá à Polícia Federal, não à Polícia Civil, conduzir o processo.

“Existe inquérito na Polícia Federal com objeto idêntico ao do inquérito instaurado pela Polícia Civil, para apurar incêndios florestais ocorridos em setembro de 2019 na Área de Proteção Ambiental de Alter do Chão. Como supervisor do inquérito federal, o MPF é titular de eventual ação penal a ser ajuizada, caso as investigações apontem para um incêndio criminoso”, explicou através de um comunicado.

No texto, o MPF explicou que a PF não trabalha com suspeitos nessa nova investigação, buscando laudos técnicos para definir as origens dos incêndios. No entanto, ainda na nota, o órgão reforçou que investiga, desde 2015, os ataques de grileiros na região.

“Se confirmado que as queimadas ocorreram em terras públicas federais, o MPF entende que a atribuição para investigar não é da Polícia Civil. O MPF já investiga ataques de grileiros sobre essa área desde 2015 e tem dois processos judiciais que tratam de grilagem e danos ambientais na APA Alter do Chão, tramitando na Justiça Federal de Santarém”, apontou o Ministério Público Federal.

Fora de contexto?

Enquanto as investigações seguem em andamento, uma conversa apreendida pela Polícia Civil ganhou as redes sociais. No diálogo, Gustavo, que estava entre os brigadistas detidos, conversa com uma mulher sobre a situação na região.

Compartilhando o diálogo pelas redes sociais, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não entrou no mérito das investigações, limitando-se a afirmar: “Tirem suas próprias conclusões”.

Ricardo Salles MMA

@rsallesmma

Tirem suas próprias conclusões

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Através de uma nota divulgada no último dia 27, a Brigada Alter do Chão informou que “os trechos de áudio de um brigadista voluntário que foram vazados para a imprensa estão sendo disseminados sem a devida contextualização”.

Troca de delegados

Apontando a especificidade do caso, o governo do Pará anunciou, através de uma nota, a troca de delegados responsáveis pelo inquérito sobre os brigadistas. O delegado Fábio Amaral Barbosa deixa a investigação a cargo do delegado da Polícia Civil Waldir Freire Cardoso, atual Diretor da Delegacia Especializada em Meio Ambiente.

“O Governo do Estado do Pará ainda esclarece: Que NÃO interfere em investigações da Polícia Civil do Estado, que é autônoma e NÃO tem o poder de realizar prisões sem autorização judicial”, destaca a nota do governo.

Helder Barbalho

@helderbarbalho

Sobre o caso ocorrido em Santarém, determinei a substituição da presidência do inquérito para que tudo seja esclarecido da forma mais rápida e transparente possível. O diretor da Delegacia Especializada em Meio Ambiente, Waldir Freire, estará à frente das investigações.

Vídeo incorporado

Posicionamentos diferentes

Desde que assumiu o governo federal, Bolsonaro mostrou-se contrário aos trabalhos promovidos por ONGs. Já durante o mês de janeiro, o secretário de Regulação Fundiária do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia, afirmou que, durante o governo Bolsonaro, “não haverá mais dinheiro para ONGs escusas”.

Já em agosto, Bolsonaro voltou a atacar as ONGs. Na ocasião, diante da alta das queimadas na região da Amazônia, o presidente levantou a possibilidade de que as organizações estivessem por trás dos incêndios. De acordo com o presidente, pode ter havido ação criminosa dos “ongueiros para chamar a atenção contra a minha pessoa, contra o governo do Brasil”. Diferentes ONGs rebateram as acusações.

Na última transmissão semanal pelas redes sociais, feita na última quinta-feira, Bolsonaro direcionou, mais uma vez, ataques a ONGs. Após fazer as alegações sobre doações e ações dos brigadistas em Alter do Chão, ele acusou as organizações de agirem em função própria.

“Logicamente que o mundo não está vendo o que eu estou falando aqui, mas não doe dinheiro para ONG. Acaba a questão de doar dinheiro para ONG. Eles não estão lá para preservar o meio ambiente. Estão em causa própria, ganhar dinheiro em causa própria”, afirmou o presidente.

O posicionamento, porém, contrasta com o do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), com quem Bolsonaro esteve na última quarta-feira para a inauguração da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Através da mesma nota em que anunciou a troca dos delegados da Polícia Civil, o governo do estado do Pará reforçou a confiança nas ONGs que atuam na região, exaltando seus trabalhos.

“O Governo do Pará reitera que as ONGs são fundamentais para a preservação das florestas no estado, e que o Executivo continua parceiro de todas as instituições e entidades que respeitam as leis brasileiras”, conclui a nota.

Policiais do 12º DP da Capital fecham clínica de abortos clandestina 2

Materiais encontrados em clínica ilegal na região central de São Paulo - Polícia Civil

RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Civil descobriu uma clínica clandestina na rua Hannemann, no Pari, região central de São Paulo
  • Um falso médico foi preso e diversos medicamentos irregulares apreendidos
  • A Polícia Civil aponta que o local pode ter sido utilizado para a realização de abortos

Polícia fecha clínica clandestina suspeita de realizar abortos em SP

No local foram encontrados diversos medicamentos chineses, instrumentos cirúrgicos e até uma cadeira para gestante

Ao menos nove pessoas foram detidas pela polícia no local

Ao menos nove pessoas foram detidas pela polícia no local

Reprodução

A Polícia Civil fechou no fim da noite desta quinta-feira (28) uma clínica médica clandestina suspeita de realizar abortos na zona norte de São Paulo.

No local foram encontrados diversos medicamentos chineses, instrumentos cirúrgicos e até uma cadeira para  gestante.

Ao menos nove pessoas foram detidas, entre eles o responsável pela clínica.O local já era alvo de investigações da Polícia Civil, pois no local havia grande movimentação de pessoas.

No andar de cima da clínica a Polícia ainda encontrou uma casa de jogos de azar, onde outros oito homens foram detidos e assinaram um termo circunstanciado, por envolvimento com jogos de azar, e vão responder processo em liberdade.

O caso foi registrado no 12º DP (Pari), que será responsável por concluir a investigação e confirmar se o local era utilizado para que mulheres pudessem abortar de forma ilegal.

A investigação foi presidida pelo titular Dr. Fusita e investigador-chefe Arruda;  com o apoio do Dr. Roberto Monteiro e equipe do  chefe Zaparolli, da Seccional Centro.

Parabéns Desembargadora MARIA LÚCIA PIZZOTTI MENDES! V. Exa. honra o Poder Judiciário! 2

Em 1988, estive na posse de um grande amigo – Paulo Marcos Vieira – que estava ingressando na magistratura. Havia sido promotor de Justiça do mesmo concurso que eu, e, em 1986, quando ingressei na magistratura, ele era o promotor que passou a trabalhar comigo. Não poderia faltar à sua posse como juiz, mesmo porque fui um dos incentivadores para que fizesse o concurso.
Lá na posse, no entanto, além da alegria de ver o “Paulinho Boa Pessoa” ser empossado (hoje ele é juiz em São José do Rio Preto), conheci uma jovem empossanda que me chamou a atenção pelo nome e pela sua forma amiga de se relacionar com os colegas que, juntamente com ela, tomavam posse no cargo de juiz substituto. Seu nome: MARIA LÚCIA PIZZOTtI MENDES (na reportagem faltou o MENDES). PIZZOTTI MENDES, na época, era um nome muito conhecido e respeitado no Ministério Público. Dizia-se ali que ela era “filha do homem”, referindo-se ao respeitadíssimo promotor PIZZOTTI MENDES.
Nunca mais voltei a vê-la, até que um dia, anos depois, a vi no corredor do Fórum Cível Central. Abordei-a e disse-lhe, rapidamente, que ela honrava a magistratura.
Não tronei a vê-la.
E acho possível que hoje, muitos daqueles que com ela tomaram posse no cargo de juiz, sejam hoje seus maiores críticos. Asseguro que “Paulinho Boa Pessoa” (Paulo Marcos Vieira) não, muito embora não o veja há mais de 20 anos.
Quando dois presidentes do TJ, de qualquer Estado do Brasil, em particular de SP, representam buscando a instauração de processo contra um juiz (como foi o caso de Maria Lúcia), é porque esse juiz está fazendo a coisa certa.
Parabéns Desembargadora MARIA LÚCIA PIZZOTTI MENDES! V. Exa. honra o Poder Judiciário!

Ronaldo TOVANI