Autor: Flit Paralisante
PROPRIETÁRIOS DA AUTOESCOLA FERRARI DE CUBATÃO FORAM CONDENADOS POR VENDA DE CARTEIRAS DE MOTORISTA 12
Formação de quadrilha para venda de CNHs
PROC. CRIME Nº 0013888-85.2002 (controle nº 373/02)
Conforme os fatos narrados nos boletins de ocorrência n.°s 1085/2002 e 87/2003, formalizados pela diretoria da Ciretran de Cubatão , os proprietários da autoescola Ferrari , estabelecida na Praça Frei Damião 284 – Vila Nova – Cubatão , formaram uma quadrilha e cometeram crimes contra a Administração Pública e contra o patrimônio.
Com o concurso de ex- servidores e funcionários daquela Unidade de Trânsito habilitavam diversas pessoas fraudulentamente, ou seja: candidatos que não se submeteram aos exames previstos na legislação.
A expedição irregular de CNHs foi constatada internamente no mês de outubro de 2002.
Em razão das provas colhidas durante o inquérito e ação penal , em sentença publicada no dia 19 de setembro , o Juiz Rodrigo Moura Jacob , titular da 1ª Vara Criminal de Cubatão , entendeu condenar os réus Valmir Guilherme Franz e Clelia Maria Agostini Iwamoto , respectivamente, médico e psicologa então habilitados pelo DETRAN, a pena de 07 anos de reclusão, no regime semi-aberto e ao pagamento de 55 dias-multa, sendo cada dia no valor de meio salário minimo, como incursos no artigo 288, “caput”, 299, “caput”, c.c. o Art. 29, todos do C.P.., e CONDENAR os réus Osvaldo Nunes Aguiar e Aparecido Nunes Aguiar, proprietários do CFC FERRARI de Cubatão, a pena de 06 anos, 07 meses e 03 dias de reclusão, no regime inicial semi-aberto e ao pagamento de 36 dias-multa, no seu piso legal, como incursos no artigo 288, “caput”, 299, “caput”, c.c. o Art. 29, todos do Código Penal. Os réus responderam o processo em liberdade, e assim – em liberdade – poderão apelar.
FUNCIONÁRIOS DA PREFEITURA E TERCEIRIZADOS.
Uma funcionária da municipalidade , duas funcionárias contratadas pela associação de autoescolas e despachantes; mais uma funcionária da clínica médico-psicológica foram condenadas a 18 anos de reclusão por formação de quadrilha e inserção de dados falsos no sistema do DETRAN-SP.
CORRUPÇÃO NA CORREGEDORIA DO DETRAN
Em razão de irregularidades naquela CIRETRAN , membros da Corregedoria do DETRAN – um delegado atualmente lotado na CORREGEDORIA GERAL DA POLÍCIA CIVIL – realizaram várias diligências e inspeções nos anos de 1999, 2000 e 2001, bem como uma correição no início de 2002.
Cobraram propina para acobertamento de crimes lá cometidos por policiais civis , funcionários públicos e os referidos donos da autoescola.
O CFC Ferrari sofreu apenas uma leve penalidade de suspensão e continua suas atividades apesar das graves irregularidades administrativas e crimes.
CORPORATIVISMO MAFIOSO – Membros do MP continuam utilizando o poder de denunciar para coagir todo aquele que noticia alguma irregularidade de seus membros 11
CIÊNCIA DA INOCÊNCIA
É necessário dolo para configurar denunciação caluniosa
Para a configuração do crime de denunciação caluniosa, é indispensável que a conduta imputada à vítima também seja definida como crime. É preciso que, além de a vítima ser inocente, o sujeito ativo tenha inequívoca ciência dessa inocência.
Esse foi entendimento aplicado pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça para trancar ação penal contra sindicalista acusado de denunciação caluniosa (artigo 339 do Código Penal). Ele foi denunciado pelo crime após enviar reclamação disciplinar ao Conselho Nacional do Ministério Público contra promotor de Justiça de Caraguatatuba (SP).
Na denúncia oferecida, o Ministério Público estadual afirma que o sindicalista, na condição de presidente do Sindicato dos Servidores do Município de Caraguatatuba (Sindserv-Caraguá), atribuiu ao promotor o crime de prevaricação, por ele ter permanecido inerte a respeito de eventual fraude em concurso público municipal.
A denúncia foi aceita pela 2ª Vara Judicial de Caraguatatuba (SP) e o Tribunal de Justiça de São Paulo negou pedido de Habeas Corpus apresentado pela defesa do sindicalista. Ele recorreu ao STJ, pedindo o trancamento da ação penal. No recurso, sustentou atipicidade da conduta, pois ao formular a reclamação, apenas teria exercido o direito constitucional de petição, não havendo o dolo específico necessário à caracterização do crime previsto no artigo 339 do Código Penal.
Alegou ainda que na reclamação apenas foram narrados fatos relacionados ao concurso público, sem a atribuição de infração disciplinar ou ilícito penal ao promotor. Por isso, o caso não se enquadraria no tipo penal de denunciação caluniosa.
O relator do HC na 6ª Turma do STJ, ministro Sebastião Reis Júnior, afirmou que, nem a leitura da reclamação apresentada pelo sindicalista nem os termos da conclusão externada pelo Conselho Nacional do Ministério Público permitem vislumbrar a ocorrência do crime de denunciação caluniosa. De acordo com o relator, ao contrário do afirmado pelo MP na denúncia, em nenhum momento foi atribuída à suposta vítima o crime de prevaricação.
“É narrada, sim, de forma enérgica, a omissão, em tese, do promotor de Justiça em relação às supostas fraudes ocorridas no concurso público, em razão de ter sido levado ao conhecimento do membro oficiante da comarca fatos graves e, na visão do paciente, este ter-se quedado inerte em relação à propositura de medida de busca e apreensão do caderno de questões e respectivo gabarito das provas realizadas, bem como ao ajuizamento da competente ação civil pública”, escreveu o ministro em seu voto.
De acordo com Sebastião Reis Júnior, o próprio Conselho Nacional do MP, quando deu parecer sobre a reclamação disciplinar, afirmou ter sido atribuída ao membro do MP a prática de “violação do dever funcional”, conduta não tipificada em lei como crime. “Esta Corte Superior já decidiu que, para a configuração do crime de denunciação caluniosa, é indispensável que a conduta imputada à vítima também seja definida como crime, sob pena de atipicidade de conduta”, disse o ministro.
Além disso, à época do oferecimento da reclamação disciplinar na Corregedoria Nacional do Ministério Público, ainda não havia sido ajuizada ação civil pública relativa ao caso – situação que reforça não ter o sindicalista certeza da inocência do membro do MP a respeito dos fatos informados na reclamação.
O relator concluiu que a denúncia oferecida pelo Ministério Público estadual contra o sindicalista não demonstrou suficientemente o dolo de imputar falsamente conduta tipificada como crime àquele que sabe ser inocente. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ
Reunião amanhã, segunda-feira, dia 14/10/13, às 14 hs., na sede da IPA 124
Prezados Colegas Presidentes de entidades e Policiais Civis em geral, de todas as carreiras:
Analisando, ainda que superficialmente, os PLCs nº 43 (Delegados) e 44 (Escrivães e Investigadores), o sentimento que tenho é o de que, mais uma vez, fomos enganados. Os projetos são iníquos, na forma e no conteúdo, seja porque os valores são ínfimos, seja pela demora na sua aplicabilidade.
De que valeram, então, os esforços que despendemos desde a edição da LC 1.151, de 25/10/2011, quando por conta do disposto em seu artigo 26, seriam estabelecidas melhorias em decorrência do nível universitário. Formou-se um Grupo de Trabalho, que de 180 dias passou para dois anos, com um resultado pífio desses.É revoltante!
Chega a ser um insulto à nossa paciência, boa-fé e disciplina. Quanto esforço, por tão pouco: quantas reuniões, quantas idas à Assembleia Legislativa, às Secretarias de Gestão, Casa Civil e congêneres.
Esperávamos mais sensibilidade da parte do Sr. Governador, já que não se pode querer o mesmo de alguns dos tecnocratas que sequer atentaram para a escalada da violência que toma conta de São Paulo e, por consequência, de todo o país. Ou será que, para eles uma coisa não tem a ver com a outra? Ou será que eles acham que R$ 118,12, que é quanto um Escrivão/Investigador de 3ª classe receberá, serve de estímulo para que ele se dedique mais do já vem se dedicando? E assim para todos os demais que terão os ínfimos 7%.
Por esse ângulo, quero, de pronto, ressaltar meu irrestrito reconhecimento ao esforço demandando da Delegacia Geral de Polícia, na pessoa do Dr. Luiz Maurício Souza Blazeck, assim como da Secretaria da Segurança Pública, pelo seu titular, Dr. Fernando Grella Vieira. Sabemos o quanto os dois se empenharam. Mas a chamada “vontade política” não está ao alcance deles e sim das áreas ditas “técnicas” (melhor dizer logo, políticas): Gestão, Planejamento, Fazenda e Casa Civil.
Esses sim, são os culpados, pois, conhecendo as suscetibilidades que envolvem a questão, se mostraram frios e calculistas, sem se importar com o alcance social da coisa. Para eles, certamente, pesaram os números de quantos somos e o dito impacto na Folha. Certamente disseram ao chefe maior que “o governo tem outras prioridades”. E tem, todos sabemos: saúde, educação, infraestrutura e de transportes, mas não são essas que preocupam tanto assim, já que os servidores dessas áreas são, também, pessimamente remunerados. Assim como os nossos colegas das carreiras não abrangidas, que terão que se contentar com os míseros 7%, que na realidade não chega a tanto.
Apenas na proporção, menos mal para os Srs. Delegados, mas, ainda assim, não foi reconhecida como deveria a carreira jurídica. Criaram até outro nome para denominar a função. É ou não é coisa de tecnocrata insensível e/ou mal-intencionado?
Portanto, reforço o convite feito em nome da FEIPOL-SE, para nos reunirmos amanhã, segunda-feira, dia 14/10/13, às 14 hs., na sede da IPA, para tratarmos da questão.
Jarim Lopes Roseira
Presidente da IPA e Diretor de Organização da FEIPOL
COISA LINDA!…PM senta o dedo em ladrão de moto, infelizmente o nojento não morreu! 53
Um motoqueiro registrou neste último sábado (12), em São Paulo, o momento em que um policial militar atira contra um ladrão que o havia roubado segundos antes. As imagens foram feitas na zona leste, próximo à Linha 12-Safira da CPTM.
Na gravação, o motoqueiro é abordado por um homem armado após ser fechado por outra moto. Pouco depois de a vítima entregar o veículo, o ladrão sobe na moto e é alvejado por dois tiros disparados pelo policial.
“Obrigado polícia. Agora vai roubar no inferno. Minha moto você não vai levar não”, diz o cinegrafista após a ação. Na descrição do video, o motoqueiro, indignado, afirma que no Brasil a polícia é obrigada a realizar a justiça desta forma, porque a justiça legal só leva a mais injustiças.
“Para sorte do segundo assaltante, o policial à paisana, que aparece no final do vídeo, não teve tempo para realizar o disparo”, completa a vítima.
————————–
Parabéns ao polícia!
Esperamos que não tenha problemas com a “justiça” !
VENDEDORES DE FUMAÇA – Uma advogada chechelenta – pra se valorizar – vende fumaça por telefone prejudicando o próprio irmão que deixou de ser contratado pelo STF ; o fato ainda acaba sendo revelado pelo MP de São Paulo – salvadores da pátria – contra Ricardo Lewandowski 51
STF deixa de contratar irmão de advogada do PCC após ser alertado
Com base em escutas telefônicas, promotores temiam intenção de facção de influenciar órgão
Investigação concluiu que grupo criminoso tem 11.400 membros e movimenta cerca de R$ 120 milhões por ano
AFONSO BENITES ROGÉRIO PAGNAN DE SÃO PAULO JOSMAR JOZINO DO “AGORA”
O Supremo Tribunal Federal barrou a contratação de um assessor depois de ser alertado por promotores paulistas que ele era irmão de uma advogada de chefes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
A decisão de evitar a nomeação do profissional para um cargo de confiança no gabinete do ministro Ricardo Lewandowski foi tomada após alerta ao órgão feito pelo Ministério Público Estadual.
Os promotores de São Paulo temiam que a facção criminosa tivesse a intenção de infiltrar uma pessoa no STF.
O caso ocorreu em 2010. Embora não tenham comprovado nenhuma ligação do advogado que seria contratado com integrantes do PCC, a condição da irmã dele como defensora do grupo colocou as autoridades em alerta.
As informações chegaram à Promotoria durante a maior investigação já realizada contra o PCC em todo o país.
Conforme escutas telefônicas feitas em agosto de 2010, a advogada de Daniel Vinicius Canônico, o Cego, um dos chefes do PCC, disse para ele que o irmão dela trabalharia como assessor de Lewandowski e que isso poderia facilitar em processos.
“Meu irmão foi chamado para trabalhar com um ministro, o Lewandowski, aí estava pensando nisso hoje, pra juntar vários pedidos [de progressão de regime] que foram negados, levar pra Brasília e conversar com um ministro, vou ver se consigo”, afirmou a advogada no grampo.
Assim que souberam, os promotores procuraram o então presidente do STF, Cezar Peluso. Segundo esses promotores, o ministro avisou seu colega de corte, que desistiu da contratação.
Peluso afirmou que não se lembra do caso. “Passei por tanta coisa no Supremo que não me recordo de tudo”, disse ele à Folha. Lewandowski informou, por meio de sua assessoria, que a contratação do profissional não ocorreu.
Essa investigação do PCC durou três anos e meio e identificou 175 suspeitos de formação de quadrilha e tráfico de drogas, conforme informou o jornal “O Estado de S.Paulo”.
A apuração concluiu que a facção tem cerca de 11.400 membros em 22 Unidades da Federação, no Paraguai e na Bolívia –sendo 7.800 em São Paulo, dos quais 6.000 presos, inclusive a cúpula do grupo.
A facção movimenta cerca de R$ 120 milhões anuais. Suas principais fontes de renda são o tráfico de drogas, o pagamento de mensalidades e o sorteio de rifas.
Mais uma redundância organizacional – Gabinete do Delegado Geral (GDG) 76
http://www2.policiacivil.sp.gov.br/x2016/modules/news/article.php?storyid=4692
|
Nunca precisei gritar para ser respeitada, diz delegada pioneira em SP 45
Luis Kawaguti
Da BBC Brasil em São Paulo
Delicadeza para lidar com subordianados é o método de Elisabete para vencer em ambiente masculino
Poucos exemplos ilustram tão bem a presença feminina em profissões originalmente masculinas quanto mulheres que ocupam cargos das áreas da segurança pública e da defesa nacional.

Enquanto o governo da presidente Dilma Rousseff negocia com o Exército formas de abrir, até 2017, as funções de combate às mulheres, elas já atuam há décadas na repressão ao crime nos diversos órgãos policiais do país.
Uma dessas policiais é a delegada Elisabete Ferreira Sato Lei – a primeira mulher a chegar ao cargo de diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de São Paulo.
Ela ocupa a posição na cúpula da polícia há dez meses e também é professora da academia de polícia – onde leciona sobre situações de crise, com reféns.
Antes de chegar ao topo da hierarquia policial, Elisabete participou das investigações de boa parte dos assassinatos ocorridos no Estado, incluindo alguns que abalaram a opinião pública nos últimos anos.
Entre eles estão as mortes da menina Isabella Nardoni, da advogada Mércia Nakashima e da família de policiais, que segundo a polícia, foi chacinada pelo filho único Marcelo Pesseghini, de 13 anos – além de uma série de difíceis investigações sobre homicídios cometidos por policiais militares.
O cargo a coloca em uma posição complexa: guiar suas equipes de policiais em uma frente e, em outra, assumir a responsabilidade sobre os resultados das investigações perante a sociedade – tarefa especialmente delicada por envolver questões caras a qualquer um no poder: a credibilidade da polícia e a sensação de segurança da população.
Segundo seus colegas de trabalho, em 32 anos de polícia, ela ficou conhecida por seriedade e rigor. Reunida com seus principais delegados, seja em seu gabinete ou na tensa cena de um crime, não levanta a voz e pede a opinião de todos. Mas quando dá uma instrução, jamais precisa repeti-la.
Leia abaixo trechos de sua entrevista à BBC Brasil:
BBC Brasil – Você ainda vê traços de machismo ou preconceito em seus ambientes pessoal ou profissional?
Elisabete Sato – O preconceito ou o machismo subsistem em algumas partes da sociedade, e no Brasil não é diferente. No meu ambiente de trabalho, a vocação vem em primeiro lugar. Então, independente de você ser homem ou mulher, se é vocacionado para ser policial você o será.
Em outros ambientes ainda subsiste essa questão do machismo, do preconceito contra a mulher, principalmente em relação a colocar em dúvida se a mulher efetivamente é capaz.
A força física faz falta na polícia?
Estamos num tempo em que não faz tanta diferença. O que existe é o preparo para o policial, independente do sexo. Temos excelentes policiais atiradoras, temos excelentes policiais investigadores e o contrário também é verdadeiro, então hoje a força física não é levada tanto em consideração.
Nos casos das delegadas de polícia, temos uma equipe que trabalha conosco. Então se em alguma diligência houver a necessidade de (uso da) força física, a delegada pode determinar que os investigadores o façam.
Como a mulher da sua geração tem evoluído na sociedade atual?
Na geração da minha mãe a maioria das mulheres era de donas de casa. Elas eram educadas e preparadas para lavar, cozinhar, limpar a casa, cuidar da educação dos filhos. Hoje não – a mulher tem seu emprego, é empresária, é executiva, é policial, mas ela não deixou de exercer as outras atividades, do lar, por exemplo.
Eu sou casada, saio da delegacia e vou preparar o jantar. Então considero que o papel da mulher mudou bastante nos últimos anos.
Acha que seus poderes de escolha e de decisão aumentaram?
No cargo atual meu poder de decisão efetivamente aumentou. Decidir parece ser fácil, mas requer uma certa certeza ou um sentimento de que você está tomando a decisão correta. Só que a certeza absoluta é uma coisa inimaginável. E hoje, na sociedade, as decisões recaem muito sobre a mulher.
Eu dou um exemplo prático: um casal tem uma filha adolescente e ela pede ao pai que a leve em uma discoteca. O pai simplesmente lava as mãos e a mãe tem que decidir. Ela considera que a filha é jovem, vai a lugares onde se consome bebida alcoólica, pode ser vítima de um acidente de trânsito ou mesmo de um assalto.
Eu conheço várias histórias em que a mãe acaba dizendo sim, porque a filha ou o filho insiste muito. Isso é para exemplificar que muitas vezes se lava as mãos e se deixa as coisas acontecerem. Então decidir parece fácil, mas não é.
Quais principais fatores e características pessoais considera hoje que foram importantes em sua história?
Primeiro, a vontade que nós temos de que as coisas deem certo. Quem veio para o seio policial tem que ser legalista, respeitar os direitos humanos e a dignidade da pessoa. Mas uma das qualidades com a qual me identifico é a persistência.
Já passei por muitas situações emblemáticas, de pressão, mas o mais importante é você não perder o rumo, saber que você desempenha um papel importante dentro da sociedade e que que a polícia está aqui para servir.
Por mais que as pessoas queiram te denegrir, você mantém-se firme, olha para a frente. Estou seguindo meu caminho sem dor de consciência porque o que eu estou fazendo é correto.
Muitos problemas que a senhora enfrentou não se resolvem na força. A condição de mulher ajudou?
Nesses anos que tenho na carreira de delegada aprendi a lidar com as pessoas, com o ser humano, e não ver os policiais como seres invisíveis. São pessoas que têm os seus problemas, são profissionais de polícia que vieram dessa sociedade, vieram de educações diferentes, de lares diferentes. Então você respeita o homem acima do profissional.
Ter crises de autoridade é uma das coisas que eu particularmente critico muito. Tudo o que eu faço é na base do “por favor, vamos fazer isso”, ou “quero ouvir sua opinião”, “você acha que estamos corretos nessa investigação?”. É compartilhar. Tratando bem as pessoas você consegue todos os seus objetivos.
Eu nunca tive que gritar com policial que trabalhasse comigo, nem tive que pedir duas vezes a mesma coisa para o policial fazer. Porque eu sei que tenho a autoridade que o cargo me dá. Mas a vontade de trabalhar dos policiais é muito maior quando eles são respeitados.
Quando você respeita as pessoas, as pessoas te respeitam, eles vêm trabalhar com muito mais prazer. Eles sabem que podem brincar que eu não vou ficar brava, mas quando estivermos no exercício da atividade, em uma diligência, num interrogatório importante, é seriedade. Se você se consegue balancear tudo isso as coisas caminham com muito mais tranquilidade.
Ministério Público de São Paulo pauta o Estadão com a finalidade de relacionar o PT, o STF e o Ministro Lewandowski ao PCC 95
Facção criminosa tenta levar casos do PCC ao STF
A ação dos bandidos foi detectada pela primeira vez em 2010, após registrarem dificuldade de obter benefícios para presos no Estado
O crime organizado quer influenciar as decisões do Supremo Tribunal Federal e se infiltrar na corte. É o que demonstram as interceptações telefônicas feitas pelo Ministério Público.
A ação dos bandidos foi detectada pela primeira vez em 2010 e envolveu uma articulação entre pelo menos dois integrantes da Sintonia Final Geral, a cúpula da facção, e advogados que trabalhariam para a Sintonia dos Gravatas, o departamento jurídico do PCC.
No dia 28 de agosto de 2010, à 0h46, Daniel Vinícius Canônico, o Cego, conversou com uma advogada identificada pelo MPE como Maria Carolina Marrara de Matos. Ele reclama de que dificilmente um benefício legal é concedido aos detentos da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde está a maior parte da cúpula da facção.
A advogada revela então o plano de reunir diversos recursos negados pela Justiça de São Paulo aos integrantes da facção, como pedidos de concessão do regime semiaberto. Diz a Cego que o “irmão” dela “foi chamado para trabalhar com um ministro, o (Ricardo) Lewandowski”.
O Estado procurou entre os funcionários do gabinete do ministro algum que tivesse o mesmo sobrenome. Não encontrou. Também procurou a advogada nesta sexta-feira. Ela negou que conhecesse alguém no STF. Disse que seu irmão não trabalha lá. “A acusação é um absurdo e eu tenho como provar”, disse.
No telefonema, Cego pede que a advogada faça o que propõe e ela afirma que vai a Brasília falar com o ministro. Não há nenhuma indicação na investigação de que a conversa realmente tenha ocorrido.
Em 15 de setembro de 2010, os investigadores surpreenderam um dos maiores traficantes do PCC, Edilson Borges Nogueira, o Biroska, pedindo para sua mulher que procurasse uma advogada identificada como Lucy de Lima. A advogada devia contatar um político de Diadema, no Grande ABCD, para que ajudasse a obter benefícios no cumprimento de sua pena.
O político era um vereador da cidade – Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT). AoEstado, Maninho disse que teve contato com Biroska apenas quando era criança, pois o pai dele (“Seu Nonô”) era guarda da prefeitura de Diadema e o irmão é metalúrgico. Maninho militou no sindicato dos metalúrgicos. “Repudio o PCC, mas gosto muito de seu Nonô.” Maninho negou que tenha sido procurado pela advogada.
Biroska queria que o vereador testemunhasse em seu favor. A investigação não detectou se o político foi contactado pelo PCC. Biroska é o chefe do tráfico em Diadema. Dias antes (24 de agosto), Biroska conversa com uma mulher identificada como a advogada Lucy. Ela trata do recurso que está tentando para ajudar seu cliente e afirma que vai se encontrar com um ministro do STF. Ela quer tratar de um habeas corpus cujo relator, segundo o MPE, era Joaquim Barbosa – o ministro negou o habeas corpus.
Resistência. O Estado procurou ainda a advogada Lucy e deixou recado no telefone celular. Nenhuma das advogadas foi denunciada pelo MPE. A tentativa de influenciar os tribunais superiores teria como objetivo vencer as resistências encontradas pelos bandidos para a concessão de benefícios.
Conformados com os futuros aumentos, delegados cancelaram a passeata do dia 16…Aposentados e classistas defensores intransigentes da carreira jurídica e dos subordinados foram votos vencidos…Os 1ª e os especiais ficaram contentes com o governo…A maioria – 3ªs. e 2ªs , da Capital – acabou impedida de comparecer as 18h30…Os delpol do interior nem sequer puderam pensar em vir…A satisfação era manifesta!…( Semana que vem aporta na Assembleia o ADP das duas outras polícias: PM e Científica ) 187
1/10/2013 – Delegados de Polícia deliberam pelo acompanhamento do PL 43/13
![]() |
Que bandido vai querer matar o governador que mais PHODE os Polícia? 40
Delegado Seccional impede o comparecimento de subordinados a AGE da ADPESP; o pretexto : ESTAVAM TRAMANDO CONTRA A VIDA DO PICOLÉ DE CHUCHU! 51
VERGONHA!!! DELEGADO COME DELEGADO!!!
DOUTOR GUERRA, “AJUDA NÓIS AÍ”… PUBLICA NO FLIT, E SE POSSÍVEL, NÃO PUBLICA MEU PSEUDÔNIMO POIS ESSA BOMBA VAI ESTOURAR…
HOJE, DIA 11/10/2013, HAVIA UMA REUNIÃO (AGE-ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA) DOS DELEGADOS DE POLÍCIA AS 18:30 HORAS.
INCRIVELMENTE, POR VOLTA DAS 18:00 HORAS, OS POLICIAIS DA SEGUNDA SECCIONAL DE POLÍCIA SUL, RECEBERAM A SEGUINTE ORDEM: “NINGUÉM SAI ATÉ SEGUNDA ORDEM” (ESSA ORDEM VEIO DO SECCIONAL SUL – DR. CHIQUINHO) DIZENDO QUE A ORDEM ERA DO DELEGADO GERAL.
A DESCULPÁ É A DE QUE ESTAVAM TRAMANDO CONTRA A VIDA DO PICOLÉ DE CHUCHU! (SE ISSO ACONTECESSE, FARÍAMOS UM CHURRASCO).
NA VERDADE, PARA “NÃO DAR BANDEIRA’ E NÃO DIZER QUE ERA SÓ PARA SEGURAR OS DELEGADOS, E IMPEDI-LOS DE PARTICIPAR DA ASSEMBLÉIA, SEGURARAM TODOS OS POLICIAIS NAS UNIDADES!
LOGO DEPOIS, PASSADO O “PERIGO”, POR VOLTA DAS 19:00 HORAS, VEIO A LIBERAÇÃO!!!
PODE FAZER UMA INVESTIGAÇÃO JUNTO À QUALQUER POLICIAL DA 2A. SECCIONAL E CONFIRMAR ESSA VERDADE!
EU NÃO SOU DELEGADO, SOU INVESTIGADOR COM MUITO ORGULHO, MAS, ACHO UMA “SACANAGEM” QUE A CLASSE DELES FAZ CONTRA A PRÓPRIA CLASSE!
VERGONHA!!!
Pior investigação da história do crime organizado quer prender quem já está preso…De ajuntamento do MP com PM só poderia dar fanfarronice! 29
Maior investigação da história do crime organizado denuncia 175 do PCC
Ministério Público fez um raio X do Primeiro Comando da Capital e pediu à Justiça a internação de 32 chefes no Regime Disciplinar Diferenciado
Depois de três anos e meio de investigação, o Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo concluiu o maior mapeamento da história do crime organizado no País, com um raio X do Primeiro Comando da Capital (PCC). Por fim, denunciou 175 acusados e pediu à Justiça a internação de 32 presos no Regime Disciplinar Diferenciado – entre eles, toda a cúpula, hoje detida em Presidente Venceslau.
As provas reunidas pelos promotores do Grupo Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) permitiram a construção de um retrato inédito e profundo da maior facção criminosa do País. Os promotores reuniram escutas, documentos, depoimentos de testemunhas e informações sobre apreensões de centenas de quilos de drogas e de armas. O Estado teve acesso aos documentos e a milhares de áudios que formam o maior arquivo até hoje reunido sobre o grupo.
O MPE flagrou toda a cúpula da facção em uma rotina interminável de crimes. Ela ordena assassinatos, encomenda armas e toneladas de cocaína e maconha. Há planos de resgate de presos e de atentados contra policiais militares e autoridades. O bando faz lobby e planeja desembarcar na política.
Presente em 22 Estados do País e em três países (Brasil, Bolívia e Paraguai), a “Família” domina 90% dos presídios de São Paulo. Fatura cerca de R$ 8 milhões por mês com o tráfico de drogas e outros R$ 2 milhões com sua loteria e com as contribuições feitas por integrantes – o faturamento anual de R$ 120 milhões a colocaria entre as 1.150 maiores empresas do País, segundo o volume de vendas. Esse número não inclui os negócios particulares dos integrantes, o que pode fazer o total arrecadado por criminosos dobrar.
A principal atividade desenvolvida pela facção é tráfico de drogas. Chamado de Progresso, prevê ações no atacado e no varejo. No último, a facção reunia centenas de pontos de venda espalhados pelo País. Eles são chamados de “FM”. No caso da cocaína, os bandidos mantêm um produto de primeira linha, o “100%” e o “ML”, que é a droga batizada, de segunda linha. A maconha é designada nas conversas com o nome de Bob Esponja. A droga do PCC vem do Paraguai e da Bolívia. Os três principais fornecedores de drogas para o PCC seriam o traficante paraguaio Carlos Antonio Caballero, o Capilo, e os brasileiros Claudio Marcos Almeida, o Django, Rodrigo Felício, o Tiquinho, e Wilson Roberto Cuba, o Rabugento.

Arsenal. O bando tem um arsenal de uma centena de fuzis em uma reserva de armas e R$ 7 milhões enterrados em partes iguais em sete imóveis comprados pela facção. Ao todo, o grupo tem 6 mil integrantes atrás das grades e 1,6 mil em liberdade em São Paulo. Esse número sobe para 3.582 em outros Estados – somando os membros ativos e inativos, além dos punidos e os que não têm mais cargos ou participação em atividades mantidas pela facção.
A denúncia do MPE foi assinada por 23 promotores de Justiça de todos os Gaecos de São Paulo. O MPE fez ainda um pedido à Justiça de que seja decretada prisão preventiva de 112 dos acusados. Todos os suspeitos listados pelo MPE foram flagrados conversando em telefones celulares, encomendando centenas de quilos de cocaína, toneladas de maconha, fuzis, pistolas, lança-granadas e determinando a morte de desafetos, traidores e suspeitos de terem desviado dinheiro da Família. Deixam, assim, claro que atuam segundo o princípio de que “o crime fortalece o crime”. Dezenas de telefonemas relatando pagamento de propinas, principalmente a policiais civis, mas também a PMs, fazem parte da investigação.
A Justiça de Presidente Prudente se negou a decretar a prisão de todos os acusados, sob o argumento de que seria necessário analisar mais detidamente as acusações. O mesmo argumento foi usado pela Vara das Execuções Criminais, que indeferiu o pedido de liminar feito pelo MPE para internar toda a cúpula da facção no RDD da Penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Bernardes. O juiz Tiago Papaterra decidiu verificar caso a caso a situação dos detentos, antes de interná-los.
Chega de Mentiras!! 84
Tomamos conhecimento do Projeto de Lei Complementar nº 44, que trata dos vencimentos das carreiras de Investigador e Escrivão de Polícia, considerando o nível superior exigido.
Lamentável o texto encaminhado para a Assembleia Legislativa, pois, nem de longe contempla as nossas necessidades e reivindicações.
Esta atitude do Governo, mostra que chegou a hora de todos se mobilizarem, para demonstrar ao Governo todo o nosso descontentamento.
No próximo dia 16/10/2013, será o aniversário de cinco anos da greve de 2008, sendo esta uma importante data para que os Policiais Civis se mobilizem e realizem um grande movimento.
Nesta data, também iremos discutir os rumos do movimento, que no entender desta entidade classista, deve ser ainda mais forte.
Veja na íntegra o texto do projeto encaminhado: Projeto de Lei Complementar nº44
Major Olímpio – A mentira tem pernas curtas! 39
Deputado Major Olímpio cobra e alerta o governador: a mentira tem pernas curtas!

O Governo do Estado publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (11) o Decreto nº 59.587 de 10 de outubro de 2013, que cria e organiza o Gabinete do Delegado Geral (GDG). 
