O DELEGADO-JUIZ COMBATIDO PELOS AGENTES DAS POLÍCIAS CIVIS E FEDERAL 1

As Instituições policiais civis do Brasil (Estados e União) padecem de cultural “felonia”. Desse eterno estado de rebelião dos agentes subordinados, em geral, contra a autoridade.
E justamente contra quem os criou, inicialmente, pelas nomeações honoríficas e “ad hoc”; depois postulando a criação dessas carreiras como funções auxiliares imprescindíveis ao exercício da polícia judiciária.
A revolta da criatura contra o criador; do subalterno contra o superior hierárquico.
Como se fosse indigna a condição de comandado.
Ora, todos somos.
As autoridades policiais civis, ou seja, os Delegados de Polícia bacharéis em Direito eram a Instituição.
Deles se originaram os demais cargos.
De se observar que nos Estados em que as funções eram atribuídas às Forças Públicas, apenas muitas décadas depois foram criadas as carreiras policiais civis. Pois não necessitavam de serviços auxiliares, posto o emprego do aparato policial militar.
O perfil do Delegado de Polícia de São Paulo sempre foi compatível com o perfil da magistratura.
E somos Delegados de Polícia em virtude dos poderes que nos conferiam os Desembargadores Presidentes do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Posto, então, o chefe da Polícia Judiciária ser um Desembargador.
Nunca por delegação do Governador, pois o chefe executivo nunca dispôs de poderes judicias.
E assim jamais poderia delegar poderes que nunca teve.
A presidência de procedimentos investigativos criminais é tipicamente judicial, desnecessário dizer JURÍDICA.
Com efeito, a denominação Delegado de Polícia decorre daquela delegação conferida pelo Poder Judiciário.
E como um grande indicativo dessa delegação se vê, até o presente, a função do Juiz Corregedor da Polícia Judiciária.
Aliás, dos quais – jamais – deveríamos ter nos apartado.
Absurdo – por parte dos policiais inimigos da Proposta de Emenda à Constituição, a PEC nº 549/2006, pela qual se busca o expresso reconhecimento constitucional do cargo como típica carreira jurídica de Estado – é não querer ver o Delegado de Polícia como uma espécie de magistrado instrutor da fase pré-processual.
Delegado-juiz, sim!
Delegado-meganha, nunca mais!

IDENTIFICANDO OS INIMIGOS DOS DELEGADOS PARA TODO O BRASIL 3

Melhor não!
Pois sendo honesto – antes de nomear Oficiais da PM, Promotores, Procuradores e Policiais em geral, você listaria 2/3 de um certo Colegiado; mais uns 500 coadjuvantes espalhados pelos rincões paulistas.
Caso tenhamos direito a ter rincão, tal qual os gaúchos.
Se bem que em matéria de mutretas – como no DETRAN – já podemos nos considerar estados gêmeos.
Ora, estamos colhendo os efeitos da lei de responsabilidade fiscal.
Se não roubam de um lado, roubam com a mão da Polícia de outro.
A Ditadura, ontem, empregou a Polícia para torturar e matar.
Hoje, a República – pelo que verificamos das gravações telefônicas – nos emprega para roubar dinheiro para campanhas.

FOLHA DE SÃO PAULO DÁ NOTÍCIA FRIA! DEVE-SE LER: POLÍCIA INVESTIGA VENDA DE CNHs ATRAVÉS DE 48 DELEGACIAS 2

09/06/2008 – 22h07
Polícia investigava 48 delegacias por venda CNHs em SP, diz governo
da Folha Online
A Delegacia-Geral de Polícia de São Paulo afirmou nesta segunda-feira 48 delegacias do Estado estavam em investigação desde março por suspeita de um esquema de venda de CNHs (Carteira Nacional de Habilitação).
Na semana passada, a operação Carta Branca prendeu 19 pessoas suspeitas de vender carteiras. “Entre os presos estavam o corregedor do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), Francisco Norberto Rocha de Moraes, e outros dois delegados acusados de realizar uma investigação na Ciretranas, e pedir propina em vez de instaurar inquérito.” (“sic”, mentira: NÃO FORAM PRESOS, FORAM REMOVIDOS DE ÓRGÃO)
A quadrilha movimentou ao menos R$ 1,3 milhão nos últimos dois anos, segundo o Ministério Público. Também foram presos o delegado de polícia Juarez Pereira Campos, que comandava a Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo), sua mulher, Ana Lúcia Máximo Campos, dona de duas auto-escolas na cidade, e o policial civil Aparecido da Silva Santos, que trabalha na mesma Ciretran.
Médicos, psicólogos, despachantes, donos e funcionários de auto-escolas também foram presos.
As quadrilhas estão todas na Grande São Paulo e na Baixada Santistas, mesmas regiões onde 14 delegados foram exonerados por envolvimento no esquema .
Mentiras: não há o menor indício de envolvimento dos 14 Delegados dessas Ciretrans. E no caso de São Vicente se fez uma monstruosa injustiça com o digno Titular de Trânsito: Dr. Jorge Álvaro Gonçalves Cruz. Estimado por todos; e que não teria permanecido mais de dez anos – em duas gestões, inclusive – se estivesse cometendo irregularidades.
Aliás, não é nosso amigo; tampouco lhe devemos favores.
PARECENDO QUE A ADMINISTRAÇÃO DO DETRAN – PARA NÃO PERDER A CABEÇA PELA OMISSÃO – CORTOU A CABEÇA DE INOCENTES…
SE VERDADEIRO: ATITUDE IMORAL E INDIGNA.
Veja a lista completa de delegacias investigadas abaixo.
Mudanças
Segundo a Delegacia-Geral, serão adotados novos procedimentos para dificultar a fraude.
Na sexta-feira (6), o diretor do Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) já havia anunciado algumas medidas.
Agora, o Detran promete exigir que os candidatos a motorista compareçam no Ciretran local com seus documentos para comprovar a seu endereço. Na operação Carta Branca, foi descoberto que os fraudadores usavam até moldes de dedos de silicone simulando impressões digitais para que os clientes nem precisassem ir às circunscrições.
Processos instaurados na área de responsabilidade da Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo)
– Delegacia Seccional de Carapicuíba- Delegacia Seccional de Diadema- Delegacia Seccional de Guarulhos- Delegacia Seccional de São Bernardo- Delegacia Seccional de Barueri- Delegacia Seccional de Cotia- Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes- Delegacia de Polícia de Itapevi- Delegacia de Polícia de Jandira- Delegacia de Polícia de Santana de Parnaíba- Delegacia de Polícia de Caieiras- Delegacia de Polícia de Cajamar- Delegacia de Polícia de Francisco Morato- Delegacia de Polícia de Franco da Rocha- Delegacia de Polícia de Mairiporã- Delegacia de Polícia de Arujá- Delegacia de Polícia de Santa Isabel- Delegacia de Polícia de Biritiba Mirim- Delegacia de Polícia de Guararema- Delegacia de Polícia de Suzano- Delegacia de Polícia de Poá- Delegacia de Polícia de Ferraz de Vasconcelos- Delegacia de Polícia de Itaquaquecetuba- Delegacia de Polícia de Osasco- Delegacia de Polícia de Santo André- Delegacia de Polícia de Mauá- Delegacia de Polícia de Rio Grande da Serra- Delegacia de Polícia de São Caetano do Sul- Delegacia de Polícia de Taboão da Serra (investiga também irregularidades em Juquitiba)- Delegacia de Polícia de Embu- Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra
Na área do Deinter-6 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6), com sede em Santos Santos, as seguintes unidades terão inquéritos:
– Delegacia de Polícia de Peruíbe- Delegacia de Polícia de Mongaguá- Delegacia de Polícia de Itanhaém, no 1º e 2º Distritos Policiais- Delegacia de Polícia de Santos, no 3º e 7º Distritos Policiais- Delegacia de Polícia de Cubatão- Delegacia de Polícia de Guarujá- Delegacia de Polícia de Bertioga- Delegacia de Polícia de Praia Grande- Delegacia de Polícia de São Vicente- Delegacia de Polícia de Juquiá- Delegacia de Polícia de Registro; 1º Distrito Policial- Delegacia de Polícia de Miracatu- Delegacia de Polícia de Iguape- Delegacia Seccional de Polícia de Jacupiranga.
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É MELHOR NÃO LER A FOLHA.
POIS DISTORCEU DE MÁ-FÉ, OU…
INFORMARAM DE MÁ-FÉ.
DELEGACIAS DE POLÍCIA SÓ PODEM INVESTIGAR A VENDA DE CNHs; NÃO VENDEM CNHs.
E ABSURDAMENTE ATÉ O CORREGEDOR FOI PARAR ENTRE OS PRESOS…
BARRIGADA DE AMADOR…
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PARA IMPEDIR FRAUDES SERÁ NECESSÁRIO QUE CERTOS SECCIONAIS E DIRETORES DE DEPARTAMENTO, DEIXEM DE EXIGIR PROPINAS DOS SUBALTERNOS.
DELEGACIAS NÃO SÃO TABELIONATOS, TAMPOUCO BALCÃO DE COMÉRCIO.
ass.: roberto conde guerra

CALE-SE "SPIDER"…

O caro colega não tem moral para tecer quaisquer comentários ao nosso respeito.

Sabe o nome que se dá a quem recebe valores indevidos pelo erário; tendo total consciência da ilicitude da verba.

Caso não saiba pergunte para a mamãe, para a esposa e até para o papai.

Na vacância estavam seus cérebros…(o seu; o de seu superior)

Ah, cérebros de avestruz!

A INTERVENÇÃO NO DETRAN SERIA MAIS DO QUE MERECIDA…

A intervenção no Detran seria mais do que merecida, pois há muito tempo a Administração apadrinha despreparados nos melhores cargos do órgão.
Contudo – por comparação ao estado do Rio Grande do Sul – parece uma prática nacional o uso do órgão de trânsito como fonte de recursos espúrios para campanhas eleitorais.
Agora, falo com total conhecimento de causa, são raros os Delegados de Polícia deste Estado que honram o distintivo.
Quando assentados no órgão de trânsito vivem, cada dia, como se fosse o último dia de suas vidas.
Ou seja, querem ganhar tudo aqui e agora.
Façam o levantamento dos últimos personagens lotados nos cargos de maior visibilidade do Detran – não falo da Corregedoria – e acharão o íntimo relacionamento político-eleitoral.
E outro feio exemplo se vê na região de Santos, pois aqui não se mudou as três Ciretrans sob o apadrinhamento de deputado tucano (Guarujá, Cubatão e Praia Grande).
Além do time paulistano – da Diretoria do Deinter-6 – executando os serviços de licenciamento e habilitação; possivelmente as suscitadas fraudes nas ciretrans locais.
O nepotismo e fisiologismo são explícitos.
Mas parece faltar “colhão” para a superior administração policial por um freio, de uma vez por todas, neste bacana.
O dia que o Detran for parar em outras mãos talvez todos se arrependam…
Todos: apadrinhados e apadrinhadores…
Arrependimento pelo leite derramado; nada mais.
Pois detestam a Polícia, detestam a carreira que foram obrigados a abraçar por falta de padrinhos em outras Instituições.
Adoram a orgia do ouro; nada mais.
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09/06/2008 – 08h13
Polícia de SP sabia de fraudes em CNHs desde fevereiro
São Paulo – A cúpula da Polícia Civil de São Paulo sabia desde fevereiro que um esquema de fraude em carteiras nacionais de habilitação (CNHs) existia dentro das Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) do Estado. O alerta foi dado pela Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), que identificou irregularidades na coleta das impressões digitais dos candidatos.A direção do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) diz ter tomado providências na época, mas só na semana passada, quase quatro meses depois, é que a quadrilha formada por policiais, médicos e donos de auto-escolas foi desarticulada pela Operação Carta Branca.
A polícia de São Paulo sabia de fraudes em CNHs desde fevereiro
A força-tarefa que levou 20 pessoas para a cadeia é formada apenas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) do Ministério Público Estadual.
A Corregedoria da Polícia Civil só foi avisada sobre o caso na véspera da operação.
A Secretaria da Segurança Pública não informou se houve punições ou afastamentos de policiais desde que tomou conhecimento das irregularidades.
A documentação que comprova o total conhecimento do esquema por parte dos dirigentes da polícia foi apreendida na Ciretran de Ferraz de Vasconcelos.
Em ofício datado de 27 de fevereiro, o diretor do Detran, Ruy Estanislau Mello, pedia ao delegado-geral, Maurício José Lemos Freire, que encaminhe a relação de Ciretrans e auto-escolas sob suspeita ao Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), responsável por administrar as unidades policiais da região metropolitana de São Paulo.
Quatro dias depois, a Delegacia-Geral da Polícia Civil expediu ofício determinando a instauração de inquérito policial para apurar a denúncia.
Em 11 de março, o então delegado divisionário do Demacro Antonio Carlos Bueno Torres também solicitou que cópias do levantamento da Prodesp fossem encaminhadas às nove delegacias seccionais com jurisdição sobre as Ciretrans citadas no relatório e deu prazo de 15 dias para que fossem tomadas providências.
Os papéis apreendidos indicam ainda que, em 2 de abril, a listagem chegou às mãos do delegado Fernando José Gomes, então titular da delegacia de Ferraz de Vasconcelos.
Preso na sexta-feira acusado de envolvimento com a máfia das carteiras, ele é apontado como um dos chefes da organização criminosa.
As duas únicas providências tomadas por ele foram: requisitar os nomes dos diretores e os endereços das auto-escolas relacionadas pela Prodesp e pedir à Justiça mais prazo para a realização de diligências.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FRASES DA SEMANA ( ou do século ) 1

“Enquanto os sistemas evoluem, o ser humano anda para trás.”
“A gente reage com total indignação. Queremos ter uma polícia respeitada, que o povo tenha orgulho. Não nos é permitido um desvio de conduta.” (doutor Maurício Freire – Delegado Geral/SP)

O DETRAN DE SÃO PAULO PODERÁ SOFRER INTERVENÇÃO FEDERAL 3

08/06/2008 – 21h19 – Atualizado em 08/06/2008 – 21h23
200 mil habilitações podem ter sido emitidas em esquema de fraude em SP
Sargento é suspeito de integrar quadrilha, que vendia carteira para deficientes e analfabetos.

Com a descoberta do esquema, 19 auto-escolas de SP foram fechadas nesta semana.
Do G1, em São Paulo, com informações do Fantástico

Investigações apontam que em apenas um ano mais de 200 mil habilitações podem ter sido emitidas de forma fraudulenta em São Paulo. A investigação da máfia das habilitações começou em Campo Grande (MS). A Polícia Rodoviária Federal percebeu durante as fiscalizações nas estradas que muitos motoristas usavam habilitações emitidas em São Paulo. A maioria da região de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Os policiais acharam estranho e, com a ajuda do Ministério Público, começaram a monitorar as auto-escolas da Grande São Paulo e descobriram que as carteiras eram enviadas para lá, pelos Correios, sem que a pessoa fizesse exame algum.
Saiba mais
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Com a descoberta do esquema,
19 auto-escolas de São Paulo foram fechadas nesta semana. De acordo com as investigações, o escândalo pode ser bem maior. Em um relatório de fevereiro deste ano há uma lista de 416 auto-escolas. Em todas, a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) encontrou irregularidades nos exames. E, segundo os documentos, além da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Ferraz e Vasconcelos, há mais 37 delegacias regionais do Detran sob suspeita. Em nota, o Departamento Estadual de Trânsito informou que a constatação da fraude provocou uma ação imediata e que providências já foram solicitadas.

Na sexta-feira (6), a Secretaria de Segurança Pública anunciou a demissão de 14 delegados de Ciretrans, suspeitos de envolvimento na fraude de emissão de carteiras de motoristas.
Dez deles atuavam na Grande São Paulo e quatro na Baixada Santista: Bertioga, Itanhaém, Santos, São Vicente, Arujá, Santos, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itaquaquecetuba, Mairiporã, Mauá, Poá e Santo André.
“O que importava era ganhar dinheiro, enriquecer. Profissionais sem ética nenhuma, sem moral nenhuma, que pensam só em dinheiro, em lesar a sociedade”, diz o promotor Marcelo Oliveira.
Deficientes
A investigação, que durou oito meses, descobriu ainda que a quadrilha vendia habilitações para pessoas com deficiência visual e auditiva, o que representa ameaça à segurança do trânsito. Elaine Gavazzi, dona de auto-escola, é uma das 20 pessoas que foram presas nesta semana. Ainda há uma lista com dezenas de nomes sendo investigados. De Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, as habilitações irregulares eram enviadas para cidades do interior e de mais oito estados. Em Mato Grosso do Sul, o sargento Henrique Holland é suspeito de participar da quadrilha. Em uma gravação, o PM se encontra com o produtor da reportagem, que se diz interessado em comprar uma carteira de motorista para a mulher dele. A negociação é em frente a um posto da Polícia Militar. – Ela vai dar um e quinhentos. Espera chegar, vai dar mais mil. Ela recebe de carro e de moto, sem ir lá. – Esse negocio é seguro mesmo? – É, é a auto-escola que encaminha. O sargento não está preocupado se a pessoa tem condições ou não de dirigir. – O problema dela é o seguinte: ela fica nervosa na hora que pega para estacionar com instrutor, aí não consegue. – Ela sabe andar de moto? – Não. De moto, não sabe. – Ela vai receber de carro e de moto. – Ah, de moto vem junto também? – Vem. Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça também comprometem o sargento. Em uma das conversas, Henrique Holland fala com um funcionário de uma auto-escola de Campo Grande sobre um analfabeto que quer tirar a habilitação. – Bom dia. É o Holland. Você não tinha falado que aquela situação do rapaz lá… – É que o médico mandou ele ler alguma coisa e ele falou que não sabia ler, aí complicou tudo. Na verdade, na hora que começou, é que já tinha que marcar com o médico certo, né? Segundo a Secretaria de Segurança de Mato Grosso do Sul, o sargento será convocado para prestar depoimento. A investigação revelou que Bento de Souza, o funcionário da auto-escola, também falava com freqüência com outro suspeito de fazer parte da quadrilha. Uma conversa é sobre um cliente diabético e quase cego. – Você sabia que ele teve deslocamento de rotina… Retina? – Não. – Tem um olho dele que está com silicone. O outro é 30%. Um lado dele é cego. Mesmo assim, ele diz que é possível conseguir a habilitação. – Se o cara der o laudo… Ele vai arrumar, mas o doutor me chamou lá, falou: é o seguinte, pode até liberar a carteira de moto, então. Ele falou se ele cair, ele fica cego. Se ele bater a cabeça, ele fica cego. Procurado pela reportagem, o funcionário da auto-escola se defendeu. – Você vende habilitação? – Não, de jeito nenhum e trabalho 27 anos nesse mercado. – Nunca deu um jeitinho? – Não, porque isso é emitido pelo Detran. – Essa voz que está no telefone não é sua? – Não. “O perfil é um só. É aquele cidadão que não tem condições físicas ou psíquicas de conduzir o seu veículo”, diz Valter Aparecido Favaro, inspetor da Polícia Rodoviária Federal. Ao ser questionado sobre qual o reflexo disso nas estradas, ele respondeu: “Acidentes, vítimas graves , condutores, principalmente de cargas, mal preparados.”

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A INTERVENÇÃO DE COMPETÊNCIA DO DENATRAN É PREVISTA PELO ART. 19, § 1º, do Código de Trânsito Brasileiro:
§ 1º Comprovada, por meio de sindicância, a deficiência técnica ou administrativa ou a prática constante de atos de improbidade contra a fé pública, contra o patrimônio ou contra a administração pública, o órgão executivo de trânsito da União, mediante aprovação do CONTRAN, assumirá diretamente ou por delegação, a execução total ou parcial das atividades do órgão executivo de trânsito estadual que tenha motivado a investigação, até que as irregularidades sejam sanadas.

CAMPANHA INTERNA E EXTERNA DE COMBATE A CORRUPÇÃO NA POLÍCIA CIVIL…DELEGADOS DE MÃOS LIMPAS 3

Caros colegas,
“Realmente o momento das prisões foi mais que oportuno, considerando o crescimento do movimento por melhorias salariais e prerrogativas.
Porém, ninguém seria preso se estivesse cumprindo o que jurou defender, as leis e a instituição.
Quem na verdade mela e mancha a instituição são os desonestos internos.

Aos de fora, cabe colher os louros e espalhar a notícia que causa duplo efeito: enfraquecer a instituição ainda mais e desanimar e envergonhar os que trabalham cumprindo a lei.
O segundo efeito pode ser evitado conforme mencionaram os colegas no sentido de não baixar a cabeça e nem o ânimo e sim fortalecerem o grupo daqueles que querem mudanças.
A primeira medida que um grupo forte poderia propor seria iniciar um movimento em favor de uma Corregedoria Independente e forte, buscando para isso apoio junto a ALSP.
Nos moldes de hoje os integrantes da Corregedoria “estão” em situação de corregedores o que é muito diferente de” serem” corregedores.
Duvido que uma campanha interna com repercussão na mídia não obrigará o Governador, seja qual for a tomar uma atitude. Se não tomar então não precisa dizer mais nada.
A outra medida seria entregar os concursos para outra instituição, Fuvest, por exemplo, como já ocorre com a PM há vários anos. Isso manteria a instituição livre das denúncias que sempre ocorrem por ocasião de provas e demonstraria maior transparência e seria o início da independência funcional.
Também mudanças nos critérios de promoção, acabando com o merecimento, e instituindo a disputa interna através de concurso acesso a promoção. As melhores instituições do país funcionam assim.
Tal critério obrigaria o Delegado a se manter permanentemente atualizado e interessado em aprimorar conhecimentos. Imaginem p.ex., colegas de quarta, terceira,… Numa acirrada disputa por promoção. Ninguém perderia e a Instituição ganharia em todos os sentidos.
Outra mudança seria a Acadepol investir na especialização dos delegados, como faz a Polícia Federal, através de convênios com instituições bancárias e órgãos públicos de fiscalização, exemplo, secretaria da Fazenda, para capacitação e melhoria nas condições de investigação.
Falando em estudar, preciso parar um pouco e cumprir a minha parte.
Abraços. Os colegas que se interessarem poderiam dar mais idéias, há muitas, e depois apresentarmos a ADPESP, ou mesmo sugestões internas escrevendo para a Acadepol, principalmente sobre capacitação e convênios.” (dr. vichi).
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SEM UMA CORREGEDORIA INDEPENDENTE A POLÍCIA CIVIL IRÁ MORRER…
UMA CORREGEDORIA NÃO PODE SER FORMADA PARA BLINDAR SUPERIORES, OU SEJA, PARA BLINDAR A CORRUPÇÃO INSTITUCIONALIZADA.
NÃO É ÓRGÃO PARA CORRUPTOS, PARA RECALCADOS, TAMPOUCO PARA COVARDES.
E A GORREGEDORIA GERAL DA POLÍCIA CIVIL É A GRANDE RESPONSÁVEL PELOS SUCESSIVOS ESCÂNDALOS QUE ABALARAM A INSTITUIÇÃO.
HÁ ANOS NÃO CUMPRE O PAPEL DE ZELAR PELA MORALIDADE DO ÓRGÃO.
SE TORNANDO UM ÓRGÃO PARA PERSEGUIÇÃO A FUNCIONÁRIOS POR QUESTÕES MENORES.
É RIGOROSA COM PERFUMARIAS…
MAS CONIVENTE COM ATOS DE CORRUPÇÃO DE TODA AS NATUREZAS: DO JOGO AO TRÁFICO DE COCAÍNA.