A Bancada da Morte e da Propina Sapato 43 3

A Bancada da Morte: o papel dos parlamentares policiais na política de Segurança Pública no Brasil

Com uma agenda centrada no endurecimento da segurança pública e na promoção de uma “guerra” contra o crime, esses parlamentares apostam na beligerância em vez de soluções inteligentes e eficazes

  • Da Redação
  • 4 de maio de 2025

Nos últimos anos, a bancada da extrema-direita, conhecida como “Bancada da Bala”, tem ganhado força no Brasil. Com uma agenda centrada no endurecimento da segurança pública e na promoção de uma “guerra” contra o crime, esses parlamentares apostam na beligerância em vez de soluções inteligentes e eficazes. Essa postura repressiva desconsidera os impactos diretos sobre os próprios agentes de segurança, como mortes, adoecimento e suicídios.

O foco da bancada é ampliar os poderes das corporações policiais, flexibilizar regras de “legítima defesa” e agravar penas para crimes que envolvam agentes de segurança. Mas, ao priorizar o confronto, ignoram a saúde mental dos policiais — que enfrentam estresse crônico, traumas constantes e jornadas extenuantes. Sem suporte psicológico e condições de trabalho adequadas, muitos acabam adoecendo ou sendo destruídos por um sistema que os abandona.

A lógica punitivista, combinada à retórica do “inimigo interno”, estimula a criminalização das populações mais vulneráveis e alimenta a violência nas ruas. O modelo defendido por essa bancada, ao ignorar políticas de prevenção e cuidado, aprofunda a espiral de sofrimento que atinge tanto a sociedade quanto os próprios policiais e suas famílias.

Alguns desses parlamentares ainda exaltam a violência como valor. O deputado Éder Mauro, por exemplo, declarou publicamente ter assassinado 30 pessoas. Já o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, ostenta seis homicídios em sua ficha funcional. Para eles, estar no topo do “ranking” de letalidade é motivo de orgulho, uma espécie de troféu. Essa glorificação da morte apenas reforça a cultura da vingança e do ódio, em vez de buscar a pacificação.

A atuação dessa bancada escancara as falhas estruturais da política de segurança pública no país. Ao invés de adotar uma abordagem equilibrada, que invista em inteligência, prevenção e saúde dos policiais, optam por intensificar a repressão — e perpetuam o ciclo de violência.

A segurança pública precisa ser pensada de forma ampla, com políticas que protejam os direitos dos policiais, ofereçam apoio psicológico e promovam a integração da polícia com a sociedade. A resposta não pode se limitar à punição. É preciso cuidar de quem está na linha de frente. Nada disso, no entanto, faz parte da pauta da bancada da bala.

https://082noticias.com/2025/05/04/a-bancada-da-morte-o-papel-dos-parlamentares-policiais-na-politica-de-seguranca-publica-no-brasil/

Um Comentário

  1. A política do extermínio é a mais barata e satisfatória momentaneamente, porém a mais cara, prejudicial e ineficaz a médio e longo prazo. Não se deve ignorar que os alvos a serem eliminados têm um certo perfil, são marcados como “cpf” a ser cancelado, porém, se o Cpf tiver capacidade financeira, passa a ser protegido, e até pode contar com serviços de “eliminação de ativos indesejáveis”. Para quem não entendeu, basta ver o homicídio do delator do PCC, quem praticou, quem fazia a segurança do “empresário”, quem tentou encobrir, quem finge que a maioria dos envolvidos foi ou estava lotado no 1º de Choque (quando o esgoto vaza, usam essa denominação, omitindo que se trata da ROTA) e, aproveitando, hoje tive o desgosto, mas não a surpresa, de ver um barbudo de São Paulo, puliça de podcast, Deputado Federal, atirador exímio (sobretudo em espaço fechado, como apartamento) defender milícia abertamente.

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    • Aquele cuzao de sangue nas mãos só o da noiva. Aliás, qual seria a capitulação para a conduta de quem ensina atirar e deixa armamento ao alcance da noiva , modelo, portadora de distúrbios psíquicos e que fazia uso medicinal de substâncias que podem causar efeitos piores do que cocaína? Dias depois o coitado , rindo, faz live do leito hospitalar ; que espécie de gente vota nesse cara?

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      • O tipo de gente que se compraz com desgraça, que aplaude bomba caindo sobre crianças, que culpa a minissaia pelo estupro, que se diz conservadora, mas não hesita em “namorar” uma criança de tiver oportunidade, e geralmente, se escuda em religião para ser mais apresentável à sociedade

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