1. Final de ano amargo para Bolsonaro e Moro

    Fernando Brito
    28/12/2021
    11:05 pm

    A semana entre Natal e Ano Novo, que deveria ser morta politicamente, não foi para Jair Bolsonaro e para Sergio Moro.

    O primeiro passou hoje o dia inteiro nos “Trending Topics” do Twitter com a hashtag #BolsonaroVagabundo, que chegou a ser uma das mais populares do mundo, com o presidente produzindo as imagens que, junto às da tragédia que se passa na Bahia, viraram um retrato – mais um – da falta de um mínimo de sensibilidade e humanidade do ex-capitão.

    Andar de jet-sky no sol quando 400 mil pessoas são atingidas por tempestades arrasadoras é, dizia a minha avó, um tremenda “ideiade jerico”.

    Um antimarketing que poucos dos seus piores adversários seria capaz de criar. Custou-lhe, em apenas um dia, dezenas ou até centenas de milhares de votos, porque evidencia, como nos seus “e daí?” durante a pandemia, desapreço ao sofrimento humano.

    E se, com a continuidade das chuvas, acabar por voltar a Brasília, só estará assinando embaixo de sua própria atitude de desprezo à população flagelada pela chuva.

    Moro sofreu menos, mas sofreu, com a divulgação do despacho proferido, dias atrás, pelo ministro Bruno Dantasm do Tribunal de Contas da União, mandando que se informe ao TCU quanto ele recebeu da empresa Álvarez e Marsal – que administra a recuperação judicial de Odebrecht e da OAS, em bancarrota depois da Lava Jato – pelo rompimento da posição de “sócio-diretor ” que lá tinha o ex-juiz de Curitiba.

    São milhões, sem que se saiba – já que Moro alega não interferir naqueles casos – o que ele fazia ali. E conseguir bloquear na Justiça os valores recebidos é um tiro maior ainda em seu próprio pé, porque joga por terra todo o seu discurso de ética e transparência.

    Seus apoiadores ficaram sem resposta:

    Os movimentos eleitorais são sempre lentos e freados pela paixão política. Mas dá para esperar que Bolsonaro vá perder um pouco do que tinha e que Moro não está ganhando o que pensava ser fácil conseguir.

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  2. Contente em saber que meu amigo desde sempre está firme e forte em repercutir as mazelas que consomem nossa querida polícia, aproveito para desejar-lhe um grande abraço e um ano menos ruim para todos nós. Fé em Deus e pé na estrada porque a caminhada continua.

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  3. Bolsonarista mata cachorro em vídeo para intimidar técnicos da Anvisa

    Extremista, que faz saudação nazista e pede voto para o atual presidente, encaminhou imagens aterradoras para servidores do órgão que aprovou vacina para crianças, com seus endereços e CPF’s , dizendo que faria o mesmo com eles

    Por Henrique Rodrigues 29 dez 2021 – 18:53
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    Foto: Senado Federal / Reprodução
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    Entre as novas mensagens ameaçadoras encaminhadas para técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que aprovaram o uso de vacinas contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos, feitas por seguidores extremistas do presidente Jair Bolsonaro, há um vídeo no qual um cachorro é morto por enforcamento pelo autor das imagens, que junto à cena aterradora anexada no e-mail volta a intimidar os servidores, dizendo que “fará o mesmo com eles”. A informação e as imagens macabras foram confirmadas e noticiadas pela jornalista Natuza Nery, da GloboNews.

    O homem que mata o cão e faz ameaças reiteradas aos funcionários do órgão federal, ainda de acordo com Natuza, que por razões óbvias não reproduziu as cenas no canal de notícias, usa saudações nazistas e diz estar com “Bolsonaro 2022”. Ele mostra no texto que tem endereços e CPF’s dos técnicos.

    “Os senhores irão pagar caro. Irei me deslocar da minha casa no RS até Brasília e irei purificar a terra onde a Anvisa está instalada. Usando combustível abençoado. O apocalipse se aproxima… Mas estarei bem longe quando o Xandão mandar os vagabundos parasitas da PF aqui pra casa”, é um trecho da mensagem eletrônica lida pela jornalista.

    Polícia Federal abriu inquérito
    A Polícia Federal instaurou inquérito, há pouco mais de uma semana, para investigar as ininterruptas ameaçadas de bolsonaristas a servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após técnicos do órgão terem aprovado o uso de vacinas contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. A perseguição aos funcionários públicos teve início depois que o presidente Jair Bolsonaro estimulou, na sua live de 16 de dezembro, a identificação dos técnicos e insinuou “providências” contra eles por conta da autorização dos imunizantes para o público infantil.

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    Uma reportagem da TV Globo, veiculada em 20 de dezembro, mostrou que os diretores da Anvisa receberam novos e-mails com ameaças, o que motivou as diligências de agentes da PF para deter os extremistas. Um dia antes, no dia 19, o presidente do órgão, Antônio Barra Torres, encaminhou ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR), ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e ao Ministério da Justiça cobrando providências em relação aos criminosos e exigindo proteção para os servidores intimidados.

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  4. Chefe da Anvisa desafia Bolsonaro a mandar PF investiga-lo

    Fernando Brito
    08/01/2022
    8:42 pm

    Numa educada, mas duríssima nota, o diretor-presidente da Anvisa, Almirante Antonio Barra Torres reagiu às insinuações lançadas por Jair Bolsonaro sobre haver interesses na liberação da vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid.

    Depois de lembrar suas origens humildes e seus “princípios cristãos”, Torres diz que , se Bolsonaro tem qualquer indício de irregularidade em sua atuação ou na dos diretores da Agência de Vigilância Sanitária, que mande a Polícia Federal abrir uma investigação sobre eles, imediatamente.

    Mas, se não tem, que se retrate pelo que disse em sua live de quinta-feira, que se retrate por ter que haveria algo escuso “por trás” do que classificou como “interesse da Anvisa” em liberar a vacinação infantil.

    Leia o texto:

    Em relação ao recente questionamento do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, quanto à vacinação de crianças de 05 a 11 anos, no qual pergunta “Qual o interesse da Anvisa por trás disso aí?”, o Diretor Presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, responde:

    Senhor Presidente, como Oficial General da Marinha do Brasil, servi ao meu país por 32 anos. Pautei minha vida pessoal em austeridade e honra. Honra à minha família que, com dificuldades de todo o tipo, permitiram que eu tivesse acesso à melhor educação possível, para o único filho de uma auxiliar de enfermagem e um ferroviário.

    Como médico, Senhor Presidente, procurei manter a razão à frente do sentimento. Mas sofri a cada perda, lamentei cada fracasso, e fiz questão de ser eu mesmo, o portador das piores notícias, quando a morte tomou de mim um paciente.

    Como cristão, Senhor Presidente, busquei cumprir os mandamentos, mesmo tendo eu abraçado a carreira das armas. Nunca levantei falso testemunho.

    Vou morrer sem conhecer riqueza Senhor Presidente. Mas vou morrer digno. Nunca me apropriei do que não fosse meu e nem pretendo fazer isso, à frente da Anvisa. Prezo muito os valores morais que meus pais praticaram e que pelo exemplo deles eu pude somar ao meu caráter.

    Se o senhor dispõe de informações que levantem o menor indício de corrupção sobre este brasileiro, não perca tempo nem prevarique, Senhor Presidente. Determine imediata investigação policial sobre a minha pessoa aliás, sobre qualquer um que trabalhe hoje na Anvisa, que com orgulho eu tenho o privilégio de integrar.

    Agora, se o Senhor não possui tais informações ou indícios, exerça a grandeza que o seu cargo demanda e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate.

    Estamos combatendo o mesmo inimigo e ainda há muita guerra pela frente. Rever uma fala ou um ato errado não diminuirá o senhor em nada. Muito pelo contrário.

    (Ass) Antonio Barra Torres, Diretor Presidente – Anvisa, Contra-Almirante RM1 Médico da Marinha do Brasil

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  5. Favor Confirmar a autenticidade dessa matéria descrita abaixo antes de eventual publicação !

    Para todos os integrantes do sistema de Segurança Pública (Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Científica e Corpo de Bombeiros) e Administração Penitenciária

    a) Reajuste de 8% no salário – base, com cláusula de vigência a partir de 1º de março de 2022. Este reajuste contempla os aposentados e pensionistas cujos benefícios tenham o instituto da paridade;
    b) Criação de gratificação por titulação, em percentual a incidir no salário-base do servidor, assim definidos: 10% para pós-graduação, 20% para mestrado e 40% para doutorado. Considerando a natureza da remuneração, apenas será estendido aos servidores da ativa;
    c) Recriação do Adicional de Local de Exercício, em dois níveis, I e II. O nível I corresponderá à área geográfica do Interior e Litoral, no valor de 600,00 (Seiscentos Reais); o nível II corresponderá à área geográfica da Capital e Grande São Paulo, no valor de R$ 800,00. Também pela natureza da remuneração, só contempla servidores ativos e não será pago nos casos de afastamentos regulamentares, como férias e licenças de qualquer natureza.

    Para os integrantes da Polícia Civil e Polícia Científica

    a) Reajuste do Adicional por Direção de Atividade de Polícia Judiciária – o índice corresponderá ao 32% do salário-base do Delegado de Polícia. Atualmente o índice é de 26,5%. Adicional contempla os servidores Ativos e os aposentados e pensionistas com benefício da paridade de vencimentos;
    b) Gratificação por titularidade de cargo de curso superior – apenas para os cargos de Perito Criminal, Médico Legista, Escrivão de Polícia e Investigador de Polícia – a gratificação será de 15% a incidir no salário – base e parcela RETP do servidor. Estendido aos aposentados e pensionistas que tenham paridade;
    c) Reajuste da ajuda de custo alimentação – corresponderá a duas (02) Ufesp para plantão até 12 horas e (três) 03 Ufesp para plantão acima de 12 horas. Atualmente o valor é de 01 UFESP para plantão de 12 horas e 02 Ufesp para plantão acima de 12 horas. Pela natureza da verba, é paga somente aos servidores da ativa;
    d) Reconhecimento por Decreto de que a verba referente à ajuda de custo de alimentação é de natureza indenizatória.

    Para os integrantes da Polícia Militar

    a) Criação do Adicional por Direção de Atividade de Polícia Judiciária Militar – o índice corresponderá ao 38% do salário-base do Oficial da Polícia Militar. Reconhece-se a natureza jurídica da atividade, cujos integrantes podem, inclusive, vir a integrar o Poder Judiciário, quando são nomeados Juízes do Tribunal de Justiça Militar;

    b) Reajuste da ajuda de custo alimentação – corresponderá a duas (02) Ufesp para plantão até 12 horas e (Quatro) 04 Ufesp para plantão acima de 12 horas; Atualmente o valor é de 01 UFESP para plantão de 12 horas e 02 Ufesp para plantão acima de 12 horas. Pela natureza da verba, é paga somente aos militares da ativa;
    c) Criação do Auxílio-transporte para os Policiais Militares, de natureza indenizatória, sem incidência, portanto, de qualquer desconto.
    Valor de 150 Ufesp para Oficiais da Polícia Militar; 40 Ufesp para Subtenente e Sargento PM e 20 Ufesp para os demais praças. O valor atual da UFESP é R$ 31,92.
    d) Reconhecimento por Decreto de que a verba referente à ajuda de custo de alimentação é de natureza indenizatória.

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  6. Continue “errando”, Lula, e você vence no 1° turno

    Fernando Brito
    10/01/2022
    10:15 am

    É impressionante como a grande imprensa brasileira tem a ideia do “partido único”.

    Tudo o que não é aquilo que ela defende é errado, arcaico, desastroso e – numa palavra – inadmissível.

    Hoje, a “Coluna do Estadão” diz que “os devotos de Lula [não] têm coragem de admitir” mas, apesar da liderança folgada nas pesquisas, o calejado ex-presidente petista vem cometendo, sim, erros táticos na condução de sua pré-campanha e revelando fragilidades e inconsistências de sua agenda”.

    O maior deles, diz, seria o anúncio de que pretender revogar a “reforma trabalhista” de Michel Temer.

    Abstraia-se o fato de que, por eliminar direitos e garantias trabalhistas, não poderia ser outra a posição de um líder trabalhista; mais, de alguém que brotou para a política de suas origens sindicais. “Inconsistente” seria se a defende-se.

    Olhe-se apenas sob o ângulo da efetividade da reforma para o que ela se propôs, destravar a criação de postos de trabalho e gerar ” 6 milhões de empregos”, nas palavras do festejado Henrique Meirelles. Passaram-se quatro anos e o resultado, quando não foi zero, foi negativo.

    Então, por que é errado? Ora, é porque é, e não é preciso nem conveniente dizer qual a razão.

    Lula se aproxima da vitória eleitoral, talvez já no primeiro turno justamente por significar para a a população a retomada do emprego, da ocupação e dos direitos do trabalho, o revés das posições de Bolsonaro, às quais não mereceram reparo do jornal quando se expressaram na frase “melhor algum emprego sem direitos do que direitos sem emprego”.

    Perderam-se os dois.

    O jornal apressa-se em dizer que Sergio Moro e João Dória “acordaram” e protestaram fortemente contra a intenção de Lula.

    Seria conveniente que ambos, então, expusessem claramente que direitos pretendem tomar em troca de que empregos pretendem dar.
    Se for de entregador de lanches, é justo que o povo brasileiro possa saber disso e julgar se essa precarização do trabalho está resolvendo o drama deste país.

    Do contrário, pelas pesquisas eleitorais, é de se dizer: “continue errando”, Lula, por favor.

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  7. BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS!!!

    CHORA ESQUERDALHA, O FIM ESTA PRÓXIMO.

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  8. Notícia – Delegados de Polícia de São Paulo vão iniciar 2022 com o pior salário do Brasil

    O delegado da Polícia Civil paulista vai começar 2022 recebendo o pior salário da categoria entre todos os estados da federação. O valor pago pelo Governo do Estado é de R$ 10.382,48 mensais. Como comparação, em Tocantins, um delegado inicia a carreira com remuneração mensal de R$ 25.259,62. (confira abaixo o ranking salarial nacional completo de delegados, investigadores e escrivães).

    Os valores fazem parte do ranking salarial elaborado anualmente pelo Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo (Sindpesp), com levantamento de dados concluído na primeira semana de dezembro.

    As informações salariais foram levantadas em todos os estados da federação, com informações de portais da transparência, setores de recursos humanos das secretarias de segurança e diários oficiais.

    O resultado do levantamento aponta a desvalorização da Segurança Pública paulista, em um desmonte que ocorre há mais de 20 anos por parte do Governo do Estado, mas se acentuou de forma vertiginosa na gestão Doria.

    “Durante toda a gestão do governador João Doria, a Polícia Civil recebeu um único aumento salarial, de 5%, no final de 2019. No mesmo período, a inflação ficou acima de 19%. O orçamento paulista desse ano foi de mais de R$ 240 bilhões e São Paulo é disparado o estado mais rico da federação”, explica a presidente do Sindpesp, Raquel Kobashi Gallinati. “Estados com capacidade financeira infinitamente menor valorizam seus policiais”.

    Os salários de investigadores e escrivães também colocam São Paulo entre os piores salários da federação, com valor inicial de 3,931,18.

    Durante sua campanha em 2018, o candidato Doria prometeu que os policiais paulistas seriam os mais bem remunerados do país, compromisso reiterado já no cargo de governador. (veja o vídeo no link: https://www.youtube.com/watch?v=zdklRLiITwE )

    “O governador joga a responsabilidade da falta de valorização salarial sobre o Governo Federal, mas a legislação é clara ao apontar que, cumpridos critérios financeiros, ele pode conceder o aumento para os policiais”, explica Raquel. “E o próprio Doria afirma que o estado tem superávit financeiro, então ele tem condições econômicas e legais de pagar melhor sua polícia e cumprir sua palavra”.

    Sobrecarga

    Além da remuneração mais baixa do Brasil, a Polícia Civil paulista vive hoje a pior crise de efetivo da sua história. Desde 2017, o Sindpesp divulga mensalmente uma ferramenta chamada Defasômetro (http://www.sindpesp.org.br/defasometro.asp), que mostra os cargos existentes na Polícia Civil por carreira e quantos estão efetivamente ocupados.

    Em dezembro de 2021, o Defasômetro apontou o número recorde de 15.219 cargos vagos na Polícia Civil, o que representa uma falta de mais de 36% do efetivo necessário, de 41.912 policiais.

    Esse efetivo foi estabelecido pela Resolução SSP 105, de 12 de julho de 2013, pela Secretaria de Segurança Pública. A norma serviu de embasamento para o Ministério Público ingressar com ações na Justiça exigindo a contratação de policiais (http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2016/04/sp-revoga-norma-usada-em-processo-que-obriga-estado-contratar-policiais.html). “Para se proteger das ações na Justiça, o governo, ao invés de contratar policiais, revogou a norma, explica Raquel Gallinati.

    O delegado da Polícia Civil paulista vai começar 2022 recebendo o pior salário da categoria entre todos os estados da federação. O valor pago pelo Governo do Estado é de R$ 10.382,48 mensais. Como comparação, em Tocantins, um delegado inicia a carreira com remuneração mensal de R$ 25.259,62. (confira abaixo o ranking salarial nacional completo de delegados, investigadores e escrivães).

    Os valores fazem parte do ranking salarial elaborado anualmente pelo Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo (Sindpesp), com levantamento de dados concluído na primeira semana de dezembro.

    As informações salariais foram levantadas em todos os estados da federação, com informações de portais da transparência, setores de recursos humanos das secretarias de segurança e diários oficiais.

    O resultado do levantamento aponta a desvalorização da Segurança Pública paulista, em um desmonte que ocorre há mais de 20 anos por parte do Governo do Estado, mas se acentuou de forma vertiginosa na gestão Doria.

    “Durante toda a gestão do governador João Doria, a Polícia Civil recebeu um único aumento salarial, de 5%, no final de 2019. No mesmo período, a inflação ficou acima de 19%. O orçamento paulista desse ano foi de mais de R$ 240 bilhões e São Paulo é disparado o estado mais rico da federação”, explica a presidente do Sindpesp, Raquel Kobashi Gallinati. “Estados com capacidade financeira infinitamente menor valorizam seus policiais”.

    Os salários de investigadores e escrivães também colocam São Paulo entre os piores salários da federação, com valor inicial de 3,931,18.

    Durante sua campanha em 2018, o candidato Doria prometeu que os policiais paulistas seriam os mais bem remunerados do país, compromisso reiterado já no cargo de governador. (veja o vídeo no link: https://www.youtube.com/watch?v=zdklRLiITwE )

    “O governador joga a responsabilidade da falta de valorização salarial sobre o Governo Federal, mas a legislação é clara ao apontar que, cumpridos critérios financeiros, ele pode conceder o aumento para os policiais”, explica Raquel. “E o próprio Doria afirma que o estado tem superávit financeiro, então ele tem condições econômicas e legais de pagar melhor sua polícia e cumprir sua palavra”.

    Sobrecarga

    Além da remuneração mais baixa do Brasil, a Polícia Civil paulista vive hoje a pior crise de efetivo da sua história. Desde 2017, o Sindpesp divulga mensalmente uma ferramenta chamada Defasômetro (http://www.sindpesp.org.br/defasometro.asp), que mostra os cargos existentes na Polícia Civil por carreira e quantos estão efetivamente ocupados.

    Em dezembro de 2021, o Defasômetro apontou o número recorde de 15.219 cargos vagos na Polícia Civil, o que representa uma falta de mais de 36% do efetivo necessário, de 41.912 policiais.

    Esse efetivo foi estabelecido pela Resolução SSP 105, de 12 de julho de 2013, pela Secretaria de Segurança Pública. A norma serviu de embasamento para o Ministério Público ingressar com ações na Justiça exigindo a contratação de policiais (http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2016/04/sp-revoga-norma-usada-em-processo-que-obriga-estado-contratar-policiais.html). “Para se proteger das ações na Justiça, o governo, ao invés de contratar policiais, revogou a norma, explica Raquel Gallinati.

    “Trabalhamos com recursos humanos muito abaixo do número ideal, o que causa sobrecarga de trabalho, estresse e reflete diretamente na qualidade da segurança pública para o povo paulista. Pelo descaso do Governo, a população do Estado de São Paulo está à mercê da criminalidade, apesar dos esforços do efetivo da Polícia Civil. Não temos condições para fazer o trabalho que a população de São Paulo merece, que é um trabalho de excelência”, completou a presidente do Sindpesp, Raquel Kobashi Gallinati.

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