“Temos que reajustar e equilibrar o salário dos policiais e de todos os profissionais, incluindo os professores”, afirma governador Márcio França 49

Servidor precisa de aumento, admite França antes de assumir governo de SP

uís Adorno

Do UOL, em São Paulo

Após dois mandatos consecutivos (além de outros dois cumpridos no início dos anos 2000), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deixa o cargo na tarde desta sexta-feira (6) e passa o bastão para seu vice, Márcio França (PSB), que assume o estado já pensando em ficar mais quatro anos no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona oeste da capital.

França deverá ficar nove meses à frente do estado, mas terá de dividir o tempo como governador e como candidato à reeleição. Sua candidatura já tem o apoio de outros 12 partidos políticos além do PSB. Mas não é possível dizer que Alckmin é um dos aliados, uma vez que João Doria (PSDB) deixa a prefeitura da capital para ser rival de França na disputa.

Em entrevista ao UOL, França afirmou que, em nove meses, vai conseguir “mostrar um pouco” de seu serviço à população. “Nove meses é o tempo de um casal, rapidinho, se conhecer e ter um filho. Então, acho que dá pra fazer. Deus fez um ser humano em nove meses”, comparou.

França promete “manter a estabilidade fiscal, a responsabilidade e a idoneidade” de Alckmin, “mas com um tom mais social”, que ele diz ser sua área de especialização. “Em especial, para a juventude que é a área que eu gosto mais de atuar”, disse.

Reajuste salarial a servidores

Após citar que manterá a responsabilidade fiscal de Alckmin, França foi questionado pela reportagem se o reajuste dado por Alckmin aos servidores no início deste ano é o suficiente. O aumento foi de 3,5% a todas as categorias, à exceção dos 4% para as polícias e 7% aos professores.

“[Fez] o que era possível naquele momento. O governador Alckmin fez todo o esforço para pagar salário. A maioria dos estados do Brasil deixou de pagar salário, atrasou 13º, atrasou tudo. Aqui em São Paulo, não teve esse problema”, argumentou o novo governador.

Paulo Lopes/Futura Press/Estadão Conteúdo

Márcio França e Geraldo Alckmin, pouco antes de o tucano deixar o governo de São Paulo para disputar a presidência da República pelo PSDB e França assumir seu cargo

No entanto, admitiu que um novo reajuste é necessário. “Está na cara que a gente tem que fazer reajuste. Claro, com tempo, temos que reajustar e equilibrar o salário dos policiais e de todos os profissionais, incluindo os professores”, afirmou.

Questionado se nos nove meses de seu mandato um novo reajuste será possível, França respondeu: “É possível. Em todo lugar é possível. Tem que ter boa vontade e tem que ter força”, disse. Indagado se ele teria vontade e força, finalizou a entrevista: “vou tentar”.

O rival tucano

A disputa entre Márcio França e João Doria pelo governo de São Paulo também se estica até o presidente do PSDB e pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin. Ambos já disseram ter o apoio do tucano, que tem tentado manter um discurso conciliatório.

Na manhã da última segunda-feira (2), Doria informou que seu eleitor é diferente ao de França, uma vez que o então prefeito da capital disse que não recebe votos de “comunistas e esquerdistas”. França vem rebatendo, informando que seu rival não tem palavra, uma vez que havia prometido, ao se eleger prefeito, não deixar o cargo para disputar o governo estadual.

Ananda Migliano/O Fotográfico/Estadão Conteúdo

Alckmin abraça Doria um dia antes de ir a evento com França, no fim de março de 2018

“Vai ser assim: quem tem palavra com quem não tem palavra. Eu mantenho a minha palavra sempre. Eu acho que o João errou ao não cumprir a palavra. Ele é uma pessoa inteligente, podia ser um grande prefeito, a gente apostou tanto que ele fosse o melhor prefeito de São Paulo, mas não deu tempo de mostrar”, afirmou

“Eu acho que a população de São Paulo se sente um pouco traída. O eleitor… eu votei nele também. As pessoas ouviram dele várias vezes: ‘eu vou ficar quatro anos, eu prometo que vou ficar quatro anos, eu prometo que vou ficar quatro anos’. Não tem como você não acreditar”, disse o novo governador estadual.

Barbosa ou Alckmin?

Está prevista para esta sexta-feira a filiação ao PSB do ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa. A expectativa da cúpula do partido é de que ele seja candidato à eleição presidencial.

Isso mudaria o candidato do novo governador de São Paulo? Segundo o próprio, não. “O partido vai decidir só em julho. A gente tem boa relação com o Joaquim, é um ministro famoso, enfim. Mas a decisão é do partido. Será feito em julho a partir da composição de todos os estados do Brasil”, disse.

Ueslei Marcelino/Reuters

Joaquim Barbosa deve se filiar ao partido de França nesta sexta-feira (6)

“[Meu candidato] continua sendo o Geraldo Alckmin. Vou fazer um esforço para que o Geraldo seja o escolhido. Agora, meu partido é o meu partido. Eu não controlo todo o partido e muita gente tem o pensamento diferente. Mas vou fazer um esforço para ser o Geraldo”, complementou.

A tese de lançar o ex-presidente do STF na disputa pelo Palácio do Planalto é defendida com entusiasmo pela bancada do PSB na Câmara, incluindo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, mas sofre resistências de alas dos partidos, como França.

Violência em São Paulo

Na última gestão Alckmin, que começou em 2011 e vai até esta sexta-feira, o número de roubos no Estado caíu, mas se manteve acima dos 300 mil casos ao ano. Os homicídios também caem ano a ano. Porém, a violência policial aumentou.

Na última gestão, a morte de civis por policiais no Estado saltou 96%, passando de 480 para 939. Enquanto isso, o número de policiais mortos diminuiu 17%: passou de 73 vítimas para 60. Questionado sobre os dados, França se esquivou.

“Acho que o principal é você parar de produzir o gelo ao invés de enxugar o gelo, entendeu? Parar de produzir o gelo é dar uma oportunidade lá atrás, quando o menino tem 16, 17, 18 anos”, disse.

“É evitar que ele vá para o delito. Evitar que ele vá para o crime, que ele vá para as drogas, que ele vá para o lado errado. Dar a chance para esse menino. É a chance que nós temos”, complementou.

França diz que o governo já fez tudo o que podia e que as polícias militar e civil estão equipadas com “bastante estrutura”.

Um Comentário

  1. Trocha é quem acredita nesta corja que até hoje sendo vice de Alckmin nunca se pronunciou – acorda brasil

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  2. Para ganhar meu voto só pingando na conta, o Pinóquio acabou com o estoque de promessa…

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  3. (…fez tudo o que podia e que as polícias militar e civil estão equipadas com “bastante estrutura”…)

    1- A Policia Militar tem um auxilio alimentação QUATRO vezes superior ao da Policia Civil,
    2- A vinte anos atrás havia cinco equipes na chefia e quatro ou cinco no plantão (9), HOJE são duas na chefia e três ou quatro no plantão (6). Detalhe a população quadruplicou e a criminalidade explodiu, mas o efetivo despencou,
    3- Em quatro anos a inflação foi de 28 por-cento e o aumento de apenas 4, portando faltam outros 24 (sem contar a correção monetária).
    4- Somos a ÚNICA polícia que não fez a reestruturação.

    Resumindo:

    A-A criminalidade continuará reinando,
    B-O policial “se virando nos trinta” para sobreviver.

    Começou mal.

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  4. QUE LINDO QUANTA EMOÇÃO ? PAPAI NOEL E PINOQUIO NÃO PERDE A OPORTUNIDADE kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  5. Será que tem algum inocente que vai cair nesse papinho??
    Agora é o momento que esses crápulas viram bonzinhos e fazem promessas em cima de promessas.
    Conversa não paga minhas contas. Não Caio nessa, pois não sou trouxa.
    Alckmin e sua turma jamais terão meu voto e o da minha família

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    • Cara é o que mais vai ter brasileiro tudo igual seja Polícia como professor etc, a tem sim!

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  6. Sem não antes da aplicação do “reajuste” teremos a criação de um grupo de estudo no âmbito da SSP, DG, Sec Faz, etc, etc, etc……

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  7. Vamos ver , tó cansado de ser engando, se ele fez a escola do psdbosta, duvido que vai dar um aumento de verdade, assim como o colega disse acima, criará um grupo de estudo e depois de muito e muito tempo dará uma aumento de 4% e para os policiais e para os delegados um bônus a mais, por exemplo um aumento de 500 no GAT.
    Espero que esteja errado, vamos aguardar.

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  8. A meu ver, ele não precisava usar desses argumentos pois não está sendo eleito, já é o substituto natural ao governo de S.P.

    Acredito sim que irá fazer algo pelas polícias e pelo funcionalismo em geral.

    Quanto ao aparelhamento das polícias, também acredito pois quem é antigo sabe muito bem o que era pegar carga de revolver 32 com defeito e vtr’s caindo aos pedaços além de racionamento de combustível. (colete balístico ninguém nem sabia o que era).

    O que existe hoje, principalmente na Civil, é falta de administrador competente.

    Apenas um exemplo:

    Se a chefia não pedir baixa das vtr’s velhas caindo aos pedaços jogadas no fundo do DP, para a Administração, elas estão boas, servíveis, e por consequência, não vem vtr’s novas. (O computador é burro, se não inserir algo novo nele, o antigo está valendo).

    No mais, boa sorte Marcio França, espero que faça uma ótima gestão e parabéns pelo seu modo em conduzir as coisas. Merecido.

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  9. “França diz que o governo já fez tudo o que podia e que as polícias militar e civil estão equipadas com “bastante estrutura”.”

    Mais um fanfarrão! Piada!

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  10. Senhores a conta é simples: Pagou votou, não pagou, não levou. Mas Dória jamais, esse é pior que todos os diabos juntos.

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  11. É o seguinte, Esse vice idiota está tentando justificar e acertar o que seu parceiro safado picolé de xuxu não fez, é tudo combinado para que possam recuperar o eleitorado perdido que são os funcionalismo público. Então pense o seguinte q esse povo vai enterrar ainda mais as polícias pois a polícia Civil já era e militar está sucateada trabalhando em horários dobrados e etc e mais sem efetivo

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  12. “Precisamis reajustar salários de professores e policiais”…tá, faz de conta wue eu “acreditei”, viu?! Depois de eleito a desculpa é” O Estado está quebrado e somos responsáveis; Respeitamos a Responsabilidade Fiscal. Veeeeeelho discursinho. Já estou cansado, morto de cansado de ouvir a mesma pataquada. Passar bem…

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  13. Pessoal, quem acredita em papai noel e que o próximo (des)governador está preocupado com professor e polical levanta a mão….rsrsr

    Eita, nossa! Insistem em brincar com a nossa perspucácia, inteligência…kkkkk! Esquece que está falabdo com polícia e não com criança de prézinho.

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  14. infelizmente senhores cenário atual do funcionalismo publico é esse: ou vota no França, que sera de outro partido e talvez não tenha a assembleia na mão e terá que fazer mutias articulações; ou vota no descendente do Serra, Doria, que já avisou que fara alterações nas contribuições do funcionário e continuara com a politica de seus antecessores com a maioria da assembleia. Ainda que surja um candidato de uma ou outra classe, será rechaçado pelas outras categorias. exemplo, major Olimpio. A PM vota nele e poucos professores e PCs! Olim, poderia ate alcançar boa margem na PC mas nas demais não teria votos! Professor Pasquale, teria votos dos professores, mas poucos dos demais funcionários! Dai somado aos votos comuns, os votos contrários a esses candidatos iriam com certeza para o França ou Doria! Por isso, pensem bem! Ou continuemos comendo a mesma bosta estragada ou apostamos em comer uma bosta fresca!

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  15. o super aumento de 4 % esta embargado vai para votação emm 2019 ????????????????????????????????????????????

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  16. Justiça disse:
    04/04/2018 ÀS 23:13
    Senhores a conta é simples: Pagou votou, não pagou, não levou. Mas Dória jamais, esse é pior que todos os diabos juntos.

    Simples, objetivo e certeiro.

    Só complemento que ele tem até outubro para fazer isso. Caso contrário, adios.

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  17. 2018 é o ano do desespero político. Prometerão tudo em troca de voto. O pior é que tem trouxa e puxa-saco que acredita.

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  18. Cadê os 4% referente a fevereiro. O gato ou o Alckmin comeu, ou está sendo guardo para o França comer.

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  19. E O DESCONTO SEM AUTORIZAÇAO DE 170 DOS INVESTIGADORES??? QUE PIADA. SINDICATO NAO SERVE PRA NADA, SO SERVE PRA OS CARAS NAO TRABALHAREM…EM 21 ANOS DE POLICIA NUNCA ME FILIEI A ESSES BOSTAS.

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  20. NÃO VEIO o reajuste! Esperem sentados!!!! Tchau Geraldo! Assim que sair, cairá no ostracismo…..

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  21. ESTELA: NA PM E NA SPPREV JA CONSTOU NO HOLERITH, CUJO PAGAMENTO É DIA 06, O MES DE MARÇO ATUALIZADO E O DE FEVEREIRO INCLUIDO.

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  22. Para a PC assim como para os funcionários da educação (ativos ou aposentados e pensionista c/ paridade) o percentual do reajuste está no demonstrativo referente ao mês de março, que receberemos amanhã.

    Agora o referente a fevereiro, em entrevista dias atrás o governador disse que pagaria em folha suplementar, sem dizer em que dia do mês de abril.

    Se a PM já rececebeu referente aos 4%, desconheço.

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  23. Para ganhar meu voto só pingando na conta, o Pinóquio acabou com o estoque de promessa…

    Senhores a conta é simples: Pagou votou, não pagou, não levou. Mas Dória jamais, esse é pior que todos os diabos juntos.

    2018 é o ano do desespero político. Prometerão tudo em troca de voto. O pior é que tem trouxa e puxa-saco que acredita.

    Comentários sábios.kkkk
    Tamo junto.

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  24. este novo comandante esta querendo nos enganar.

    ta na cara que assim que ele sentar no trono, ira criar mais um grupo de estudos para estudarem o que podem fazer.

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  25. Alguém tem notícia do ALE ? Vai ser pago ou não , porque haviam dito que tinham ganho a ação !

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  26. Se desenha estar a restruturação já seria importante. Reconhecer a atividade de polícia judiciária com $$ seria bom.

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  27. este novo comandante estadual , disse uma coisa que tamos carecas de saber.
    palavras não enche a barriga de ninguem.

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  28. A SPPREV já lançou no demonstrativo de pagamento o valor de março e também fevereiro para pagamento dia 06. A fazenda deve fazer folha suplementar logo.

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  29. E olha que i demonstrativo da fazenda ficou disponível a partir do sábado (31/03/18) e o do SPPREV no dia seguinte. V´querer entender. hum,

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  30. CANALHAS,CANALHAS,CANALHAS. JÁ ESTÁ TUDO CANSATIVO, MAS TENHO QUE CONTINUAR.ATÉ QUANDO SUPORTAREI TAMANHO DESPREZO. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS. VONTADE LOUCA DE GRITAR, MAS MESMO ASSIM, SURDOS CONTINUARÃO.

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  31. Pregando austeridade, Alckmin deixa contas piores que em 2011
    Desempenho foi melhor, no entanto, que o do governo federal e de outros estados grandes

    6.abr.2018 às 2h00
    EDIÇÃO IMPRESSA
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    Gustavo Patu
    SÃO PAULO
    A situação orçamentária do governo paulista piorou ao longo dos últimos sete anos sob o comando do tucano Geraldo Alckmin, que pretende explorar a imagem de gestor austero em sua campanha à Presidência.

    No período, cresceu o peso do endividamento e das despesas com pessoal ativo e inativo nas contas do estado. A escalada dos gastos com a Previdência reduziu os recursos disponíveis para obras e outros investimentos.

    Tal involução, por certo, está associada à aguda crise econômica vivida pelo país de 2014 a 2016, que derrubou a receita de impostos e prejudicou, em graus variados, todas as esferas de governo.

    O trunfo de Alckmin é que São Paulo leva nítida vantagem quando seus balanços são comparados aos do governo federal e dos estados mais importantes, casos de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

    Isso não quer dizer, entretanto, que o quadro seja confortável –nem que os resultados da gestão do tucano se saiam bem em qualquer base de comparação.

    1 15
    Geraldo Alckmin
    Minha Folha
    O governador Geraldo Alckmin durante evento em São Paulo O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, durante cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado O governador Geraldo Alckmin (à dir.) ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante evento em São Paulo O governador Geraldo Alckmin (à esq.) conversa com o presidente Michel Temer durante evento em São Paulo O governador Geraldo Alckmin conversa com o prefeito João Doria durante cerimônia em São Paulo O governador Geraldo Alckmin cumprimenta o prefeito João Doria durante cerimônia em São Paulo O governador Geraldo Alckmin durante entrevista no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida após missa que celebrou 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida O governador Geraldo Alckmin durante divulgação dos dados da violência em SP O governador Geraldo Alckmin acompanhado do secretário Alexandre de Moraes, em divulgação dos dados da violência em SP Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e João Doria Jr. durante jantar para o governador do Estado de São Paulo O governador de Sao Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), após fazer pronunciamento sobre sua reeleição no primeiro turno na sede do partido, em São Paulo Ao lado dos tucanos José Serra e Aécio Neves, Geraldo Alckmin visita o Parque da Juventude, antigo Carandiru, zona norte de SP O governador Geraldo Alckmin participa de evento promovido pela igreja evangélica Sara Nossa Terra, no ginásio do Ibirapuera O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, participa do programa Geraldo Alckmin, candidato tucano à Presidência em 2006, veste jaqueta com logo de empresas estatais
    O governador Geraldo Alckmin durante evento em São Paulo /Zanone Fraissat/Folhapress
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    ALTA DA DÍVIDA

    A fragilidade mais antiga das finanças paulistas, que data ao menos dos anos 1990, é a dívida elevada. Trata-se hoje da quarta maior entre os estados, em termos relativos.

    Ao final do ano passado, ela equivalia a 170,9% da receita anual, abaixo do teto legal de 200%, mas acima dos 152,9% de dezembro de 2010, às vésperas do governo Alckmin (que já havia ocupado o Bandeirantes de 2001 a 2006).

    Em boa medida, a alta pode ser atribuída a momentos de queda da arrecadação ou alta da inflação. Mas outras unidades da Federação conseguiram reduzir seus passivos no mesmo período.

    Entre elas destaca-se Alagoas, cuja dívida era maior que a de São Paulo em 2010 (161,7% da receita) e agora é bem menor (95,3%) –nesse caso, houve considerável ajuda de uma renegociação promovida pela União.

    O governo paulista de fato ampliou a tomada de financiamentos no primeiro dos últimos dois mandatos de Alckmin (2011-2014).

    Na época, a administração federal, sob o comando de Dilma Rousseff (PT), estimulava os estados a buscarem crédito dos bancos públicos para obras de infraestrutura.

    Essa política impulsionou um aumento geral de despesas, em especial com investimentos, até o ano eleitoral de 2014. A partir daí, a recessão e a queda das receitas levaram a um ajuste forçado.

    ESTADO ENCOLHE

    O Orçamento encolheu. Em 2017, a despeito de um princípio de recuperação, a receita não financeira paulista ainda era 7% inferior à de quatro anos antes.

    São Paulo enfrentou percalços menores porque o peso de sua folha de pessoal –a principal despesa dos governos estaduais– não chegava a ser excessivo.

    Em proporção da receita, os gastos com servidores ativos e inativos subiram de 45,8% no final de 2010, para 51,2% no ano passado, ainda bem abaixo do teto de 60% fixado na legislação.

    O contraste mais aparente é com o Rio de Janeiro, onde a proporção passou dos 70% e houve atrasos no pagamento do funcionalismo.

    Na comparação com o restante do país, as diferenças são menos acentuadas. Conforme cálculos do Tesouro Nacional, o percentual paulista em 2016 era semelhante à mediana dos estados.

    De todo modo, o mesmo documento do Tesouro aponta que São Paulo foi um dos estados onde essa despesa menos cresceu de 2010 a 2016 (apenas Amapá e Sergipe contabilizaram alta inferior).

    Ainda assim, o caixa paulista sofre com o avanço dos pagamentos de aposentadorias. Os gastos em Previdência, incluindo desembolsos de caráter administrativo, já superaram os destinados à educação pública.

    Essa trajetória tende a agravar a crônica dificuldade do estado em conseguir alguma folga no Orçamento para investimentos –obras e compras de equipamentos.

    Segundo levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), São Paulo investiu 5% de sua receita em 2016, num modesto 17º lugar entre os 26 estados e o Distrito Federal.

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  32. Melhor ele do que Dória, com um tiro só mata dois coelhos, muda governo e partido. Já tem o meu voto, PSB, estadual e nacional.

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  33. o super aumento de 4 % esta CANCELADO POR ISTO NAO SAI ??????????????????????????????????????

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  34. É difícil acreditar em qualquer político. Principalmente, acreditar em político ajudando a polícia. E mais… ajudando a Polícia Civil.

    O tempo dirá, já que o homem almeja concorrer nas próximas eleições.

    Agora, o Tira Véio falou uma grande verdade, em um comentário acima; e destaco uma importante observação:

    “O que existe hoje, principalmente na Civil, é falta de administrador competente.”

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  35. Paulo preto, na verdade Paulo rato, foi preso. Paulo “rato preto” está para o PSDB na mesma proporção que o Funaro está para o PMDB, ou seja, Paulo “rato preto” é o operador dos tucanalhas.
    Se abrir a boca, a caixa de pandora do PSDB, a caixa forte, vamos saber que tucano também é ave de rapina.
    Vamos saber aquilo que o Ministério Público Paulista, tão operante e atuante quando não se trata de gente do governo deste Estado, não sabia. Teve que ser a Procuradoria da República, nos desdobramentos da Lavajato para fazer aquilo que o MP paulista fazia de contas que não sabia. Roubalheira no DERSA, na CPTM, nas obras do ROUBOANEL, na duplicação das MARGINAIS, etc.
    Paulo “rato preto” titular de conta em paraíso fiscal com a bagatela de mais de 100 milhões de reais.
    Alckmin e aquele governador ladrão e canalha travestido em administrador competente e probo que nos colocou em confronto com a PM defronte do Palácio dos Bandeirantes estão na linha de tiro da Lavajato, é só o Paulo “rato preto” abrir a boca.
    É isso ai. Aumento para funcionalismo público não tem. 4% depois de 4 anos, ou seja, 1% ao ano. Phodam-se os aposentados com suas despesas médicas e de remédios. Phodam-se aqueles que necessitam de remédios de alto custo. Aposentadoria integral só depois de 65 anos de idade e 45 de contribuição, etc.
    Agora, dinheiro público “PRA ROBÁ” a vontade em falcatruas licitatórias, principalmente em obras públicas, tem de sobra.
    Tem muita gente na fila pra ir pro mesmo lugar do Lula.
    O problema é se vamos ter justiça para fazer isso.
    Pau que dá em Chico, dá em Francisco

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  36. A quem interessar possão, SIM, o pagamento deste mês de Abril na PM já veio com o mísero reajuste de 4% e o atrasado referente a fevereiro.
    Como nossa folha é separado, e o CIAF é bem mais competente que a SPPrev, no nosso já veio “tudo” direto no dia 09ABR.

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  37. Jamiro disse:
    07/04/2018 ÀS 11:40
    A quem interessar possão, SIM, o pagamento deste mês de Abril na PM já veio com o mísero reajuste de 4% e o atrasado referente a fevereiro.
    Como nossa folha é separado, e o CIAF é bem mais competente que a SPPrev, no nosso já veio “tudo” direto no dia 09ABR.

    Na verdade a SPPreev tem competência seletiva quando é para descontar é para ontem, para pagar ai fica congestionada.

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  38. Ta ai, agora o Marcio França é de fato e de direito o Governador do Estado mais rico da Federação, só uma pergunta quando vira o aumento citado????????????????
    Ou irá criar um grupo de estudo ??????????????

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  39. Águem pode esclarecer qual o prazo que o governador pode dar um novo reajuste salarial antes da próxima eleição?

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