Absolvida do caso Ubiratan, Carla Cepollina volta a fórum como advogada
Márcio Padrão
Do UOL, em São Paulo
Folhapress
Em foto de 2012, Carla Cepollina deixa o Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, após ser absolvida do assassinato do Coronel Ubiratan
Carla Cepollina voltou ao Fórum Criminal de Barra Funda, em São Paulo, mas desta vez foi diferente: não na condição de acusada pelo caso que a tornou famosa –o julgamento do assassinato do coronel Ubiratan Guimarães, em 2006– mas de volta à profissão, como advogada. No último dia 2 de dezembro, Carla foi como advogada auxiliar de um réu julgado por homicídio qualificado. O acusado defendido por ela foi inocentado.
Carla passou os últimos anos nos tribunais provando sua própria inocência. O Fórum da Barra Funda foi o mesmo local onde ocorreu seu julgamento, em 2012, do qual saiu absolvida. Em setembro deste ano, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou agravo do Ministério Público e manteve a decisão da Justiça.
A última decisão do STJ foi definitiva e Carla agora quer retomar a vida profissional. Anteriormente especializada em antipirataria, ela agora está atrás de casos na área de Direitos Humanos, tentando trazer sua experiência como ré para auxiliar outros acusados.
Antes de seu retorno ao mesmo fórum em que foi julgada, ela prestou consultoria a colegas advogados e conversas informais para orientar acusados a se portar no julgamento. “Se o réu não está se sentindo fortalecido, explico pra eles a parte penal, como se comportar. Estou muito feliz com essa nova fase da minha vida. Para mim o Fórum da Barra Funda agora é sinônimo de vitória”, disse a advogada aoUOL.
Com a absolvição, diz ela, a reação das pessoas à sua presença também está mudando. “Ninguém nem me pergunta mais do caso, só sabe que ganhei e fui absolvida. Provei que o caso Ubiratan não tem nada a ver com minha vida”, afirmou.
O caso
Comandante da operação conhecida como massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em 1992, o coronel Ubiratan foi morto a tiros em seu apartamento, no bairro dos Jardins, de São Paulo, em 9 de setembro de 2006. Na época, era deputado estadual de São Paulo pelo PTB. A arma do crime nunca foi encontrada.
Segundo a investigação da polícia, Carla Cepollina foi considerada a única responsável pelo crime por ter sido a última a ser vista entrando no apartamento. Testemunhas ouviram uma discussão entre os dois antes da morte. Namorada do militar na época, a investigação apontou ciúme como sua motivação –Ubiratan estaria tendo um caso com a delegada da Polícia Federal Renata Madi.
Carla foi indiciada pela polícia e denunciada pelo Ministério Público sob a acusação de homicídio duplamente qualificado –por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Em 2012, foi julgada e inocentada por falta de provas, no entender do júri. Em 2013, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou os recursos da acusação. Neste ano, o Superior Tribunal de Justiça rejeitou novo e último recurso do MP.
Uma vez absolvida pelo tribunal do Júri, nada impeça que ela volte a tocar sua vida.uai
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esta advogada namorava com o deputado ex coronel da pm condenado pelo massacre do carandiru.
éla foi absolvida de assassinar o mesmo , o que não pode acontecer é essa advogada aparecer defendendo em processos onde o réu seja pertencente ou tenha ligações com o crime organizado, pois ai vai dar muita bandeira. e ficará feio para éla.
caso aconteça isto sera motivo de reabrir o processo do ref caso.
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Olha que o promotor disse:
Promotor diz que não vai recorrer
Após a divulgação da sentença, o promotor do caso, João Carlos Calsavara, afirmou que “quem foi julgado aqui hoje foi o coronel Ubiratan”. “O coronel é um homem estigmatizado, é um ícone de uma de uma década que foi julgado aqui.”
O promotor disse ainda que a absolvição representa “o momento do país” e disse que não vai recorrer da decisão.
“”””””””””””””””””Não vou recorrer porque entendo que é o momento da vida do país, é o momento da impunidade. Eu acho que isso reflete um pensamento de que a polícia é um órgão que não é tão considerado a ponto de que policiais que são mortos a sangue frio”””””””””””””””””, disse.
Nos comentários a população exalta a INCOMPETENCIA DA POLICIA CIVIL em descobrir os autores do crime.
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este promotor disse tudo o que é hoje o nosso pobre país…..
VIVEMOS EM UM REGIME DE CLEPTOCRACIA……
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Sem comentarios!
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num tribunal de juri o que vale é a capacidade da defesa do da acusação em argumentar a ponto de absolver oiu não o acusado. Quem tem mais poder de persuasão “ganha”. é o famoso circo…se houve absolvição não me venha com deculpa o nobre representante do tal parquet, o que ocorreu foi que ele não soube “convencer” os jurados…
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Eu apesar de nutrir verdadeiro fascínio pela dinâmica do tribunal do Júri, eu não sei se realmente e a melhor forma de se buscar justiça, pois a análise de questões extremamente técnicas, dão lugar ao espetáculo, realmente aquele defensor ou acusador que detiver a melhor oratória já possui elástica vantagem sobre aquele com menor técnica neste quesito, sem contar a postura da grande maioria dos Jurados, que mal sabem o que estão fazendo ali, e que por muitas vezes basta olhar no rosto de cada um que facilmente se verifica que não estão prestando a minima atenção aos detalhes, e que não vê a hora de tudo aquilo terminar, seja o que for, ai seus votos vão conforme aquele defensor ou acusador que mais foi, digamos assim, simpático, aquele mais bonito, mais elegante, ficando em secundário a busca real dos fatos.
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