Maiores empreiteiros do país viram réus na Justiça
08 Mar 2012
Ex-diretores da Infraero também são réus; ação é do Ministério Público Federal
Grupo de 41 pessoas enfrenta acusação de superfaturar obras em aeroportos; empresas negam irregularidades
FERNANDO MELLO DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA – fonte: FOLHA DE SÃO PAULO
As maiores empreiteiras do país vão enfrentar uma batalha nos tribunais. A 12ª Vara da Justiça Federal em Brasília aceitou denúncia do Ministério Público Federal contra 41 pessoas, entre ex-diretores da Infraero e diretores e representantes das principais construtoras brasileiras.
Eles são acusados de envolvimento em superfaturamento de R$ 1,2 bilhão em obras de dez aeroportos, incluindo Brasília, Congonhas e Guarulhos. Todos agora são réus sob a acusação de formação de quadrilha.
Nomes conhecidos aparecem no processo, como Ricardo de Queiroz Galvão (da Queiroz Galvão), Dário de Queiroz Galvão Filho (da Galvão Engenharia e vice-presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base) e Zuleido Veras (da Gautama, preso em 2007 em outra operação da PF).
A investigação começou com a Operação Caixa Preta, da Polícia Federal, de 2007.
Ao todo, representantes de 14 empreiteiras tornaram-se réus, entre elas Camargo Corrêa, Carioca, Mendes Junior, Construcap, Odebrecht e OAS -esta última é sócia da líder do consórcio que venceu o leilão de Cumbica, a Invepar.
O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos não aceitou a denúncia em relação a outras 14 pessoas, mas o Ministério Público vai recorrer.
A Folha teve acesso às quase 10 mil páginas do processo. Segundo a Procuradoria da República no Distrito Federal, durante a gestão do petista Carlos Wilson (2003-2006), já falecido, funcionários da Infraero se reuniram com representantes das empreiteiras para direcionar licitações e superfaturar obras.
“O objetivo (…) também, e principalmente, zelar para que recursos fossem, em sentido amplo, desviados para enriquecimento ilícito de tais empresas e de seus proprietários”, diz a Procuradoria.
O tipo de licitação escolhida, chamada de técnica e preço, aumentava o “subjetivismo” na escolha, que dependia mais das notas dadas pela Infraero às empresas do que dos preços oferecidos.
Além disso, a denúncia informa que os projetos tiveram preços propositalmente inflados para que as empresas tivessem mais ganhos ilegais.
Segundo um dos relatórios da PF, um dos motivos para os supostos desvios terem ocorrido foi o loteamento político da Infraero.
“Entre 2003 e 2006, a principal alteração estrutural realizada na Infraero foi, além da nomeação de um político para sua presidência, a nomeação de apadrinhados políticos para cargos de chefia”, diz a polícia.
Outros crimes apontados pela PF, como fraude à licitação e peculato, são analisados em ações diferentes.
Segundo procuradores, isso evita que crimes prescrevam por causa de processos muito volumosos.
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Desconto baixo foi um dos indícios, diz PF
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08 Mar 2012
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DE BRASÍLIA
Relatório da Polícia Federal aponta que um dos indícios do direcionamento das licitações dos aeroportos foram os descontos baixos dados pelas empreiteiras. A Infraero apresentou um orçamento básico para cada obra. Segundo a PF, nos casos em que não houve competição real, os descontos oferecidos pelos vencedores em relação ao edital não chegaram a 1%. Os peritos da Polícia Federal compararam os resultados com três licitações em que as empresas competiram para serem escolhidas, nos aeroportos de Uberlândia, Cuiabá e em outra obra em Congonhas. Nesses casos, os descontos chegaram a até 32%.
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Infelizmente o dinheiro corrompe a muitos, impondo a realidade de quem pode pagar vejam em http://sociedadeolhodehorus.blogspot.com/ como sempre somos manipulados.
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08/03/2012 – 06h59
Policiais de SP têm de ‘bater ponto’ em ronda de bancos
DE SÃO PAULO
A Polícia Militar paulista está patrulhando bancos privados no Estado, informa reportagem de André Caramante, publicada na Folha desta quinta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A ronda é feita por dois policiais, que têm de visitar por dia ao menos sete agências e coletar assinaturas e carimbos dos gerentes que comprovem o trabalho.
Para a PM e a federação dos bancos, não há conflito entre público e privado. “Há um interesse da sociedade na questão da segurança pública por conta dos crimes cometidos dentro e ao redor dos bancos, afirmou o comandante geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo.
Leia a reportagem completa na Folha desta quinta-feira que já está nas bancas.
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viraram réus porque os tribunais estão sucateados e eles precisam de $$$$$$$$$$$$$$$$
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As empreiteiras do anões do orçamento e da Operação Castelo de Areia. Santa impunidade, Batman!
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