Policiais paulistas estão em alerta em razão de ameaças do PCC 23

Enviado em 10/10/2011 as 20:30 – AMORDAÇADO

10/10/2011 – A Tribuna: Policiais paulistas estão em alerta

As secretarias de Estado da Segurança Pública (SSP) e da Administração Penitenciária (SAP) nada divulgaram até este domingo, seja publicamente ou apenas para os seus integrantes. Mas entre agentes penitenciários e policiais civis e militares, de forma cada vez mais intensa nos últimos dias, circula um alerta sobre eventual série de ataques que estariam sendo planejados por uma facção criminosa no próximo dia 12, quando se comemoram o Feriado de Nossa Senhora Aparecida e o Dia das Crianças. A reportagem é de Eduardo Velozo Fuccia, do jornal A Tribuna.

O plano de atentados teria sido descoberto por meio do monitoramento de ligações telefônicas de criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC), que estão presos e em liberdade.

Devido ao Dia das Crianças, milhares de marginais condenados no Estado serão contemplados pela Justiça com o benefício de saída temporária, que é previsto na Lei de Execução Penal (LEP). A novidade nessa suposta estratégia de ataques é que as vítimas em potencial seriam agentes de segurança do sexo feminino.

Por meio de conversas pessoais ou telefônicas, postagens na rede social Facebook e de mensagens eletrônicas, a notícia está se alastrando na Baixada Santista, embora a dimensão dos ataques seria estadual, conforme já ocorreu em épocas de concessão do benefício de saída temporária. Um delegado da região, que pediu o sigilo de seu nome, soube da articulação que estaria sendo realizada pelos criminosos ao acessar semana passada no Facebook a página de uma comunidade dirigida a autoridades policiais.

“Verdade ou boato, não custa nos prevenirmos. A facção já deu mostras do que é capaz. Em maio de 2006, o PCC orquestrou um ataque em série em todo o Estado, que resultou na morte de dezenas de policiais. O primeiro atentado ocorreu justamente na Baixada. A Delegacia de Cubatão foi invadida por bandidos, sendo um investigador e uma carcereira baleados com gravidade. Depois, surgiu a informação de que as cúpulas da SSP e da SAP sabiam do plano, mas nada comunicaram para não causar alarde”, disse o delegado.

No sábado, sobre a mesa de um distrito policial de Santos, havia a impressão de uma mensagem de e-mail. Nela, o subscritor recomenda aos colegas da Polícia Civil, principalmente mulheres, o “máximo cuidado” com possíveis ataques do PCC no próximo feriado. Ao ler o alerta, um investigador que estava de plantão e também requereu anonimato, externou preocupação. “Temos que estar alertas, porque o fator surpresa é o principal aliado de quem comete um ataque”.

LIXO…TENENTE LIXO, SIM!…ELE QUE VÁ FORÇAR ACOMPANHAMENTO DAS DECLARAÇÕES DA “VÍTIMA, DO INDICIADO, DAS TESTEMUNHAS” NA PUTA QUE O FORMOU…O DELEGADO TÁ CERTO!… 208

Enviado em 10/10/2011 as 19:20 – VICTOR

Não sei qual é a surpresa…esse é um tipico exemplo do atendimento lixo prestado pela PC. No final o lixo do ratão limpa o nariz….kkkk….puta comedia….rs

http://mais.uol.com.br/view/99at89ajv6h1/delegado-e-pm-discutem-durante-registro-de-ocorrencia-em-sp-0402CD1A3068D8892326?types=A&amp

Esta é do membro, como diria Jãnio Quadros…(O FLIT sem rebuços diz: Associação Jurídico-Espírita de São Paulo ensinando humildade a juízes e promotores…É DO CARALHO! 2

Enviado em 10/10/2011 as 18:31 – REPÓRTER AÇO

Esta é do membro, como diria Jãnio Quadros.

Fonte: Luis Nassif

A humildade de juízes e promotores
Enviado por luisnassif, seg, 10/10/2011 – 16:26

Por Donizeti

Nassif, no meio jurídico todos conhecem a frase: ” muitos juízes de direito e promotores acham que são deuses;  desembargadores  e ministros dos tribunais  tem certeza.”

Segue interessante artigo a respeito publicado na Folha

Da Folha de S.Paulo

Grupo ensina humildade a juiz e promotor

Entidade que reúne profissionais de direito faz palestras e videoaulas para conter vaidade e prepotência no cargo
Para líder de entidade, forma como se exerce a autoridade é problema crônico do sistema de Justiça brasileiro hoje

ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO

Um magistrado do Rio processa o condomínio onde mora para ser chamado de “doutor” pelo porteiro.

Outro, de Franca, manda prender um policial de trânsito que lhe repreende por falar ao celular no volante.

Um procurador de São Paulo ameaça prender uma aluna que questiona seus métodos de ensino na aula.

Comportamentos como esses envolvendo autoridades brasileiras são mais comuns do que se imagina.

Tornaram-se, inclusive, alvo de um trabalho de uma associação dirigida por juízes, promotores e advogados espíritas.

“Esse é um dos problemas crônicos do sistema de Justiça brasileiro. Há um problema comportamental que envolve vaidade e prepotência”, afirma o promotor Tiago Essado, presidente da AJE (Associação Jurídico-Espírita do Estado de São Paulo).

“Não estamos nos excluindo desse comportamento. Estamos reconhecendo o problema e a necessidade de modificá-lo. Fazemos reformas nas leis, mas, às vezes, o problema não está nela. Está na postura”, afirmou.

Desde 2009, a associação vem promovendo palestras e videoaulas para tentar ensinar aos colegas (atuais e futuros) como lidar com seus cargos tão poderosos sem ser absorvidos por eles.

A tarefa não é simples. Especialistas dizem que a sensação de poder chega a provocar prazer, pela endorfina, em algumas pessoas.

Essado estima que cerca de cem juízes e promotores já tiveram a aula “O Exercício da Autoridade com Humildade”.

A AJE, que também defende o uso de cartas psicografadas em processos judiciais, tem mais de 400 associados.

As palestras presenciais são gratuitas, marcadas de tempo em tempo. A videoaula é vendida pelo sitewww.ajesaopaulo.com.br. O DVD custa R$ 15 (para sócio) e R$ 25 (para não sócio).

ESTUDANTES

O maior público é de alunos de direito. A associação visita universidades levando a mensagem e estima ter atingindo cerca de mil estudantes pelo país. Para especialistas, esse é o melhor público para ser abordado.

Um dos principais palestrantes é o juiz Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira, 55, de Marília.

Na videoaula, o magistrado aconselha que a humildade seja treinada. “Mesmo que em um primeiro momento a humildade pareça falsa, é preciso insistir. Precisa ser desenvolvida.”

Entre as dicas, o magistrado fala da efemeridade das pessoas diante de suas funções. Da diferença do ser e do estar das profissões.

“A autoridade precisa saber que está juiz, e não é juiz. O mandato se perde”, afirma.

O magistrado pode até resistir em deixar o cargo, explica, mas esse dia vai chegar mais cedo ou mais tarde até porque existe um mecanismo legal para “expelir” os resistentes, chamado “expulsória”. “Quando completa 70 anos, ele entrega a toga, coloca pijamas e vai para casa”, completa o magistrado.

Também argumenta que as autoridades não têm o poder que elas acreditam ter. A força é da lei, que as autoridades precisam respeitar.

À Folha Silveira diz que a intenção do trabalho não é ensinar, mas argumentar que é possível exercer a autoridade com humildade.

“O exercício da autoridade dispensa a conduta prepotente, arrogante, violenta ou permissiva de quem ocupa um cargo público.”

BAIXADA SANTISTA – PROCURA-SE: “CICLISTAS LADRÕES DE CORDÃO DE OURO, CELULARES, BONÉS, SACOLAS DE COMPRAS, BOLSAS E ÓCULOS” …VIVOS! ( INTRUJÕES – GRATIFICA-SE – MORTOS ) 6

Nesta  tarde, por volta das 14h00, na av. Embaixador Pedro de Toledo, na ciclovia do  calçadão da praia , em   São Vicente,  por onde transitam mais ladrões do que trabalhadores –  região onde a municipalidade propala ter instalado equipamento de monitoramento eletrônico –  A 100 METROS DO LOCAL EM QUE SE VIA DEVIDAMENTE ESTACIONADA UMA VIATURA DA ROTA –   de enfeite; com apenas um policial militar em posição de sentido ao lado do patrimônio – o subscritor teve um cordão de ouro , com a estrela de DAVID , arrancado do pescoço.

Dos “roubadores” :

Quatro rapazes, sem camisa, idade entre 16 a 20 anos, tipicamente brasileiros, impulsionando bicicletas tão despojadas quanto os despojados despojadores de  tontos e desavisados como  o subscritor que lepidamente caminhava olhando para o céu claro;  perdindo em seus pensamentos ao som de One on  One  do Judas Priest.

O menino , com uma tecnica supreendente, arrancou o cordão de trás para frente , por pouco não levando com ele nossa cerviz; dada a robustez da jóia.

Só nos restou o grito: LADRÃO FILHO DA PUTA!

Seguido da dor do ódio de morte pelo bando de salteadores que pulula  em dias de sol em toda a Baixada Santista, embora alguns – tal como muitos dos nossos políticos –  roubem dia e noite; frio e verão.

Quando não é cordão, é o boné, o óulos, a sacola de compras e, principalmente, o telefone celular de quem arrisca atender ou efetuar chamada em pleno calçadão da praia.

Não farei boletim de ocorrência, pois ainda estou aguardando a solução da Delegacia de São Vicente para furto de nossa bicicleta praticado dentro do bicicletário  do edifício em que moro. Faz 10 anos, mas a fila de BO é  grande. Por outro lado a prioridade da Polícia Civil deve ser dada ao cidadão comum; nunca  para Delegados; muito menos , agora, para ex-Delegado.

Mas para quem souber do paradeiro dos roubadores gostaria  avisar  que gratificarei  pela devolução dos meus estimados objetos.

No mínimo, pagarei 10 vez mais do que os traficantes da Praça  da Biquinha, os traficantes das “Barracas” e, especialmente, dos compradores de ouro estabelecidos nesta região…

Aliás, são os mesmos em São Vicente e Santos…

Um “intrujão” , diga-se de passagem, muito amigo de alguns puliça.

Os salteadores poderei não encontrar…Aliás, nem saberia identificar: SÃO TODOS IGUAIS!

Magrelos, bronzeados,  boné Oakley ou grife similar ( originais ; ladrão não usa pirata ).

Enfim, recuperar meus simbólicos valores: SÓ POR MILAGRE DO CRIADOR.

Mas farei justiça aos compradores de ouro…

( Aliás,  hoje compram ouro,  prata, lata banhada, vidro, celular, notebook e  qualquer porcaria )

Podem  aguardar!

____________________________

A viatura da ROTA  –  em reforço por conta do feriado –  estava estacionada na praia: PADARIA E LANCHONETE CHARME. Policiais que é bom , na orla da praia , nenhum  é visto.

E se não há policiais na  região da praia – local mais vulnerável –  tenham certeza: não há noutro lugar.

O policiamento é para inglês e ladrão ver a viatura imóvel.

E  desprovida da guarnição , ou seja, propositadamente para não sair do lugar .

Volta, Lula!… 8

Dilma muda relação com grevistas e irrita sindicatos

Corte de ponto, prática rara sob Lula, é usado para frear novas paralisações

Presidente determina firmeza na negociação; policiais, servidores do Judiciário e petroleiros podem cruzar os braços

NATUZA NERY
RENATO MACHADO

DE BRASÍLIA

O governo da presidente Dilma Rousseff endureceu a política de greves e irritou o mundo sindical.
A necessidade de ajuste fiscal e o receio de uma escalada inflacionária levaram o Executivo a atacar o “bolso dos grevistas” com corte de ponto -prática raramente vista na gestão Lula, segundo centrais sindicais.
O objetivo é desencorajar paralisações que se anunciam em outras áreas cruciais, como policiais, servidores do Judiciário e petroleiros, que negociam nesta semana diretamente com a Petrobras e com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral).
Para diversas entidades sindicais, Dilma joga mais duro que Lula. “Por isso queremos demovê-la dessa política de UFC”, diz o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, referindo-se à famosa liga de vale-tudo.
Da Europa, Dilma orientou sua equipe na semana passada a adotar posição firme na greve dos bancários, em curso desde 27 de setembro. O Ministério da Fazenda e os bancos privados resistem a um reajuste real (acima da inflação) próximo a 5%.
Com uma greve desde 14 de setembro, o caso dos Correios tornou-se emblemático. A empresa anunciou corte do ponto dos funcionários parados. Mesmo expediente adotado na Eletrobras neste ano.
O Ministério do Planejamento diz que os cortes atuais não são novidade: embora a maior parte das greves anteriores terminassem em acordos para repor dias parados, houve casos de descontos, como o de auditor fiscal.
Para o Planalto, a conjuntura econômica é restritiva a reajustes neste momento.
O ritmo menor de crescimento neste ano e o temor de contaminação doméstica da crise internacional justificam, aos olhos de alguns setores do governo, postura mais severa. Uma conta recente reforçou a tese: o IPCA dos últimos 12 meses fechou em 7,31% em setembro.
“Se você vê uma tempestade se formar no céu, não pode sair à rua de bermuda e camiseta. Tem que ter um guarda-chuva”, afirma o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ex-chefe do Planejamento. “O quadro hoje é diferente de 2007, quando aumentamos os salários de muitas categorias.”
A ordem de Dilma é puxar o freio de mão nas despesas correntes agora e manter a despesa controlada também em 2012. De volta da Europa, ela deve hoje discutir o assunto greve na reunião de coordenação do governo.
Com Guido Mantega (Fazenda), tratará especificamente da paralisação dos bancários. Ela determinou ainda que cada ministro atue em sua área específica na busca de soluções que acabem ou evitem paralisações.
“É uma bobagem essa história [de momento delicado]. Estamos num momento bom para greves. Há resultados muito positivos na economia”, discorda Artur Henrique, presidente da CUT.
O Ministério do Planejamento é o principal alvo de queixa nos sindicatos. A pasta nega atitude diferente e cita frase de Lula: “Greve é guerra, não férias”. Só que o ex-presidente sempre flexibilizava: trocava descontos por reposição de dias parados.
Ao menos nos Correios, a orientação é manter os cortes. “É inaceitável abonar tantos dias parados”, diz Wagner Pinheiro, presidente da empresa. Essa linha de ação reforçou o movimento de grupos sindicais que, nos bastidores, ajudaram a circular o “volta, Lula”, tese abafada pelo próprio ex-presidente.

Policiais e bombeiros pressionam Congresso para criar piso nacional e acabar com salários baixos 15

Categoria diz ter “esvaziado” proposta para poder aprová-la, mas União não quer votação

Marina Novaes, do R7
Polícia Militar
Werther Santana/10.05.2011/Agência Estado

PEC 300 cria um piso nacional para as polícias militares e civis; valores variam muito de acordo com cada Estado

Policiais militares, bombeiros e policiais civis brigam há pelo menos três anos pela aprovação da PEC 300, proposta que cria um piso salarial nacional para as categorias. Embora o texto tramite em regime de urgência e já esteja pronto para ser votado na Câmara, governadores de alguns Estados e o governo federal trabalham para que a votação não ocorra este ano – o que deve aumentar ainda mais a insatisfação dos servidores, que dizem já ter feito concessões demais.

Vote: qual deve ser o piso salarial da PM?

Hoje, os valores variam muito em cada Estado, já que o pagamento é de responsabilidade dos governos estaduais. Para se ter uma ideia da disparidade, no Distrito Federal, que tem os maiores salários do país, um policial civil em começo de carreira ganha cerca de R$ 7.500 – quatro vezes a mais que a média nacional. O mesmo vale para os policiais militares, que começam a trabalhar com uma remuneração mensal de pouco mais de R$ 4.100, quatro vezes superior à média do país.

E os baixos salários não são pagos, necessariamente, nos Estados mais pobres. O Rio de Janeiro, que tem o segundo maior PIB (produto interno bruto, ou a soma das riquezas do Estado) do país, paga o menor salário inicial para a Polícia Civil (R$ 1.530) e um dos piores pisos para a PM (cerca de R$ 1.130). Em junho, o Estado foi palco da greve dos bombeiros.

A proposta inicial da PEC 300, aprovada em primeiro turno pela Câmara em 2010, fixava em R$ 3.500 o salário base da categoria, mas o valor foi posteriormente retirado do texto. Agora, o projeto dá um prazo de seis meses, contados a partir da aprovação da PEC, para que o Executivo determine qual será esse piso.

Ao R7 entidades que representam o setor dizem que aceitaram a mudança para que o texto fosse aprovado, mesmo que “esvaziado” e “longe do ideal”. Mesmo assim, a União argumenta que proposta irá gerar um custo anual de até R$ 50 bilhões – exatamente a mesma quantia que a presidente Dilma Rousseff mandou cortar do Orçamento federal, em março deste ano, para proteger o país dos efeitos da crise econômica internacional.

Em ano de crise, nenhuma medida que implique em aumento de gastos públicos é bem vista. Porém, para o coronel da PM Elias Miler da Silva, diretor institucional da Feneme (Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais), ao tentar adiar a votação na Câmara, o governo descumpre um acordo firmado com as polícias.

– Infelizmente, o governo não está cumprindo aquilo que ficou acordado. As entidades cederam, aceitaram a retirada do valor, aprovaram o texto que o governo propôs, e agora o texto não vai ser mais aprovado?

Miler também nega que a proposta vá causar um rombo tão grande nas contas da União. Segundo ele, uma projeção feita pela federação mostrou que, se o governo tivesse que contribuir com R$ 2.000 o salário de “todo o efetivo policial do país”, o impacto anual para o Executivo seria de R$ 12 bilhões. O Ministério do Planejamento, porém, prevê um impacto mínimo de R$ 20 bilhões por ano.

Na prática, o que incomoda o governo é que a PEC propõe a criação de um fundo federal para complementar o pagamento do piso. Entretanto, o salário dos policiais é de responsabilidade dos Estados, não da União – que teme uma avalanche de pedidos semelhantes de outras categorias, como explica o analista criminal Guaracy Mingardi, professor da escola de Direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

– Em alguns lugares, em princípio, é factível que o governo federal ajude a pagar [os salários dos policiais]. Mas não dá para esperar que a União pague por tudo, porque isso multiplicaria por dez os gastos do governo com segurança pública.

Lobby contrário

Além da União, muitos governadores já se manifestaram contra a aprovação da PEC 300, sob a justificativa de que: 1) não têm verba para pagar essa conta; 2) a proposta fere a autonomia constitucional dos Estados; 3) o projeto pode ultrapassar o limite legal de remuneração dos servidores e ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Entre os Estados que já demonstraram ser contra a aprovação da PEC 300 – e já chegaram a pedir para que o governo impeça a votação em 2011 – estão São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco. Em todos esses locais, o salário é bem abaixo do valor proposto (veja o quadro) e, em média, o Brasil paga como piso R$ 1.020 aos PMs e R$ 1.693 aos policiais civis.

Mas não são só os governos estaduais e federal que não querem a aprovação da proposta neste ano. Entidades do setor apontam outro forte lobby contrário à PEC 300: as empresas de segurança privada. De acordo com o presidente da Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis), Janio Bosco Gandra, a medida prejudicaria o setor, que hoje lucra com a contratação de policiais militares e civis para fazer “bicos” nas horas vagas.

O autor do projeto, deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), concorda com a entidade, mas diz que a aprovação da PEC ajudaria a solucionar com o problema.

– Hoje em dia, quase todos os policiais têm um bico, senão eles não conseguem sobreviver. […] E o problema é que o salário do bico é, geralmente, maior que o salário oficial, ou seja, o policial acaba dando mais atenção ao bico.

Apesar do impasse, desde o início do ano, deputados favoráveis à proposta apresentam semanalmente requerimentos pedindo que o texto seja incluído na pauta de votações do plenário da Câmara. Por outro lado, o setor dá sinais de que já não aguenta mais esperar, como disse o presidente da Cobrapol.

– Se não passar [na Câmara], a polícia para. Há um caos na segurança pública, não podem mais ignorar esse tema.