‘Não tenho que me desculpar’, diz Calmon 2

MÔNICA BERGAMO

COLUNISTA DA FOLHA

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, afirmou ontem à Folha que
não recuará das declarações que fez sobre a magistratura brasileira.
“Eu não tenho que me desculpar. Estão dizendo que ofendi a magistratura, que ofendi
todos os juízes do país. Eu não fiz isso de maneira nenhuma. Eu quero é proteger
a magistratura dos bandidos infiltrados”, disse.
“A quase totalidade dos 16
mil juízes do país é honesta, os bandidos são minoria. Uma coisa mínima, de 1%,
mas que fazem um estrago absurdo no Judiciário”, reiterou a corregedora.

Segundo a ministra, todos precisam perceber que “a imagem do Judiciário é a
pior possível, junto ao jurisdicionado [público que recorre aos
tribunais]”.
“Eu quero justamente mostrar que o próprio Judiciário entende e
tenta corrigir seus problemas.” Sobre o julgamento de ação no STF (Supremo
Tribunal Federal) que poderá limitar os poderes do CNJ (Conselho Nacional de
Justiça), ela disse que está muito triste.
“As portas estão se fechando.
Parece haver um complô para que não se puna ninguém no Brasil.” A expectativa
era de que a ação, proposta pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros),
fosse discutida na sessão plenária do STF de ontem, mas não entrou na pauta de
julgamentos.
Em recente entrevista, Calmon fez ataques a seus pares ao
criticar a iniciativa de juízes de tentar reduzir o poder de investigação do
CNJ.

Um Comentário

  1. Eliana Calmon , o povo está com voce! pode ser 1, 2, ou 10% de bandidos, que estejam infiltrados na magistratura brasileira, mas faz um estrago medonho. Esses caras são inescrupulosos! eles não estão nem aí para atender legalmente o poder judiciário, usam as leis em benefício próprio. A Sra. não tem q se desculpar de nada mesmo. O que a senhora fez foi corretissimo, e tem o apoio de toda a população brasileira. Na passeata do dia 12 /10 contra a corrupção, vamos gritar palavras de ordem em favor do CNJ , e dizer NÃO pra esses bandidos, nojentos. A senhora deu um passo importante em benefício do judiciário que tem que estar limpo.

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