PARTIDO DAS VERDES – MESMO COM OS EFEITOS DA TIRIRICA PRESIDENCIÁVEL – CONTINUA NANICO 21

CONGRESSO

“Onda verde” não amplia número de mandatos do PV nessa eleição

DE BRASÍLIA – Apesar dos quase 20 milhões de votos de Marina Silva (PV) na disputa pela Presidência, seu partido manteve o naniquismo.
Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 37 deputados estaduais do PV foram eleitos neste ano-em 2006, foram 34. Na Câmara Federal, subiu de 13 para 15 parlamentares verdes. Com a candidatura de Marina, o PV ainda perdeu seu único representante no Senado Federal.
Motivada pela candidatura nacional, a legenda lançou 1.400 candidatos no país -maior número entre todos os partidos. Para alguns dirigentes, o distanciamento entre a campanha de Marina e as dos demais candidatos contribuiu para o baixo desempenho.

ONDA VERDE E AMARELA

PT pede apuração da antecipação do feriado do Dia do Servidor em SP 12

09/10/2010 – 18h08

DE SÃO PAULO

O líder do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, Antonio Mentor, enviou uma representação à Procuradoria Regional Eleitoral questionando a antecipação do feriado do Dia do Servidor Público.

Decisão do governo estadual, já publicada no “Diário Oficial”, o transferiu do dia 28 de outubro para o próximo dia 11

Na representação, Mentor afirma que o governador Alberto Goldman (PSDB) trata o caso com “casuísmo eleitoral e abuso de poder”.

O documento enviado ao Ministério Público cita reportagem da Folha do último dia 8, que afirma que a medida do governo de São Paulo “coincide com o apelo de tucanos preocupados com a possibilidade de que a data original do feriado estimulasse a evasão de eleitores do segundo turno das eleições presidenciais, que acontecerá no dia 31 de outubro, com Dilma Rousseff (PT) contra José Serra (PSDB)”.

Mentor argumenta que o Dia do Servidor, às vésperas do feriado de Finados e das eleições, iria permitir aos mais de 650 mil funcionários públicos do Estado até cinco dias de folga e possíveis viagens, o que aumentaria a abstenção eleitoral no segundo turno.

“Já houve antecipação do Dia do Servidor, mas nunca de tantos dias, a ponto de acontecer junto ao feriado de 12 de outubro”, diz o partido na representação.

Na verdade, em 2004 a antecipação foi quase idêntica. Naquele ano, José Serra (PSDB) foi candidato à Prefeitura de São Paulo.

A bancada do PT pede “apuração rigorosa de indícios de conduta de favorecimento de uma das candidaturas envolvidas no processo eleitoral”.

A maioria dos juízes e promotores brasileiros (78%) defende a descriminalização do aborto 9

Maioria dos promotores e juízes defende descriminalizar a prática

DE SÃO PAULO

A maioria dos juízes e promotores brasileiros (78%) defende que deveriam ser ampliadas as circunstâncias em que o aborto não é punido ou que a prática deveria deixar de ser considerada crime em qualquer situação.
Para mais de 80% deles, a interrupção da gravidez deveria ser liberada para casos de anencefalia e má-formação congênita grave.
Uma pequena parcela (9%) entende que o aborto deveria ser sempre proibido.
Dados do “Center for Reproductive Rights” mostram que em 56 países, que representam 39,2% da população mundial, o aborto é permitido sem restrição até 12ª ou 14ª semana gestacional.
O Brasil está incluído em um pequeno grupo de países em que o aborto é ilegal e só permitido em circunstâncias muito específicas -quando a vida da mulher está em jogo ou em caso de estupro.
Para o juiz João Ricardo dos Santos Costa, vice-presidente de direitos humanos da AMB, a posição amplamente favorável dos magistrados quanto à ampliação dos permissivos legais para o aborto reflete uma consciência de que o assunto é uma questão de saúde pública.

MORTALIDADE MATERNA
Relatório lançado pelo Ministério da Saúde em 2009 mostra que, a partir dos anos 1990, o aborto induzido se manteve entre a 3ª e a 4ª causa de mortalidade materna em várias capitais do país.
Todo ano o SUS registra 238 mil internações por problemas decorrentes de abortos feitos em más condições.
“Temos que mudar a legislação, mas a religião ofusca a racionalidade que deve pautar esse debate. O Estado brasileiro é laico, e o legislador tem que entender isso.”
Para ele, todo debate que está havendo reflete bem a dificuldade que os movimentos terão para tentar mudar a legislação brasileira.
Nos casos de anencefalia, Costa diz que o estudo refletiu a posição de muitos juízes, que vêm concedendo autorizações para o aborto. Mas ele admite que ainda há vários pedidos indeferidos.
“Pela ótica da mulher, é uma violência sonegar o direito de tirar um cadáver da barriga. Cientificamente, o anencéfalo não tem vida.”
Para a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), o feto anencéfalo é um ser humano, e o sofrimento da mãe “não justifica nem autoriza o sacrifício da vida do filho”. (CC )

Ao se confrontar com uma gravidez indesejada, a maioria dos juízes de direito opta pelo aborto, revela uma pesquisa da Unicamp 7

Juizes optam por aborto diante de gravidez indesejada, aponta estudo

De 207 entrevistados que tiveram parceiras que engravidaram “sem querer”, 79,2% abortaram

Pesquisa da Unicamp junto com a AMB é a primeira a retratar a opinião pessoal dos que operam a lei brasileira

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

Ao se confrontar com uma gravidez indesejada, a maioria dos juízes opta pelo aborto, revela uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em parceria com a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).
As informações constam de um levantamento maior, que investigou o que pensam os magistrados e promotores sobre a legislação brasileira e as circunstâncias em que o aborto provocado deveria ser permitido no país.
Entre os 1.148 juízes que responderam a questionários enviados pelos Correios, 207 (19,8%) relataram que já tiveram parceiras que engravidaram “sem querer”. Nessa situação, 79,2% abortaram.
Das 345 juízas que participaram do estudo, 15% disseram que já tiveram gravidezes indesejadas. Dessas, 74% optaram pelo aborto.
Apesar de não representar a opinião da maioria dos magistrados (só 14% deles participaram da pesquisa), o trabalho é o primeiro a retratar a opinião pessoal daqueles que operam as leis sobre o aborto, tema que ganhou força no debate eleitoral.
Os números refletem o que outras pesquisas populacionais já constataram: diante de uma experiência pessoal com a gravidez indesejada, grande parte das pessoas, mesmo as que seguem alguma religião, entende que a situação justifica o aborto.

MORAL
Na avaliação da antropóloga Debora Diniz, professora da Universidade de Brasília, o dado revela uma questão básica sobre temas moralmente sensíveis: uma coisa é como as pessoas agem e conduzem suas vidas, a outra é o que elas consideram moralmente correto responder sobre o tema.
“Aos 40 anos, uma em cada cinco mulheres já fez aborto no Brasil. Se perguntássemos a essas mesmas mulheres se elas são favoráveis ao aborto, a resposta seria incrivelmente diferente e contrária ao aborto”, afirma Diniz, também pesquisadora da Anis (Instituto de Bioética Direitos Humanos e Gênero).
Incoerência? Para a antropóloga, não. Ela explica que temas com forte regulação moral, em particular pelas religiões, geram uma expectativa nas pessoas de haver respostas “corretas”, que indicariam que elas são “pessoas boas”.
“Cria-se uma falsa expectativa de julgamento moral do indivíduo. Por isso, um plebiscito sobre aborto é algo desastroso. As mulheres abortam, seus companheiros as ajudam e as apoiam, mas ambos serão contrários à legalização do aborto.”
Hipocrisia? Na opinião do juiz João Ricardo dos Santos Costa, vice-presidente de direitos humanos da AMB, sim. “A sociedade é hipócrita e individualista. Não conseguimos nos colocar na condição do outro.”
Ele provoca. “Até padres quando se veem em uma situação em que suas parceiras engravidam optam pelo aborto para manter a sua integridade religiosa [permanecer na igreja]. Os juízes são como todas as pessoas. Têm suas vivências e cargas de preconceitos”, diz ele.
A pesquisa com os magistrados e promotores, publicada na “Revista de Saúde Pública”, se baseou em questionários enviados a 11.286 juízes e 13.592 promotores, por meio das associações que representam as categorias. A taxa de resposta entre os juízes foi de 14%, e entre os promotores, de 20%.

MÉDICOS
Seis anos atrás, o médico Anibal Faúndes, professor aposentado da Unicamp e coordenador do estudo com os magistrados e promotores, coordenou uma outra pesquisa com seus colegas de profissão, os ginecologistas e obstetras. Um total de 4.261 profissionais responderam a questionários enviados pela federação que representa a categoria (Febrasgo).
Um quarto das médicas e um terço dos médicos relataram já ter enfrentado uma gravidez indesejada.
A maioria (80%) optou pelo aborto. Mesmo entre os profissionais para os quais a religião era muito importante, 70% escolheram interromper a gravidez.
Quando a questão era a gestação indesejada de uma paciente, 40% dos médicos disseram já terem ajudado a mulher (indicando profissionais que faziam o aborto). A taxa subiu para 48% quando se tratava de um familiar e de quase 80% quando se tratava da sua parceira.
“As mais profundas convicções se rendem frente a circunstâncias absolutamente excepcionais. Todos somos contra o aborto, mas há situações em que ele é um mal menor”, diz Faúndes.

A Band realiza na noite deste domingo, a partir das 22h, o primeiro debate entre os candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial 13

Domingo, 10 de outubro de 2010

Band promove o 1º debate no 2º turno entre Dilma e Serra

 

Fotos: Rodrigo Coca/Foto Arena/AE e Roberto Stuckert Filho Zoom Dilma Rousseff, do PT, e José Serra (PSDB), enfrentam-se no primeiro debate do segundo turno Dilma Rousseff, do PT, e José Serra (PSDB), enfrentam-se no primeiro debate do segundo turno

Da Redação

brasil@eband.com.br

A Band realiza na noite deste domingo, a partir das 22h, o primeiro debate entre os candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial. Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) terão cinco blocos para discutir suas propostas.

No primeiro bloco do encontro, os candidatos responderão à mesma pergunta, em ordem definida por sorteio. Eles terão dois minutos.

Em seguida, ainda na primeira parte do debate, Dilma e Serra farão uma pergunta cada, com as questões sendo elaboradas em um minuto e respondidas em dois. Os candidatos terão também direito a réplica e tréplica de dois minutos.

O segundo bloco segue com as perguntas de candidato para candidato. O tucano e a petista poderão elaborar mais duas questões cada, seguindo os tempos estabelecidos na segunda parte do primeiro bloco.

A mesma estrutura (candidato pergunta para candidato) será adotada na terceira e quarta partes do programa. No quinto bloco, Dilma e Serra terão três minutos para fazer suas considerações finais, por ordem de sorteio.

O debate será transmitido ao vivo pela Band, pela Band News FM, pela Rádio Bandeirantes (AM e FM) e pelo eBand.

Primeiro debate

Durante a primeira semana de campanha do segundo turno, os candidatos comentaram a importância do debate promovido pela Band.

Dilma Rousseff ressaltou que o encontro vai servir para “mostrar as diferenças entre os concorrentes” e disse que os eleitores podem esperar uma discussão de “alto nível” e “extremamente esclarecedora”.

“A gente deve aproveitar o debate do segundo turno para ajudar a gerar um Brasil com valores claros”, comentou José Serra. Ele ainda comemorou a oportunidade de contar com mais tempo para discutir seu projeto de governo.

Redator: Samanta Dias