FRANK CASTLE LEVANTA QUESTÃO CURIOSA: DE FATO MUITO PESO PARA OS MAGRELOS DO PCC… 4

Prezados colegas, os srs poderiam me ajudar com uma dúvida matemática??

 Fiz umas contas que acho que não estão batendo…
22 fuzis + 89 pistolas + 60mil munições (nº divulgado pela imprensa no dia do roubo, que agora, misteriosamente, ninguém nega nem confirma).

Considerando a média de 3 a 4kg por fuzil, mais 1kg por pistola, dividido por 10 homens, dá uma carga de 17,7 kg para cada um, mais as tais munições, se essa informação for quente… fugiram a pé, numa caminhada na mata estimada em mais de uma hora…
Não parece mto viável…não sei não…tô começando a achar que a maior parte dessas armas já não estava lá há mto tempo… será q é paranóia?????

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Inviável não , parece impossível, salvo se o ladrão fez treinamentos militares…

Negam a quantidade de munição, claro caso fossem 60.000 munições comuns calibre 38, cada magrelo  teria que carregar  , só de balas, 96 quilos  nas costas.

Esse grupo de ladrão é preprado;  devem usar coturnos fabricados pela  Nike.

‘‘Atuamos principalmente em bancos, onde a maioria das armas é roubada’’, justifica Fábio Fanganiello, diretor da empresa GP – GUARDA PATRIMONIAL LTDA 11

VIOLÊNCIA
Arsenal nas mãos do inimigo
Levantamento da Polícia Federal mostra que 30 mil armas de empresas de segurança foram roubadas ou perdidas no território brasileiro nos últimos seis anos.
Destino final do armamento é a criminalidade
Leonardo Cavalcanti
Da equipe do Correio
Acácio Pinheiro
Armas que alimentam o mercado da morte no país são nacionais e têm origem nas empresas de segurança brasileiras.
A cada 12 meses, mais de três mil escopetas e revólveres são roubados ou simplesmente perdidos nas firmas privadas de vigilância e acabam nas mãos de bandidos. Dados do Sistema Nacional de Segurança da Polícia Federal, obtidos com exclusividade pelo Correio, mostram que, em pouco mais de seis anos, 30 mil armas tiveram como destino final o crime. O arsenal corresponde a 12% do total do armamento registrado pelas 1,3 mil companhias cadastradas para trabalhar no território brasileiro. O mesmo arsenal que abastece bandidos contribui para os altos índices de homicídios no Brasil, país campeão de crimes cometidos com armas de fogo. Aqui, 22 mil pessoas são assassinadas a bala por ano. Parte dos homicídios tem como autores policiais e pessoas comuns. Mais da metade desses crimes, entretanto, é cometida por bandidos, que usam armas roubadas ou compradas no mercado clandestino — o mesmo local para onde vai o armamento roubado ou extraviado das empresas de segurança brasileiras. O número de armas desaparecidas das firmas de vigilância é quase duas vezes maior do que o apresentado pelo governo federal no balanço trimestral da medida provisória que proibiu a venda de armamentos no Brasil. Há três meses, o presidente Fernando Henrique Cardoso suspendeu o registro de armas nos estados e no Distrito Federal na tentativa de evitar parte dos homicídios praticados no país. A medida do governo, porém, é um fiasco se comparada com o armamento perdido pelas empresas. Com a proibição federal, deixaram de circular 18 mil armas — pouco mais da metade do armamento levado das firmas de vigilância. Desaparecimento As razões para o desaparecimento do armamento passam pela negligência e despreparo das empresas e dos seguranças. Mas podem ser encontradas também na má-fé de empresários que, com as companhias falidas, deixam de entregar as armas à Polícia Federal. E chegam até na própria facilidade dos criminosos em roubar armas de seguranças — alguns vigilantes, segundo especialistas ouvidos pelo Correio, não conseguem reagir a assaltos e acabam entregando o armamento para não provocar algo pior, como a própria morte ou a de algum cliente de banco, por exemplo. ‘‘As armas roubadas acabam indo para o bandido’’, admite Paulo Dalla Nora Macedo, assessor de planejamento da Nordeste Segurança de Valores Ltda., com sede em Recife (PE). O presidente da Federação Nacional de Segurança e Transportes de Valores (Fenavist), Cláudio Neves, lamenta os números de roubos e desaparecimentos de armas: ‘‘É preciso mais tecnologia para evitar essas ocorrências’’, diz Neves, que na semana passada reuniu especialistas em segurança num evento em Brasília. Somente no Distrito Federal, 616 armas foram roubadas ou perdidas nos últimos seis anos — o total de armamento registrado em nome dessas companhias chega a cinco mil. Aqui, atuam 60 empresas cadastradas e 33 delas registraram ocorrências envolvendo armas de fogo. A que apresentou o maior número de casos, quase a metade, foi a Confederal Vigilância e Transporte de Valores Ltda. Foram 295 ocorrências ao todo. O Correio procurou por telefone, na sexta-feira, os diretores da empresa para descobrir a razão dos casos registrados, mas não obteve resposta.
MERCADO CLANDESTINO
O número de ocorrências de uma única empresa de São Paulo é maior do que todas as registradas no Distrito Federal.
A GP Guarda Patrimonial Ltda. apresentou 728 registros envolvendo armas. ‘‘Atuamos principalmente em bancos, onde a maioria das armas é roubada’’, justifica Fábio Fanganiello, diretor da empresa.
Outro representante de uma firma de segurança carioca que tem grande número de ocorrências é mais direto: ‘‘A diferença entre uma empresa e outra é que muitas não registram o roubo na Polícia Federal. Assim, as armas vão para o mercado negro e fica tudo por isso mesmo’’, afirma o representante, que preferiu não se identificar.
‘‘O estado oferece autorizações para empresas que simplesmente não tomam cuidado com as armas’’, diz Ignácio Cano, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisador do Instituto Superior da Religião (Iser). Cano é autor de um estudo que mostra que 78% das armas apreendidas pela polícia são de origem nacional e, geralmente, roubadas. Dados da Divisão de Produtos Controlados da Polícia Civil revelam que, das 77 mil armas apreendidas em São Paulo em 1998, 71,4 mil foram roubadas e 5,5 mil extraviadas. Na mesma medida provisória que proibiu a venda de armas no país durante seis meses, o governo federal abriu exceções para as forças armadas, órgãos federais e estaduais de segurança pública, de inteligência e guardas municipais. No texto, acabaram entrando também as empresas de segurança privada. Hoje, as companhias de vigilância recebem a autorização da Polícia Federal para adquirir armas depois que apresentam um plano de segurança minucioso e um contrato oficializado para a prestação de serviços em determinado estabelecimento. EXÉRCITO DE VIGILANTES ‘‘No país, existe uma fiscalização ineficiente’’, critica o presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes, José Boaventura Santos. ‘‘O mercado de armas das empresas de segurança fica longe dos olhos da Polícia Federal. O próprio extravio, a perda, de armas não merece um inquérito. As empresas afirmam que as armas foram perdidas e pronto. A veracidade não é confirmada’’, afirma Santos. Os registros de perdas de armas, segundo policiais federais ouvidos pela reportagem, não ultrapassam os 10% das ocorrências. Na Divisão de Controle da Segurança Privada, do Departamento de Polícia Federal (DPF), os roubos são os campeões com mais de 70% das ocorrências registradas com armas. Também são computadas ocorrências envolvendo disparos de armas usadas pelos próprios vigilantes que reagem a assaltos. ‘‘Os dados de roubos são alarmantes, mas ainda não refletem a realidade’’, considera o deputado estadual Carlos Minc, do PT carioca. No ano passado, Minc preparou relatório sobre o arsenal levado das empresas de segurança no Rio de Janeiro. No relatório do parlamentar e no levantamento obtido pelo Correio não estão computados os números das empresas clandestinas de segurança, que segundo estimativas chegam a três mil no país. Apenas as registradas, entretanto, formam um batalhão da segurança privada. Atualmente, o número de vigilantes cadastrados é quase três vezes maior do que o de militares do Exército brasileiro.
( postagem de 25 de maio de 2008 às 20:26, publicada no flitparasilante.blogspot.com)

PARA O QUE OU PARA QUEM SERVIU A GREVE? 11

Dr Guerra, para o que serviu a greve:
1 – aposentadoria é pela média dos últimos dez anos.
2 – Agora, as promoções, totalmente ao contrário do que diz a lei sancionada, serão por antiguidade e por merecimento (R$). Assim, não serão, por exemplo, os da sua classe (2a.) primeiros 173 promovidos, mas os primeiros 86 (antiguidade), mais alguns  32 sortudos até o número 173 e depois 55 delegados cujo número de ordem de classificação, segundo a lista atualizada do SINDPESP (vamos omitir aqui os nomes, mas é só conferir a lista no site do SINDPESP):
174; 176; 179; 186; 189; 194; 196; 200; 201; 206; 207; 209; 211; 214; 215; 218; 221; 223; 224; 225; 231; 232; 237; 239; 240; 243; 244; 245; 246; 249; 252; 253; 255; 257; 258; 259; 260; 262; 263; 270; 272; 273; 278; 282; 283; 284; 286; 287; 300; 303; 307; 308; 309; 314 e 315.
Dr. GUERRA = 274 (pularam, pois indicaram 272 e 273, por que será?)
O ofício da ADPESP para o governador não serviu para nada também.
É para provocar ou estupidez da cúpula?
ROBERTO (SEU XARÁ).

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Caro Roberto, é certo que alguns colegas  indicados merecerão a justa promoção.

Outros, uma vez mais, serão promovidos apenas por serem puxa-sacos.

De passagem verifiquei nomes de profissionais que deixam muito a desejar, especialmente naquilo que diz respeito a LEALDADE  AO CIDADÃO. 

Mas injustiça é não indicarem este  seu VALORO$O colega, especialmente quando eu tinha total certeza de que seria promovido por merecimento.

Fiz até gastos por conta! 

Ah, além de esquecerem o nosso nome,  nos derrubaram  30 números na lista de classifcação por conta de faltas ao serviço inexistentes.

Deixa pra lá, mas acho que aquele que me aplicou as faltas também não foi inscrito entre os meritórios. 

SERÁ MESMO TRABALHO DO PCC? TEM SEGURO? 16

Publicado Por: Mariana Riscala

Para polícia, PCC participou de roubo de armas

Exército informou que 22 fuzis e 89 pistolas foram roubados do CTT de Ribeirão Pires

A polícia de São Paulo acredita no envolvimento do crime organizado no roubo de armas em Ribeirão Pires, no ABC paulista. Após finalizar a contagem oficial nesta sexta-feira, o Exército informou que foram roubados 22 fuzis e 89 pistolas do Centro de Treinamento Tático.

O CTT é particular e oferece treinamentos para agentes de segurança e de órgãos públicos, além de policiais federais, civis e militares. O crime ocorreu na quinta-feira à noite quando cerca de dez bandidos teriam entrado por uma chácara ao lado do CTT. Os criminosos alegaram que iriam acessar uma trilha para ajudar um colega que havia caído de moto.

Ao entrar no terreno, os marginais renderam um vigia e conseguiram chegar no prédio do centro de treinamento. Dentro do edifício, o vigia foi forçado a abrir o cofre e o alarme de segurança foi ativado. Temendo a chegada da polícia, os bandidos roubaram rapidamente a maior quantidade de armas possível.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, esteve no local do crime e criticou as condições de guarda do armamento. Ele comunicou o roubo ao Exército e disse que a fiscalização cabe às Forças Armadas. O chefe da Comunicação do Comando Militar do Sudeste, César Moura, disse que todas as armas do CTT estavam registradas. O coronel disse ao repórter Thiago Samora que o Exército faz fiscalizações regulares e aguarda um relatório do CTT sobre a falha na segurança.

O Centro de Treinamento Tático que foi roubado pertence a um investigador do Detran de São Paulo. O secretário Ronaldo Marzagão promete verificar se o policial poderia mesmo ser dono do local. Neste ano, o Deic registrou apreensão de pelo menos quatro fuzis em operações contra o crime organizado paulista. Para a Polícia Civil, a ação em Ribeirão Pires mostra que os bandidos podem estar em busca de armas para compensar as apreendidas.

Os 240 policiais indicados para investigar o caso trabalham com a certeza de que há participação do PCC no roubo. O desembargador José Rui Borges Pereira fala sobre a segurança e afirma que armas deste porte deveriam ser melhor guardadas. Na noite de ontem, policiais militares encontraram três armas abandonadas, sendo uma pistola e dois revólveres, em um terreno baldio ao lado do CTT. As armas devem passar por perícia da Polícia Civil para confirmar se fazem parte do arsenal roubado na quinta-feira.

(fonte Portal Joven Pan )

FÁBIO FANGANIELLO, COITADO, É UM GRANDE FORNECEDOR DE ARMAS PARA BANDIDOS…É VÍTIMA DE ROUBO O TEMPO TODO…MESMO SENDO POLICIAL ESPECIALISTA EM SEGURANÇA PATRIMONIAL ( CHAMEM O LADRÃO! ) 1

A GP Guarda Patrimonial Ltda. apresentou 728 registros envolvendo armas. ‘‘Atuamos principalmente em bancos, onde a maioria das armas é roubada’’, justifica Fábio Fanganiello, diretor da empresa.

( Moral da estória: são absolutamentes incompetendes )

COINCIDENTEMENTE OS DONOS DO CENTRO DE TREINAMENTO TÁTICO TAMBÉM SÃO SÓCIOS DO VALOROSO DIRETOR DO DENARC

Depósito de armas roubado em SP pertence a policial civil
ANDRÉ CARAMANTE
ROGÉRIO PAGNAN
da Folha de S.Paulo
Um arsenal composto por 22 fuzis e 89 pistolas foi roubado na noite de anteontem do depósito de armas de um centro de formação voltado para a segurança privada e pública, em Ribeirão Pires (Grande SP). O CTT (Centro de Treinamento Tático) pertence a um investigador da Polícia Civil de São Paulo, Fábio Fanganiello, e ao pai dele, Berardino Antonio Fanganiello, e é usado pelas polícias Civil e Militar e também pelo Exército para treino.
Localizado em uma área dentro da fábrica de armas e munições CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos), o centro foi invadido por cerca de dez ladrões. Desde o momento em que o roubo foi descoberto, cerca de 240 policiais civis e militares foram mobilizados para perseguir os criminosos, mas até a conclusão desta edição ninguém havia sido preso. A Secretaria da Segurança Pública informou que três armas foram encontradas (uma pistola e dois revólveres) numa mata próxima ao local do roubo. Supostamente foram deixadas pelo grupo de assaltantes.
Ontem, a Folha pediu entrevistas com o policial civil dono do CTT e com seu pai, mas, segundo Aluizio Falcão Filho, porta-voz da empresa, nenhum dos dois iria se pronunciar. Para invadir o CTT, os ladrões (que usavam coturnos pretos, roupas escuras, capuzes ou bonés e não falavam gíria, segundo a testemunha) entraram numa fazenda nos fundos da CBC com a desculpa de socorrer um motociclista acidentado –a região é de trilhas. Eles abriram uma picada na mata e, ao chegar ao depósito, renderam o único funcionário que estava no centro –ele trabalhava desarmado. O funcionário foi imobilizado com uma algema plástica.
O alarme do depósito disparou e a segurança da CBC fez contato com o funcionário, mas ele foi obrigado a responder que estava tudo bem. Na fuga, os ladrões abandonaram o funcionário na mata. Depois de se perder, ele chegou a uma favela e chamou a polícia.
Ligações
Berardino Fanganiello, de acordo com documentos do Tribunal de Justiça de SP, mantém relação com o delegado Fábio Pinheiros Lopes (Titular do 99º D.P.), que é investigado sob a suspeita de compra de cargo na polícia paulista. Fanganiello e Lopes aparecem juntos como impetrantes de uma ação no Tribunal. Em fevereiro, Lopes foi citado como um dos três delegados que pagaram propina para o ex-secretário-adjunto da Segurança Lauro Malheiros Neto para conseguir um cargo de destaque na polícia. A acusação foi feita por Augusto Peña, investigador preso sob acusação de sequestro, em depoimento ao Ministério Público. Lopes e Malheiros negaram a acusação.
Eleusa Velista, advogada do CTT, disse que Fábio Fanganiello, atualmente lotado no Detran, não gerencia o CTT e que, por isso, não há incompatibilidade entre sua função pública e a privada. A advogada disse não ter condições de dizer qual é a relação entre Berardino e o delegado Lopes.
O secretário da Segurança, Ronaldo Marzagão, foi até o CTT na madrugada, criticou as condições de segurança e disse ter acionado o Exército. Em nota, o Exército informou não ser responsável por fiscalizar as condições de segurança das empresas. “Compete ao Exército autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados”, diz o texto.
De acordo com o Exército, o CTT está em situação regular e foi aberto um procedimento administrativo para apurar que armas foram roubadas.
Colaborou CONRADO CORSALETTE, da Folha de S.Paulo

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Esse pessoal é dono de empresas de segurança privada…

Assim, melhor chamar o ladrão.

AUGUSTO PENA É UM ENTRE DEZENAS DE “PROTEGIDOS” DO MALHEIROS NETO

Esse Senhor  que acaba de jogar de uma vez por todas a Polícia Civil na lama; falo na Polícia apenas, pois o nome da família dele já havia enlameado há mais de ano, era um patife que lá estava por conhecer –  bem de perto  –  os esquemas que poderiam ser explorados pela Secretaria.corrupa1

O investigador que é pintado como o maior vilão desse caso, verdadeiramente, é apenas mais um  entre dezenas.

Falam do investigador Peña, mas sempre existiram esquemas entre alguns cardeais e a Secretaria de Segurança;  o recebedor das caixas de sapatos contendo os maços  sempre foi o secretário adjunto.

Adjunto parece que é para tal finalidade…

É o “encarregado de confiança”  do Titular da Pasta. 

MALHEIROS IGNOROU PARECER TÉCNICO ( MAS A PROCURADORIA NÃO LEU O DIÁRIO OFICIAL E IGNOROU A INUSITADA E EXPEDITA REINTEGRAÇÃO 3

Sexta-Feira, 06 de Março de 2009 

Malheiros ignorou parecer técnico

Corregedoria gravou ?acerto? feito por agentes que foram reintegrados; acusação era de achacar ladrões de carga

Bruno Tavares e Marcelo Godoy

O primeiro processo administrativo sob suspeita obtido pelo Ministério Público Estadual (MPE) mostra que o então secretário adjunto da Segurança Pública Lauro Malheiros Neto reintegrou à Polícia Civil três investigadores do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) demitidos por extorsão sem nova prova que justificasse a revisão do processo e contrariando o parecer da assessoria jurídica da pasta. Quatro meses antes, o próprio adjunto havia assinado a demissão dos policiais. O Estado teve acesso à cópia do processo administrativo (PA).

    TV Estadão: vídeos mostram as negociações

Entenda quem é quem e o que é negociado

Íntegra da entrevista com Lauro Malheiros Neto

As duas decisões de Malheiros Neto – contra e a favor dos policiais – foram tomadas em nome do titular da pasta, Ronaldo Bretas Marzagão. Os investigadores eram acusados de exigir R$ 100 mil para não autuar em flagrante cinco homens surpreendidos em dezembro de 2001 com uma carreta e um carro roubados. Além da denúncia feita pela mulher de um dos envolvidos, a Corregedoria da Polícia Civil gravou o que seria um “acerto” entre ela e um dos policiais do Deic – “Pega o dinheiro, marca com o seu advogado amanhã, aqui, e traz pra gente”, orienta um dos investigadores.

Depois de serem demitidos “a bem do serviço público”, em 11 de janeiro, os policiais entraram com pedido de revisão. Em 5 de abril, a procuradora Telma Maria Perez Garcia, da assessoria jurídica da Segurança Pública, deu parecer contrário aos policiais, dizendo que: “Não merece acolhida (o recurso), já que suas razões nada acresceram ao apurado nos autos”. Sobre a gravação da Corregedoria, ela diz: “não foi o único fator determinante da condenação, mas apresenta inegável valor probatório”. Em 2 de maio, Malheiros Neto absolveu e reintegrou os policiais, alegando que “reexaminado todo o processado, constato a ausência de fundamento suficiente para a manutenção do ato demissório”.

Segundo delação feita pelo investigador Augusto Pena, pivô do escândalo que derrubou Malheiros Neto em maio, cada investigador demitido teve de pagar R$ 100 mil para voltar à polícia. A forma como eles foram reintegrados se junta ao DVD divulgado pelo Estado, no qual o sócio e primo de Malheiros Neto, o advogado Celso Augusto Hentscholer Valente, diz que “esse negócio de PA é tudo baboseira. Ele (Lauro) decide… É um carimbo e um risco e já era”. A defesa de Malheiros Neto e Valente nega as acusações.

As cópias do PA foram repassadas ao Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime organizado (Gaeco) do MPE pelo delegado Gerson Carvalho, que comandava a investigação do caso até ser removido do cargo de diretor da Divisão de Apurações Preliminares da Corregedoria da Polícia Civil – a substituição ocorreu há uma semana. Antes de cair, Carvalho havia pedido a abertura de inquérito policial sobre o caso. Segundo denúncia de Pena, a propina para Malheiros Neto seria entregue no gabinete do adjunto. Isso só não ocorreu porque Malheiros Neto achou que o pacote com R$ 300 mil poderia despertar suspeitas.

Malheiros Neto era homem de confiança de Marzagão. Anteontem, ao saber da existência de DVD em que Valente supostamente venderia cargos e sentenças em PAs, Marzagão defendeu o ex-adjunto. “Nunca soube nada a respeito dele. Ele vem de uma família de juristas ilustres. Vamos aguardar o que mostram os fatos.”

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INUSITADA POIS RARAMENTE A ADMINISTRAÇÃO REINTEGRA FUNCIONÁRIOS DEMITIDOS , SALVO ORDEM JUDICIAL.
E QUANDO ANULA UMA DEMISSÃO, NUNCA O FAZ ANTES DE “UNS CINCO ANOS’ DE CANSEIRA NO INJUSTIÇADO E INFELIZ  ( pobre ).msnm_com_br016-101

HORTOLÂNDIA : DOIS DISTRITOS DEIXAM DE PRESTAR ATENDIMENTO POR CULPA DO GOVERNO DO ESTADO 6

Sem funcionários, Hortolândia perde dois DPs
Distritos Policiais deixam de fazer atendimento; ocorrências devem ser registradas na delegacia
Cristiani Azanha – Hortolândia

 

A falta de funcionários em Hortolândia antecipou a suspensão do atendimento à população nos 1º e 2º distritos policiais. Registros de boletins de ocorrência e prisões em flagrante serão centralizados na delegacia da cidade. As adaptações foram necessárias depois das demissões de 27 assessores comissionados da prefeitura que eram cedidos aos estabelecimentos policiais.O delegado titular de Hortolândia, Peterson Tadeu de Melo, enviou as sugestões para reorganização do atendimento à Delegacia Seccional de Americana, pois os funcionários exonerados, apesar de não fazerem parte do quadro da Polícia Civil, desempenhavam funções fundamentais na corporação.

O TodoDia apurou que dos servidores demitidos, sete trabalham na Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), quatro no 1º Distrito Policial, nove no 2º Distrito Policial e sete na delegacia da cidade.

“Os funcionários farão falta nos estabelecimentos policiais porque tinham conhecimento da rotina, por isso tivemos que centralizar o atendimento do público e prisões em flagrante na delegacia do município. Nossa proposta foi que nos distritos policiais fiquem somente os assuntos relacionados com inquéritos policiais, como diligências e oitivas”, comentou o delegado.

Ele considerou que desta forma, em caráter emergencial, os cartórios nos três estabelecimentos ficam centralizados no município.

A proposta para direcionamento com a possibilidade de fechamento de alguns distritos policiais é um assunto que vem sendo debatido devido à precariedade do quadro de funcionários da Polícia Civil, que chega a ter mais funcionários emprestados do que integrantes do efetivo da corporação. Hortolândia é um exemplo. O TodoDia apurou que o município tinha no quadro da Polícia Civil 80 pessoas, sendo 35 pertencentes a corporação e 45 servidores municipais, sendo 15 deles concursados e os demais comissionados.

A prefeitura informou, através da assessoria de imprensa, que seguiu as determinações da lei 2.155/2008 com a conclusão das demissões de assessores no dia 28 de fevereiro, conforme ato oficial publicado, quando foram dispensados 210 comissionados. O processo de dispensa de assessores foi iniciado em janeiro. Ao todo foram dispensados 621 assessores. Com a reforma administrativa, a prefeitura extinguiu 256 cargos de assessores.

De acordo com a assessoria, a prefeitura pretende manter o convênio para prestação de serviços, tanto nos distritos policiais como INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e Fórum, mas não há previsão para futuras contratações. A prefeitura vai realizar ainda neste semestre concurso público para contratação de servidores para diversas áreas da máquina administrativa.

A SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública) está com concursos em andamento, mas não definiu se os novos policiais serão direcionados ao interior.

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HORTOLÂNDA É UM LOCAL MUITO PRESTIGIADO  PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL…

TANTO  QUE  A NOSSA REMOÇÃO COMPULSÓRIA   para plagas menos inóspitas,  RUBRICA DO DOUTOR ALBERTO ANGERAMI ,  SE DEU PARA ESTA APRAZÍVEL E PROGRESSISTA CIDADE ( verdadeiramente).

PENA QUE  QUASE NINGUÉM QUER PERMANECER POR ESTAS PLAGAS…

NÃO ME PERGUNTEM O PORQUÊ? 

O DOUTOR MARZAGÃO – JURISTA QUE É – DEVERIA REVER A DECISÃO ABAIXO, ANULANDO-A E DEFERINDO O PEDIDO QUE LHE FOI ENDEREÇADO

Pois  evidentemente tudo aquilo que o ex-secretário adjunto Malheiros Neto “CARIMBOU” , sobre o nome do Titular da Pasta, é viciado.

Aliás,  viciado, também,  a remoção compulsória subscrita pelo DGP Jordão, uma punição antecipada objetivando calar a boca de quem incomodou o ex-seccional de Santos e respectivos padrinhos.

( não soltei um  troquinho, msnm_com_br016-10ganhei  carimbinho! )

MALHEIROS MALHÃO SÓ ACEITA MALÃO…MAS QUE ASSINAVA P/ NÃO PODERÁ NEGAR…O MARZAGÃO NADA VÊ, NADA LÊ, NADA ASSINA E NADA SABE! 12

gs022Homem de confiança do secretário Ronaldo Bretas Marzagão, o ex-adjunto assinava as decisões sobre os processos administrativos envolvendo policiais acusados de corrupção em nome do secretário.

Esses processos são instaurados pela Corregedoria da Polícia Civil toda vez que um policial comete falta grave ou crime.

Depois de concluídos, eles são encaminhados para o Conselho da Polícia Civil.

Em um caso contado por Pena, os policiais pagaram R$ 300 mil de propina para reverter a demissão de três investigadores.

enquete da folha sobre sites policiais 5

dr. guerra, a folha online esta com uma enquete sobre os sites policiais, temos que votar… informatica –

 folhaonline Interação Comunicar erros

 Enviar por e-mail Imprimir 04/03/2009 – 13h59

Blogs policiais A Justiça determinou a retirada de um blog policial que fazia críticas à gestão do governador José Serra e às estruturas internas da Polícia Civil.

Você concorda com a decisão?

* O seu voto foi registrado. Obrigado pela participação. 7% 469 votos Sim 93% 6.499 votos Não Total: 6.968 votos

Policiais são suspeitos de pagar por absolvição na Justiça de SP ( “SIC” ) 8

Policiais são suspeitos de pagar por absolvição na Justiça de SP

Denúncias foram feitas por um investigador que está preso.
Os três policiais foram demitidos por suspeita de extorsão.

Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Nacional

 

Um dos processos de expulsão que estão sendo revistos na Polícia Civil de São Paulo e no Ministério Público se refere a três policiais do Departamento de Combate ao Crime Organizado, o Deic. Acusados de extorsão, eles foram demitidos de seus cargos. Os agentes são suspeitos de pagar R$ 300 mil para comprar uma decisão favorável a eles na Justiça.

 

Veja o site do Jornal Nacional  

 

Uma procuradora do estado negou o recurso dos policiais e manteve a demissão. Segundo ela, ficou provado que os agentes exigiram dinheiro para não prender um foragido. A demissão ocorreu em janeiro de 2007, mas em maio, o mesmo secretário-adjunto da Secretaria da Segurança Pública na época que havia demitido os policiais, Lauro Malheiros Neto, voltou atrás. 

Malheiros argumentou que os réus haviam sido absolvidos no processo criminal e que a Corregedoria da Policia havia sido favorável à absolvição dos agentes. O ex-secretário-adjunto é suspeito de participar de um esquema de vendas de cargos de direção da Polícia Civil e de pagar para evitar a demissão de policiais civis acusados de crimes.

O advogado dele, Alberto Torón, disse na quarta-feira (4) que as acusações são falsas. Malheiros desconsiderou a consultoria jurídica da procuradora, absolveu os acusados e determinou a reintegração deles aos quadros da Policia Civil.

Os policiais teriam comprado a decisão por R$ 300 mil. Foi o que afirmou um investigador preso. Aos promotores, disse que entregou o dinheiro a Celso Valente, advogado e primo de Malheiros.

O depoimento de Valente está marcado para esta sexta (6) na Corregedoria da Policia. Também devem depor os policiais que foram reintegrados e o próprio Malheiros. Na quarta (4), José Luiz Oliveira Lima, advogado Celso Valente, também afirmou que o cliente dele é inocente.

 

A DESCULPA É SEMPRE A MESMA: CALÚNIA, ARMAÇÃO… 6

Malheiros acredita em ‘armação’ criada com o fim de atingi-lo

Advogado diz que seu primo, flagrado em negociações, é pessoa ‘idônea’ e que só soube do DVD pela imprensa

Marcelo Godoy e Bruno Tavares, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O ex-secretário adjunto da Segurança, Lauro Malheiros Neto, afirmou que seu primo e sócio, o advogado Celso Augusto Hentscholer Valente, é pessoa “idônea” e acredita que ele foi vítima de uma armação criada com o fim de atingi-lo. Eis a íntegra.  

Veja também:

linkMalheiros ignorou parecer técnico

link Vídeo indica que sócio de ex-secretário negociava cargos

lista Entenda suposto esquema de corrupção

video Sócio negociava cargos na polícia em nome de ex-secretário

video Vídeo mostra suposta cobrança de propina (1)

video Vídeo mostra suposta cobrança de propina (2)

video Vídeo mostra suposta cobrança de propina (3)

video Vídeo mostra suposta cobrança de propina (4) 

 

Quando o sr. tomou conhecimento da existência desse DVD?

Tomei ciência pela imprensa da existência de um DVD que teria sido entregue ao Ministério Público, pois até agora não tive acesso às acusações feitas contra mim. Da mesma forma, fiquei ciente do teor de tal DVD pela imprensa, apesar de apenas ser veiculado alguns trechos de tal gravação. Nada posso dizer a respeito do teor do DVD tendo em vista que trechos são incapazes de revelar a situação em seu todo. De qualquer forma, desconheço o ocorrido, mesmo porque ao assumir o cargo de Secretário-Adjunto desliguei-me por completo da advocacia pela incompatibilidade das funções e para exercer com plenitude meu cargo, uma vez que, em razão da complexidade da pasta, meu tempo era tomado integralmente. Praticamente deixei de lado até minha família, minha vida particular, em razão de tal dedicação.
Foi ameaçado ou chantageado por alguém a respeito dessa gravação?

Sobre esse assunto entendo que devo responder primeiramente ao Ministério Público.

 

Quem o procurou para dizer que “seu primo era ator do Big Brother Brasil”, como nos contou ontem o dr. Valente?

Sobre esse assunto também responderei primeiramente ao Ministério Público.

 

Acredita que essa gravação tenha relação com as mudanças que o senhor promoveu na cúpula da Polícia Civil?

De vez por todas vamos deixar bem claro que mudanças na cúpula da Polícia não foram promovidas por mim, pelo Dr. Marzagão, pelo Delegado-Geral, ou por qualquer outro de forma isolada. Faz parte do serviço público a rotatividade dos servidores nas mais diversas funções atinentes ao cargo, nesse caso, atinentes à função policial. Com a mudança da Delegacia Geral houve uma mudança da forma de gestão, pois cada um tem seu estilo próprio. O Conselho da Polícia Civil, tido como a cúpula da polícia, é formado pelos Diretores dos Departamentos, tendo como presidente o Delegado Geral. Tal Conselho tem como função, dentre outras, auxiliar o Delgado-Geral nas diretrizes da administração da Instituição. É óbvio que com a mudança do Delegado-Geral alguns membros do Conselho são mudados. Mas são mudados não por serem melhores ou piores que aqueles que os sucedem, mas sim como forma de adequar ao estilo de cada gestão. Tais mudanças não são decididas de forma pessoal, mas sim analisadas e submetidas ao crivo da Secretaria e ao final do Sr. Governador. Contudo, muitos não entendem que o cargo que ocupam não lhes pertence, uma vez que é um cargo público. Quando são substituídos tomam isso pelo lado pessoal e tentam culpar alguém. Daí surgem os mais absurdos fatos e situações criadas para o fim de atacar quem eles crêem que os prejudicou. Ainda tomados por tal mesquinha e infundada vaidade passam a denegrir desmedidamente a honra de seus supostos ofensores como forma de uma imaginária vingança, mas se esquecem que a maior atingida é a própria Instituição Policial a qual pertencem.

 

No ano passado, o sr. disse que o dr. Valente era idôneo. Continua com essa opinião?

Até prova em contrário, sim. Além de nossa relação de parentesco, o Dr. Celso Valente e eu cursamos a faculdade de direito e nos formamos mais ou menos na mesma época. Como profissional posso dizer que é um dedicado e idôneo profissional, pois ao longo da advocacia já trabalhei com ele em alguns casos e pude ver o profissional que é.

 

Acredita que o dr. Valente possa ter usado o nome do sr. para obter algum tipo de vantagem?

Acredito que o Dr. Celso tenha sido vítima de uma repugnante armação, criada com o fim de me atingir. Isso porque, em um pequeno exercício de raciocínio, não é difícil concluir que alguém que procure um advogado e com ele se consulte munido de uma câmera oculta não tem outra intenção senão a de criar uma situação, evidentemente, agindo de má-fé.

 

O sr. chegou a ser pressionado politicamente sobre a existência desse DVD?

Sobre esse assunto responderei primeiramente ao Ministério Público.

 

Qual a relação do senhor com o dr. Valente?

Vide resposta à pergunta número 5.

 

Qual a relação do senhor com o investigador Augusto Pena?

Em 1993 eu exercia o cargo de Delegado de Polícia em uma das equipes do Departamento de Homicídios. O Augusto era um dos investigadores que compunham aquela equipe. Àquela época posso dizer que o Augusto era um excelente e dedicado policial. Essa foi a única ocasião em que ele trabalhou comigo e que eu possa dizer sobre sua conduta profissional. Após algum tempo, após minha saída da polícia e já no exercício da advocacia, fui procurado pelo Augusto para atuar como seu advogado contra um Plano de Saúde que negava a internação de sua esposa para o parto do filho. Não me recordo o ano, mas creio que por volta de 1997 ou 98. Assim, sempre mantinha contato com ele na condição de meu cliente. Esse tal processo perdurou até meados de 2008 quando houve decisão definitiva do Tribunal, portanto, enquanto estive advogando mantive alguns contatos com o Augusto. Em meados de 2006, fui novamente procurado pelo Augusto para atuar como seu advogado em um delicado processo de família, sobre o qual em razão das peculiaridades e do segredo de justiça que a tais casos se impõe, não falarei. No início de 2007 quando assumi o cargo na SSP também substabeleci tal processo, desde então não mais acompanhando o caso. Assim, meu relacionamento com o Augusto vem desde 1993. Então posso com firmeza dizer que até então nada sabia sobre qualquer mácula na vida profissional do Augusto, senão de seus problemas pessoais a mim ditos sob o manto do sigilo dos advogados. Da mesma forma, posso dizer que nos assentamentos funcionais do Augusto não existia qualquer apontamento que desabonasse sua conduta profissional até a data de meados de março ou abril de 2008, ocasião em que foram a público as acusações lançadas contra ele. Acusações essas que eu também soube pela imprensa, bem como com espanto recebo as infundadas e contraditórias acusações dele contra mim, tendo em vista que por diversas vezes ele já foi ouvido, inclusive já veiculada entrevista dele pela imprensa, sendo que as presentes acusações são surpreendentes e absurdas.

 

Por que o sr. Pena o acusa?

Eu também realmente gostaria de saber. Nada fiz a ele que pudesse desencadear tais acusações contra mim. Não entendo o motivo que o levou a criar e imputar tais inverídicos fatos contra mim. Ele cria e imputa fatos a mim que eu sequer tenho idéia do que se trata. Imputa-me relacionamento com pessoas que sequer conheço. Creio que ele está sofrendo alguma pressão ou sendo maliciosamente orientado por alguém. Não tenho a menor idéia porque ele está fazendo isso, tendo em vista que sempre prontamente o assisti e o ajudei como advogado com a maior presteza e lisura. Mesmo depois de todos os problemas que sua ex-mulher me causou com os infundados ataques, somente pelo fato de eu ter sido advogado dele no processo de separação, o escritório de meu pai por um tempo ainda advogou na questão da guarda do filho dele. Realmente não sei o que passou. Falando em acusações, até hoje não sei na realidade do que venho sendo acusado, senão pelas notícias veiculadas pela imprensa, haja vista que não respondo a qualquer processo e nunca fui ouvido a respeito, mesmo já tendo me colocado à disposição do Ministério Público.

Nada tenho contra o policial Augusto, pois certamente ele deve estar doente ou sendo influenciado a fazer isso. Aliás, tomei ciência que ele pouco antes da ocorrência de sua prisão esteve afastado do serviço público para tratamento de saúde.

 

O senhor recebeu o sr. Pena ou o investigador José Luiz em seu gabinete na Secretaria da Segurança Pública?

Em razão das funções do cargo que exerci recebi diversas pessoas em meu gabinete, tais como juízes, promotores, deputados, vereadores, líderes comunitários, autoridades estrangeiras, presidentes de CONSEGs, imprensa, e também policiais, além de outras pessoas e autoridades. No que concerne aos policiais, sempre tive como fato principal para que eu pudesse auxiliar o Secretário, ter um contato direto e ouvir os seus reclamos, pois somente assim teríamos uma exata noção dos problemas da segurança. Além disso, em razão de eu ter sido Delegado de Polícia, diversos policiais que me conhecem ou trabalharam comigo, quando estavam nas imediações da Secretaria, ligavam em meu gabinete e perguntavam se eu poderia recebê-lo para me cumprimentar. É claro que eu podendo os recebia com muito prazer, pois apesar do cargo que eu exercia não mudei minha personalidade e meu jeito de ser. Os recebia com muito prazer pois são policiais, são pessoas que cuidam da nossa segurança, portanto merecem o nosso maior respeito, mesmo porque o sucesso e a eficiência da gestão de segurança pública depende de nossa polícia. Em outros casos, policiais que já estavam no interior do prédio da Secretaria, visto que lá também estão sediadas a Delegacia Geral, o Comando da PM e a Superintedência da Polícia Técnico Científica, por várias vezes subiam ao andar do gabinete e anunciados pediam se podiam ser atendidos apenas para um cordial abraço. Dentro de minhas possibilidades de tempo eu atendia a todos para um cumprimento, e não havia motivo para eu agir em contrário. Não me recordo se o investigador Augusto já esteve no gabinete pois, como já disse, eram muitas pessoas que me visitavam.

Quanto ao investigador José Luiz, preciso saber exatamente quem é esse policial, pois, apenas pelo prenome não tenho condições de responder.

 

O senhor pediu que o sr. José Luiz procurasse o dr. Valente para que resolvesse um processo administrativo?

Como dito, sem saber exatamente quem é esse policial José Luiz, não tenho como responder. Mas de qualquer modo nunca indiquei nenhum policial para o Dr. Celso Valente patrocinar seus interesses.

 

Pena diz ter pago dinheiro ao senhor dentro da SSP. Algum vez o sr. Pena entregou dinheiro para o sr.?

Evidentemente que não. Como já disse exerci meu cargo com plenitude e idoneidade, submeto meus atos ao crivo de quem quer que seja. Talvez se não tivesse exercido o cargo com tanta plenitude, certamente eu não teria que passar pelos problemas que estou passando. Mas, digo, se pudesse fazer o tempo voltar exerceria meu cargo da mesma forma, com austeridade e seriedade, mesmo sabendo dos problemas que eu iria enfrentar. Não sou pessoa de me curvar e ceder a ameaças e dificuldades, em toda minha vida profissional, seja como Delegado, Advogado ou Secretário-Adjunto, sempre exerci minhas atividades de forma plena e idônea, não tendo qualquer mácula profissional ou pessoal.

 

Pretende tomar providências contra aqueles que o acusam? Quais?

Para poder responder o que farei, primeiro preciso saber do que realmente estou sendo acusado, pois, como já disse, até agora somente conheço das acusações que me imputam através da imprensa, uma vez que o instituto da delação premiada é um procedimento sigiloso.