Polícia recebe novos depoimentos sobre acidente com carro alegórico
Mais três pessoas foram ouvidas nesta quinta-feira sobre o caso do acidente envolvendo um carro alegórico da Sangue Jovem, que deixou quatro mortos na madrugada da última terça-feira. Dessa vez, prestaram esclarecimentos o secretário de Cultura de Santos, Raul Christiano, e o chefe do departamento de eventos da Prefeitura, Rafael Leal. Os depoimentos devem seguir até o fim da próxima semana. Os familiares das vítimas também serão convocados.
O secretário afirmou que o deslocamento do carro alegórico no momento da tragédia era tarefa da escola de samba Sangue Jovem. “Após o desfile, eles têm 30 minutos para fazer o percurso do sambódromo até a área de desmonte.” De acordo com ele, funcionários da Prefeitura podem acompanhar o percurso, mas a operação é responsabilidade das agremiações.
Em entrevista à TV Tribuna, o diretor da Polícia Civil Aldo Galiano Júnior afirmou que houve negligência e que o objetivo da investigação é descobrir quem errou.
“Três, quatro para segurar um veículo daquele porte, é muito pouco. É evidente que houve negligência. Houve uma modalidade de crime culposa. Só para se ter uma ideia, um carro com dez metros de altura é uma edificação de três andares. Qualquer pessoa que passar pela rua, em frente a um prédio de três andares vai olhar a fiação, transformadores. Então houve uma negligencia total de alguém, mas é muito prematuro dizer quem ou chegar a uma conclusão”, disse.
Nesta quinta-feira, sem maiores explicações, o comando da Polícia Civil ordenou que as investigações da tragédia com o carro da escola de samba Sangue Jovem serão chefiadas pelo delegado titular do 5º Distrito Policial de Santos, Antonio Carlos de Castro Machado Junior, e não mais pelo delegado assistente, João Octavio de Mello. A mudança ocorreu junto com a determinação de que as autoridades não podem mais se pronunciar publicamente em relação ao caso.
Na manhã desta quinta-feira, três vítimas que permaneciam internadas na Santa Casa de Santos receberam alta. Os sobreviventes devem conversar com os investigadores da equipe do 5º DP nesta sexta. Solange Aparecida Noronha também será ouvida. Ela é uma das vítimas, mas saiu da Santa Casa por conta própria para acompanhar o enterro da filha Mirela Diniz Garcia, atingida pela descarga elétrica na frente de casa.
Também nesta sexta-feira ocorre a apuração dos votos do Grupo de Acesso. Pelas novas regras anunciadas pela Prefeitura na última quarta-feira, em 2014, o Grupo Especial passará a contar com 12 agremiações.
Desse modo, em 2014, três escolas do Grupo Especial devem ser rebaixadas para o Grupo de Acesso, que contará com três agremiações. Apenas uma subirá para à elite do Carnaval santista no ano seguinte. Assim, em 2015, o Grupo Especial voltará a ter 10 escolas e o de Acesso ficará novamente com cinco.






