A vitalidade não se revela apenas na capacidade de persistir, mas também na de começar tudo de novo.
publicado em 04/09/2010, às 11h24: R7
PT avança sobre aliados de Alckmin
para ir ao segundo turno em São Paulo
Michel Temer bate de frente com Quércia por apoio de prefeitos peemedebistas
Confira TambémDatafolha: Alckmin lidera com 50%
Mapa traz os candidatos nos Estados
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Wanderley Preite Sobrinho, do R7
Empolgado com a subida nas pesquisas de intenção de voto de seu candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, o PT decidiu ir para o tudo ou nada na tentativa de conseguir chegar ao segundo turno contra o favorito Geraldo Alckmin (PSDB). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua candidata presidencial Dilma Rousseff farão uma peregrinação com Mercadante, enquanto, em outra frente, partidos coligados e o vice de Dilma, Michel Temer (PMDB), saem a campo para atrair o apoio dos aliados de Alckmin.
A coordenação da campanha petista atribui à TV o crescimento de 12 pontos percentuais que Mercadante conseguiu em três semanas, apesar de o programa eleitoral gratuito do PSDB ser maior. Agora ele está com 26% e Alckmin com 50%, segundo o último Datafolha. A expectativa, no entanto, é de que o impacto do programa comece a diminuir.
Para tentar manter o ritmo de crescimento, o partido pulverizou as ações. Dilma desembarcou na campanha do candidato a governador Paulo Skaf, da legenda aliada em nível nacional PSB. Ela já desfilou ao lado do candidato e apareceu em seu programa eleitoral. A desculpa oficial é de que ela apoia quem declara apoio a ela, mas a tática é tirar votos de Alckmin e entregá-los a Skaf para forçar o segundo turno. Dilma também vai dividir o palanque com Lula em São Paulo pelo menos mais cinco vezes até outubro para pedir votos a Mercadante.
A investida mais difícil não aparece na TV, mas ela também rende votos. O PT e os partidos coligados começaram a investir pesado na tentativa de atrair o apoio dos aliados de Alckmin. Uma das táticas é a fundação de comitês suprapartidários na capital e interior.
Esses comitês servem de escritório central para que essas siglas se mobilizem para fazer propaganda a favor de Dilma e Mercadante e ainda invistam sobre prefeitos ligados às legendas que fecharam com Alckmin. O argumento usado é de que a vida de prefeito seria muito mais fácil com Dilma no Palácio do Planalto e Mercadante no dos Bandeirantes. Alguns prefeitos já começam a debandar. Os do PPS em Sertãozinho, Franca e Jaguariúna já estão com o petista.
Em outra frente, quem atua é ninguém menos do que Temer, presidente nacional do PMDB e rival de Orestes Quércia, presidente do partido no Estado que fechou aliança com o PSDB apesar de Temer compor chapa com Dilma.
São 69 prefeitos peemedebistas em jogo. Temer escalou o ministro da Agricultura Wagner Rossi (PMDB) para ajudá-lo na missão. Eles se dividem em reuniões com prefeitos do interior. Temer já foi às macrorregiões de Presidente Prudente e Ribeirão Preto e desembarca esta semana na Baixada Santista, em Registro e no Vale do Paraíba, histórico reduto eleitoral de Alckmin.
Apesar de todo o esforço, a tarefa não será fácil. De acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a coligação pró-Mercadante tem o apoio de 33,8% dos prefeitos, enquanto 58,8% estão com Alckmin.




