Segredo de Justiça no Júri da Rota: UM TAPA NA CARA DO CIDADÃO e outro NA SEGURANÇA JURÍDICA 50

14/11/2012-16h47

Ministério Público entra com recurso contra absolvição de PMs

DE SÃO PAULO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O Ministério Público informou que entrou com recurso de apelação nesta quarta-feira (14) contra a soltura de três policiais da Rota (a tropa de elite da Polícia Militar), suspeitos de matar um suposto integrante do PCC no dia 28 de maio deste ano na Penha, na zona leste.

O sargento Carlos Aurélio Thomaz Nogueira, 43, o cabo Levi Cosme da Silva Júnior, 34, e o soldado Marcos Aparecido da Silva, 38, foram absolvidos ontem no 4º Tribunal do Júri da capital, no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

Segundo a Polícia Militar, os policiais foram soltos do presídio Romão Gomes e reapresentados ao batalhão da Rota na manhã de hoje. De acordo com a corporação, o sargento, o cabo e o soldado farão somente trabalhos internos até a conclusão do procedimento administrativo que foi aberto pela Corregedoria para apurar a conduta deles.

O Fórum da Barra Funda não divulgou o nome da juíza e do Promotor envolvidos no caso porque, segundo o órgão, o processo corre em segredo de Justiça.

O trio foi detido e investigado após outros cinco integrantes do PCC serem mortos em uma suposta troca de tiros em um estacionamento na rua Osvaldo Sobreira.

Investigações da Polícia Civil e da Corregedoria da PM apontavam que Anderson Minhano, 31, foi preso pelos três PMs, levado para a rodovia Ayrton Senna e torturado antes de ser morto com tiros. Os três PMs foram presos pelo homicídio.

Por causa da ação, o PCC teria intensificado os ataques contra policiais.

Uma testemunha disse ter visto a ação dos policiais na rodovia e ligou para o 190, da PM.

Os três policiais foram presos no mesmo dia. No julgamento de ontem, a testemunha teria caído em contradições em seu depoimento, o que fez com que a Justiça absolvesse os policiais.

A própria Promotoria também reconheceu que a testemunha se contradisse e, no final do julgamento, determinou que as algemas do policiais fossem retiradas imediatamente.

Governo comemora cala-boca para PM: Expansão da Atividade Delegada é aprovada pela Assembleia 47

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Governo SP – Sala de Imprensa
<imprensa@comunicacao.sp.gov.br>
Data: 14 de novembro de 2012 17:50
Assunto: Expansão da Atividade Delegada é aprovada pela Assembleia
Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012

Expansão da Atividade Delegada é aprovada pela Assembleia

Mais 43 municípios, além da capital e Mogi das Cruzes, onde já foi implantado, mostraram interesse em aderir ao programaA Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, na noite desta terça-feira, 13, o projeto de lei que prevê a ampliação da Operação Atividade Delegada para todo o Estado de São Paulo. Agora, o projeto volta ao governador Geraldo Alckmin, que deve sancioná-lo nos próximos dias.

O programa foi implantado pioneiramente na capital, em dezembro de 2009, depois na cidade de Mogi das Cruzes, em março de 2011, e 43 municípios já mostraram interesse em aderir ao programa.

A Atividade Delegada é um convênio firmado entre as prefeituras e a Secretaria da Segurança Pública, que permite aos policiais militares desempenharem suas funções nos dias de folgas. Os PMs podem trabalhar por, no máximo, 12 dias por mês e a carga horária não pode passar de oito horas por dia. O convênio tem duração de três anos e pode ser prorrogado por mais cinco.

O governador Geraldo Alckmin reafirmou a importância da Operação Delegada para os municípios. “Redução dos índices de criminalidade, maior segurança para a população e beneficia, também, o policial, porque ele vai melhorar a sua remuneração, vai trabalhar fardado, armado, sob o comando da polícia, totalmente dentro da lei e fortalecendo a segurança pública”, disse o governador.

Para implantar a Operação Atividade Delegada no município, a prefeitura que tiver interesse deve procurar o comando da Polícia Militar na região e montar um projeto de acordo com a necessidade da cidade. Além disso, deve-se regulamentar uma lei municipal que autorize o trabalho do policial no dia de folga e então encaminhar um oficio para o Comando Geral da PM e outro diretamente à SSP para que, depois de análise, o secretário da Segurança Pública aprove.

Desde que teve início, outros 43 municípios mostraram interesse em implantar a Operação Atividade Delegada. São eles: Agudos, Andradina, Angatuba, Anhembi, Araraquara, Arujá, Assis, Bady Bassit, Barretos, Bastos, Botucatu, Bragança Paulista, Buritama, Capão Bonito, Caraguatatuba, Cesário Lange, Descalvado, Dumont, Fernandópolis, Francisco Morato, Guaratinguetá, Itapeva, Luiz Antonio, Mairiporã, Mirassol, Nova Canaã Paulista, Olímpia, Ourinhos, Parapuã, Pindamonhangaba, Poá, Potirendaba, Quatá, Ribeirão Pires, Ribeirão Preto, Sales Oliveira, Santa Isabel, São José dos Campos, Sorocaba, Tambaú, Torrinha, Votorantim e Votuporanga.

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Governo do Estado de São Paulo

JULGAMENTO SUSPEITO – Ministério Público alivia a situação para policiais da Rota…( COMO É BOM O SEGREDO DE JUSTIÇA…O PODER JUDICIÁRIO TAMBÉM É CULPADO PELA “LEI DA BALA” VIGENTE NESTE ESTADO ) 89

14/11/201211h24

PMs da Rota suspeitos de matarem integrante do PCC são absolvidos

JOSMAR JOZINO DO “AGORA”

Atualizado às 12h03.

Três policiais da Rota (a tropa de elite da Polícia Militar) foram absolvidos ontem no 4º Tribunal do Júri da capital, no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Eles eram suspeitos de matar um suposto integrante do PCC no dia 28 de maio deste ano na Penha, na zona leste.

O sargento Carlos Aurélio Thomaz Nogueira, 43, o cabo Levi Cosme da Silva Júnior, 34, e o soldado Marcos Aparecido da Silva, 38, foram detidos e investigados após outros cinco integrantes do PCC serem mortos em uma suposta troca de tiros em um estacionamento na rua Osvaldo Sobreira.

Investigações da Polícia Civil e da Corregedoria da PM apontavam que Anderson Minhano, 31, foi preso pelos três PMs, levado para a rodovia Ayrton Senna e torturado antes de ser morto com tiros. Os três PMs foram presos pelo homicídio.

Por causa da ação, o PCC teria intensificado os ataques contra policiais.

Uma testemunha disse ter visto a ação dos policiais na rodovia e ligou para o 190, da PM.

Os três policiais foram presos no mesmo dia. No julgamento de ontem, a testemunha teria caído em contradições em seu depoimento, o que fez com que a Justiça absolvesse os policiais.

A própria Promotoria também reconheceu que a testemunha se contradisse e, no final do julgamento, determinou que as algemas do policiais fossem retiradas imediatamente.

O Fórum da Barra Funda informou que o processo corre em segredo de Justiça. O nome do Promotor não foi divulgado.

Eduardo Anizelli/Folhapress
Policiais da Rota na frente de lava-rápido onde seis criminosos foram mortos em confronto com a polícia
Policiais da Rota na frente de lava-rápido onde seis criminosos foram mortos em confronto com a polícia

ESTACIONAMENTO

O tiroteio ocorreu por volta das 21h em um lava-rápido e estacionamento em maio. Os seis suspeitos baleados foram socorridos, mas não resistiram e morreram. Outras três pessoas –entre elas duas mulheres– foram presas e outras cinco conseguiram fugir.

Segundo a polícia, o grupo planejava uma ação para libertar um detento que seria transferido do CDP (Centro de Detenção Provisória) do Belém, na capital paulista, para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (611 km de SP).

Na ocasião, o major Marcelo Gonzales Marques afirmou que o plano de resgate do detento chegou à PM por meio de uma denúncia anônima. Já no local indicado, os criminosos teriam disparado contra os policiais, segundo o major.

No estacionamento a polícia apreendeu três veículos, drogas (maconha e cocaína), quatro coletes a prova de balas e diversas armas, entre elas, algumas de uso exclusivo das Forças Armadas: um fuzil 762, uma metralhadora 9mm, uma pistola calibre 45 e uma pistola calibre 9mm. Também foram apreendidos no local quatro revólveres calibre 38.

Em entrevista na época da ação, o diretor do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), Jorge Carrasco, o tenente-coronel da Rota, Salvador Madias, e o corregedor da PM, coronel Rui Conegundes, afirmaram que toda a operação da polícia foi legítima, com exceção da postura dos três PMs que teriam matado o suspeito na rodovia Ayrton Senna.

Após as seis mortes, a onda de ataques contra policiais militares no Estado de São Paulo aumentou.

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Obviamente, diante dos últimos acontecimentos, ou seja, o estado de guerra declarada entre policiais e bandidos, a testemunha só poderia estar aterrorizada.

Além de arrependida de ter comunicado aquilo que viu ao próprio 190 da PM.

Mais a pressão e eventuais ameaças sofridas nos últimos meses.

A contradição talvez tenha sido providencial, ditada pelo instinto de sobrevivência.  

Por outro aspecto, o julgamento se deu sob segredo de justiça; segredo de justiça em caso como este serve muito ou apenas para direcionar o resultado do julgamento conforme o interesse da parte.

E a parte interessada, capaz de influenciar o normal andamento processual,   é o Governo – por meio de influências secretas – que não quer as mortes de policiais associadas a vinganças decorrentes de atrocidades cometidas pela política de segurança pública imposta por Ferreira Pinto.

Enfim, um julgamento MUITO SUSPEITO.

Nada justifica a decretação de segredo de justiça no julgamento em questão, muito pelo contrário: impunha-se absoluta publicidade.

O Poder Judiciário e Ministério Público  parece que deram o  recado: A POLÍCIA MILITAR PODE MATAR…

AS TESTEMUNHAS QUE SE CUIDEM!

NÃO ACREDITEM NA FOLHA – Governo está pagando para jornalista da Folha de São Paulo plantar contra-informação visando desestabilizar qualquer movimento de resistência ao crime dentro da corporação 10

14/11/2012-06h00

Polícia apura se PM traiu 2 colegas mortos em favela de SP

DE SÃO PAULO

O departamento de homicídios de São Paulo investiga se dois policiais militares mortos no dia 31 de outubro, na zona sul, foram “traídos” por um colega de farda.

As informações da Polícia Civil são de que um PM do mesmo batalhão do cabo Hailton Borges dos Santos Evangelista, 33, e do soldado Antonio Paulo da Rocha, 35, teria ligado para traficantes de Heliópolis para informar que os dois estavam circulando em uma moto preta pelas ruas da favela.

Na ocasião Evangelista e Rocha, que estavam de folga, foram mortos a tiros quando passavam pela rua Paraíba.

Investigações iniciais mostram que a dupla foi à favela para identificar criminosos que seriam vítimas de atentados cometidos por policiais.

Esse é o segundo caso de suspeita de traição cometido por PMs que se tem conhecimento nos últimos dias. Ontem, a Folha revelou que a Corregedoria da PM suspeita que policiais tenham vendido, por R$ 8 mil, uma lista com quase cem nomes de policiais para bandidos do PCC.

A relação seria usada pelos criminosos para cometer atentados contra os policiais ou seus familiares. Neste ano, 93 policiais militares da ativa e da reserva foram mortos.


Endereço da página:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1185346-policia-apura-se-pm-traiu-2-colegas-mortos-em-favela-de-sp.shtml

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A matéria é tão sórdida que nem sequer foi assinada.

94º – Mais um dia, mais um PM covardemente morto ao chegar em casa…( Como era da Corregedoria teses obscuras serão inventadas ) 42

Policial é morto a tiros em Guarulhos

Vítima foi atingida por disparos efetuados de dentro de um carro

Publicado em 13/11/2012 às 21h52: atualizado em: 13/11/2012 às 21h59

Do R7, com Agência Record

Um policial militar foi morto a tiros, quando chegava em casa, na noite desta terça-feira (13), em Guarulhos, na Grande São Paulo. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Informações do Centro de Operações da PM de Guarulhos indicam que o policial, que seria da corregedoria, chegava de moto em casa, no Jardim Ottawa, quando o ocupante de um carro preto que passou pela rua atirou nele. O crime aconteceu por volta das 21h

O policial foi socorrido ao pronto-socorro Alvorada, mas morreu ao dar entrada na unidade. O caso deve ser registrado no 4º Distrito Policial de Guarulhos. A pessoa que atirou conseguiu fugir.

FALTA DE CONSIDERAÇÃO DO COMANDO DA PM PELOS INATIVOS 21

Boa Noite

Até dias atrás carregava nas costas todo peso de ser da ativa (e ATIVO ) simplesmente
cumprindo minhas obrigações profissionais .As recentes manobras politicas , do por hora
governo  , o qual terá sua devida resposta nas próximas eleições , alem de prejudicar e
muito todos profissionais que planejaram sua vida , são acompanhadas duma imensa falta
de consideração por parte do Comando que se quer informa os INATIVOS das atitudes
tomadas em relação a atual situação . Pena sequer recebermos um simples email , muita
gente boa carregou o piano para o Comando tocar agora sequer somos informados do
posicionamento profissional ( obrigação) dos ativos.
PM Naldo

GOVERNO FILHO DA PUTA II – Geraldo Alckmin confessa responsabilidade de seu governo por crimes comandados por presidiários…Para Ferreira Pinto é melhor monitorar as conversas produzindo intervenções seletivas e convenientes do que apreender de pronto os aparelhos efetivando prevenção criminal…Tal política é homicida! 87

13/11/2012 13:25

Alckmin admite falha em controle de celular

Governador de SP reconhece que há dificuldade para impedir que bandidos usem o aparelho nos presídios

Plínio Delphino pliniod@diariosp.com.br

O governador Geraldo Alckmin admitiu nesta segunda-feira que o estado tem dificuldades em impedir que os presos falem ao celular de dentro das unidades prisionais. Mas disse que, em contrapartida, as conversas são monitoradas, o que seria uma maneira de identificar ações criminosas e pautar os serviços de inteligência policial para combatê-las.

“Há dificuldade na questão de bloqueadores de celulares. Não há uma tecnologia detalhada para bloquear apenas uma pequena área (que seria a ocupada pela penitenciária). Ou não se consegue bloquear, ou se bloqueia uma área muito grande”, explicou Alckmin durante evento da assinatura do acordo de cooperação para o desenvolvimento de combate a organizações criminosas em São Paulo, firmado entre o governo do estado e o Ministério da Justiça.

Em seguida, o governador tentou explicar que o celular dentro das unidades prisionais também é usado a favor das investigações. “O próprio sistema de segurança também acompanha todo esse trabalho (a comunicação de presos por celulares). Também faz parte da investigação da polícia com autorização judicial. É também uma fonte de acompanhamento importante da polícia, de inteligência policial”, justificou Geraldo Alckmin.

Para o delegado-geral Marcos Carneiro Lima, a melhor maneira de combater o crime organizado é isolar o preso. “Tecnicamente o ideal é que não tenha celular na cadeia”, disse.

Carneiro Lima disse que o sucesso italiano no combate às máfias começou com o endurecimento das leis. “Estabeleceu-se prisão perpétua e o isolamento do preso. O isolamento do preso é fundamental para que se combata o crime organizado”, afirmou o chefe da Polícia Civil de São Paulo.

O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ivan Sartori, e o procurador-geral Márcio Elias Rosa também assinaram o acordo nesta segunda à tarde no Palácio dos Bandeirantes.

Na segunda-feira, a força-tarefa começa operações para fiscalizar acessos a São Paulo. Fará blitze em estradas, fronteiras, em portos e aeroportos no combate ao tráfico de armas e drogas e contrabando.

Ações da força-tarefa A força-tarefa contra o crime organizado em São Paulo inclui a criação do Centro de Comando  Integrado, incremento da perícia técnica e transferências dos presidiários mais perigosos

Centro Integrado O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, anunciou nesta segunda que o governo federal vai disponibilizar R$ 60 milhões para o desenvolvimento do Centro de Comando e Controle Integrado do estado de São Paulo, que visa reunir em um mesmo ambiente todas as forças de segurança empenhadas no combate ao crime organizado. A previsão é de que esteja pronto até o final do Copa do Mundo de 2014.

Perícia forte, investigação forte O acordo entre os governos tem como um dos objetivos promover o fortalecimento da atuação  da perícia técnica, principalmente por meio de utilização de tecnologias avançadas, do aprimoramento de protocolos operacionais padrão e da capacitação dos profissionais da área. O governador Geraldo Alckmin falou sobre a criação do Centro de Excelência da Perícia Técnica, inclusive com inovações como identificador da arma de origem da bala e o DNA de entorpecentes.

Transferências O acordo também contempla o desenvolvimento em conjunto de ações penitenciárias, no qual o governo federal se compromete a disponibilizar vagas em seu sistema.  A primeira transferência de preso ocorreu na semana passada. Piauí, chefe do tráfico da Favela Paraisópolis, foi identificado como mandante de mortes de PMs e por isso foi levado de Avaré, no interior, para Porto Velho (RO). Outros 18 presos podem ser os próximos.

ANDRÉ CARAMANTE diz que a “Corregedoria suspeita que policiais venderam dados de PMs a bandidos” 31

13/11/2012-06h00

ANDRÉ CARAMANTE AFONSO BENITES

A Corregedoria da Polícia Militar suspeita que policiais entregaram a criminosos uma listagem com nomes completos, endereços residenciais e telefones de quase cem PMs que atuam na Grande SP.

Segundo a apuração do órgão, a venda dos dados foi feita por R$ 8.000. A listagem teria sido retirada do 35º Batalhão da PM de Itaquaquecetuba, e as informações seriam usadas por membros da facção criminosa PCC para cometer atentados contra policiais e/ou seus familiares.

A Folha tentou ouvir o comandante-geral da PM, Roberval França, mas ele não se manifestou. Por meio do Centro de Comunicação Social, a PM informou que “todos os detalhes envolvidos na investigação não podem ser divulgados para não atrapalhá-la”.

Neste ano, 93 PMs foram assassinados no Estado. Parte das mortes, segundo investigações, ocorreram como retaliação a prisões ou mortes de criminosos por policiais.

As ordens para os assassinatos em série de PMs partiram de chefes do grupo criminoso que estão abrigados em penitenciárias paulistas.

Em agosto, agentes penitenciários apreenderam um celular usado por um detendo ligado ao PCC no qual havia uma listagem com as informações sobre policiais.

Dias depois, a Corregedoria fez uma busca no batalhão de Itaquaquecetuba e recolheu três computadores de onde suspeita-se que a lista tenha sido vazada. Essa listagem, sigilosa, é utilizada para a convocação de PMs em situações de urgência.

Editoria de Arte/Folhapress

A lista foi distribuída, segundo a apuração, entre criminosos do PCC por meio da rede social Facebook em um “salve”, nome dado a uma ordem dos chefes da facção.

Em outubro, a Folha mostrou que o PCC incluía em livro-caixa pagamentos a policiais civis e acordos com PMs.

Em um comunicado, os chefes pedem que outros criminosos busquem informações com os “PMs que roubam com a gente”, porque só eles teriam os dados que eles precisavam. Não fica claro, porém, se o pedido se refere a endereços de policiais.

“É extremamente preocupante criminosos terem acesso à lista. É entregar o ouro para o bandido. Os PMs e seus familiares ficam mais expostos”, disse o presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM, Wilson Morais.

GÊMEOS

No dia 30 de outubro, outra lista com nomes de policiais foi apreendida na favela Paraisópolis (zona sul) com dois gêmeos de 17 anos.

Ela tinha nomes ou apelidos de seis policiais, além de detalhes de lugares que eles frequentavam e anotações sobre tráfico de drogas

Mais um soldado da Tropa de Choque executado no bico ( fita dada) 54

12/11/2012- 16h54

PM é morto durante roubo a banco no centro de SP

DE SÃO PAULO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Atualizado às 17h19.

Um policial militar foi morto e outro ficou ferido após um roubo na porta de um banco na rua São Caetano, na região central de São Paulo, por volta das 15h desta segunda-feira (12).

Informações preliminares apontam que os policiais prestavam serviço a uma empresa de segurança privada. Eles saíam de uma agência do banco Itaú com malotes quando foram abordados por dois suspeitos armados em uma moto Falcon preta.

Os criminosos dispararam diversas vezes contras as vítimas. Após o ataque, eles levaram os malotes e as armas dos policiais.

O policial que morreu era soldado da Tropa de Choque. A segunda vítima, que ficou ferida, era cabo aposentado do 2º Batalhão da Tropa de Choque.

A Polícia Militar confirmou a ocorrência, porém não soube informar se os baleados prestavam serviço à corporação no momento do crime.

O caso será registrado como latrocínio –quando há roubo seguido de morte– no 12º DP (Pari) e investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

João Alkimin: TROPA SEM COMANDO, ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR DA POLÍCIA CIVIL SEM NOÇÃO 23

TROPA SEM COMANDO, ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR DA POLÍCIA CIVIL SEM NOÇÃO.
Estou absolutamente estarrecido com a declaração do Delegado Geral Marcos Carneiro que a informação dada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal era mentirosa, e que o documento com o timbre da Polícia Civil dando conta que desde 22 de agosto a Administração superior tinha conhecimento de que ataques seriam perpetrados contra Policiais era falso.
Ora, se o documento é falso a pergunta que não quer calar é a seguinte: O Ilustre Delegado Geral já instaurou o competente inquérito policial para apurar a falsidade documental, se o fez deve vir a público e comunicar o número do mesmo. Se não o fez já esta incorrendo no crime de prevaricação, pois disse com todas as letras que o documento era falso. E se era falso cabe ao Delegado Geral ou ao Secretário da Segurança Pública apurar com o máximo rigor, pois sob minha ótica a falsificação de um relint é absolutamente grave, e desmoraliza a unidade de inteligência policial.
Serão todos mentirosos: O Ministério Público, a Polícia Federal e o único dono da verdade o Delgado Geral. Isso soa estranho.
Ira agora o Senhor Secretário determinar abertura de inquérito policial contra o jornalista Ali Kamel diretor de jornalismo da Rede Globo, e o jornalista César Galvão assim como fez com os jornalistas Fernando Mitre diretor de jornalismo da Rede Bandeirantes e os jornalistas Sandro Barbosa e Fábio Panunzzio, dou o meu pescoço a forca se fizer afinal é como no caso do delegado Conde Guerra, a Globo da a matéria, Guerra repercute, contra a Globo nada se faz e Guerra vai para a rua. Essa é a lógica da administração.
Entendo como cidadão que o Delegado Marcos Carneiro não tem mais condições de gerir os rumos da Polícia Civil e deveria num ato de grandeza entregar o cargo.
Por outro lado a Polícia Militar deu mostras claras e evidentes de que se encontra desgovernada e sem comando e a Rede Globo mostrou com clareza um cidadão sendo morto a tiros dentro da viatura policial. Já disse inúmeras vezes e repito: – Não sou eu que vou chorar a morte de bandidos mas não posso aceitar execuções puras e simples. Isso é no mínimo imbecilidade, pois qualquer um sabe que qualquer telefone celular grava imagens, portanto são acima de tudo despreparados e com isso 5 já se encontram presos e outros 25 investigados, mas também por uma questão de lógica credito isso ao medo que os policiais estão vivendo.
Quando fiz a matéria anterior o Dr. Tovani criticou-a entendendo que Juízes de Direito são superiores a Delegados inclusive referindo-se ao Dr. Frederico disse: ” Já foi tarde”. Tal atitude por parte de um Advogado intrigou-me e curioso como todo jornalista fui buscar respostas e acho que as encontrei. o Dr Tovani antes de advogar era Juiz de Direito nas Minas Gerais e ao que parece mesmo depois da aposentadoria não abandonou a toga do magistrado nem vestiu a beca do advogado, por outro lado hoje advoga para centro social dos cabos e soldados da Polícia Militar e será que se um PM houvesse detido um Juiz embriagado ele não iria defende-lo e iria dizer “já foi tarde” se o mesmo houvesse sido demitido.
Por outro lado, se aquele Promotor de Justiça que atropelou uma família estando bêbado houvesse sido autuado em flagrante com certeza a população acreditaria mais na justiça. Por tal fato transcrevo aqui um e-mail que recebi (sic)
“detalhes …
pecuarista estava praticando racha....bateu no veiculo infelizmente o motorista é filho de um juiz de direito que agora se aposentou.,.. 
o menino esta prontamente recuperado. o promotor que estava fazendo a denuncia. foi o Dr.Wagner, que matou 03.. 
foi condenado pena de l5.000 reais e quatro anos,regime aberto..
o pecuaarista jose antonio escatolinm filho, o erro., pois ficou sabendo que era filho de um juiz fugiu, para se apresentar,
decretaram a preventiva.. encontra-se preso ha mais de 02 anos.. ia pra juri, em araçatuba, os advogados desaforaram....n
ão consegue sair.... entra no google.. você veja detalhes......ele se encontra preso. .ha mais de 02 anos, numa lesão corporal.......
não morreu ninguém o promotor matou 03.. ta solto, recebendo...é brasil... o conde guerra.. transcreveu ta na rua.. 
fui absolvido, inexistência do fato, não volto. Frederico...prendeu juiz, que hoje é desembargador da 2 câmara criminal TJSP"
Portanto, reafirmo existe sim dois pesos e duas medidas e Juiz ou Promotor não são deuses, por outro lado o dr. Tovani t
ambém cometeu outro erro, Delegado de Polícia não é passível da pena de disponibilidade como Promotor e Juiz ou é absolvido ou 
vai para rua sem nenhum salário. Portanto, não pode se beneficiar dessa excrecência que é ser colocado em disponibilidade e c
ontinuar recebendo o salário integral que é pago por nós população. 
Hoje chego a conclusão de que o Delegado Marco Antonio Desgualdo em uma carta que me enviou termina dizendo "
 OS IGUAIS DEVEM SER TRATADOS IGUAIS E OS DESIGUAIS DE MANEIRA DESIGUAL" mais ou menos aquilo que se encontra a 
Revolução dos Bichos do escritor George Orwell que diz:

“Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”

João Alkimin

João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/

RESULTADO DE COMANDO FANTOCHE E DO DESESPERO DA TROPA – Todo policial tem por obrigação matar quem quis lhe matar: MAS QUE FAÇA QUANDO NINGUÉM VÊ! 48

11/11/2012-22h16

PMs são presos suspeitos de matar homem em SP

DE SÃO PAULO

Um vídeo amador mostrando o servente Paulo Batista Nascimento, 25, sendo encurralado em uma casa, na zona sul de São Paulo, por policiais militares e, em seguida, aparecendo morto, gerou neste domingo (11) ordem de prisão para cinco PMs envolvidos.

Os policiais abordavam um veículo que havia sido roubado quando as cenas foram gravadas por um vizinho da vítima. Houve troca de tiros

No boletim de ocorrência registrado, segundo o programa “Fantástico”, que exibiu as imagens, Nascimento estaria no veículo com outras duas pessoas e teria fugido.

O documento não trazia mais detalhes sobre o homem –que já havia sido condenado por receptação, roubo e falsificação de documentos–, apenas que o corpo havia sido encontrado em uma viela.

Na gravação, porém, o servente aparece vivo quando é cercado. Ele leva tapas e chutes dos policiais e é colocado dentro do carro de polícia. É possível ouvir o barulho de um tiro.

Ainda de acordo com o programa da TV Globo, os PMs afirmaram ter socorrido Nascimento, que deu entrada às 21h40 no hospital.

Outros 25 policiais que participaram da ação, mas não aparecem nas imagens, vão ter de dar esclarecimentos ao Comando da Polícia Militar.

Estrebucha, filho da puta!…Morre, filho da puta!…Governo Alckmin acabou, só lhe resta agora morrer de câncer e ser enterrado com as homenagens prestadas a Mário Covas 28

12/11/2012-08h33

Governo Alckmin acabou

As mortes em série na região metropolitana de São Paulo indicam que o governo Alckmin acabou. Pode até renascer nos próximos dois anos se vencer a guerra contra o crime organizado – mas, neste momento, o governador Alckmin vive uma crise de imagem, carregando nas mãos a pior notícia dos últimos tempos em São Paulo.

A grande vitória tucana (comemorada desde o início nesta coluna) foi a queda da taxa de homicídio em São Paulo, especialmente na região metropolitana e na capital. Saímos do nível epidêmico. Virou a principal marca de uma gestão, apesar de outras modalidades de crime terem se estabilizado ou mesmo aumentado.

O problema de Alckmin é que seu governo, neste momento, nem tem nenhuma marca visível em saúde, educação ou transporte público. Existem avanços, claro – e bons. Mas não suficientes para servir de vitrine.

Mas perdeu-se, por enquanto, a vitrine da segurança. E até deu chance para o PT, cujo sonho é conquistar o Palácio dos Bandeirantes, faturar, oferecendo ajuda ao governo estadual – e podem apostar que isso vai para o horário eleitoral.

O momento, porém, não é de tentar faturar politicamente. O momento é de toda a sociedade apoiar os esforços policiais contra o crime organizado, juntando de sindicatos a empresários, além de todos os níveis de governo.

Qualquer governador eleito, afinal, enfrentará essas mesmas forças.

Gilberto DimensteinGilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena
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Que fique bem claro: Filho da puta é o governo; não a pessoa do governador! 

DGP ao Fantástico afirma que “relinte” sobre os ataques a policiais é falso: ELE NÃO SABIA DE NADA 118

ão do dia 11/11/2012– Atualizado em 11/11/2012 22h25

‘Deixo meus filhos tensos por estar trabalhando’, diz PM

Documentos obtidos com exclusividade pelo Fantástico mostram que Secretaria de Segurança foi avisada da onda de ataques que estaria para acontecer.

No batalhão, quando você chega para trabalhar, o clima é simplesmente tenso, horrível, cena de terror”, revela um policial militar.

Um ônibus incendiado esta semana ficou todo destruído. Segundo o motorista, oito homens armados entraram no ônibus e atearam fogo.

“Não tem tempo de ficar de luto”, diz uma PM.

Madrugada de sexta-feira (9) À 1h, já são 15 baleados na capital e na grande São Paulo.

“Nós não temos treinamento para nos defendermos de fuzil pelas costas”, revela o delegado.

A perícia recolheu pelo menos 14 cápsulas. A maioria, calibre 380.

Policiais civis e militares escondem o rosto porque não estão autorizados a dar entrevista e porque têm medo de ser as próximas vítimas do crime em São Paulo. Só neste ano, 90 policiais militares foram assassinados. A maioria no horário de folga, com sinais de execução.

Segundo documentos obtidos com exclusividade pelo Fantástico, a Secretaria de Segurança de São Paulo foi avisada – há três meses – de que uma onda de violência estava para acontecer. São relatórios das Policias Civil e Federal, e também do Ministério Público Estadual.

Um deles, do centro de inteligência da Polícia Civil, registra uma conversa telefônica entre bandidos do interior paulista. A quadrilha dá ordens para a morte de PMs.

O documento, “reservado”, é de 16 de agosto. No mesmo dia, a mesma mensagem é interceptada pelo ministério público estadual – agora transmitida por outros bandidos do grupo.

“O Ministério Público obteve numa interceptação telefônica judicialmente decretada essa informação e adotou todas as providências, comunicando inclusive para as polícias”, afirma Márcio Elias Rosa, procurador-geral de justiça de São Paulo.

Seis dias depois, em 22 de agosto, o alerta foi da Polícia Federal. O aviso: “urgentíssimo”. Uma delegada relata as ameaças feita pela quadrilha. Em nota, a PF diz ter repassado a mensagem para os órgãos interessados.

A partir de 16 de agosto , quando a ordem dos bandidos foi interceptada, 36 policiais foram mortos. O numero de homicídios na cidade de São Paulo também disparou: chegou a 135 em setembro, quase o dobro do mesmo mês no ano passado.

O Fantástico consultou mais de uma dezena de policiais militares e civis com cargos de chefia, na grande São Paulo. Todos disseram não ter recebido nenhum aviso oficial do plano para matar policiais.

“Não foi mandado nada para nós falando que realmente está acontecendo, que isso tomou uma proporção muito grande, oficialmente assim não foi mandado”, diz uma PM.

“Aqui, na associação de delegados de policiais, nós temos 4,1 mil delegados, não tivemos nenhuma informação a esse respeito”, conta Marilda Pansonato Pinheiro, presidente da Associação de Delegados de Polícia de São Paulo.

“Não sabíamos que ia acontecer. entendeu? Se os órgãos de informação tinham essa informação, obviamente que tinham que estar repassando pra tropa”, afirma o cabo Wilson Morais, presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM de São Paulo.

A equipe do Fantástico procurou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. O delegado-geral do estado, Marcos Carneiro Lima, afirmou que não foi alertado nem pelo Ministério Público nem pela Polícia Federal sobre os ataques: “Oficialmente nós não temos essa informação”.

O Fantástico teve acesso a um documento que seria do departamento de inteligência da Polícia Civil, dizendo que a policia tinha conhecimento disso no dia 16 de agosto. “Esse documento, para nós, é falso, mas a informação oficial, com base nesse grampo, não temos acesso”, diz Lima.

Quatro delegados do estado de São Paulo, três deles titulares, confirmaram ao Fantástico que tiveram acesso ao documento apontado como falso pelo delegado-geral. Segundo eles, o relatório é verdadeiro e ficou disponível nos computadores da Polícia Civil. O conteúdo do documento é o mesmo do relatório que o Ministério Público diz ter passado às polícias.

O comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Roberval Ferreira França, também disse que não foi avisado sobre a ordem da quadrilha: “Se a polícia militar tivesse sido comunicada, obviamente ela ia diligenciar, tentar chegar a autoria desses comunicados, desses salves, para que nos pudéssemos prender esses autores e responsabilizá-los por isso”.

Ele também falou sobre como a polícia reforçou os cuidados com a tropa quando o número de ataques aumentou. “Nós determinamos que todos os policiais em todo o estado passassem a ter uma hora de instrução obrigatória por dia relembrando condutas de segurança em serviço de folga. A partir daí, nos emitimos uma série de cartazes e uma série de áudios e de vídeos com alertas e orientações de segurança”, diz o comandante.

Dois meses depois da ordem de ataques, o secretário de segurança, Antonio Ferreira Pinto, negava relação entre as mortes e o crime organizado: “São ações isoladas, de traficantes, alguns se aproveitam da situação para fazerem acerto de contas com alguns policiais. O vinculo ainda é muito prematuro pra chegar a uma conclusão”.

“É fácil falar que não existe uma guerra, que não tem ataque. Agora chegue na sua casa, com sua mulher te esperando, sem ninguém, e sabendo que você pode ser o próximo”, conta um PM.

“Já perdi minha amiga, foi a ultima agora… Covardemente, um absurdo”, diz uma PM.

A policial Marta Umbelina da Silva tinha 44 anos. Ela foi executada pelas costas quando chegava em casa com a filha de 11 anos.“Você quer chegar na sua casa, tomar um banho, relaxar e eu não consigo. Isso me foi cerceado. Eu não tenho esse direito. Só não sabia que a minha filha também não tinha”, revela a PM,

“Quando a minha mãe sai, ela me liga e fala para eu e a minha irmã dormir no chão. De repente se passam atirando, talvez no chão a gente não seja atingido, Talvez”, diz a filha da policial.

Só nesta semana foram assassinadas 65 pessoas na grande São Paulo. Ônibus também foram queimados. As forças policiais procuram reagir. A favela de Paraisópolis, uma das maiores de São Paulo, continua ocupada pela PM. Nesta semana, as operações em busca dos autores dos ataques foram ampliadas para Zonas Leste e Norte da capital, e também para Guarulhos.

“Estamos envolvendo aqui os cinco batalhões da Zona Norte, pra fazer com que a estrutura do trafico venha a ser abalada”, conta o major Marcelo Francisco.

Ao todo, 61 pessoas ja foram presas nas operações. Criminosos acusados de envolvimento nos ataques foram transferidos de cadeia. Além disso, segundo os policiais que entrevistamos, o comando da polícia agora tem orientado funcionários diretamente ameaçados pelos bandidos.

“Em uma denuncia anônima que havia chegado por meio do disque denuncia, a minha esposa seria executada na manha do último dia 7 de novembro”, conta um delegado ameaçado.

Por segurança, ele e os parentes saíram de casa. Nesse clima tenso, o delegado-geral diz estar confiante: “A população pode ficar tranquila que a Polícia Civil ta cumprindo o papel dela, com investigações consistentes e com prisões”.

“Nós temos nesse ano recorde de prisões em flagrante. Então em São Paulo nos temos 109 mil prisões em flagrante de janeiro a setembro”, afirma o comandante da PM.

As famílias de policiais, como tantas na grande São Paulo, esperam o fim da violência. “Eu acabo deixando meus filhos tensos por eu estar trabalhando. É irônico”, diz uma PM.

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