PARA GOVERNADOR DE SÃO PAULO: SE NÃO FOR O MEU ALOYSIO SERÁ O SEU ALOIZIO 10

PT quer retratação de Ciro e já admite lançar Mercadante

Entrevista de ex-ministro à Folha gera reação dura de petistas, que veem enterrada possibilidade de que ele dispute governo de SP

Para o presidente do PT estadual, deputado, ao dizer que partido é um desastre, pôs fim lamentável a diálogo que envolvia nove siglas

DA REPORTAGEM LOCAL

A construção de uma candidatura do PT ao governo de São Paulo ganhou fôlego ontem, devido à forte reação dos petistas à entrevista do deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB) à Folha.
Para os petistas, ao atacar o PT-SP de forma explícita, Ciro colocou-se definitivamente fora da disputa no Estado e enterrou a possibilidade de se apresentar como o candidato numa ampla coalizão -de pelo menos nove partidos.
O PT afirmou que manterá o diálogo com o PSB, mas condicionou a continuidade da conversa com Ciro a uma retratação. A candidatura do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao governo passa a ser tratada, a partir de agora, como a possibilidade mais viável.
“Na prática, infelizmente, o Ciro acaba pondo fim a um processo que poderia ter outro desfecho. A fala dele está fora de sintonia com o que construímos. O PT de SP se unificou, procurou Ciro, ofereceu a possibilidade de ele ser candidato apoiado de forma unificada”, disse Edinho Silva, presidente do PT-SP.
À Folha Ciro criticou a “eficiência medíocre do PSDB” e afirmou que o “PT em São Paulo é um desastre”. O ex-ministro explicou que não falava de gestões petistas, mas da crise de credibilidade e confiabilidade em razão do envolvimento de membros do PT em escândalos, como o do mensalão.
Em nota assinada por Edinho, o PT-SP diz que “o diálogo só pode ser mantido se existir um esclarecimento público que restabeleça a relação de respeito e confiança”.
Tão logo petistas tomaram conhecimento da entrevista, deu-se início a uma reação em cadeia que obrigou Edinho a condenar publicamente as declarações. A Folha apurou que Mercadante foi um dos que exigiram uma resposta dura.
Nos bastidores, o PT faz duas avaliações: ou Ciro decidiu jogar todas as fichas na disputa presidencial ou ainda acredita que o governador José Serra (PSDB-SP) recuará e não será o candidato tucano à sucessão de Lula, o que lhe abriria caminhos para uma aliança com o governador Aécio Neves (PSDB-MG). Para os tucanos, essa hipótese é improvável.
(MALU DELGADO)

“Estaremos atentos para que não haja nenhum desvio da lei por parte de nossos adversários neste pleito” 1

Por Elizabeth Lopes e Ana Conceição, Agencia Estado, Atualizado: 15/3/2010 18:05

Liminar suspende propaganda do PT em São Paulo

O PSDB e o PMDB obtiveram hoje na Justiça Eleitoral a suspensão da propaganda partidária que o PT vinha exibindo na TV. Na peça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aproximar sua pré-candidata à Presidência, ministra Dilma Rousseff, de São Paulo, Estado que reúne o maior colégio eleitoral do País e no qual o PT sempre enfrentou dificuldades para obter a aprovação da maioria do eleitorado. Na propaganda, Dilma afirma que tem “muito carinho e respeito” por São Paulo e Lula emenda que ela é uma “mineira com a cara e a alma de São Paulo”.

 

Ao acolher a representação das duas legendas, o desembargador e corregedor regional eleitoral, Alceu Penteado Navarro, destacou que a peça “ultrapassa os limites estabelecidos pelo artigo 45 da lei 9.096/95”, que trata da propaganda partidária gratuita. No seu entendimento, o PT usou o programa para promover a ministra, ferindo o artigo que trata, entre outras coisas, da “proibição de propaganda de candidatos a cargos eletivos e a defesa de interesses pessoais ou de outros partidos”. Com a suspensão, o PT terá direito de substituir as peças que seriam veiculadas ao longo desta semana.

 

Além do pedido de suspensão da propaganda na TV, o PSDB vai entrar amanhã com pedido semelhante para impedir que o PT continue veiculando a propaganda de mesmo teor no rádio. “Esta é a primeira vez que a Justiça Eleitoral reconhece que há promoção pessoal da ministra (Dilma Rousseff) nessa propaganda eleitoral antecipada”, informa o advogado do PSDB Milton Terra. Na sua avaliação, a campanha eleitoral deste ano será caracterizada não apenas pela disputa acirrada entre os candidatos, mas também nos tribunais. “Estaremos atentos para que não haja nenhum desvio da lei por parte de nossos adversários neste pleito”, avisa.

OS PORQUÊS DE TODOS OS “PRIMEIROS COMANDOS DA CAPITAL”…( entidade classista, pejorativamente denominada organização criminosa ) Resposta

15/03/10 – 18h26 – Atualizado em 15/03/10 – 20h47

Problemas no sistema carcerário do Espírito Santo são denunciados na ONU

Documento aponta casos de mortes nas celas de presídios em 3 anos.
Governo diz que reconstrução do sistema carcerário termina em 2011.

Glauco Araújo Do G1, em São Paulo

Organizações não-governamentais (ONGs) denunciaram problemas de maus-tratos, mortes e superlotação nos presídios do Espírito Santo durante a 13ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta segunda-feira (15), em Genebra. A reunião foi acompanhada por Angelo Roncalli, secretário de Justiça do estado e por representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Ministério da Justiça.

 

O relatório foi apresentado pelo Conselho de Direitos Humanos do Espírito Santo, pela Pastoral da Criança e pelas ONGs Justiça Global e Conectas.

 

 

O documento aponta que várias pessoas foram mortas e esquartejadas nas celas do estado nos últimos três anos, além da manutenção de pelo menos 500 homens em contêineres, onde a temperatura ambiente pode atingir 50 graus, e da superlotação de delegacias em Vila Velha, onde mais de 200 homens dividem espaço em local com capacidade para pouco mais de 30 pessoas.

 

No ano passado, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) solicitou à Procuradoria Geral da República que apresentasse um pedido de intervenção federal no Espírito Santo

A denúncia, feita na ONU nesta segunda-feira, cita que nove defensores de direitos humanos teriam sido assassinados no estado entre os anos de 1989 e 2003. O relato mais recente apresentado na sessão da ONU mostra que, em 24 de fevereiro deste ano, três porretes foram encontrados atrás do armário de monitores durante inspeção surpresa na Unidade de Internação de Adolescentes de Cariacica (UNIS). A vistoria foi pedida pela juíza da infância e juventude e pela Pastoral do Menor.

Outro lado
Segundo o secretário de governo do estado, José Eduardo Azevedo, o problema é tratado como prioridade pela administração. “É um desafio complexo, mas estamos fazendo investimentos significativos. Herdamos 13 unidades prisionais praticamente sucateadas. Destas, duas já foram demolidas e algumas serão reaproveitadas para atender à demanda de vagas.”

Azevedo disse ao G1 que a Secretaria de Justiça construiu 16 novas unidades carcerárias no estado. “Essas obras disponibilizam cerca de cinco mil vagas. O estado tem hoje 11 mil presos distribuídos em 26 presídios e ainda estamos construindo outros três. O problema carcerário no estado será solucionado em 2011, quando teremos mais oito unidades prontas para preenchermos todas as vagas necessárias.”

O secretário de governo afirmou ainda que o estado tem 21% da população carcerária em sala de aula. “Essa é uma abordagem diretamente relacionada à ressocialização de presos. Temos programa de trabalho para presos em 11 unidades, que permite a remissão de pena. Além disso, há um decreto estadual que obriga as empresas que prestam serviços para o governo a empregar 6% dos presos no estado. São 73 empresas conveniadas.”

ALESP – Frente parlamentar defende valorização da carreira policial 18

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15/03/2010 21h20
 
Frente parlamentar defende valorização da carreira policial
 
 
 
Da Redação – Daniel Blake e Nancy Sestini
 
 
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Reunião da Frente Parlamentar de Segurança Pública

Aumento do piso salarial dos policiais civis, militares e agentes penitenciários foi o tema principal da reunião da Frente Parlamentar de Segurança Pública, que discutiu nesta segunda-feira, 15/3, o Movimento Nacional em Defesa do Policial. O encontro, coordenado pelo deputado Olimpio Gomes (PDT), recebeu representantes do movimento em 19 Estados do país. A mesa foi composta pelo 1º vice-presidente da Casa, Conte Lopes (PTB), o deputado Hamilton Pereira (PT), o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), o presidente do Sindicato dos Investigadores de São Paulo, João Rebouças, a vereadora do município de Taubaté, Maria das Graças Oliveira, o major PM José Onério e o coronel PM Ricardo Jacob.
Olimpio Gomes reclamou maiores investimentos por parte do governo para os policiais de São Paulo, que seriam, segundo o parlamentar “os mais massacrados”.
O deputado Arnaldo Faria de Sá, autor da PEC 300, que propõe equiparar os vencimentos das polícias militares e bombeiros militares de todas as unidades da federação, ressaltou a importância da união entre os policiais do país. “É preciso uma junção de forças de forma organizada e constante para lutar pela dignidade”, declarou.

Importância do policial

“É hora de a polícia trabalhar unida”, afirmou o vice-presidente da Casa, deputado Conte Lopes, que lembrou a importância do policial para a sociedade. “Se a polícia não prende, o promotor não denuncia e o juiz não julga”, completou Lopes.
Hamilton Pereira parabenizou os deputados Olimpio Gomes e Conte Lopes pela luta em defesa da segurança pública, e questionou o PLC 13/2010, encaminhado pelo governador à Casa, que propõe a incorporação do Adicional Local de Exercício (ALE), lembrando que o pagamento total desse adicional levará cinco anos. O deputado é o autor de emendas que propõem a correção e a incorporação imediata dos salários dos policiais civis e militares.
Policial da reserva da PM paulista e ex-prefeito de Indaiatuba, o major José Onório também destacou a união como a principal força para obter melhorias para a classe policial.
Para João Rebouças, a diferença salarial entre policiais de diferentes regiões é injusta e reflete, segundo ele, insensibilidade por parte dos governos. O presidente do sindicato dos investigadores considerou fundamental o papel dos parlamentares para o aprimoramento das propostas que chegam à Assembleia em defesa da classe policial.
Jânio Bosco Gandra enumerou cinco principais mudanças, segundo ele, para a categoria: a padronização da polícia, a aposentadoria de policiais e agentes penitenciários, a carreira única e a criação do piso salarial nacional e da Lei Geral da Polícia. Gandra também comentou os impostos cobrados da população e declarou: “Valorizar o policial é respeitar o contribuinte”.
Representantes de entidades de diversas cidades expuseram suas opiniões sobre os assuntos abordados durante a reunião e destacaram como elementos principais a incorporação imediata do ALE, o poder da Assembleia com relação à mudanças nas propostas encaminhadas, a privatização policial em algumas regiões do país e a importância da dignidade salarial para a atividade policial.

 
 
Aumento do piso salarial dos policiais civis, militares e agentes penitenciários foi o tema principal da reunião
 
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Olimpio Gomes, coordenador do encontro
 
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Desejo ao Senhor, Doutor Calandra, muita saúde sucesso e paz, para desfrutar de sua vida e de suas realizações, que Deus lhe abençoe imensamente em sua vida…FELIZ 70 ANOS! 18

2010/03/15 at 10:30 –  APOIO AO DOUTOR CALANDRA 

Gostaria aqui de deixar registrado o meu apoio e admiração em favor do Dr.Calandra…

Este Delegado com quem tive a sorte de trabalhar de 2003 a 2004 só mostrou, ser digno, companheiro e defensor da classe policial civil.

Brigava por todos nós, brigava por melhores condições de trabalho, nunca deixou faltar nada em nossa Divisão!

Era Humano, perguntava a todos como estávamos, e sempre com um sorriso no rosto! Ajudou outros tantos policiais em problemas de ordem pessoal…

Estava sempre pronto, quantas e quantas vezes eu vi o Dr. Calandra trabalhando de sabado e domingo, junto com os policiais que ali trabalhavam!

Sempre foi, e ainda é um homem de ação! Homem honesto e integro!

E que ao completar 70 anos sai da instituição com o dever cumprido!

Honrou o seu cargo, sua função e sua carteira funcional!

Lutou por um ideal, nunca se corrompeu!!! Só nos deu bons exemplos!!!

Digo isso por ter trabalhado ao seu lado e por conhece-lo, e digo sem medo de errar, foi um dos melhores delegados com quem trabalhei!

Desejo ao Senhor, Doutor Calandra, muita saúde sucesso e paz, para desfrutar de sua vida e de suas realizações, que Deus lhe abençoe imensamente em sua vida.

Nunca esquecerei o seu exemplo e tampouco a sua consideração pela minha pessoa.

Agradeço a Deus e ao senhor a oportunidade de ter feito parte da sua equipe.

Hoje não faço mais parte dos quadros policiais, mas de longe sempre lembro com carinho do melhor chefe de polícia que eu tive!!!

Quem dera a polícia tivesse mais funcionários como o senhor!

Presto-lhe hoje a minha homenagem sincera e digo sem medo de errar:

MISSÃO CUMPRIDA!!!!

Um forte abraço cheio de gratidão!

De quem um dia teve a honra e a oportunidade de fazer parte da sua equipe!!!

Ass:Ômega(fev/2002 a jun/2004).

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Parabéns ao “Help”  pelo reconhecimento e gratidão demonstrados acima. Sabemos serem verdadeiros.

Ao doutor Aparecido Laertes Calandra, também,  auguramos  duradoura e tranquila jornada…

Que este relógio de ouro,  simbolicamente ,  faça a contagem de longos anos de saúde e merecido descanso reservados aos justos.

 

PARA MARCAR LONGA E FELIZ APOSENTADORIA

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, apontado como autor dos tiros contra Glauco, foi preso nesta madrugada na ponte da Amizade 11

15/03/2010 – 07h39

Após prisão, suspeito de matar Glauco fica em cela individual no PR

da Folha Online
da Folha de S.Paulo

Atualizado às 08h11.

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, 24, acusado de matar o cartunista, compositor e líder religioso Glauco Vilas Boas, 53, e seu filho Raoni, 25, está preso em uma cela individual na Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR). Ainda não existe uma previsão para a transferência do suspeito para São Paulo.

Nunes foi preso por volta da 0h de hoje ao tentar atravessar a ponte da Amizade, em direção ao Paraguai. De acordo com a Polícia Federal, o suspeito confessou ter matado o cartunista e o filho. Ele foi preso em flagrante pelo assassinato dos dois e pelo roubo de carro, uma vez que o veículo usado durante a fuga foi roubado em São Paulo.

Reprodução
Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, apontado como autor dos tiros contra Glauco; testemunhas dizem que ele "delirava" quando atirou
Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, apontado como autor dos tiros contra Glauco, foi preso nesta madrugada na ponte da Amizade

A polícia afirmou que ele foi colocado em uma cela individual por precaução. Para que ele não fosse ferido por outros presos ou até mesmo que ele não ferisse outras pessoas. Apesar disso, a PF não informou se Nunes estava sob efeito de drogas no momento da prisão, mas uma porção de maconha foi encontrada com ele.

Ainda de acordo com a PF, Nunes foi interceptado por uma fiscalização de rotina, que o ordenou a parar. Ele teria atirado contra os agentes e ferido um deles no braço. Os policiais, então, perseguiram Nunes na ponte, onde conseguiram pará-lo. Ele só foi identificado como o assassino do cartunista Glauco Vilas Boas quando seus documentos foram checados.

O dono do carro que ele roubou em São Paulo, e com o qual atravessava a ponte da Amizade, já entrou em contato com a PF durante a madrugada de hoje.

O delegado Archimedes Cassão Veras Júnior, responsável pela investigação do caso em Osasco, afirmou que iria negociar com a PF a transferência de Nunes para São Paulo. Porém, de acordo com a PF, não há previsão para a transferência.

Motorista

Após cerca de cinco horas de depoimento, neste domingo (14), na Delegacia Seccional de Osasco (na Grande São Paulo), Felipe Iasi, 23, foi liberado pela polícia por ter bons antecedentes e residência fixa. No entanto, o delegado Veras Júnior disse que o depoimento de Iasi não convenceu totalmente.

Iasi levou Cadu até a casa do Glauco na madrugada de sexta-feira (12). O carro de Iasi, um Gol cinza, foi encontrado na noite deste sábado (13).

Aos policiais, Iasi disse que foi sequestrado por Cadu e ameaçado com uma arma para ir até o local do crime. Cadu teria dito, segundo o amigo, que “precisava esclarecer que era Jesus Cristo”. Conforme o advogado de Iasi, ele não chegou a ouvir os disparos, pois deixou o local antes.

Para o delegado, se Iasi era um refém como diz o advogado, ele deveria ter ligado para a polícia. No entanto, Veras Júnior disse não poder contradizer Iasi porque, até agora, nenhuma testemunha afirmou que viu Iasi levando Cadu embora. Outro motivo que fez com que o jovem fosse liberado foi que a localização dada por ele da família de Glauco dentro da casa durante o crime foi a mesma da versão da enteada do cartunista.

Em entrevista ao “Fantástico”, na TV Globo, na noite deste domingo, a mulher de Glauco, Beatriz Galvão, contesta a versão de Iasi. Ela disse que o jovem ficou sentado no sofá enquanto Cadu torturava o cartunista. Beatriz também disse que chegou a pedir ajuda a Iasi, que aparentava estar drogado, mas que ele teria feito sinal negativo com a cabeça.

Na entrevista, Beatriz também disse que não sabe o que motivou o crime.

Caso

O cartunista Glauco Vilas Boas, 53, e de seu filho Raoni, 25, foram mortos a tiros na casa do cartunista, em Osasco (Grande São Paulo), na madrugada de sexta-feira (12).

Segundo as testemunhas, o suspeito chegou ao local e rendeu a enteada de 30 anos, que mora em uma casa no mesmo terreno. Glauco e a mulher Bia ouviram gritos, foram ao quintal, e começaram a conversar com Nunes.

Ele era conhecido da família por já ter frequentado a igreja Céu de Maria, que segue os princípios do Santo Daime e foi fundada por Glauco.

Segundo o relato das testemunhas, Cadu, como era conhecido o estudante, delirava e queria levar todos para a casa de sua mãe, em São Paulo, com o objetivo de afirmarem à mulher que ele era Jesus Cristo. Ele estava armado com uma pistola automática e uma faca.

Glauco tentou negociar com Nunes para ir sozinho, e chegou a ser agredido. De acordo com o delegado Archimedes Veras Júnior, responsável pela investigação, Glauco não reagiu.

No meio da discussão, porém, Raoni chegou ao local de carro. Em seguida, Cadu atirou contra pai e filho, mas os motivos ainda não foram esclarecidos. Os dois chegaram a ser atendidos no hospital, mas não resistiram e morreram.

Enterro

Os corpos do cartunista e de seu filho Raoni foram enterrados na manhã de sábado (13), no cemitério Gethsêmani Anhanguera, zona norte de São Paulo.

A viúva de Glauco, Beatriz Galvão, conhecida como Madrinha Bia na igreja que liderava ao lado do marido, estava inconsolável e abatida, apesar de confortada por amigos. Houve comoção durante a cerimônia, o caixão do cartunista da Folha ficou coberto com um bandeira do Corinthians, e posteriormente com outra do Santo Daime, que contém uma cruz e uma estrela de seis pontas); o caixão de Raoni levava uma bandeira do São Paulo.

Durante toda a cerimônia fúnebre, fiéis daimistas entoaram os cânticos do Santo Daime, especialmente os contidos nos hinários compostos por Glauco.

O cortejo com os corpos chegou ao cemitério às 9h30. O velório começara quase 18 horas antes, na tarde de sexta-feira (12). Ocorreu na igreja Céu de Maria, da qual Glauco é fundador. A igreja ficava ao lado de sua casa e do local em que foram assassinados Glauco e seu filho, Raoni.

  Jorge Araújo/Folha Imagem  
Familiares e amigos se despedem do cartunista Glauco e de seu filho Raoni no cemitério Gethsêmani Anhanguera
Familiares e amigos se despedem do cartunista Glauco e de seu filho Raoni no cemitério Gethsêmani Anhanguera

“Com quem dividir o ônus do pré-sal ?” Resposta

  • BLOG DO RAUL
  • Ernesto Donizete da Silva disse:
    14 mar 2010 � s 22:47

    Caro Raul, a falta de planejamento e de cuidados com a infra-estrutura não são testemunhados somente no litoral carioca e não servem de alerta para os municípios da Baixada Santista e demais. E o motivo é simples: atualmente já enfrentamos esta realidade, sobretudo na cidade de Santos.

    Nesta vemos que não há os cuidados necessários em relação à qualidade de vida. O trânsito é cada vez mais caótico, as mesas e cadeira se espalham por todas as calçadas, o esgoto é antiguíssimo, as ilhas de calor multiplicam-se, a poluição sonora não é combatida, etc.

    E para piorar, nos últimos anos vemos um crescimento no número de edifícios altíssimos após a alteração da legislação municipal, sobrepondo um grande número de pessoas onde havia muitas vezes apenas uma ou duas casas. Não há elaboração do ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA e o caos irá se instalar ainda mais; por total inércia dos chamados poderes constituídos.

    Já em relação a partilha dos royalties, também sou da opinião de que não é equitativa a divisão proposta e que com certeza causará inúmeros prejuízos para as regiões produtoras, pois estas sim arcam diretamente com o passivo (em especial o passivo ambiental).

    Desta forma, apesar de sermos uma federação, sou a favor de uma partilha não isonômica entre todos os entes que compõem o nosso Brasil. No entanto, deveria ser estabelecido um percentual maior para as regiões produtoras. Desta forma teríamos a oportunidade de alavancar o progresso de algumas regiões, sem causar o vilipêndio das demais que arcarão com os custos decorrentes da atividade.

    Por fim, ao analisar a lista dos Deputados Federais de São Paulo (62), pude verificar que dentre os 14 do PSDB, apenas 04 votaram NÃO e os outros 10 votaram SIM. Isto nos dá uma dimensão de como a maioria do nosso partido pensa, pois obviamente buscam recursos para suas regiões desprovidas destes na fórmula atual.

    Já em relação à mobilização da sociedade sobre o tema, não acredito. Acredito sim, que as elites irão se mobilizar como sempre fazem, principalmente quando há muito dinheiro e lucros em vista. O povão…como sempre: massa de manobra, vive alienado. O povão continua se contentando com pão e circo – ou melhor – com bebida e futebol!!! Só agirão se forem conduzidos ou melhor induzidos!!! (LAMENTAVELMENTE).

    Acorda Povo Brasileiro!!!

    Ernesto Donizete da Silva
    PSDB/SANTOS

  • A DESVALORIZAÇÃO E O ESVAZIAMENTO DA POLÍCIA DO INTERIOR – DURANTE O GOVERNO COVAS-ALCKMIN – SÃO AS MAIORES CAUSAS DA “MIGRAÇÃO” DA CRIMINALIDADE 2

    Cidade
    Ribeirão incha índice

     

    Segurança pública

     Em três anos, região de Ribeir]ao Preto registra aumento nos crimes contra o patrimônio e infla os dados gerais de SP

     

     

    A rota dos crimes contra o patrimônio em sua migração para o Interior ao longo da década aponta para um fenômeno mundial de urbanização da violência e de fim do caráter metropolitano do problema —em que criminosos e ocorrências policiais eram mazelas exclusivas das metrópoles.

    A análise dos dados dos últimos três anos dos crimes patrimoniais (que englobam roubos e furtos, além de outros tipos, como receptação e estelionato) —divididos por áreas de cobertura da Polícia Civil — mostra que o Interior paulista puxou para cima os dados do Estado, que poderiam até estar estabilizados. Entre 2007 e 2009 essa modalidade de crime registrou aumento de 9,7% na Capital e 6,7% na Grande São Paulo. No mesmo período, o incremento no Interior foi de 30% — frente a uma média estadual de 4%.

    São 534 mil crimes contra o patrimônio nos nove Departamentos da Polícia Judiciária de São Paulo e Interior (Deinters) — desde 2007 o Estado foi divido nas áreas da Capital, Grande São Paulo e os nove departamentos.

    Levantamento feito pela Agência Anhanguera com base nesses dados oficiais mostra que foram as regiões de São José dos Campos (Deinter-1), Ribeirão Preto (Deinter-3) e Bauru (Deinter-4) que fizeram o Interior aumentar em 30% esse tipo de crime no Estado — disseminando a sensação de insegurança para outras áreas além da metrópole.

    Com 615 mil habitantes, São José do Campos, no Vale do Paraíba, é a cidade sede de um importante polo econômico e tecnológico do País. Nos últimos três anos, os crimes contra o patrimônio em sua região cresceram 29% —foram 55,5 mil ocorrências no ano passado. Em segundo lugar vem Ribeirão Preto, uma dos mais ricos centros econômicos do País graças ao seu mercado produtor de cana. Entre 2007 e 2009 os crimes patrimoniais saltaram de 63 mil para 80 mil casos — elevação de 26%.

    HOMICÍDIOS. Diferentemente dos crimes contra o patrimônio, os casos de homicídio (crime contra a vida) registram quedas sucessivas ao longo da década. Na extratificação do dados dos últimos três anos é possível notar esse comportamento, que foi acentuado entre 1999 e 2005, permaneceu em rota descendente. Todos os 11 Deinters apresentaram queda nos casos de assassinato. (RB, MM/AAN)

    Aumentaram as prisões

    As polícias Civil e Militar têm focado, desde março do ano passado, suas ações em todo o Estado no combate aos crimes contra o patrimônio. A ordem é impedir o roubo, o furto e o latrocínio. Fruto disso, nos meses de abril, maio e junho a polícia paulista fez o maior número de prisões por trimestre dos últimos oito anos. Foram 31,2 mil presos. O número é considerado um indicador de atividade policial. “O crime contra o patrimônio continua com taxas altas. Tivemos um efeito muito grande da crise econômica a partir de 2008, principalmente a partir do segundo semestre. Ela atingiu o pico no primeiro trimestre de 2009 e depois, de lá para cá, começou a desacelerar um pouco. Mas ainda são taxas muito elevadas ”, afirma o coordenador de análise e planejamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), Túlio Kahn. (AAN)

    _________________________________________

    Quando se aponta a “crise econômica de 2008” como causa preponderante para esse aumento, nas cidades do interior de São Paulo, de crimes contra o patrimônio, esconde-se que os efetivos das cidades interioranas foram deliberadamente reduzidos e alocados na Capital e na Grande São Paulo.

    O governo Alckmin, depois seguido pelo governo Serra, empregou para o esvaziamento dos efetivos das policias Civil e Militar o nefasto ALE diferenciado.

    E continua a incorrer nesse grande erro, mesmo com a adoção de apenas dois níveis de adicional por local de exercício.

    Ora, qual a diferença entre trabalhar na cidade de Campinas ou Sumaré?

    Ah!, a diferença é que em Sumaré ou Hortolândia se trabalha muito mais e se ganha menos que em Campinas.

    Ganhando menos em todos os sentidos, pois nas “grandes cidades” há melhores possibilidades…Lícitas e ilícitas.

     

    Entendem?

     

     

    José Serra se lançará candidato a presidência defendendo conceitos como “Estado ativo” e “sociedade influente” 8

    Serra vai se lançar candidato defendendo ‘Estado ativo’

    Governador já definiu as diretrizes do discurso, que vão incluir conceitos como o de ‘sociedade influente’

    Sinceridade, serenidade, crítica sem agressão, propostas no lugar de promessas são as linhas gerais da campanha presidencial do governador de São Paulo, José Serra, que já estão delineadas e farão parte do discurso dele no ato oficial de lançamento da candidatura, previsto para o fim da primeira semana de abril em Brasília.

    As datas mais prováveis são sexta-feira, 9, ou sábado, 10 de abril, dias considerados mais eficazes em termos de aproveitamento nos meios eletrônicos.

    A decisão de não fazer o ato no início da semana é porque logo depois do feriado da Semana Santa os convidados poderiam ter dificuldades de estar em Brasília.

    Definida a agenda, a hora agora é de Serra preparar a transição administrativa do governo de São Paulo e pensar na melhor forma de se apresentar ao eleitorado com um esboço de seu programa de governo, onde o conceito de “Estado ativo” é o fio condutor.

    Questões políticas ficam para depois. A organização das coligações estaduais será feita em abril e maio, mas a definição do candidato a vice-presidente pode só ocorrer perto da realização da convenção do partido, em junho.

    Por enquanto, Serra não quer falar – e gostaria muito que o partido também não falasse – da questão Aécio Neves. No entendimento dele, a pressão é contraproducente.

    Tanto para o êxito da formação da chapa tal como os tucanos consideram o ideal, quanto para a candidatura presidencial, pois fica a impressão de que a vitória depende do vice.

    A matriz do discurso de Serra, e consequentemente de seu programa, no lançamento da candidatura é o pronunciamento feito na posse como governador de São Paulo, há três anos.

    Na ocasião, José Serra disse que iria governar o estado “voltado para o Brasil”.

    Foram palavras nitidamente referidas no projeto futuro de voltar a se candidatar a presidente da República e que será retomado agora, no momento da concretização do plano.

    José Serra apresenta-se como defensor do “ativismo governamental”, que define como um meio-termo entre “o poderoso Estado Nacional Desenvolvimentista do passado” e o “Estado da pasmaceira, avesso à produção”.

    Até porque “aquele Estado ficou no passado, mas a questão nacional e a questão do desenvolvimento continuam no presente”.

    “O objetivo de materializar as condições de uma plena cidadania exige políticas nacionais, exige ativismo governamental na procura do desenvolvimento e da maior igualdade social.”

    Assistência social? Na visão de Serra, tais políticas são “justas e necessárias”, desde que o Estado se empenhe em promover o desenvolvimento para não transformar os pobres em uma “clientela cativa do assistencialismo”.

    E o que falta para aumentar a capacidade produtiva e o emprego? Na opinião do candidato, capital há.

    O que não existe são oportunidades lucrativas de investimentos, “espantadas pela pior combinação de juros e câmbio do mundo, em meio a uma carga tributária sufocante”.

    Serra prega a “necessidade de uma prática transformadora na política brasileira”, começando pelo repúdio ao “mote fatalista e reacionário de que a desonestidade é inerente à vida pública, que o poder necessariamente corrompe o homem. Não é assim, alguns homens corrompem o poder”.

    Essa transformação implica o controle firme do Estado por ele próprio, “funcionando como um todo coerente sob o ponto de vista moral, da eficiência e das metas” sem aceitar a banalização do mal na política.

    Um instrumento indispensável é o controle do Estado “por uma sociedade atuante, capaz de se defender dos abusos e de influir nas ações públicas”.

    Sobre o papel da oposição Serra falava na perspectiva de opositor ao governo federal, mas mantém, como pretendente a presidente, a validade do conceito: “À oposição cabe, óbvio, se opor. A governabilidade é tarefa de quem obteve das urnas o mandato para governar. Quem é altivo na derrota não se sujeita. Quem é humilde na vitória não exige sujeição”.

    http://fotos.estadao.com.br/fotoreporter-confronto-entre-policiais-militares-e-professores-em-manifestacao-na-paulista-12032010,galeria,,92667,,57,0.htm?pPosicaoFoto=2#carousel

     

    O Supremo Tribunal Federal julgou essa semana que é constitucional a greve de policiais civis 7

    Dr. War
    O Supremo Tribunal Federal julgou essa semana que é constitucional a greve de policiais civis, portanto, vamos nos unir e buscar uma remuneração justa.
    Favor divulgar,
    Segue a ementa.
    Tks, Att. JoW

    ADI 3235 / AL – ALAGOAS
    AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
    Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO
    Relator(a) p/ Acórdão: Min. GILMAR MENDES
    Julgamento: 04/02/2010 Órgão Julgador: Tribunal Pleno

    Publicação

    DJe-045 DIVULG 11-03-2010 PUBLIC 12-03-2010
    EMENT VOL-02393-01 PP-00153Parte(s)

    REQTE.(S) : CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS – COBRAPOL
    ADV.(A/S) : PAULO CÉSAR MATOS DA SILVA E OUTRO(A/S)
    REQDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS
    ADV.(A/S) : ALUISIO LUNDGREN CORRÊA

    EMENTA: 1. Ação Direta de Inconstitucionalidade. 2. Parágrafo único do art. 1º do Decreto estadual n.° 1.807, publicado no Diário Oficial do Estado de Alagoas de 26 de março de 2004. 3. Determinação de imediata exoneração de servidor público em estágio probatório, caso seja confirmada sua participação em paralisação do serviço a título de greve. 4. Alegada ofensa do direito de greve dos servidores públicos (art. 37, VII) e das garantias do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV). 5. Inconstitucionalidade. 6. O Supremo Tribunal Federal, nos termos dos Mandados de Injunção n.ºs 670/ES, 708/DF e 712/PA, já manifestou o entendimento no sentido da eficácia imediata do direito constitucional de greve dos servidores públicos, a ser exercício por meio da aplicação da Lei n.º 7.783/89, até que sobrevenha lei específica para regulamentar a questão. 7. Decreto estadual que viola a Constituição Federal, por (a) considerar o exercício não abusivo do direito constitucional de greve como fato desabonador da conduta do servidor público e por (b) criar distinção de tratamento a servidores públicos estáveis e não estáveis em razão do exercício do direito de greve. 8. Ação julgada procedente.

    http://redir.stf.jus.br/paginador/paginador.jsp?docTP=AC&docID=609252

    A APOSENTADORIA DO DOUTOR APARECIDO LAERTES CALANDRA: OPERAÇÃO RELÓGIO DE OURO 44

    Conforme relato de autoridade lotada na DGP, na sexta-feira, por volta das 15h00, enquanto o delegado Aparecido Laertes Calandra atendia convocação da Secretaria de Segurança Pública, pretensamente pertinente a assunto de sua aposentadoria ,  prestes de completar 70 anos de idade, adentraram ao DAP a Ilustre Delegada Corregedora e Ilustre Divisionário das Corregedorias Auxiliares, com a determinação de se  efetivar  buscas no gabinete do doutor Calandra visando  apreender documentos “secretos” .

     A busca seria cumprida de forma insidiosa, ou seja, sem a presença do ainda ocupante do gabinete; por tal foi obstada pelo Titular da DAP  ( Dr. BLAZECK ) até o retorno do delegado Calandra.

    Tal ordem teria sido dada pelo Excelentíssimo Secretário, atendendo a comando do Excelentíssimo Governador José Serra.

    Nada foi encontrado no local.

    A diligência foi recebida como mais uma simbólica  humilhação infligida aos Delegados de Polícia, pois Calandra é homem de confiança dos governos PSDB, desde  1995.

     Amigo pessoal do DGP adjunto e do próprio Delegado Geral.

    Por outro aspecto, infantilidade acreditar que o Delegado fosse levar consigo( subtrair) documentos secretos no último dia de trabalho.

    O incidente causou  cisão entre membros do grupo do Delpol PC, do qual fazem parte alguns delegados da Corregedoria Geral; assim defensores, em causa própria,  da operação “relógio de ouro” ( antigo costume  de algumas  boas empresas em presentear seus aposentados na despedida  ).

     Por sua vez a maioria da comunidade Delpol-PC,  quer providências;  até  expulsão  da Adpesp das duas autoridades corregedoras.

    https://flitparalisante.wordpress.com/2010/03/15/desejo-ao-senhor-doutor-calandra-muita-saude-sucesso-e-paz-para-desfrutar-de-sua-vida-e-de-suas-realizacoes-que-deus-lhe-abencoe-imensamente-em-sua-vida/

    JUÍZA AFASTADA POR DELEGAR DECISÕES PROCESSUAIS A ADVOGADOS E SERVIDORES 7

    2010/03/13 at 19:09 – REPORTER AÇO 

    Poder Judiciário moderno.

    Terceirizando decisões e sentenças (como se isso fosse novidade).

    Fonte : Consultor Jurídico

    Visita da Corregedoria.
    TJ afasta juíza acusada de “terceirizar” decisões.
    Por Fernando Porfírio

    O Órgão Especial do Tribunal de Justiça paulista afastou, cautelarmente, por 90 dias a juíza titular de uma vara na Grande São Paulo. A decisão foi tomada, por votação unânime, em sessão reservada do colegiado. Uma visita da Corregedoria Geral de Justiça flagrou irregularidades que vão desde o acúmulo de processos parados e fora de planilhas até a delegação da função de tomar decisões a servidores e advogados. Outra correição está marcada para a próxima semana.

    Se comprovada, a acusação de delegação de função é vista pela corregedoria e pelos integrantes da cúpula do Judiciário paulista como falta de natureza grave. Uma sindicância será instalada para apurar a denúncia. A magistrada será ouvida, quando apresentará sua versão e terá direito à ampla defesa e ao contraditório. Só depois disso, o Órgão Especial irá se manifestar pela instalação ou não de procedimento administrativo disciplinar.

    Uma juíza de Osasco foi deslocada para substituí-la enquanto durar seu afastamento.

    MEMÓRIA: TUDO E TODOS CONTRA AS ASPIRAÇÕES DA POLÍCIA CIVIL 19

    Greve policial não pode privar cidadão, diz desembargador Henrique Nelson Calandra, entrevista a Folha de S. Paulo, 21/09/08

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2109200811.htm

    Magistrado acha reivindicação salarial justa, mas critica a paralisação de delegacias

    Eleição de delegado-geral poderia reduzir o poder de secretário da Segurança, diz Henrique Nelson Calandra, presidente da Apamagis

    ROGÉRIO PAGNAN
    DA REPORTAGEM LOCAL

    O desembargador Henrique Nelson Calandra, presidente da Apamagis (Associação Paulista de Magistrados) e membro do Órgão Especial do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo, disse enxergar com “tristeza” a greve dos policiais civis.

    A categoria começou a fazer paralisações em todo o Estado na última terça. Anteontem, o comando de greve afirmava ter uma adesão de 90% das delegacias na capital e de 100% no restante do Estado. Para o governo, são 30% de adesão na capital e 40% no interior. Os policiais reivindicam reajuste salarial imediato de 15%, mais duas parcelas de 12% nos próximos anos (2009 e 2010).

    Apesar de considerar justa a reivindicação salarial, Calandra disse não concordar com a privação do atendimento à população -já vítima de tantos problemas com a segurança pública. O desembargador disse ainda não concordar com os pedidos de eleição direta para delegado-geral, nem com o pedido para a prerrogativa de “inamovibilidade” (os policiais só poderiam ser transferidos de unidade se concordassem).

    Para Calandra, a eleição de delegado-geral poderia reduzir o poder do secretário da Segurança e criar uma instituição autônoma -alheia à política de segurança do Estado. A transferência de policiais, em alguns casos, é salutar para o próprio policial, afirma o desembargador. Ele não concorda, porém, com transferências punitivas.

    FOLHA – Como o sr. vê a greve dos policiais civis em São Paulo?

    HENRIQUE NELSON CALANDRA – Com preocupação, porque segurança pública é prioridade para todos os povos do mundo. Eu vejo com muita tristeza o fato de nós chegarmos a um ponto em que policiais [civis] estão fazendo greve. Porque é precisamente na mão deles que repousa a tarefa de polícia judiciária, que é a parte ligada à investigação de crimes.

    Os níveis de salário dos delegados da polícia são realmente muito baixos no Estado de São Paulo, diferente do que ocorre em outros Estados. O que houve foi uma supervalorização da Polícia Federal, e a polícia estadual acabou ficando descompassada, acabou ficando num andar abaixo. Justamente a polícia de São Paulo, considerada a força mais elitizada do país.

    No que se refere a pagamentos e subsídios, nós ficamos em um patamar muito inferior na retribuição aos policiais. Espero que o Poder Executivo encontre uma solução conciliatória [para a greve].

    FOLHA – Acha justa a reivindicação, mas não a paralisação. É isso?

    CALANDRA – Acho que a paralisação de um serviço essencial, como é a polícia, acaba impactando de modo negativo na opinião pública. Porque as pessoas vitimadas pela violência ficam sem a oportunidade de receber um atendimento por parte da polícia judiciária. Isso é uma frustração, que se soma a tantas outras que fazem parte do nosso cotidiano. Porque o povo tem que encarar organizações criminosas e violência de toda ordem. Com a greve dos policiais no Estado, não tem nem a quem se queixar.

    FOLHA – Eles pedem também a eleição para delegado-geral. É justo?

    CALANDRA – Toda aspiração democrática é válida, porque legitima aquele que dirige. Assim é na eleição do procurador-geral de Justiça. Só que as coisas ligadas à polícia têm outra conotação. A força policial está toda estruturada em função de uma carreira hierarquizada, na qual as ordens vêm do secretário do Estado, que comanda as polícias. Na medida em que houver eleição para delegado-geral, haverá perda do poder de mando do secretário da Segurança Pública, e a polícia passará a ser comandada por ela mesma.

    Deixa de ser um órgão de Estado. Poderia haver uma lista tríplice, como ocorre no Ministério Público, na qual o governador escolhe o nome, mas tenho minhas dúvidas da eficácia disso para a organização da atividade policial.

    FOLHA – E o pedido dos policiais para a “inamovibilidade”?

    CALANDRA – A transferência punitiva e a transferência por transferir têm sido obstadas pelo Judiciário, já faz um longo tempo, para qualquer categoria de funcionários. Agora, haverá situações em que transferir o policial faz parte da dinâmica da própria investigação. Haverá policiais que não conseguem desvendar certos crimes. Só mesmo substituindo, removendo ele para outra localidade onde não seja tão conhecido é que vai ser possível ao policial ter maior capilaridade com certos segmentos que podem trazer informações para desvendar crimes. Imagine o policial que não pode ser transferido. Um policial ameaçado de morte, que insiste em ficar em determinado lugar. Vão deixar ele lá até ser morto ou vão mudá-lo para outra região do Estado, onde ele possa ter maior tranqüilidade.

    APARECIDO LAERTES CALANDRA – O SUPOSTO CAPITÃO UBIRAJARA – APOSENTA-SE QUASE AOS 70 ANOS 28

    Segurança Pública

    GABINETE DO SECRETÁRIO

    Resolução de 12-3-2010

    Aposentando

    nos termos do artigo 126, III, “a” da CE/89, combinado com

    o artigo 3º da EC 20/98 e EC 41/03, a vista do que consta no

    Processo SSP-10987/72, APARECIDO LAERTES CALANDRA, RG

    2.506.664, Delegado de Policia de 1ª Classe, Pad. IV, do SQC-III,

    do QSSP.

    voluntariamente, com proventos integrais,