Tucano, independente, autônomo, autêntico e social republicano, ou seja, exerce a representação popular “única vez” …
Depois volta a trabalhar…ENTENDEM?
PARA GOVERNADOR DE SÃO PAULO: DELEGADO DE POLÍCIA ROBERTO CONDE GUERRA
Tucano, independente, autônomo, autêntico e social republicano, ou seja, exerce a representação popular “única vez” …
Depois volta a trabalhar…ENTENDEM?
PARA GOVERNADOR DE SÃO PAULO: DELEGADO DE POLÍCIA ROBERTO CONDE GUERRA
Essa foi foda.. rss
O Governador Alberto Goldman elogiou a operação padrão. hahahaha!!!
Emissora:Rádio Bandeirantes AM – SP
Programa:Jornal Gente
Tipo de Clipping:Rádio
Data/Hora Fonte:1/4/2010 – 9:48
Entrevista com o vice-governador Alberto Goldman. O tucano comenta que ainda não pode ser chamado de governador, pois José Serra irá renunciar apenas na sexta-feira. Ele explica que a partir de sábado será governador em exercício e a oficialização ocorrerá apenas na terça-feira. Sobre a questão da vinculação do salário do governador do estado com o dos servidores públicos, Goldman comenta que esse é um assunto apenas para o ano que vem. Apesar disso, um projeto de reajuste deverá ser mandado para a Assembléia até o final do ano. Goldman diz que não há vinculação dos salários dos professores e delegados com o do governador. O vice-governador diz que praticamente não há greve de professores. Ele destaca que o governo pagou bônus neste mês para as escolas que alcançaram suas metas e também assinou um convênio com universidades para oferecer cursos de aperfeiçoamento aos professores. A respeito da Operação Padrão da Polícia Civil, o tucano ressalta que isso é ótimo, pois é exatamente o que o estado espera dos servidores públicos: servir bem a população. Alberto Goldman explica como funcionam os gastos da máquina pública e destaca que o dinheiro previsto no orçamento está sendo utilizado corretamente. O vice-governador disse que não inaugurou o Rodoanel, pois isso já havia sido feito por Serra. Ele ressalta que apenas abriu o tráfego de veículos hoje para ver quais problemas ainda existem. Como exemplo, ele revela que há ferros soltos perto de um posto de pedágio que irá existir na chega da Rodovia Anchieta. Ele também destaca que ainda falta uma ponte na Marginal Tietê. Goldman comenta que o Governo do Estado tem ajudado muito a Prefeitura de São Paulo. Sobre o nome para a disputa pela sucessão do governo estadual, ele diz que irá apoiar o nome que o partido definir, que deve ser o ex-governador Geraldo Alckmin.
Dilma ataca viúvos do Brasil que crescia pouco
Na despedida do governo, pré-candidata do PT critica Serra e tucanos, sem citá-los, e se mostra otimista: Até breve
Chico de Gois e Luiza Damé
BRASÍLIA. A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, de 62 anos, despediu-se ontem do governo Lula, depois de sete anos e três meses em postos-chaves na Esplanada dos Ministérios, com um discurso emocionado, de elogios ao presidente Lula e de ataques indiretos ao PSDB e a seu principal adversário nas eleições deste ano, o tucano José Serra. Ao passar o cargo na Casa Civil para sua principal auxiliar, Erenice Guerra — acusada de ter elaborado o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique com cartão corporativo —, Dilma, otimista, despediu-se dos colegas de ministério com um “até breve”.
Embora sem citar PSDB e DEM, que estiveram no governo de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002), Dilma foi contundente ao classificá-los como viúvos do poder: — Aqueles que lamentam, os viúvos do Brasil que crescia pouco, (o Brasil) da estagnação, fingem ignorar que esta mudança é substancial. Têm medo.
Não sabem o que oferecer ao povo, que hoje é orgulhoso e tem certeza que sua vida mudou.
Não aceita mais migalhas, parcelas ou projetos inacabados.
No nosso governo, o povo não é coadjuvante.
E atacou Serra indiretamente: — Não importa perguntar por que alguns não têm orgulho dos governos de que participaram.
Devem ter seus motivos. Temos um patrimônio, nós que fizemos parte da era Lula.
Em entrevista, afirmou estar preparada para o embate: — Fui preparada na vida para coisas muito mais duras do que disputar uma eleição. Minha vida não foi uma coisa muito fácil — disse, em referência ao fato de ter sido presa e torturada na ditadura. — A eleição é um momento do exercício da democracia. Difícil mesmo era aguentar a ditadura.
Chamado para defender governo
Dilma definiu a saída do governo como uma “alegria triste”.
— Sob sua inspiração, presidente, quem fez tanto está pronto para fazer mais e melhor. Estamos simplesmente dizendo até breve. Hoje, nós sabemos que o Brasil é um país pronto para dar um novo e decisivo passo rumo a um futuro de prosperidade econômica e social.
Dilma conclamou os outros nove colegas, que deixaram suas pastas para disputar as eleições, a não se dispersar e a defender o legado do governo Lula. O presidente, que discursou em seguida, elogiou os ministros que deixavam os cargos, e, em especial, a ministra, dizendo que ela é parte integrante do “sucesso” de sua gestão e que “foi de uma competência extraordinária”.
Mesmo admitindo que a pré-candidata não é um primor de simpatia, Lula viu nas atitudes dela um fato positivo: — A Dilma é o que ela é.
A pré-candidata falou por 30 minutos, em nome dos ministros que saíam. Para Dilma, Lula conseguiu realizar o sonho da geração dela — redemocratização, liberdade e justiça.
— Com o senhor, vencemos e vamos vencendo a cada dia.
Vencemos a miséria, a pobreza, a submissão, a estagnação, o pessimismo, o conformismo e a indignidade — disse.
E seguiu: — O povo brasileiro nos ensina a ser fortes. Com a alegria do nosso povo, aprendemos muito. Aprendemos que temos de ser otimistas. Com nosso povo, aprendemos que temos de ser resistentes. E com o senhor aprendemos que temos de ser corajosos. Nosso governo mudou o Brasil.
fiz um teste com uma prima minha, chata pra dedéu.
ela precisava fazer um BO simplezinho…
falei para ela ir na delegacia da casa dela, sem indicação nenhuma.
o colega tira do plantão mandou ela procurar a PM. A escrivã de plantão disse que ia demorar muito para ela ser atendida. O delegado não tava.
Depois de quase três horas de chá de pé ( não tinha nem banco pra sentar!), ela cansou e foi embora. Veio na minha casa xingando a Polícia, o Serra e o Diabo!
Pelo menos no maldito Serra ela não vota mais!
Boa noite,
Estamos enviando ao douto delegado, duas fotos que retratam o evento ocorrido nesta data 31/03/2010 – Prestação de Contas do Governador José Serra.
Na primeira foto temos o dd. Governador do Estado, em um dos instantes do discurso;
Na segunda foto temos todo o Secretariado. Destacamos da esquerda para a direita:
o primeiro da primeira fileira de baixo para cima – Marrey – novo Chefe da Casa Civil; em substituição a Aloysio Nunes;
o sexto – dd. Secretario da Segurança Pública (que continua no cargo).
Na terceira fileira de baixo para cima, e da direita para a esquerda – Alckmin – (futuro candidato a governador de SP).
Vem mudanças por aí!!!
Saudações
Padroniza a pintura externa, símbolos e inscrições de identificação dos veículos da frota da Delegacia Geral de Polícia, da Secretaria da Segurança Pública, e dá providências correlatas
JOSÉ SERRA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições legais, Decreta:
Artigo 1º – Os veículos oficiais da Polícia Civil, integrantes da frota fixada para a Delegacia Geral de Polícia, ou nela em uso, mediante convênio, ajuste ou acordo, usarão as seguintes cores indicativas, definidas como “Padrão Polícia Civil”:
I – os operacionais, as cores preta e branca;
II – os de apoio operacional, a cor preta;
III – os que prestam serviços reservados, a cor de fabricação;
IV – os que prestam serviços na área assistencial, a cor branca;
V – as motocicletas operacionais e as de apoio operacional, a cor preta aplicada em forma de faixas sobre a pintura branca, cor predominante;
VI – as motocicletas destinadas aos serviços reservados, a cor de fabricação.
§ 1º – Os veículos a que alude o inciso I deste artigo deverão receber a cor branca sobre a capota, tampas do capô e do porta-malas, na parte superior e no melhor ponto estético, reservando-se sua parte inferior à cor suplementar, devendo os paralamas e parachoques receberem a cor preta.
§ 2º – A adequação dos termos do presente decreto dos veículos em uso, através de convênio, ajuste ou acordo, é atribuída aos órgãos em que se encontram patrimoniados.
§ 3º – Os veículos especiais descaracterizados, utilizados para serviços reservados e investigações sigilosas, quando assim exigido pela natureza do trabalho, não exibirão identificação externa ostensiva e farão uso de placas reservadas, expedidas em estrita obediência ao previsto no Código de Trânsito Brasileiro e demais dispositivos legais concernentes à especie.
Artigo 2º – Os veículos abrangidos por este decreto, à exceção dos empregados em serviços reservados, serão identificados de acordo com as seguintes exigências:
I – emblema da Polícia Civil, instituído pelo Decreto nº 13.459, de 10 de abril de 1979, nas portas dianteiras, tampa do capô e porta-malas traseiro;
II – como indicação da frota, junto ao emblema referido no inciso I deste artigo, deverá constar a inscrição “POLÍCIA CIVIL”;
III – indicação da subfrota nas portas dianteiras, tampa do capô e porta-malas traseiro, junto da indicação da frota;
IV – indicação do Órgão Detentor nas portas dianteiras, tampa do capô e porta-malas traseiro, abaixo da indicação da subfrota;
V – indicação do número do patrimônio, na cor preta, sobre a capota, paralamas traseiros e porta-malas traseiro.
§ 1º – As inscrições de subfrota e Órgão Detentor na pintura do veículo oficial poderão ser feitas utilizando as siglas oficiais.
§ 2º – O uso de quaisquer outros ornamentos, inscrições ou símbolos nos veículos oficias da Polícia Civil dependerá de expressa autorização do Delegado Geral de Polícia.
Artigo 3º – Os veículos operacionais originariamente adquiridos em conformidade com as cores e características previstas no Decreto nº 51.813, de 16 de maio de 2007 , não precisarão ter suas pinturas alteradas, podendo permanecer com as cores originais de aquisição até o final arrolamento para baixa definitiva da frota.
Artigo 4º – A inscrição “POLÍCIA CIVIL” será adotada, para todos os fins, como nomenclatura de identificação da frota de veículos oficiais da Unidade Orçamentária Delegacia Geral de Polícia.
Artigo 5º – O Delegado Geral de Polícia baixará instruções complementares, que forem compreendidas necessárias, para a execução deste decreto.
Artigo 6º – As despesas decorrentes da execução deste decreto correrão por conta de dotação própria do orçamento vigente.
Artigo 7º – Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial o Decreto nº 51.813, de 16 de maio de 2007 .
Palácio dos Bandeirantes, 30 de março de 2010
JOSÉ SERRA
Publicado em: 31/03/2010
__________________
Colaboração Delta Uno
CAMPANHA NACIONAL DE VALORIZAÇÃO DO POLICIAL
Lançada pela COBRAPOL, no auditório da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no último dia 15 de março, com a presença de deputados locais e das lideranças das polícias civis e militares de todo o País, a campanha foi um sucesso. O evento deu mostra clara e inédita de que as policias estão coadunadas em uma nota só: a valorização do policial.
No evento, foram deliberadas as seguintes bandeiras:
1- Piso salarial nacional já;
2- Lei orgânica nacional;
3- Instituição da carreira única;
4- Instituição do nível superior e
5- Padronização das carreiras.
O presidente da Cobrapol, Janio Gandra, adverte que é preciso que todos os policiais vistam essa camisa, pois só assim fortificaremos nossa luta e assim levaremos a cabo os objetivos pleiteados.
“O esforço é individual, a luta é conjunta e o resultado é universal”.
Outras orientações serão disponibilizadas também no sitio da Cobrapol, no endereço
http://www.cobrapol.org.br
Dr. Guerra, espero que o senhor não fique triste com a saida do Serra. Meus sentimentos.
………………………………………………
Quem, agora, nos protegerá da fúria dos “homens bons” do CPC?
Quase ninguém lembra…Quase ninguém comemora.
Só os militares denominam aquele golpe de Estado , que implantou regime de governo militar, em revolução democrática…
Aparentemente, de forma humilde, omitem complemento; assim façamos justiça:
REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA MILITAR.
A ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS DE CARREIRA DA PARAÍBA – ASPOL/PB, tendo em vista que nos últimos dias têm sido prática ESCALAR POLICIAIS CIVIS EM SUA FOLGA QUE NÃO SÃO VOLUNTÁRIOS PARA TAIS SERVIÇOS EXTRAS e no dia de hoje, ALGUNS DESTES POLICIAIS RECEBERAM “INTIMAÇÃO” PARA JUSTIFICAR A “FALTA”, diante de tais absurdos, vem por meio deste REPUDIAR o desrespeito à legislação vigente e a prática de assédio moral contra os policiais civis, pelos seguintes motivos:
1 – A carga horário dos policiais civis, segundo a Lei Orgânica da Polícia Civil (LC 85/2008) é a seguinte:
“Art. 22. Os ocupantes dos cargos compreendidos no Grupo Ocupacional Polícia Civil estão sujeitos ao regime de trabalho de 40 (quarenta) horas semanais, de segunda-feira à sexta-feira, em 02 (dois) turnos.
§ 1º Poderá haver redução para 06 (seis) horas diárias ininterruptas, de acordo com a necessidade do serviço.
§ 2º O regime de trabalho definido no caput desse artigo não se aplica aos servidores policiais em Regime de Plantão, que deverá ser de 24 (vinte e quatro) horas de trabalho por 72 (setenta e duas) horas de descanso.
2 – Há de se ressaltar que tal regime é DESCUMPRIDO VEEMENTEMENTE NOS PLANTÕES DA REGIÃO METROPOLITANA DE POLÍCIA CIVIL, onde os policiais trabalham num plantão de 24h de trabalho por 48h de descanso, inclusive a assessoria jurídica da ASPOL já está tomando providências a fim de receber o pagamento extra por tal regime;
3 – Aos policiais civis é garantido o direito de somente serem nomeados para ESCALAS EXTRAORDINÁRIAS, ou seja, fora do seu horário de trabalho, os policiais civis que sejam VOLUNTÁRIOS, nos termos da MP 148/2010, em vigor, a qual transcrevemos:
MEDIDA PROVISÓRIA N°148 , DE 05 DE MARÇO DE 2010.
Dá nova redação aos artigos 8º e 9º da Lei n.º 8.673, de 29 de outubro de 2008 e dá outras providências.
O GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA, no uso da atribuição que lhe confere o Artigo 63, §3º da Constituição do Estado, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:
Art. 1° O artigo 8º e 9º da Lei n.º 8.673, de 29 de outubro de 2008, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 8º – O Servidor do Grupo GPC Polícia Civil, poderá se oferecer, nas suas folgas normais, para prestar serviço em regime de plantão extraordinário, condicionado ao interesse da Administração Pública. (grifo nosso)
Parágrafo único. Cada plantão extraordinário será indenizado na proporção de 2/30 (dois trinta avos) da remuneração do respectivo servidor, por 24 (vinte e quatro) horas extras ou proporcionais trabalhadas. (grifo nosso)
Como premissa básica do ordenamento jurídico pátrio, vale lembrar que a Constituição Federal, em seu art. 5º, inciso II, estabelece:
“Art. 5º (omissis), II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei“.
O preceito constitucional em tela, que traz ao ordenamento jurídico nacional o princípio da legalidade, é claro em consignar que está possibilitado a qualquer cidadão recusar imposições que não sejam previstas em lei, como no caso de serviço extraordinário durante sua folga.
Todos nós sabemos do quanto é escasso o tempo do policial, devido à própria jornada normal de trabalho dificilmente ter hora para terminar e sempre avançar no horário de folga. Retirar do policial o seu horário de folga, por mais relevante que seja a sua justificativa é atacar frontalmente os direitos fundamentais garantidos na Carta Magna de nosso país.
Pior ainda é CONSTRANGER por meio de intimação da Corregedoria Geral de Polícia, um profissional a justificar o que está fazendo em seu horário de folga, onde tem o sagrado direito de dedicar-se ao seu lazer, juntamente com sua família, fazendo deste momento o que bem entender. Não cabe à Corregedoria de Polícia, à Delegacia Geral de Polícia Civil ou a qualquer outro órgão questionar o que faz o policial em seu horário de folga, caracterizando este tipo de conduta indubitavelmente o ASSÉDIO MORAL, previsto na Lei Complementar 63/2004, in verbis:

Por todo o exposto, nos mesmos termos dos ofícios nº 029/2010 e 030/2010, solicitamos de público que a CORREGEDORIA GERAL DE POLÍCIA abstenha-se de expedir INTIMAÇÕES, NOTIFICAÇÕES OU QUAISQUER OUTROS EXPEDIENTES a fim de induzir qualquer policial civil a fazer o que a lei não manda, qual seja, ser obrigado a “vender” seu horário de folga, bem como solicitamos ainda que a GERÊNCIA EXECUTIVA DE POLÍCIA CIVIL METROPOLITANA, A GERÊNCIA OPERACIONAL DE POLÍCIA CIVIL METROPOLITANA E A DELEGACIA GERAL DE POLÍCIA CIVIL ABSTENHAM-SE DE ESCALAR POLICIAIS CIVIS QUE NÃO SEJAM VOLUNTÁRIOS PARA CONCORRER ÀS ESCALAS EXTRAS.
Forçar o policial a trabalhar em seu horário de folga é inconstitucional, ilegal e imoral. Certamente não será assim que haverá avanços na segurança pública. Reiteramos a confiança no Delegado Geral Canrobert Rodrigues e no Secretário Gominho, que certamente tomarão providências para que tais abusos não se repitam, advertindo que todas as medidas serão tomadas para combater o assédio moral praticado contra os policiais civis.
João Pessoa, 29 de março de 2010.
FLÁVIO EMILIANO MOREIRA DAMIÃO SOARES
Presidente
HERÓI INJUSTIÇADO
A família de João Cândido, líder da Revolta da Chibata, quer os mesmos direitos que os perseguidos pela ditadura militar
Francisco Alves Filho
Nos livros de história do Brasil, o marinheiro João Cândido aparece como o herói da Revolta da Chibata. Corajoso, ele liderou em 1910 o motim no qual dois mil marinheiros negros obrigaram a Marinha a extinguir punições desumanas contra os soldados, como ofensas, comida estragada e chicotadas. Os revoltosos conseguiram seu objetivo, mas foram expulsos dos quadros militares ou presos e mortos. Só recentemente João Cândido saiu da condição de personagem esquecido da historiografia oficial para o papel de protagonista. Em 2008, uma lei finalmente concedeu anistia póstuma a ele e a outros marinheiros. A reparação, porém, foi incompleta. No ano do centenário da Revolta da Chibata, João Cândido e os outros revoltosos continuam sem as devidas promoções e seus familiares sem receber indenização – como aconteceu com os que resistiram à ditadura militar, por exemplo. Os prejuízos com a expulsão da Marinha não foram compensados. “Sinto como se meu pai ainda fosse um renegado e não um herói”, diz Adalberto Cândido, o Candinho, 71 anos, filho de João Cândido. As comemorações pelos 100 anos da Revolta da Chibata não o animam. “Homenagens são bonitas, mas não enchem barriga”, desabafa Candinho.
Para negar indenização aos anistiados, há dois anos, o governo alegou que, se todos os descendentes recebessem, haveria um rombo no orçamento. O tempo derrubou o álibi: apenas dois grupos de parentes pediram anistia. A verdade é que, por trás do argumento, estava também a resistência da Marinha. Agora, a família de João Cândido torna a reivindicar seus direitos. Por causa da exclusão da Marinha, ele não pôde mais conseguir emprego formal. Mudou-se para São João de Meriti, o mais pobre dos municípios da Baixada Fluminense, onde parte de sua família vive até hoje. Por décadas, sustentou a mulher e os sete filhos com o que ganhava como pescador. Uma imagem nada condizente com o personagem épico que o jornal “O Paiz” descreveu como “o árbitro de uma Nação de 20 milhões de almas”. O filho recorda-se das dificuldades: “Usávamos tamancos em vez de sapatos, vestíamos roupas velhas, não tínhamos eletricidade”, relata. João Cândido morreu na miséria em 1969, em Meriti.
A Lei nº 11.756/2008, de autoria da senadora Marina Silva (PV), previa a anistia com indenização, que acabou vetada no texto assinado pelo presidente Lula. Na época, os familiares de João Cândido aceitaram a argumentação de que o custo para os cofres públicos seria muito alto. Até agora, no entanto, apenas duas solicitações foram feitas. “Muitos já morreram e outros nem sabem que seus ascendentes participaram da revolta”, explica o historiador Marco Morel. Ele é neto de Edmar Morel, autor do livro “Revolta da Chibata”, primeira obra sobre o tema, relançada recentemente. “Mesmo com esse risco, o governo poderia estabelecer um teto”, diz o historiador. “Se aqueles que lutaram contra a ditadura de 64 e seus parentes, muitos de classe média alta, receberam reparações em dinheiro, por que não os familiares dos marujos da Revolta da Chibata, quase todos pobres?” questiona Morel.
Procurado por ISTOÉ, o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, disse que sua pasta apoiou a anistia. “A reivindicação por parte da família é um direito democrático”, admite o ministro. “O compromisso do governo é estabelecer formas de reparação que façam justiça à luta de João Cândido.” Santos não diz, no entanto, se tomará alguma providência prática em favor da indenização.Um dos principais responsáveis pela popularização de João Cândido foi o compositor Aldir Blanc, autor da letra do samba “O Mestre-Sala dos Mares”, em parceria com João Bosco. Lançada na década de 70, em plena ditadura, a música contava a história da Revolta da Chibata e por isso Aldir foi convocado ao Departamento de Censura. “Tive que mudar o título, que originalmente era ‘O Almirante Negro’, para burlar o censor”, recorda-se.
Tratamento desumano
A Revolta da Chibata se desenrolou entre 22 e 27 de novembro de 1910, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, então capital federal. Revoltados com as agressões sofridas por parte dos oficiais e com a comida estragada servida nos navios, marinheiros do Encouraçado Minas Gerais se amotinaram. Tomaram o controle da embarcação e ameaçaram acionar os canhões contra a cidade se os maus-tratos não fossem cancelados – objetivo que foi alcançado. O presidente da época, Marechal Hermes da Fonseca, aceitou anistiar os revoltosos, mas voltou atrás. Muitos foram expulsos da Marinha, alguns presos e outros acabaram mortos.
A Marinha tornou público seu ressentimento contra João Cândido em 2008, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou uma estátua em homenagem a ele, na Praça XV. Na ocasião, oficiais reclamaram e só se acalmaram quando conseguiram a garantia de que o monumento não ficaria de frente para a Escola Naval, situada ali perto. A estátua está voltada para o mar. Diante de tal rejeição, o filho do Almirante Negro se mostra cansado de brigar. “Se agora, no centenário da Revolta, não liberarem a indenização e a promoção dele, eu desisto de brigar”, diz Candinho. ( ISTO É INDEPENDENTE )
4/05/2006
Nossa tentativa de resgatar os heróis brasileiros em uma série de textos publicada semanalmente revelou um fato interessante: heroísmo é um conceito extremamente pessoal. Foram diversas cartas de leitores elogiando e criticando cada um destes personagens. Sendo assim decidimos mudar o nome da série de reportagens de Heróis brasileiros para Grandes brasileiros. Desta forma, continuaremos a mostrar feitos de pessoas que contribuíram para nossa história.
João Cândido: grande brasileiro cantado por Elis Regina
Os grandes brasileiros podem ser figuras pouco comentadas nas salas de aula, esquecidas dos livros e da memória das pessoas. Mas alguns deles aparecem na música popular, mesmo que de forma sutil. É o caso de João Cândido Felisberto, militar brasileiro que liderou a Revolta da Chibata no ano de 1910. E a música, de autoria de Aldir Blanc e João Bosco, se chama O mestre-sala dos mares – o nome originalmente seria Almirante Negro, porém precisou ser alterado porque a censura julgou que ofenderia as Forças Armadas. Interpretada por Elis Regina, a letra diz:
Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo feiticeiro
A quem a história não esqueceu.
Conhecido como o navegante negro tinha a dignidade de um mestre-sala.
A Revolta em que João Cândido teve destaque é um episódio bastante famoso, o que mostra que os eventos em si são lembrados com freqüência. Falta mesmo é dar ênfase a quem fez esses episódios e fazer esses nomes entrarem para a história, até, no caso de João Cândido, para fazer jus à letra da composição. O herói em questão nasceu na Província do Rio Grande do Sul em 1880, filho de escravos de uma fazenda, e ingressou na Escola de Aprendizes-Marinheiros do Rio Grande, da Marinha, aos 13 anos.
Em novembro de 1910, quando liderou a chamada Revolta da Chibata, seu objetivo era pleitear a abolição dos castigos corporais na Marinha de Guerra do Brasil. Em outros países essa forma de repreensão já havia sido abolida: a Espanha extinguiu os castigos físicos em 1823, a França em 1860, os EUA em 1862, a Alemanha em 1872 e a Inglaterra em 1881.
![]() |
| chibata |
A Revolta da Chibata teve vitória ao conseguir que o governo federal selasse o compromisso de acabar com o emprego da chibata – o mesmo que chicote, instrumento utilizado nos castigos – e se comprometesse também a conceder anistia aos revoltosos. Apesar disso João Cândido – designado Almirante Negro pela imprensa nessa época – e os outros envolvidos na manifestação foram presos. Pouco tempo depois, um novo levante entre os marinheiros, ocorrido no quartel da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, foi reprimido pelas autoridades. João Cândido se declarou contra a manifestação, mas assim mesmo foi expulso da Marinha, sob a acusação de ter favorecido os rebeldes. Seria absolvido apenas em 1912. João Cândido morreu aos 89 anos, no Rio de Janeiro.
A Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais reuniu-se, extraordinariamente, na noite de ontem, às 20:00 horas, com o objetivo de aprovar matérias de interesses dos funcionários públicos estaduais e Delegados de Polícia.
Abertos os trabalhos, foi colocada em pauta, como primeiro assunto a ser votado, a PEC-14/07, que retorna os Delegados de Polícia de Minas Gerais à Carreira Jurídica Estadual.
Estavam presentes 52 (cinquenta e dois) Deputados Estaduais, os quais, à unanimidade votaram pelo retorno do Delegado de Polícia à citada carreira, não havendo nenhum voto contrário.
Nas galerias daquele Parlamento Mineiro, notava-se a presença em massa de inúmeros Delegados de Polícia, que lotaram aquele recinto. A cada pronunciamento favorável às Autoridades Policiais, a platéia presente ovacionava o Orador.
A votação transcorreu de maneira rápida para a alegria e júbilo dos Delegados de Polícia presentes, os quais, depois de vários anos, viram seus anseios serem concretizados.
O Substitutivo número 2 à PEC-14/07, de autoria do Deputado Estadual ADALCLÉVER LOPES, logrou a tão sonhada aprovação, em primeiro turno, conferindo dignidade às Autoridades Policiais do nosso Estado.
Esta Entidade, por meio de seu Presidente, Dr. FRANCISCO EUSTÁQUIO RABELLO, agradece a presença de todos os associados e não associados da ADEPOLC/MG no evento, que coroou as nossas aspirações de muitos anos.
Após a votação da PEC-14/07, os Parlamentares Estaduais votaram o reajuste salarial dos funcionários públicos estaduais, concedendo aos integrantes da Secretaria de Defesa Social 15% (quinze por cento) de aumento, a partir de 1º de maio do corrente ano.
Todas as Emendas apresentadas pelos Parlamentares, que alteravam a mensagem de aumento do Excelentíssimo Senhor Governador, foram rejeitadas pelo Plenário da Assembléia Legislativa.
Belo Horizonte, 30 de março de 2010.
FRANCISCO EUSTÁQUIO RABELLO
Presidente da ADEPOLC/MG
Brasil
Falta de dinheiro não é problema para eles
A campanha deste ano deverá ser a mais cara da história. E as restrições da lei eleitoral não vão impedir o caixa dois
Andrei Meireles e Leandro Loyola Com Alberto Bombig, Leonel Rocha e Juliana Arini
Nos próximos dias, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e centenas de políticos deixarão seus cargos públicos em todo o país para disputar as eleições. Até outubro, sob a vigilância da Justiça Eleitoral, essa turma buscará votos para se eleger. Paralelamente, longe dos olhos, aliados de Serra, de Dilma e de todos os políticos se movimentarão de forma discreta em busca de dinheiro para sustentar essa busca por votos. Eles são os responsáveis por captar os recursos necessários para pagar marqueteiros, programas de televisão, cabos eleitorais, carros de som e toda a estrutura necessária das caras campanhas eleitorais brasileiras.
Na semana passada, o custo das campanhas começou a ser questionado com a divulgação dos primeiros gastos do PT para a pré-campanha da ministra Dilma Rousseff. O partido alugou uma casa no Lago Sul, área nobre de Brasília, por R$ 12 mil mensais para Dilma morar. Pagará a ela um salário de R$ 17.800, já que Dilma não receberá mais como ministra. Ela também terá cinco assessores, que receberão R$ 11 mil mensais cada um. O PT fechará um contrato com uma empresa de táxi-aéreo para que Dilma tenha jatinhos a sua disposição 24 horas por dia. O PT também contratou a Blue State Digital, a empresa responsável pela revolucionária estratégia de campanha pela internet do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. “Só essa empresa vai custar entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões”, diz um profissional de campanhas que conhece os preços da Blue State. Os gastos do PT chamaram a atenção da oposição. “Com o PT no poder, as campanhas eleitorais ficaram mais caras”, afirma o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA).
A maioria dos políticos e profissionais acredita que a campanha eleitoral deste ano tende a ser a mais cara da história. Os partidos terão cerca de R$ 160 milhões do fundo partidário, formado por recursos públicos que são divididos entre os partidos de acordo com seu tamanho. Mas é pouco para bancar tudo. De acordo com o cientista político Gaudêncio Torquato, que atua também como consultor na área de comunicação, os candidatos poderão gastar até R$ 2 bilhões neste ano. “Os candidatos vão gastar muito em televisão e na logística”, diz Torquato. As campanhas de Dilma e de Serra não deverão custar menos de R$ 150 milhões cada uma. De acordo com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, 80% das despesas da campanha presidencial e das campanhas para governador serão consumidas em propaganda na televisão e no rádio. O segundo item mais caro será o transporte, que inclui aluguel de jatinhos e carros. “A campanha será cara por causa da concorrência por profissionais”, diz Dutra. Para bancar tudo, os partidos terão de ir ao mercado.
Captar dinheiro para bancar esses gastos representa um desafio para os candidatos ao Legislativo e ao Executivo. Os candidatos à Presidência contam com uma grande estrutura para isso. Na campanha de Dilma, o encarregado de abrir as portas no empresariado é o deputado e ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci (PT-SP). Na campanha de José Serra, esse papel ainda não está definido, mas pode vir a ser desempenhado pelo ex-ministro Andrea Matarazzo. Mas eles, é claro, não vão bater à porta de empresas. O trabalho de contatar empresários é feito por outras pessoas. O PSDB já tem seus especialistas encarregados de “sentir o pulso” das empresas. O PT faz o mesmo.
É consenso entre os políticos que as campanhas de Dilma e de Serra não deverão enfrentar problemas por falta de dinheiro. Dilma é a candidata de um governo bem avaliado. Serra é o líder nas pesquisas e tem uma boa relação com o empresariado. Outros deverão ter mais dificuldades. A senadora Marina Silva (AC), candidata pelo Partido Verde (PV), espera gastar apenas R$ 5 milhões em sua pré-campanha. Mesmo assim, Marina afirma que vai pedir uma auditoria externa das contas de sua campanha. Esse cuidado se deve ao fato de que a candidatura de Marina atraiu o apoio de um grupo de grandes empresários. O mais conhecido é o possível vice da chapa de Marina, Guilherme Leal, um dos controladores da Natura.
Nas estimativas de Gaudêncio Torquato, uma campanha para deputado federal em São Paulo poderá custar até R$ 7 milhões se o candidato não estiver disputando a reeleição. Em Minas Gerais, poderá chegar a R$ 5 milhões. Esses custos – e as dificuldades de arcar com eles – variam, porém, conforme o perfil do candidato. Candidatos ligados a igrejas e comunicadores de rádio e TV, em geral, gastam menos porque têm base eleitoral definida ou exposição pública. Os parlamentares que disputam a reeleição têm nas emendas ao Orçamento da União um instrumento valioso para tentar captar o apoio de empresas.
Já o candidato que disputa pela primeira vez uma vaga na Câmara dos Deputados é obrigado a montar um esquema de apoios, que envolve, em muitos casos, a mobilização e o financiamento de um pelotão de candidatos a deputado estadual, prefeitos e vereadores. São eles os responsáveis por contratar equipes de sete ou oito cabos eleitorais cada uma, que são encarregadas de divulgar o nome do candidato com carros de som e panfletos e de organizar reuniões. O candidato paga os funcionários, o aluguel do carro, os panfletos, o combustível e a alimentação. “Multiplique isso por 30 ou 40, dependendo de quantas cidades o candidato tem em sua base. É muito caro”, diz um veterano operador de campanhas.
Há parlamentares que dispensam esses acordos com prefeitos e vereadores porque captam o “voto de opinião” dado pelo eleitor que tem preferências políticas e ideológicas claras. Um exemplo de candidato com “voto de opinião” é o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), que está no Congresso Nacional desde 1971 e exerce seu nono mandato. “O custo aumenta se o sujeito for candidato dele próprio, sem contar com apoios e uma militância”, afirma Teixeira. Por ter essa militância, em sua campanha pelo décimo mandato na Câmara, Teixeira acredita que vai gastar apenas R$ 400 mil – uma pechincha no mundo eleitoral.
ÉPOCA apurou que as maiores empresas ainda estão definindo suas estratégias para as eleições. Por que empresas se preocupam em doar recursos para políticos? Em um país onde o Estado tem uma forte presença na economia, as contribuições políticas são fundamentais para empresas interessadas em conseguir benefícios ou defender seus interesses. Essa relação é legítima e existe em praticamente todas as democracias. Mas também é fonte de problemas. O maior deles é o caixa dois, as doações irregulares, que não estão na contabilidade das empresas e não são declaradas pelos candidatos. Nas campanhas eleitorais brasileiras, o caixa dois existe há décadas, mas ganhou notoriedade em 2005 com o escândalo do mensalão.
Sindicatos fazem “bota-fora” de Serra, e PSDB vai à Justiça
Partido processa Apeoesp e sua presidente sob acusação de liderar greve política
Protesto será HOJE para coincidir com transmissão do governo para Goldman; 40 sindicatos e associações foram chamados para o ato
BRENO COSTA
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Cerca de 40 sindicatos e associações do funcionalismo estadual convocaram seus filiados para uma passeata, hoje, que batizaram de “bota-fora de Serra”. A manifestação foi planejada para o dia em que o governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência transmite o cargo para o vice, Alberto Goldman (PSDB).
O movimento conjunto dos servidores é encabeçado pela Apeoesp, ligada à CUT e ao PT. Na última sexta-feira, a presidente da entidade, Maria Izabel Noronha, havia conclamado os grevistas a “quebrar a espinha dorsal” do PSDB e de Serra.
O governo acusa os organizadores do ato de agir com interesse eleitoral. O PSDB anunciou uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a Apeoesp e a presidente da entidade.
Filiada ao PT, Bebel, como é conhecida no meio sindical, chegou a dividir palanque com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata petista à Presidência da República, na última quinta. Outras entidades envolvidas no ato contra Serra também são alinhadas a partidos de oposição ao PSDB.
Na representação, o advogado tucano Ricardo Penteado pede a aplicação de multa à Apeoesp e a Maria Izabel, com base em vídeos que mostram, entre outras cenas, a sindicalista perguntando aos professores, durante assembleia na última sexta, se Serra será presidente. A resposta, em coro, é negativa. Em outro trecho, ouve-se uma música: “Daqui a pouco tem eleição, no Planalto ele não chega não”.
Maria Izabel, que anteriormente negou o caráter político da greve, não quis se manifestar ontem sobre o conteúdo das ações dos tucanos. Disse apenas que rebateria as acusações.
A representação do PSDB joga pimenta na manifestação de amanhã, programada desde terça passada. Para além das reivindicações setoriais dos professores e dos servidores da saúde, que estão em greve, o ato será essencialmente político.
No próximo dia 10, José Serra deve anunciar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Pelo menos 20 mil pessoas devem participar do ato, segundo o Sindsaúde. Não há previsão de manifestações em frente ao Bandeirantes, onde ocorrerá a transmissão do cargo.
A programação é a realização de um “almoço de gala” no vão livre do Masp a partir do meio-dia, com a presença de garçons, que servirão coxinhas, uma alusão ao vale-refeição de R$ 4 dado pelo governo aos servidores.
Em seguida, as entidades se reúnem na assembleia da Apeoesp, marcada para as 15h. De lá, seguem em passeata até a praça do Patriarca, no centro.