Moção de apoio da Câmara Municipal de Catanduva ao Deputado Campos Machado pertinente a retirada da Corregedoria da Polícia Civil do Gabinete do Secretário de Segurança Pública, devolvendo-a à própria Polícia Civil 3

Crippa faz moção de apoio ao Deputado Campos Machado

A Moção de Apoio de Marcos Crippa, é para o PDL de Campos Machado, onde o Deputado solicita a retirada da Corregedoria da Polícia Civil do Gabinete do Secretário de Segurança Pública, devolvendo-a à própria Polícia Civil

Crippa faz moção de apoio ao Deputado Campos Machado

Através da moção nº 67/2011 ,  já aprovada por unanimidade, Marcos Crippa, dá apoio a votação e aprovação do Projeto de Decreto Legislativo nº 65/2009, de autoria do Deputado Estadual Campos Machado (PTB), que susta a transferência da Corregedoria Geral da Polícia Civil – CORREGEDORIA, para o Gabinete do Secretário da Segurança Pública.

A atual Corregedoria compete à apuração dos ilícitos administrativos e dos crimes funcionais cometidos por policiais civis, cujas transgressões estão especificadas na própria Lei Orgânica da Polícia Civil.

A subordinação da Corregedoria diretamente ao Secretário da Segurança Pública é inadmissível, é uma imensa quebra de equiparação  entre as Polícias Civil e Militar, uma vez que a última mantém a sua Corregedoria diretamente subordinada ao Comando Geral da Polícia Militar.

Na opinião do Deputado Campos Machado, essa transferência é “inconstitucional” porque fere as prerrogativas legislativas, pois sobrepõe a Lei Orgânica da Polícia Civil.

Compartilhando da opinião do Deputado Estadual, de que a Corregedoria é um órgão de grande respeito dentro da Polícia Civil do Estado de São Paulo,  em apoio ao Projeto de Decreto Legislativo nº 65/2009, que solicita a devolução da Corregedoria para a Polícia Civil, em vez de continuar no Gabinete do Secretário de Segurança Pública como foi solicitada em 25 de agosto de 2009, e percebendo ainda a insistência e perseverança em apresentar e votar o citado  Projeto de Decreto Legislativo; Marcos Crippa apresentou a MOÇÃO DE APOIO, ao Senhor Campos Machado.

“ Requeiro que se oficie ao Excelentíssimo Deputado Estadual, Senhor Campos Machado, certificando-o  da nossa admiração e afeto, parabenizando-o pela coragem e determinação como defende o PDL nº 65/2009 e que também seja dado ciência de nossa deliberação à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, à Polícia Civil do Estado de São Paulo e também às Câmaras Municipais da nossa região”, declarou Marcos Crippa.

13/09/2011

Izabela Cremonini

Comunicação Social / Câmara Municipal de Catanduva

O Itaú afirma que todos os oito BOs registrados no 69º DP se referem a fraude e estelionato 4

Delegado do 69º DP é afastado

  • 15 de setembro de 2011
  • 23h24  Por Marcelo Godoy e William Cardoso

O secretário da Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto e o delegado-geral de polícia, Marcos Carneiro Lima, decidiram afastar o delegado Ruy Ferraz Fontes do 69º DP (Cohab Teotônio Vilela, Zona leste de São Paulo). O motivo são as suspeitas de que o delegado usasse o distrito para atender de forma privilegiada ocorrências envolvendo o Banco Itaú. Fontes nega.

Pelo menos 9 casos envolvendo o banco como vítima que aconteceram em outros bairros da cidade foram investigados pelo 69º DP neste ano. Entre eles, o caso do roubo milionário de 138 cofres da agência do Itaú na Avenida Paulista, crime ocorrido no dia 28 de agosto.

Fontes recebeu da segurança do banco cópias das fotos dos bandidos suspeitos do crime antes mesmo do que o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), responsável oficialmente pela investigação do caso. A apuração de roubos a banco é de competência exclusiva do Deic.

O desencontro dentro da polícia fez com que o inquérito oficial demorasse 8 dias para ser aberto, permitindo uma fuga tranquila aos assaltantes.

A descoberta de que Fontes manteria um inquérito paralelo sobre o caso ocorreu na segunda-feira e abriu uma crise na Polícia Civil de São Paulo.

Ferreira Pinto e Carneiro Lima determinaram abertura de duas investigações. A primeira vai verificar como foi registrado o roubo milionário no 78º DP (Jardins) e como este distrito repassou a informação para o Deic. A segunda apuração servirá para verificar se o delegado Fontes atendia de forma privilegiada o Banco Itaú em sua delegacia.

Na tarde de ontem, o secretário esteve reunido com policiais na sede do Deic para se informar a respeito do andamento das investigações. Na última semana, antes de saber da atuação paralela de Fontes, o diretor do departamento, Nelson Silveira Guimarães, chegou a assumir por e-mail a culpa pela atraso no início das apurações.

O Itaú afirma que todos os oito BOs registrados no 69º DP se referem a fraude e estelionato. Tratam-se de casos em que a polícia estava investigando e realizou uma prisão em flagrante. Diz também que nenhum assalto a agências foi registrado naquela delegacia.

Apenas em relação a assalto, estelionato e arrombamento na Grande São Paulo, o Itaú protocolou 129 BOs entre dezembro de 2010 e junho de 2011.

O banco diz que, no total, foram protocolados 673 boletins de ocorrência apenas em 2010 na Grande São Paulo. O Itaú diz que foi vítima de assalto violento, que a comunicação com as autoridades se deu imediatamente após a descoberta do fato e que desde o início tem mantido discrição para preservar o sigilo dos clientes, que têm sido atendidos individual e pessoalmente sempre que possível.

Fontes não foi localizado para comentar o seu afastamento.

JUSTIÇA SEJA FEITA: ” O Sr. Secretário não autorizou absolutamente nada no que diga respeito a investigação paralela…A culpa de mais esse episódio maculador de nossa instituição é do Dr Rui Fontes e dos delegados que são seus superiores hierárquicos (seccional, diretor do Decap, DG)” 14

Enviado em 16/09/2011 as 7:24 – por MATHEUS

Reavaliando meus comentários anteriores.

Agora que as coisas começam a ficar bem claras, o disse que não disse vai desaparecendo.

O Sr Secretário esteve ontem na sede do DEIC e diante da porta de entrada deu uma bem explicada entrevista a imprensa.

Não autorizou absolutamente nada no que diga respeito à investigação paralela.

Culpou em parte a instituição financeira por privilegiar a investigação a apenas um funcionário.

Afastou o Delegado Rui Fontes da titularidade do 69ºDP.

A culpa de mais esse episódio maculador de nossa instituição é do Dr. Rui Fontes e dos delegados que são seus superiores hierárquicos (seccional, diretor do DECAP, DG) que sabiam da atuação dele registrando e investigando rimes contra o Banco Itaú ocorridos fora da circunscrição territorial da unidade policial onde era titular e nada fizeram.

Alegar desconhecimento é assumir a omissão, pois, os crimes eram registrados em RDO e, presume-se, que tinham conhecimento, vez que ficam no sistema.

A corregedoria não deve investigar apenas o Dr. Rui, mas também seus superiores pela flagrante omissão em não adotar
providências diante dessa anormalidade administrativa, mormente quando não se trata de caso isolado, mas o único que veio a público diante do presumido valor estratosférico do furto.

Será que ele não era investigado porque é parente de ex- diretor do Decap, porque foi por quase uma década delegado da delegacia
de roubo a bancos do DEIC ou porque seu primo foi por diversos anos chefe de investigadores da seccional de São Mateus onde a sede fica exatamente no 69ºDP.; onde o Dr. Rui era titular?

Por que será que nunca investigaram essa irregularidade admini$$$trativa?

Equiparação do ALE com os Delegados – JULGADA PROCEDENTE A AÇÃO 16

De: Data: 15 de setembro de 2011 15:23
Assunto: ALE
Para: dipol@flitparalisante.com

Boa tarde,

Acredito ser interessante a divulgação desta sentença:
Processo: 0044610-45.2010.8.26.0053 TJsp
.
Equiparação do ALE com os Delegados – JULGADA PROCEDENTE A AÇÃO
Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE a ação, nos termos do art. 269, I do CPC, para condenar a ré na obrigação de fazer consistente no apostilamento dos títulos, do direito dos autores ao recebimento do ALE, no valor pago aos Delegados de Polícia, Médicos Legistas e Peritos Criminais. Condeno a ré ao pagamento das diferenças, desde a entrada em vigor da Lei Complementar 1067/08, acrescidas de correção monetária desde as datas das lesões e juros de mora, a partir da citação, nos termos da Lei 11.960/09. Diante da sucumbência, arcará a ré com o pagamento das despesas e das custas processuais, e honorários de advogado que fixo em 10% do valor da condenação. P.R.I.

PROMOTOR ROGÉRIO LEÃO ZAGALLO aconselha Investigador melhorar sua mira ( bandido tem que tomar tiro pra morrer ) e lamenta que apenas um dos rapinantes foi mandado para o inferno…ISTO SIM É O VERDADEIRO E SAGRADO DIREITO DE LIVRE MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO…Caralho, nem esta isonomia ( escrever o que bem entender ) é garantida aos Delegados de Polícia…Que merda! 69

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Data: 15 de setembro de 2011 14:19
Assunto: pedido de arquivamento de IP
Para: @policiacivil.sp.gov.br>

Em anexo, encaminho um esdrúxulo pedido de arquivamento de inquérito policial, feito por um Promotor de Justiça que, segundo consta, seria ex-investigador da Polícia Civil de São Paulo.

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manifestacao-promotor  ( íntegra do fdp )

Secretário afasta delegado que abriu inquérito sobre roubo no Itaú 17

Secretário afasta delegado que abriu inquérito sobre roubo no Itaú

Ruy Ferraz Fontes era titular do 69º Distrito Policial, na Zona Leste de SP.
Cofres de agência na Avenida Paulista foram arrombados no fim de agosto.

Do G1 e R7 SP

O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, e o delegado-geral de Polícia, Marcos Carneiro Lima, afastaram nesta quinta-feira (15) o delegado titular do 69º Distrito Policial de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes. Ele abriu um inquérito na delegacia da Zona Leste da capital paulista para investigações relacionadas ao roubo à agência do Itaú na Avenida Paulista, ocorrido no fim de agosto.

A Corregedoria da Polícia Civil irá abrir um procedimento administrativo para apurar a forma de atuação do delegado, segundo a secretaria, “em relação aos crimes noticiados pelo Banco Itaú em áreas de outros distritos policiais”. O delegado ficará à disposição da Delegacia-Geral de Polícia.

Além disso, a Corregedoria também apura “os desencontros” ocorridos entre o 78º Distrito Policial da capital paulista, que fica na região onde ocorreu o roubo, e o Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic), “que retardaram o início das investigações”, segundo nota da secretaria.

Em entrevista à Agência Estado, Ruy Ferraz Fontes disse que abriu seu inquérito para apurar “formação de quadrilha”. Ele contou que recebeu as fotos dos ladrões do banco no dia 6 de setembro. Seu inquérito foi aberto no dia 5, mas desde o dia 2 seus homens já faziam diligências. “Não estou investigando o roubo, mas quadrilhas da região”, afirmou nesta quarta-feira (14).

O crime ocorreu no dia 27 de agosto e só veio à tona oito dias depois. O caso está sendo apurado pela 5ª Delegacia de Roubo a Bancos do Deic. Os ladrões invadiram a agência em um sábado à noite e só saíram de lá no dia seguinte, pela manhã. De acordo com a polícia, 170 cofres foram violados e os criminosos ficaram dez horas no banco.

A direção do banco Itaú disse desde o início do caso que não vai falar sobre o roubo porque os dados são sigilosos.

Conforme o Jornal da Record:

Segundo policiais do Deic, nos dias 29 e 30 seus homens entraram em contato com a segurança do banco, mas não foram informados sobre a magnitude do assalto. No boletim de ocorrência feito pela agência bancária, não é relatado o que foi levado dos cofres, apenas balas de revólveres e equipamentos de segurança da empresa de vigilância. Não havia nada no boletim que informasse joias, dólares e ouro levados de 138 cofres arrombados – no total, 120 clientes foram roubados. Cerca de 16 bandidos armados renderam o vigia, invadiram o banco às 23h50 do dia 27 e ficaram no local até as 9h40 do dia seguinte.

O roubo do Itaú envolve valores que chegariam a R$ 100 milhões. Por ora, só cinco vítimas procuraram a polícia para dar queixa do que foi levado. O Itaú informou, por meio de nota, que colabora com as investigações da polícia.

A cúpula da Segurança Pública só soube da magnitude do roubo oito dias depois. O desencontro deu uma dianteira de uma semana aos ladrões em relação à investigação – o inquérito policial para apurar oficialmente o assalto só foi aberto em 5 de setembro pela Delegacia de Roubos a Banco do Deic, que recebeu as imagens dos ladrões no dia 8. O crime aconteceu em 28 de agosto. Até agora, ninguém foi preso.

Fontes, que já foi responsável pela Delegacia de Roubos a Banco, disse que abriu seu inquérito para apurar “formação de quadrilha”. Ele contou que recebeu as fotos dos ladrões do banco no dia 6. Seu inquérito foi aberto no dia 5, mas desde o dia 2 seus homens já faziam diligências.

– Não estou investigando o roubo, mas quadrilhas da região

Ruy Ferraz Fontes suspeito de atender de forma privilegiada ocorrências envolvendo o Banco Itaú 7

Delegado é afastado por causa de investigação paralela em caso de roubo milionário

Quinta, 15 de Setembro de 2011, 19h20

Marcelo Godoy

SÃO PAULO – O secretário da Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto e o delegado-geral de polícia, Marcos Carneiro Lima, decidiram afastar o delegado Ruy Ferraz Fontes do 69º DP (Cohab Teotônio Vilela, Zona leste de São Paulo). O motivo são as suspeitas de que o delegado usasse o distrito para atender de forma privilegiada ocorrências envolvendo o Banco Itaú. Fontes nega. Pelo menos 9 casos envolvendo o banco como vítima que aconteceram em outros bairros da cidade foram investigados pelo 69º DP neste ano. Entre eles, o caso do roubo milionário de 138 cofres da agência do Itaú na Avenida Paulista, crime ocorrido no dia 28 de agosto.

Fontes recebeu da segurança do banco cópias das fotos dos bandidos suspeitos do crime antes mesmo do que o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), responsável oficialmente pela investigação do caso. A apuração de roubos a banco é de competência exclusiva do Deic.

Crise. O desencontro dentro da polícia fez com que o inquérito oficial demorasse 8 dias para ser aberto, permitindo uma fuga tranquila aos assaltantes. A descoberta de que Fontes manteria um inquérito paralelo sobre o caso ocorreu na segunda-feira e abriu uma crise na Polícia Civil de São Paulo. Ferreira Pinto e Carneiro Lima determinaram abertura de duas investigações. A primeira vai verificar como foi registrado o roubo milionário no 78º DP (Jardins) e como este distrito repassou a informação para O Deic. A segunda apuração servirá para verificar se o delegado Fontes atendia de forma privilegiada o Banco Itaú em sua delegacia.

SECRETÁRIO VISITA O DEIC…ESCRACHA O BANCO ITAÚ E RUY FONTES É AFASTADO DO CARGO DE TITULAR DO 69 DP 14

Roubo no Itaú: polícia bate cabeça

Do Jornal da Band

O roubo milionário de cofres particulares de um banco em São Paulo abriu uma
crise na polícia. O caso deveria ser investigado pela delegacia especializada,
mas já era apurado por outra unidade. O pior é que com essa bateção de cabeça,
já passaram mais de duas semanas – e até agora ninguém foi preso.

O Jornal da Band teve acesso ao comunicado interno enviado três
horas depois do assalto à cúpula da polícia pela delegacia que registrou o
boletim de ocorrência. O texto que foi mandado inclusive ao gabinete do
secretário de segurança não dá a dimensão do tamanho do roubo e nem sequer cita
o número de cofres arrombados.

Os funcionários da agência foram chamados
para depor e disseram que já haviam sido ouvidos por policiais deste outro
distrito na zona leste da capital, a 20 quilômetros do local do crime. O
delegado Rui Ferraz é o responsável pela investigação paralela na zona leste.
Ele diz que tomou a iniciativa porque recebeu denúncias de que parte dos
bandidos mora na região em que ele atua.

vídeo com entrevista do Secretário:

O ESCRACHE: é lamentavel, inclusive por parte do  Banco Itaú… É uma instituição séria, sólida e temos certeza foi induzido a erro ao privilegiar ou permitir fossem privilegiados setores da Polícia… ( Pode? )

1. Tirou o dele da reta…

2. Tirou o do Banco da reta…

3. Botou no reto alheio! 

Delegado faz de seu DP uma ‘central’ de crimes contra o Itaú 12

Enviado em 15/09/2011 as 9:10 – ZERO DOIS

Delegado faz de seu DP uma ‘central’ de crimes contra o Itaú

Mesmo estando no extremo Leste da cidade, o 69º Distrito Policial investiga mais oito crimes envolvendo o banco ocorridos em bairros distantes da sua área de atuação. O delegado Rui Ferraz Fontes nega agir com privilégios

A delegacia chefiada pelo delegado Rui Ferraz Fontes investiga outros oito crimes envolvendo o Banco Itaú desde outubro de 2010. Todos os casos ocorreram em bairros distantes da área de atuação do 69º DP (Teotônio Vilela), no extremo da Zona Leste. No último dia 6, Fontes instaurou inquérito para investigar o assalto milionário aos cofres do Itaú na Avenida Paulista, Centro. A investigação paralela não foi informada ao Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) e causou uma crise na cúpula da Polícia Civil.

Não há nenhuma determinação que impeça os delegados de investigar crimes em outros bairros. A prática, entretanto, não é comum, já que a demanda da área costuma sobrecarregar as equipes de investigação. Até julho, a delegacia comandada por Fontes registrou 727 roubos, 865 furtos, 19 homicídios, 885 furtos e roubos de veículos, 41 roubos de carga e seis estupros.

As investigações de roubo a banco costumam ficar concentradas na unidade especializada mantida pelo Deic, na Zona Norte. Fontes chefiou essa delegacia durante anos e é considerado um especialista no assunto, mas foi removido do cargo pelo secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.

O delegado Fontes disse que os boletins foram confeccionados a partir de investigações geradas na Zona Leste. O delegado nega agir de forma privilegiada nos crimes envolvendo o Itaú.

SEGURANÇA / Os investigadores Carlos Alberto Martins e João Paulo Oliveira Pinheiro aparecem nos oito boletins de ocorrência. Segundo Fontes, os policiais são responsáveis pelos grampos em que as apurações da delegacia se baseiam.

Carlos é proprietário da Partner Gerenciamento de Risco S/C Ltda, empresa que atua na área de segurança privada. O investigador confirmou que seu nome está relacionado à empresa, mas negou ser o dono – segundo o registro na Junta Comercial, 99% da Partner está em nome do investigador. O restante pertence a sua esposa. Fontes diz desconhecer que o homem à frente das investigações dos casos no Itaú seja dono de uma empresa de gerenciamento de risco.

A Paulista fica a 17 quilômetros do 69º DP. Apesar de ter ocorrido no dia 27 e ter sido comunicado à polícia dia 28, o assalto ao Itaú só começou a ser investigado no dia 6. A cúpula da Secretaria da Segurança Pública apura boletins de ocorrência onde o Itaú consta como vítima também registrados no 37 DP (Campo Limpo), Zona Sul – o delegado Dimas Pinheiro, ex-assistente de Fontes, é o chefe do distrito.

Ouvidoria cobra investigação da Corregedoria
Na tarde desta quarta-feira, a Ouvidoria das Polícias mandou um ofício à Corregedoria da Polícia Civil exigindo investigação para esclarecer o porquê da demora para apurar o assalto à agência do Itaú na Avenida Paulista. Até o fechamento desta edição, o órgão corregedor não havia instaurado procedimento.

O secretário Antonio Ferreira Pinto responsabilizou o Deic pelo lapso de uma semana para o início das investigações.

O diretor do Deic, Nelson Guimarães, informou ao delegado-geral Marcos Carneiro de Lima que está à disposição para prestar esclarecimentos.

Apesar do atraso, o Deic já traçou sua estratégia para tentar prender os 12 assaltantes que participaram do roubo. Um policial, experiente em investigações sobre roubo de joias, está infiltrado entre os principais receptadores do estado

Thais Nunes – DIÁRIO SP

http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/09/137163-delegado+faz+de+seu+dp+uma+central+de+crimes+contra+o+itau.html