João Alkimin
João Alkimin é radialista – showtime.radio@hotmail.com – RÁDIO
João Alkimin é radialista – showtime.radio@hotmail.com – RÁDIO
Ele morava no batalhão. Segundo a coronel Maria Aparecida Carvalho Yamamoto, Sandro estava de folga, mas se prontificou a ajudar na operação. Ele tinha dois filhos: uma menina, de seis meses, e um rapaz, de 18 anos.
Tem gente que defende a teoria: NINGUÉM MORRE SEM MOTIVO…
De fato, basta estar vivo e de bem com a vida para ser atingido por um veículo , por uma bala perdida , por um assaltante… por um “filha da puta” qualquer. Contudo, o brasileiro com sua cultura da morte ( eu te mato! ) não fica indignado quando sabe da notícia da morte de outrem…
Em vez de condenar, de pronto, o HOMICIDA , pergunta: O QUE A VÍTIMA FEZ ?
E por aí seguimos… maus policias matam bandidos; bandidos matam bons policiais.
Agora bandidos matam policiais; INTRUJANDO DROGAS E CABRITOS NAS VÍTIMAS, até.
MATAM O CORPO E A HONRA!
( Parece que aprenderam com os maus policiais )
O que fez este Major para morrer ?
Por amor a verdade, o Major não morreu: FOI ASSASSINADO!
O bandido atirou contra ele; só atirou porque teve vontade e oportunidade para atirar CONTRA A POLÍCIA…
E atirou porque lhe deram “o segundo” para disparar e atingir a dois policiais.
Atribuir culpa à vitima pela falta de colete é rematada inverdade; desumanidade!
O Major morreu porque dezenas de policiais estavam desatentos!
O Major morreu porque maus policiais, sumariamente, executam BANDIDOS…
E , depois, bandidos matam bons policiais.
E maus policiais fazem uma indecente conta: dez por um!
Sim, dez bandidos mortos para cada policial…
Mas quanto vale um bandido?
Com efeito, dez vezes nada é igual a nada!
Eis o motivo da morte do Major: maus policias matam bandidos; bandidos matam bons policiais.
Assim, chegará o tempo em que bons policiais estarão extintos.
O Major Sandro contava apenas 46 anos.
Ele tinha dois filhos: um rapaz de 18 anos; uma menina de seis meses.
E dizem que estava de folga; mesmo assim se PONTIFICOU.
Juízes de SP receberam R$ 1 mi de uma vez
Corregedores do CNJ investigam pagamentos ilegais a 17 integrantes da cúpula do tribunal de Justiça do Estado em 2010
Desembargadores tinham direito a verba, mas investigações apontam pagamento em condições especiais
FLÁVIO FERREIRA
FOLHA DE SÃO PAULO
Um grupo formado por 17 integrantes da cúpula do Tribunal de Justiça de São Paulo que está sob investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) pode ter recebido ilegalmente R$ 17 milhões dos cofres públicos em 2010.
Os corregedores do CNJ colheram indícios de que o dinheiro foi usado para pagar de uma vez R$ 1 milhão a cada um dos juízes, a pretexto de resolver uma antiga pendência salarial da categoria.
Os 17 juízes tinham direito a receber pelo menos parte desse dinheiro, mas os pagamentos foram feitos em condições privilegiadas, de acordo com duas pessoas familiarizadas com as investigações.
Outros integrantes do TJ e juízes da primeira instância que também têm direito a esses pagamentos recebem o dinheiro em parcelas mensais de pequeno valor.
Há indícios de que os pagamentos que chamaram a atenção do CNJ tenham sido autorizados pelo então presidente do tribunal, Antonio Carlos Viana Santos, que morreu em janeiro.
Segundo os resultados preliminares da investigação, a medida beneficiou o próprio Viana Santos e 16 colegas, deixando de fora os outros 336 desembargadores do TJ.
O primeiro sinal de irregularidade surgiu antes da morte de Viana Santos, quando chegou ao CNJ denúncia anônima que o acusava de enriquecimento ilícito.
Uma verificação feita pelos corregedores na folha salarial do tribunal identificou pagamento de mais de R$ 1 milhão para ele. Mais tarde, o CNJ soube que outros 16 desembargadores tiveram o mesmo benefício.
A suspeita é que Viana Santos tenha aproveitado uma sobra encontrada no orçamento do tribunal para autorizar os pagamentos.
A pendência salarial que justificou esses pagamentos têm origem em lei de 1992 que criou mecanismo para equiparar salários dos membros do Legislativo e do Judiciário, como manda a Constituição.
Dois anos depois, os deputados federais passaram a receber auxílio-moradia, mas o benefício não foi incluído entre as verbas recebidas pelos juízes, e eles recorreram ao Supremo Tribunal Federal.
O STF reconheceu o direito dos juízes e autorizou o pagamento dos atrasados em parcelas mensais.
O TJ-SP informou que não se pronunciará sobre a suspeita de pagamentos ilegais até o fim da inspeção que o CNJ está fazendo para examinar movimentações financeiras atípicas de juízes em São Paulo e outros Estados.
Advogados de familiares de Viana Santos disseram desconhecer o caso.
Pessoal, trabalho aqui no 27 DP e acabo tendo um contato maior com os colegas do GOE que, para quem não sabe, tem sua Base do lado da minha DP. Conheço todos os policiais e o delegado que foram recolhidos e posso dizer que são ótimos colegas e sempre nos ajudaram quando pedimos. Esse mesmo grupo que foi desmontado é aquele que prendeu os PMs e lavou a alma da PC! Sou pouco experiente mas pelo pouco que sei essas expressões “irmãos de armas”, “1*”, etc. são próprias de grupos de operações policiais especiais e não tem nada de militarismo. O delegado é o Dr. Alexandre, que é um cara legal e inteligente, que já trabalhou comigo em outra DP do DECAP. Os outros, o Martins, Elaine, Fabrício e todos os outros também são de primeira. Pelo que sei, a ripa se deu porque o grupo não queria ficar canetando os colegas do plantão e não queria fazer bingos.
O supervisor do Goe já foi fiscalizar algumas delegacias de madrugada e tirou fotos de colegas dormindo na trairagem para caguetar para o diretor!
Pessoal, na hora do aperto são esses caras que livram a nossa cara. Pensem bem! Ou vão querer um coxinha fudendo vcs?
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Membros da diretoria da Adpesp já iniciaram trabalho de convencimento junto à Assembleia Legislativa de São Paulo para aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 19. A proposta altera a redação dos parágrafos 2º a 5º do artigo 140 da Constituição do Estado, considerando o Delegado essencial à função jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica. A visita mais recente, feita pela presidente, aconteceu nesta terça-feira (6/12) ao gabinete da Deputada Maria Lúcia Amary, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e Redação. A deputada também acumula importantes funções. Além de presidir a CCJ, ela integra a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais. É autora de importantes leis, como a que reserva atendimento especial às mulheres vítimas de violência sexual ou a que cassa por 10 anos a Inscrição Estadual de bares ou restaurante que estiverem vendendo bebidas alcoólicas para menores de idade. Os demais parlamentares serão visitados no decorrer das próximas semanas. A Adpesp também sugere que os associados façam contato com deputados de sua base e peçam apoio para aprovação da PEC. Clique AQUI para ver a relação de deputados.
Foto legenda: Da esquerda para direita – Marilda Pansonato Pinheiro, presidente da Associação, Maria Lúcia Amary, deputada, e Cleber Pinha Alonso, diretor da Adpesp.
Policiais são exonerados do Grupo de Operações Especias.
Policiais comandados pelo delegado Alexandre Oliveira são afastados do GOE de SP. segundo apurado pela reportagem houve ingerencia dentro do comando do Decap, ainda segundo informações as opiniões de policiais com referencia ha escalas de serviço e desmpenho em operações, teriam motivado os afastamentos. Em redes sociais policiais de varias repartições comentaram o fato.
Dr. Alexandre Oliveira Podem nos tirar do GOE, mas nunca conseguirão nos tirar o orgulho de sermos verdadeiros OPERAÇÕES ESPECIAIS, porque isso já foi gravado de forma indelével em nossas almas. Força e honra combatentes! Foi um orgulho tê-los sob meu comando e como irmãos de arma. Vocês sempre estarão em meus pensamentos. Nunca se esqueçam do nosso lema: “A vitória como crença!”.
( fonte: redes sociais )
08/12/2011 11h25- Atualizado em 08/12/2011 12h03
PM apura se major morto em assalto em SP emprestou colete a jornalista
Policial e suspeito morreram na noite desta quarta, na Zona Sul.
Para a PM, major descumpriu regra sobre uso do colete à prova de balas.
Kleber Tomaz
Do G1 SP
A Polícia Militar investiga se o major morto durante uma tentativa de assalto a uma loja de material de construção na Zona Sul de São Paulo, nesta quarta-feira (7), emprestou o colete à prova de balas que deveria usar a um jornalista que acompanhava a operação. A informação é do coronel Marcos Roberto Chaves da Silva, responsável pelo Comando de Policiamento da capital. Segundo ele, a corporação recebeu nesta quinta (8) a informação sobre o empréstimo do equipamento e irá apurar o caso. A tentativa de assalto aconteceu no M’Boi Mirim. Pelo menos oito pessoas foram feitas reféns e libertadas sem ferimentos, segundo a PM. O homem que disparou contra os policiais já teria chegado morto ao Hospital do M’Boi Mirim para onde os baleados foram encaminhados. O major Sandro Moretti Silva Andrade, de 46 anos, morreu quando era levado para a sala de cirurgia. Ele foi atingido na barriga. O estado de saúde de um terceiro ferido, um soldado da PM atingido no ombro esquerdo, era estável nesta manhã, de acordo com a PM. Nesta madrugada, a Polícia Científica realizou a perícia na loja de material de construção.
Já o coronel Álvaro Camilo, comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, afirmou que Andrade descumpriu a recomendação da corporação sobre o uso do colete à prova de balas. Segundo Camilo, o uso do equipamento é obrigatório para todos os policiais militares fardados em operação. O comandante-geral afirmou desconhecer a informação sobre o empréstimo do colete, e que isso será apurado no âmbito administrativo da corporação.
“Ele não seguiu as orientações e normas da PM que determina o uso obrigatório do colete quando se está fardado e em atividade operacional. O uso do colete, bem como da pistola calibre 40 e do gás de pimenta, é de uso individual de cada policial militar.
Houve uma falha operacional neste caso, mas quero deixar claro que ele morreu como herói tentando salvar outras vidas”, disse Camilo. O comandante-geral não soube dizer se Andrade estava negociando a libertação dos reféns quando foi baleado. Entretanto, ele salientou que o major tinha curso de gerenciamento de crise, trabalhou por um tempo no Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e tinha toda a capacitação para agir numa situação como essa. Ainda de acordo com o coronel Álvaro Camilo, a morte do major era inevitável já que o tiro atingiu uma parte do ombro que o colete não protegeria, atingindo órgãos importantes. Investigação Como o caso envolve a participação de PMs numa ação que resultou em morte de um suspeito, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, irá investigar o caso, tratado como homicídio e resistência à prisão seguida de morte, segundo o delegado divisionário Maurício Guimarães Soares. Soares, no entanto, afirmou que não vai apurar a conduta do major em relação ao uso ou não do colete. “Isso cabe à PM. Vamos investigar somente as circunstâncias de como ocorreram as mortes do policial e do suspeito”. De folga O policial morto havia chegado há pouco tempo em São Paulo, vindo de Novo Horizonte. Ele morava no batalhão. Segundo a coronel Maria Aparecida Carvalho Yamamoto, Sandro estava de folga, mas se prontificou a ajudar na operação. Ele tinha dois filhos: uma menina, de seis meses, e um rapaz, de 18 anos.
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Estado vai pagar funcionário desviado de função José A. Souza/DF É comum ao trabalhador comum requerer equiparação salarial ou desvio de função em ações trabalhistas, mas nem sempre no setor público isso ocorre. Porém, é possível a qualquer servidor público (Federal, Estadual ou Municipal), também reclamar na Justiça qualquer direito lesionado. Pensando assim é que C.A.F. procurou os advogados Reginaldo Carvalho e Adauto Casanova, porque é Agente Policial e trabalha há vários anos em desvio de função, exercendo todas as missões típicas de Investigador na Polícia Civil, sem contudo receber nada mais por isso. Diante da situação, foi ajuizada Ação Judicial, que visava o reconhecimento do desvio de função e o subseqüente pagamento das diferenças salariais dos últimos cinco anos. A ação tramitou pela Segunda Vara Cível de Franca e nesta semana foi sentenciada procedente, ao que o agente policial C.A.F. receberá todas as diferenças salariais entre o cargo de agente policial e investigador de polícia dos últimos cinco anos, com juros e correção monetária até a data do efetivo pagamento. Para sentenciar a Juíza Mariana Angeli aplicou a súmula 378 do Superior Tribunal de Justiça que diz: “Reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus às diferenças salariais decorrentes”. “A Fazenda Pública Estadual ainda pode recorrer, mas por se tratar de aplicação de Súmula de Tribunal Superior, dificilmente esta sentença será modificada”, relatou o advogado Reginaldo Carvalho. Vários outros policiais trabalham desviados de função, porque não há efetivo suficiente para todas as demandas da Polícia e o Estado não está abrindo concursos públicos na proporção em que é crescente a demanda da população. Isto não ocorre somente nos meios da Polícia Civil, porque é prática corrente da administração pública como um todo em todas as esferas do poder público. Diante do precedente local, vários outros policiais, de idêntica situação funcional, também pretendem recorrer a Justiça para igualmente verem seus direitos reconhecidos. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Franca e região, José Nhozinho Salles Ramos, disse que existem muitos funcionários que se enquadram no desvio de função. A prefeitura precisa corrigir, através da Reforma Estatutária. “O servidor e a própria administração terão muitos ganhos”. No Estado, Nhozinho explicou que também há vários trabalhadores em desvio de função e que devem recorrer judicialmente. |
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| .http://www.diariodafranca.com.br/conteudo/noticia.php?noticia=36171&categoria=7 | ||
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07/12/2011 –
Reportagem do Portal IG aponta que, a partir de janeiro de 2012, os funcionários públicos poderão escolher em qual banco vão receber o salário. A chamada portabilidade de conta chega três anos depois da liberação para os funcionários de empresas privadas. Para especialistas, a medida é uma tentativa saudável do Banco Central (BC) de incentivar a concorrência entre os bancos, mas há vários obstáculos pelo caminho. Falta de informação e de interesse dos bancos, comodismo dos clientes e burocracia estão entre os entraves.
Com a portabilidade, as contas podem ser mudadas sem cobrança de tarifas ou custos adicionais. A mobilidade faz parte de um amplo pacote elaborado em 2006 pelo Banco Central (BC) para estimular a concorrência entre bancos. Além da conta-salário, as medidas incluem a portabilidade do cadastro dos clientes e mesmo de operações de crédito. Neste caso, a pessoa pode transferir um empréstimo de um banco para outro que oferecer melhores condições de pagamento.
Quem quiser receber seus vencimentos em outro banco terá de fazer um único comunicado à instituição financeira a que está vinculado hoje. A partir daí, o banco terá de transferir, sem custo e no mesmo dia, o salário do cliente para a conta informada previamente.
Em sua primeira entrevista coletiva após assumir a presidência do BC, no começo deste ano, Alexandre Tombini ressaltou os esforços da autoridade monetária para reduzir as margens de lucro dos bancos. “O BC tem um grupo que estuda medidas para atuar nesse tema. Reforçamos a portabilidade do crédito, do cadastro, da conta-salário, por exemplo. São várias medidas tomadas para facilitar o trânsito de clientes bancários entre instituições”, afirmou. “O spread caiu ao longo do tempo, mas ele continua alto. Essa é uma agenda que continua.”
Dúvidas
O problema é que experiências anteriores de portabilidade ainda não surtiram os efeitos esperados pelos especialistas. No caso da portabilidade de crédito, ainda há pouca procura pelos clientes de bancos. Segundo o BC, o volume transferido de um banco para outro ficou em R$ 325 milhões em junho, enquanto o saldo de crédito do sistema financeiro foi de R$ 1,9 trilhão. Foram 28.758 operações de portabilidade, com valor médio de R$ 11.306.
Saiba mais: Migração de crédito entre bancos emperra no País
Para Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, a migração de crédito ainda é tímida por falta de interesse dos bancos. “Para mudar, o cliente precisa ir ao gerente, que não tem interesse na mudança, pois o banco tem suas políticas de retenção de clientes. Muitas vezes, o correntista acaba sendo convencido a ficar.” Na visão de Maria Inês, o melhor caminho para mudar essa situação é mais informação. “Os bancos precisam ser mais transparentes.”
Essas negociações muitas vezes acabam resultando em tarifas menores para os clientes, o que reduz a mobilidade de contas, mas acaba se refletindo em benefícios aos correntistas. Mas os especialistas vêem essa movimentação como marginal.
“Folhas de pagamento em geral são extremamente importantes para os bancos”, diz o Ricardo Mollo, professor do Insper que já foi diretor do Itaú Unibanco. Segundo ele, as instituições financeiras usam os salários como uma maneira de reter clientes. “Um banco de varejo vive de escala e, com as folhas, pode oferecer pacotes customizados, com redução de tarifas.”
Ele não acredita em grandes mudanças na divisão de contas pelos bancos, após a liberação da migração para funcionários públicos. “Abrir conta corrente não é um trabalho fácil. É demorado e burocrático.” Além disso, lembra, há poucos bancos comerciais grandes no país, o que limita a concorrência.
Outro ponto que deve garantir clientes é a oferta de crédito consignado juntamente com o pacote da conta corrente. Segundo Mollo, o Banco do Brasil (BB) atuou fortemente nessa área, fazendo ofertas agressivas de exclusividade de folha aliada a consignado. “O BC soltou uma norma proibindo essa prática, mas apenas para os novos contratos.”
O número de cidades que possuem apenas um banco também é um fator de restrição à portabilidade. “Muitos funcionários públicos não terão para onde mudar”, diz Luis Miguel Santacreu, analista de bancos da agência classificadora de risco Austing Rating. Ele também não acredita que a medida resultará em guerra de tarifas pelos bancos. Além da concentração bancária, ele lembra que os clientes de bancos não são organizados e perdem força na hora de pleitear taxas menores.
BB
Para os especialistas, em tese o BB é a instituição que mais tem a perder com a liberação das contas. “O Banco do Brasil entrou agressivamente nos últimos anos comprando folhas de funcionários públicos em todo o país. O Estado e a Prefeitura de São Paulo, por exemplo, têm conta no BB”, diz Mollo, do Insper. Para Santacreu, o banco tentará proteger a base de clientes já conquistada, fazendo campanha para tentar mantê-la, caso sinta-se ameaçado.
O Banco do Brasil é responsável atualmente por grande parte do pagamento de salários dos servidores públicos no país. São cerca de 7 milhões de servidores públicos, que representam 12% da base de clientes pessoas físicas total do BB.
Atualmente o banco é o agente financeiro nos seguintes estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato grosso, Bahia, Paraíba, Rio Grande do norte, Piauí, Maranhão, Rondônia, Roraima, Acre, Tocantins e Amapá. As capitais: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Cuiabá (MT), Palmas (TO), Porto Velho (RO), São Luiz (MA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Natal (RN), João Pessoa (PB), Recife (PE), Maceió (AL), Macapá (AP), Boa Vista (RR) e Rio Branco (AC).
Consultados, dois dos quatro maiores bancos do país – Itaú e Santander – não comentaram o assunto.
O Banco do Brasil disse que os servidores públicos federais e militares das Forças Armadas já podem optar pelo banco onde preferem receber seu salário e afirma que se mantém na liderança da preferência desses clientes.
A instituição diz que está investindo em diversas frentes para ampliar a capacidade de atendimento aos clientes desse nicho. Foi criado um grupo de trabalho para acompanhar todo o processo de aprimoramento e qualificação do atendimento, monitoramento do mercado, proposição de soluções inovadoras e divulgação das melhores práticas.
“O BB contratou mais funcionários, está ampliando a quantidade de agências Estilo, investindo na qualificação de seus profissionais e aperfeiçoou seus canais de atendimento complementares (internet, terminais de autoatendimento, SMS), além do desenvolvimento do CRM (Customer relationship management), visando aprimorar o relacionamento bancário com os clientes”, continua. O banco diz que o início da portabilidade será um bom momento para reafirmar o compromisso de ser o “Banco do Servidor Público”.
O Bradesco se posicionou apenas sobre a folha de pagamentos dos 460 mil servidores do Rio de Janeiro, que começará a processar em janeiro. O leilão para comprar esse direito foi realizado em maio, na venda do Berj. De acordo com o Bradesco, desde o início do processo a instituição já sabia que a portabilidade seria permitida em 2012. “O Bradesco acredita que poderá manter o relacionamento com os servidores a partir de uma prestação de serviços de qualidade e produtos que ofereçam benefícios”, afirma.
07/12/2011 – 20h17
FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA
A Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu abrir ação penal e afastar o desembargador Francisco de Assis Betti, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), por entender que existem indícios de que ele participava de esquema de venda de decisões na época em que atuava na Justiça Federal de Minas Gerais.
A Folha ainda não localizou a defesa do desembargador para comentar a decisão.
Ele, que agora é réu, será investigado pela suposta prática de corrupção passiva, formação de quadrilha e exploração de prestígio de forma continuada.
O nome do desembargador apareceu nos desdobramentos da Operação Pasárgada, da Polícia Federal, que desbaratou em 2008 esquema montado por prefeitos e empresários mineiros para desviar recursos do FPM (Fundo de Participação de Municípios).
De acordo com a denúncia contra Betti, aceita por todos os 14 ministros do STJ que analisaram o caso nesta quarta-feira, ele é suspeito de vender sentenças, quando ainda era juiz federal. Suas decisões liberavam recursos do FPM à prefeituras de Minas Gerais que estavam com o dinheiro bloqueado por terem dívidas com o INSS.
Existem indícios, segundo a PF, de que o desembargador teria cobrado R$ 60 mil para ajudar um dos prefeitos envolvidos na Pasárgada. Além disso, o STJ concluiu que ele deve ser investigado por outras decisões suspeitas, desta vez para liberar mercadorias apreendidas pela Receita Federal.
Em relação à “exploração de prestígio”, a denúncia afirma que Francisco de Assis Betti, já desembargador, interferia em processos do TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais) em favor prefeitos do Estado.
Ele foi afastado do cargo, a pedido do MPF (Ministério Público Federal), até que a ação penal contra ele seja julgada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), sem prazo para ocorrer. A denúncia contra ele foi proposta em 2008, mas somente agora, três anos depois, foi analisada pelos ministros do tribunal.
PEDIDO DE VISTA
Outra desembargadora do TRF-1, Ângela Maria Catão, também foi denunciada por suposto envolvimento no esquema, mas o relator do caso, ministro Castro Meira, entendeu que não existem indícios de sua participação, votando pela rejeição do pedido de abertura de ação penal. A análise em relação a ela, no entanto, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Herman Benjmin.
Enviado em 08/12/2011 as 0:01 – COP 81
Edição do dia 07/12/2011
07/12/2011 23h54 – Atualizado em 07/12/2011 23h54
Policial morre durante negociação com bandido em São Paulo
Bandido atirou contra policiais enquanto negociava liberação de reféns. Os reféns não ficaram feridos.
Um bandido abriu fogo contra a polícia quando negociava para entregar reféns em São Paulo nesta quarta-feira (7).
Três homens assaltaram uma loja de material de construção, numa das estradas mais movimentadas da região sul de São Paulo. A polícia foi chamada e várias viaturas cercaram o local.
Dois bandidos conseguiram fugir. O terceiro fez reféns e foi cercado pela polícia. Durante a negociação, o bandido atira nos policiais, duas vezes. É baleado em seguida, mas ainda reage. Ele cai e leva vários tiros.
Dois policiais foram feridos. Um deles, um major, estava sem colete e morreu ao chegar ao hospital. O outro policial militar foi internado e não corre risco de morrer. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o bandido chegou morto ao hospital.
“Tudo, absolutamente tudo que for pertinente a essa concorrência vai ser objeto de apuração pela Civil e pela Militar. Não podemos prever que saia exatamente conforme os padrões como a gente quer. A surpresa isso vai ser verificado dentro da investigação”, fala o tenente-coronel, Fernando Demétrio de Oliveira.
Os reféns não ficaram feridos. Ao saírem da loja, eles foram aplaudidos.
Medida beneficia mais de 1 milhão de servidores públicos ativos, inativos e pensionistas dos três poderes
O governador Geraldo Alckmin antecipou para o dia 16 de dezembro o pagamento da segunda parcela do 13º salário dos servidores públicos estaduais, que normalmente ocorreria no dia 20. Os servidores já receberam 50% do valor no mês de aniversário.
“Nós estamos adiantando este pagamento, então, no dia 16 estará depositado R$ 1,6 bilhão do 13º salário de 1,077 milhão de servidores da ativa, aposentados e pensionistas”, afirmou o governador.
O valor líquido do pagamento será de R$ 1,60 bilhão. A medida beneficia 1,077 milhão de servidores públicos ativos, inativos e pensionistas dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e das Autarquias (exceto Universidades).
Da Secretaria da Fazenda
Desembargadores criticam comportamento de magistrados de comarcas da capital e de municípios do interior do Amazonas
ANDRÉ ALVES
Sessão de plenária do TJ-AM foi utilizada para relatar casos de juízes que aparecem apenas uma vez na semana para trabalhar e outros que namoram na comarca (Márcio Silva)
Durante a sessão plenária do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ/AM), de ontem membros da Corte revelaram confidências sobre o comportamento de magistrados, até então não expostas ao público. Segundo o desembargador Djalma Martins da Costa, o juiz de Manacapuru, Luiz Cláudio Chaves, “namorava dentro da comarca”. Já o desembargador Wellington Araújo sustentou que muitos juízes só vão trabalhar “uma vez por semana”.
A fala dos dois desembargadores se deu durante a apreciação do processo administrativo que julgava a promoção por antiguidade – e a análise de defesa – do juiz Luiz Cláudio Chaves, que pretendia ser transferido para a 18ª Vara Cível da Capital. A promoção do magistrado foi recusada, ontem mesmo, por 15 votos a dois. Pesou contra o juiz, entre outras considerações feitas pelos desembargadores, o fato de Luiz Cláudio Chaves ter pronunciado diversos palavrões contra o desembargador Flávio Pascarelli durante Correição (ver Box). Para justificar o voto contrário à promoção, o desembargador Djalma Martins da Costa classificou o juiz Luiz Cláudio Chaves de indolente.
De acordo com ele, Chaves deixou a comarca de Manacapuru em estado de abandono, transformando-a num “pandemônio”. “Ele atrasava tudo. Não fazia nada. Namorava dentro da comarca. Era um pandemônio”, disse ele, ao votar contra a promoção. Já o desembargador Wellington Araújo, para justificar voto em favor da promoção do juiz, se valeu da passagem bíblica descrita no capítulo 8 do livro de João, que narra a tentativa de apedrejamento da “mulher adúltera” pelos fariseus. Conforme Araújo, o trabalho capenga de magistrados não é uma exclusividade de Manacapuru. O desembargador é coordenador das comarcas no interior. “Eu estive em Manacapuru, assim como estive em várias comarcas e pude constatar que as comarcas são parecidas no interior. Não tão diferente da capital, porque aqui (em Manaus), tem juiz inclusive que não vai para a Vara. Vai uma vez por semana. Todo mundo sabe disso”, afirmou o Wellington Araújo, durante a sessão pública, gravada pela reportagem.
Na avaliação dele, Luiz Cláudio Chaves não poderia ser condenado pelos erros apontados em plenário. “A estrutura de todas as comarcas do interior é deficitária”, justificou. “O juiz, se errou, se redimiu, está trabalhando”, argumentou. Após descrever a história bíblica da “mulher adúltera”, o desembargador Wellington Araújo parafraseou Jesus Cristo: “Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”. “Por isso que me reportei à situação de alguns magistrados faltarem e não frequentarem com normalidade as Varas e as comarcas”, comentou o desembargador. “Ele (Jesus Cristo) a perdoou. Disse vai, não cometa mais o crime, não cometa mais o pecado. A situação (em Manacapuru) foi resolvida. O magistrado está trabalhando. A estrutura da Vara melhorou. Não vejo como recusar o magistrado”, afirmou Araújo.