Autor: Flit Paralisante
MP pede raio-x da polícia de Taubaté à corregedoria 40
March 11, 2012 – 03:01
MP pede raio-x da polícia de Taubaté à corregedoria
Objetivo é verificar a qualidade das investigações realizadas e a estrutura à disposição da Polícia Civil
Luara Leimig Taubaté
Com os índices de violência, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública cada vez mais altos em Taubaté, o Ministério Público da cidade está em alerta. Esta semana, o órgão vai protocolar um pedido na Corregedoria da Polícia Judiciária, solicitando o repasse de informações sobre a situação da Polícia Civil de Taubaté, a qualidade de investigação e levantamento de casos de homicídios e de roubos esclarecidos. O documento, elaborado pela promotoria criminal, deve servir de ponto de partida para uma cobrança mais intensa nos próximos meses de resultados, para tentar reverter a situação da violência em Taubaté. A cidade, que é considerada a capital da violência do Vale do Paraíba, registrou em todo o ano passado oficialmente 61 assassinatos. Somente nos dois primeiros meses deste ao, outros 12 casos foram registrados. Segundo o O VALE apurou, a lista de questionamentos e pedidos de documentos exige que seja informado ao MP, o número de todos os inquéritos policiais instaurados dos casos de homicídios e qual a situação de investigação de cada um.
Estrutura. Os promotores estão solicitando também, o nome de delegados, número de funcionários e equipamentos das delegacias especializadas, DIG e Dise de Taubaté. O objetivo é verificar se a quantidade é suficiente para a demanda.
PM. No mesmo documento a promotoria solicita que sejam informadas pelo comando da Polícia Militar, quais as políticas de enfrentamento que estão sendo adotadas ou serão traçadas contra os crimes de roubo e de homicídios. Para o especialista em segurança pública, Edson Bimbi, que é delegado aposentado, a cobrança do MP é positiva e deve ser permanente. “O Vale do Paraíba tem sido mal sucedido na luta para combater a violência e os reflexos estão ocorrendo. Diante deste cenário, o MP que exerce controle externo da Polícia Civil deve fazer esta fiscalização e controle”, disse. Ainda de acordo com o especialista, o esclarecimento de crimes, responsabilidade da Polícia Civil, é fundamental no combate à criminalidade, porque diminuiu a sensação de impunidade e o estímulo a novos delitos. “É preciso um ataque de todos à violência, uma ação conjunta para baixar os índices, e a iniciativa do MP é oportuna.”, afirmou.
SSP. A Secretaria de Segurança Pública, responsável pelas polícias Civil e Militar, não comentou o caso.
SAIBA MAIS
Estatísticas Em 2011 Taubaté registrou oficialmente, 61 homicídios dolosos. Este ano já são 12 mortos. Já os casos de roubo, chegaram a 1.244 no ano passado e outros 58 em janeiro de 2012
Ação Diante dos números, que vêm provocando discussões e anúncios de ações de combate pelas polícias desde 2009, o Ministério Público da cidade decidiu analisar toda a situação do trabalho da polícia na cidade
Raio-x O MP quer um raio-x de toda a situação de crimes e da polícia
Violência bate recordes anuais Taubaté
A violência em Taubaté tem batido recordes anualmente, desde 2009. Considerada a capital da violência no Vale do Paraíba, no ano passado foram 61 vítimas de homicídios oficialmente registradas em 58 ocorrências, no site da SSP (Secretaria de Segurança Pública), mas o saldo geral de vítimas é de 72. Estes outros onze casos seriam de baleados que morreram horas ou dias depois do registro inicial como tentativa de homicídio. O saldo é o maior dos últimos 10 anos.
Região. Em toda a região, que engloba 39 cidades, foram 412 execuções em 2011. Os números da violência provocaram esta semana a ‘queda’ do diretor do Deinter 1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior). Na próxima quarta-feira, o atual diretor Márcio Dutra deixa o comando da Polícia Civil na região e João Barbosa Filho assume.
CASO GRAZIELLY – POLÍCIA SUSPEITA, NEGLIGÊNCIA E AS COISAS ESTRANHAS. 18
by Arthurius Maximus
O desfecho do inquérito policial sobre a morte da menina Grazielly Lames, morta por um menor pilotando um Jet-Ski em Bertioga – litoral paulista – pode ser considerado a síntese da incompetência policial que assola o Brasil ou a mais perversa obra da corrupção policial.
Ao encerrar o inquérito sem indiciar ninguém pela morte da menina, o delegado responsável pela apuração do caso acabou dando razão aos que o criticavam desde o início dos trabalhos. Acusado de fingir desconhecer o paradeiro da família do menor autor do crime, facilmente encontrada pela imprensa, e de portar-se de forma estranha durante toda investigação – dispensando testemunhas e omitindo detalhes importantes do caso – seu fechamento com “chave de ouro” ao não indiciar ninguém, quando “no melhor dos cenários” os pais ou o empresário dono do jet-ski deveriam ser responsabilizados pelas ações do menor.
É patente, até pelo depoimento da madrinha do menor, que os pais pecaram por omissão ao não se importarem com as ações inconsequentes de seu filho. Além disso, dando um péssimo exemplo ao filho e mostrando total desumanidade, fugiram sem prestar socorro a pobre criança vitimada. Mentiram, esconderam provas, fugiram do local e pressionaram empregados do condomínio a não se manifestarem sobre o caso. Só essas ações já seriam suficientes para imputar-lhes, pelo menos, a acusação de homicídio culposo – onde a sua negligência, imprudência ou imperícia resulta em morte de alguém. Afinal, suas ações concorreram diretamente para a morte da pobre Grazielly.
Seja por pura incompetência, por preguiça ou por inescrupulosa corrupção; a decisão do delegado responsável foi execrável, uma afronta à família da vítima e a cada cidadão desse país. Pois, se espera da polícia investigativa um mínimo de empenho ao apurar a morte de uma criança. Chegamos a um ponto em nosso país em que sequer esperamos imparcialidade ou igualdade de tratamento para todos nós. Nos acostumamos a ver casos envolvendo celebridades, autoridades ou pessoas de poder aquisitivo elevado sendo resolvidos rapidamente e tendo seus criminosos punidos. Mas, ainda tínhamos a tênue esperança de que a morte de uma criança fosse maior do que a preguiça, a corrupção ou mesmo o descaso de um policial incompetente.
Ainda bem que a ação adotada pelo governo paulista foi de uma retidão extrema ao desautorizar o inquérito feito em Bertioga e remetê-lo para uma instância superior para que fosse refeito. Ao ordenar que a investigação passasse para as mãos da Delegacia Seccional de Santos o governo paulista envia a mensagem que esperávamos. Não toleraremos negligência na apuração desta morte.
Só esperamos que o delegado de Santos também não se deixe influenciar pelos fartos recursos financeiros da família do menor e muito menos permita que as “coisas estranhas” que ocorreram durante apuração dos fatos em Bertioga se repitam.
Mesmo que o inquérito não resulte em prisão, afinal o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – protege o menor e o torna livre de qualquer punição. A punição dos pais, ainda que apenas com pena alternativa, é de fundamental importância para que compreendam o erro que cometeram com seu filho e a perversidade de suas ações em relação à pequena Grazielly. Em um país com leis melhores; filho e pais estariam em maus lençóis. Mas, por aqui, sabemos que a família de Grasielly terá sorte se conseguir alguma indenização pela morte da menina.
Apesar de compreender que nenhum dinheiro do mundo compensará ou aliviará a dor que a família da menina sente hoje (e sentirá por muito tempo), a punição pecuniária, para pessoas como os pais desse menor, é sempre dolorida e tem grande caráter punitivo. Pois, quem usa seus recursos para burlar a lei e encobrir seus erros não pode dar mesmo valor a mais nada que não seja o dinheiro.
E você leitor, o que pensa disso?
Presa quadrilha especializada em arrastões a condomínios 17
Um dos ladrões, porém, conseguiu escapar de dentro da viatura. As principais notícias do Brasil e do Mundo você acompanha de segunda a sábado no Jornal da Band, às 19h20. Este vídeo também pode ser visto no portal band.com.br ou no canal da Band aqui no Youtube.
Reportagem de Sandro Barboza
Imagens Claudinei Matozão e arquivo Band
Edição de Denis Romani
NO AMBIENTE POLICIAL A LEI É SEMPRE APLICADA EQUIVOCADAMENTE…DELEGADOS , OFICIAIS, POLICIAIS EM GERAL NÃO SÃO OPERADORES DO DIREITO! 14
Essa repressão de Oficiais e chefes do Executivo contra os policiais SÓ “GANHARÁ
CONTROLE” por meio de tomada de ações combativas: advogados PARTICULARES
(nada de sindicato: “pão e carne” no mesmo lugar? Vela para Deus e para o Diabo no
mesmo altar?) Policiais militando (sentido político e jurídico) e representatividade
“PARTICULAR”.
Reclamar sem levantar as mangas da camisa não dá! Tem que fazer pressão. Muitas
pessoas de forma isolada ou em pequenos grupos agem em defesa de policiais, a troca
de informações tem feito os grupos crescerem e interagirem. Hoje em dia dificilmente não
sabemos que determinado policial sofreu ameaça de punição por motivos esdrúxulos.
Um deles: porque foi cantar/tocar no em Brasília em favor da PEC 300. Descobri em um
blog de deputado que é ex policial, passei a informação aqui em S.Paulo e chegamos na
identidade do policial QUE JAMAIS PODERÁ SER PUNIDO POR ESSE ATO!
QUEM DEVE ANALISAR, APLICAR, INTERPRETAR LEIS SÃO OS OPERADORES DO
DIREITO, OFICIAIS E PRAÇAS NÃO SÃO OPERADORES DO DIREITO!
O AMBIENTE MILITAR É O ÚNICO LUGAR ONDE LEIS SÃO APLICADAS, “SEMPRE” DE
FORMA EQUIVOCADA, E POR NÃO OPERADORES DO DIREITO, ISSO É UMA
BLASFÊMIA!
MAS OS CARAS SE SUPERAM E CONSEGUEM SER PIORES, PUNIÇÃO POR EVOCAÇÃO
DO EXECUTIVO: o governador/secretário chama para si o jus puniendi somente para dar
resposta política a “x”, “y”, “z”.
Acordem os que forem de bem! Acordem advogados, policiais, familiares, sociedade….
acordem!
__________________________
Carla, somos obrigados a ampliar seu testemunho.
A lei é corrompida em quaisquer ambientes policiais.
Polícia é polícia; jurista é jurista!
Antonio Ferreira Pinto recusou medidas de proteção a autoridades de Guarujá…Ricardo Joaquim de Oliveira foi escrivão da Polícia Civil 24
Marcado para morrer
Ex-secretário de Guarujá vinha recebendo ameaças de morte
A prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB), e o ex-secretário executivo de Coordenação Governamental, Ricardo Joaquim de Oliveira (PPL), assassinado na noite de quinta-feira, estavam recebendo ameaças de morte desde o fim do ano passado.
Por esse motivo, ambos já haviam solicitado formalmente à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) uma proteção especial. No entanto, o pedido foi negado, segundo informações de uma fonte da área política muito influente na Cidade, obtidas com exclusividade por A Tribuna.
“Quando estive pessoalmente com ambos, há cerca de 40 dias, eles disseram que o secretário de Segurança Pública (Antonio Ferreira Pinto) subestimou o pedido. O Estado alegou que não tinha condição de colocar uma proteção permanente para esta finalidade”, diz essa fonte, que pede anonimato.
Diante da recusa da SSP, Maria Antonieta e Joaquim receberam a recomendação para a contratação imediata de uma empresa de segurança privada para protegê-los 24 horas.
Em paralelo, foi sugerido que os dois pedissem o auxílio ao Ministério da Justiça. “Desde o início dos rumores de ameaças, falei que elas não poderiam ser ignoradas, devido ao histórico de execuções por motivos políticos em Guarujá. Uma parte da Cidade já tinha conhecimento disso”, frisou.
Conforme apurado por A Tribuna, o ex-homem forte da atual Administração teria sofrido uma ameaça de sequestro, em dezembro passado.
Em janeiro deste ano, Joaquim chegou a procurar um delegado da Cidade para fazer BO, devido às ameaças de morte que recebia. Porém, não seguiu com a ideia. “Infelizmente, o recuo foi um grande erro”, lamentou uma pessoa que era muito próxima à vítima.
Confirmação
Durante a cobertura jornalística sobre o assassinato do ex-secretário de Governo e ex-presidente municipal do PPL, era comum personalidades e políticos se manifestarem sem serem identificadas, o que demonstra o clima de insegurança que predomina na Cidade e o temor por represálias.
O presidente do diretório estadual do PPL, Miguel Manso, classifica o assassinato como um ato “covarde”. “Todo mês o Joaquim recebia ameaças. Amigos vinham dizer que a morte dele já estava encomendada. Foi um crime bárbaro, motivado por aqueles que pretendem um conluio entre os interesses pessoais e o Poder Público”.
Representantes da legenda também desmentiram os boatos de que Joaquim pretendia sair candidato a prefeito.
Na verdade, estava sendo negociada a participação dele como vice de Maria Antonieta, que disputará a reeleição. A atual secretária municipal de Educação, Priscilla Bonini, é o nome mais cotado para ser vice e foi alvo de críticas recentes de Joaquim.
Manso explica ainda que a sigla pretende fazer parte do arco de alianças de apoio à reeleição da atual prefeita na campanha deste ano.
Resposta A Prefeitura de Guarujá informou que não iria se manifestar sobre o pedido de proteção especial feito ao Estado. A chefe do Executivo estava desde segunda-feira nos Estados Unidos, onde participava de um curso de Gestão e Governança Pública e chega somente hoje ao Brasil.
Após fazer uma reunião com a equipe, Maria Antonieta deverá conceder entrevista coletiva à imprensa amanhã ou na segunda-feira. A assessoria da Administração explicou ainda que já solicitou ao Governo do Estado uma reunião para impedir que crimes políticos cometidos na Cidade fiquem impunes.
A assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança diz que precisa de mais detalhes sobre o pedido da prefeita, de proteção. Como a data e a forma da solicitação.
VIVEMOS NUM FAROESTE!!! / Milk News Tv prog. 89—MAIS UM POLÍTICO É ASSASSINADO NO GUARUJÁ.EX-HOMEM FORTE DA PREFEITA ANTONIETA EXECUTADO COM 5 TIROS…POLÍTICA E SEGURANÇA PÚBLICA NAS MÃOS DO CRIME ORGANIZADO 9
JOÃO LEITE NETO COMENTA E ANALISA:
*ESTATÍSTICAS DE VIOLÊNCIA ASSUSTAM E MASCARAM A REALIDADE.
*MAIS UM POLÍTICO É ASSASSINADO NO GUARUJÁ.EX-HOMEM FORTE DA PREFEITA ANTONIETA EXECUTADO COM 5 TIROS.
*MAS ….PARA OS HOMENS MAIS RICOS DO MUNDO… TUDO VAI MUITO BEM!!!
O POVO DE HORTOLÂNDIA QUER SABER: Antonio Eribelto Piva Júnior e José Eduardo Cury foram condenados por cobrarem propina de uma empresa de guincho de Hortolândia entre 1992 e 1995….Cury foi vereador filiado ao PSDB 12
SP: 3 delegados são condenados por cobrança de propina 09 de março de 2012 • 14h37 • atualizado às 15h26
Rose Mary de Souza
- Direto de Campinas
Três delegados da região de Campinas foram condenados nesta quinta-feira por cobrança de vantagens indevidas quando exerciam seus cargos nas cidades de Hortolândia e Campinas, no interior de São Paulo. Antonio Eribelto Piva Júnior e José Eduardo Cury foram denunciados por cobrarem propina de uma empresa de guincho de Hortolândia entre 1992 e 1995. Alexandre Gomes Nogueira era acusado de cobrar dinheiro para seguir com uma investigação.
Conforme a decisão judicial, Piva Júnior foi condenado a sete anos e meio em regime fechado, e Cury, a cinco anos em regime fechado. Já Nogueira pegou pena de quatro anos em regime aberto. As condenações são em primeira instância e cabe recurso.
Segundo o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Campinas, Piva Júnior e Cury eram acusados de cobrar uma porcentagem da empresa que fazia o serviço de guincho em Hortolândia. Na época, eles atuavam como delegados da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) na cidade. O repasse era pago semanalmente e dividido entre os dois policiais.
Na outra condenação, Nogueira foi acusado de pedir dinheiro para investigar um furto em um estabelecimento comercial. Ele foi flagrado quando recebia parte do pagamento da vítima.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que os delegados respondiam processos administrativos e que outras medidas serão adotadas após a conclusão destes processos.
___________________________________________________
Justiça condena três delegados da Região Metropolitana de Campinas
MAIS UM
Alexandre Gomes Nogueira foi condenado a quatro anos em regime aberto porque, em 2009, quando era o delegado titular do 9º DP (Distrito Policial) de Campinas, pediu a uma vítima R$ 6 mil para investigar um roubo a um estabelecimento comercial. Ele chegou a ser preso em flagrante com o dinheiro nas mãos, mas recorria em liberdade.
OUTRO LADO
O delegado José Eduardo Cury foi procurado em seu celular, mas a chamada caiu na caixa postal e ele não retornou ao recado. Júnior foi procurado em seu rádio, mas também não atendeu às ligações. O advogado de Nogueira, Ralph Tortima Stettinger Filho, não retornou à mensagem deixada na caixa postal do celular.
Fonte: jornal todo dia
Só bicho escroto é que vai ter: “Caveiras” que pararam em greve são afastados do Bope até o fim da carreira 55
Após se recusar a sair do quartel, toda a Companhia Bravo é punida com afastamento, perde a farda preta e gratificação de R$ 1.500
Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro | 09/03/2012 13:59
Bope apreende armas na Rocinha, durante a ocupação em novembro
A PM afastou do Bope, até o fim da carreira, os 51 integrantes de sua Companhia Bravo, por terem se rebelado e se recusado a cumprir ordem de ir ao Quartel-General, aderindo à paralisação dos policiais militares, em 10 de fevereiro. A Bravo é uma das quatro companhias operacionais da unidade de elite da corporação, que atualmente tem cerca de 400 homens.
Leia mais: PM usa pressão militar, ameaça exclusão sumária, e tropa vai às ruas
Soldados do Bope seguram bandeira do Brasil no alto do Morro da Mangueira
Todos os policiais transferidos do Bope vão perder a gratificação da unidade, de R$ 1.500 e – o pior, na opinião dos “caveiras” – ficarão fora do Bope até o fim da carreira, como exemplo para a tropa. As transferências aconteceram em três diferentes boletins internos. Foram afastados quatro subtenentes, 18 sargentos, 17 cabos e 12 soldados.
“O pior castigo é não poder ser mais do Bope. Nunca mais. Foi uma grave quebra de confiança e de lealdade, primeira palavra da canção do Bope”, afirmou um alto oficial da PM familiarizado com a situação. “No Bope, missão dada é missão cumprida. O policial do Bope não pode se negar a cumprir missão”, completou.
O afastamento eterno da unidade de operações especiais – uma espécie de “irmandade”, com seus códigos próprios e camaradagem – é visto como um exílio dentro da corporação.
O Bope e o Choque são as tropas de reserva do Comando-Geral da PM e, portanto, consideradas unidades de confiança da chefia. No caso da greve, eram as duas unidades designadas pelo plano de contingência da corporação para compensar a eventual paralisação coletiva – foi o que ocorreu no dia seguinte. Assim, a perda de controle desses dois batalhões estratégicos poderia representar o êxito do movimento grevista.
Leia também: Bope troca a mística farda preta por camuflada em operações diurnas
Sanção dura, “exílio” tem intenção de servir como exemplo à tropa
Policiais do Bope fazem patrulhamento na principal via da Rocinha
A recusa à ordem do chefe de Estado-Maior Operacional e ex-comandante do Bope, coronel Pinheiro Neto, de se apresentar ao QG, foi considerada pela PM um ato de insubordinação, daí a punição dura.
Como o Bope é referência para os policiais, qualquer ação de seus membros tem grande repercussão sobre os colegas. A intenção é que a sanção sirva como exemplo para todos os policiais e para os oficiais jovens, a fim de desencorajar novas ações grevistas.
A determinação foi passada à equipe de plantão pelo comando da unidade, na noite em que PMs e bombeiros estavam reunidos na Cinelândia para declarar greve, que se iniciaria à meia-noite. A companhia se recusou a sair do quartel, em Laranjeiras.
De acordo com os policiais, eles não concordavam em reprimir os colegas de farda, pleiteando aumento salarial.
Eles justificam que queriam evitar afrontar os outros PMs e parecer estar contra eles e provocar, talvez, confusão.
Duas horas de discussões em tom duro, gritos e ameaças de punição
Foram necessárias duas horas de discussões intensas no batalhão entre os oficiais do comando da unidade e a companhia Bravo, em tom duro, com gritos de lado a lado e ameaças de punição até que a equipe aceitasse sair e ir até o QG.
Leia também: Movimento grevista opõe oficiais a praças na PM do Rio
Como punição, quase a metade desses PMs foi remanejada para lugares distantes da capital, onde atuavam, indo para Campos dos Goytacazes (a 284km do Rio) e Macaé (a 188km do Rio).
Para o comando da PM e do Bope, esse episódio vai ficar marcado negativamente na história da unidade, assim como o caso do ônibus 174, quando, após horas de negociação, a refém Geisa Firmo Gonçalves foi morta, após um atirador do Bope errar os disparos contra o seqüestrador, Sandro Nascimento. Preso sem ter sido baleado, Sandro acabou morto por policiais do Bope, por asfixia, dentro do camburão que o levava preso.
Perder uma equipe experiente, cortando na própria carne, está sendo traumático para o Bope. Os PMs afastados tinham anos de Bope e estiveram envolvidos em praticamente todas as grandes ações da unidade de elite. A ideia da PM é que “ninguém é insubstituível” e que se for necessário desmontar o Bope, isso será feito.
Leia também: Novo Caveirão do Bope deve ser o Maverick, da África do Sul
Cabo do Bope, com a farda camuflada que substituirá a preta, em operações diurnas
Mais de 170 PMs de Volta Redonda, que se aquartelaram, são transferidos para a Baixada
O comando da corporação também transferiu mais de 170 policiais de Volta Redonda que se aquartelaram durante a paralisação, recusando-se a sair da unidade. Além do Bope, foi o mais problemático caso durante a crise, resolvida com o endurecimento do regulamento militar, ameaças de expulsão sumária e de prisão.
Policiais do Bope e do Choque precisaram ser enviados a Volta Redonda para assumir os postos de policiamento ostensivo na cidade
João Alkimin: Lamentável mais uma morte na Policia Civil 60
O que leva um policial a tirar a própria vida? Com certeza o salário indigno, as péssimas condições de trabalho, as cobranças desumanas da chefia,o medo de que por qualquer motivo,ou sem motivo seja levado as barras da Corregedoria.
João Alkimin
João Alkimin é radialista – showtime.radio@hotmail.com – RÁDIO
Policial que prendeu políticos de Taboão da Serra “se mata” com tiro no peito…Inquérito – ” presidido pelo Investigador chefe da Seccional ” – que apurava cancelamento de créditos de IPTU e baixa de dívidas em troca de propina teria sido direcionado para favorecer políticos do PMDB-PSDB 147
Investigador Ivan Jerônimo se mata com tiro no peito
Divulgação Taboão em Foco
O investigador cometeu suicídio na tarde desta quinta, durante discussão
O investigador Ivan Jerônimo da Silva se matou com um tiro no peito na tarde desta quinta-feira, 8. Ele ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele foi socorrido para o Hospital São Luis, no Morumbi, onde faleceu momentos após dar entrada.
Informações iniciais indicam que o investigador estaria acompanhado por outras duas pessoas quando atirou no próprio peito. Ele estaria em uma banca e se matou dentro do banheiro.
Segundo pessoas próximas a ele o policial estava há alguns meses com um forte quadro depressivo após rumores de que ele seria afastado da Delegacia Seccional. Ele estava tomando medicamentos controlados e muito fortes. A morte do investigador chocou e pegou de surpresa as pessoas mais próximas dele, os admiradores do seu trabalho e moradores de Taboão.
Os policiais amigos de Ivan estão consternados com a morte do investigador. Abalados, eles não conseguem acreditar no fato. Pedindo anônimato, um de seus amigos próximos, contou a reportagem do Jornal na Net que tinha comentado a outros amigos que o Ivan Jerônimo não estava bem.
Alguns amigos do investigador das Delegacias da Região e também de São Paulo estão no Hospital São Luis. A perícia já preserva o local do crime que foi registrado no 34º DP da Vila Sônia.
O corpo dele será velado na Academia de Polícia Civil (Acadepol), na Cidade Universitária (USP) a partir da 0h00. Já o sepultamento, até o momento, não foi confirmado, mas pode ser realizado no Mausoléu da corporação, localizado no Cemitério de Congonhas ou no Crematório de Itapecerica (Cemitério Horto da Paz).
Ivan foi socorrido ao Hospital, onde faleceu momentos após dar entrada
O Ivan Jerônimo se matou no mesmo dia em que foi confirmada a troca de comando na Delegacia Seccional da cidade. A posse estava marcada para essa sexta-feira. Leia mais informações Aqui. Após a morte do investigador a solenidade de posse do novo delegado seccional foi remarcada para segunda-feira.
Com informações de Rafael Rezende.
——————————————————————————-
Exemplo prático do modus operandi da colaboração profícua entre instituições, na Operação Cleptocracia & CEI são constantes “levantadas de bola” de Paulo Félix ou de seu partner Olívio Nóbrega destinadas a incriminar ou amedrontar testemunhas durante oitivas na Câmara, sob o olhar cúmplice do presidente Cido e sob a omissão complacente dos demais membros. Às “levantadas” seguem-se as rápidas “cortadas” do chefe Jerônimo, sob a forma de diligências que terminam em inquirições “espontâneas”, realizadas na calada da noite, logo após as oitivas, nas dependências da Delegacia Seccional (Jornal Na Net, Karen Santiago, 10/06/2011).
O chefe dos investigadores patenteou sua reciprocidade. Garantiu aos membros da CEI revelações exclusivas sobre andamentos dos inquéritos a se cargo. Jerônimo afirmou publicamente: “quanto às novas investigações estão sendo bem conduzidas, no tempo certo avisaremos das novidades” (Portal OTaboanense, Eduardo Toledo, 18/08/2011). Essas palavras não deixam de causar certa surpresa em alguns investigados cujos advogados sequer têm regular acesso aos autos dos inquéritos. Também ensejam certa incompreensão da sociedade, não menos espantada com o envolvimento direto de quatro colegas dos membros da CEI no escândalo e dois outros com citações nos relatórios policiais do investigador, incluindo o relator Félix.
Esta colaboração suscita preocupações. Em ao menos dois casos, pedidos de prisão de servidores foram reiterados por Jerônimo após negativas fundamentadas do Ministério Público e do Judiciário. Num deles, por fatalidade ou não, o objeto da sanha prisional foi um servidor com estreita ligação funcional a inimigos políticos declarados de Paulo Félix.
O fato dos relatórios policiais chegarem às redações dos jornais e televisões, além de subirem para Internet antes mesmo do conhecimento das autoridades que oficialmente deveriam avaliar sua consistência chegou a ser objeto de questionamento de um dos membros mais ofuscados da CEI, vereador Wagner Eckestein/PT. Jerônimo, o autor dos relatórios, alegou candidamente à comissão não ser ele responsável pela divulgação e desconhecer quem realiza repetidamente essa proeza. Tanto o vereador que perguntou quanto os demais presentes, não se sabe se por excesso de cuidado ou pleno convencimento, deram-se por satisfeitos com a resposta.
A conjugação do “poder policial” com o poder político não está limitada às articulações paroquianas. Ao contrário, das ações e declarações dos agentes políticos e policiais emergem indícios claros de que os acordos de interesses envolvem estratos mais altos.
Denúncias públicas e lamúrias privadas sobre o direcionamento político-partidário das investigações levaram o chefe Jerônimo à conclusão de que há “um plano para taxar (sic) a operação de política. Estamos fazendo a investigação dentro da lei, apartidária, tanto é que foram presas diversas pessoas, inclusive do PMDB, do deputado Caruso de quem sou amigo e de toda a família”. O investigador, orgulhoso de suas relações pessoais, detalhou os laços que o ligam ao deputado do PMDB: “O Caruso é meu amigo pessoal. É meu compadre e não vejo nenhuma ilegalidade nisso” (Jornal Na Net, Sandra Pereira, 12/08/2011).
Tratando-se de Taboão da Serra, o nome do Deputado Estadual Antonio Caruso/PMDB não aparece por acaso. Nos bastidores da política estadual é conhecida a influência do deputado na Delegacia Seccional da cidade. Permitam neste ponto um parêntese para esclarecimento daqueles que ignoram os fundamentos da realpolitik: a influência exercida por Caruso não é nada incomum e, dentro de alguns limites, absolutamente legítima. Faz parte da relação dos Poderes Executivos com o Legislativo, no caso, do Governo do Estado com a base parlamentar que lhe garante a governabilidade na Assembléia Legislativa.
Contudo, nestas plagas, para além das questões relativas às indicações políticas para cargos de chefia que garantem a governabilidade, Caruso teria revelado a um antigo companheiro taboanense de partido a chave de entendimento do desenrolar dos fatos pretéritos, presentes e futuros da Operação Cleptocracia & CEI. Segundo conta o correligionário, o deputado teria dito que o PMDB local marcharia nas próximas eleições com candidatura a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo PSDB, mesmo partido do vereador Paulo Félix. Mais, o deputado teria afirmado jubilosamente que desta vez ganhariam as eleições por WO, que para os não iniciados é a abreviação da palavra inglesa walkover, significando a vitória da equipe quando o adversário está impossibilitado de competir por não ter um número mínimo de jogadores necessários para a partida ou, ainda, por seu não comparecimento na data e hora marcadas para a disputa.
As revelações de Caruso feitas ao seu compaheiro de partido parecem dar sentido à birra da Operação Cleptocracia & CEI em restringir as investigações, contra todas as evidência, ao período pós-2005. Investigações sobre o período anterior (por exemplo, 1997/2004, período em que Binho chefiou o Cadastro Imobiliário) poderiam respingar em pessoas ligadas a Fernando Fernandes/PSDB ou implicar até mesmo o próprio. Os esclarecimentos também ajudam elucidar o esforço policial e político para comprometer nas investigações todos os nomes (daí o WO?), sem exceção, ligados ao atual governo que possam apresentar-se como adversários viáveis eleitoralmente na disputa com a chapa PSDB/PMDB.
A consistência da trama é reforçada pelas últimas nãocoincidências de eventos da Operação Cleptocracia & CEI que reforçam a verossimilhança da chave de interpretação oferecida. No dia 13/09, data em que seria votado pedido de impeachment do Prefeito Evilásio Farias/PSB por suposta cumplicidade omissiva ou comissiva com o esquema de corrupção investigado, os operadores da Operação Cleptocracia & CEI deram mostras de coordenação. Pela manhã e tarde a polícia civil de Taboão cumpriu, com costumeiro estilo e cobertura midiática, mandado de busca e apreensão na casa da vice-prefeita Márcia Regina/PT. À noite do mesmo dia, sob pressão da mobilização potencializada pelo noticiário, a Câmara rejeitou o pedido de cassação do prefeito. Coincidentemente, como outros eventos desta trama, no dia anterior o vereador Paulo Félix recebeu, também com direito à ampla repercussão na imprensa regional, convite de filiação ao PMDB local, cujo diretório foi dissolvido e encontra-se em fase de reestruturação sob a liderança do Deputado Caruso (Portal Otaboanense, Eduardo Toledo, 13/09/2011).
Evidências cada vez mais explícitas de direcionamento políticopartidário na Operação Cleptocracia & CEI começa a colocar em xeque a honestidade de propósitos e os reais objetivos de seus dirigentes e operadores.
Ato III – A luz no fim do túnel: fortes são os poderes da Justiça e do Povo
Depois de suas declarações infelizes na imprensa que motivaram representações contra si em diversas instâncias da Polícia Civil, Governo Estadual e outras instituições estaduais e federais, o chefe Jerônimo ofereceu, no mais recente de seus relatórios disponíveis na Internet, ligeiro sinal daquilo que poderia, em tese, ser interpretado como uma percepção da necessidade de coarctar suas ações para garantir o sucesso de seu trabalho e o respeito aos direitos e deveres expressos na lei e no código deontológico de seu serviço. Assim, no final da peça que leva indefectíveis marcas de seu estilo, Jerônimo afirma: “De outro lado, nosso juízo entende que será mais saudável acrescentarmos outros nomes ao término da investigação, se for o caso, ao invés de eventualmente termos que excluir algum inocente”.
Infelizmente, na prática, o investigador só reforça a insegurança jurídica e a desconfiança política inauguradas com a mancebia resultante nesta híbrida Operação Cleptocracia & CEI. Sua fala não se coaduna com preceitos do Estado Democrático de Direito brasileiro que estabelece competências e formalismos rígidos ao exercício do dever-poder das autoridades e servidores do Estado. Cabe indagar aos juristas se existe amparo legal que legitime a autoatribuição de competência do chefe Jerônimo para formular “juízos” antecipados de “salubridade” dos rumos e objetos investigados ao seu encargo na qualidade de investigador. Nesta Operação Cleptocracia & CEI, aparentemente, foram suspensas algumas garantias constitucionais e modificados alguns deveres e competências funcionais da polícia. Neste tópico lembro que operações policiais da Polícia Federal, a exemplo da Satiagraha e mais recentemente a Boi Barrica, foram anuladas em virtude de procedimentos policiais ilegais durante as investigações, acabando por beneficiar suspeitos da prática de crimes. Da formulação de juízos arbitrários, como vimos, já resultou constrangimento ilegal de dois servidores de reputação ilibada e sem antecedentes criminais. Estes, a despeito da opinião do Ministério Público que não enxergou em suas condutas nenhum indício de crimes, foram alvos de dois malsucedidos pedidos de prisão da lavra do investigador chefe, agora preocupado com a “salubridade” da investigação.
Contudo, há uma aparente mudança qualitativa do quadro taboanense a indicar um ligeiro despertar de consciências quanto ao problema da transposição dos limites no exercício da atividade policial. O vereador Valdevan Noventa/PDT, após ser ameaçado de prisão por meio da imprensa caso tente disputar novas eleições, partiu para o ataque e representou o investigador Jerônimo na Corregedoria da Polícia Civil. Não está em questão aqui defender ou atacar a idoneidade do vereador. O fato é que ninguém pode afirmar impunemente, muito menos um policial, que alguém pode ser preso “no momento certo (…), na hora em que cometer um deslize”. Uma afirmação desse tipo, saída da boca de um policial, deixa no ar um sem número de questões que põem sob suspeição a atuação da Delegacia Seccional (Jornal Na Net, Sandra Pereira, 12/08/2011).
Saiba mais aqui
TIJOLADA NO DIREITO DE PROPRIEDADE: Geraldo Alckmin nega avaliar tijolão de barro como bloco de cimento 13
TIJOLO 3
O relator da arguição apresentada por Alckmin é o ministro Celso de Mello, decano do STF. A decisão terá impacto em todo o país: os tribunais estaduais terão que seguir o entendimento da corte sobre o assunto.
FESTIVAL DE BABOSEIRAS PARA PROTEGER O TUCANO “BARÃO DO LIXO” : Seu delegado a perícia no jet assombrado deve ser feita no mar por um piloto compromissado…Cala a boca Dr. João, não inventa, defeito determinante está no animal que virou o acelerador para empinar a máquina…NÃO SOMOS IDIOTAS! 20
Acidente em Bertioga
Para família de Grazielly, jet ski não apresentava defeito
Os pais da menina Grazielly Almeida Lames, de 3 anos, morta após ter sido atingida por um jet ski, em Bertioga, não acreditam que o equipamento estivesse com defeito.
Um dos peritos que analisaram a embarcação, João Alves, afirmou, nesta quarta-feira, que foi encontrado um item de “não conformidade” no veículo. Ele não quis mencionar qual seria o suposto defeito, mas garantiu que pode ser determinante para esclarecer o acidente.
Segundo ele, que é chefe do Núcleo de Perícia do Instituto de Criminalística (IC) em Santos, o equipamento ficou em funcionamento por menos de 1 minuto na hora do acidente na praia de Guaratuba.
Os advogados da família de Grazielly vão contestar a perícia feita pelo Instituto de Criminalística, já que o jet ski ficou, por vários dias, no pátio da Delegacia de Bertioga. O laudo deve ficar pronto em uma semana.
Acidente
O acidente aconteceu na praia do Guaratuba, no último dia 18. Moradora de Artur Nogueira, era a primeira vez que Grazielly via o mar. Ela estava na beira d’água quando foi atropelada pelo jet desgovernado. A garota chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
Durante as investigações, testemunhas disseram ter visto o caseiro do imóvel onde o adolescente estava levar o veículo até a praia. A casa e o equipamento são dos padrinhos do acusado.
Elas contaram também que o funcionário estava acompanhado de dois menores (o acusado e seu colega). Segundo o relato, os adolescentes subiram no jet, que foi ligado. Em seguida o equipamento empinou, ambos caíram e ele seguiu até atingir a garota. Os garotos foram embora sem prestar socorro.
————————————————-
Parabéns aos Delegados que “prenderam algumas autoridades e politicos” e tomaram milhões…ALIVIAR O CAIXA DE POLÍTICO LADRÃO É DEVER MORAL ! 11
Na seccional que eu trabalho prenderam algumas autoridades e politicos… fiquei sabendo depois que a poeira baixou que pagaram milhões de reais pro chefe dos tiras da seccional pro delegado seccional pro delegado titular do caso e pro chefes dos tira dele…
Se eu der nome aos bois eu morro…É tudo brincadeira Ministério Público…eu gosto de brincar com meu anonimato…
Sou doido Sou cagueta do bem mas não sou corojoso a esse ponto…
Doutor Conde pelo amor de Deus e dos meus filhos não cria um ‘post’ com esse meu texto!
O Delegado da DISE – caso não tenha participado – é santo ou é cego…E o Juiz também deveria ser responsabilizado por expedir mandado de busca a pedido de celerados 7
Representantes do Estado
MP denuncia policiais por extorsão mediante sequestro
Por Eduardo Velozo Fuccia
A cela da delegacia virou cativeiro. Sobre o homem mantido preso nela não recaía acusação alguma. Ao contrário, tratava-se de uma vítima de extorsão mediante sequestro. Essas subversões foram cometidas justamente por sete homens que representavam o Estado. Eles estavam investidos da função de policial civil para reprimir crimes em geral. Desviaram as suas condutas, de acordo com o Ministério Público, e viraram réus.
Esse enredo mais parecido com o de filmes da máfia resume a denúncia oferecida pelos promotores André Luiz dos Santos, Cássio Roberto Conserino e Silvio de Cillo Leite Loubeh, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) — Núcleo de Santos. Nesta semana, a Justiça recebeu a acusação formal do Ministério Público. A ação tramita na 2ª Vara de São Vicente.
A vítima possui loja de autopeças em Santos e mora em São Vicente. Valendo-se de informações privilegiadas decorrentes de investigações, oriundas inclusive de interceptações telefônicas das cidades de Caçapava e Caraguatatuba, os policiais a abordaram no dia 15 de fevereiro de 2005, logo após ela sair de casa. Como pretexto, como relataram os promotores na denúncia, os acusados alegaram possuir provas de sua ligação com o tráfico de drogas.
Os policiais estavam armados, algemaram o comerciante e retornaram com ele até a residência, revistando-a sem mandado judicial. Apesar de nada de ilícito ser achado, o lojista foi sequestrado e levado à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, onde atuavam seis dos réus, de acordo com a acusação feita pelo Ministério Público. O sétimo acusado era do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).
Resgate
Insistindo no discurso de que havia provas contra o lojista, os acusados o mantiveram incomunicável em uma cela da delegacia, liberando-o apenas no dia seguinte. A soltura foi condicionada ao pagamento da quantia de R$ 100 mil, que o comerciante alegou não possuir. Porém, devido ao receio de algo pior, a vítima ofereceu R$ 30 mil, sendo que R$ 10 mil obteria com a venda de sua moto e o restante sacaria no banco.
Segundo a denúncia do MP, participaram da abordagem na Baixada Santista os policiais Roberto Sarmento de Figueiredo Lopes Júnior, Luiz Gustavo de Oliveira, Marcelo Raggasini Rocha, Flávio Tadeu Bastos de Oliveira e Accácio Rangel de França. Eles viajaram em dois carros: um Golf, que era produto de crime e estava depositado para Luiz Gustavo, e um Audi pertencente a Accácio.
Posteriormente, esses acusados se encontraram na Dise com José Rubens de Rezende Filho, suspeito de exercer liderança sobre os demais. Na delegacia também chegou o denunciado Paulo Sérgio da Fonseca de Souza, único policial do Deic. A próxima etapa do grupo foi retornar com a vítima à Baixada Santista, a fim de receber os valores que ela aceitara pagar. Neste regresso ao Litoral, apenas Accácio não veio.
Em 16 de fevereiro, conforme os promotores do Gaeco, o comerciante vendeu sua moto, repassando os R$ 10 mil recebidos aos réus. Cinco dias depois, ele sacou R$ 20 mil de uma agência bancária, em São Vicente, entregando o dinheiro aos acusados. Porém, em 29 de março do mesmo ano, os denunciados voltaram a pressionar o lojista, porque não receberam os R$ 100 mil exigidos inicialmente.
Para isso, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência dos sogros do lojista, impondo-lhe grande constrangimento. A partir daí, os agentes públicos foram formalmente acusados pela vítima e as suas condutas passaram a ser apuradas pela Corregedoria da Polícia Civil. Embora a denúncia só tenha sido recebida nesta semana, o processo contra eles já conta com seis volumes.
Prova do sequestro
As horas de cárcere privado da vítima dentro do xadrez da Dise de São José dos Campos ficaram comprovadas, segundo destacaram os representantes do MP, porque ela deixou propositalmente no local vestígios que depois foram detectados por peritos criminais.
“Visando comprovar sua presença no local, a vítima escondeu pedaços de um chip de celular, o qual foi posteriormente encontrado pela Corregedoria da Polícia Civil e submetido a perícia”, relataram os membros do Gaeco.
A situação dos policiais, que não mais integram a instituição, se complicou ainda mais porque Roberto e Luiz Gustavo elaboraram um relatório de investigação com informações falsas, no qual informavam que a vítima colaborava com eles espontaneamente com a indicação de traficantes e pontos de venda de drogas.
O relatório foi elaborado com a finalidade de dar aspecto de legalidade à vinda dos réus a São Vicente em 15 de fevereiro de 2005, omitindo o sequestro com fins de extorsão da vítima e narrando que os policiais, na realidade, realizavam uma diligência oficial.
Embora tenha sido colocada a data de 17 de fevereiro de 2005 no documento, ele apenas foi entregue ao delegado que na época trabalhava na Dise em 5 de julho, quando a Corregedoria já apurava o desvio de conduta dos agentes. Por esse motivo, Roberto e Luiz Gustavo foram denunciados por falsidade ideológica.
Como os demais, esses acusados ainda responderão por extorsão mediante sequestro, que é crime hediondo, e formação de quadrilha. Entre as 11 testemunhas indicadas pelo MP para depor no processo estão o comerciante e dois delegados da Corregedoria.
Eduardo Velozo Fuccia é jornalista.
Revista Consultor Jurídico, 8 de março de 2012





