INDÚSTRIA DA EXTORSÃO EM SÃO PAULO: M.P. e P.M. continuam realizando grampos clandestinos em Taubaté 35

NOSSA REGIÃO

March 28, 2012 – 02:40

Gaeco e PM são suspeitos de realizar escutas ilegais

Por envolver promotores, inquérito está a cargo da Corregedoria de Polícia Judiciária; PM nega a prática

Luara Leimig Taubaté

A Corregedoria de Polícia Judiciária de Taubaté instaurou inquérito para apurar denúncias de supostas escutas telefônicas feitas ilegalmente por policiais militares de Taubaté e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado De acordo com a denúncia, os dois promotores do Gaeco estariam repassando interceptações telefônicas feitas contra advogados e policiais, tanto civis quanto militares, para que policiais militares façam a investigação. Além da suposta quebra de sigilo das ligações telefônicas e do repasse de informações sigilosas pelo Gaeco à PM, que não poderia realizar este tipo de trabalho, o denunciante ainda acusa a corporação de ‘manipular’ as escutas. A degravação das escutas seria feita de acordo com a interpretação desejada pela corporação e repassada aos promotores do Gaeco, que assinariam o documento sem conhecer o real teor da escuta original e entrariam com pedidos de mandados de prisão e de busca em comarcas vizinhas, como Aparecida e Tremembé. O motivo dos pedidos de mandados em cidades vizinhas seriam as frequentes recusas da Justiça de Taubaté às solicitações do órgão.

PCC.

Um exemplo de investigação que estaria sendo feita pelos policiais militares, seria a interceptação de ligações telefônicas de advogados suspeitos de ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A denúncia identifica pelo menos 9 advogados de Taubaté, mas revela que a lista é maior e também conta com policiais civis.

OAB. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Taubaté, também abriu investigação. Esta semana, o órgão instaurou sindicância sigilosa para apurar a denúncia de grampos irregulares contra os advogados. Para o presidente da OAB Aloísio Nobre, a denúncia é gravíssima e, se comprovada, pode vir a fragilizar todo o sistema já estruturado de democracia no país. “O que se faz, de acordo com esta denúncia, que por sinal é rica em detalhes, é lançar mão de expedientes legais, com manipulação de dados que podem condenar sem qualquer cautela pessoas de bem”, afirmou Nobre. Ainda segundo o presidente, hoje já estão sendo encaminhados ofícios para os advogados envolvidos nas denúncias. “Nós vamos apurar e tomar todas as medidas necessárias, para resguardar os direitos destes advogados”, afirmou.

Outro lado. A assessoria de imprensa do Gaeco, informou apenas que não pode comentar o caso por se tratar de investigação sigilosa. Já o comando da Polícia Militar da região em São José dos Campos, informou por meio de nota da assessoria, que não realiza escutas telefônicas e que o trabalho de investigação da instituição abrange somente os assuntos relacionados aos seus integrantes. Ainda de acordo com a corporação, a PM não realiza trabalho em conjunto com o Gaeco e que as investigações envolvendo Policiais Civis competem à Corregedoria da Polícia Civil.

COMPETÊNCIA

Serviço existe para investigar a PM

O serviço velado da Polícia Militar, conhecido internamente pela corporação como P2, existe para investigar crimes ou infrações cometidas pelos próprios policiais militares. De acordo com a legislação, os PMs não podem atuar na investigação externa, o que compete à Polícia Civil e aos promotores. Os homens do velado não utilizam fardas e atuam de forma discreta.

http://www.ovale.com.br/nossa-regi-o/gaeco-e-pm-s-o-suspeitos-de-realizar-escutas-ilegais-1.236099

UOL Entretenimento: PM DÁ GOLPE PUBLICITÁRIO DO ANO 39

Polícia descobre que Datena seria sequestrado nesta quarta-feira (28)

28/03/2012 – 15h48 |         do UOL Entretenimento

Divulgação/Band

Datena no estúdio do “Brasil Urgente”, na Band (agosto/2011)

Flávio Ricco Colunista do UOL

A Polícia Militar descobriu, através das redes sociais, que bandidos planejavam sequestrar o apresentador José Luis Datena na noite desta quarta-feira (28). O crime aconteceria entre 20h30 e 21h, na rodovia Castelo Branco, entre os municípios de São Paulo e Osasco. Este é o caminho que o jornalista e apresentador costumeiramente faz, todas as noites, quando deixa o seu trabalho na Rádio e TV Bandeirantes em direção a sua casa.

A polícia alertou o apresentador e, através de um cruzamento de informações, chegou ao veículo que seria utilizado para o crime. É um carro roubado, com placas de Belém do Pará.

Preocupado, Datena já está tomando providências para deixar sua família protegida.

*Colaboração de José Carlos Nery

Leia a Íntegra da coluna do Flávio Ricco

Propina indireta 4

Bancos oficiais pagam coquetel para juízes em São Paulo

Banco do Brasil e Caixa gastam R$ 225 mil para custear evento de posse de dirigentes do TRF no Theatro Municipal

Caixa administra depósitos judiciais e tem processos de seu interesse em tramitação no tribunal

FREDERICO VASCONCELOS

DE SÃO PAULO

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil pagarão as despesas de um evento festivo do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS) na segunda-feira, no Theatro Municipal de São Paulo. A CEF desembolsará R$ 150 mil e o BB, R$ 75 mil.

O tribunal oferecerá recepção e coquetel para comemorar a posse de seus novos dirigentes, os juízes Newton De Lucca (presidente), Salette Nascimento (vice) e Fábio Prieto (corregedor).

Eles tomaram posse oficialmente em 17 de fevereiro no TRF, na presença de representantes do Legislativo, do Executivo, do Ministério Público e da OAB. O tribunal alega que a posse se deu na véspera do Carnaval e decidiu fazer a comemoração agora em local mais amplo, “sem dispêndio de recursos públicos”.

O presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Ricardo Rezende, diz que foi procurado por De Lucca e pelo BB para “auxiliar na organização do evento” no teatro. A associação concordou em intermediar os recursos do BB. A CEF decidiu fazer o pagamento diretamente.

Segundo Rezende, os recursos do BB cobrirão as despesas com “valet”, decoração e convites. A CEF pagará o coquetel. A Secretaria da Cultura diz que houve dispensa de pagamento pelo espaço e que nele haverá apresentação do Coral da Sinfônica de Heliópolis e Coral da Unifesp, contratados pelo próprio órgão.

O TRF-3 é grande cliente da CEF, que administra os depósitos judiciais do tribunal. No TRF-3 tramitam processos em que a CEF é parte em São Paulo e em Mato Grosso do Sul.

Em agosto de 2008, a Folha revelou que a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) captou dinheiro junto a empresas privadas para custear parte dos gastos de encontro promovido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (sede no RJ) num luxuoso resort em Búzios (RJ).

Em 2009 a Ajufe e outras entidades fizeram recepção para comemorar a posse de Dias Toffoli no STF. Na época, a CEF repassou R$ 40 mil.

Outro lado

TRF não dispõe de verba para festas, afirma associação

DE SÃO PAULO

O presidente da Ajufesp, Ricardo Rezende, diz que o TRF-3 deveria ter verbas para solenidades “para não depender do auxílio de outras entidades” e que “a celebração da posse” é comum nas instâncias da República.

O TRF-3 informou que, como a posse ocorreu na véspera do Carnaval, optou por realizar o evento comemorativo em outro prédio, “sem dispêndio de recursos públicos”.

A CEF diz que houve “solicitação formal do TRF-3” para o patrocínio e que já patrocinou outros eventos do Judiciário. O BB diz que “o patrocínio foi oferecido ao banco pela instituição organizadora do evento, a Ajufesp”, e visa fortalecer “a marca da empresa junto ao público”.

Governo de São Paulo: NÃO ROUBA, NEM DEIXA ROUBAR 6

27/03/2012-19h42

Justiça aceita denúncia contra 14 acusados de cartel na linha 5

DE SÃO PAULO

O juiz Marcos Fleury Silveira de Alvarenga, da 12ª Vara Criminal Central de São Paulo, aceitou nesta terça-feira a denúncia contra os acusados de suposta prática de cartel na licitação para ampliação da linha 5-lilás do metrô.

14 executivos são acusados de cartel na obra da linha 5 do metrô ‘Esse crime compensa’, diz promotor sobre fraude em licitação do metrô

Na quarta (21), o Ministério Público apresentou denúncia (acusação formal) contra 14 executivos dos consórcios responsáveis pela obra sob acusação de formarem um cartel para fraudar a licitação. A partir de agora, a Justiça vai instaurar um processo para investigar o caso. Se condenados, as penas podem chegar a dez anos de prisão.

As suspeitas foram reveladas por reportagem da Folha em 2010, que mostrou que os vencedores da licitação já eram conhecidos seis meses antes da disputa.

A acusação da Promotoria é de que representantes das maiores empreiteiras do país combinaram os preços que apresentariam ao Metrô para ganhar os seis lotes da megaobra de R$ 4 bilhões.

De acordo com a denúncia, o Metrô estabeleceu na licitação que as propostas das empresas não poderiam ultrapassar o orçamento em nenhuma hipótese. “E, sintomaticamente, os percentuais oferecidos pelas empresas vencedoras eram minimamente abaixo do orçamento proposto pelo Metrô”, afirma no documento o promotor Marcelo Mendroni. Ele diz que cada consórcio escolheu um lote e os outros apresentaram valores maiores para perder a disputa.

Foram denunciados Anuaar Benedito Caram, Flavio Augusto Ometto Frias, Jorge Arnaldo Curi Yazbec Júnior e Eduardo Maghidman, do consórcio Andrade Gutierrez/Camargo Corrêa; Severino Junqueira Reis de Andrade, da Mendes Junior; Adelmo Ernesto Di Gregório, Dante Prati Favero, Mario Pereira e Ricardo Bellon Júnior, do consórcio Heleno & Fonseca/Tiisa; Roberto Scofield Lauar e Domingos Malzoni, do consórcio Carioca/Cetenco; Carlos Armando Guedes Pascoal, do consórcio Odebrecht/OAS/Queiroz Galvão; e Adhemar Rodrigues Alves e Marcelo Scott Franco de Camargo, da CR Almeida/Cosben.

No ano passado, após ação da Promotoria, a Justiça chegou a determinar a paralisação das obras da linha 5 e o afastamento do presidente do Metrô, Sergio Avelleda.

As obras só ficaram paradas entre os dias 18 e 22 de novembro, pois a decisão foi suspensa.

A denúncia aceita pela Justiça não cita o presidente do Metrô, Sergio Avelleda, e não impede a continuação da obra, por se tratar da esfera criminal. A Promotoria afirma não ter encontrado indícios suficientes para denunciar funcionários do Metrô, mas Avelleda pode ser responsabilizado em ação de improbidade adminstrativa.

OUTRO LADO

Procuradas, as empresas dos denunciados informaram que até a noite de hoje não haviam sido notificadas sobre a abertura do processo.

A Andrade Gutierrez disse na sexta (23) que “não teve acesso ao teor da denúncia”.

A construtora Carioca disse que “todas as suas ações são pautadas em observância à lei” e que “está à disposição da Justiça para colaborar com as investigações”. Já a Mendes Junior informou que não iria se manifestar.

A Odebrecht, que liderou o consórcio formado também pela OAS e Queiroz Galvão, “nega veementemente qualquer irregularidade em sua participação na licitação da linha 5 e reafirma que cumpriu rigorosamente a legislação e as regras do edital”.

A empresa diz que seu consórcio “concentrou seus estudos no lote 7 pelo fato de ter em disponibilidade o equipamento necessário à obra e por ser composto de empresas que estão entre as poucas especialistas no mundo para operar este tipo de equipamento”.

A Camargo Corrêa informou que “continuará a apresentar nas instâncias legais cabíveis os esclarecimentos de que as acusações são absolutamente infundadas”.

A Tiisa, que formou consórcio com a Heleno & Fonseca, diz que “agiu com plena lisura, pautando a sua atuação de forma eficiente, transparente e responsável”.

O Metrô disse que não se manifestaria sobre o assunto porque a denúncia da Promotoria nesse caso se limita aos executivos das empreiteiras.

Editoria de Arte/Folhapress
Cronologia dos problemas da licitação de obras


Secretaria de Segurança Pública de SP acoberta PMs corrompidos pelo PCC 19

http://www.pannunzio.com.br/archives/10044

De acordo com o ex-Secretário Nacional Antidrogas Walter Mayerovitch, a descoberta de Sandro Barboza deixa a nu uma perspectiva assustadora: a de que o PCC, vitaminado pela corrupção que contamina a PM paulista, já tenha se imiscuído no Estado, contratando bandidos de farda para o cometimento de crimes que antes eram perpetrados por bandidos sem farda.

 

O FUGITIVO PARTE I : estrelando Antonio F.P. – ( PM na mão do PCC )…Exclusivo: documentos secretos revelam a relação entre o PCC e parte da PM de SP 58

Relatórios secretos da PM acabam arquivados Do Jornal da Band

pauta@band.com.br

Terça-feira, 27 de maro de 2012 – 20h04       Última atualização, 27/03/2012 – 20h31

Exclusivo: o Jornal da Band teve acesso a relatórios de inteligência secretos da Polícia Civil de São Paulo.

Os documentos pedem a investigação de policiais militares por envolvimento com o crime organizado. Mas foram arquivados.

De acordo com a denúncia, organizações criminosas que atuam dentro e fora dos presídios estariam cooptando policiais para que eles não interfiram nos pontos de vendas de drogas e ajudem nos furtos de caixas eletrônicos.

O Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria pagando para que uma minoria dentro da Polícia Militar ajudasse no tráfico de drogas. Apesar de ter conhecimento do fato, a Secretaria de Segurança Pública mandou arquivar os Relatórios Secretos de Inteligência. Este vídeo também pode ser visto no portal band.com.br ou no canal da Band aqui no Youtube.

Reportagem de Sandro Barboza
Edição de Juliana Maciel
Imagens de Josenildo Tavares, Claudinei Matozão, João Ricardo e arquivo Band

Por que o TJ e o MP de São Paulo não tomam providências sobre a grampolândia existente nas cidades de Presidente Venceslau e Presidente Prudente? 3

TJ do Rio afasta juiz recordista em autorização

O juiz Rafael de Oliveira Fonseca, titular da Vara Única da Comarca de Mangaratiba (RJ), vai responder a processo administrativo disciplinar. Nesta segunda-feira (26/3), o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por unanimidade, determinou a instauração do processo e decidiu pelo afastamento do juiz.

“Estou votando pela instauração do processo administrativo disciplinar pela violação do artigo 35, incisos I e VIII da Lei Complementar 35/79”, afirmou o corregedor-geral da Justiça, desembargador Azevedo Pinto. De acordo com os dispositivos, são deveres do juiz “cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício” e “manter conduta irrepreensível na vida pública e particular”.

Na mesma sessão, os desembargadores votaram pelo afastamento do juiz do cargo e pelo encaminhamento de peças ao Ministério Público para a apuração de ilícito criminal. O juiz é apontado pelo TJ fluminense como recordista em autorizações de escutas telefônicas e acusado de ter ligações com milicianos da cidade de Itaguaí, na região metropolitana do Rio, onde atuou como juiz criminal. Há quatro representações encaminhadas à Corregedoria do Tribunal de Justiça contra ele.

“Haverá o rigor necessário para que tenhamos os fatos apurados com a maior profundidade possível”, afirmou o presidente do TJ-RJ, desembargador Manoel Alberto, durante a sessão.

Inspeção no TJ fluminense Como noticiou a ConJur, a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça começou na segunda-feira (26/3) inspeção no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os trabalhos iniciais, que prosseguem até sexta-feira (30/3), têm o objetivo de verificar a qualidade dos serviços prestados pela Justiça comum ao cidadão fluminense, analisar a folha de pagamento da corte e declarações de bens dos integrantes.

A iniciativa está prevista na Portaria 14 assinada pela corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, e retoma as inspeções ordinárias promovidas pelo órgão desde 2008 nos tribunais brasileiros e que estavam suspensas após liminar do Supremo Tribunal Federal.

Em fevereiro deste ano, uma equipe da Corregedoria Nacional foi ao Rio de Janeiro para coletar informações sobre condenações por improbidade administrativa e sobre a abertura de sindicâncias e processos administrativos contra magistrados e servidores do Judiciário estadual. Isso porque o TJ-RJ apresenta números de processos administrativos e de condenações por improbidade muito baixos em comparação com outros tribunais, conforme dados de sistemas do CNJ. Com informações da Assessoria de Comunicação do TJ-RJ.

A Adpesp convida todos os Delegados de Polícia para a habilitação constitucional desta carreira jurídica 43

A Adpesp convida todos os Delegados para a legitimação da Carreira Jurídica

No dia 14 de março, uma quarta-feira, a Proposta de Emenda à Constituição 19/2011, a PEC da Carreira Jurídica, foi aprovada em segundo turno. Ela devolve o status de Carreira Jurídica aos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, como a dos Juízes, Promotores, Procuradores e Defensores Públicos, e simboliza um reconhecimento histórico à carreira. A última etapa do processo é a homologação da PEC. Trata-se do momento simbólico em que o texto é, enfim, consumado como lei. A Diretoria da Adpesp acompanhou cada passo do trajeto e convida todos os colegas para participarem deste último.
A homologação acontecerá no dia 3 de abril, uma terça-feira, às 14h30 no Plenário Juscelino Kubitschek, Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
A Adpesp reitera que a participação dos colegas é essencial.  A Carreira Jurídica vai além de um título.  É um mérito justo e uma base sólida para que outras reivindicações sejam pleiteadas pela carreira como um todo. A presença dos Delegados na Assembleia durante as etapas de convencimento e votação foi valorizada e bem quista entre os parlamentares. A Adpesp conta com a presença de todos.

João Alkimin: Para que serve o Inquérito Policial? 24

Primeiramente, quero me desculpar pelo último artigo. Realmente, em nenhum momento a Associação dos Escrivães de Policia falou em greve e sim, em operação padrão. Portanto, o grosseiro erro foi desse escriba. E por isso me penitencio. Mas seja operação padrão, ou greve terá meu total apoio.

Segundo, aviso aos náufragos e não aos navegantes do Flit Paralisante, não percam tempo em querer intrigar-me com o Delegado Conde Guerra. Posso inclusive vir a brigar com ele pessoalmente, porque até hoje o embate que tivemos foi de idéias e virtual, mas continuarei a defender e a pugnar pelo seu retorno as fileiras da Policia Civil, pois volto a repetir, é destemperado, mas não é ladrão ou corrupto e, em minha opinião foi demitido simplesmente por motivos políticos e por ter coragem e a hombridade de enfrentar os poderosos. E volto a repetir,quando o defendo, defendo antes e acima de tudo a liberdade de imprensa, para que chegue o dia em que todos possam postar suas opiniões sem medo de retaliações, por parte da Administração.

Perguntei para que serve o Inquérito policial, pois assisti a entrevista do marido de uma das mulheres presas acusada de fazer parte da gangue das loiras e o mesmo disse com todas as letras, que no dia e hora dos assaltos a mesma estava trabalhando em uma empresa de telemarketing em Curitiba e que teria entregado ao Delegado responsável pelo caso seu cartão de ponto e imagem de vídeo de monitoramento. E o Delegado teria lhe dito que: “Isso para nós não interessa, interessa somente em juízo.”! Ora, se isso for verdade é de uma incompetência como nunca vi na minha vida. Se não estiver enganado, pois não sou e nem pretendo ser jurista, o inquérito é feito para buscar a verdade real, dizer que o inquérito se destina a fazer provas para o Ministério Público, se não fosse inconstitucional seria burrice. Pois, o destinatário do inquérito não é nem nunca foi o promotor de Justiça, o destinatário é o Magistrado que recebe ou não a denuncia. E se essa moça realmente for inocente? Não podemos nos esquecer da escola base, do bar bodega e de tantos outros casos, em que a Autoridade Policial levada pela ânsia de estar na mídia cometeu barbaridades. Somente a escola base não tendo um desfecho muito pior graças à integridade moral e a coragem de um Delegado de Policia chamado Gerson Carvalho, Delegado que enquanto esteve na ativa dignificou sua profissão.

Esse comportamento de subserviência ao Ministério Público é que vai pouco a pouco minando a Policia Civil. As autoridades Policiais precisam ver que como já disse, o inquérito busca a verdade, portanto, é obrigação do Delegado juntar aos autos as provas que provem também a inocência do investigado e isso não é nenhum favor, é obrigação. Não é possível se manter uma pessoa presa e depois simplesmente dizer “desculpe. me enganei”! Mas a ânsia pela mídia, o desejo incontrolável de dar entrevistas leva a esse estado de coisas.

Ha algum tempo atrás na cidade de Jacareí o presidente da OAB local Ângelo Maria Lopes Filho foi assassinado em plena rua, depois de algum tempo se fez um enorme estardalhaço, prendendo um sindicalista, que provou sua inocência, tendo conseguido um habeas corpus do Tribunal de Justiça, trancando o inquérito policial. A partir disso, se contaminou irremediavelmente a investigação e até hoje não se tem os autores do homicídio. E a época policiais deram entrevistas, apareceram em jornais com o suspeito algemado, tiveram seus 5 minutos de fama e, de que adiantou? para a vitima e sua família, nada.

Policia que é policia trabalha em silêncio e quando vêm a publico, vem com o crime solucionado e não com achismos.

Aguardemos para ver se a senhora presa é culpada ou inocente e isso só uma investigação isenta e bem conduzida dirá. E com certeza temos bons policiais, alguns inclusive encostados em funções burocráticas, por não serem do agrado da atual Administração que poderiam e muito, para isso colaborar.

Ps.: Quanto a no passado ter criticado ao Delegado Conde Guerra foi recíproco, se ele tiver que me criticar, ou algum dos meus artigos, com certeza o fará. Pois tem hombridade e caráter para isso. E eu com certeza farei a mesma coisa.
Portanto volto a dizer se quiserem me criticar, fiquem a vontade, mas intriga não surtirá efeito, sob nenhuma hipótese.
Quero lembrar também, que não escrevo só para o Flit paralisante, mas para o Vejo São José. E somente pararei, volto a repetir, se o Delegado Conde Guerra ou o Jornalista Ricardo Faria não tiverem mais interesse. Mas mesmo assim, continuarei a defender na rádio o retorno do Delegado Conde Guerra a Policia Civil.

João Alkimin

João Alkimin é radialista – showtime.radio@hotmail.comRÁDIO

http://www.vejosaojose.com.br/joaoalkimin.htm

 

Desatino policial…( Taser, uma pistola elétrica usada para imobilizar suspeitos ) 10

 26 Mar 2012

A arma elétrica usada pela polícia australiana que matou o brasileiro Roberto Curti deveria ter sido acionada uma única vez. Não há justificativa para os quatro disparos

Laura Diniz

A família festejou quando o estudante de administração Roberto Laudisio Curti decidiu passar um ano na Austrália para estudar inglês. O garoto, então com 20 anos, havia perdido o pai e a mãe vítimas de câncer. Para os parentes, a experiência da viagem poderia ajudá-lo a amadurecer e a se qualificar para trabalhar quando voltasse ao Brasil. Ele sairia da casa de uma irmã em São Paulo direto para a de outra, que vive em Sydney. Desde julho passado, quando embarcou, aperfeiçoou o inglês, fez amigos e encantou-se com a cidade. No sábado, jogou futebol à tarde, marcou um gol, foi para casa, tomou banho e saiu à noite para uma balada. De madrugada, ligou para a irmã Ana Luisa e avisou que estava a caminho de casa.

Ao amanhecer, no entanto, ele ainda não havia chegado. Ana Luísa ligou para a policia e soube que um jovem tinha sido morto no centro comercial da cidade. Na delegacia, o marido dela, com quem Roberto passava noites jogando videogame, reconheceu o seu corpo. A história da polícia australiana é confusa: alguém, que talvez fosse Roberto, furtou um pacote de bolachas em uma loja de conveniência e correu. Acionados, policiais avistaram um rapaz, suspeitaram que fosse o ladrão e partiram para cima dele na tentativa de imobilizá-lo. Esse rapaz era Roberto, que, tendo dinheiro para comprar o que quisesse e com a documentação em ordem, não teria motivos para se assustar com a polícia. O brasileiro foi atingido por quatro disparos de Taser, uma pistola elétrica usada para imobilizar suspeitos. Morreu na hora.

A Taser, cujo nome técnico é lançador de dardos energizados, ficou conhecida pela marca de sua principal fabricante. A empresa é taxativa: um disparo é eficiente para imobilizar alguém – mais do que isso, é arriscado. “Se prescrevo uma medicação e a pessoa toma em dobro, isso pode ser letal. É a mesma coisa com a Taser. Foi feita para um disparo”, diz o cardiologista Sergio Timerman. No Brasil, as Tasers são controladas pelo Exército. Não há registros de morte por essas armas. A Polícia Militar de São Paulo tem 715 delas, usadas apenas pelos chefes de patrulhamento. “Entre as alternativas não letais, como cassetete, gás de pimenta e pistola com bala de borracha, a Taser é melhor porque a pessoa cai na hora. Com as outras, o suspeito ainda pode reagir”, diz o tenente da PM Hallison Pontes, que treina policiais para usar o equipamento. Os “dardos são disparados em ocorrências como agressão, fuga, resistência à prisão, desacato e tentativas de suicídio. Sempre uma única vez”, reforça Pontes.

 Não há explicação razoável para os quatro disparos efetuados contra Roberto – nem conforto para as famílias Laudisio e Curti.

fonte:  VEJA

PM admite incapacidade de conter briga entre torcedores e que ‘assistiu ao conflito’ 27

Do UOL, em São Paulo

A briga generalizada entre torcedores do Corinthians e Palmeiras, na manhã de domingo, pegou a Polícia Militar desprevenida. A afirmação é do cabo Adriano Lopomo, que participava da escolta do ônibus da torcida alviverde. A corporação pouco pôde fazer para conter a violência, destacou o cabo à TV Globo.

De acordo com o cabo Adriano Lopomo, a polícia estava em número bem inferior. Duas viaturas faziam a escolta. Mas pelo menos 500 torcedores entraram em conflito antes do clássico paulista.

O torcedor do Palmeiras, André Alves, 21 anos, levou tiro na cabeça e morreu horas depois, no hospital Vila Cachoeirinha.

“Eles começaram a se aproximar, a PM ficou no meio das duas torcidas, mas teve uma hora em que a integridade física da gente ficou comprometida e não houve aproximação. Eles estavam usando fogos de artifícios, bombas. E a policia não teve outra saída a não ser recuar e, infelizmente, praticamente assistiu ao conflito”, disse o cabo à Rede Globo.

A polícia investiga se o encontro foi combinado na internet. A grande quantidade de objetos usados para o confronto é um indício de que a briga já estava agendada. Barras de ferro, fogos de artifícios e armas de fogos foram usadas na confusão ocorrida na avenida Inajar de Souza.

O promotor Paulo Castilho, atualmente licenciado do Ministério Público de São Paulo para exercer a função de diretor do Departamento de Defesa dos Direitos do Torcedor, cobrou do Estado e da polícia escutas telefônicas e rastreamento nas redes sociais para identificar e prender membros de torcidas organizadas que marcam brigas nas ruas em dias de clássico.

Além da morte de André Alves, outros três torcedores estão gravemente feridos.

Segundo pessoas ligadas a uma das torcidas organizadas do Corinthians, o confronto deste domingo é uma “revanche” de uma briga que aconteceu em agosto do ano passado e culminou na morte do corintiano Doulgas Karin Silva, encontrado no rio Tietê.

Taser faz mais uma vítima 5

Mais um caso

Homem é imobilizado por pistola taser e morre em Santa Catarina

Agência Estado

O assistente de controladoria Carlos Barbossa Meldola, de 33 anos, morreu na madrugada deste domingo, em Florianópolis, após ser imobilizado por uma pistola taser, segundo informações da Polícia Civil.
O caso aconteceu por volta das 2h30, quando a esposa de Carlos acionou a Polícia Militar. Segundo ela, Carlos consumiu grande quantidade de drogas durante toda a noite de sábado e estava tendo alucinações, gritando que estaria sendo perseguido.
Por conta das alucinações, segundo a polícia, Carlos começou a destruir móveis do apartamento, na Rua Brisamar, no bairro Ingleses. Durante o surto psicótico, Carlos abriu a janela do apartamento e estaria tentando pular quando foi imobilizado com a arma pelos PMs, segundo o delegado Antonio Claudio de Seixas Joca.
Ao ser atingido pela arma, que produz contração muscular, Carlos acabou se escorando na parede. No momento em que foi colocado no chão, os policiais perceberam que a vítima estava desmaiada e foi reanimada, sem sucesso.
A Polícia vai instaurar inquérito e vai ouvir os envolvidos, entre eles os policiais militares que atenderam o chamado e a esposa de Carlos. De acordo com o delegado, ele aguarda os laudos periciais da vítima e da arma para atestar a causa da morte de Carlos.

Atendendo a representação da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) , FPF baniu Gaviões e Mancha dos estádios 9

26/03/2012 – 16h21               

Federação Paulista proíbe acesso de Gaviões e Mancha aos estádios

Do UOL, em São Paulo

A Federação Paulista de Futebol (FPF) divulgou um comunicado na tarde desta segunda-feira para banir as torcidas organizadas Mancha Alviverde e Gaviões da Fiel dos estádios.

Segundo a entidade que comanda o futebol paulista, a solicitação partiu da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), depois da briga que envolveu cerca de 500 torcedores na manhã do último domingo, na zona Norte de São Paulo.

Confira a nota publicada no site da FPF:

“A Federação Paulista de Futebol, por meio de seu presidente, Marco Polo Del Nero, resolveu, na tarde desta segunda-feira, proibir a entrada nos estádios das torcidas organizadas Mancha Alvi Verde e Gaviões da Fiel ligadas, respectivamente, a Palmeiras e Corinthians.

A decisão se dá por conta do confronto envolvendo as duas torcidas no último domingo, na Avenida Inajar de Souza, resultando na morte do torcedor palmeirense André Alves Lezo, de 21 anos.”