Assembleia Legislativa presta homenagem à Policia Civil 31

Terça-feira, 16/10/12 – 12:08

Pelo menos 500 pessoas participaram da homenagem que contou com a presença do secretário da Segurança Pública
Pelo menos 500 pessoas participaram da homenagem que contou  com a presença do secretário da Segurança Pública
  • Pelo menos 500 pessoas participaram da homenagem que contou com a presença do secretário da Segurança Pública

Em sessão solene de comemoração ao “Dia da Polícia Civil” foi realizada na  noite desta segunda-feira (15), no Plenário Juscelino Kubitscheck de Oliveira,  uma grande homenagem à Polícia Civil de São Paulo pelo reconhecimento dos  serviços judiciários prestados à população paulista. O evento aconteceu na  Assembleia Legislativa, zona sul da Capital. A sessão foi uma iniciativa do  deputado estadual, Itamar Borges.

Pelo menos 500 pessoas participaram da homenagem que contou com a presença do  secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto; da  delegada geral de polícia em exercício, Ana Paula Batista Ramalho Soares, que na  oportunidade representou o delegado geral, Marcos Carneiro Lima; do comandante  geral da PM, coronel Ruberval Ferreira França; do deputado estadual, Itamar  Borges e dos deputados federais, Arnaldo Faria de Sá e Protógenes Queiróz.

Vale destacar ainda a presença de vários delegados de polícia e membros do  Conselho da Polícia Civil, além de líderes de entidades policiais, autoridades  civis, militares e convidados.

Os trabalhos de abertura foram comandados pelo presidente da Assembleia  Legislativa, Barros Munhoz que após o inicio da sessão, transferiu a presidência  da sessão para o deputado Itamar Borges.

No comando, o deputado proponente da sessão solene, Itamar Borges destacou o  mérito e a importância da homenagem e falou do seu carinho e respeito pela  Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Em seu discurso, o secretário Ferreira Pinto exaltou o trabalho da Polícia  Civil: “ Eu tenho a honra de conviver com os senhores, de aprender e de conhecer  homens vocacionados que prestam relevantes serviços para a nossa sociedade.Esta  é realmente a melhor polícia do Brasil, inegavelmente”.

“Esta é uma noite muito especial, que a Assembleia, por meio do deputado  Itamar Borges, presta esta homenagem à Polícia Civil. Estou muito feliz e quero  parabenizar a todos os policiais civis pela determinação e pelo empenho no  combate a criminalidade”, disse a delegada geral em exercício, Ana Paula  Ramalho.

Por fim, foram homenageados 31 policiais com a entrega de uma placa alusiva  para delegados, investigadores, escrivães, agentes policiais e carcereiros que  representaram toda a instituição.

 

Assessoria de Imprensa da  Delegacia Geral de Polícia (DGP)

Alckmin pede estudo para pagar seguro a PM de folga 32

Pagamento é previsto em casos de morte em serviço ou no caminho do trabalho

Reportagem da Folha mostrou ontem que famílias de policiais mortos durante a folga recorrem à Justiça

GIBA BERGAMIM JR. DE SÃO PAULO

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinou ontem que seja feito um estudo para o pagamento de seguro de vida para famílias de policiais mortos fora do horário de serviço.

O pedido foi feito ao secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, no dia em que a Folha mostrou que, sem receber indenizações, parentes de policiais militares vêm recorrendo à Justiça para receber o dinheiro -em torno de R$ 100 mil.

Advogados ouvidos pela reportagem dizem que as ações judiciais tornaram-se frequentes após ataques a PMs fora do horário de trabalho, de 2006 para cá. A mulher de um policial morto em 2006 obteve, em primeira instância, decisão favorável ao pagamento. Cabe recurso.

O seguro de vida é previsto apenas nos casos em que policiais (civis e militares) morrem em serviço ou no caminho de ida e volta do trabalho. A maioria dos PMs, porém, foi assassinada em dias de folga. Só neste ano, de 67 policiais da ativa mortos, apenas três estavam em serviço.

“O contrato que nós temos com a seguradora [MetLife] prevê o pagamento para o policial que morre em serviço, mas há casos de PMs mortos fora de serviço em decorrência da atividade policial. Então, já determinei ao secretário de Segurança que verifique a questão jurídica, mas nossa intenção é proteger, sim, as famílias através do seguro”, afirmou Alckmin.

A seguradora MetLife disse à Folha que segue o contrato previsto no edital de licitação e que já pagou, de 2007 até hoje, cerca de R$ 35 milhões em indenizações.

ATAQUES DO PCC

Em 2006, o então governador Cláudio Lembo, assinou um decreto autorizando o pagamento de indenização às famílias de 30 policiais militares, civis e agentes penitenciários assassinados durante a série de ataques do PCC às forças de segurança paulistas. Na ocasião, boa parte morreu fora de serviço, o que não garantia o seguro. Por isso, o Estado optou por arcar com os custos.

Na época, foram indenizadas famílias de 7 policiais civis, 15 policiais militares e 11 agentes penitenciários. Os valores foram pagos pelo Estado, totalizando algo em torno de R$ 2,75 milhões.

São Paulo: O Estado novamente sob ataque 132

Enviado em 16/10/2012 as 11:45 – parabens DR

15/10/2012 – São Paulo: O Estado novamente sob ataque Autor:

Por Juvenal Marques Ferreira Filho

A dicotomia antagônica – contra fatos não há argumentos – parece ser desconhecida do governo do Estado de São Paulo. O morticínio de quase 100 policiais militares e de aproximadamente 3.000 civis, não vou precisar os números uma vez que nesse momento a estatística pode ter subido, não são suficientes para que o governo admita que esteja sob ataque do crime organizado. Aliás, a tônica do governo, desde a origem da facção PCC no ano de 1994, foi sempre a da negação. Primeiro a facção não existia, depois não era organizada, e por derradeiro não controla o crime no Estado de São Paulo.

Segundo Freud – A Negação é a tentativa de não aceitar na consciência algum fato que perturba o Ego. Noutras palavras – A Negação é a forma que o consciente se utiliza, quando se depara com um problema para o qual não encontra solução ou contraria aquilo que se quer acreditar. Diante do topor causado pelas ações contundentes do crime, o discurso apresentado tem sido de que – as execuções são uma reação do crime as ações da política de segurança pública adotada. Embora não no sentido de que o governo quer fazer a população crer, realmente esses ataques covardes são sim uma reação a falta de política de segurança vigente há muitos anos neste Estado. O mote de que a política de segurança está no rumo certo tem sido repetido insistentemente pelo governo, na tentativa de incutir na mente da população uma verdade forjada. Um certo regime político que surgiu na Europa nos anos de 1930 criou um ministério de propaganda, cuja filosofia se baseava na idéia de que – uma mentira repetida várias vezes obtém credibilidade de uma verdade. Infelizmente a sociedade, numa letargia incrível, a imprensa, essa por motivação política ou comercial e órgãos de fiscalização do Estado, dependentes financeiramente do poder executivo, nada tem feito para obrigar o governo a mudar o rumo do modelo de segurança adotado. O caos não se instala de uma hora para outra. O processo é por vezes lento, contínuo e silencioso. No Estado de São Paulo não foi diferente.

Os equívocos, propositais ou decorrentes da incompetência, vêm há muitos anos com a escolha de pessoas sem o conhecimento exigido para chefiar a segurança pública e a administração penitenciária. Os erros crassos cometidos na administração penitenciária são inacreditáveis, desde a negação da existência dessa organização, com absoluta omissão na sufocação desse organismo, quanto pela propagação da facção com a distribuição de suas lideranças por presídios de todo o Estado. A metástase do tumor cancerígeno não enfraquece a doença, pelo contrário, mata o doente. As decisões desastrosas na administração conduzem a constatação da total incapacidade dos diversos titulares da pasta. Na segurança pública, no entanto, se resolveu adotar uma política militarista, a começar com a escolha de vários secretários oriundos do oficialato da polícia militar, que apostaram na doutrina do confronto com morte.

Nesse diapasão a polícia militar amealhou investimentos na dotação de armamentos e aumento nominal de efetivo. Digo nominal, porque na prática houve uma dispersão de policiais militares em várias outras áreas, a disposição de secretarias, do Ministério Público e tantos outros órgãos. Aliás, a polícia militar passou a se constituir braço armado do MP, que hoje faz investigação, a bem da verdade somente no varejo midiático, e inclusive representa em juízo pela expedição de Mandados de Busca a serem cumpridos pelos milicianos. Tudo ao arrepio do arcabouço jurídico nacional. Alegam ser necessário uma flexibilização na interpretação da lei a pretexto da defesa da sociedade. Nesse particular faço um parêntese – a grande maioria dos regimes de exceção surgiu com a interpretação conveniente da lei em favor daqueles que alegaram querer proteger a sociedade civil. Num passado não muito distante podia se avistar policiais em dupla policiando as ruas, comércio e até em salões de bailes havia um policiamento preventivo, bem diferente do que ocorre hoje, embora o governo diga que a polícia esta fazendo seu trabalho.

A grande indagação é qual polícia e qual trabalho? A polícia militar há muito deixou de ser preventiva, se constituindo numa polícia de embate. Quando digo polícia de embate, não quero absolutamente dizer que esse não deva ocorrer quando necessário, muito pelo contrário. Mas não se pode olvidar da função constitucional de policiamento preventivo da polícia militar, que ultimamente tem tentado substituir a polícia civil com arremedo de investigações e prisões no varejo para reforço das estatísticas do governo. Engana-se a sociedade com altos índices de prisões de pequenos traficantes espalhados pelas vielas da periferia, enquanto não há uma efetiva investigação sobre quem financia, importa e distribui a droga no Estado. Confundem inteligência policial com o simples ato de fazer escutas telefônicas e, ainda divulgam na mídia como obtiveram as informações. Esses amadores prestam um grande desserviço à sociedade. A Inteligência Policial deve subsidiar a polícia com informações, não somente para o direcionamento do policiamento preventivo em áreas específicas, como também para o conhecimento das organizações criminosas, liderança e organograma, área de atuação, logística, etc., que auxiliarão sobremaneira na investigação do crime, quando a prevenção falhar. Portanto, a Segurança Pública de qualquer Estado deve, no mínimo, se basear no tripé – Inteligência Policial, Policiamento Preventivo e Polícia Investigativa. Evidentemente essas atividades devem ser desempenhadas pelas polícias com suas competências delimitadas, devidamente estruturadas, aparelhadas e treinadas para o exercício de seu mister.

A Polícia Civil de São Paulo, cujo papel constitucional é a investigação, foi, por sua vez, sistematicamente sucateada. Nos últimos anos os poucos concursos realizados não preencheram nem as vagas decorrentes de aposentadorias e exonerações. As instalações das delegacias são péssimas, há carência material e de funcionários. Em decorrência disso e do aumento exponencial da população de São Paulo, as poucas equipes de investigação nos distritos policiais não conseguem investigar nem 10% dos boletins registrados. A polícia que tem por função constitucional investigar, hoje mal consegue cumprir os expedientes decorrentes dos procedimentos e requisições judiciais. Não bastasse tudo isso, a falta de uma política salarial para valorização das polícias, tanto civil como militar, empurrou seus integrantes para as periferias das cidades, com muitos destes morando em favelas, tornando os policiais reféns da marginalidade. O resultado não poderia ser outro. Expostos, desmotivados e acuados, os policiais passaram a serem alvos do crime organizado. Esses fatos em outro país teriam gerado apuração de responsabilidade.

O problema grave que se instalou no Estado é decorrente da incompetência e da falta de política de segurança. O governo está aturdido e não sabe o que fazer, e se defende negando o óbvio ululante, com declarações do tipo: – “O PCC, que alegavam não existir, não domina os presídios e o crime organizado”, “O PCC não está por trás das mortes de policiais”, “Não há grupos de extermínio compostos por policiais militares”, “Os casos pontuais de confronto são frutos da reação do crime pelas excelentes ações na área de segurança pública”.

O governo precisa urgentemente elaborar e implementar ações efetivas na adequação das polícias ao cenário de violência que impera no Estado de São Paulo. Isso exige investimento real na contratação de policiais, treinamento e aparelhamento dos agentes que defendem a sociedade, com um salário digno e compatível com o risco de morte, até que para que se apresentem candidatos capacitados dispostos a abraçar uma carreira com tantos perigos. A Colômbia somente reverteu os altos índices de criminalidade com aplicação de parte do PIB em segurança pública. Os policiais colombianos passaram a ter um salário compatível com o risco enfrentado, inclusive com a construção de condomínios exclusivos para os policiais, a fim de evitar que suas famílias se tornassem reféns da criminalidade vizinha. Os motociclistas obrigatoriamente têm inscrito a placa do veículo nos capacetes. Essas e outras ações são frutos de um plano de segurança pública levado a sério no país vizinho.

São Paulo necessita de um pacto contra a criminalidade e de uma política de segurança elaborada por profissionais envolvidos diretamente no combate ao crime. Basta de planos de segurança politicamente corretos elaborados por sociólogos, psicólogos, promotores, advogados, etc. Não obstante valorosos,  esses profissionais devem se ater a sua área de atuação.

Os índices de mortes diárias em São Paulo têm superado países em guerra. A polícia está sendo caçada por criminosos que tem instruções de matar policiais na frente de suas famílias. A tropa está se sentindo encurralada e abandonada pelo comando. Ninguém se engane, a reação virá, ainda que na forma de esquadrões da morte. Aliás, as últimas ocorrências de chacinas indicam que caminhamos para a barbárie, não àquela do “olho por olho”, mas a que sanciona “dez mortes por cada vida tirada”.

São Paulo, o Estado novamente sob ataque.

O autor é bacharel em direito pela Faculdade Católica de Direito de Santos. Ingressou na carreira policial em 1980 como Soldado da Polícia

Militar de São Paulo, onde alcançou a graduação de 2º Sargento. Em 1989 assumiu o cargo de Investigador de Polícia, tendo exercido a

função até aprovação no concurso para Delegado de Polícia em 1994.

Contato por e-mail: juvenalmarques2010@gmail.com .

Movimento Reaja São Paulo quer tornar hediondos crimes contra agentes da lei 24

Movimento Reaja São Paulo quer tornar hediondos crimes contra agentes da lei
Lançado em audiência na Assembleia, abaixo-assinado será encaminhado ao Congresso Nacional
Monica Ferrero ¿ Fotos: Roberto Navarro

Foi lançado nesta segunda-feira, 15/10, em audiência realizada na Assembleia Legislativa, o movimento Reaja São Paulo, por iniciativa do deputado Olimpio Gomes (PDT). O ato de lançamento, que lotou o auditório Paulo Kobayashi, contou com a presença do comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, coronel Roberval França, do ex- comandante geral de São Paulo, coronel Álvaro Camilo; do coronel Nazareno Marcineiro, comandante-geral da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina e presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares; do coronel Marco Antônio Badaró Bianchini, chefe da Assessoria Institucional da Polícia Militar de Minas Gerais e do coronel Antônio Uoston Borges Germano, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, entre outras autoridades. A intenção foi iniciar a coleta de assinaturas para apresentar ao Congresso Nacional projeto de lei de iniciativa popular que torne hediondos os crimes praticados contra agentes da lei, aumentando também as penas cominadas. Pelo texto do projeto, além de policiais, são considerados agentes da lei os guardas municipais, bombeiros, defensores públicos, membros do Ministério Público, juízes e servidores do judiciário, agentes e guardas prisionais. O presidente da Assembleia, Barros Munhoz, abriu a audiência e foi o primeiro a subscrever o abaixo-assinado. Munhoz, que afirmou falar em nome de todos os deputados estaduais paulistas, elogiou a iniciativa, que considerou importante para o enfrentamento da criminalidade. “É uma causa justa, e espero que essa mobilização popular ajude a coibir as barbaridades que estamos assistindo”, finalizou.
1,4 milhão de assinaturas “Estamos vivendo um momento crítico na segurança pública no Estado de São Paulo, onde irmãos tombam todo dia em defesa da população. Mudanças são necessárias, e devem ser feitas ao abrigo da lei, pois se ela tem fragilidades cabe à população se manifestar através de um PL de iniciativa popular”, disse Olimpio Gomes. Ele agradeceu o apoio da Assembleia Legislativa, e manifestou esperança de que a iniciativa seja seguida em todo o Brasil, de forma a que as assinaturas necessárias, de 1,4 milhão de eleitores, sejam logo colhidas. O deputado Gilmaci Santos (PRB) apoiou a iniciativa, que considerou “uma grande oportunidade de mostrar apreço ao trabalho da polícia”. Também aderiu à iniciativa Carlos Giannazi (PSOL), que falou que “o aumento da criminalidade no Estado tem a ver com a falta de investimento na segurança pública”. Protógenes Queiroz, delegado da Polícia Federal e deputado federal pelo PCdoB/SP, defendeu o estabelecimento de um plano de segurança pública para São Paulo e considerou a proposta uma resposta da sociedade à situação.
Garantias legais Comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, o coronel Roberval França, considerou importante o aumento de garantias legais para o exercício dos agentes da lei, como já acontece em diversos países. Defendeu a “união e empenho de toda a sociedade contra os covardes ataques da criminalidade, que afrontam a população”. Álvaro Camilo, vereador eleito na capital paulista, também expressou seu apoio à iniciativa, que disse ser instrumento para dar mais dignidade aos policiais. O coronel Nazareno Marcineiro, comandante-geral da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina e presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, o coronel Marco Antônio Badaró Bianchini, chefe da Assessoria Institucional da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Antônio Uoston Borges Germano, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, também apoiaram a proposta e comprometeram-se a levá-la a seus Estados. Ainda manifestaram apoio ao projeto de lei de iniciativa popular e expressaram sua preocupação com os rumos da segurança pública diversos representantes de Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) e de sindicatos e entidades de classe de policiais, agentes prisionais,  servidores do Poder Judiciário, entre eles o presidente da Associação dos Oficias da Polícia Militar (AOPM), coronel Luiz Carlos dos Santos. Foi divulgada a realização, no dia 16/10, às 14h, na Praça da Sé, centro de São Paulo, de ato público e ecumênico dos policiais civis de São Paulo. Na ocasião será também discutida a pauta de reivindicações da categoria. Ao encerrar a audiência, Olimpio Gomes pediu a “multiplicação cívica da coleta de assinaturas, para fazer da proposta um marco da insatisfação da população com os rumos da segurança pública”. O abaixo-assinado pode ser acessado pela internet pelo endereço eletrônico http://www.peticaopublica.com.br/?pi=REAJA1

“Polícia militar brasileira é instrumento das elites”, diz José Afonso da Silva 73

José Afonso da Silva

Em quatro anos, o então secretário estadual de Segurança diminuiu a quase zero as mortes em abordagens da polícia em SP | Foto: STF / SECS-PR / Divulgação

Rachel Duarte

Elogiado por combater os abusos e mortes de umas das polícias militares mais violentas do país, o jurista e ex-secretário estadual de Segurança Pública de São Paulo José Afonso da Silva afirma que o ciclo vicioso que protege os abusos cometidos pela polícia militar é antigo e trabalhoso para mudar. O homem que reduziu de 60 para próximo de zero o número de mortes em abordagens policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), entre os anos de 1995 a 1999, conta que fiscalizar os policiais e oferecer atendimento psicológico foi um caminho encontrado na época. “Ninguém que mata outra pessoa está em condições emocionais normais”, acredita.

Mineiro e residente desde 1947 em São Paulo, o indicado pelo ex-governador Mário Covas é especialista em Direito Constitucional e acredita na união das polícias para redução da violência policial. “A Polícia Militar não precisa acabar, mas deveria ter funções reduzidas e ser subordinada à Polícia Civil”, afirma em entrevista ao Sul21. Mesmo afastado da área há 15 anos, ele mantém opiniões que servem para compreender casos atuais como o recente conflito entre a Brigada Militar e manifestantes em Porto Alegre. “Não precisamos de casos tão agressivos para que os governos mudem de postura. É preciso sempre apurar os fatos antes de fazer a defesa da polícia”, diz.

“Não é função da policia combater inimigos, fazendo ela própria o julgamento. Mesmo que seja um delinquente, nunca a reação deve ser agressiva demais ou para matar”

Sul21 – Há um grande número de denúncias de abuso da polícia militar no Brasil. O senhor acredita que este problema se resolveria com qualificação da formação policial ou mesmo com o fim da policia militar, como sugeriu a ONU ao Brasil?

José Afonso da Silva – Não acredito que a forma mais radical seja a adequada. O que eu proponho e propus quando fui secretário foi unificar as polícias. A polícia repressiva ostensiva funcionaria dentro da Polícia Civil. Existiria uma força policial militar com atuação bastante reduzida. A força fardada ou uniformizada nas ruas é necessária, no meu entender, para situações especiais, como dissuasão de conflitos de ruas mais sérios, que necessitassem de controle. Não acredito que precise acabar com a polícia militar, portanto. É preciso ter esta força ostensiva orientada e controlada dentro da Polícia Civil. Teríamos o policiamento ostensivo nas ruas e a polícia judiciária para investigar os crimes e encaminhar processos criminais.

José Afonso da Silva

“Os policiais militares que atuam em São Paulo estão sofrendo violências muito grandes. É uma guerra que não era para existir” | Foto: Fábio Riesemberg / UniBrasil

Sul21 – O senhor chegou a apresentar uma proposta de integração das polícias no governo Fernando Henrique Cardoso. A proposta, porém, não prosperou. Por quê?

José Afonso da Silva – Foi podado, na época pelo José Gregori (ex-secretário dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça). Ele tentou formar uma Comissão para analisar o assunto, mas no final das contas não vingou. Não acho que seria uma solução para todos os problemas da segurança, mas seria importante para evitar a violência policial.

Sul21 – O treinamento das polícias as prepara para o policiamento ostensivo e a abordagem policial correta?

José Afonso da Silva – A Polícia Militar não faz guerra, quem faz guerra é o Exército. Os soldados do Exército é que são treinados para combater. Nas guerras é que o objetivo é a morte de inimigos. O problema é que a Polícia Militar quer imitar as Forças Armadas e sair combatendo inimigos, o que não é sua função. A segurança externa do país e eventuais conflitos armados externos em que o Brasil participa são funções das Forças Armadas, onde se exige o enfrentamento letal para vencer a guerra. No trabalho da polícia se combatem delinquentes, na medida em que eles possam ser submetidos a um julgamento justo e condenados ou não pelo Judiciário. Esta é a função da polícia. Não é função da policia combater inimigos para matar, fazendo ela própria o julgamento nas ruas. Isso não quer dizer que o policial que está na rua fazendo o seu trabalho e eventualmente for agredido não possa reagir. Ele deve reagir, mas, mesmo que seja um delinquente, nunca a reação deve ser agressiva demais ou para matar.

Sul21 – O que o senhor fez para melhorar os índices de mortes cometidas pelos policiais militares?

José Afonso da Silva – Foram feitas várias coisas. Primeiro eu tentei estabelecer uma fiscalização para verificar a violência policial tanto na Policia Militar como na Policia Civil. Criei um ombudsman na secretaria para isso. Eu também chamei o comandante e mandei tirar os matadores da rua. Quem estivesse executando as pessoas deveria ser retirado do trabalho externo. Também criei o programa Proar, que tirava o policial matador da rua e oferecia atendimento psicológico de seis meses. Neste período ele ficava apenas circulando no centro da cidade, sem participar de operações. Nós pressupomos que qualquer pessoa que mata a outra tem sérios problemas a resolver. Mesmo quando a PM diz que é em defesa própria, isso não pode ser interpretado como uma coisa natural. Se eu matasse alguém me sentiria muito mal, por exemplo. O policial que estava com comportamento de risco era afastado das ruas e fazia um policiamento a pé, dentro do conceito de polícia comunitária. Os policiais militares que atuam no sistema atual de segurança em São Paulo estão sofrendo violências muito grandes. Estão ocorrendo muitas mortes de policiais militares. A Polícia Militar que provoca violência recebe violência. É o que está acontecendo. Uma guerra que não era para existir. Nenhum cidadão deve morrer e nenhum policial deve matar. Violência sempre provoca violência, em qualquer situação.

“Existem os exploradores da insegurança. O sentimento de insegurança muitas vezes é criado por interessados em explorar isso de forma política”

Sul21 – Como o senhor, que defende a cultura da não-violência e da preservação da vida na atuação policial, avalia a eleição do Coronel Telhada a vereador de SP, com expressiva votação — mesmo com 29 processos por homicídio e 36 mortes em ação?

José Afonso da Silva – Como eu avalio… (respira fundo) Existem os exploradores da insegurança. Este sentimento de insegurança muitas vezes é algo criado pelos interessados em explorar isso em benefício próprio. Na área da segurança, há uma exploração política do tema para se eleger sujeitos que seriam os supostos combatentes da insegurança. Isto funciona, e alguns até se elegem bem. Mas chegará um momento em que o povo perceberá que isto é exploração da insegurança e não os elegerá mais. O coronel Erasmo Dias (ex-deputado federal) também tinha esta mesma natureza, se elegeu uma vez e não se elegeu mais. Estes sujeitos vão perdendo substância conforme o tempo passa, porque as pessoas enxergam que são pessoas que não contribuem em nada com a segurança. São oportunistas. Isso é assim. Sempre tem alguém para explorar a pena de morte ou outros temas para se eleger.

José Afonso da Silva

Para jurista, frase de Alckmin sobre “quem não resistiu estar vivo” estimula violência policial no estado de SP | Foto: IAB / Divulgação

Sul21 – O senhor criticou a fala do governador Geraldo Alckmin, que após ação polêmica da Rota em Várzea Paulista (SP) referiu-se aos nove mortos pela polícia dizendo “quem não resistiu, está vivo”. Em que medida declarações como esta acabam endossando práticas excessivas e deixando os comandos impunes quando elas ocorrem?

José Afonso da Silva – Esta frase acabou gerando um problema subliminar, uma aprovação por parte do governador ao episódio que ocorreu. Não pode ser aprovada a atuação da Polícia Militar sem antes apurar o que houve. Se houve ação correta, se aprova. Se o governador fala uma coisa dessas é porque ele não quer apurar. É um estímulo à violência policial.

Sul21 – Aqui no RS, há muitos registros de casos de violência policial envolvendo racismo e preconceito de classe. Além disso, tivemos recentemente um grande confronto no Largo Glênio Peres, em torno de uma suposta tentativa de atacar o boneco de plástico que representava o mascote da Copa no Brasil. Isso está gerando uma grande discussão sobre eventuais excessos de força da Polícia Militar…

José Afonso da Silva – Não precisamos de processos tão agressivos como este que você relata para que seja necessária apuração da força policial empregada. Sempre é necessário apurar o que houve. Depois, se for o caso, faz-se a defesa da ação policial.

“Sempre que há greve, a tendência da polícia é combater a greve e os grevistas. Toda vez que há envolvimento de elites, sempre a policia age na proteção do empregador”

Sul21 – A polícia costuma dizer que age com mais violência ao defender-se de ataques de manifestantes. Qual a abordagem correta em conflitos ou manifestações públicas e democráticas, que geralmente terminam em confronto com a polícia?

José Afonso da Silva

Ex-secretário de Segurança de SP diz que segurança não é só problema de polícia: “É preciso fazer segurança social, alcançar uma estabilidade emocional na população” | Foto: OAB-MG / Divulgação

José Afonso da Silva – Tem que haver muito cuidado nesta atuação. No período em que fui secretário, (constatamos que) sempre que havia greve a tendência da polícia era combater a greve e os grevistas. Bater, espancar. E eles (grevistas) estavam participando de manifestações legitimas! Eles estavam exercendo um direito, o de reivindicar por condições de trabalho. Não podem ser espancados. Eu não deixei isso acontecer na minha gestão. A polícia tem sido um instrumento de proteção das elites. A greve é um direito. Ação de dissuasão dos grupos só se houver algum exagero dos manifestantes. Toda vez que há envolvimento de elites, sempre a policia age na proteção do empregador. É tão vicioso este sistema, em que o Estado permite a ação da polícia em prol das elites, que na minha época como secretário, uma determinada associação me pediu para comprar 2 mil policiais a cuidar de uma área privada. Evidentemente que eu vetei, disse que não iria fazer. Se eu colocar um efetivo do Estado deste tamanho trabalhando para a iniciativa privada, quem irá fazer o policiamento de outras áreas da cidade, das periferias?

Sul21 – O senhor acredita na polícia pacificadora ou comunitária, principais modelos de política pública implantados nos governos do PT na presidência do país?

José Afonso da Silva – O governo federal não tem política de segurança. A Secretaria Nacional de Segurança não tem políticas concretas. Mas, a bem da verdade, cabe aos estados a execução das políticas de segurança. A competência da União é administrar a atuação da Polícia Federal e combater o problema das fronteiras do país. Eu estou há anos afastado da segurança pública e não vejo muito avanço desde a época que eu atuava. Houve alguns avanços sociais e econômicos no país que são significativos. Mas segurança não é só problema de polícia. É preciso fazer segurança social, que se faz com equipamentos e serviços para se alcançar uma estabilidade emocional na população. Os conflitos e a violência são gerados e se tornam problemas de segurança pública quando há ausência de assistência às necessidades básicas do povo. Se fossemos uma sociedade mais justa, não teríamos tanta dramaticidade nos episódios de violência. As desigualdades profundas causam revoltas que geram a violência. É errado pensar na população mais pobre como mais violenta. O pobre não é violento. São as condições em que ele vive que, se não forem combatidas, podem levar à violência.

Viatura da Polícia Civil é incendiada dentro de delegacia em Cubatão 25

Enviado em 15/10/2012 as 12:19 – Indignada

15/10/2012 às 12:04

Segunda-feira, 15 de outubro de 2012 – 10h29

Estava fechada

De A Tribuna On-line

Uma viatura da Polícia Civil foi incendiada no final da tarde deste domigo, em Cubatão. O veículo estava dentro da garagem da Delegacia da Mulher, localizada no bairro do Casqueiro.

De acordo com os investigadores, a delegacia estava fechada quando o fogo começou. O cheiro de borracha queimada chamou a atenção dos vizinhos, que perceberam o incêndio por volta das 18 horas e acionaram o Corpo de Bombeiros. Porém, moradores das redondezas pularam o muro da delegacia e controlaram as chamas antes de a corporação chegar.

Um frasco de álcool foi encontrado no local e os investigadores acreditam que ele tenha sido usado para iniciar o fogo, mas eles ainda não têm pistas de quem poderia ter cometido a ação.

Ps. Eles vão continuar … é bandidinho do pcc espalhado por tds as cidades da região. MENTIROSO ESSE SECRETÁRIO E GOVERNADOR, eles sabem de mais coisas e NÃO IRÃO FAZER ABSOLUTAMENTE NADA, NADA!!! VERGONHOSO.

” O PM faz jus à garantia securitária sempre que estiver a serviço da polícia” ( 25 horas por dia ) 18

15/10/2012-05h45

Famílias de PMs mortos vão à Justiça para receber seguro

GIBA BERGAMIN JR. DE SÃO PAULO

Após 42 disparos de fuzil, o PM Carlos da Silva Cardoso, 31, tombou em frente à padaria no bairro do Limão (zona norte de São Paulo), perto de casa, em abril de 2006.

O assassinato, cometido por traficantes, precedeu a onda de ataques que matou dezenas de agentes de segurança do Estado. O crime também deu início a uma ação na Justiça para que sua família receba o seguro de vida previsto pela corporação.

Advogados ouvidos pela Folha dizem que ações como essa são cada vez mais frequentes devido a ondas de ataques contra policiais.

O benefício de cerca de R$ 100 mil é concedido apenas nos casos em que as vítimas foram mortas em serviço ou no caminho do trabalho.

A maioria dos PMs, porém, foi morta em dias de folga. Só neste ano, de 67 policiais da ativa assassinados, apenas três estavam em serviço. O total de vítimas chega a 84 quando somado o número de PMs reformados que foram mortos.

Em 2008, a mulher de Cardoso, a dona de casa Selma Leão Cardoso, 42, obteve uma vitória em primeira instância, que previa o pagamento de R$ 100 mil a ela. A ação está em fase de recursos.

“Tenho inúmeros casos semelhantes. A vítima pode estar de folga, sem estar no bico, e a família não receberá do mesmo jeito. Se não está no quartel ou em serviço, a seguradora nega”, diz o advogado Fernando Capano.

“A pergunta é simples: essa pessoa seria morta se não fosse policial? Não”, afirma.

Capano diz que, nos últimos anos, juízes estão aceitando o argumento de que a famíia tem direito mesmo que a morte ocorra fora de serviço e determinando o pagamento.

DEMORA

Parentes reclamam também da demora para análise dos documentos para o pagamento do seguro. Caso da família do soldado Osmar Santos Ferreira, 31, morto em 22 de junho, no Grajaú,zona sul.

“Ele morreu a caminho do trabalho. Vamos brigar por tudo o que temos direito”, afirma a viúva do soldado –que, com medo, prefere não ser identificada.

Santos era pai de quatro filhos. Já o PM Adilson Pereira Araújo, 34, tinha começado a fazer planos de ser pai.

Ele, que só fazia serviços internos na corporação, foi morto com 11 tiros, em julho, na zona sul da cidade.

Por ser obeso –pesava 175 kg– não havia colete à prova de balas que coubesse no policial, segundo afirma sua cunhada, Ana Ribeiro.

OUTRO LADO

Apesar de as famílias de policiais mortos fora de serviço questionarem a cobertura do seguro de vida dos agentes do Estado, o contrato –segundo a Polícia Militar e a seguradora MetLife– não contempla exceções.

A corporação afirma que o contrato da Secretaria da Segurança Pública com a seguradora MetLife cobre “acidentes pessoais” de todos os policiais civis e militares (cerca de 128 mil segurados) da ativa em “efetivo serviço” e no caminho de ida de casa ao trabalho e também na volta.

De acordo com informação da PM, foram pagos neste ano seis indenizações a familiares de policiais. Outras 17 estão em análise.

Em nota, a seguradora MetLife afirmou que a apólice dos policiais civis e militares da ativa reflete o que consta do edital de licitação.

“De acordo com a regra, o PM faz jus à garantia securitária sempre que estiver a serviço da polícia”, afirma.

PRAZOS

Sobre o prazo para o pagamento do seguro aos familiares dos policiais mortos em serviço, a Polícia Militar afirma que isso decorre da necessidade de apuração das circunstâncias da morte.

Em nota, a corporação afirma que “é necessário que os beneficiários apresentem as documentações pertinentes, bem como faz-se necessária a conclusão da Sindicância (Procedimento Administrativo) que apura as circunstâncias em que ocorrera o acidente”.

Já a seguradora afirma que segue as determinações da Superintendência de Seguros Privados para o pagamento –até 30 dias após a comunicação do caso e do recebimento da documentação.

A empresa afirma que, entre novembro de 2007 e junho deste ano, pagou R$ 35 milhões em indenizações referentes a policiais.

“Nosso maior desejo era ter um filho”, diz Aparecida Cristina, 27, viúva de Araújo, morto no cruzamento na avenida Carlos Caldeira Filho.

Homenagem Amigos e parentes participam de missa do sargento da PM morto 32

Enviado em 14/10/2012 as 21:01 – ALONE

Domingo, 14 de outubro de 2012 – 20h30

Homenagem

Multidão acompanha missa de 7º dia do sargento Fukuhara

De A Tribuna On-line

Com informações da Agência Estado

Atualizado às 22h50
Uma multidão lotou o interior da Igreja Sagrado Coração de Jesus, em Santos, na noite deste domingo, onde foi celebrada a missa de sétimo dia do sargento da Polícia Militar Marcelo Fukuhara, assassinado a tiros no domingo retrasado, na Ponta da Praia. Do lado de fora, viaturas com as luzes acesas faziam um protesto silencioso.
Além de amigos e familiares, policiais civis e militares, da Baixada Santista e da capital, fizeram questão de participar da missa, que também contou com forte aparato policial. Inúmeras viaturas policiais cercaram a paróquia, interditando meia pista da avenida Bartolomeu de Gusmão.
Na entrada da igreja, a viúva Rosana Alves Gonçalves, bastante emocionada, cobrava a presença do governador Geraldo Alckmin e do secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, ao ato ecumênico. “Quem matou meu marido foram eles e não os bandidos”, acusou, negando que o sargento tivesse recebido proteção policial, antes de ser executado. “Ele me deixou pelo ofício que cumpria com paixão. Que esteja onde mereça”, comentou. E prometeu, entre lágrimas: “Eu não vou deixar te esquecerem”. Fukuhara era responsável pelo policiamento dos morros do São Bento, Nova Cintra e Monte Serrat, onde é crescente o tráfico de drogas.

A viúva do sargento da PM reafirmou que o marido não recebeu proteção após ser ameaçado

Muito emocionado, o pai do PM, Kazuo Fukuhara lamentava a perda do filho. “Quando eu pedia para ele ter cuidado, ele me falava: ‘pai, eu jurei amar esta farda. E eu vou honrá-la todos os dias. Ele foi embora. Assim é a vida’, relembra.
Um grupo de mulheres, lideradas por Rosana Almeida de Paula, fez questão de descer a serra, a fim de se solidarizar com a família do sargento morto. Rosana contou que seu marido é policial militar e está afastado do serviço desde março, quando foi alvejado por bandidos, na capital, quando retornava do trabalho. “A situação vem se repetindo com frequência, desde 2006, quando ocorreram os ataques do PCC, de modo que não temos mais sossego” afirmou.
Portando camiseta com a foto do sargento estampada, inúmeros policiais civis e militares se manifestaram contra a violência. O vice-presidente do Sindicato dos Policiais da Baixada Santista Márcio de Almeida Pino, disse que já previa a atual série de atentados contra os policiais. “Está havendo um descaso com a segurança pública, não só na região, mas em todo o Estado”, revelou.
O irmão de Marcelo, Walter Fukuhara, subiu ao púlpito para fazer um apelo. “Que nossos líderes tenham consciência, deixem de fechar os olhos e assumam sua responsabilidade”, desabafou.  

“Não foi em vão”

O tenente-coronel Flávio de Brito Júnior, comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar do Interior (6º BPM/I), garantiu que os esforços para solucionar a execução do sargento não cessarão. “O Estado, por meio das polícias Militar e Civil, está apurando este e outros casos. Ele não morreu em vão: morreu por muitas pessoas que não o conheceram, para que as drogas não chegassem a essas famílias”.
Deputado estadual e membro da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, o major Olímpio Gomes (PDT) considera que o Governo do Estado demorou para reconhecer a existência da premeditação de execução nos atentados a policiais.

“Já são 83 PMs, quatro policiais civis e 16 agentes penitenciários mortos da mesma forma (que Marcelo)”, revela Olímpio. “Existe, sim, orquestração para os assassinatos”. E, segundo ele, muitas das ordens partem de dentro dos presídios no Estado.
Crime
O sargento Marcelo Fukuhara, 45 anos, foi morto com vários tiros de fuzis calibres 5.56mm e 7.62mm. O segurança José Antônio Alves de Carvalho, 35 anos, que tentou socorrer a vítima, também foi atingido por um tiro de fuzil na perna direita e faleceu após receber atendimento médico.
O crime aconteceu na madrugada do domingo retrasado, por volta das 0h43. O sargento estava de folga, em trajes civis, e passeava com seu cachorro pela Avenida Rei Alberto, às 0h43, quando foi alvejado.
Fukuhara estava em frente ao número 327 da via, onde funciona o Buffet Viva um Sonho Lounge, do qual sua esposa é proprietária. Os disparos teriam sido efetuados pelos ocupantes de um veículo Hyundai IX35 de cor preta.
De acordo com uma testemunha que não quis se identificar, o veículo parou alguns metros à frente do ponto em que o policial estava e os ocupantes atiraram várias vezes. Ao ser atingido pelos disparos, o sargento caiu no chão, sofrendo traumatismo craniano.
José Antônio Alves de Carvalho, que fazia a segurança do bufê naquela noite, correu para socorrê-lo.
Enquanto Fukuhara era socorrido, o IX35 fez o retorno e parou em frente ao bufê, do outro lado da avenida. Um dos ocupantes, então, desceu do veículo usando um capacete e efetuou novos disparos.
As balas atingiram o sargento e o segurança, que teve a coxa direita perfurada. Os dois foram socorridos e levados ao Pronto Socorro Central da Cidade, onde receberam atendimento, mas não resistiram.

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” Engana-se quem acredita em um assassino ” – Verdade!…( Mas na falta de melhor opção: prefira o policial assassino ao assassino de policial!…Bem, você ainda poderá acreditar no Alckmin, no Serra, no Pinto, no Caramante, etc. ) 32

Vingador oficial, Fleury inicia a onda de mortes

  • 13 de outubro de 2012

Um delegado ligava para jornalistas anunciando que havia um “presunto” na estrada. A fonte secreta tinha o apelido de Lírio Branco e passava a ficha criminal do morto. Em alguns casos, os matadores deixavam ao lado do corpo desenhos de caveira do esquadrão da morte. Não bastava matar. Era preciso avisar o público que os assassinos tentavam livrar o mundo dos bandidos.

Entre 1969 e 1971, mais de 200 suspeitos foram executados pelo esquadrão. Aplaudidos pela população e respaldados pelas autoridades, os assassinos consolidaram em São Paulo a ideia de que os homicídios podiam ser usados como uma ferramenta eficaz para limpar a sociedade dos bandidos, ao mesmo tempo em que aplacavam o desejo de vingança de uma população amedrontada.

“Os efeitos dos assassinatos praticados pelo esquadrão são sentidos até hoje. A limpeza social continuou sendo defendida e praticada por grupos de extermínio hoje localizados principalmente na Polícia Militar”, afirma o padre Agostinho Duarte Oliveira, de 81 anos.

Amigo de infância do delegado Sergio Paranhos Fleury, com quem jogava futebol no mesmo clube da Vila Mariana, padre Agostinho conseguiu, em 1969, autorização do secretário de Segurança Pública, Hely Lopes Meirelles, para entrar no Presídio Tiradentes.

Conversando com os detentos, padre Agostinho descobriu como o esquadrão da morte agia. Os presos comuns eram retirados das celas nas madrugadas para serem exterminados. O corpo cheio de balas jogado em alguma estrada.

Depois da morte de Saponga, em vingança ao crime contra o investigador Davi Parré, as execuções do esquadrão passaram a se tornar corriqueiras e banais. Jornais da época contabilizavam o total de mortos anunciados pelo esquadrão. Havia uma certa tolerância com essas ações, cujas investigações eram inexistentes. Afinal, aqueles que deveriam investigar eram os mesmos que matavam.

A situação dos integrantes do esquadrão mudou em 17 de julho de 1970, depois da morte de outro investigador. O suspeito de matar o policial Agostinho Gonçalves de Carvalho era conhecido como Guri, de 20 anos. No mesmo dia, oito corpos baleados foram levados ao Instituto Médico Legal.

Fleury e seus homens foram acusados de torturar os pais de Guri para que eles o entregassem. Guri acabou sendo encontrado na mata de uma fazenda no Parque do Carmo, na zona leste. Os policiais chegaram acompanhados de jornalistas que descreveram a cena nos dias seguintes nos jornais. Guri foi morto com mais de 100 tiros. O homicídio, anunciado aos quatro ventos pelos policiais, provocou a reação de instituições como o Tribunal de Justiça.

Em agosto de 1970, o depoimento do padre Agostinho, de sobreviventes e de presos do Tiradentes ajudaram o então promotor Hélio Bicudo e o juiz-corregedor Nelson Fonseca a iniciar o processo que levaria ao indiciamento de 35 pessoas – seis foram condenadas.

Apesar da dificuldade em punir, os autos trouxeram à luz informações preciosas. Vieram à tona, por exemplo, informações de que traficantes de São Paulo eram beneficiados por mortes praticadas pelo grupo. A promiscuidade de policiais e bandidos da Boca do Lixo motivou várias mortes do esquadrão, que protegia traficantes amigos de rivais, como revelaram depoimentos do processo.

“A violência era tolerada porque aparentemente ocorria em defesa da sociedade, mas na verdade era usada para acobertar outros tipos de crime”, lembra Bicudo, de 92 anos. “Os esquadrões da morte acabaram seguindo o caminho do crime. É o que costuma ocorrer. Engana-se quem acredita em um assassino.”/BRUNO PAES MANSO

Cadê a motivação; vale a pena honrar a farda ? 34

Enviado em 14/10/2012 as 16:00 – NICOLAS

Dr. Guerra, se possível, poste por gentileza aí. O coitado do PM morto ontem, infelizmente, já havia tido desgosto com essa administração:

http://jornal.jurid.com.br/materias/noticias/policial-baleado-fora-servico-tera-direito-licencapremio

“A 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve sentença que condenou a Fazenda do Estado a ressarcir policial militar baleado durante tentativa de assalto a posto de gasolina.

O policial Flavio Adriano do Carmo reagiu a assalto quando estava de folga e foi baleado. Ele usava o colete da corporação, que ficou danificado em razão dos tiros. Em procedimento administrativo, a Polícia Militar do Estado de São Paulo entendeu que, por não estar no exercício de suas funções, o PM deveria arcar com os custos de um novo colete, além de perder o direito à licença-prêmio em decorrência das constantes licenças-saúde que tirou.

Para ter direito ao benefício, bem como ser ressarcido do valor cobrado pelo colete, ele entrou com ação. Flávio Adriano pleiteava, ainda, indenização por danos morais. O seu pedido foi parcialmente atendido.

Segundo o juiz da 14ª vara da Fazenda Pública, o fato de ter atuado em sua folga como se estivesse em serviço, é determinante para eximi-lo do pagamento pelo colete. Já as licenças foram necessárias para tratar os ferimentos decorrentes dos tiros. Com base nesses argumentos, o magistrado julgou a ação parcialmente procedente, pois entendeu não ser cabível a indenização pleiteada pelo PM.

Visando à reforma da sentença, ambas as partes apelaram.

Os desembargadores, em votação unânime, negaram provimento aos recursos.

De acordo com o relator da apelação, desembargador Franco Cocuzza, “o perigo é inerente ao exercício do policial militar. Sua função oferece risco constante. Dessa forma, não há que se falar em danos morais”.

Completaram a turma julgadora os desembargadores Fermino Magnani Filho (revisor) e Reinaldo Miluzzi.

Apelação nº 990.10.392222-0″

Além disso, no portal da “Transparência” http://www.transparencia.sp.gov.br/busca-agentes.html, dá pra ver como essa administração remunera bem seus policiais:

REMUNERAÇÃO – Mês de Referência 08 / 2012 NOME FLAVIO ADRIANO DO CARMO ÓRGÃO POLICIA MILITAR ESTADO SAO PAULO CARGO SD 1C PM TOTAL BRUTO (R$) 2.098,21 TOTAL DO MÊS (R$) 2.098,21 TOTAL LÍQUIDO (R$)        675,42.

Que o colega enfim descanse em paz. Condolências à família. Esperamos que não fique desamparada e tenha que se valer do Judiciário como fez o colega assassinado.

Enquanto isso, pra tentar reverter a derrota eleitoral que se aproxima na capital, o bondoso governo tenta agradar a periferia, onde tomou uma lavada no primeiro turno.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2012-10-13/integracao-entre-cptm-e-metro-sera-gratis-na-zona-leste-fora-do-horario-de-pico.html

Tucanos, sempre oportunistas.

Até quando??

Governo teme represálias da “lenda urbana” 32

14/10/2012-03h00

Governo vai oferecer a SP mais vagas nos presídios federais

Além das fronteiras

Em meio à troca de farpas entre Geraldo Alckmin e o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) sobre a responsabilidade da crise na segurança, o governo federal oferecerá ao Bandeirantes mais vagas para detentos paulistas de alta periculosidade em presídios federais. A ideia é mover líderes de facções criminosas para unidades distantes de São Paulo, a exemplo do que ocorreu em Alagoas, que “exportou” 21 presos perigosos e reduziu em 15% a taxa de homicídios em 90 dias.

Flashback Tal operação envolve risco, segundo avaliação de integrantes do governo paulista. A remoção de chefes de células do PCC para estabelecimentos prisionais fora do Estado poderia levar a facção a represálias similares às adotadas na série de ataques de maio de 2006.

Mais um dia, mais um PM abatido a tiros de fuzil…O Governo não sabe como agir porque a Polícia Civil não tem motivação para investigar e a PM continuará a revidar 40

Enviado em 14/10/2012 as 10:12 – SERAFIM DA PAZ

 Soldado da PM é morto com tiros de fuzil na Zona Sul de SP

Policial estava em frente a padaria quando foi baleado. Criminosos fugiram em direção a uma favela na região.

Do G1 SP

O soldado da Polícia Militar Flavio Adriano do Carmo, de 45 anos, foi morto na noite deste sábado (13) com tiros de fuzil no Jardim São Luís, na Zona Sul de São Paulo. O policial do 3º Batalhão do Choque estava de folga quando foi morto. Segundo a Polícia Civil, o PM estava em frente a uma padaria na Rua José Barros Magaldi, altura do número 1180. Segundo o relato de testemunhas à polícia, dois homens desceram de um Fox prata e atiraram contra a vítima, que foi atingida no tórax e na cabeça. Em seguida, os criminosos fugiram em direção a uma favela da região. O PM chegou a ser socorrido no Pronto-Socorro Campo Limpo O soldado era casado e estava na Polícia Militar desde 1996. Ninguém havia sido preso até a manhã deste domingo (14).

Atentado contra chefe de carceragem ( Barbosa ) 30

Sábado, 13 de outubro de 2012 – 19h56

Zona Noroeste

Chefe de carceragem é baleado e acaba ferido no Dale Coutinho

De A Tribuna On-line Atualizado às 20h30

O chefe de carceragem do 5º Distrito de Santos, José Eráclito Barbosa,  foi baleado no início da noite deste sábado, quando passeava pela rua com a neta de dois anos pelo Dale Coutinho, na Zona Noroeste.

A vítima ficou ferida na perna e nas nádegas.  Por sorte, a criança não foi ferida.  Barbosa foi socorrido e levado ao Pronto Socorro da Zona Noroeste. De acordo com o hospital, ele não corre risco de morte.

De acordo com o Centro de Operações da Polícia Militar  (Copom), o chefe foi vítima de uma tentativa de latrocínio, roubo seguido de morte. Ainda segundo o Copom, nada foi levado da vítima.