Após onda de crimes, comércio fecha as portas em Ribeirão Preto (SP) 46

20/10/2012-15h12

DE RIBEIRÃO PRETO

Com medo de novos ataque e em “luto” pelas mortes ocorridas nesta sexta-feira (19), comerciantes da zona norte de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) não abriram as portas neste sábado (20).

Os crimes aconteceram durante a tarde desta sexta-feira nos bairros Quintino Facci 2, Ipiranga e Avelino Palma.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, em visita a Ribeirão, na manhã deste sábado, disse que a não abertura das lojas foi “uma iniciativa própria” dos donos dos estabelecimentos.

“Isso não aconteceu porque a polícia recomendou ou porque os criminosos tenham dado algum tipo de ordem nesse sentido”, afirmou Ferreira Pinto.

Um outro atentado aconteceu durante a madrugada. Uma base da PM (Polícia Militar) foi alvo de tiros –ninguém ficou ferido– durante a noite, também na região norte da cidade.

Na manhã deste sábado, bases da Polícia Militar tiveram a segurança reforçada. Cavaletes foram espalhados nas proximidades dos prédios para evitar a aproximação de veículos suspeitos, por exemplo. (ARARIPE CASTILHO)

Caos em Ribeirão Preto 31

Sábado, 20 de Outubro de 2012 – 14h29 ( Atualizado em 20/10/2012 – 16h48 )

Base da Polícia Militar é atacada a tiros

A cidade registrou ontem (19), 14 pessoas baleadas, das quais cinco morreram

FolhaPress

A onda de violência que atinge Ribeirão Preto desde a última semana teve novo capítulo hoje (20), com o ataque a uma base da PM (Polícia Militar).

A base policial do bairro Quintino Facci, na zona Norte da cidade, foi alvo de tiros. Ninguém se feriu na ação.

A cidade registrou ontem (19), 14 pessoas baleadas, das quais cinco morreram.

Entre o último domingo e terça-feira, quatro criminosos foram mortos e dois PMs se feriram na cidade.

Após os ataques, na manhã deste sábado, bases da Polícia Militar tiveram a segurança reforçada na cidade.

Cavaletes foram espalhados nas proximidades dos prédios para evitar a aproximação de veículos suspeitos, por exemplo.

Por causa da situação, o governo do Estado não descarta enviar policiais da Rota (grupo de elite da PM paulista) para coibir a violência no município. “No momento não vemos necessidade [de enviar a Rota], mas, se for preciso, isso será feito”, afirmou o secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.

149 criminosos envolvidos nos ataques a PMs neste ano já foram identificados; 103 já estão presos e 18 foram mortos…( Em qual Estado? ) 94

19/10/2012- 15h56

Ordem é polícia na rua e criminoso na cadeia, diz Alckmin sobre ataques à PM

DE SÃO PAULO

O governador Geraldo Alckmin disse nesta sexta-feira (19) que não vai retroceder nenhum milímetro no combate ao crime organizado e classificou de “ação intimidatória” os ataques a PMs ocorridos nos últimos meses no Estado de São Paulo. De janeiro até agora, 85 policiais foram assassinados.

Alckmin afirmou que a determinação à corporação é “polícia nas ruas e criminoso na cadeia”. Segundo o governador, 149 criminosos envolvidos nos ataques a PMs neste ano já foram identificados. Destes, 103 já estão presos e 18 foram mortos em confronto com policiais.

O governador participou nesta manhã da formatura de 849 novos sargentos no Tatuapé, na zona leste da cidade.

MAIS DOIS CASOS

Ontem, um policial militar e um bombeiro reformado foram mortos a tiros no centro e na zona leste respectivamente.

Por volta das 22h30, um policial à paisana foi morto a tiros dentro de um bar na avenida Nove de Julho, na região do Anhangabaú, no centro. Segundo a PM, um homem entrou no bar e disparou vários tiros contra o policial e fugiu em um carro. Uma pessoa que estava no local ficou ferida.

Na zona leste, um bombeiro reformado foi assassinado no Conjunto Habitacional Padre José de Anchieta, por volta das 20h30. De acordo com a PM, os assassinos dispararam vários tiros e atropelaram o bombeiro. (OLÍVIA FLORÊNCIA)

Mais um dia, mais dois PMs emboscados e executados enquanto o Governador faz campanha eleitoral 57

19/10/2012

Dois policiais militares são mortos em São Paulo

MARTHA ALVES DE SÃO PAULO

Dois policiais militares foram mortos a tiros na noite de quinta-feira (18) no centro e na zona leste de São Paulo. Nenhum foi suspeito preso.

Por volta das 22h30, um policial à paisana foi morto a tiros dentro de um bar na avenida Nove de Julho, na região do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Segundo a PM, um homem entrou no bar e disparou vários tiros contra o policial e fugiu em um carro. Uma pessoa que estava no local ficou ferida.

O policial foi levado ao pronto-socorro do Hospital Nove de Julho, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O caso foi registrado no 77º Distrito Policial, em Santa Cecília.

Um policial militar reformado foi morto a tiros na rua Maurici Moura, no Conjunto Habitacional Padre José de Anchieta, zona leste de São Paulo, por volta das 20h30.

De acordo com a PM, os assassinos dispararam vários tiros e atropelaram o policial. Ele foi levado ao pronto-socorro do Hospital Santa Marcelina, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O caso foi registrado no 65 Distrito Policial, em Artur Alvim.

SP tem cinco casos de ataques a PMs em 24h; um morre…( O Secretário impotente diante do “Crime” continua tomando Dreher ) 48

São Paulo – Um policial militar de folga foi morto, por volta das 23h desta quinta-feira (18), em um bar na altura do número 82 da Avenida 9 de Julho, região central de São Paulo. No mesmo horário, um soldado foi baleado e atropelado por criminosos em Artur Alvim, na zona leste. Em pouco mais de 24 horas, houve cinco ataques a policiais na Grande São Paulo.

No caso da 9 de Julho, dois homens desceram de um veículo Tucson e efetuaram vários disparos no bar. Além do PM, outro cliente do local foi baleado, na coxa, mas não corre risco de morrer. Até a 1h desta sexta-feira, a vítima havia sido identificada só como sargento Souza, lotado no 13º Batalhão da Polícia Militar. O militar chegou a ser socorrido, mas morreu antes de chegar ao hospital. O caso foi registrado no 77º DP.

Na zona leste, um soldado da PM, sem identidade divulgada, foi atacado por criminosos em um Gol prata na Rua Maurici Moura, altura do 129. O agente reformado foi atingido no abdome, virilha e perna. Na sequência, os bandidos passaram com o carro por cima de suas pernas. Ele foi levado ao Pronto-Socorro do Hospital Santa Marcelina e não corre risco de morrer. No local do crime, foram recolhidas cápsulas de pistola calibre 9 mm. O caso foi registrado no 65º DP.

Outro ataque, no caso a um policial militar rodoviário aposentado, de 54 anos, havia sido registrado às 19h30 desta quarta-feira (17), na Vila Maria, zona norte da capital paulista. Ele estava com a mulher e a filha de 6 anos quando foi surpreendido por bandidos, na frente da casa do sogro. “É você mesmo”, disse um dos atiradores. Ferido no braço e no pé, o policial foi levado para um hospital e não corre risco de morrer.

Foto 12 de 12 – 19.out.2012 – Policial militar foi assassinado a tiros na noite da quinta-feira (18) na área central da capital paulista. De acordo com a PM, ele estava de folga em um bar quando um homem armado entrou no local e efetuou vários disparos contra ele. O PM chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos Mais Eduardo Anizelli/Folhapress

Roubos

Quase no mesmo horário, em Mauá, na Grande São Paulo, o soldado da PM Anderson da Silva, de 30 anos, foi baleado por bandidos que assaltavam uma padaria na Rua Caetano Aletto, no Jardim Itapark Velho. O policial, que trabalha na 3ª Companhia do 6º Batalhão da PM, estava de folga quando percebeu a chegada dos três assaltantes.

Silva foi baleado em uma das pernas e nas costas. O soldado foi encaminhado ao pronto-socorro do Hospital Mário Covas, onde permanecia internado e fora de perigo.

Na manhã desta quinta-feira (18), outra ação criminosa ocorreu às 6h na Estrada Tadae Takagi, no bairro Cooperativa, em São Bernardo do Campo. O cabo da Rota Danilo Domingo da Silva estava em sua moto quando foi abordado por dois bandidos em outra moto. Os criminosos anunciaram um roubo e o policial reagiu.

O cabo Danilo foi atingido por um tiro no braço e dois no abdome. De acordo com informações da PM, ele passou por cirurgia e teve o rim retirado. Apesar disso, não corria risco de morrer. No tiroteio, dois assaltantes foram baleados – um morreu

SEPESP e SIPESP convidam todos os policiais civis para encontro com Fernando Haddad 227

———- Mensagem encaminhada ———-
De: SEPESP – Sindicato dos Escrivães de Polícia
<sepesp@sepesp.org.br>
Data: 18 de outubro de 2012 13:53
Assunto: encontro com Fernando Haddad
Para: dipol@flitparalisante.com

Prezados colegas

O SEPESP e SIPESP convidam todos os policiais civis para participarem da reunião com o candidato a prefeitura de São Paulo Fernando Haddad. O evento será realizado no dia 24/10  quarta-feira)  auditório do SIPESP,  Rua Casper Líbero, 58 , 7 Andar,  às 15:30h.  O candidato apresentará seu plano de governo e ouvirá as propostas da categoria policial. Pedimos a presença de todos. Um forte abraço. Heber Souza – Secretário Geral 

agradeço a publicação

SEPESP – Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo

Administração
Fone: (11) 3326-8012

Na Baixada Santista, PMs revelam desmotivação para caça ao PCC…”(bandido) deu R$ 130 mil para o promotor e foi para a rua” 61

Enviado em 18/10/2012 as 9:16 – Carlos

18 de outubro de 2012 • 08h13

 DASSLER MARQUES

Direto de Santos

Nas noites de terça e quarta-feira da última semana, a onda de violência que provocou 18 mortes em cinco dias, na Baixada Santista, atingiu seu auge. Não do ponto de vista estatístico, mas pela sensação de terror que se espalhou com direito a toque de recolher informal. Há oito dias, escolas de Santos dispensaram os alunos do período noturno antes do horário habitual, cooperativas de táxi sugeriram fim do serviço aos motoristas e até viaturas da Rota orientaram a população para permanecer em casa. Tudo por conta da guerra informal e nada silenciosa entre policiais militares e integrantes do Primeiro Comando da Capital, o PCC. Colegas defendem PM morto e confirmam recompensa de R$ 500 mil do PCC Veja os ataques a PMs e ônibus incendiados em SP Homicídios, estupros e roubos crescem em SP em 2012 Quatro policiais militares ouvidos pelo Terra, que por receio de represálias preferiram não se identificar, relatam desmotivação e falta de respaldo do Estado na caça aos criminosos muito bem organizados. Dois deles, soldados que participam de operações na caça ao tráfico, revelam medo pelo que pode gerar a morte de um bandido ao próprio policial. “O povo tem que saber como funciona. Hoje para trabalhar é ‘embaçado’. Se o ladrão for conceituado no crime, houver uma ocorrência com troca de tiros e eu matar o cara, no mês seguinte vão me buscar em casa. O crime tem dinheiro e não tem rotina. O PM honesto não tem dinheiro e tem rotina”, descreve um dos soldados. Colega de farda, um outro soldado relata situação recente que um companheiro vivenciou. “O bandido foi pego em flagrante e ofereceu R$ 100 mil ao policial em meia hora, mas ele não aceitou, ‘hoje não é seu dia’, disse para o cara. Depois, ele (bandido) deu R$ 130 mil para o promotor e foi para a rua. E aí ele vai atrás de quem? Vai atrás do policial que prendeu e não tem proteção”, critica. Os dois soldados lembram da morte do sargento Marcelo Fukuhara, que foi assassinado a tiros de fuzil na Ponta da Praia, em Santos, na madrugada do último dia 7. “É tudo muito organizado. Os caras tinham um carro IX35 (da marca Hyundai) e com certeza é quente, não é roubado. Não vão colocar dois fuzis e quatro caras dentro de um carro roubado. É carro quente, do crime. Hoje os bandidos têm naipe de playboy (rico). E se ele quiser te pegar, é questão de tempo”, diz um dos PMs. PCC oferece respaldo a filiados O quadro provoca desmotivação nos policiais, asseguram. A medida emergencial adotada pelo Governo do Estado, além de colocar policiais administrativos na rua, foi reduzir a folga da corporação no início do mês. Um dos soldados entrevistados conta ter trabalhado 12 horas, por 10 dias consecutivos. Boa parte dos assassinatos a homens de farda ocorre quando não estão a serviço. “Na verdade, isso (revogar folgas) protege os vagabundos, porque os policiais de folga vão atrás de vingança com os bandidos. Se quer me proteger, me dá segurança. Como vou trabalhar 10 dias sem folga com atitude e energia? Não dá”, afirma. “Do que adianta fazer bloqueio de trânsito para pegar carro de trabalhador? Se fosse para fechar a biqueira da favela fazendo operação, todos os dias e por 12 horas, eu ficaria com gosto. Até três meses se fosse preciso.” De acordo com os PMs, a sensação dos bandidos junto ao PCC é totalmente oposta à que os policiais têm em relação ao Estado. “Eles pagam R$ 600 por mês (para o PCC) pelo status. E se forem presos ou morrerem, têm advogado e auxílio para a família. Você viu o que a mulher do sargento (Marcelo Fukuhara) falou? Que ninguém procurou ela”, compara um dos soldados, com um atestado: “sabe quem mais perde com isso? É a população.”

PCC mandou assassinar um delegado e quatro investigadores 38

Enviado em 18/10/2012 as 5:35 – Policial

PCC mandou assassinar oito policiais em Taubaté

Uma denúncia encaminhada à Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo comprova ameaças contra a vida de oito policiais em Taubaté, cujas execuções teriam sido determinadas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). O VALE teve acesso ao ofício nº 5651 da ouvidoria, protocolado em 20 de julho, encaminhado ao Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) em 10 de setembro e repassado à Seccional de Taubaté em 11 de setembro. A denúncia indica que lideranças da facção criminosa teriam apontado como alvos preferenciais um delegado e quatro investigadores da Polícia Civil, além de três policiais militares do 5º BPMI (Batalhão da Polícia Militar do Interior), de Taubaté. A ordem teria partido de dentro da P-1 (Penitenciária Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra) de Tremembé, por meio de uma carta, e seria destinada ao líder do tráfico de drogas no bairro Água Quente, Luan Richard de Souza, 19 anos, preso em 23 de julho em uma operação da PM. Ele cumpre pena por homicídio e latrocínio (roubo seguido de morte), roubos e tráfico.

Ataque. Além de matar ‘um por um’, a facção ainda determinava ‘atear fogo em um ônibus na Avenida Amador Bueno da Veiga’, no dia 4 de julho — o que não aconteceu. Um dos policiais citados na carta disse que, no início, teve receio pelos familiares, mas que muitos criminosos aproveitam de denúncias anônimas e da imprensa para se fortalecerem no meio. “Luan dizia que mandava na área, que era xerife. O bandido cresce e se torna respeitado devido às divulgações sobre ele. Se não falar nada, ele continua sendo um nada. Já peguei muito peixe grande no Água Quente, Esplanada, Parque Aeroporto, entre outros, e vou continuar fazendo. A polícia está atrapalhando a facção.” Os policiais não descartam que ainda possa acontecer algo na região. “A baixada Santista está em guerra, em 2006 vivemos isso ainda pior. Tudo é possível, mas ainda sob controle”, disse o policial. A Secretaria de Segurança Pública confirmou o recebimento da denúncia e o encaminhamento do ofício à Polícia Civil, mas não detalhou as investigações sobre o caso. O comando da PM em Taubaté não comentou o assunto.

Delegado relembra ano de 2006 Taubaté

Segundo o presidente do Sindicato dos Delegados, George Melão, ameaças e ataques como os que estão acontecendo atualmente podem ser comparados aos taques do PCC, em 2006. “É semelhante, mas agora está acontecendo de maneira espaçada. A verdade é que os criminosos aproveitam de um período para levantar informações dos policiais e familiares, deixando-os cada vez mais vulneráveis”, disse. Melão afirma que o Estado não assume o poder da facção para não demonstrar que está fracassando e deixar a população em pânico. Até ontem, 84 policiais militares, 16 agentes e 4 policiais civis foram mortos. “Esses números deixam mais que claro o quanto as facções estão perseguindo os agentes da lei. Todos agentes estão correndo risco de vida e o Estado não está preparado”, afirmou.

João Alkimin: INCOERÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO DA SEGURANÇA PÚBLICA 17

O Delegado Roberto Conde Guerra é demitido por repercutir uma notícia; o Delegado Frederico é demitido por prender um Juiz de Direito bêbado. O Delegado Pórrio é demitido – assim como os outros-  sem sequer ter sido julgado pelo Poder Judiciário. O Delegado Bibiano foi absolvido por inexistência de crime e até agora não conseguiu reingressar às fileiras.
Por outro lado delegados que foram ou estão sendo processados , inclusive por extorsão,  assumem cargos de relevância, os dois delegados que torturaram a escrivã continuam em seus cargos. Três Delegados de Polícia e um escrivão que estavam sendo processados no famigerado caso Porto Seguro, aquela seguradora que se especializou em dar golpes nos próprios segurados e agora foram condenados em 1ª Instância a penas altíssimas continuavam exercendo seus mister.
Não sei se são culpados, para mim são inocentes até trânsito em julgado, mas por outro lado a Administração deveria agir com um mínimo de coerência, mas me parece que tranquilidade na polícia civil somente aos amigos do rei. Aqueles que podem tomar vinho, fumar charutos ou ir passear na Argentina. Se não for assim é o mais puro terror.
São Policiais Civis e Militares ganhando salário de fome sem condições de trabalho e agora sendo exterminados por uma calhorda organização criminosa que parece já dominou o Estado de São Paulo por absoluta incompetência da chamada administração superior e do próprio Governador que teimam ridiculamente em reconhecer sua existência, como se todos fossemos idiotas ou crédulos.
Quando disse que as condições de trabalho são as piores possíveis refiro-me a massa policial e não aos cardeais da Polícia Civil ou os oficiais da Polícia Militar.
Hoje a Polícia Civil está completamente abandonada e quando o Policial tem um problema só encontra um ombro para chorar o de seu advogado, por que toda a sociedade que dele dependeu um dia lhe vira as costas, pois na maioria das vezes aqueles que se dizem seus amigos em realidade são amigos do cargo e não da pessoa.
Senhor Governador acorde enquanto é tempo, tenha piedade não dos Policiais Civis ou Militares mas de suas famílias,  pois caso Vossa Excelência não saiba Policiais tem família sim senhor, não são nascidos de geração espontânea e seus filhos e mulheres diferente dos filhos e da mulher de V. Ex.ª não tem escolta, portanto tem que se virar como podem e V.Ex.ª faz o que, continua com seu sorriso plastificado negando a existência do PCC e demitindo Policiais Civis de todas as carreiras aos borbotões. Portanto, é que entendo que sua administração é incoerente e a respeito do PCC mentirosa, pois mentem o Senhor e seu Secretário. Volto a dizer como se todos fossemos idiotas.

João Alkimin

João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/

Outubro sangrento 20

17/10/2012 18:04

Opinião: Outubro sangrento

“A sociedade sofre com o desamparo e fica em meio ao fogo cruzado, nesta batalha entre a polícia e os criminosos”

*Alencar Santana Braga

Há meses a sociedade paulista é assombrada por notícia de assassinatos conduzidos pelos mesmos roteiros: agentes da Polícia Militar de São Paulo assassinados, na sequência morte de civis, ou vice e versa, sendo que entre os civis alvejados alguns são portadores de fichas criminais e outros são apenas moradores da periferia da capital e de municípios da Grande São Paulo. Mesmo diante da gravidade da questão, o governador Alckmin tem desdenhado da realidade sangrenta que atingiu a região da Grande São Paulo, declarando que há muita lenda sobre a facção criminosa. Seu secretário da Segurança Pública endossa a tentativa de minimizar a violência e diz que a imprensa exalta o crime organizado e glamoriza a facção. A sociedade sofre com o desamparo e fica em meio ao fogo cruzado, nesta batalha entre a polícia e os criminosos. Não há como fechar os olhos. Só neste final de semana foram 15 mortes na Baixada Santista. Logo nos primeiros dias da semana, nove pessoas foram assassinadas na região de Taboão da Serra e Embu das Artes, sendo que entre os mortos há um policial militar. O mesmo enredo foi constatado na cidade de Guarulhos, onde, entre o final da tarde de domingo (7/10) e a madrugada de segunda-feira (8/10), 13 pessoas foram baleadas e quatro mortas em menos de 24 horas. O que vemos é o acirramento da violência. Os agentes de segurança do maior Estado da federação estão apreensivos com a escalada de assassinatos. A PM contabiliza 78 agentes mortos. Desses casos, 33 com características de execução. Recentemente a imprensa publicou informações do relatório do Ministério Público do Estado de São Paulo que apontou o expressivo contingente da facção, sua presença em 123 municípios do Estado, dados sobre a sua contabilidade e o montante que administram mensalmente. Nesta ocasião, a dupla Alckmin e seu secretário da Segurança, Antonio Ferreira Pinto, entoou o “mantra” de que em São Paulo não há ação do crime organizado. Enquanto isso, o confronto aberto segue em escaladas assustadoras e não temos uma ação mais contundente do Estado no sentido de cessar fogo e dar à sociedade segurança. Para tanto, é necessária a articulação de força tarefa entre os setores de inteligência das polícias Civil e Militar e do Ministério Público estadual. Traçar ações conjugadas com o Judiciário, aumentar o efetivo policial, melhor equipá-lo, prepará-lo, respaldá-lo, mas manter o total controle da situação e do comando da tropa, pois há fortes indícios de confronto entre os agentes de segurança do Estado e criminosos, inspirados na revanche. Em meio ao fogo cruzado, lembre-se, governador Geraldo Alckmin, que há toda uma população a quem o Estado deve proteger.

*Alencar Santana é líder do PT na Assembleia Legislativa.

Dois delegados da Polícia Civil, um já aposentado e outro na ativa, são acusados de desaparecer com corretor de valores 20

17/10/12 – MPF-SP protocola nova denúncia contra Ustra por sequestro qualificado

            Dois delegados da Polícia Civil, um já aposentado e outro na ativa, também são acusados de sequestrar Edgar de Aquino Duarte, em 1971

O Ministério Público Federal denunciou nesta quarta-feira à Justiça Federal em São Paulo, pelo crime de sequestro qualificado, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do Destacamento de Operações Internas de São Paulo (Doi-Codi-SP) no período de 1970 à 1974. Essa é a segunda denúncia contra Ustra, desta vez acusado, ao lado do delegado aposentado Alcides Singillo e do delegado Carlos Alberto Augusto, ambos da Polícia Civil, de sequestrar o corretor de valores Edgar de Aquino Duarte, em junho de 1971. Caso processados e condenados, os denunciados poderão receber penas de 2 a 8 anos de prisão.
Na ação, o MPF afirma que Duarte ficou preso ilegalmente, primeiramente nas dependências do Destacamento de Operações Internas do II Exército (Doi-Codi) e depois no Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP), até meados de 1973. “O paradeiro da vítima, após 1973, somente é conhecido pelos denunciados”, afirma a ação.
Edgar de Aquino Duarte nasceu em 1941, no interior de Pernambuco, e tornou-se fuzileiro naval e membro da Associação de Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil. Em 1964, logo após o golpe militar, foi expulso das forças armadas, acusado de oposição ao regime ditatorial. Exilou-se no México, depois em Cuba e só voltou ao Brasil em 1968, quando passou a viver em São Paulo com o falso nome de Ivan Marques Lemos.
Vários depoimentos revelam que, nessa época, Duarte não tinha nenhum envolvimento com qualquer tipo de resistência ao regime militar. Primeiro montou uma imobiliária e depois passou a trabalhar como corretor da Bolsa de Valores, atividade que exerceu até ser sequestrado.
No final da década de 70, a vítima encontrou-se com um antigo colega da Marinha, José Anselmo dos Santos, o “Cabo Anselmo”, que havia acabado de retornar de Cuba. Os antigos companheiros acabaram dividindo um apartamento no centro de São Paulo, até que o Cabo Anselmo foi detido pelo delegado Carlos Alberto Augusto – que, na época, era investigador de polícia do Deops e integrante da equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury.
Os registros demonstram que Duarte foi citado pelo menos cinco vezes no depoimento prestado pelo Cabo Anselmo ao DOPS. Nove dias depois, a vítima foi sequestrada pelo mesmo Carlos Alberto Augusto e mantido ilegalmente na prisão até 1973, quando desapareceu. Há suspeitas de que Duarte foi sequestrado apenas porque conhecia a verdadeira identidade do Cabo Anselmo, informante do regime.
A prisão ilegal de Duarte foi testemunhada por dezenas de dissidentes políticos que se encontravam presos nas dependências do Doi-Codi-II Exército e do Deops/SP no período, dentre as quais as sete testemunhas ouvidas pelo MPF e arroladas na denúncia, além do advogado Virgílio Egydio Lopes Enei.
Durante as investigações, os procuradores também encontraram documentos do II Exército que atestam que Edgard de Aquino Duarte foi preso, que ele não pertencia a nenhuma organização política e que de fato atuava como corretor de valores. Não tinha, portanto, como reconheceram os próprios órgãos de repressão, qualquer envolvimento com a resistência ao regime ditatorial.
O Doi-Codi foi um dos piores e mais violentos centros de repressão do regime. No período em que foi comandado por Ustra (entre 1970 a 1974), foi o destacamento que mais registrou casos de tortura, execução sumária e desaparecimento de dissidentes políticos. Segundo o relatório oficial “Direito à Memória e à Verdade”, dos 64 casos de sequestro e homicídio associados ao Doi-Codi paulista, nada menos que 47 foram cometidos durante o comando de Ustra.
Depoimentos de vários ex-presos políticos indicam que Ustra tinha pleno conhecimento e participava ativamente da coordenação das atividades de captura, encarceramento clandestino, tortura, morte e desaparecimento dos presos políticos.
Sequestro – A tese de que o crime cometido contra Edgar de Aquino Duarte não está prescrito é baseada em três decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizaram a extradição de agentes acusados pelo Estado argentino de participação em sequestros realizados há mais de 30 anos, sob o argumento de que, enquanto não se souber o paradeiro das vítimas, remanesce a privação ilegal da liberdade e perdura o crime.
A Justiça Federal do Pará recebeu, recentemente, duas denúncias contra militares acusados do sequestro de dissidentes políticos engajados na chamada “Guerrilha do Araguaia”, a partir de 1973. Em São Paulo, o MPF recorreu da decisão da Justiça Federal que não recebeu a primeira denúncia contra o coronel Ustra, acusado pelo sequestro do líder sindical Aluízio Palhano Pedreira Ferreira.
Para os procuradores da República que assinam a ação – Thaméa Danelon de Melo, Sérgio Gardenghi Suiama, Andrey Borges de Mendonça, Inês Virgínia Prado Soares, Ivan Cláudio Marx, André Casagrande Raupp, Tiago Modesto Rabelo e Marlon Weichert –, a punição pelo crime também não é abrangida pela Lei da Anistia, concedida exclusivamente para aqueles que “no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979 cometeram crimes políticos ou conexos com estes”.
Para o MPF, o crime de sequestro prosseguiu após 15 de agosto de 1979 e, segundo entendimento firmado pelo STF, apenas sentença judicial, proferida após esgotadas as buscas e averiguações, pode fixar a data do eventual falecimento da vítima.
“A mera possibilidade de que a vítima tenha sido executada ou, em razão do tempo decorrido, esteja morta por outros motivos não afasta a tipificação dos fatos como crime de sequestro qualificado”, insiste a ação.
Além disso, os procuradores defendem a tese de que os crimes cometidos durante a ditadura são “crimes contra a humanidade”, sujeitos às normas de direito internacional e, portanto, imprescritíveis e insuscetíveis de anistia. “Malgrado as recomendações internacionais dirigidas ao Estado brasileiro desde meados da década de 70, nenhuma investigação criminal efetiva a respeito dos desaparecimentos forçados cometidos durante o regime de exceção foi feita até a prolação da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos”, diz um trecho da ação.
O número da ação para acompanhamento processual é 0011580-69.2012.403.6181
Para ler a íntegra da denúncia, clique aqui.

Reportagem sobre a Banda Podre da Polícia Militar é finalista do prêmio Esso de Jornalismo 11

Denúncia feita pela Band mostrava envolvimento do crime organizado com policiais. Além disso, demonstrava que Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não estaria investigando os crimes, que se transformavam apenas em Relatórios de Inteligência, os Relints.
Se algo tivesse sido feito, quem sabe a onda de mortes de civis e policiais em São Paulo não estaria desta forma:
Sandro Barboza, Eliete Cavalcante de Albuquerque, Juliana Maciel, Josenildo Tavares, Edvander Silva e Carlos Rodrigues, com o trabalho QUANDO UM CRIME VIRA UM SIMPLES RELATÓRIO, transmitido pela Rede Bandeirantes
Veja as reportagens finalistas do Prêmio Esso de Telejornalismo, um dos mais importantes do jornalismo brasileiro:

Protesto contra as mortes de policiais no Estado 8

Foco

Grupo protesta na Sé contra mortes de policiais no Estado

DE SÃO PAULO

Cerca de cem cruzes foram colocadas na frente da catedral da Sé, centro da cidade, em protesto contra as mortes de policiais no Estado neste ano. A manifestação foi promovida pela Federação Interestadual dos Policiais Civis (Feipol) da região Sudeste.

Segundo Márcio de Almeida Pino, vice-presidente do sindicato de policiais civis da Baixada Santista, o ato foi uma homenagem às vítimas assassinadas desde o início do ano em São Paulo.

Até a noite de ontem, 84 policiais militares haviam sido assassinados – 67 deles da ativa. Apenas três estavam em serviço na hora do crime.

Anteontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinou que seja feito um estudo para o pagamento de seguro de vida para famílias de policiais mortos fora do horário de serviço.

As indenizações são pagas somente para policiais mortos em serviço.

A decisão ocorreu no mesmo dia em que a Folha mostrou que, sem receber indenizações, parentes de policiais militares vêm recorrendo à Justiça para receber o dinheiro -em torno de R$ 100 mil.

Advogados ouvidos pela reportagem dizem que as ações judiciais tornaram-se frequentes após ataques a PMs fora do horário de trabalho desde 2006.

BALEADOS

Dois PMs -um em serviço e outro de folga- foram baleados durante ocorrências na zona sul da cidade entre a noite de anteontem e a manhã de ontem. Nenhum deles corre risco de morrer.

Um dos policiais foi baleado quando perseguia bandidos em uma favela; o outro, quando bandidos tentaram roubar sua moto.

Policiais Militares – Sentença sobre o seguro de vida 4

Aos meus amigos policiais – segundo a polícia militar o seguro somente é devido quando o policial morre em serviço, não concordando a família de um policial nos procurou e conseguimos na justiça a procedência da ação para condenar a seguradora a indenizar essa família. Divulguem a todas as famílias de policiais, que não estarão sós e, vamos à luta contra as injustiças.

Santos
Advogado – OAB/SP 283.484
Tel. Comercial (11) 2052-8159
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Veja a sentença abaixo: Processo nº:0229772-91.2009.8.26.0007 – segundo o juiz ‘É cediço que o policial militar, mesmo de folga, tem obrigação de agir como se estivesse em pleno exercício de suas funções, principalmente quando depara-se com a prática de condutas criminosas. Ou seja, como mencionado pelo representante do Ministério Público,“o policial, não obstante em horário de folga, age no estrito cumprimento de dever legal e profissional quando, ao se deparar com uma infração penal, procura impedir que seja praticada e adota medidas para responsabilização do autor do ilícito. A função do policial é, além de pública, suigeneris, na medida em que, a qualquer momento, tais profissionais podem ser chamados a coibir ações criminosas, ainda que estejam em horário de folga”. Não há dúvida de que o de cujus agiu no exercício de sua função de policial, tentando evitar o crime e responsabilizar os culpados, mesmo estando em horário de folga. Sacou a arma e se identificou, como se estivesse de farda trabalhando, exatamente como mandam os princípios éticos do

treinamento militar. Se é dever do policial agir em qualquer circunstância, não pode ser extirpado o direito a indenização, ainda que esteja em horário de folga. Ante o exposto e considerando o mais que dos autos consta, julgo PROCEDENTE o pedido para condenar a ré a pagar aos autores a quantia de R$ 102.000,00 (cento e dois mil reais), com atualização monetária desde 09/07/09 e juros de mora de 1% ao mês desde a citação. Diante da sucumbência, condeno a ré ao pagamento das custas e despesas processuais, bem como em honorários advocatícios, que fixo em 10% do valor atualizado da condenação, nos termos do art. 20, § 3°, do Código de Processo Civil.

São Paulo, 06 de setembro de 2012.

Hélio Benedini Ravagnani

Juiz(a) de Direito