Um salve para o secretário e um salve-se quem puder para todos nós.
Setembro sangrento, espera outubro para cair de costas “Olho por olho, dente por dente”
“No revés às atrocidades da guarda pretoriana, muito sangue derramado de gente inocente”
Diante desse quadro dantesco, outra não seria a conclusão, senão a de que estamos a mercê Dele, é lógico, e da própria sorte, quanto ao sagrado direito de sair de casa e nela retornar assim que o desejar.
A situação é reflexo direto do destempero, despreparo, quiçá, do desequilíbrio mental deste irresponsável Secretário da Segurança Pública do Estado, o qual, se utilizando de maquiavélico esquema de “arapongagem” implantado no sistema prisional, composto por oficiais da reserva da PM, se abastece de informações sobre a movimentação da organização criminosa no Estado e as repassa diretamente para a Rota que, deixando de integrar a malha protetora da sociedade para se tornar seu braço armado, prepara a logística necessária para operacionalizar as execuções coletivas patrocinadas pelo poder público e, documentalmente, legalizadas por coniventes policiais da atual administração do DHPP.
Sua postura é um acinte não apenas para as entidades nacionais e internacionais, protetoras dos elementares direitos inerentes à natureza humana, mas para o próprio regime democrático, vez que se utiliza dos mesmos expedientes espúrios dos anos de chumbo de nossa história.
Transformou a emblemática frase “A Rota é reservada aos heróis” no vulgar e desrespeitoso bordão “Tente a sorte que o azar é certo” e seu comandante, com mentiras e patifaria do tipo factóides de atentados contra o quartel da Rota e contra sua residência, num fantoche do medo, uma mística entre o bem e o mal, um fronteiriço entre o herói e o bandido, passando à opinião pública a idéia de que ele seja um pouco de tudo isso.
O prestigiado e honrado Ministério Público de São Paulo, defensor intransigente dos direitos individuais indisponíveis, deveria se envergonhar em ter, entre os ocupantes dos cargos mais elevados da carreira, alguém que fomenta a violência arbitrária nas forças de segurança do Estado.
Manifestar-se sobre a chacina de nove pessoas em Várzea Paulista como sendo uma ação legítima seria cômico se não fosse trágico, mormente quando é público e notório que o indivíduo “julgado e absolvido” pela organização criminosa não estava armado e acabou assassinado pelo braço armado do Sr Secretario.
A sociedade, mais dia, menos dia , através de instituições legalmente constituídas e não cooptadas por esse estado de coisas, com certeza vai cobrar essa promissória da “Reserva Moral do Estado”, vez que a mente doentia que arquitetou o roteiro desse triste filme, estará esparramado numa boa poltrona, fumando um bom cubano e degustando algum dos seus melhores vinhos.
Todo mundo sabe que essa aparente tranqüilidade no sistema prisional tem um preço muito alto, pago através de intenso tráfico de entorpecente, pedágio de familiares de presos para garantir-lhes a integridade física, pagamento de dívidas dos egressos, rifas de imóveis e automóveis patrocinadas pelos irmãos, arrecadação das biqueiras etc.
Se tem um preço alto, tem quem paga e quem recebe.
Pergunta-se: Quem são os protagonistas dessa torpeza bilateral?
Acabou com a boa investigação policial, que sempre partiu do crime para o criminoso, prestigiando o crime pelo crime, como forma de controle da criminalidade. Não chega sequer a prender, nem a julgar, coisa que até os criminosos fazem antes de executar alguém, vai direto para a execução.
Como policial, Srº Secretário, não tenho os mesmos privilégios de VExª, não conto com sua numerosa escolta pessoal que lhe garante integridade física 24 horas por dia, assim como aos seus familiares. Sujeitos ás represálias estão não apenas os integrantes de sua guarda pretoriana, mas todo e qualquer policial deste Estado. Não estou policial 24 horas por dia. Como todo e qualquer cidadão, tenho o direito de sair da minha casa e nela retornar em paz. Não me parece razoável, buscar meus filhos menores na escola, ostentando na cintura uma constrangedora arma de fogo. Não entro na igreja armado. Pense nisso, se é que ainda lhe resta alguma capacidade de pensar.
Seu caso não é de substituição mas sim de interdição
EM TEMPO: Até o presente momento a opinião pública não foi informada do cabal esclarecimento dos homicídios que vitimaram os valorosos delegados de polícia, Doutores Euclides e Paulo. O Diretor do DHPP ao invés de administrar com vistas ao cargo de DG ou do DECAP, antes dos objetivos patrimoniais, por uma questão de honra da classe a qual pertence e, em respeito aos familiares destes policiais, se empenhar em esclarecer referidos crimes vez que deixaram toda a polícia civil e a população deste Estado indignada. Obrigado.
