Linha de produção da fábrica da GM em São Caetano do Sul, no ABC paulista Imagem: Divulgação
Cleide Silva
São Paulo
19/01/2019 15h43
Em comunicado enviado aos funcionários por email e também fixado no quadro de avisos das cinco fábricas do grupo no Brasil, o presidente da General Motors (GM) Mercosul, Carlos Zarlenga, informou na sexta-feira (18) que “investimentos e o futuro” do grupo na região dependem da volta da lucratividade das operações ainda este ano. O aviso foi entendido pelos trabalhadores como uma ameaça de deixar o país.
No comunicado, Zarlenga reproduziu matéria publicada na semana passada pelo jornal “Detroit News” afirmando que, ao divulgar o balanço financeiro de 2018 aos acionistas, a presidente mundial da companhia, Mary Barra, deu sinais de que está considerando sair da América do Sul, onde mantém fábricas no Brasil e na Argentina.
“Não vamos continuar investindo para perder dinheiro”, disse a executiva. Segundo ela, os maiores mercados sul-americanos continuam sendo desafiadores e “partes interessadas” na região trabalham com a empresa para tomar ações necessárias para melhorar o negócio “ou considerar outras opções”.
Zarlenga afirmou que a GM teve prejuízo significativo de 2016 a 2018 e que “2019 será um ano decisivo para nossa história”. Segundo ele, a empresa vive momento crítico “que vai exigir importantes sacrifícios de todos”.
Um plano que foi apresentado à matriz requer apoio do governo, concessionários, empregados, sindicatos e fornecedores. “Do sucesso desse plano dependem os investimentos da GM e o nosso futuro.”
Procurada, a assessoria da empresa não comentou o assunto.
Em fevereiro de 2018, a empresa anunciou R$ 1,2 bilhão de investimentos na fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista, para ampliar a capacidade produtiva de 250 mil para 330 mil unidades ao ano. O montante faz parte de um plano de R$ 13 bilhões que foram aplicados no País nos últimos cinco anos.
Fábrica no ABC está em férias coletivas
Na fábrica do ABC, os cerca de 4.500 funcionários da área produtiva estão em férias coletivas desde 23 de dezembro e só retornam no dia 28.
“A produção está parada porque a fábrica está sendo preparada para a produção de novos veículos”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, que recebeu o comunicado de Zarlenga com apreensão. Ele foi convocado para uma reunião com a direção da GM na próxima semana.
Silva afirmou que, em relação aos trabalhadores, já houve nos últimos anos muitas negociações em que abriram mão de benefícios. “Por exemplo, já criamos uma nova tabela com salários mais baixos para iniciantes, flexibilizamos as regras para funcionários com doença profissional e aceitamos redução do adicional noturno”, disse o sindicalista. “O que mais querem de nós?”
Nova família de veículos
Na semana passada, na divulgação do resultado financeiro para a imprensa americana, Mary Barra anunciou o lançamento de uma nova família global de veículos para serem produzidos e vendidos na China, México e América do Sul.
Na ocasião, ela disse que a GM reduziu sua rentabilidade em 40% na América do Sul, mas ressaltou que “com a Chevrolet como líder de mercado, a companhia está bem posicionada para melhorar no atual ambiente macroeconômico”.
Aí Bozonaristas, os americanos preferem vender fazer negócio com a China!
“Necessariamente, ando armado. O tempo todo. Arma e plano de saúde você tem que ter, mas é melhor não usar”, diz senador Imagem: 18.jan.2019 – Simon Plestenjak/UOL
Luís Adorno
Do UOL, em São Paulo
19/01/2019 04h00
Senador mais votado por São Paulo em 2018, Major Olimpio é o presidente regional do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. Policial militar aposentado e eleito deputado federal em 2014, o parlamentar afirma que conseguiu a vaga no Senado Federal por estar em um projeto com o novo presidente. “As pessoas acabaram me elegendo em função da identificação com o Jair Bolsonaro”, afirmou em entrevista exclusiva ao UOL na sede paulista do partido, na zona norte da capital.
Olimpio considerou o decreto que flexibiliza a posse de arma de fogo para a população, assinado por Bolsonaro na última terça-feira (15), como “um avanço”. No entanto, segundo ele, o ideal seria que o decreto alterasse as condições para a importação de armas e munições, que houvesse um recadastramento das armas existentes do país e que não houvesse o artigo que determina que, para a posse, o cidadão deve ter um cofre ou local com trava de segurança. Segundo ele, se ele fosse um cidadão civil, com posse, não respeitaria essa determinação.
Imagem: 18.jan.2019 – Simon Plestenjak/UOL
“Achei essa questão do cofre absolutamente inútil na legislação. Cofre ou compartimento com tranca. Primeiro lugar, você põe na lei uma coisa que objetivamente tem uma razão de ser. Quem vai fiscalizar isso? Ninguém. E você já tem no artigo 13 do Estatuto do Desarmamento o crime chamado omissão de cautela: aquele que deixar a arma acessível para criança ou adolescente ou alguém com qualquer espécie de deficiência mental, está sujeito a uma condenação de um a três anos. Achei de uma grande inutilidade. O ideal seria não ter esse artigo”, afirmou à reportagem em entrevista realizada na sexta (18).
Se eu fosse um cidadão comum, eu não deixaria num cofre. Eu [atualmente] deixo onde ela não esteja acessível. Hoje, eu não tenho crianças em casa, mas quando eu tinha, ela ficava onde eu teria condição de manusear. Hoje, ela está do meu lado, na minha cama, comigo dormindo. No banheiro, por razões óbvias, enquanto estou tomando banho, ela não está comigo, mas está em condições que eu possa acessá-la para defender minha família. Necessariamente, ando armado. O tempo todo. Arma e plano de saúde você tem que ter, mas é melhor não usar
Olimpio afirmou ter apoiado o decreto e entendido que o governo planeja “mexer no regulamento do estatuto de maneira escalonada”. Ele afirmou considerar um avanço importante a assinatura do decreto e disse avaliar como positivo o “direito do cidadão de bem se defender e defender sua família”.
“Se eu precisar dar tiro em marginal, vai acontecer. Já precisei. Algumas vezes. Ocorrências mais do que naturais na vida policial. E não sei o número de vezes que tive que sacar a arma, que protegi a vítima e desestimulei criminosos. Já tive ocorrências com reféns, em que fiz o gerenciamento de crise por quatro horas, cara a cara, com criminosos assaltando uma agência dentro da Secretaria da Fazenda.”
“Um dos marginais chegou a passar a pistola na minha cabeça e falava para o outro: você já viu a cabeça de um gambé [termo utilizado por criminosos para falar sobre policial] tão perto para estourar? Se eu pudesse, tinha matado os dois. Mas tinha uma responsabilidade muito maior, que era defender a vida das pessoas. E até a minha. Sou muito prático com relação a isso: não estimulo a violência, mas entendo que o estado e o policial têm que dar demonstração de força, não de violência. Igual ou maior que a do bandido. Se não, o bandido não respeita”, afirmou.
Imagem: 18.jan.2019 – Simon Plestenjak/UOL
PSDB é tão perigoso para o policial quanto PCC, diz Olimpio
O senador eleito ficou marcado pelas críticas ao governo de São Paulo, quando tinha Geraldo Alckmin (PSDB) à frente do Executivo. Durante a campanha eleitoral de 2018, se manteve contra os tucanos até o fim do segundo turno.
Olimpio chegou a apoiar publicamente a candidatura do então governador Márcio França (PSB) porque do outro lado estava um tucano: Doria. O apoio a França impulsionou, inclusive, o atrito com a deputada federal eleita pelo seu próprio partido, Joice Hasselmann. Ela se manteve ao lado de Doria durante todo o segundo turno e chegou a convidá-lo para o partido de Bolsonaro.
O João Doria tem uma posição consolidada no PSDB, em que ele acabou sendo a maior liderança do partido no Brasil e dominando o partido. Então, não vejo a possibilidade de ele migrar de partido. Isso não aconteceria
João Doria (PSDB) e Major Olimpio (PSL) se encontraram após resultado da eleição de 2018 Imagem: 12.nov.2018 – Divulgação
“Institucionalmente, temos que conviver bem. Não dá para dizer que estou defendendo o estado sem perguntar a ele, governador, as necessidades do estado. Vivemos em harmonia. Fui dizer para ele que o partido estará neutro na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) e que vai discutir todos os projetos de forma neutra. Sem toma lá, dá cá, sem secretaria, sem nada”, complementou.
Para Olimpio, o governo do PSDB “maltratou policiais paulistas por 24 anos”. “Foram os piores inimigos da polícia de São Paulo. Então, se for para fazer uma avaliação: o que é mais perigoso para o policial: o PSDB ou o PCC (Primeiro Comando da Capital)? O PSDB foi matando aos poucos. Vai matando aos poucos na política salarial, na falta de atenção. O PCC mata na hora, assim que consegue. Espero que [com João Doria] mude isso. Eu só posso torcer. Na segurança pública, a gente nunca torce para o jacaré no filme do Tarzan. Não dá para fazer política partidária numa questão tão séria que envolve vida e morte, numa área tão séria como a segurança pública. Eu torço para dar muito certo. Essa é uma expectativa”, afirmou o policial aposentado.
Segundo Olimpio, os governantes das esferas estadual e federal, que estiveram no poder nos últimos 25 anos (desde que o PCC passou a existir), têm parcela de culpa na expansão da facção criminosa. Segundo investigação do MP (Ministério Público) paulista, o PCC está em quase todo o país, de forma mais violenta, e é o principal grupo criminoso na exportação de cocaína para o exterior. “Houve omissão generalizada de todos os poderes constituídos. Mas não tenho a menor dúvida de que é possível controlar o PCC. Basta o governo assumir o seu papel em todos os níveis. Precisamos de legislação mais dura para lideranças criminosas”, defende.
Imagem: 18.jan.2019 – Simon Plestenjak/UOL
De acordo com o senador eleito, um enfrentamento ao crime organizado de São Paulo não deve trazer uma nova onda de ataques, nos moldes de maio de 2006, quando mais de 500 pessoas morreram em atos violentos em menos de um mês. No início deste ano, o Ceará determinou uma série de ações contra as facções locais e convive, até este 18º dia do ano, com ataques violentos e presença de homens da Força Nacional de Segurança.
“Em 2006, eu estava na ativa. O estado se escondeu naquele momento. O crime dominou por 12 dias. Sabemos o tamanho do terror. Já se tinha informações que poderiam ter ataques naquela sexta-feira fatídica que teve início. Não avisaram os policiais. Saíram milhares de policiais de serviço pegando transporte público, pegando carona na estrada. Alguns foram mortos por covardia e omissão das autoridades constituídas. A polícia paulista está calejada sobre isso”.
25 dias preso por “algazarra” antes de se formar
Major Olimpio se formou oficial da Polícia Militar de São Paulo em 1982. Até um dia antes da formação, ele era considerado o principal policial daquele ano — o que significaria cargo de destaque no decorrer dos anos. Mas a noite anterior à sua formação causou a perda do privilégio por conta de uma “farra” promovida pelos policiais formados naquele ano.
“Depois de cinco anos de academia, eu fui o primeiro colocado da turma o tempo todo. Na véspera da formatura, tivemos uma comemoração, chamada tradicionalmente de Noite de São Bartolomeu. Os formandos faziam algazarra. Naquele momento, essa algazarra da madrugada acabou gerando que eu fosse retirado de ser o primeiro colocado da turma e tirei 25 dias de cadeia. A minha carreira já começou torta no primeiro dia do oficialato”, afirmou o major.
Nós saímos para a confraternização, comemorar num bar. Depois, fomos pernoitar na academia, porque a formatura era logo pela manhã. De verdade, a única coisa que eu fiz: eu estava na traseira de uma caminhonete, sentado. Só que os carros, para ingressar na Academia do Barro Branco [onde os oficiais da PM se formam em SP], o primeiro da fila resolveu, ao invés de ir para o estacionamento, ir para o pátio central da academia. E os outros carros o seguiram. E começaram a dar cavalo de pau no pátio. Aquilo acordou a academia toda e os que estavam nos alojamentos. Teve rojões que seriam usados para a comemoração do dia seguinte, até bombas que estavam guardadas, bombas de gás, bomba de fumaça. Começaram a jogar no pátio.
“E eu, sentado na traseira de uma caminhonete, não poderia nem ter feito algo para evitar isso. Eu era o primeiro colocado da turma, em tese, eu era o superior de todos. Só que o comandante da academia também estava pernoitando na academia, tocou o alarme, colocaram todo mundo em forma. Ele já me esculachou na hora. E, naquele momento, resolveram, na madrugada, me trocar para segundo colocado da turma, não deu nem tempo de falar para a família”, relembrou o hoje major aposentado, sorrindo. “Eu fiquei preso no quartel onde eu me apresentei. Então, você imagina: alguém que está se formando, já chega com 25 dias de prisão”, complementou.
Olimpio afirma que revê sua trajetória com orgulho, mas não recomenda a nenhum policial em início de carreira que faça o mesmo. “Eu cheguei no posto de major, mas, ao longo da carreira, por essa forma de eu proceder, e de dizer publicamente as necessidades, e reivindicar a despeito dos regulamentos duros do Código Militar –esclarecendo que eu nunca fui processado pela legislação militar, sempre fui no limite– quase que a totalidade da minha turma, que eram 110, já tinham me pulado na carreira”, disse.
Imagem: 18.jan.2019 – Simon Plestenjak/UOL
“Então, eu não recomendo que nenhum jovem idealista como eu entre na Academia do Barro Branco ou na Escola de Soldados para ter o meu perfil. Conto a minha história, mas não recomendo. Eu fui transferido inúmeras vezes, fui punido. A punição, muitas vezes da transferência, acaba punindo junto a família, pela ausência. Eu vi meus companheiros de carreira ascenderem”, afirmou. Segundo ele, seu maior sonho, atualmente, é terminar a carreira “morando tranquilamente na Ilhabela (litoral paulista)”
Não ame seu trabalho ou sua carreira. É uma armadilha.
O maior truque do mundo moderno foi inventar a ideia de que as pessoas devem amar o que fazem. Vestir a camisa da empresa, criar uma identidade baseada no emprego e colocar as prioridades da empresa acima das suas são somente formas de entregar renda extra para empresas que, na maioria das vezes, não devolvem a lealdade que cobram dos empregados.
Funcionários em prédio de escritórios em Canary Wharf, Londres – Toby Melville – 17.nov.17/Reuters
Vários estudos comprovam que trocar de empresa é a forma mais eficiente de subir na carreira e ganhar mais. Como as empresas fazem para manter os empregados ganhando menos do que poderiam? Criando a ideia de vestir a camisa e cobrando lealdade.
Já cansei de receber colegas que queriam investir no seu desenvolvimento, talvez mudando de empresa ou carreira, mas pediam que eu não comentasse nada com seus chefes. Afinal, pensar em sair da empresa é traição!
É impressionante a presença da ideia de que nossa identidade DEVE estar ligada à nossa profissão. Pior, dizemos aos nossos filhos que eles devem sempre seguir o que amam, buscando no trabalho a realização pessoal. Mas nossa identidade não deveria depender do emprego. O salário deveria ser um meio de realizarmos o que queremos, e não um fim em si mesmo.
Claro que não amar o trabalho não significa ser um robô que trabalha somente em troca de salário. Respeitar os colegas, ajudá-los a subir na carreira e buscar relações nas quais a empresa e nós saiamos ganhando deveria ser o padrão. Mas não é. Não devemos jurar lealdade a uma entidade que muitas vezes não tem memória.
Pior é que, mesmo no caso de empresas familiares, colocar a empresa acima de tudo acontece. Cansei de ver famílias brigando porque o fundador colocava a saúde da empresa acima dos desejos e das habilidades dos familiares. E funcionários de empresa envolvida em casos de corrupção defendendo cegamente a organização.
Sou um medíocre jogador de tênis, basquete e role-playing games, leitor voraz de quadrinhos, ouvinte de thrash metal, visitante constante de museus, viajante incansável e muitas outras coisas antes de ser um professor de economia. Viveria feliz fazendo essas coisas se não precisasse trabalhar para viver.
Estudo muito para me manter atualizado na minha profissão, mas ela não me define. Busco criar relações de ganha-ganha com as empresas, mas sempre mantenho abertas opções para não tomar uma rasteira (e crescer na carreira). Isso não me impede de ficar anos na mesma empresa, mas numa constante renegociação informal na qual não só um lado ganha.
No fundo, devemos dizer à nova geração: se concentre no que você tenha aptidão e que vá ter mercado no longo prazo. Busque ser feliz com outras coisas que não o trabalho. E gaste algum tempo criando opções de empresas e até carreiras. Só assim para que haja um equilíbrio saudável entre trabalho e lazer que permita que as pessoas tenham carreiras (e não somente empregos) e não se descubram acorrentadas a um emprego que só suga e pouco devolve. Há como ser o melhor no que se faz sem amar o trabalho.
Esse truque moderno de culpar as pessoas que buscam seus sonhos fora da empresa só tem um objetivo: retirar dinheiro do seu bolso. Afinal, quem não quer alguém supermotivado que vai trabalhar por um salário mais baixo porque ama o que faz?
A não ser que de bom grado você queira construir uma identidade na qual o emprego lhe defina, fuja dessa armadilha.
Rodrigo Zeidan
Professor da New York University Shangai (China) e da Fundação Dom Cabral. É doutor em economia pela UFRJ.
De se considerar que o PM Queiroz , “personal arrecadador” de verbas desviadas do Erário, por meio de assessores parlamentares do então deputado estadual Flávio , os quais , evidentemente, repassavam grande parcela de seus salários ao padrinho , sempre esteve a serviço do amigo de longa data: o então deputado federal Jair Bolsonaro.
Aliás, Jair Bolsonaro afirmou publicamente que é amigo do intermediário de peculatário desde 1984; o suspeito Flávio Bolsonaro nasceu em 1981.
Obviamente, o então deputado federal Jair era quem apadrinhava Queiroz para essas e outras “funções” de assessoria parlamentar.
E aparentemente recebia uma parcela da propina sob a denominação “pagamento de empréstimo”, inclusive!
Além de ter familiares do “personal arrecadador” nomeados em Brasília, os quais, por sua vez, provavelmente faziam parte desse escabroso esquema criminoso.
Diga-se , toda a família , há muito , deve ter se locupletado ilicitamente com tal modalidade de peculato.
Daí resultando o milionário patrimônio dos Bolsonaros.
Infelizmente, independentemente do que o Poder Judiciário venha a decidir ; se e quando o Bolsonarinho for processado, trata-se de vetusta modalidade de peculato praticada pelos políticos mais inescrupulosos do Brasil.
Ah, mas se cair na mão do FUX a absolvição é certa!
E todo mundo é inocente até condenação em segunda instância…
Verdades, criminalmente falando!
E o FUX é carioca, né?
Contudo, socialmente e politicamente os Bolsonaros são mais do que culpados.
As provas são mais do que suficientes para que sejam politicamente execrados.
Tristemente tais fatos foram escondidos da sociedade que de boa-fé os elegeu para salvar o país da corrupção.
Quem ainda lhes dá crédito ou não tem inteligência, não tem vergonha ou é tolo!
Infelizmente, também, é induvidoso que Flávio aprendeu tudo o que sabe sobre práticas políticas indecorosas tendo o pai como exemplo e mestre.
Os outros filhos não devem ser nada diferentes…
Diz o ditado: “like father, like son“!
Assim, em família de político desonesto o “normal não é ser heterossexual”, o normal é ser ímprobo demagogo.
Portanto não duvido que o Bolsonaro pai tenha muito orgulho de ter filhos tão transviados quanto ele próprio !
Enfim, com essa família no governo e seus asseclas especializados em contrainformação , sofismas e demagogia , só nos resta acreditar nos honrados membros das Forças Armadas!
Portarias do Delegado Geral, de 15-1-2019
Designando:
n/t. do art. 6º da L. C. 731/93:a pedido, no DEINTER 2 – CAMPINAS e nos termos do artigo
6º da Lei Complementar 731/93, designa o Dr. ALDO GALIANO
JUNIOR – RG. 4.283.927, Delegado de Polícia de Classe Especial,
padrão IV, lotado na Delegacia Geral de Polícia, para exercer
a função de Delegado Seccional de Polícia I da 2ª Delegacia
Seccional de Polícia de Campinas, fazendo jus à gratificação
de “Pró-labore” de 8,3% calculada sobre o valor do respectivo
padrão de vencimentos, anteriormente classificado no DIPOL,
cessados os efeitos da Portaria que o designou para exercer a
função de Delegado Divisionário de Polícia da Divisão de Comunicações da Polícia Civil – DICOM, ficando, em consequência,
cessado o “Pró-labore” correspondente. (DGP/545/P)
Continuamos os mesmos, agora com General e secretários executivos das polícias, ou seja, mais cabides de emprego para os afilhados políticos. Política para tudo, polícia para ninguém.
No tabuleiro do Conselho só mudança de peças e a velha polícia continua a mesma movida à arrecadação estruturada.
Por falar em peças, desta feita de carros roubados e e furtados, alguns deles às custas da própria vida de seus proprietários, essa indecência dos DESMANCHES continua sendo braço forte do crime organizado e da desavergonhada corrupção policial civil e militar. Essa Lei dos Desmanches não serve nem pra papel higiênico.
Como exemplo vamos pegar a região de São Mateus, que engloba Parque do Carmo, Vila Rica, Teotônio Vilela e o próprio bairro de mesmo nome, SENHOR GOVERNADOR, SENHOR GENERAL DA BANDA, espero que não seja da banda podre, MINISTÉRIO PÚBLICO, trata-se da área de maior concentração de estabelecimentos de “picação” e “pinação” de veículos roubados e furtados do mundo. Grande exportador de peças roubadas e furtadas para todo o Brasil.
TODO MUNDO SABE DISSO e tudo continua igual como sempre.
O Dr Palumbo e sua equipe do GARRA- DEIC, todo dia que decidem “derrubar” mais uma dessas roubalheiras NA MESMA ÁREA, não dá outra, é bola na rede.
Nesta semana derrubaram uma verdadeira “DESMONTADORA DE VEÍCULOS” na área com linha de desmontagem, elevadores, milhares de peças e motores roubados,
CADÊ A POLÍCIA CIVIL E A MILITAR DA ÁREA?
É IMPOSSÍVEL um esquema daquele porte funcionar normalmente na cara das polícias da área e ninguém perceber nada.
Na área é o MESMO DELEGADO SECCIONAL HÁ 10 ANOS.São as mesmas equipes nos distritos policiais da área HÁ 10 ANOS.
Ao lado fica Santo André, município campeão de roubo de carros que, na certa, são “picados” em São Mateus.
ESTÁ NA CARA QUE ESSES NÚCLEOS DO CRIME ORGANIZADOS FUNCIONAM EM RAZÃO DE CORRUPÇÃO POLICIAL NA ÁREA. O CHAMADO CARNÊ.
Vamos criar vergonha na cara GOVERNADOR, GENERAL, SEJA LÁ O QUE FOR, VAMOS HIGIENIZAR ESSAS CHEFIAS VICIADAS DE UNIDADES POLICIAIS E MORALIZAR ISSO.
Escrito por : Amigo da 2333
Caro amigo, nunca vi gente absolutamente idônea sentar praça na Secretaria de Segurança Pública.
Nem mesmo o “festejado” Ely Lopes Meirelles.
O General é apenas verniz sobre madeira podre.
A PM continuará violenta e corrupta, mas se fazendo a virgem no puteiro ; a PC continuará indolente , pedante e ainda mais corrupta.
Justiça manda tirar do ar declarações de Luciano Hang contra a OAB
Juiz considerou que a postagem foi ‘um abuso ao exercício de crítica que macula o direito à liberdade de expressão’
Folha de São Paulo
Justiça Federal de Santa Catarina determinou nesta quinta (17) que Facebook, Instagram e Twitter devem retirar do ar as postagens feitas pelo empresário Luciano Hang, dono da rede varejista Havan, contra a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e seus representados.
A liminar foi proferida pelo juiz federal Leonardo Cacau Santos La Bradbury, da 2ª Vara Federal de Florianópolis, a pedido da seção catarinense da ordem. Em 4 de janeiro, o empresário comentou uma manifestação feita pela OAB alertando sobre futuros prejuízos com a extinção da Justiça do Trabalho.
Luciano Hang, presidente da Havan, que fez ofensas à OAB nas redes sociais – Márcia Ribeiro – 27.jan.2012/Folhapress
Defensor do fim do tribunal, Hang se referiu à entidade e aos advogados como “porcos que se acostumaram a viver num chiqueiro” e “bando de abutres” que “só pensam no bolso deles”.
O magistrado considerou que a postagem foi “um abuso ao exercício de crítica, acabando por macular o próprio direito do requerido à liberdade de expressão”. Bradbury frisou que ao ofender toda a classe da advocacia dessa forma, o empresário “acabou por cometer ato ilícito consubstanciado na violação à honra e à dignidade da profissão de milhares de advogados, bem como da própria OAB, enquanto instituição de classe”.
O juiz federal, no entanto, negou o pedido da OAB para que a Justiça determinasse liminarmente que o empresário se abstivesse de promover nova publicação com o mesmo conteúdo. Para Bradbury, tal prática acarretaria em censura e violação ao pleno direito de liberdade de expressão, que é assegurado pela Constituição.
O processo segue tramitando na 2ª Vara Federal de Florianópolis. Em caso de não cumprimento, as redes sociais terão de pagar multa diária.
Procurado pela Folha, o empresário informou via assessoria que só vai se manifestar no processo.
Em 3 de outubro, às vésperas do primeiro turno das eleições, Hang foi advertido pela Justiça do Trabalho de Santa Catarina para que parasse de realizar atos direcionados a seus empregados em que pedia apoio a Jair Bolsonaro, então candidato à Presidência da República pelo PSL.
Caixa irá para a favela e terá nova empresa para dar microcrédito a pobre
Pedro Guimarães, novo presidente da Caixa Econômica Federal Imagem: Adriano Machado/Reuters
Antonio Temóteo
Do UOL, em Brasília
07/01/2019 19h29
O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira (7) que o banco estatal deve entrar no setor de microcrédito, empréstimos de baixo valor para a população de baixa renda.
Durante o discurso de posse, Guimarães disse que uma nova empresa, com parceiros privados, será criada para administrar as operações de microcrédito. O presidente da Caixa afirmou que o banco público se aproximará ainda mais da população.
“A Caixa vai voltar para a [favela da] Rocinha. O Santander tem agências lá. Vamos colocar luzes e vamos voltar para lá”, disse.
O microcrédito será um dos sete principais eixos da Caixa, segundo Guimarães. Os outros seis são: meritocracia, controle de custos, melhorar as operações de crédito, financiamento de obras de infraestrutura, concentrar ações nos diversos estados e a monetização de ativos.
Vou tentar explicar: ele emprestará barato o dinheiro dos correntistas da CEF – que nada ou quase nada receberão – a terceiros que – por sua vez – emprestarão pequenas quantias ( sem grandes riscos ) a juros extorsivos para hipossuficientes que se tornarão ainda mais escravos dessa máquina diabólica que se chama Governo Federal e seus sócios da vez.
Como fiscalizadores e sócios ocultos dos terceiros – ELES – irão faturar um BILHÃO!
Juros do crédito habitacional para classe média serão de mercado, diz presidente da Caixa
Presidente da Caixa, Pedro Guimarães Imagem: AFP 3
Por Marcela Ayres
07/01/2019 13h11Atualizada em 07/01/2019 18h01
BRASÍLIA (Reuters) – O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira (7) que os juros do crédito habitacional para classe média serão de mercado, e que as taxas não subirão no programa habitacional Minha Casa Minha Vida para “quem é pobre”.
Questionado se os custos do financiamento à casa própria serão elevados, ele respondeu que “depende”. “Juro não vai subir para Minha Casa Minha Vida. Juro de Minha Casa Minha Vida é para quem é pobre”, disse.
Atualmente, o programa habitacional atende famílias com renda mensal bruta de até R$ 1.800 na faixa 1, em que não há incidência de juros e o subsídio pode chegar a 90% do valor do imóvel, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento Regional.
Também subsidiadas, embora em menor grau, a faixa 1.5 está voltada para famílias que ganham até R$ 2.600, com juros de 5% ao ano, e a 2 destina-se a famílias com renda de até R$ 4.000, cobrando juros de 6% a 7% ao ano. Na faixa 3, contudo, a renda familiar bruta mensal pode ser de até R$ 9.000 e os juros cobrados são de 8,16% ao ano, também segundo o ministério.
Quem é classe média tem que pagar mais. Ou vai buscar no Santander, no Bradesco, no Itaú. Na Caixa Econômica Federal, vai pagar juros maior que Minha Casa Minha Vida, certamente, e vai ser juros que vai ser de mercado. Caixa vai respeitar, acima de tudo, o mercado. Lei da oferta e da demanda Pedro Guimarães, presidente da Caixa
Guimarães afirmou, ainda, que o banco vai vender carteiras de crédito imobiliário e que a Caixa “vai passar a ser uma originadora imobiliária, mais do que reter crédito no balanço”.
Segundo ele, o objetivo é que a Caixa, nos próximos dez anos, passe a originar 70% do crédito imobiliário, mas venda uma parte relevante, que pode chegar a R$ 100 bilhões.
Segundo o presidente da Caixa, a securitização irá permitir que a Caixa expanda o crédito num cenário em que os recursos do FGTS e da poupança têm limites.
Venda de ações na Bolsa
O executivo afirmou que o banco pode fazer até três aberturas de capital de unidades neste ano, com a área de seguridade sendo a mais adiantada. Ele mencionou como alvos de abertura, além de seguridade, as áreas de cartões, operações de loterias e gestão de fundos.
A operação com a “asset management” da Caixa é a que demandará mais tempo, porque será necessário criar uma distribuidora de títulos e valores mobiliários (DTVM), o que demanda autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), disse Guimarães.
Os recursos levantados nas operações ajudarão a Caixa a pagar à União a dívida de 40 bilhões de reais que possui em IHCDs (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida).
“Eu tenho quatro anos para fazer esse pagamento e o farei. As operações (de abertura da capital) já estão adiantadas, nós faremos ao menos duas esse ano, talvez três. Mas pelo menos duas é meu compromisso com o ministro (da Economia) Paulo Guedes”, afirmou o presidente da Caixa, acrescentando que uma delas deverá ocorrer ainda no primeiro semestre.
SP: Doria suspende concursos autorizados para avaliação
De acordo com decreto publicado pelo governador João Doria no último dia 3, as seleções já autorizadas, mas sem editais publicados, deverão ser novamente analisados pelos órgãos
Candidatos de concursos públicos já autorizados no estado de São Paulo devem ficar de sobreaviso. Acontece que, na última quinta-feira, 3 de janeiro, o governador João Doria divulgou o decreto 64.069, que dispõe sobre medidas de redução de despesas com pessoal e encargos sociais. O documento determina, em seu artigo dois, que “as autorizações de abertura de concursos públicos cujas inscrições ainda não tenham sido iniciadas deverão ser reavaliadas pelas respectivas secretarias de governo”. Isto não significa, efetivamente, que os concursos não serão realizados, mas que as seleções autorizadas na gestão Márcio França, cujos editais ainda não foram publicados, deverão sofrer nova análise do ponto de vista orçamentário, o que deve atrasar a liberação dos certames. Agora, o acompanhamento e avaliação das medidas adotadas pelo decreto deverão ser acompanhadas pelo Comitê Gestor da Secretaria de Governo.
De qualquer forma, quem já está se preparando para concursos públicos de âmbito estadual em São Paulo não devem esmorecer e aproveitar o tempo excedente até a retomada dos certames para intensificar a preparação. Também é importante ressaltar que a medida do governador é uma prática considerada comum em início de mandato e também foi adotada em 2015, pelo então governador Geraldo Alckmin no início de gestão. Na ocasião, mesmo com a paralisação momentânea dos concursos, posteriormente as seleções foram retomadas e novos concursos passaram a ser autorizados pelo governo.
O decreto também determina, em 2019, uma redução de 15% com despesas de pessoal na remuneração global em cargos de comissão e empregos de livre nomeação, bem como redução de 30% em valores despendidos com horas extras.
Neste caso, o decreto apresenta exceções, no que compete à redução de 15%, especificamente para as secretarias de educação, saúde, segurança pública e administração penitenciária, bem como Fundação Casa e Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (Ceeteps).
Principais Concursos
Entre os principais concursos que já contam com autorização e que devem ser reavaliados pela nova gestão estão os seguintes:
Secretaria Estadual de Educação – O ex-governador Márcio França autorizou, em 21 de agosto, a realização de concurso público para o preenchimento de 15.000 vagas para o cargo de professor PEB II. O processo estava em fase de definição da banca organizadora e a expectativa é de que seja retomado o quanto antes, tendo em vista a grande carência de pessoal. De acordo com o último levantamento de pessoal, divulgado em 28 de abril, tendo como base até 31 de dezembro de 2017, o cargo já contava com uma defasagem de 72.230 postos.
Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza – O Ceeteps conta com dois concursos autorizados, aguardando definição de banca que, somados, contam com 929 postos. O primeiro, com 540 vagas, foi autorizado por Márcio França em 17 de maio, para o preenchimento de vagas para cargos de níveis médio e superior. Já o segundo, autorizado em 18 de setembro, conta com uma oferta de 399 vagas para o cargo de operacional de suporte, que pede apenas ensino fundamental para ingresso.
Sobre as 540 vagas, mais informações podem ser obtidas aqui
Departamento Estadual de Trânsito – O concurso do Detran/SP já estava com seu edital pronto para ser divulgado ainda no início de janeiro, mas agora deve aguardar novo parecer para que possa ser iniciado. A seleção será para o preenchimento de 575 vagas, sendo 375 para o cargo de oficial estadual de trânsito, de ensino médio, e 200 para agente estadual de trânsito, de nível superior.
Faculdade de Medicina de Marília/SP – O Hospital das Clínicas e Faculdade de Medicina de Marília (Famema/SP), no interior paulista, já estava em fase acelerada de elaboração do edital de seu novo concurso, autorizado em 14 de setembro, para o preenchimento de 1.726 vagas, para cargos de níveis fundamental, médio e superior. O processo atualmente está em fase de escolha da banca organizadora, mas a expectativa é de que, mesmo com a paralisação dos certames, possa ser retomado o quanto antes.
Outras informações sobre este concurso podem ser conferidas aqui Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual/SP – Outro concurso que segue em planejamento, mas deve sofrer atraso, é o do Iamspe/SP. Embora a autorização, de 28 de agosto, fosse para 219 vagas em novo concurso, 58 já estão sendo preenchidas em dois editais publicados para médico I. Desta forma, o órgão ainda conta com 161 vagas e contratou a banca organizadora, o Instituto Mais, no final de dezembro. Oportunidades serão para cargos de nível superior.
Polícia Militar/SP – Outro concurso, autorizado em 28 de setembro, é o da Polícia Militar de São Paulo (PM/SP), para o preenchimento de 190 vagas para ingresso no curso de formação de oficiais da PM de Barro Branco. A carreira, que exige ensino médio, conta com concurso em fase de escolha da banca organizadora.
Outras informações sobre este concurso podem ser obtidas aqui
Procuradoria Geral do Estado/SP – A PGE/SP também estava em fase de escolha da banca do seu novo concurso, autorizado em 8 de maio, para o preenchimento de 62 vagas para o cargo de oficial administrativo, que pede apenas ensino médio para o ingresso
Mais detalhes podem ser conferidos aqui São Paulo Previdência/SP – Outro concurso bastante aguardado é o da SPPrev, autorizado em 15 de dezembro e que já conta, inclusive, com comissão formada trabalhando na elaboração do edital. O certame é para 91 vagas, sendo 77 para o cargo de técnico em gestão previdenciária, que pede ensino médio, e 14 para analista em gestão previdenciária, de nível superior.
Outras informações sobre este concurso, clique aqui
Secretaria Estadual de Administração Penitenciária/SP – Outro concurso já autorizado, desde 1 de setembro, é o da SAP/SP, que deve contar com uma oferta de 109 vagas, sendo 25 para oficial operacional, de ensino médio, e 84 para o cargo de médico I, de nível superior. A comissão do concurso já está formada e trabalha no processo de escolha da banca organizadora, processo que agora deve ser paralisado até o aval para retomada do certame.
São Paulo só tem caixa para uma folha de pagamento, diz Henrique Meirelles
Por Jovem Pan
05/01/2019 10h17
O novo secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira (4) ter assumido a pasta com caixa disponível para apenas uma folha de pagamento. “São Paulo tem sido um estado de contas equilibradas, mas estamos recebendo [o estado] com um valor equivalente a mais ou menos uma folha de pagamento”, disse.
“De um lado, isso é bom, tem muitos estados por aí em situação de déficit, mas é um caixa bem menor do que tem sido a tradição do estado de São Paulo nos últimos anos”, lamentou. O valor é de aproximadamente R$ 8 bilhões. O secretário, no entanto, descarta a criação e o aumento de impostos para arrecadar mais dinheiro para o estado.
Como uma das primeiras medidas, Henrique Meirelles disse que deve tornar mais transparente a política de incentivos fiscais e as metas que as empresas devem cumprir em contrapartida. “Nós temos totais condições de deixar mais transparente qual é o incentivo e qual é a contrapartida, cobrar isso e condicionar a manutenção dos incentivos ao cumprimento dos objetivos”, declarou.
Além disso, Meirelles comentou a proposta do presidente Jair Bolsonaro para a Reforma da Previdência. “Eu acho que o presidente Bolsonaro disse uma coisa absolutamente correta, que a previdência ideal é a previdência que é possível aprovar. É uma proposta interessante”, disse.
*Com informações da repórter Natacha Mazzaro
Esse Meirelles é um baita de um debochado…
Eu tenho ideia melhor para acabar com o déficit da previdência: VAMOS ACABAR COM O DIREITO A APOSENTADORIA!
Da mesma forma que acabamos com o desemprego ACABANDO COM OS TRABALHADORES…
Doria vê viés político e anula R$ 143 milhões em convênios assinados por França em SP
Gestão identificou recorte político; R$ 47 mi eram para São Vicente, cidade do ex-governador
Artur Rodrigues
São Paulo
O governador João Doria (PSDB) cancelou R$ 143 milhões em convênios assinados nos últimos dias de dezembro pelo então governador paulista Márcio França (PSB). Mais de R$ 60 milhões eram destinados a cidades do litoral, reduto eleitoral de França.
Doria e França protagonizaram uma forte disputa política durante as eleições para o Governo de São Paulo.
Do montante anulado, um total de R$ 47,7 milhões eram convênios para a cidade de São Vicente, administrada por Pedro Gouveia, cunhado de França, e R$ 20 milhões, para Santos, cidade do prefeito tucano Paulo Alexandre Barbosa, que apoiou França e ficou contra Doria nas eleições. Há também R$ 1,9 milhão destinado a Guarujá, cujo prefeito é Valter Suman, do PSB de França.
França, por meio de sua assessoria de imprensa, nega qualquer viés político.
Os 58 convênios foram assinados pela gestão França de 18 a 28 de dezembro. Os cancelamentos de Doria foram publicados da edição do Diário Oficial do estado deste sábado (5).
O secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi (PSDB), afirmou que a atual gestão identificou um recorte político nos convênios. “O que justifica São Vicente receber mais recursos do que São Paulo, a capital do estado?”, questionou o secretário de Doria.
SEU SECRETÁRIO: o que justifica é o fato de São Vicente ser uma cidade miserável; com dois terços de favelas ou similares.
Segundo ele, os projetos não têm detalhes sobre quais serão suas fontes de receita e “não cumpriram os requisitos técnicos comuns, sem plano de trabalho, para a assinatura de convênios com esses objetos”.
O secretário afirma que, nos cancelamentos, não há nenhuma escolha política, uma vez que foram cancelados 100% dos convênios feitos no final da gestão. “Há até cidades governadas por tucanos, como Itanhaém e Jacareí”, disse.
De acordo com ele, agora os projetos serão reavaliados, e os que forem necessários para os municípios poderão voltar aos planos do governo Doria.
No Diário Oficial, os dois maiores convênios, de R$ 25,5 milhões e R$ 17,6 milhões, ambos com o município de São Vicente, são para obras de infraestrutura urbana, que deveriam ser executadas em até 720 dias. Nas publicações, porém, não há detalhes sobre quais obras seriam realizadas.
A assessoria de imprensa de França nega viés político nos convênios. “Foram aprovados pela Procuradoria Geral do Estado e pelo Planejamento. Todos têm previsão legal no Orçamento aprovado pela Assembleia Legislativa”, diz nota de França.
Segundo o comunicado, são contratos que não podem ser rompidos, porque em muitas cidades as obras já estão em andamento.
“Quando o governador Márcio França assumiu, em abril de 2018, deu continuidade a mais de 1.800 convênios firmados pelo então governador Geraldo Alckmin. A ameaça de romper convênios cria insegurança jurídica e inúmeros problemas aos milhões de paulistas que vivem nas cidades que firmaram convênios com o estado”, diz a nota.a e esgoto com a empresa. “As cidades concederam à Sabesp o direito de cobrar pelo serviço. Isto é, concederam um ativo, que dará lucro a uma empresa. Como compensação, a própria Sabesp recomendou ao governo ajuda a estes municípios, caso de Guarulhos, São Vicente, entre outros”, afirma nota.
Segundo a assessoria de França, as cidades precisarão de recursos para recapeamento e pavimentação de ruas.
A reportagem também procurou as prefeituras das cidades de São Vicente, Santos e Guarujá. Até o momento, apenas Guarujá respondeu.
” O repasse de R$ 1,9 milhão seria destinado para infraestrutura urbana por meio de um convênio entre a Prefeitura de Guarujá e a Secretaria de Planejamento do estado. O objetivo era a recuperação da rua Montenegro, na Vila Maia. Diante do cancelamento, a prefeitura procurará a Casa Civil para saber os próximos passos e o que pode ser feito para tentar reverter a situação”, diz a nota da prefeitura.