
O caso da morte da PM Gisele Alves Santana expôs, mais uma vez, que o discurso oficial de proteção à mulher em São Paulo não resiste a um oficial de farda e bom trânsito institucional.
Só não se sabe se por relações puras ou espúrias !
Mas , além da vida da moça , o que está morrendo, junto com a credibilidade desse discurso, é a independência técnico‑jurídica do delegado de polícia.
Desde o início, a investigação andou de joelhos.
O fato foi registrado como suicídio, embora existissem elementos objetivos que – de cara – recomendavam, no mínimo, a classificação como homicídio , ainda que não se tivesse notícias do relacionamento abusivo, histórico de ciúmes, contradições na versão do marido e um cenário pericial que não se harmoniza com a narrativa de autoextermínio.
Aliás, me parece muito estranho a lavratura de um boletim de ocorrência dessa natureza sem ouvir familiares da vítima .
É providência primária – no plantão – de qualquer delegado de polícia iniciante.
Só depois da repercussão pública, de nova perícia com exumação e da constatação de lesões no pescoço e no corpo da vítima – compatíveis com agressões antes do disparo – é que a natureza do crime sob investigação começou – timidamente – a mudar para feminicídio.
Mas , desde sempre, nos pareceu flagrante !
E diante da sensibilidade do caso ninguém buscou transferir o caso para o DHPP , já que a especialidade do departamento é investigar homicídios …
O que, na lógica político‑eleitoral do governo, certamente seria péssimo cartão de visita para o marketing de combate à violência contra a mulher.
Causando prejuízos ao discurso artificial do governo que faz da segurança pública : populismo !
Vejam só: um tenente-coronel assassina a esposa e , por sua vez , um delegado de classe especial é flagrado disparando contra prostitutas …
E , absurdamente , um então notável do DHPP apresenta versão que beira a infantilidade .
Delegados e oficiais da PM se tornaram fezes, talvez aprendendo com magistrados e promotores .
E no caso , m vez de se permitir que o delegado, autoridade que preside o inquérito, exerça seu juízo técnico sobre indiciamento e eventual representação por prisão, monta‑se uma espécie de “colegiado informal” dentro da Segurança Pública.
Fala‑se em reunião entre integrantes da Secretaria, Ministério Público, peritos, oficiais da Corregedoria e outros atores para, colegiadamente, decidir se o tenente‑coronel será indiciado e se haverá pedido de prisão.
Isso não é reforço técnico; é tutela política sobre a investigação.
O indiciamento é ato privativo do delegado de polícia, que deve ser fundamentado com base na análise técnico‑jurídica da autoria, materialidade e circunstâncias do fato.
A própria Constituição paulista e a doutrina reconhecem a independência funcional da autoridade policial na condução do inquérito, não estando ela submetida ao entendimento de superiores hierárquicos, membros do Ministério Público ou magistrados quanto ao momento e à conveniência de indiciar.
Quando se transforma esse ato privativo da autoridade que preside o inquérito policial de responsabilidade definida, em decisão “colegiada” de bastidor, dilui‑se a responsabilidade jurídica e esvazia‑se a função do delegado.
Ademais , tanto para o bem quanto para o mal , insinua-se direcionamento por intervenção de força externa.
O argumento de que a reunião serviria para maior “segurança jurídica” é, na prática, um biombo para proteger a imagem da instituição e do próprio governo.
Não é o tenente‑coronel – patente que nem é das mais elevadas na estrutura militar e ocupada, aqui, por alguém sem qualquer currículo extraordinário – que está sendo blindado; é a narrativa oficial de controle da violência de gênero, supostamente exemplar quando o agressor é um cidadão comum, mas condescendente quando o suspeito veste farda.
A patente vira pretexto e o uniforme, escudo político.
Ao permitir que peritos, oficiais da Corregedoria e agentes políticos participem, de forma decisiva, de uma “prévia” sobre indiciamento e prisão, o Estado passa um recado nítido: o delegado não é mais a autoridade de polícia judiciária, mas um mero “executador” de consensos administrativos.
Essa prática viola o sistema acusatório, afronta a independência técnico‑jurídica do delegado e transforma a fase investigatória em laboratório de acomodação de interesses corporativos.
No fim, o que se enfraquece não é a carreira de um tenente‑coronel sem brilho além do ordinário.
O que se destrói, a cada reunião “técnica” convocada para dizer ao delegado o que ele deve fazer, é o pouco que restava da autonomia da polícia judiciária e da confiança social na capacidade do Estado de investigar, com coragem, quando o suspeito está dentro de casa.
https://g1.globo.com/google/amp/go/goias/noticia/2026/03/10/advogado-com-nanismo-foi-eliminado-de-concurso-para-delegado-em-prova-de-salto-de-165-m.ghtml
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Do corporativismo ou da Patente de Oficial PM?
Se fosse um Praça PM o próprio Oficial tinha dado voz de prisão e Ratificado pelo Delegado de Polícia.
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Hipocrisia que impera !
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Vejo passar pano até pra um mero carteira preta investigador menos pra outro agente da autoridade.
Aproveitando , não sei por que alguns Delegados Superior hierárquico de todos só gostam do investigadores de estimação?
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Um dos motivos da não sai a reestruturação e consequentemente a união dos cargos em OIP
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https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/03/12/tenente-coronel-lesoes-pm-morta-sp.htm
Como assim ele tem acesso ao laudo?
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Marcus, todo investigado, por meio de advogado, tem direito manifesto de acessar laudos já juntados ao inquérito e de pedir exames complementares com quesitos próprios.
A respeito do acesso a laudos no inquérito, a Súmula Vinculante 14 do STF assegura ao defensor “acesso amplo aos elementos de prova já documentados em procedimento investigatório” que digam respeito ao exercício da defesa.
Por sua vez , o art. 7º, XIV, do Estatuto da OAB (Lei 8.906/94, com a redação da Lei 13.245/2016) garante ao advogado examinar autos de inquérito, findos ou em andamento, em qualquer instituição responsável pela investigação, podendo copiar peças e tomar apontamentos, salvo diligências em curso sob sigilo legal.
Em síntese: laudos juntados ao inquérito devem ser franqueados ao defensor, vale dizer: ao investigado!
No caso o que se pode questionar é a velocidade do acesso e , aparentemente, deferimento dos pedidos complementares de interesse da defesa , exemplo: constatação de existência de “lesões de defesa” no corpo da vítima , uma vez que ela era “preparada para reagir a agressões”. A linha defensiva está invertendo a lógica da medicina legal: está usando a ausência aparente de lesões de defesa para sugerir “ausência de agressão”, quando justamente em feminicídio com esganadura e tiro encostado a inexistência de defesa é compatível com domínio rápido, surpresa ou incapacidade de reagir. Por outro aspecto, pode ter ocorrido crime de estupro que acabou progredindo para o homicídio especialmente qualificado como feminicídio. O tenente-coronel pode ter subjugado a moça com um “mata-leão” com o braço esquerdo ao mesmo tempo em que empunhava a pistola na mão direita …Ela resistiu ao ato sexual ; ele disparou a Glock ( que não dispara acidentalmente ) e depois vestiu a mão da moça . Entenda-se , trata-se apenas de abstrações de ex-delegado !
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Infelizmente ja tivemos um feminicidio mal investigado que culminou na impunidade de um Delegado
Hoje Titular de cargo político afronta a justiça, uma aberração
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Desconheço!
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https://www1.folha.uol.com.br/colunas/rogeriogentile/2026/03/policiais-sao-condenados-por-vazarem-informacoes-a-traficantes-em-sp.shtml
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https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/menino-come-doces-de-ex-da-mae-e-morre-apos-ser-internado/
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Bom dia. Agendei para renovar minha CNH. Após aguardar por quase 15 dias, compareci na data aprazada e o atendente falou que precisava fazer novo exame toxicológico, mesmo não estando vencido o anterior, porque tem que ser feito no prazo máximo de 90 dias antes do inicio do processo de renovação. Isso deveria estar explicado no site do Detran e não está. Fiz o exame toxicológico. Fui marcar nova data para a renovação e não consegui porque aparece o aviso que tenho que fazer coleta biométrica. Por que no dia que eu compareci lá, o atendente que me disse que teria de fazer novo exame toxicológico já não avisou que precisava fazer essa coleta biométrica, e por que não a fez? Não estava no “poupatempo”? A conduta não faz jus ao nome. É “poupatempo ou perde tempo”? Por fim, gostaria de saber como agendo essa coleta biométrica e, se é possível, na mesma data, fazê-la juntamente com o exame médico dentro do próprio “poupatempo”, ou tenho que agendar a coleta biométrica num dia e aguardar ter vaga para agendar o exame médico no próprio poupatempo em outro dia?
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https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/03/16/coronel-nega-ter-matado-mulher-e-acusa-familia-dela-precisam-achar-culpado.htm
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https://www.diariodocentrodomundo.com.br/machismo-humilhacao-e-xingamentos-as-mensagens-de-coronel-para-esposa-pm/
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Sorte que foi investigado pelo 8º Dp, pois se tivesse sido investigado pelo DHPP, certamente iriam arredondar para o Oficialato, pois esse Departamento hoje em dia virou pau mandado da PM.
Gostaria de saber como anda a investigação daquele sargento canalha da ROTA (ATOR) que assassinou nosso companheiro.
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E sobre isso amigos da PAPA CHARLIE BANDEIRANTE,bom saber que o senhor DELTA CONDE,com o seu blog, Parabéns Delegado,meu primo,um Capitão da PMBA,agrediu a sua companheira,um desvairado,e a punição uma prisão administrativa,de menos de uma semana,temos na Bahia,o feminicida Tenente -Coronel dps Bombeiros Waldiogenes,em Salvador bairro de Castelo Branco e executou friamente sua esposa,ou seja, quantas meninas que namoram,noivam,são casadas ou,são amantes desses desequilibrados,sofrem clandestinamente?e o pior a sadomasoquista voltou para meu primo,o que o Ministério Público,Poder Judiciário,pode fazer? A punição para o Tenente-Coronel, promoção a Coronel com retroativos,só resta a família da SD Gisele, lamentar o INFORTÚNIO.
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Dr. Guerra, esse caso desvela de maneira didática e visceral como age a PM, como funciona a cabeça de um PM, sobretudo oficial, como funciona o binômio covardia/arrogância cultivado durante o curso de formação, aliado a um senso de superioridade “militar” em relação aos meros mortais a tal ponto de tentar negar o óbvio de maneira pueril, com o agravante nojento de tentar culpar uma criança por sinais de agressão no pescoço da vítima.
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Clint, agora sairão com duplo bacharelado …rs
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https://cbn.globo.com/blogs/radar-paulistano/2026/03/18/tarcisio-envia-projeto-de-reajuste-e-carreira-das-policias-a-alesp-na-proxima-semana.ghtml
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Tarcísio envia projeto de reajuste e carreira das polícias à Alesp na próxima semana
Proposta será apresentada na terça (24) e integra pacote mais amplo para a segurança pública.
https://cbn.globo.com/blogs/radar-paulistano/2026/03/18/tarcisio-envia-projeto-de-reajuste-e-carreira-das-policias-a-alesp-na-proxima-semana.ghtml
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https://www.estadao.com.br/politica/blog-do-fausto-macedo/juiza-condena-delegado-de-policia-a-10-anos-de-prisao-por-usar-viatura-em-viagens-para-casa-e-resort/
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A proposta de restruturação da PC que o governador mandou não tem nada de promoção automática como estão vendendo por aí!!! Vai depender de um requisito muito difícil de cumprir. É o da avaliação de desempenho. Essa avaliação vai servir pra assédio moral dentro da polícia e vai ter muito policial q vai ficar congelado na classe!!! Avaliação de desempenho deveria ter outra lei detalhada e com clareza quanto às reconsiderações aos superiores. Será que vamos voltar ao tempo da verdade sabida?
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