Segurança é debatida abertamente em blogs policiais 17

Liberdade de expressão

Segurança é debatida abertamente em blogs

Blogosfera policial tem cerca de 200 sites com o objetivo de democratizar discussões sobre a política pública de combate à violência

27/09/2011 | 00:01 | Aline Peres

Debates sobre a segurança pública têm ganhado cada vez mais espaço na internet. O fenômeno conhecido como blogosfera policial dá voz e vez à opinião pública em discussões que vão desde a mobilização de policiais até políticas públicas de combate à violência. Estima-se que o país tenha hoje cerca de 200 blogs assinados por protagonistas ligados à área.

Os blogueiros são unânimes ao dizer que a iniciativa vai além da notícia. Para a pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), da Uni­ver­sidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro, Silvia Ramos, a blogosfera policial surgiu como um campo de libertação da palavra. “Até então eram os pesquisadores e os governantes que falavam sobre a polícia. Os policiais nunca tomavam a palavra.” Dessa forma, os blogs pretendem ser democráticos, espaços por permitirem a liberdade de expressão.

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Do jornal para a web

Delegado paranaense mantém canal de discussão

No Paraná, um exemplo de blog voltado para a discussão da segurança pública é o mantido pelo delegado da Polícia Civil, Rafael Vianna. A vontade de ter um espaço para falar e discutir segurança surgiu em 2009, em uma coluna semanal publicada por um jornal de Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Na se­­quência, o conteúdo produzido foi para a internet. “A ideia era falar sobre segurança de forma prática.”

Criar um espaço que permite o acesso de mais pessoas foi rápido. “Sentei em frente do computador, consultei o provedor e descobri como fazer um blog. No início, postei os 60 artigos publicados anteriormente no meio impresso.” A supervisão do conteúdo era feita nos domingos, lembra Vianna.

Pilares

Atualmente, o mestre em Ciências Jurídico-Criminais é um dos coordenadores do planejamento estratégico da Secretaria da Segurança Pública do Paraná. Porém, antes de ser delegado, Vianna se considera pesquisador e pretende, com o blog, discutir o que ele considera as três grandes áreas de reflexão sobre a segurança pública: fatores que contribuem para a criminalidade; atuação da polícia a partir do mapeamento do crime; e a questão judiciária que vem após o crime acontecer. “Da forma como está hoje, estamos enxugando gelo. Com o blog, espero criar um espaço para um discurso, que fuja das lamentações”. (AP)

Pesquisa revela perfil do blogueiro policial

A convite da Unesco, o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), da Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro, realizou o primeiro levantamento sobre blogs policiais, em 2009. Segundo uma das pesquisadoras, a cientista social Silvia Ramos, o perfil identificado naquele período pouco difere de hoje.

A pesquisa foi feita com 73 blogueiros, responsáveis por 70 blogs policiais. O universo da blogosfera policial, como é chamado por seus integrantes, estava presente em 17 estados, sendo a Região Su­­des­­te a dominante. A maioria dos blogueiros é oriunda da Polícia Militar (58%), seguida por integrantes da Guarda Municipal (15,1%) e da Polícia Civil (13,7%).

Autores

Em relação aos postos que ocupam, os responsáveis vêm de es­­tratos mais baixos das instituições policiais. Oficiais e delegados re­­presentam, juntos, 42%. Quan­­to ao nível de escolaridade, 62% dos entrevistados têm curso superior completo ou pós-graduação completa ou em andamento. Apenas 12,7% cursaram somente o ensino médio. A maior parte dos autores é do sexo masculino, com mais de 30 anos.

Para os blogueiros, o que mais os motivou a criar os blogs foi querer ex­­pressar seus próprios pontos de vista sobre segurança e Justiça (55%). “Eles [os blogueiros] têm o pa­­pel de conexão com o mundo dos direitos humanos”, afirma Silvia. (AP)

Para o tenente da Polícia Militar da Bahia Danillo Ferreira, um dos criadores do blog Aborda­­gem Policial (abordagempolicial.com), os blogs policiais são considerados um avanço, que permitem a abordagem de discussões que eram monopolizadas por grandes veículos de comunicação. O blog surgiu em 2007 com o objetivo de divulgar o que Ferreira e seus colegas faziam e ouviam nos corredores da Academia da Polícia Militar.

Segundo uma pesquisa desenvolvida por Ferreira, a blogosfera policial conta com iniciativas em 14 estados, sendo a maior concentração no eixo Rio-São Paulo. Acredita-se que o primeiro blog com a pretensão de discutir a segurança pública surgiu em 2006, com o Diário de um PM, do policial Alexandre Souza.

Qualidade

Ferreira defende que a qualidade das discussões sofreu mudanças com o tempo. “O blog, como meio de comunicação de nicho, se dedica ao aprofundamento dos temas nem sempre discutidos pelos meios de comunicação de massa.” O importante não é apenas informar, mas analisar a complexidade do tema. A influência que a ferramenta tem também é um ponto positivo.

O público que lê e participa é heterogêneo – são policiais, guardas municipais, promotores, juízes, advogados, profissionais da imprensa e curiosos. Muitas vezes essa diversidade cria confrontos de ideias.

Outro exemplo é o blog Os Municipais.com, em que o assessor técnico da Guarda Municipal de São Paulo Wagner Pereira compartilha seu cotidiano operacional. O blog está entre os 30 canais mais votados, semanalmente, no Top Blog. Diaria­men­te, Pereira mantém a mesma rotina. Em quatro horas, ele seleciona as notícias e as distribui para 200 endereços eletrônicos. Os 204 seguidores do blog também recebem respostas semanalmente. O resultado é a popularidade do veículo. “Que­­ro que as pessoas leiam, participem e discutam segurança pública”, declara.

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http://www.gazetadopovo.com.br/pazsemvozemedo/conteudo.phtml?tl=1&id=1173577&tit=Seguranca-e-debatida-abertamente-em-blogs

Um Comentário

  1. ATENÇÃO SENHORES CANDIDATOS:

    ESTÁ CIRCULANDO UM BOATO FORTE SOBRE O CANCELAMENTO DA PROVA DE DELEGADO DE POLÍCIA QUE FOI APLICADA NO DIA 25/09, TUDO POR CONTA DA INEFICIÊNCIA DA ACADEPOL QUE PUBLICOU A RELAÇÃO DOS LOCAIS DE PROVAS DOS CANDIDATOS.

    O CANCELAMENTO PODERÁ OCORRER PORQUE A LISTAGEM NÃO ESTAVA CLARA SOBRE OS CAMPUS DA UMC (UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES) QUE SERIAM UTILIZADOS NO CONCURSO.

    ESTE FATO INDUZIU AO ERRO INÚMEROS CANDIDATOS E RESULTOU NUMA ABSTENÇÃO RECORD, CERCA DE 50% DOS CONCURSANDOS FALTARAM A PROVA PORQUE NA LISTAGEM APARECIA APENAS “UMC – MOGI DAS CRUZES – PRÉDIO I”, MAS OS DOIS CAMPUS DA UMC INFORMADOS POSSUIAM “PRÉDIO I”.

    FIQUEM ATENTOS

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  2. item I – o sujeito que não consegue nem achar o local de prova, não serve pra ser polícia.
    itém II – alguém sabe sobre a votação que seria hoje na ALESP?
    Abraços

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  3. Presidente da CCJ recusa pedido para anular sessão de 3 minutos
    Hugo Leal (PSC-RJ) pediu que os 118 projetos fossem votados novamente.
    “Pedido não tem base regimental”, rebateu João Paulo Cunha (PT-SP).
    Sandro Lima
    Do G1, em Brasília
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    O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), recusou nesta terça-feira (27) pedido do deputado Hugo Leal (PSC-RJ), para anular a sessão da comissão realizada na última quinta-feira (22). Durante a sessão, foram aprovados 118 projetos em três minutos.
    Na abertura dos trabalhos da CCJ, Leal pediu a anulação da sessão e a realização de uma nova para votar os projetos aprovados na última quinta. “O pedido não tem base regimental”, rebateu João Paulo Cunha.
    O líder do PSC reclamou da decisão. “Forçaram a barra. Tinha que anular e refazer a sessão”, disse Leal. O deputado afirmou que vai recorrer ao Plenário da Casa.
    saiba mais
    Sessão que aprovou projetos em três minutos cumpriu regimento, diz Maia
    Com 2 deputados, comissão aprova 118 projetos em 3 minutos
    O presidente da Câmara, Marco Maia, disse nesta terça, após reunir-se com João Paulo Cunha, que não vai anular a sessão. “Não houve qualquer tipo de infração em relação ao regimento interno”, disse.
    Explicações
    Durante a sessão da CCJ desta terça, Cunha disse aos parlamentares presentes que “não houve nenhum rompimento do regimento nem da prática, e não houve nenhuma tentativa de aprovar qualquer matéria que não estivesse acordada ou que não fosse pacífica entre os nossos partidos”.
    Cunha disse ainda que não se opõe a mudanças na votação de projetos na CCJ. “Eu tive uma reunião hoje [terça, 27] com o presidente Marco Maia e estou dizendo aos senhores [deputados] exatamente o que eu disse a ele, que prática, tradição, tudo isso é para se mudar, então se de repente a Câmara e a CCJ decidirem por um novo rito para apreciar as matérias aqui no plenário da comissão, se a Câmara definir um novo rito para aprovar concessões, tratados internacionais, nós podemos repactuar aqui”.
    Na sessão da CCJ desta terça – a primeira depois da que aprovou 118 projetos em três minutos -, 62 deputados, entre titulares e suplentes, haviam assinado a ficha de presença até as 16h15. Para abrir uma sessão, são necessárias 31 assinaturas.
    Nesta terça, Maia anunciou a criação de um grupo de trabalho especial para analisar alterações que possam ser feitas no regimento da Casa e na Constituição para dar maior celeridade às votações na CCJ.
    O presidente da Câmara disse que, se decidisse anular a sessão, outras sessões da CCJ deveriam ser anuladas.
    “Se fossemos anular essa sessão, teríamos que anular todas as sessões que aconteceram nos últimos dez anos com votação em bloco, o que acarretaria a suspensão da concessão das rádios e televisões praticamente de todo o Brasil, inclusive da Globo. A renovação da concessão de vários veículos da Rede Globo foi feita no dia 5 de maio de 2009, numa sessão também com votação simbólica e em bloco”, afirmou Marco Maia.

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  4. Os bombeiros fazem greve, os carteiros fazem greve, os bancários fazem greve, as garotas de programa fazem greve! E os Policiais Civis não fazem nada!!!! Chega de bla bla bala!!! GREVEEEEEEEEEEEEE

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  5. 27 setembro 2011

    Caso Patrícia
    Delação premiada aponta mandante da morte da juíza

    A motivação para o assassinato da juíza Patrícia Acioli seria uma investigação sobre o envolvimento do tenente-coronel Claudio Luiz Oliveira, que foi exonerado nesta terça-feira (27/9), em casos de corrupção e execuções. O ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) foi apontado como o mandante da morte da juíza por um dos cabos que já se encontrava preso pelo crime, em acordo de delação premiada.

    A afirmação foi feita pelo delegado da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Ettore, em entrevista coletiva à imprensa na tarde desta terça-feira (27/9).

    O nome do cabo que acusou o ex-comandante não foi revelado. Ele se beneficiou da delação premiada, em audiência de antecipação de provas realizada nesta segunda-feira (26/9), depois da qual o juiz Petersen Barroso, da 3ª Vara Criminal de Niterói, decretou, a pedido do Ministério Público, a prisão temporária, por 15 dias, de mais sete policiais militares: além do tenente-coronel Claudio Luiz, os PMs Charles de Azevedo Tavares, Alex Ribeiro Pereira, Carlos Adílio Maciel Santos, Sammy dos Santos Quintanilha, Jovanis Falcão Junior e Junior Cezar de Medeiros.

    O delator e sua família foram incluídos no serviço de proteção à testemunha, a pedido da Defensoria Pública. Os outros policiais deverão ficar no presídio Bangu VIII.

    O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, destacou a “maneira transparente” como vem sendo conduzida a investigação que, segundo ele, está próxima do desfecho. “Mas como ainda há pessoas a serem ouvidas, não podemos revelar alguns fatos”, completou. Ao seu lado, a chefe da Polícia Civil do Rio, delegada Martha Rocha, fez coro, pontuando que “antes de 60 dias a Polícia Civil já terá concluído o inquérito do assassinato de Patrícia Acioli”. A delegada informou, ainda, que até o momento 380 armas foram periciadas.

    Desfecho próximo
    Indagado pelos jornalistas se é possível fazer alguma previsão, o delegado Felipe Ettore reiterou que “o desfecho está próximo”. “Há testemunhos de que o tenente-coronel Claudio é o autor intelectual dessa trama macabra. Ele ia ser preso mais cedo ou mais tarde”, completou. Questionado sobre o papel de cada um no crime, o delegado disse que prefere aguardar os depoimentos que restam para se pronunciar.

    O procurador-geral do Estado do Rio, Claudio Lopes, anunciou que, após as prisões temporárias, começa agora a “fase judicial”. Ele fez questão de parabenizar a Polícia “por elucidar num prazo curto esse crime bárbaro”.

    Questionado por um jornalista, o secretário José Beltrame negou que a transferência de comando do Batalhão de São Gonçalo para o da Maré não teria sido uma espécie de “promoção” para o tenente-coronel Claudio Luiz. “Proteção nunca houve, nunca haverá. Quem me conhece sabe que não compactuo com isso.”

    Magistratura atenta
    Ao agradecer, “em nome da magistratura fluminense”, o presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), desembargador Antonio Cesar Siqueira, salientou que a Polícia Civil, “mesmo diante de um crime sem testemunhas e apenas com provas técnicas, apontou três executores no prazo de um mês”. “Naquele momento, afirmamos que o inquérito prosseguiria, porque estávamos certos de que havia um mandante”, disse. “Temos que fazer justiça de forma tranquila, não somos justiceiros”, completou.

    Ainda de acordo com o desembargador, se por um lado “é preciso parabenizar a Polícia Civil pela investigação, em que todos mantiveram o respeito à regra do silêncio”, por outro, não pode passar em branco o fato de que um comandante da Polícia Militar esteja envolvido no crime da juíza Patrícia Acioli. “É inaceitável que certas pessoas, algumas ocupando cargos de comando na PM, estejam envolvidas num crime como esse. Temos que reinventar o Estado.” Com informações da Assessoria de Imprensa da Amaerj.

    Revista Consultor Jurídico, 27 de setembro de 2011

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  7. precisa acabar com essa carreira de parasita que sao esses delegados, cambada de inutil, que nao largam a muleta do inquerito policial, esse loc desse delegado geral ainda fala de delegado e o resto, resto sao esses parasitas e ladroes!!!!!

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  8. Mas, nem se o Papa João Paulo II ressuscitassejuntamente com as múmias do sarcófagos, a Polícia Civil se uniria para derrubar a arrogância e descaso do Governo. NUNCA SEREMOS !!!!!!

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  9. O problema da Polícia Paulista não é muito diferente dos problemas das demais Polícias dos outros estados, todos nós somos unânimes em afirmar que temos em nossas mãos a difícil tarefa de combater a criminalidade; Aqui no estado de São Paulo temos uma peculiaridade, além de termos que enfrentar os bandidos em condições desfavoráveis em razão da deficiência do quadro reduzido de policiais, termos também os armamentos ruins e consequentemente com menor poder de fogo em relação ás armas usadas pelos bandidos, termos viaturas velhas e de má qualidade, temos as Delegacias em más condições de conservação, mas temos um item a mais que é um fator um fator gerador de descontentamento e proporcionador da baixa estima do policial e se tornou o maior adversário nos últimos 20 anos, lamentavelmente temos que contabilizar também esse adversário sim, ele é o nosso Governador Geraldo Alckimim que pertence ao PSDB, são 20 anos que este partido é governo no estado de São Paulo, são 20 anos de atraso e sucateamento na polícia paulista; É assim, além de lutarmos contra os bandidos, temos que lutar politicamente contra o o Governador, pois ele não nos paga um salário compatível, ele se recusa a cuidar bem das polícias, ele deveria fazer ao contrário, ele deveria se interessar no bem estar do policial para que tivéssemos uma segurança pública de boa qualidade, mas ele não quer isso, ele mantém o raciocínio de sucatear o policial principalmente no salário que hoje é uma miséria . Esses fatores adicionais que a polícia paulista enfrenta é terrível e compromete a segurança da sociedade , pois o alvo da polícia são os bandidos e não o Governador ou o partido que ele pertence, pois não somos preparados para fazer políticas e sim para combater a criminalidade, mas infelizmente temos que fazer políticas também no estado de São Paulo, não deveríamos, mas somos obrigados para defender o pão nosso de cada dia .

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