José Vicente da Silva: “Aumentaram muito as demissões porque tiraram as teias de aranha dos processos parados indevidamente na Corregedoria” 49

Número de policiais civis expulsos aumenta em SP

No ano passado, foram 219 demitidos, mais que o triplo dos casos de 2009

Demissões ocorreram em razão de vários tipos de irregularidade, como corrupção; na PM, total de expulsões recuou

ROGÉRIO PAGNAN

AFONSO BENITES

DE SÃO PAULO

Explodiu o número de policiais civis expulsos da instituição em São Paulo. Números da Secretaria da Segurança Pública obtidos pela Folha mostram que foram 219 demissões na Polícia Civil no ano passado -mais que o triplo dos casos registrados em 2009 (64).
Na lista estão delegados, investigadores e escrivães demitidos por variados tipos de irregularidade, como crimes de corrupção. Já as demissões na Polícia Militar seguiram no sentido contrário nesse mesmo período: de 259 para 229.
É a primeira vez na última década que as demissões nas duas polícias ficam praticamente empatadas.
Historicamente, o número de demissões na PM sempre foi maior, até porque a diferença entre os efetivos das duas polícias é muito grande. A PM tem mais de 95 mil homens, enquanto a Civil tem cerca de 35 mil (incluindo a Polícia Científica).
Em 2004, por exemplo, a cada policial civil demitido em São Paulo, quatro PMs também foram exonerados.
Esse aumento de demissões na Polícia Civil coincide com a mudança na Corregedoria -órgão responsável por investigar a atuação dos policiais. Em 2009, ela deixou de ser subordinada ao delegado-geral e passou a responder diretamente ao secretário da Segurança.
A presidente da associação dos delegados, Marilda Pinheiro, disse concordar com o fortalecimento da Corregedoria e que a polícia deve mesmo “cortar a própria carne”, mas afirma que pode estar havendo “excessos”.
“Parte das demissões está sendo revertida na Justiça”, diz a delegada, que afirma não ter números sobre isso.
O subcorregedor da PM, tenente-coronel Edson Silvestre, disse que a instituição é muito rigorosa. “Desafio qualquer um a mostrar uma instituição que demitiu mais do que a PM de São Paulo”.
Para José Vicente da Silva, especialista em segurança, o crescimento de expulsões na Polícia Civil é reflexo da mudança da política adotada pela cúpula da instituição.
Antes, segundo ele, a política era demitir um policial civil só após uma decisão da Justiça. “É um absurdo, porque uma coisa não tem nada a ver com a outra”, disse.
Com isso, continua, os casos passaram a ser concluídos. “Aumentaram muito as demissões porque tiraram as teias de aranha dos processos parados indevidamente na Corregedoria. Havia uma tolerância muito grande com infratores da lei e da ética.”


Colaborou EDUARDO GERAQUE

Um Comentário

  1. José Vicente da Silva

    É mais um dos estrelinhas da reserva metido a saber tudo que usou do estado viajando mundo afora e voltou vociferando-se dono do saber.

    Se faz necessário terminar com a ditadura dos estrelinhas
    da PM do estado de São Paulo quer estejam na ativa ou reserva.

    Este papo de serem honestos é conversa pra enganar maioria, me convenço que havendo profunda apuração a casa cai.

    Euclydes Zamperetti Fiori

    Curtir

  2. mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmeeeeeeeeeeeuuuuuuuuuuuu ffffffffffffiiiiiiiiiiiilllllllhhhhhhhhhhhhoooooooo!

    FAZ ISSO MAIS NÃO NEGUINHO. QUANDO FOR, COMUNICA!

    SE NÃO, VEM FUTRICA…

    Curtir

  3. Pesadelo dos coronéis
    Única juíza do Tribunal Militar paulista, Roseane Pinheiro de Castro denuncia o machismo e o corporativismo da instituição
    Luiza Villaméa

    “Nunca agradei, mas ficou muito pior quando comecei a condenar oficiais”
    Quando criança, a juíza Roseane Pinheiro de Castro, 46 anos, sonhava em ser policial militar. Queria seguir os passos do pai, seu maior ídolo, um bombeiro que atuou nos incêndios dos edifícios Joelma e Andraus, nos anos 70, em São Paulo. Por mais que se exercitasse em equipamentos de ginástica, Roseane não conseguiu atingir 1,56m, altura mínima exigida para entrar na corporação. “Não passei do um metro e meio”, comenta. Em contrapartida, entrou por mérito no Tribunal Militar, onde está há 28 anos, os 11 últimos como juíza, a única da Casa. Desde que vestiu a toga, Roseane virou o pesadelo dos coronéis, por sua postura anti-corporativa em julgamentos que partilha com outros quatro juízes – todos oficiais militares, como manda a lei, e nem sempre com formação em direito. Por outro lado, Roseane não pára de colecionar problemas. Eles aumentaram no ano passado, depois que ela condenou um coronel a sete anos de prisão, por assédio sexual. “Os quatro oficiais do conselho se recusaram a assinar a sentença”, lembra. A seguir, os principais trechos da entrevista que ela concedeu em seu apartamento, no bairro paulistano da Mooca.

    Istoé– Como é ser a única juíza do Tribunal Militar de São Paulo?

    Roseane Pinheiro de Castro – É sofrer os maiores preconceitos, conviver com o machismo todo dia.

    Istoé – Quando a sra. começou a perceber isso?

    Roseane – Ainda na época do concurso, em 1993. Exceto eu, todas as candidatas foram eliminadas antes do exame oral. Diante da banca examinadora, os homens tiveram que responder a 26 questões. Eu tive de responder a 52. O dobro.

    Istoé – Quando começaram seus problemas?

    Roseane – Nunca agradei, mas ficou muito pior quando comecei a condenar oficiais. Passei a receber pedidos para não condenar. Chegou a sumir sentença.

    Istoé – Esses oficiais eram acusados de que tipo de crime?
    Roseane – Eles respondiam a acusações de diversas modalidades de crime.
    De desvio de verba à formação de quadrilha. A PM tem quase 100 mil homens. Imagine o porcentual de policiais que não prestam. E eles estão em todos
    os níveis da hierarquia.

    Istoé – Há muitos casos de abuso sexual?

    Roseane – Também. No ano passado, condenei um coronel por assédio sexual. Esse coronel, que comandava toda a região de Sorocaba, tem muita influência. Ele era acusado de assediar uma soldado das mais variadas formas. Ele dispensava o motorista dele, colocava a soldado para trabalhar ao volante do carro e mandava seguir para lugares ermos. Passava a mão nela, falava obscenidades.

    Istoé– Ela não contava para ninguém?

    Roseane – Ela tinha medo. Era uma soldado contra um coronel. Chegou a pedir transferência, mas não conseguiu. O assédio continuou até que um dia ele a forçou a fazer sexo oral nele, mediante a mira de um revólver. Depois disso, ela entrou em depressão. Um tenente descobriu o que estava acontecendo e ajudou a soldado a fazer a denúncia. Condenei esse coronel a sete anos de prisão.

    Istoé – Ele está cumprindo a pena?

    Roseane – Não. Os outros quatro coronéis que participavam do julgamento se recusaram a assinar a sentença. Sem outro recurso, mandei o processo para a segunda instância. Está lá desde setembro. Como na primeira instância da Justiça Militar, na segunda o juiz togado é minoria. Além do mais, a maioria dos juízes togados em São Paulo é militar da reserva. Cansei de ver colegas meus, de toga, batendo casco (continência) para coronel.

    Istoé – O que aconteceu depois desta condenação?

    Roseane – Recebi mais de 20 denúncias graves, de policiais femininas que estavam sendo assediadas sexualmente. Uma delas chegou a tentar suicídio. Mas tem homem passando pelo mesmo problema. E há casos de mulheres que assediam seus inferiores. Fui mandando para frente todas as denúncias, junto com os casos que já tinha, incluindo estupro dentro de viatura. Só que o tribunal me transferiu de auditoria, me tirou todos esses processos.
    E eu já havia desagradado antes.

    Istoé– Como assim?

    Roseane – Teve o caso de uma soldado que, fora da hora do expediente, não cumprimentou uma superiora. A tenente meteu, literalmente, o pé na bunda da soldado. E ainda a prendeu em flagrante, por insubordinação. Eu mandei soltar a soldado e prender a tenente. Óbvio. Desde o começo também exigi que todos os réus fossem ouvidos de pé, como manda a lei. Antes, os oficiais prestavam depoimento sentados.

    Istoé – Qual a consequência de suas determinações?

    Roseane – Passei a sofrer tantas perseguições que fiquei sem condições de trabalhar. Meu armário foi arrombado, tiraram o segurança a que tinha direito, sofri dois atentados, incontáveis ameaças. Virei alvo de mais de 40 processos administrativos, incluindo um sobre o sumiço de uma arma que estava com outro juiz. Só não me submeteram a um exame de sanidade mental no Hospital Militar porque entrei com um mandado de segurança. Até aceito passar por um exame psiquiátrico, desde que não esteja sob sujeição da Polícia Militar. Em suma, passei a ser vítima de assédio moral, quando se aproveitam dos momentos de fragilidade para detonar a pessoa ainda mais.

    Istoé – Que tipo de fragilidade?

    Roseane – Como todo mundo, tenho problemas. Certa vez, avisei que me ausentaria três dias para acompanhar o tratamento de um filho, que se envolvera com maconha. Fiz o que qualquer mãe faria para salvar o filho, como eu salvei. O tribunal mandou viaturas com policiais fardados para a clínica em busca de detalhes do tratamento. Enfim, as pressões foram tantas que, em dezembro, me licenciei.

    Istoé – Quando a sra. pretende voltar ao trabalho do tribunal?

    Roseane – Assim que tiver condições de atuar. De uma coisa tenho certeza. Estou cumprindo com a minha obrigação..

    Curtir

  4. FUMOU FUMOU ZÉ ?
    -FUMEI NÃO, MINHA MULHER NUM DEIXA NÃO…
    CÊ BEBEU ZÉ ?
    -BEBI NÃO, MINHA MULHER NUM DEIXA NÃO…
    QUER SER SECRETÁRIO ZÉ ?
    – QUERO SIM, POSSO SIM, MINHA MULHER DEIXA SIM..
    -CÊ GOSTA DA POLÍCIA ZÉ ?
    -GOSTO NÃO, QUERO NÃO, MINHA MULHER NUM DEIXA NÃO…

    Curtir

  5. Anonimo,

    Dá um time pro Dr Fausto,ele também tem contribuído,
    você tem sido ácido com ele, ele é assim e pronto.
    Ele também quer o melhor pra todos .

    Curtir

  6. vencida pelo tamanho.

    sorte da mm.juiza acima, pois se tivesse altura seria no maximo, no futuro, chefe de alguma guarda municipal do interior, parabens magistrada, pela coragem e imparcilidade.

    Curtir

  7. A PERGUNTA É…REPUSERAM OS FUNCIONÁRIOS DEMITIDOS? NÃO NÉ…..ENTÃO FALTA MAIS DEMISSÕES A FAZER CERTO? QUEM É O RESPONSÁVEL? EU QUE NÃO TENHO NADA COM ISSO SOU OBRIGADO A TRABALHAR TRIPLICADAMENTE PARA REPOR A FATA DE FUNCIONÁRIOS? É SACANAGEM DO GOVERNO TAMBÉM NÉ? É A PRAXE DO PSDB EXPLICAR O INESPLICÁVEL!!!!ABRAM OS CONCURSO SENHORES MANDATÁRIOS DO PODER, VOCÊS SÃO MUITO COMPETENTES PARA SUCATERA A POLÍCIA CIVIL, SÓ ISSO!!!

    Curtir

  8. Acho que seria o caso do Delegado Geral oferecer os serviços da Divisão de proteção à pessoa do DHPP a essa juíza. Jà que ela se sente ameaçada,e a Polícia Civil tem um departamento pra isso, qual o problema?

    Curtir

  9. AÉCIO NEVES TEM HABILITAÇÃO APREENDIDA EM BLITZ DA LEI SECA NO RIO
    Assessoria diz que senador não sabia que documento estava vencido.
    Tucano também se recusou a fazer teste do bafômetro, diz governo do Rio.
    O senador Aécio Neves (PSDB-MG) teve a carteira de habilitação apreendida por estar com o documento vencido e por se recusar a fazer o teste do bafômetro numa Operação Lei Seca na Avenida Bartolomeu Mitre, no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Aécio foi parado na blitz na madrugada deste domingo (17). As informações são da Secretaria de Estado de Governo do Rio.
    De acordo com a Secretaria de Governo, Aécio Neves foi multado. O senador não teve o carro apreendido, pois apresentou um condutor habilitado, e foi liberado.
    A assessoria de imprensa de Aécio Neves informou que o senador não sabia que a carteira de habilitação estava vencida. De acordo com a assessoria, o tucano tinha saído da casa de amigos e voltava para sua residência, no Leblon, com a namorada.
    Ainda segundo a assessoria, os policiais reconheceram o senador e solicitaram a documentação, que foi imediatamente apresentada. Quando os policiais alertaram que a habilitação estava vencida, Aécio Neves disse que não sabia que estava vencida. A assessoria informou que um taxista habilitado conduziu o carro para a casa do senador.
    A recusa do teste de bafômetro é considerada uma infração gravíssima, representa 7 pontos na carteira e vale multa de R$ 957. Dirigir com a carteira de habilitação vencida também é uma infração gravíssima e representa 7 pontos. A multa de R$ 191,54.
    Fonte: g1 globo

    Curtir

  10. ESSE PSDB SÓ DÁ NOVIDADES RUINS, ACHA QUE ISSO É EXEMPLO DE UM EX-GOVERNADOR E ATUAL SENADOR? AINDA QUEREM GOVERNAR O PAÍS COM EXEMPLOS DESSA NATUREZA? SÓ UM PAÍS DE TUPINIQUINS PARA ACEITAR ESSE POVO NO PODER!! ETA BRASIRZINHO VIU!!!

    Curtir

  11. JUSTIÇA ANACRÔNICA
    Justiça militar é corporativista e não faz sentido mantê-la
    Faz sentido manter a Justiça Militar no Brasil da forma como ela é nos dias de hoje?
    NÃO!
    A Justiça é tão desnecessária quanto inconcebível em uma sociedade que busca ser moderna. Os que a defendem calcam suas razões na manutenção da ordem e da disciplina militar, bem como na especialidade da matéria. Basta uma mera análise para se verificarem as bases falsas e, o que é pior, justamente na contramão do que se busca em termos de Justiça.
    A Ordem e a disciplina no meio militar são atingidas pela imposição de rigorosas regras hierárquicas, enquanto a especialidade da matéria é tão somente mais uma entre tantas outras que a Justiça costuma tratar. Muito sério o primeiro argumento, pois faz da Justiça Militar uma longa mão do superior hierárquico, produzindo decisões que não visam a justiça no caso concreto, mas, simplesmente, a manutenção de disciplina ainda que às custas de injustiças.
    No que tange à especialização, nada mais incongruente. A Justiça não militar lida com várias matérias específicas, tais como família, infância, ordem tributária etc., todas mais complexas do que o direito militar. Somente cerca de 5% dos processos tratados em Justiça Militar dizem respeito às questões da caserna, tais como os crimes de insubordinação, desobediência e abandono de posto.Tais feitos, além de terem um número inexpressivo de processos, têm um grau de dificuldade da matéria quase risível diante da complexidade do que é julgado na Justiça comum ou na Justiça Federal.
    Assim, caso se fosse contabilizar o número de processos em tramitação na Justiça Militar de todo o Brasil, com os descontos daqueles que realmente dizem respeito à matéria militar, certamente se obteria um número tão baixo quanto vergonhoso, de causar choro e revolta aos contribuintes. Apenas para exemplificar, no Rio Grande do Sul a Justiça Militar Estadual possui, ao todo, somados primeiro e segundo graus, menos de mil processos. Imagine se ficasse apenas com os processos que realmente dizem respeito aos crimes militares próprios?
    E o que é pior: para um volume tão inexpressivo de processos, a sociedade gaúcha desembolsará, neste ano, cerca de R$ 24 milhões. Uma farra com o dinheiro público. A especialização de que tratam os defensores da Justiça Militar bem caberia em todos os setores e classes da sociedade. Recentemente a Argentina, um dos países mais militarizados do mundo, decidiu reduzir, ao máximo, a Justiça Militar, para que atue somente naqueles pouquíssimos casos de crimes militares próprios, sendo que todos os demais passarão para a competência da Justiça comum.
    Veja-se isso como uma tendência mundial, somente se justificando a discussão da manutenção da Justiça Militar em âmbito de Forças Armadas e apenas para os crimes militares próprios -jamais os da Polícia Militar, dada a natureza mais do que civil das funções que desempenham os militares estaduais.
    Por fim, ressalte-se a odiosa tendência corporativista dos julgamentos, com tratamentos dissidentes entre praças e oficiais, principalmente oficiais superiores. Recentemente, no Rio Grande do Sul, tive a oportunidade de denunciar na Assembleia Legislativa alguns casos de julgamentos absurdos do ponto de vista jurídico, sempre beneficiando oficiais de alta patente. A discussão tomou corpo e hoje o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, por vontade de 92% dos magistrados estaduais, está para encaminhar emenda constitucional extinguindo a Justiça Militar.
    Decisões desconectadas do jurídico são comuns, pois os membros militares nem sequer necessitam ter formação em direito. Dos 4 membros militares aqui no Estado, somente 3 são formados, pois buscaram os bancos escolares depois de terem sido nomeados pelos governadores -o que, “data venia”, muito pouca diferença faz para quem tem um cargo com a remuneração e o status de desembargador. Isso tudo é lamentável e muito sério pela falta de seriedade de como se constitui a Justiça Militar.
    Artigo publicado originalmente na Seção Tendências e Debates do jornal Folha de S.Paulo.

    Curtir

  12. nossa a pc tá caida mesma até esse zero cana desse zé vicente nada tem com nossa policia dando palpite em demissões na civil.
    só espero mudança nesta lei de aposentadoria , senão vou pica a mula mesmo nesta tal 1062/2008 sem paridade gue é pra ferrar os policiais civis.

    Curtir

  13. Aécio Neves

    Conforme o jornalista Jorge Kajuru, Aécio é forte e carreirista.

    Acorda Brasil

    Euclydes zamperetti Fiori

    Curtir

  14. “É UM ABSURDO PORQUE UMA COISA NÃO TEM NADA A VER COM A OUTRA”, DISSE JOSÉ VICENTE DA SILVA (CORONEL PM DA RESERVA), ESPECIALISTA EM SEGURANÇA, POIS, SEGUNDO ELE, A POLÍTICA ERA DEMITIR UM POLICIAL CIVIL SOMENTE APÓS DECISÃO DA JUSTIÇA.

    SAIBAM QUE OFICIAIS DA PM SOMENTE PODEM PERDER O POSTO E A PATENTE APÓS SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO, PORTANTO, MESMO OFICIAIS QUE, EVENTUALMENTE TENHAM COMETIDOS CRIMES GRAVES COMO CORRUPÇÃO, ALÉM DE PERMANECEREM NA CORPORAÇÃO TRABALHANDO NORMALMENTE E RECEBENDO SEUS SALÁRIOS, SÃO, INCLUSIVE, PROMOVIDOS. ISSO TAMBÉM NÃO É ABSURDO ???

    Curtir

  15. Esse José Vicente da Silva, nunca gostou da Polícia Civil, como bem disse o Fiori esse ditador de estrelinha da Polícia Militar ficou viajando pra baixo e pra cima às custas do erário e acha que é especialista em alguma coisa. Não passa de um bufão. No confronto do Palácio dos Bandeirantes veio dizer que a culpa era dos policiais civis. Detrator da Polícia Civil, covarde.

    Curtir

  16. Especialista em falar baboseiras para quem não entende nada de segurança publica…PM de merda, não sabe bosta nenhuma…desafio você a um debate frente a frente, no ar, em qualquer radio e tv…é só me convidar,,,zé ruela…enganador…

    Curtir

  17. DESCULPEM-ME, MAS É PERTINENTE POSTAR NOVAMENTE.
    É a mais pura verdade!

    SÁBIAS PALAVRAS DESTE DELEGADO
    Em primeiro lugar, fique você sabendo que a nossa legislação permite que qualquer pessoa, independentemente de sua qualificação profissional, assuma o cargo de Secretário de Segurança Pública.

    Isto significa que as Polícias Militar e Civil estão sob a direção de pessoas que nem sempre têm qualquer conhecimento jurídico e operacional para exercer sua função pública.

    Isto significa também que o Governador eleito pelo povo indica o Comandante da Polícia Militar e o chefe de Polícia Civil, que podem ser demitidos a qualquer momento.

    Estes por sua vez, indicam os comandantes de cada Batalhão e os Delegados Titulares de cada Delegacia, que por sua vez, são também afastados de seus cargos por qualquer motivo.

    Digo, portanto, que a Polícia Civil é absolutamente política e serve aos interesses políticos dos que foram eleitos pelo povo. Quando os afastamentos de Delegados são políticos e não motivados por sua competência jurídica e operacional, o resultado é a total falta de profissionalismo no exercício da função.

    Este é o primeiro indício de como a nossa Lei trata a Polícia. Se a Polícia é política quem investiga os políticos?

    Você sabia que o papel da Polícia Militar é exclusivamente o patrulhamento ostensivo das nossas ruas?
    E por isso é a Polícia que anda fardada e caracterizada e deve mostrar sua presença ostensiva, dando-nos a sensação de segurança.

    Você sabia que o papel da Polícia Civil é investigar os crimes ocorridos, colhendo todos os elementos de autoria e materialidade e que o destinatário desta investigação é o Promotor de Justiça que, por sua vez, os levará ao Juiz de Direito que os julgará, absolvendo ou condenando?

    Então, por que nossos governadores compram viaturas caracterizadas para a sua polícia investigativa? Então, por que mandam a Polícia Civil patrulhar as ruas e não investigar crimes?

    Parece piada de muito mau gosto, mas é a mais pura e cristalina realidade

    Você sabia que o Poder Judiciário e o Ministério Público são independentes da Política e a Polícia Civil é absolutamente dependente?

    Assim, a Polícia Civil é uma das bases que sustenta todo o nosso sistema criminal, juntamente com o Judiciário e o Ministério Público.

    Se os Delegados de Polícia têm essa tamanha importância, por que são administrativamente subordinados à Secretaria de Segurança e a Governadores que são políticos?

    Porque ter o comando administrativo da Polícia Civil de alguma forma serve aos seus próprios objetivos políticos, que passam muito longe dos objetivos jurídicos e de Segurança Pública.

    Assim, quero dizer que o controle da Polícia Civil está na mão da política, isto é, do Poder Executivo.

    Tais políticos controlam um dos tripés do sistema criminal, o que gera prejuízos tremendos e muita impunidade. Não é preciso ser inteligente para saber que sem independência não se investiga livremente. É por isso que os americanos criaram agências de investigação independentes para fomentar sua investigação criminal.

    Em segundo lugar, fique você sabendo que os policiais civis e militares ganham um salário famélico.

    Você arriscaria sua vida por um salário de fome?

    Que tipo de qualidade e competência têm esses policiais?

    Se a segurança pública é tão importante, por que não pagamos aos nossos policiais salários dignos, tais quais são os dos Agentes Federais? Se o Governo não tem dinheiro para remunerar bem quem é importante para nós, para que teria dinheiro?

    Em minha opinião, há três tipos de policiais: os que são absolutamente corrompidos; os que oscilam entre a honestidade e a corrupção e os que são honestos.
    Estes trabalham em no mínimo três “bicos” ou estudam para sair da polícia de cabeça erguida.

    De qual dessas categorias você gostou mais?
    Parece que com esses salários, nossos governantes, há tempos, fomentam a existência das primeira e segunda categorias.

    É isto o que você quer para sua cidade? – Mas é isso que nós temos! É a realidade mais pura e cristalina!
    O que vejo hoje são procedimentos paliativos de segurança pública destinados à mídia e com fins eleitoreiros, pois são elaborados por políticos. Mas então, o que fazer?

    Devemos adotar uma política de segurança a longo prazo. A legislação deve conferir independência funcional e financeira à Polícia Civil com seu chefe eleito por uma lista tríplice como é no Judiciário e no Ministério Público.

    A Polícia Civil deve ser duramente fiscalizada pelo Ministério Público que deverá também formar uma forte Corregedoria.
    O salário dos policiais deverá ser imediatamente triplicado e organizado um sério plano de carreira.

    Digo sempre que se a população soubesse qual a importância do salário para quem exerce a função policial, haveria greve geral para remunerar melhor a polícia. Mas a quem interessa que o policial ali da esquina ganhe muito bem? –

    Será que ele vai aceitar um “cafezinho” para não me multar ou para soltar meu filho surpreendido com drogas?
    Será que não é por isso também que não temos segurança?

    Fiquem todos sabendo que se o policial receber um salário digno não mais haverá escalas de plantão e, conseqüentemente, não haverá espaço físico para que todos trabalhem todo dia, como deve ser.

    Fiquem sabendo que a “indústria da segurança privada” se tornará pública, como deve ser.
    Fiquem sabendo também que quem vai ao jornal defendendo legalização de emprego privado para policiais, não deseja segurança pública e sim, segurança para quem pode pagar.

    Desafio à comunidade social e jurídica a escrever sobre estes temas e procurar uma POLÍTICA DE SEGURANÇA realmente séria e não hipócrita, como é a que estamos assistindo Brasil afora.

    Curtir

  18. Nossos superiores deveriam se opor ao papo furado da “união” entre policia, isto é falácia, os estrelinhas da PM estão fazendo o que fizeram com antiga Guarda Civil, ou seja, pretendem anexar nossa querida PC.

    Sendo assim, e, o é, se faz necessário envolvimento de todas as categorias da PC com objetivo de impedir tamanha agressão.

    Acordemos enquanto resta uma fagulha de esperança,

    que tenhamos bom dia de trabalho.

    Euclydes Zamperetti Fiori

    Curtir

  19. Bem imparcial a materia não? puseram um coronel da reserva para defender o piu piu e falar mal da civil, esse ai depois que pos o piama virou “especialista ” em segurança para emissoras de tv, nunca prendeu ninguém, tamos fudidos mesmo, até um inútil desses falando mal da civil.

    Curtir

  20. ESSES “ESTRELINHAS” SÃO ESPECIALISTAS EM SEGURANÇA PRIVADA, JÁ QUE SUAS EMPRESAS VÃO DE VENTO EM POPA, NAVEGANDO NO MEDO DA POPULAÇAO, QUE PODE PAGAR DEIXO BEM CLARO, E NA MISÉRIA QUE GANHAM OS POLICIAS, QUE SE SUJEITAM A TRABALHAR NOS FAMIGERADOS BICOS, MUITAS VEZES PARA ESSES SENHORES. É O FAMOSO “ENGENHEIRO DE CSA PRONTA”, SÓ DÁ PITACO, E COBRA CARO, MAIS QUANDO TINHA QUE FAZER ALGO EFETIVAMENTE, SE ESCONDE. QUERIA QUE ALGUEM ME MOSTRASSE UMA IDÉIA DESSES ” ESPECIALISTAS” QUE SE TORNARAM POLÍTICAS PRÁTICAS E EFETIVAS NA SEGURANÇA PÚBLICA, JÁ QUE MANDAR POR CAMÊRAS, CERCA ELÉTRICA E OLHAR EM VOLTA NA HORA DE SAIR E CHEGAR EM CASA É BALELA. BALA NELES!!!!!!!!!

    Curtir

  21. esse zé roela fala mal da pc porgue os majuras e sindicatos nem tão ai com eses comentarios morrem de medo
    de perder o poder.
    gueria ver este zero cana fala mal da gm, agente peniten
    ciario,federal ai sim o buraco seria mais em baixo.
    esse bosta na agua sempre foi de gabinete agora fica pagando gue sabe tudo.

    Curtir

  22. ATENÇÃO: PORTARIA DGP – 20-2011. PROCEDIMENTOS NOS CASOS DE “RESISTÊNCIA SEGUIDA DE MORTE”.

    D.O.E 16/04/2011, PODER EXECUTIVO SEÇÃO I – PAG 09.

    ACESSE: http://www.imprensaoficial.com.br

    POLÍCIA CIVIL DO ESTADO
    DELEGACIA GERAL DE POLÍCIA
    “DR. MAURÍCIO HENRIQUE GUIMARÃES PEREIRA”
    Portaria DGP – 20, de 14-4-2011
    Regulamenta os procedimentos de Polícia Judiciária
    nos casos de “resistência seguida de morte”
    O Delegado Geral de Polícia,
    Considerando a edição da Resolução SSP-45, de 06.04.2011,
    que dispõe sobre os procedimentos de Polícia Judiciária a serem
    adotados pelo Departamento de Homicídios e de Proteção a
    Pessoa – DHPP, acerca das ocorrências policiais tipificadas como
    “resistência seguida de morte”;
    Considerando o respeito ao princípio da presunção da verdade,
    atributo do agente policial no exercício de sua atividade,
    em defesa da sociedade e dentro da estrita legalidade;
    Considerando, ainda, a necessidade de se equacionar as
    questões operacionais, para não acarretar prejuízos nas ações
    policiais, padronizando as comunicações e registros, Determina:
    Artigo 1º Para os efeitos desta portaria, “resistência seguida
    de morte” é toda ocorrência de natureza criminal gerada pela
    intervenção de policiais civis, militares ou de integrantes das
    Guardas Municipais, no efetivo exercício de suas funções, na área
    da Capital e da Grande São Paulo, em abordagens, confrontos,
    acompanhamentos, perseguições e outras atividades concernentes
    à segurança pública que resultem na morte de pessoas.
    Artigo 2º As ocorrências tipificadas como “resistência
    seguida de morte” deverão ser, imediatamente, apresentadas
    nas respectivas unidades territoriais da Polícia Civil, cabendo à
    respectiva Autoridade Policial a identificação preliminar do fato
    e o pronto acionamento do DHPP- GEACRIM .
    Parágrafo Único: O fato criminoso anterior, que acabou por
    gerar a “resistência seguida de morte”, será objeto de apuração
    pelo Departamento de Homicídios e de Proteção a Pessoa –
    D.H.P.P. em razão do princípio da conexão.
    Artigo 3º Por questão de racionalidade operacional, as
    providências de Polícia Judiciária, determinadas pelo Delegado
    de Polícia do Grupo Especializado em Assessoramento a Local de
    Crime – GEACRIM/DHPP, poderão ser efetuadas nas dependências
    da unidade policial do Departamento de Polícia Judiciária
    da Capital DECAP ou do Departamento de Polícia Judiciária da
    Macro São Paulo – DEMACRO, evitando-se o deslocamento dos
    policiais envolvidos e de eventuais partes.
    Artigo 4º: Nas ocorrências policiais, envolvendo os agentes já
    supra mencionados, em horário de folga, que resultem em “resistência
    seguida de morte”, ou porque o agente era vítima imediata,
    ou ainda interveio na ocorrência para defender terceiros,
    deverão ser apresentadas na unidade territorial respectiva, onde
    a Autoridade Policial determinará, após a identificação preliminar
    do fato, as providências nos mesmos moldes desta Portaria;
    Artigo 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação,
    revogando-se as disposições em contrário.

    Curtir

  23. É, cel Res PM- Vicente, quando será que começa ser tirado as teias de aranha, a respeito de Conselhos de Justificação e do outro lado no T.J.M., aí a vaca vai para o ¨brevo¨ enquanto publica demissão e expulsão de ¨Praças¨ no Diário Oficial, isto engrandece a Cúpula, se publicar no D.O., os nomes que estão acoberto nas ¨teias¨ aí sim, a coisa (fede). tem gente que sabe de tudo, porque não divulgar…Pedro Baiano73a – Mongaguá – SP

    Curtir

  24. chutar cachorro morto,é fácil,onde estão nossos delegados,nossos sindicatos e associações,puxa se desta vez ainda não perceberam que nem um, quanto o outro ,não estão nem ai pra ralé.Deus nos acuda!

    Curtir

  25. Sabem porque a PC é mal paga. É porque é a melhor do Brasil, se ganharem bem vão começar a investigar os politicos principalmente os do PSDB. Eles morrem de medo de investigações bem feitas, sabem que vão para a cadeia, por isso toda essa desmoralização.

    Curtir

  26. Este Zé é somente mais um Zé Mané, especialista em phorra nenhuma, e daqueles muito bons em teoria e um “Zé-ro” a esquerda na prática, se alimenta das próprias teorias que alguns mal intencionados isentem em ouvir e dar espaço na mídia, nunca, repito, nunca ouvir sair da boca deste dito “especialista” em segurança, em dar curso de porteiro, falar em salários decente para os policias tanto civil quanto militar, é que este deve se virar muito bem vendendo as suas teorias a peso de ouro, ou ocupando cargo em comissão, a qualquer um que esteja disposto a não querer resolver o problema da segurança pública, que se resume aos péssimos salários pagos, mas sim em empurrar o problema com a barriga.
    Este até que podia informar qual é a porcentagem de condenações que a justiça militar aplica aos oficias da PM,para sabermos o quanto é eficiente a corregedoria da PM e a justiça militar, em relação aos seus oficias, não querendo parecer “especialista” mas deve ser muito baixo tal número, que este não comenta é claro.

    Curtir

  27. O Secretário afirmou serem oitocentos onde ?

    melhor o Senhor Verificar tem clases especiais aguardamdo a fila ou então vai prescrever mesmo a filosofia que o Senhor implantou não é demissão adminstrativa independente do resultado na esfera Penal ?

    ou esta valendo a antiga regra para alguns

    Curtir

  28. 18/04/2011 – Delegado de Campinas recebe medalha por trabalho modelo

    O Delegado de Polícia Dr. Luiz Paulo de Oliveira Silva, titular do 3º Distrito Policial de Campinas – Seccional (Deinter 2), foi agraciado com a medalha “Exemplo Digno” pelos “relevantes serviços prestados à região na área de segurança pública”, conforme Decreto Legislativo nº 3257, de 01 de abril.

    A medalha será entregue ao delegado em sessão solene na Câmara Municipal de Campinas na próxima terça-feira, 19 de abril, às 20h.

    O Dr. Luiz Paulo recebe a homenagem por conseguir dinamizar o 3º Distrito Policial de Campinas, fazendo do mesmo uma delegacia de grande porte. Além disso, humanizou o atendimento ao público, diminuiu a criminalidade em toda a região.

    Serviço
    Câmara Municipal de Campinas
    Av. da Saudade, nº 1004 – Bairro Ponte Preta

    COITADO…SÓ O SALÁRIO DELE QUE NÃO MELHOROU E NEM TEM PROJETOS PARA ISSO….É UM BOM SERVIDOR, PENA QUE O ESTADO NÃO RECONHECE!!!

    Curtir

  29. 18/04/2011 – Alckmin tem 150 dias para transferir presos em SP

    O governo paulista tem prazo de cinco meses para transferir todos os presos condenados das cadeias públicas, dos Distritos Policiais e das Delegacias Especializadas da Capital. Os detentos deverão ir para estabelecimentos prisionais do Estado ou da União. No caso de não cumprir a determinação, o governo de São Paulo pagará multa diária de R$ 200 mil até o limite de R$ 3 milhões. O Ministério Público terá de acompanhar a plena execução da decisão, sob pena de responsabilidade. A decisão, por maioria de votos, é da 3ª Câmara de Direito Público. As informações são do portal Consultor Jurídico.

    A turma julgadora destacou que o Judiciário paulista perdeu a paciência com o desleixo e a “falta de educação” das autoridades responsáveis pela política penitenciária do Estado, diante de inúmeras decisões no mesmo sentido que não são cumpridas pelo Executivo. A 3ª Câmara de Direito Público encaminhou ao chefe do Ministério Público cópias de parte do processo para que o procurador-geral de Justiça, Fernando Grella, tome providências para a apuração de eventuais crimes de desobediência (artigo 330 do Código Penal), de prevaricação (artigo 319 do Código Penal).

    “Respeito, dignidade humana e condições de ressocialização aos presos são obrigações do Estado e dever do Judiciário exigir a efetivação desses direitos”, afirmou o desembargador Marrey Uint. “Em casos análogos sobre remoção de presos, limitação do número de encarcerados e interdição de estabelecimentos prisionais já decidiu reiteradas vezes o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo”, completou o relator do recurso.

    De acordo com o desembargador Marrey Uint, por pelo menos duas vezes o secretário da Administração Penitenciária foi oficiado para dar informações sobre a situação dos presos em delegacia. “Contudo, não houve qualquer resposta, em flagrante demonstração de, por dizer o menos, de falta de educação”, disse Marrey Uint. A Secretaria está calada há quase cinco anos, desde 2006. “Entretanto, a omissão necessita ser apurada diante das figuras típicas da desobediência e da prevaricação”, determinou o relator dando essa incumbência ao chefe do Ministério Público paulista.

    A decisão do Tribunal de Justiça foi provocada por ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público contra a Fazenda Pública do Estado de São Paulo. O MP pede a proibição do recolhimento e da custódia de presos definitivamente condenados nas cadeias, distritos policiais e delegacias especializadas da Capital. A ação reclama ainda a imediata remoção dos que se encontrem nessa situação para estabelecimentos prisionais adequados da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária.

    Segundo Marrey Uint, é farta a prova de que as cadeias apresentam inúmeras irregularidades, precárias e aviltantes condições físicas, de segurança, salubridade e superlotação. O relator disse que mesmo que as informaçõpes não sejam recentes, não se tem notícia que tal situação tenha se alterado. “O excesso de presos e as condições desumanas envergonham o Estado de São Paulo, máquina motriz da economia do Brasil, com a terceira maior cidade do mundo”, destacou o relator.

    A turma julgadora alertou que a decisão judicial tomada por ela não se trata de desrespeito ao princípio da separação dos poderes ou da discricionariedade administrativa. “Por meio da Constituição Federal foi atribuído ao Judiciário o poder de corregedor das atividades relativas à custódia de presos maiores e menores. Portanto, não há de se falar em discricionariedade e autonomia, mas sim, de atividade vinculada e regrada por diversos diplomas legais”, destacou.

    O relator destacou o argumento apresentado pela defesa do governo paulista de que está em andamento processo de desapropriação de área para a construção de novos estabelecimentos carcerários. Contudo, acrescentou Marrey Uint, a construção pode levar anos e as pessoas que estão sob a custódia do estatal não têm esse tempo, e a tutela deve ser imediata.

    “Não se desconhece que o Poder Executivo tem tomado providências para adequar o sistema penitenciário”, disse o relator. Segundo ele, a desativação do “complexo do Carandiru”, criando-se novos estabelecimentos prisionais é um dado positivo, ainda que insuficiente. “No mais, a apelada traz estatística sobre o crescimento da população carcerária no Brasil e a dificuldade de se equacionar o elevado contingente de presos. Esse argumento não justifica, de forma alguma, a manutenção de seres humanos em condições subumanas e degradantes”.

    Segundo a turma julgadora, o Estado deve adiantar-se aos fatos para que o caos não se instale no sistema penitenciário brasileiro. “Se existe a estatística da população carcerária, o Estado sabe qual será ela nos próximos 10, 15 ou 20 anos, devendo adiantar-se a esse evento, e não aguardar a hipertrofia do sistema, banalizando as instituições democráticas”, completou Marrey Uint.

    Curtir

  30. olícia – boas e más notícias
    18 de abril de 2011 | 0h 00
    Leia a notícia
    Email ImprimirA+ A-

    Compartilhar
    14
    Carlos Alberto Di Franco – O Estado de S.Paulo
    O problema da segurança pública no Brasil é gravíssimo. E não será resolvido com ações isoladas, mesmo quando expressivas e importantes. É preciso lancetar o tumor, raspá-lo, limpá-lo. É necessário chegar às raízes da doença. Só assim os homens de bem que compõem as fileiras das polícias não serão confundidos com marginais e psicopatas. Só assim o poder do narcotráfico não será substituído pela prepotência criminosa das milícias. O assustador crescimento da criminalidade é a ponta do iceberg de uma distorção mais profunda: a corrupção generalizada, a frequente falta de critérios de seleção para o ingresso nos quadros, os baixos salários e a desmotivação dos bons policiais.

    Os policiais do Estado de São Paulo, por exemplo, têm ocupado as nossas manchetes. Com boas e más notícias. A melhor delas, de longe, é o duro combate à corrupção travado pelo secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, com respaldo do governador Geraldo Alckmin. Responsável por afastar 200 policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) e pela investigação sobre fraudes no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que envolveram 162 delegados, Ferreira Pinto sofreu uma incrível retaliação da banda podre da polícia.

    Imagens de um encontro do secretário com um repórter do jornal Folha de S.Paulo num shopping paulista foram parar em blogs de policiais. Segundo Marcelo Godoy, repórter do Estado, num desses sites, ligado a um delegado de polícia, o ex-delegado Paulo Sérgio Oppido Fleury – demitido por Ferreira Pinto em 2010 sob a acusação de desviar mercadorias – ameaçava divulgar o vídeo antes de ele se tornar público. O objetivo da espionagem era jogar o governador Geraldo Alckmin contra o secretário, acusando Ferreira Pinto de ser o responsável pela divulgação de informações contra o sociólogo Túlio Kahn, ex-coordenador de estatísticas da Secretaria da Segurança. Sites ligados a policiais civis afirmavam que Ferreira Pinto queria atingir seu colega de secretariado Saulo de Castro Abreu Filho, titular de Transportes, a quem Kahn seria ligado. Castro foi titular da Segurança entre 2002 e 2006. Em sua gestão, três dos suspeitos de envolvimento na espionagem contra o atual secretário faziam parte da cúpula da Polícia Civil.

    O secretário Ferreira Pinto não nega que se tenha encontrado com o jornalista da Folha. Mas disse ao repórter Marcelo Godoy que o objeto da conversa fora o recente caso de uma escrivã despida numa revista por policiais. O abuso provocou a queda da cúpula da Corregedoria da Polícia Civil.

    O escândalo de espionagem contra o secretário de Segurança Pública derrubou um dos mais importantes delegados da cúpula da Polícia Civil: Marco Antonio Desgualdo. Ex-delegado-geral, ele comandava desde 2009 o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. Foi flagrado entre os homens que foram ao shopping obter, por meio de suposta fraude, a fita do encontro que Ferreira Pinto teve com o jornalista. Além de Desgualdo, outros dois delegados de classe especial são suspeitos no episódio do shopping: o ex-diretor do Detran Ivaney Cayres de Souza e o ex-diretor do Denarc Everardo Tanganelli. Impressionante!

    A criminosa rede de intrigas, no entanto, foi desfeita, graças ao firme apoio que o secretário recebeu do governador. Alckmin é o grande avalista da operação de limpeza da Polícia Civil de São Paulo. E o Estado, felizmente, conta com um secretário de Segurança íntegro e obstinado no combate à corrupção. É, sem dúvida, uma boa notícia.

    Mas se o combate à corrupção é essencial, a motivação dos bons policiais não pode ser descurada. A polícia de São Paulo não está bem remunerada. É um fato. O rigor com gastos públicos, saudável e necessário, não pode deixar de lado algo fundamental: é preciso dar salário digno aos profissionais que desempenham tarefas delicadas e estratégicas. Uma simples batida de olhos na tabela de vencimentos da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp) causa incontornável constrangimento. No ranking dos salários das polícias brasileiras, São Paulo está atrás de Sergipe, Alagoas, Tocantins, Piauí, Maranhão…

    O salário de um delegado da polícia paulista com mais de dez anos de trabalho, duas promoções e dois quinquênios é de R$ 6,5 mil (valor bruto). Com os descontos cai para menos de R$ 5 mil. O salário de um investigador de polícia gira em torno de R$ 2,5 mil. Com os descontos registrados no holerite termina recebendo R$ 2 mil. Assim não dá.

    Acrescente-se a defasagem existente entre o salário dos policiais e o de outras carreiras. Um agente da Polícia Federal, em meados da carreira, cargo que equivale ao de um investigador de polícia, ganha bem mais que um delegado de polícia de São Paulo.

    O combate à banda podre da polícia merece o apoio de todos. Mas a valorização dos bons policiais, com salários justos, reconhecimento e adequada jornada de trabalho, é um imperativo. Impõe-se, por exemplo, uma correta distribuição de policiais na burocracia do dia a dia. Não está certo que alguns delegados façam até 18 plantões num só mês, enquanto outros fazem muito pouco. Não parece razoável que uma delegada cuidasse da biblioteca da Delegacia-Geral, enquanto em alguns distritos, e não são poucos, seus colegas estão submetidos a escalas desumanas de trabalho. Tais distorções, contudo, estão sendo superadas. É importante, pois conspiram contra a qualidade do trabalho policial.

    Reconheço o esforço do governo para combater o crime e controlar a violência. Mas é preciso mostrar também os desvios. Afinal, um governo que quer acertar só se pode beneficiar das críticas fundamentadas.

    DOUTOR EM COMUNICAÇÃO, É

    PROFESSOR DE ÉTICA E DIRETOR

    DO MASTER EM JORNALISMO

    E-MAIL: DIFRANCO@IICS.ORG.BR

    Curtir

  31. MEUS CAROS

    VCS JÁ PERCEBERAM QUE NÃO FALTA GENTE PRA DAR “PALPITE” NA VIDINHA DA POLÍCIA CIVIL ?

    POR QUE SERÁ QUE NINGUÉM SE METE COM O MINISTÉRIO PÚBLICO, DEFENSORIA, ETC??

    SAI DO NOSSO PÉ PALPITEIROS !!
    CUIDEM DA VIDA DE VOCÊS !!

    QUANDO É PARA TRATAR DE SALÁRIO, EQUIPES REDUZIDAS, FALTA DE ESTRUTURA, BONDES, NINGUÉM SE METE.

    ACHO QUE ESSE POVÃO TODO PRESTOU CONCURSO PRA CIVIL E COMO NÃO FOI APROVADO, FICOU FRUSTRADO E AGORA SO LHE RESTA FICAR SE METENDO NA NOSSA INSTITUIÇÃO.

    Curtir

  32. Tendo em vista, de grandes soluções emanadas pelo Cel. Res PM (Vicente) seria plausível de que o Governador, nomeasse ele no Cargo de Corregedor Geral de ambas Polícias, seria ótimo também para recordar dos bons serviços prestado por ele a coletividade, citasse onde prestou serviço policial, quais as unidades e ou orgãos da P.M., para ser analisados também se era igual a um outro Cel Res. PM, que conhece todos os Batalhões da P.M., apenas vendendo livros e com seguranças para carregar os pacotes. Muitos sabem de muitas coisas, assim faria muito bem a sociedade, recordar o passado, não para sofrer duas veses e sim saber por mais veses. aí sim, acabaria com a ¨teia¨ de aranha, que nos faz recordar o dito acima, pelo cel Vicente. Pedro Baiano73a. – Mongaguá – S.P.-

    Curtir

Deixar mensagem para TUCANO TEM PINTO SIM Cancelar resposta