Ouça o diálogo entre Tuma Junior e Li interceptado pela PF 4

Leia trechos das conversas interceptadas pela PF

Em um dos contatos, Tuma Júnior pede para se encontrar com chinês que seria chefe da máfia em São Paulo

05 de maio de 2010 | 0h 19

Veja a seguir trechos das conversas entre o secretário nacional de justiça, Romeu Tuma Júnior, e o chefe do contrabando chinês, conhecido como Paulo Li. Contatos foram interceptados pela Polícia Federal, que investigava a máfia chinesa em São Paulo.

Ouça o diálogo entre Tuma Junior e Li interceptado pela PF – Áudio 1; Áudio 2; Áudio 3

25 jul 2009

11h05min26s

Tuma Jr. diz a Paulo Li que precisa encontrá-lo. Li diz estar com muitos problemas e que também gostaria de falar com o secretário. No mesmo telefonema, Tuma Jr. pergunta a Li se chegou um aparelho de celular sobre o qual haviam conversado. O secretário pede que Li providencie um videogame importado.

Tuma Jr. – Vamos encontrar à noite pra gente conversar e ver como é que tá (sic) as coisas.

Paulo Li – P., precisa conversar, viu? Muito problema, precisa conversar.

Tuma Jr. – Quer ir sete e meia?

Li – Sete e meia, tá bom?

(…)

Tuma Jr. – Escuta, aquele telefone do Fran chegou, não?

Li – P. que pariu! Chegou uma que não é aquele lá! Chegou preto.

Tuma Jr. – Igual aquele?

Li – Igual aquele lá, mas preto.

Tuma Jr. – É 1.600 também?

Li – Eu trazer pra você ver.

Tuma Jr. – Traz pra mim (sic) ver.

Li – Chegou, mas ninguém tem no Brasil. Ninguém tem. Só esse aqui.

Tuma Jr. – Se for igual, eu troco e dou o meu pra ele. Fica frio.

Li – É, mas não fica bonito. É preto, né caralho!

Tuma Jr. – Deixa eu te falar: lá na Vinte e… lá na Paulista vende aquele jogo Wii?

(…)

Tuma Jr. – Dá pra saber quanto é que é? Eu preciso comprar pra Renata mas na Europa tava caro.

Li – Eu vou, vou dar uma passadinha lá pra ver, tá bom?

Tuma Jr. – Tá bom (…) Daí me fala, aí eu já levo o dinheiro pra você.

Li – Tá bom, Tá bom.

Tuma Jr. – Até já, tchau.

27 Jul 2009

20h16min09s

Por telefone, Tuma Jr. dá satisfação a Paulo Li sobre um dos processos de seu interesse. Trata-se de um pedido de legalização de permanência no Brasil, em trâmite no Ministério da Justiça. Li aproveita para cobrar de Tuma Jr. providências sobre o andamento de outro procedimento. O secretário afirma que transmitirá a demanda a um d re seus subordinados, o diretor do Departamento de Estrangeiros do MJ, Luciano Pestana.

Tuma Jr. – Deixa eu te falar: você tinha pedido um negócio pro Luciano de ‘Uang Hualin Chen Ian’.

Paulo Li – Caramba. O quê que é isso?

Tuma Jr. – Ah, não sei. Era uma permanência. Já tá publicado já, tá?

Li – Ah, é. Daquele negócio lá (…) Tá bom, tá bom, jóia. Que mais?

Tuma Jr. – Publicou dia 16 de julho.

(…)

Li – Como é que chama o cara?

Tuma Jr. – É. Uang Haulin…

(…)

Tuma Jr. – Como é que é o nome do Tomas?

Li – Tomas?

Tuma Jr. – É. É Fang ‘Tche’, é isso?

Li – Fang Ze? Fang Ze é o Tomas. Fang Ze. É.

Tuma Jr. – Como é que fala? Como é que escreve? Fang?

(…)

Li – É, verificar quando que ele chegou aqui no Brasil. Publicou no (ininteligível) permanente dele. Quinze anos contando aquele data.

Tuma Jr. – Quinze anos de permanência. Tá. Eu vou ver aqui.

(…)

Li – Ah, tá bom, tá bom. Você vai ver negócio pra mim, né? Tá bom, então.

Tuma Jr. – Tô vendo tudo já.

Li – Pelo amor de Deus! Porque…

Tuma Jr. – Eu vou passar pro Luciano. Ele vai ver… Vai esclarecer isso aqui.

Li – Esclarecer… E o, e o… Não, não é só esclarecer, né?

Um Comentário

  1. Desde que me conheço por gente, sempre ouvi falar das relações um tanto quanto suspeitas entre Tuma velho e os contrabandistas. Ao que parece o filho herdou isso do pai. E ainda teve gente acreditando que o velho, uma vez eleito senador, fosse lutar pela Polícia Civil.Mais uma prova do quanto a Ditabranda Militar fez de mal para a Polícia Civil,já que o Tumão é filhote dos gorilas de farda que mandavam e desmandavam neste país.

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  2. CARO GUERRA, OS DIÁLOGOS FORAM DETURPADOS!!!
    TIVE ACESSO À FITA ORIGINAL, E FAÇO QUESTÃO DE TRANSCREVER O QUE O LI DISSE. VEJA A DIFERENÇA….

    Paulo Li – P., plecisa convesa, viu? Muito ploblema, plecisa convelsa.
    Li – Sete e meia, tá bom?
    Li – P. que paliu! Chegou uma que não é aquele lá! Chegou pleto.
    Li – Igual aquele lá, mas pleto.
    Li – Eu tlazer pla você ve.
    Li – Chegou, mas ninguém tem no Blasil. Ninguém tem. Só esse aqui.
    Li – É, mas não fica bonito. É pleto, né calalho!
    Li – Eu vou, vou dar uma passadinha lá pla ve, tá bom?
    Li – Tá bom, Tá bom.
    Paulo Li – Calamba. O quê que é isso?
    Li – Ah, é. Daquele negócio lá (…) Tá bom, tá bom, jóia. Que mais?
    Li – Como é que chama o cala?
    Li – Tomas?
    Li – Fang Ze? Fang Ze é o Tomas. Fang Ze. É.
    Li – É, velifica quando que ele chegou aqui no Blasil. Publicou no (ininteligível) pelmanente dele. Quinze anos contando aquele data.
    Li – Ah, tá bom, tá bom. Você vai vel negócio pla mim, né? Tá bom, então.
    Li – Pelo amo de Deus! Poque…
    Li – Esclalece… E o, e o… Não, não é só esclalece, né?

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  3. nada a ve “veio”
    o tuma fala dialeto chines…
    isso e um dialogo sobre como fazer um “iakisoba” original… os mano complika tudo, ta loko veio.

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