Das 97.549 armas de fogo que foram registradas em nome de empresas de segurança e de transportes de valores em São Paulo desde 2004, 21.240 (22%) foram furtadas ou roubadas…OU SEJA: EMPRESA DE SEGURANÇA NÃO PRESTA PARA NADA 5

Em 6 anos, 21.240 armas de guardas privados foram para mãos de bandidos

29 de abril de 2010

Bruno Paes Manso – O Estado de S.Paulo

Das 97.549 armas de fogo que foram registradas em nome de empresas de segurança e de transportes de valores em São Paulo desde 2004, 21.240 (22%) foram furtadas ou roubadas. Ou seja, uma em cada cinco armas do arsenal das empresas de segurança foi parar nas mãos de bandidos.

 

Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Sou da Paz, como parte da pesquisa Implementação do Estatuto do Desarmamento: do Papel para a Prática. As informações têm por base o Sistema de Segurança e Vigilância Privada (Sisvip) da Polícia Federal e a pesquisa traz um balanço de seis anos do Estatuto do Desarmamento.

“O dado permite diferentes leituras. Uma delas é a de que o porte de armas não parece inibir a abordagem dos ladrões. Outra sugere que os seguranças podem estar sendo procurados porque diminuiu a quantidade de armas nas mãos dos civis”, afirma o diretor do Sou da Paz, Denis Mizne. “Mas esses números também revelam que existem problemas no setor que devem ser investigados pela PF.” Segundo os pesquisadores, há brechas na fiscalização por parte da PF.

Números da CPI do Tráfico de Armas já apontavam para a gravidade do problema. Conforme dados da Polícia Civil do Rio, das 10 mil armas apreendidas com criminosos entre 1998 e 2003 no Estado, 17% pertenciam a empresas de segurança privada.

Clandestinidade. Existem hoje no Brasil 1,1 milhão de vigilantes – e 350 mil trabalham em empresas de segurança. Só em São Paulo, de acordo com o sindicato patronal (Sesvesp), há 128 mil vigilantes. “Podemos dizer ainda que, para cada funcionário de empresa regularizada, existem dois em empresas irregulares”, afirma o empresário Vitor Saeta, diretor do Sesvesp. “As empresas que atuam com segurança externa costumam ser as mais visadas. Em cada ação dos ladrões, podem ser roubadas até cinco armas de uma vez”, diz.

Em julho, uma viatura de escolta armada da empresa Pentágono, que Saeta dirige, foi abordada por um desses grupos. A quadrilha estava em dois carros e usava armas longas e fuzis. Os vigilantes acompanhavam um caminhão que transportava um insumo industrial na Grande São Paulo. A carga foi desviada e a viatura, com os vigilantes, abandonada em Pirituba, na zona norte de São Paulo. “As armas mais usadas pelos vigilantes são os revólveres calibre 38. Quando roubadas, são usadas em crimes comuns. Escoltas externas são as que usam armas longas, que interessam ao crime organizado.”

Um Comentário

  1. 11/07/2007 – 10h07
    Chefe do Deic deixa empresa de segurança

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    da Folha Online
    O delegado Youssef Abou Chahin, diretor do Deic (Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado), deixou de ser sócio do Grupo Oregon, empresa que oferece serviços de segurança privada, informa reportagem (íntegra só para assinantes) publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

    De acordo com a reportagem, no último dia 3, Chahin “vendeu a sua cota de 25% da empresa, da qual era sócio desde 1993”.

    “A negociação ocorreu seis dias após a Folha revelar que Youssef, um dos principais chefes da Polícia Civil de São Paulo, era sócio da empresa que negocia, entre outros ‘produtos’: cuidar de casos de seqüestros; serviços de ‘investigação empresarial’, onde realiza ‘contra-espionagem industrial’ e ‘detectar possíveis violações na privacidade das comunicações’, ou seja, ‘a varredura em linha telefônica”.

    Como chefe do Deic, cargo para o qual foi nomeado pelo governo de José Serra (PSDB) em janeiro deste ano, Youssef tem como uma de suas principais atribuições liderar delegados e investigadores da DAS (Divisão Anti-Seqüestro). No início desta semana, o delegado entrou em férias do Deic.

    “Com a saída de Youssef da Oregon, o seu irmão, Wladimir Abou Chahin, também delegado, um tio deles, Edgar Salim, e Elie Georges El Barrak ficaram com 100% das cotas”, afirma o texto. “Salim disse que a alteração contratual foi registrada na Junta Comercial no último dia 3 e que não pode revelar o valor da transação, que será paga em até três anos.”

    ta la em carapicuiba com sua tropa movendo mundo e fundos …

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