Outro requisito bastante relevante para o novo DG é o perfil de cada um de seus subordinados. “O perfil jamais pode ser esquecido, e dentro daqueles que tem o perfil adequado serão escolhidos os de confiança”.
Assim, procedeu nas trocas ocorridas na Corregedoria: “Foi também pelo perfil e conduta ilibada, conhecimento de direito administrativo disciplinar, vontade de trabalhar na Corregedoria, experiência profissional e de confiança da Diretoria, que escolhi seus novos membros, pois sei da importância desse órgão para resgatar a imagem da categoria”.
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Com todo o respeito devido a Vossa Excelência – como sou um homem de confiança – devo-lhe dizer que expressões vagas como “escolha”, “perfil”, “confiança da diretoria”, podem ferir o princípio da IMPESSOALIDADE.
E assim todas as suas palavras seriam resumidas ao seguinte: “À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA”.
Ora, um agente público DE CARREIRA deve confiança À SOCIEDADE…
NÂO À DIRETORIA QUE O ESCOLHEU.
Quem ocupa cargo “POR SER DA CONFIANÇA ALHEIA” , nem sequer pode dormir confiante que pela manhã não receberá um ofício de confiança para outra repartição.
Escolha profissionais AUTOCONFIANTES E LEAIS ÀS INSTITUIÇÕES, qualidades de quem é leal por formação e exercício diário, ou seja, transparentes, francos, sinceros, honestos e compromissados com o semelhante.
Coisa rara, pois o trabalho policial leva muitos à dissimulação; quer por oportunismo, quer por autopreservação.
Lembrando aos especialistas no direito disciplinar policial que ser leal às instituições significa apenas: EXERCER COM MORALIDADE AS LEIS FUNDAMENTAIS DA SOCIEDADE BRASILEIRA.
Quem é FIEL DO CHEFE, DO REGIME, DO GOVERNO – de regra – acaba sendo desleal COM O POVO.
Assinalando que GRANDE PARCELA das normas policiais não merece LEALDADE, pelo fato de não ser obedecida por quem as edita, inclusive.
E certos chefes tendem a legislar em causa própria, baixando centenas de portarias regrando o trabalho e conduta alheios.
Menos pelo espírito público, mais para eximirem-se de responsabilidades.
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