O DOUTOR DOMINGOS PAULO NETO E “OS DE CONFIANÇA” 1

Outro requisito bastante relevante para o novo DG é o perfil de cada um de seus subordinados. “O perfil jamais pode ser esquecido, e dentro daqueles que tem o perfil adequado serão escolhidos os de confiança”.
 
Assim, procedeu nas trocas ocorridas na Corregedoria: “Foi também pelo perfil e conduta ilibada, conhecimento de direito administrativo disciplinar, vontade de trabalhar na Corregedoria, experiência profissional e de confiança da Diretoria, que escolhi seus novos membros, pois sei da importância desse órgão para resgatar a imagem da categoria”.

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Com todo o respeito devido a Vossa Excelência  –  como sou um homem de confiança  –  devo-lhe dizer que  expressões vagas como  “escolha”, “perfil”, “confiança da diretoria”,  podem ferir o princípio da IMPESSOALIDADE.

E assim todas as suas palavras seriam resumidas ao seguinte: “À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA”.

Ora, um agente público DE CARREIRA deve confiança À SOCIEDADE…

NÂO À DIRETORIA QUE O ESCOLHEU.

Quem ocupa cargo “POR SER DA  CONFIANÇA ALHEIA” , nem sequer pode dormir confiante que  pela manhã não receberá um ofício de confiança para outra repartição.

Escolha profissionais AUTOCONFIANTES  E LEAIS ÀS INSTITUIÇÕES, qualidades de quem é leal por formação e exercício diário, ou seja, transparentes, francos, sinceros, honestos e compromissados com o semelhante. 

Coisa rara, pois o trabalho policial leva muitos à dissimulação; quer por oportunismo, quer por autopreservação.

Lembrando aos especialistas no direito disciplinar policial que  ser leal às instituições significa apenas: EXERCER COM MORALIDADE  AS LEIS FUNDAMENTAIS DA SOCIEDADE BRASILEIRA.

Quem é FIEL DO CHEFE, DO REGIME, DO  GOVERNO – de regra – acaba sendo desleal COM O POVO.

Assinalando  que GRANDE  PARCELA das normas policiais não merece LEALDADE,  pelo fato de não ser obedecida por quem as edita, inclusive.

E  certos chefes tendem  a legislar em causa própria, baixando centenas de portarias regrando o trabalho e conduta alheios.

 

Menos pelo espírito público, mais para eximirem-se de responsabilidades.

 

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