Mais uma contradição escancarada …A nomeação da Coronela com a sua Cabine Lilás é só mais uma farsa eleitoral Resposta

Em 18 de fevereiro de 2026, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto assassinou a própria esposa, a soldado Gisele Alves Santana , de 32 anos, com um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal no Brás, Centro de São Paulo.

Para piorar: ele manipulou a cena do crime, posicionando a arma na mão da vítima para simular suicídio .

Criminoso covarde!

Laudos periciais e o inquérito da Polícia Civil desmontaram a farsa.

Enquanto a Justiça Militar – distorcendo a lei – brigava pelo monopólio de julgar o homicida como autor de crime militar.

O MP denunciou por feminicídio e fraude processual , descrevendo o relacionamento como “tóxico, autoritário e possessivo” , com o oficial defendendo que uma mulher deveria ser submissa.

O corporativismo mafioso é a cereja do bolo: a PM – a toque de caixa – o aposentou com salário integral ; mesmo estando o criminoso preso preventivamente.

Ah, para preservar a sua subsistência e de familiares !

Que se fodam por culpa exclusiva dele!

Por sua vez, em 3 de abril de 2026, a soldada Yasmin Cursino Ferreira , de 21 anos, matou Thawanna da Silva Salmázio , de 31 anos, durante abordagem em Cidade Tiradentes, zona leste de SP.

A justificativa mentirosa : um tapa no rosto.

A câmera corporal capturou outro PM questionando Yasmin imediatamente após o disparo: “Você atirou? Você atirou nela? Por quê, caralho ?” .

Mas , posteriormente , mentiu para proteger a colega!

Thawanna agonizou por cerca de 40 minutos antes de receber socorro.

Absurdamente , essa mesma PM-SP, que produz abuso mortal , sexual e feminicídio dentro de seus próprios quadros e durante abordagens rotineiras – aqui em sentido amplo –  se apresenta ao público como protetora das mulheres vítimas de violência doméstica.

Ora, essa Cabine Lilás é cosmética; é  só mais  uma criatividade de marketing eleitoral.

O professor Alcadipani da FGV reconheceu que a  nova comandante enfrentará resistências internas e terá que mudar a cultura da corporação.

Mas a cultura não se muda  nomeando – providencialmente – uma mulher para o cargo mais elevado do órgão ou  com a linha telefônica lilás .

Muda-se com reforma total e eficaz dos métodos  rigorosos de seleção e de formação ; sem privilégios de casta.

Enquanto isso não acontecer,  a nova comandante geral não passará  de uma figura exótica e passageira com direitos a aposentadoria – daqui a poucos meses – privilegiada !

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/04/29/posse-da-nova-comandante-da-pm-de-sao-paulo.ghtm