Sindpesp prevê ‘apagão’ na Polícia Civil com nova previdência estadual 19

Sindpesp prevê ‘apagão’ na Polícia Civil com nova previdência estadual

Presidente do sindicato dos delegados, Raquel Kobashi Gallinati, entende que a proposta do governo de SP poderá tirar um terço do efetivo da instituição

Sindicado dos delegados teme "apagão" na polícia com a nova previdência paulista

Sindicado dos delegados teme “apagão” na polícia com a nova previdência paulista

Divulgação/Polícia Civil

O Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) divulgou um estudo, nesta quinta-feira (5), no qual alerta para a possibilidade de redução de até um terço do efetivo da instituição como consequência do projeto de previdência social anunciado pelo governador João Doria (PSDB).

Leia também: Entenda ponto a ponto da reforma da Previdência de São Paulo

O levantamento, elaborado pela categoria com dados retirados do Diário Oficial paulista, apontou que 32% dos 28 mil policiais civis paulistas já reúnem condições para requerer a aposentadoria. Entre os delegados, a porcentagem é ainda maior (43% entre 2.564 profissionais). Entre os investigadores (8.590), cerca de 30,5% têm direito a iniciar o processo.

A presidente do Sindpesp, Raquel Kobashi Gallinati, considera irresponsável o projeto governista e entende que, após a entrada em vigor, poderá provocar um apagão na Polícia Civil paulista, pois as contratações de novos profissionais não deverá suprir a quantidade de perdas no setor.

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“O ritmo das autorizações de concursos públicos do governo estadual não tem suprido, ao longo dos últimos anos, o déficit de funcionários da Polícia Civil, de modo que a defasagem de policiais somente aumentará a partir das novas regras”, avaliou a delegada.

Defasômetro mostra tabela com policiais em condições de solicitar a aposentadoria

Defasômetro mostra tabela com policiais em condições de solicitar a aposentadoria

Reprodução/Sindpesp

Direitos não adquiridos

A delegada Raquel Kobashi Gallinati explica que uma das principais reclamações da categoria em relação à reforma é a retirada de direitos adquiridos, como o abono permanência.

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“Fica na mão do governo a decisão se vão ou não receber o abono, além da aposentadoria por integralidade e a paridade. Assim, o governo decidirá, de acordo com sua conveniência, uma vez que o direito adquirido não está resguardado na PEC [Proposta de Emenda Constitucional] enviada pelo governo federal ao Congresso.

Atualmente, as funcionárias públicas do estado se aposentam aos 55 anos de idade e 30 anos de contribuição, enquanto os homens trabalham até os 60 anos e contribuem por 35 anos. Com a Reforma, as idades subiriam para 62 e 65 anos, respectivamente, e o tempo de contribuição seria de 25 anos para ambos. O tempo de contribuição diminuiria, mas o valor da contribuição aumentaria de 11 para 14% dos salários, calcula o Sindpesp.

“Nós entendemos que seja necessária uma reforma, mas entendemos também que não [seja realizada] com sacrifício demasiado, além da Constituição, ferindo todos os direitos dos servidores. E sem a discussão. Fere a democracia. E o estado democrático de direito”, complementou a delegada.

Déficit

A delegada Raquel Kobashi Gallinati também ressaltou que a Polícia Civil já sofre com um déficit de aproximadamente de 13 mil servidores e, após a aprovação da nova previdência estadual, tal rombo poderá chegar a 22 mil funcionários. “O governador João Doria não analisou as consequências de sua nova previdência social para a segurança pública”, finalizou.

Outro lado

A reportagem do R7 enviou um e-mail para a assessoria de imprensa da SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) para obter uma posição do órgão sobre as críticas do Sindpesp em relação à proposta da previdência social do Estado, mas não houve resposta até a publicação desta matéria

Deputados aprovam ampliação do bônus para policiais do estado de SP 8

Servidores da Administração Penitenciária ficaram fora do projeto, que faz parte do pacotão da segurança pública

São Paulo

Os deputados estaduais de São Paulo aprovaram nesta terça-feira (3), por 79 votos a favor, o projeto de lei 78/2019, que amplia o bônus para a segurança pública.

A proposta, que integra o pacotão da segurança do estado, estende a bonificação —hoje paga para servidores que atuam como agentes operacionais— a bombeiros e funcionários das áreas administrativas das polícias e delegacias especializadas.

Com a aprovação, o estado também muda a frequência de pagamento do bônus, que deixará de ser trimestral e passará a ser devida a cada dois meses.

O projeto, que teve as cinco emendas rejeitadas, deixou de fora os servidores da Administração Penitenciária.

Uma das emendas, de autoria do deputado Carlos Giannazi (PSOL), propunha incluir esta parcela de funcionários na ampliação do bônus, além de agentes de atendimento socioeducativo da Fundação Casa.

Em outro texto, também derrubado, o deputado Tenente Nascimento (PSL) pleiteava que servidores e policiais transferidos para a inatividade (desde que cumpridos os “respectivos tempos mínimos de participação no período em que se encontravam no serviço ativo”), teriam direito ao recebimento do bônus pelos seis meses seguintes à passagem para a inatividade.

Categorias se mobilizam

Ao longo desta terça-feira (3), o clima na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) foi agitado.

A galeria do plenário foi ocupada por representantes de diversas categorias, entre elas policiais e professores, que se manifestaram contra a tramitação da reforma da Previdência estadual. No caso dos professores, a oposição também foi em relação ao novo plano de carreira do magistério.

Servidores estaduais de São Paulo lotam plenário da Assembleia Legislativa; as categorias se manifestaram na Alesp para definir a mobilização dos trabalhadores contra a aprovação dos projetos decorrentes da reforma da previdência nacional – Rogério Cavalheiro/Apeoesp

Na sessão extraordinária, que teve início às 19h (e na qual foi votada a bonificação da segurança pública), os trabalhos tiveram de ser suspensos por alguns minutos devido às manifestações do público presente.

O secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles, afirma esperar que a reforma que vai alterar as aposentadorias e pensões pagas a servidores do estado seja aprovada ainda neste ano.

Pacote de segurança

Anunciado no final de outubro pelo governador João Doria (PSDB), o pacote da segurança pública começou a ser votado na semana passada na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), com a aprovação do aumento de 5% nos salários de policiais militares, civis e agentes de segurança.

Moradores de Paraisópolis acusam a PM pelo assassinato dos 9 jovens 68

‘O pessoal não foi vítima de pisoteamento, mas da própria polícia’, diz comerciante de Paraisópolis

03/12/19 por Maria Teresa Cruz e Paloma Vasconcelos

Ponte visitou a favela na segunda-feira (2/12) para entender a dinâmica das vielas onde 9 jovens morreram; imagens mostram PMs lançando bombas

A avenida Hebe Camargo é um dos principais pontos de entrada na favela localizada na zona sul de SP | Foto: Paloma Vasconcelos/Ponte Jornalismo

O dia nesta segunda-feira (2/12) na favela de Paraisópolis, na zona sul da cidade de São Paulo, parecia normal como qualquer outro começo de semana. As ruas estavam cheias, os comércios funcionando, mas as pessoas estavam monotemáticas. O assunto mais falado da favela era o massacre que tirou a vida de 9 jovens na madrugada do último domingo (1/12).

“A versão policial é mentirosa”. Um comerciante ouvido pela Ponte afirma que nenhum motoboy usou o baile como escudo. O comerciante, que alega ser de família religiosa e não gostar de funk, detalha que sempre que há baile na favela a Polícia Militar não entra no local, mas ficam nas entradas de Paraisópolis fazendo blitz durante o dia.

“Eles estavam fazendo blitz por volta das sete horas da noite. Tinham duas viaturas e mais três motos. De madrugada, eles começaram a invadir o baile, dispersar a multidão, aí vão embora. Aí a multidão volta e fica nessa disputa. É sempre assim”, explica o comerciante, que preferiu para não ser identificado por temer represálias contra sua família.

Um pouco antes das 4h da manhã do domingo, segundo o comerciante, os PMs “invadiram o baile de uma vez só”. “Não foi bala de borracha, foi bala de fogo. Eles invadiram com pau, isso vem acontecendo faz tempo. Eles encurralaram esse pessoal e jogaram bombas”, relata.

Imagens obtidas pela Ponte, perto de um dos pontos de concentração do baile, na Rua Ernest Renan, mostram policiais chegando em alta velocidade com a viatura, lançando bombas contra pessoas que já estavam correndo e outras pessoas tentando se abrigar.

O comerciante deixou pelo menos 100 pessoas se esconderem no seu estabelecimento, que durante o dia é um restaurante e na madrugada funciona como um bar. Ele conta que levou as pessoas para a laje enquanto, na viela, outros participantes do baile eram encurralados.

Por isso, afirma o dono do bar, as pessoas não foram vítimas de pisoteamento e sim da própria polícia. “A primeira reação de frequentadores é correr porque sabe que vai apanhar. É só usar o raciocínio, a coerência”.

No meio da favela de Paraisópolis, onde os moradores chamam de centro, há pelo menos 10 anos rola o famoso Baile da Dz7. O baile é organizado coletivamente pelos moradores e acontece de quinta a sábado.

Às vezes um DJ é convidado para tocar no local, mas normalmente a música vem das caixas de sons espalhadas nas quatro saídas do local de concentração da festa. É a festa mais famosa de Paraisópolis, que reúne milhares de pessoas vindas de várias regiões de São Paulo. Das vítimas do massacre, por exemplo, nenhum era morador da comunidade.

Na visão de quem mora na favela, foi justamente isso – o fato de não serem do local – que pode ter atrapalhado as 9 vítimas, que tinham entre 14 e 23 anos, na tentativa de fugir e se proteger. Na hora do desespero, por conta das bombas de gás, balas de borracha e spray de pimenta usados pela PM na multidão, muitos jovens não sabiam para onde correr. A região onde o baile acontece tem pelo menos 4 ruas de ligação com o restante da favela e muitas vielas ao longo do caminho.

Algumas vielas são longas, mas bem estreitas, cercadas de paredes altas. Muitas dessas paredes são residências. De noite não são muito iluminadas, pois só contam com as luzes das residências no entorno. Algumas vielas não cabem nem duas pessoas andando lado a lado. Outras já tem um pouco mais de espaço. A viela escolhida por parte dos jovens que morreram na madrugada do domingo era estreita, escura e baixa, pois para entrar nela era preciso descer uma escada.

As vielas de Paraisópolis são feitas de cimento e funcionam como caminhos abertos entre as casas para facilitar o acesso de quem mora ali. A população estimada da comunidade é de 100 mil pessoas. Foi em um desses corredores minúsculos que parte da multidão tentou fugir da PM na madrugada do dia 1º de dezembro. Por falta de espaço, iluminação e com os bloqueios em todas as saídas, a ação da PM terminou com nove jovens encurralados e mortos, de acordo com moradores. Todas as saídas foram bloqueadas por viaturas da PM.

Segundo moradores, o policiamento na favela aumentou muito desde que o sargento da PM Ronald Ruas Silva foi morto em 1º de novembro de 2019. De lá para cá, não houve um dia que a PM não esteve na favela. Os últimos trinta dias foram marcados por ameaças diárias, conforme mostrou reportagem da Ponte.

O sargento foi morto próximo do cruzamento da avenida Hebe Camargo com a rua Rudolf Lutze, mesmo local que, segundo a versão policial, uma moto começou a ser perseguida pelas viaturas. Essa perseguição, ainda de acordo com a PM, teria motivado o tumulto no baile. A Rudolf Lutze é uma das ruas em que o Baile da Dz7 acontece.

Esquina da avenida Hebe Camargo com a rua Rudolf Lutze | Foto: Paloma Vasconcelos/Ponte Jornalismo

Uma moradora relatou à Ponte que costuma frequentar o baile, mas que desde a morte do sargento Ruas a repressão aumentou. “Depois da morte do sargento já não tava tendo tanto baile assim, mas tava rolando de certa maneira. O baile ajuda a economia local, a noite em Paraisópolis é uma potência econômica e cultural, e já tava sofrendo com várias ações da PM, que vinha fechando os comércios”, explica.

A jovem conta como a favela enxerga as ações da PM. “A gente critica a forma violenta que é dada nessa gestão Doria na periferia, porque atinge o dia a dia do morador, atinge as questões econômicas do bairro, atinge a juventude, porque as pessoas não têm lazer, não tem lugar para ir, aí decide fazer um rolê barato, que é o baile, que é um ponto onde as pessoas consomem funk e se divertem, é um lugar de lazer”, crava. “Temos um Estado conservador que criminaliza o baile, que é uma cultura negra, periférica e marginal. O baile gira muito a renda, porque com o desemprego a galera virou autônoma e a noite a galera consome, eles vivem disso”, finaliza.

Uma funcionária de uma lanchonete no topo de uma das ruas onde o baile acontece, que trabalha há 2 meses no local, reforça que depois da morte do sargento as ações policiais se tornaram frequentes. “Antes quando a polícia vinha pra cá era diferente, era mais difícil, mas depois que morreu o policial eles vêm direto, passam a semana todinha vindo aqui, com cavalaria, andando. A gente fica com medo de ficar aberto”, desabafa.

Ela conta como o baile ajuda na economia local e o quanto as ações prejudicam o comércio. “De dia de sábado vem muito mais gente pra cá. A gente fica a noite toda trabalhando de sábado, até 5h da manhã. No sábado retrasado a gente tava aberto, mas os policiais entraram, colocaram todo mundo para fora e mandaram a gente fechar”, relata.

“Nesse sábado eles pararam aqui e ficaram só olhando. Eu tava aqui na hora, só via o pessoal correndo, as bombas estourando e o pessoal correndo. Quando foi umas 3h da manhã parou um rapaz aqui todo ensanguentado e falou mais ou menos o que aconteceu. Mas eu só fui saber o que aconteceu depois”, explica a funcionária.

A funcionária também denuncia que policiais entraram no local no fim de semana e falaram que não queriam ver as imagens da câmera de segurança vazadas. “Aqui de cima não deu pra entender a dimensão. O rapaz que veio machucado disse que tinha sido pisoteado. É um absurdo, os policiais já chegam como loucos. Eles entram metendo o louco. Entraram aqui, olharam para as câmeras e falaram que não era pra gente vazar nenhuma imagem”.

Duas manifestações já foram marcadas contra o massacre de Paraisópolis. Dia 10 de dezembro haverá um ato no Masp, na avenida Paulista, em homenagem as vítimas. No dia 14, uma marcha em Paraisópolis pede o fim do genocídio da população negra e periférica.

Paraisópolis: ‘O pessoal não foi vítima de pisoteamento, mas da própria polícia’

A Força Pública se constrói com confiança e eficiência democrática; não com demagogia e truculência 4

O canto da sereia que pode levar a PM ao descrédito

A Prefeitura de São Paulo registrou, no primeiro semestre de 2019, 9.457 reclamações de barulho na cidade, incluindo os pancadões. Isso é equivalente a 52 ocorrências por dia. No distrito de Vila Andrade, onde fica localizada a favela de Paraisópolis, foram registradas apenas 60 reclamações neste mesmo período, o que é pouco frente ao total da cidade e é emblemático da desconfiança e do temor dos seus moradores em relação ao Poder Público.

E não à toa, a ação policial injustificável da madrugada deste domingo (1), que inacreditavelmente bloqueou saídas e encurralou participantes do baile funk, é uma daquelas ações que nos fazem entender as razões para o descrédito da população com as instituições públicas. Em nenhuma hipótese, uma ação policial que, para prender dois fugitivos, dispersa com brutalidade e violência uma festa com 5 mil participantes pode ser vista como técnica ou moralmente correta.

A Polícia Militar de São Paulo precisa apurar com máxima celeridade, transparência e rigor a sequência dos acontecimentos e a cadeia de comando de uma operação que, até aqui, fugiu de todos os padrões de excelência que marcam a corporação. Não é possível transigir com o descontrole da tropa empregada na operação.

Enganam-se as pessoas que imaginam que a ação visou a manutenção da ordem e louvam a morte de 9 pessoas nas redes sociais e nos comentários dos portais de notícias. A ação contrariou recomendações contidas em vários Manuais de Controle de Distúrbio Civil para que, na dispersão, é necessário controlar o fluxo da multidão e sempre deixar rotas de fuga desobstruídas, para que pisoteamentos e outras tragédias sejam evitadas  (a versão vigente de SP é classificada como sigilosa pela PMESP, mas a de 1997, disponível na web, também corrobora tais recomendações).

E, mais, no Controle de Distúrbios Civis (CDC), tropas de choque sejam acionadas e que o policiamento territorial não fique no primeiro plano da operação. Os vídeos que estão circulando mostram policiais armados, sem escudos e no meio da multidão. A chance de confrontos violentos é sempre maior, como acabou ocorrendo. Diante de uma perseguição que acabou enveredando para uma ação de CDC com 5 mil pessoas, em termos de ordem pública, a medida mais adequada teria sido ter desmobilizado a equipe envolvida e acionado retaguarda aérea e pedido de apoio da tropa de choque.

A investigação que foi anunciada pelo Governador João Doria deve buscar saber o que de fato ocorreu e quem autorizou esta ação. Nada justifica o que ocorreu e não é saudável para a corporação tentar minimizar os acontecimentos ou punir apenas os policiais que estavam na ponta.

A Prefeitura de São Paulo, na contramão da transparência, não permite mais buscas no campo de observações das reclamações do SP156, mas, usando dados de 2015 e 2016, o mapa abaixo mostra que pancadões fazem parte da vida na cidade e que, se plotarmos as unidades da PMESP, teremos que tais festas acontecem próximas aos Batalhões e Companhias da PM.

Ou seja, a polícia historicamente sabe e monitora quando estas festas acontecem e tem todas as condições de planejar operações e protocolos de contingência que evitassem uma ação como a desta madrugada, em Paraisópolis. Se não o fez, errou feio. E errou ainda mais sabendo que uma ação como esta jamais ocorreria na dispersão de uma festa em um bairro “nobre” da cidade e/ou em um clube de elite (lembremos a dispersão do Carnaval na Vila Madalena que, mesmo com episódios de confrontos, todos os protocolos são seguidos).

A experiência acumulada com o controle das manifestações desde 2013 é exemplo de que é possível fazer diferente.

É verdade que polícia sozinha não resolve o problema dos pancadões, mas não podemos aceitar, como nos alertou Thiago Amparo na Folha de S. Paulo, a naturalização da truculência. Paraisópolis convive com os pancadões sem nenhuma resposta mais efetiva do Poder Público para a oferta de espaços de convivência pacífica.

Na toada de populismos autoritários, a ação destrambelhada em Paraisópolis acontece dias depois do Governador João Doria publicar a sua Política Estadual de Segurança Pública sem qualquer meta de controle de uso da violência por parte das polícias. Por tudo isso, a PMESP deve evitar o canto da sereia do tempo social e não pode se sentir autorizada a abandonar o investimento de décadas no profissionalismo e na supervisão da atividade policial.

A Força Pública se constrói com confiança e eficiência democrática; não com demagogia e truculência.

O canto da sereia que pode levar a PM ao descrédito

Febeapá Bolsonarista – O lambedor do Trump coloca pessoas incompetentes em diversos cargos mais preocupadas em bajular o aspirante a ditador de plantão do que buscar o bem coletivo…Os bolsonaristas vigaristas praticam aquilo que o jornalista Sérgio Porto chamou de “festival de besteira” …O mamute virou merda! 12

A “máquina de guerra” da cultura bolsonarista, se é que isto é possível

POR FERNANDO BRITO · 02/12/2019

O homem da Funarte que acha que rock é de Satanás não foi o último.

Ainda tinha o olavista escalado para a Biblioteca Nacional, um certo Rafael Nogueira, que acha que Caetano Veloso é um promotor do analfabetismo e – apesar dos conceitos do colega que acha o rock satânico – é adorado do Shaman e de suas letras, escritas em inglês, of course.

O time que o governo Bolsonaro formou na cultura é destes que lembram o alemão Hans Johst, autor do famoso “Quando ouço [a palavra] “Cultura’ destravo minha [pistola] Browning!”, trecho de um diálogo na peça Schlageter, homenagem a um protonazista alemão.

No nosso caso, porém, para um suicídio da inteligência.

O gajo que vai cuidar do maior acervo literário do país diz na Folha que espera que o legado de Olavo de Carvalho preencha o vazio deixado por Machado de Assis!

Junta-se a um time de desesperança: o secretário negro que acha que ser escravo foi um progresso, a reverenda Jane que cuida da diversidade cultural, o pastor Tutuca para a secretaria de Audiovisual e mais um leque de nulidades para ocupar a “máquina de guerra cultural” do fanático Roberto Alvim.

Nunca antes na história deste país a área cultural esteve entregue a gente tão obtusa, tão desqualificada, tão fanática e obscurantista.

http://www.tijolaco.net/blog/a-maquina-de-guerra-da-cultura-bolsonarista-se-e-que-isto-e-possivel/

Análise: PM agiu “fora das normas” em ação em Paraisópolis 7

Análise: PM agiu “fora das normas” em ação em Paraisópolis

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL, em São Paulo

02/12/2019 16h18

Resumo da notícia

  • A PM foi imprudente ao não pedir reforços na ação que deixou 9 em um baile funk
  • Em razão da aglomeração do baile, os agentes deveriam abortar a operação
  • A responsabilidade é da política de segurança pública no Brasil

Os agentes da Polícia Militar agiram “fora das normas” na ação de ontem que deixou nove mortos e 12 feridos em um baile funk na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo. A análise é de um coronel da reserva e de um delegado, para quem a ação policial é reflexo da política de segurança. Já um ex-secretário Nacional de Segurança defendeu a polícia, por não ter dado nenhum tiro.

De acordo com a PM, a confusão aconteceu porque uma viatura da polícia perseguiu duas pessoas que teriam entrado no baile em uma moto “efetuando disparos, ocasionando um tumulto entre os frequentadores do evento”.

“A polícia, enquanto instituição, têm normas padronizadas e alguns princípios de atuação que não foram respeitados”, afirmou ao UOL o tenente-coronel Diógenes Lucca, fundador e ex-comandante do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais).

De acordo com Lucca, “a primeira regra” que se aprende em uma academia de polícia é a “superioridade de homens e de armas”. “Se tem dois, três criminosos, o policial tem de esperar reforço para poder atuar.”

Outra preocupação é o método de atuação. “Sabendo o que poderia acontecer em um baile com 5.000 pessoas, o policial deveria abortar a missão. É um gatilho para uma tragédia.”

Era uma situação evitável, fora das normas das instituições
Diógenes Lucca, ex-comandante do Gate

Segundo o especialista, há histórico suficiente de confronto com a polícia em regiões da periferia onde acontecem os bailes. “Não se faz uma ação de choque sem rota de fuga, e em vielas e favelas isso é muito difícil. É uma tristeza o que aconteceu. Muitas questões precisam ser investigadas.”

Para Lucca, as mortes não podem ser atribuídas aos policiais, já que as vítimas foram pisoteadas pelas pessoas da comunidade. “Mas tem de encontrar um nexo causal entre a ação da polícia e o desfecho. A investigação tem de ser muito séria sob a pena de a instituição sofrer desgaste demais.”

“Resultado ruim”

Para o delegado Orlando Zaccone, “o resultado de uma operação é o que define se ela foi bem-sucedida ou não”. “Quando nove pessoas são pisoteadas, o resultado é muito ruim para a polícia.”

A responsabilidade maior, diz, não é dos agentes, mas da política de segurança pública. “Sempre que uma ação policial vai bem, aparece o governador e o secretário de Segurança para tirar fotos. Quando o resultado é negativo, todo mundo corre e a polícia fica sozinha”, diz.

Temos de dizer que essas ações fazem parte de um sistema de segurança que aciona os policiais sem qualquer organização, preparo e coordenação
Orlando Zaccone, delegado

O delegado afirma que “o poder político vem defendendo que prender ou executar criminosos é mais importante do que proteger vidas”. “É uma teoria de que a sociedade pode ficar exposta a risco desde que o Estado prenda ou mate seus inimigos. Isso tem gerado uma quantidade imensa de mortes, como acontece gora no Rio com as balas perdidas.”

Ele lembra que a única política pública nas periferias é o “controle social pela violência”. “É histórico no Brasil. A polícia já perseguiu criminosos assim nos Jardins, em Ipanema?”, questiona. “O policial está no pior lugar disso. Não basta apenas punir o policial porque amanhã terá outro fazendo o mesmo, já que essa é a política pública.”

“Ação dos policiais foi correta”

Para o coronel da reserva da PM e ex-secretário Nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva Filho, “ações como essas precisam ser aperfeiçoadas”, mas, neste caso em especial, a PM não errou em perseguir os criminosos que teriam entrado em Paraisópolis.

“Quando houve a perseguição, as ruas estavam desertas. Os policiais se depararam com o baile de repente e a motocicleta entrou no meio da multidão, que a acolheu”, afirma o coronel. “A ação dos policiais foi correta.”

De acordo com o especialista, um grupo de moradores foi para cima dos policiais, que “não deram nenhum tiro”. “Eles seriam linchados, mas conseguiram dispersar usando bombas de efeito moral e tiros com balas de borracha.”

Mesmo que fosse letal, eles estariam cobertos pela lei por legítima defesa
José Vicente da Silva Filho, ex-secretário Nacional de Segurança Pública

O Brasil deve liberalizar jogo, drogas, aborto e prostituição – A pior escravização é a religiosa – Os pastores evangélicos – em linhas gerais – não querem outra modalidade de entretenimento pago: 10% 1

Bancada evangélica avisa que projetos pró-jogos não passam

Presidente da frente na Câmara afirma que ‘jogos atraem azar para a nação, além de ser em abominação aos olhos do Senhor nosso Deus

Rio de Janeiro

Se na bolsa de apostas em Brasília há quem veja abertura para a bancada evangélica mudar de posição, o presidente dessa frente na Câmara diz que não tem jogo: o grupo é contra discutir a abertura de cassinos no Brasil e qualquer tipo de liberação da jogatina, e ponto final.

“O nome já diz: jogos atraem azar para a nação, além de ser em abominação aos olhos do Senhor nosso Deus”, afirma o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM) à Folha.

O deputado Silas Câmara (PRB-AM), presidente da frente evangélica
O deputado Silas Câmara (PRB-AM), presidente da frente evangélica – Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Muitos dos integrantes do bloco, a começar por seu próprio líder, fazem parte do grupo congressista conhecido como centrão —justamente o que tenta convencer Jair Bolsonaro a apoiar projetos de lei que discutem a regulamentação dos jogos no país.

O presidente, que já tinha adotado posição ambígua no passado, disse a interlocutores que sondaria os humores da bancada evangélica, sua forte aliada, para o tema.

A ideia entusiasma sua equipe econômica, mas ele ainda titubeia. Na campanha eleitoral, não descartou o debate: “Há a possibilidade, eu digo uma possibilidade, de jogar para cada estado decidir. Em princípio sou contra, mas vamos ver qual a melhor saída”.

A frente evangélica respondeu com uma nota em que reforça sua disposição a não deixar passar nenhum projeto de lei pró-jogo. Hoje, segundo seu presidente, a coalizão evangélica tem 22% da Casa: 112 expoentes (número que varia de acordo com suplentes que entram e saem quando deputados se ausentam e voltam).

“Todas as bandeiras da frente são pró-vida, família, princípios cristãos, e contra vício, drogas, aborto, suicídio, automutilação. Tudo o que te falei tem a ver com jogos de azar”, diz Silas, que também é pastor da Assembleia de Deus.

“Eles primeiro tiram o que a pessoa tem de luxo na mesa. Ela comia arroz, feijão, bife e depois uma sobremesa, uma fruta. Aí o cara começa jogando e, daqui a pouco, tira a pera, a uva. Logo tira comida. Depois abandona a família, tá endividado, na sarjeta. Como perdeu tudo, mete uma bala na cabeça e se suicida.” Também cita a corrupção que circula num meio que, afirma, é superpovoado por dinheiro sujo, droga, bandidagem.

Sem mencionar qual, menciona um estudo que apontaria: para cada dólar que a economia de Las Vegas ganha, gasta US$ 3 com a “desgraça da periferia, porque no centro tudo é muito bonito, mas na periferia só tem desvalidos, coitados, envolvidos com tudo o que não presta”. Diz Silas: “Jogos de azar geram mais desgraça que resultado. Não é verdade que gera mais divisas”.

O recado tem destinatário: o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, colega no Republicanos e também pastor. Bispo licenciado da Igreja Universal, Crivella faz lobby pela aprovação de projetos para voltar com os jogos no Brasil, banidos há 73 anos. Assim, poderia implantar um cassino na cidade.

Isso atrairia milhões de turistas e bilhões de reais ao país, disse à reportagem em entrevista de dois meses atrás. “Agora, você pergunta: mas você é evangélico… Sou prefeito da cidade. Quem acha que é pecado não joga.”

Sua própria igreja já atacou a causa. Em 2017, o jornal da Universal publicou a reportagem “Uma Aposta Furada”, com histórias de quem se deixou cair em tentação e perdeu tudo na jogatina.

Outras congregações evangélicas também mostram aversão à ideia, embora um artigo publicado pela Igreja Presbiteriana de Santo Amaro lembre que muitos templos organizam bingos para arrecadar fundos. “Mas nem por isso quer dizer que sejam jogos que convêm ao crente.”

Historicamente, evangélicos orientam fiéis a não jogar com dois argumentos mestres, afirma o pastor Valdinei Ferreira, da 1ª Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo.

“1) A disciplina protestante no uso do dinheiro. A ideia do dízimo se faz acompanhar da gestão do dinheiro e se opõe à ideia do ganho fácil pela aposta em jogo. Dinheiro se acumula pelo gasto racional e pela poupança. 2) No imaginário evangélico, o ambiente do jogo é associado a bebida, danças, madrugadas passadas fora de casa. Isso se contrapõe às virtudes tradicionais do protestantismo que incentivam o cultivo da família e do trabalho.”

A popularização de apostas feitas em lotéricas e pela internet embaralhou as cartas, segundo Ferreira.

Na prática, introduziram maior tolerância a essas modalidades que estão desassociadas ao ambiente tradicional do jogo. No dia a dia das igrejas presbiterianas não há repreensões a cristãos que façam esse tipo de aposta, embora não haja também nenhum incentivo. A resistência da bancada aos cassinos, ao meu ver, tem a ver com o ambiente não cristão.”

A Folha conversou com pessoas ligadas ao bloco evangélico que admitiram: alguns deputados podem ceder ao lobby para liberar apenas cassinos integrados a resort, proposta de Crivella para o Rio.

O mundo cristão não é unânime no assunto. Entre católicos também há rachas, mas muitos destacam esta passagem do catecismo pregado pela Igreja: “Os jogos de azar (jogo de cartas, etc.) e as apostas não são, em si mesmos, contrários à justiça”.

Mas não há libera-geral. Eles se tornam “moralmente inaceitáveis quando privam a pessoa do que lhe é necessário para suas necessidades e as de outrem”, o que periga acontecer se “a paixão do jogo” virar “uma grave servidão”.

 


 

O detalhe no pulso do pastor : relógio no valor de R$ 50.000,00 ( cinquenta mil reais ) .

 

 

A Polícia Militar tem até ventríloquo oficial pra mentir deslavadamente…Excludente de crime será licença para matança! 14

Feridos e familiares falam que ação da PM em baile funk foi emboscada

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São Paulo

Jovens feridos e familiares de vítimas afirmam que ação da PM no baile funk em Paraisópolis, que acabou com nove mortos e sete feridos, foi uma emboscada e não perseguição a suspeitos, como afirma a Polícia Militar.

Uma adolescente de 17 anos, que pediu para não ser identificada por medo de represália, conta que ficou presa em uma viela após muita correria e recebeu golpes de cassetete de policiais militares em várias partes do corpo.

“Eles [PMs] foram realmente na maldade para ninguém conseguir correr. Eu ouvi tiros e vi muita gente pisoteada. Inclusive vi um policial dando uma garrafada em uma pessoa no meio da confusão. Eles fecharam as saídas das ruas e saíram espancando. Foi uma covardia.”

Vinícius Silveira Martins, 18 anos, ficou ferido na confusão durante baile funk de Paraisópolis. – Laíssa Barros/Folhapress

Frequentador assíduo do baile funk, Vinicius Silveira Martins, 18 anos, relatou que, por volta das 3h, a PM chegou jogando bombas de efeito moral e encurralando as pessoas. Ele diz ter conseguido escapar de ser pisoteado, mas foi atingido por estilhaços de uma bomba. Ele quebrou o nariz e teve ferimentos no rosto.

“Foi um desespero. Todo mundo correndo tentando salvar a própria vida. Vi gente desacordada e gente morta. Estamos acostumados com as bombas no baile. Tem quase toda semana. Mas, dessa vez fomos encurralados. Foi cassetete, garrafada, muita bomba e correria. Consegui sobreviver e vim para o hospital, mas sei que aqui tem vários corpos de pessoas que não tiveram a mesma chance que eu”, relata, bastante emocionado.

Segundo o tenente-coronel Emerson Massera, da PM, a perseguição está comprovada, uma vez que policiais avisaram o rádio sobre a abordagem. Foram encontradas duas munições que seriam dos criminosos. Os suspeitos e a moto deles, porém, não foram encontrados. (com Folha )

A outra face da corrupção: o corporativismo mafioso das carreiras jurídicas – É contra a Lei do Abuso de Autoridade quem é contra a Democracia 8

Delegados da PF vão ao Supremo contra ‘dano’ da Lei do Abuso de Autoridade

Sede do Supremo do Tribunal Federal, em Brasília -

Sede do Supremo do Tribunal Federal, em Brasília

Paulo Roberto Netto

São Paulo

30/11/2019 10h04

A principal entidade da classe dos delegados de Polícia Federal (ADPF, Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) pediu ao Supremo Tribunal Federal a suspensão da Lei de Abuso de Autoridade (Lei 13.869/2019), aprovada em agosto pelo Congresso e sancionada no mês seguinte pelo presidente Jair Bolsonaro.

O endurecimento da lei contra autoridades policiais e judiciais e o Ministério Público foi visto como uma retaliação da classe política contra a Operação Lava Jato – maior investigação já desencadeada no País contra a corrupção, pegando empreiteiros, doleiros, ex-dirigentes da Petrobras, deputados, senadores e governadores de partidos diversos.

Os delegados federais alegam que a legislação ‘é genérica ao imputar crimes a agentes’ e pode ‘prejudicar investigações futuras’. Segundo os policiais, a lei pode ‘afetar negativamente’ as autoridades públicas e colocar sob ‘irreparável dano’ a democracia brasileira.

O processo foi distribuído ao decano do STF, ministro Celso de Mello.

“Por conta do atual momento de instabilidade, uma vez que a democracia deve ser tida como um eterno processo em construção e de constante aprendizagem, o Legislativo ofereceu como solução, em ato talvez impulsivo e açodado, uma medicação perigosa”, destaca a entidade na ação ao STF.

“Trata-se de remédio que pode acabar por matar não apenas a doença e, ainda, o paciente, mas, também, a longo prazo, sem que se tenha agora em vista, o próprio médico”.

Os delegados questionam oito pontos da lei que preveem penas para o agente que constranger o preso sob ameaça, deixar de se identificar ou se identificar falsamente ao preso no momento da prisão, impedir a entrevista do preso com seu advogado, negar acesso do preso aos autos em que é investigado e violar as prerrogativas de advogados.

Apesar de considerar ‘legítima’ as alterações feitas pelo Congresso, a associação afirma que ‘não se pode permitir que eventuais equívocos sejam respondidos com outros de maior potencial lesivo’.

“Para aqueles que atuam no crime organizado, a exposição e consequente perda de credibilidade de um agente público pela instauração de uma ação penal pode ser suficiente para enfraquecer o trabalho dos órgãos de justiça. Portanto, ainda que, ao final, não haja efetiva punição ilegítima dos agentes – embora haja razoáveis motivos para se crer que isso é provável – é grave a situação”, afirma a associação.

De acordo com os delegados, desde a sanção da lei os agentes são submetidos a um ‘ambiente de temeridade e incerteza que retira a confiança necessária’ para conduzir investigações com autonomia e independência.

“Os arroubos políticos não podem se sobrepor às forças da democracia, que se consubstanciam em suas instituições, sendo uma delas essa Suprema Corte, cujo papel também é de zelar pela manutenção harmônica da ordem democrática do país, ressoando todas as vozes que são silenciadas nos percalços do caminho, dinâmico e complexo, de construção da democracia”, declaram.

Abuso de autoridade

Sancionada em setembro deste ano, a lei de abuso de autoridade endurece punições a juízes, promotores e policiais por excessos em investigações e julgamentos. O Congresso derrubou 18 vetos que foram impostos à legislação pelo presidente Jair Bolsonaro, impondo derrota ao Planalto.

Uma situação que inquieta os investigadores é a penalidade prevista de três meses a quatro anos de prisão para um juiz que decretar a condução coercitiva sem intimação prévia do investigado ou testemunha.

Cidade pobre, políticos ricos – O Márcio França , prefeito de São Vicente nos anos 1997 a 2004 , em 2020 , em vez de se candidatar a prefeito da Capital, deveria ser candidato a prefeito de São Vicente…Abra o olho, Paulistano!   36

Assim , quem sabe, possa consertar os erros pessoais, a inépcia , a improbidade  e as “cagadas” dos seus prepostos! 
Com efeito, como alguém pode ter a pretensão de ser governador do estado, agora candidato a prefeito de uma das maiores cidades do planeta, tendo , em sua cidade , criado um sistema político nefasto que , depois de alguns anos de falsas expectativas , fez com que a cidade regredisse 30 anos . 
A cidade é pobre, feia e tão atrasada que não possui uma só livraria ou cinema exibindo filmes na língua original ( o povo não sabe ler as legendas ), mas em contrapartida seus políticos e homens de confiança – gente de origem pobre, inclusive –  são todos muito bem sucedidos:
“Porque eu só moro em cobertura
Eu só ando em limusine
Um milhão no porta mala
Cinco mina de biquíni
Eu sou o Sheik, Sheik, Sheik
Vou te comprar pro meu harém, ah yeah”

Reduto natal do Márcio França – A inépcia e improbidade dos políticos de São Vicente trouxeram o caos para os munícipes e moradores das cidades circunvizinhas vizinhas 2

Ponte dos Barreiros, em São Vicente, é fechada para o tráfego de veículos

Estrutura passa por teste de cargas até às 16h e, a partir daí, seguirá bloqueada para o tráfego de veículos automotores

De A Tribuna On-line

Ponte dos Barreiros, em São Vicente, foi interditada por decisão da Justiça

Os trabalhos começaram por volta das 10h40. Cinco caminhões carregados com 24 toneladas de areia cada (carga máxima suportada, de acordo com laudo do IPT) vão trafegar pela ponte para verificar os impactos na estrutura. pedestres e ciclistas terão de aguardar até o fim dos testes.

A administração municipal afirmou que a interdição seguirá até que o novo laudo técnico sobre a estrutura da ponte seja entregue para conhecimento do magistrado.

Cinco caminhões carregados com 24 toneladas de carga cada vão trafegar pela ponte para verificar os impactos na estrutura
Caminhões carregados com 24 toneladas passarão pela ponte para testar os impactos na estrutura (Foto: Alexsander Ferraz/AT)

A decisão da Justiça se deu a partir de laudo técnico apresentado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que apontou situação crítica da parte estrutural da ponte, com foco principalmente nas estacas e possibilidade de colapso total da estrutura.

De acordo com o juiz Fábio Francisco Taborda, diante dessa avaliação, a interdição é importante para garantir a segurança dos motoristas que utilizam a Ponte dos Barreiros. Ainda segundo a Justiça, a liberação para o tráfego de veículos, com ou sem restrições, somente será analisada após a conclusão do estudo iniciado pelo IPT.

O laudo do IPT aponta para um elevado grau de risco de colapso parcial ou até total da estrutura se o peso sobre a ponte for considerado excessivo em um teste de carga. A prefeitura informou que a prova de cargas a ser realizado no sábado será dentro da capacidade estabelecida.

Cinco caminhões carregados com 24 toneladas de areia cada vão trafegar pela ponte para verificar os impactos na estruturaCaminhões carregados de areia são usados para testes de carga (Foto: Alexsander Ferraz/AT)

Ônibus intermunicipais

Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU-SP) anunciou mudanças no trajeto de ônibus intermunicipais devido à interdição da ponte.

Para manter o atendimento aos usuários da Área Continental de São Vicente, as linhas, que contam com 83 ônibus, foram modificadas. De acordo com a EMTU, a estimativa é que o tempo de viagem aumente, em média, de 50 a 70 minutos em cada sentido. Por isso, a empresa recomenda que os passageiros se planejem com bastante antecedência. Mesmo com a alteração da rota, todos os pontos de parada continuarão a ser atendidos durante o percurso.

Jogo de empurra-empurra

Os episódios recentes que envolvem a Ponte dos Barreiros são vistos com grande preocupação, também, pelo Legislativo da cidade. O vereador Gil do Conselho (PSDB) mostrou indignação no que diz respeito ao ‘jogo de empurra-empurra’ entre prefeitura e estado sobre a responsabilidade para obras e reformas estruturais na ponte.

“Não precisamos mais de culpados, desse jogo de empurra-empurra do estado e da prefeitura. O dever agora é do estado, é do município, é de todos nós. Isso precisa ser resolvido. Os moradores da Área Continental querem respostas”, afirmou em entrevista à Rádio Nova FM.

“A preocupação como vereador, e também como morador, é qual ação será tomada agora. Falava disso desde maio, de como seria feito o processo de recuperação da estrutura da ponte. Temos que unir forças da região metropolitana. Imagine o caos que se irá se instalar, o reflexo que terá para as cidades de Praia Grande, Mongaguá e demais municípios do Litoral Sul”, completou o parlamentar.

Respostas

O Governo de São Paulo, por meio da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU-SP), afirmou, em nota, que contratou os serviços do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para avaliação técnica das condições estruturais, funcionais e a durabilidade da Ponte dos Barreiros. O laudo, divulgado na quarta-feira, resultou na interdição total do tráfego de veículos na ponte.

O estado reitera que “é de responsabilidade do município a administração e recuperação rodoviária e estrutural da Ponte dos Barreiros. Cabe exclusivamente à prefeitura a adoção de medidas de restrição de tráfego ou interdição do local. A gestão estadual está à disposição do município para prestar apoio no que for necessário. É importante esclarecer que o estado é responsável exclusivamente pela parte férrea e atualmente não utilizada, que fica paralela à ponte rodoviária, para futura implantação do terceiro trecho do VLT”.

Por sua vez, a Prefeitura de São Vicente, também em nota, disse que “o Instituto de Pesquisas Tecnológicas [IPT] não fez laudo sugerindo a interdição da Ponte A Tribuna, popularmente chamada Ponte dos Barreiros, que é de responsabilidade do estado. A informação foi confirmada nesta quarta-feira [27], à Prefeitura de São Vicente, por representantes da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo [EMTU]”.

Ponte Jornal A Tribuna, a Ponte dos Barreiros, em São Vicente (Foto: Carlos Nogueira/AT
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O Márcio França , prefeito de São Vicente nos anos 1997 a 2004 , em 2020 , em vez de se candidatar a prefeito da Capital deveria ser candidato a prefeito de São Vicente. 
Assim , quem sabe pudesse consertar os erros pessoais, a inépcia , a improbidade  e as “cagadas” dos seus prepostos!