Investigadores e Escrivães para o dia 16/5 (4ª feira) às 10 horas participem da Audiência Pública 226

De: WAGNER NUNES LEITE GONCALVES

 Data: 14 de maio de 2012 17:22

Assunto: COMUNICADO

Para: dipol@flitparalisante.com

Convidamos a todos os colegas Investigadores e Escrivães para o dia 16/5 (4ª feira) às 10 horas  participarem da Audiência Pública da Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários, com o objetivo de receber o Grupo de Trabalho a que se refere o Art. 26 da LC nº 1.151/2011, constituído para avaliar as possibilidades de valorização das carreiras de Escrivão e Investigador de Polícia.
Local: Assembléia Legislativa no Plenário “Tiradentes”, localizado no 1º andar do Palácio 9 de Julho (Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera – São Paulo/SP).
Juntos somos fortes.

A revista Veja, João Alkimin, o Delegado Guerra e o Secretário Ferreira Pinto. 48

Constituição Federal, artigo 220 :

“A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição. Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social. É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.”

Quando publiquei a filmagem do Secretário de Segurança Pública, Ferreira Pinto em encontro noturno no shopping Pátio Higienópolis com o jornalista Mário César Carvalho, do jornal Folha de São Paulo em que o Secretário entrega ao mesmo um envelope pardo e nos dias subsequentes o jornal Folha de São Paulo em matéria assinada por Mário Cesar Carvalho ataca a Tulio Khan acusando-o de manipular estatisticas da Segurança Pública, a revista Veja pronta e vigorosamente sai em defesa do Secretário, inclusive me outorgando o título de porta voz da banda podre e, diz que o Secretário foi vitima de espionagem.
Algumas semanas depois, a mesma revista Veja vem com uma reportagem onde demonstra de maneira cabal seus métodos, inclusive com a invasão da intimidade do ex Ministro José Dirceu e informa a seus leitores que aquilo era “esforço de reportagem”, como se cometer crime de invasão de domicilio e privacidade fosse reportagem.
Vejam as diferenças, o Secretário encontrava-se em local público, fora do horário de serviço, com jornalista. O ex Ministro José Dirceu encontrava-se hospedado em hotel cujas dependências de acordo com o Código Penal são equiparadas a residência. Portanto, quem cometeu crime?
O Delegado Conde Guerra repercutiu notícia dada em primeira mão pela Rede Globo de Televisão e foi por isso demitido, contrariando inclusive sua demissão áquilo que é determinado pela Constituição, pois o fato de ser Delegado de Policia não lhe tira a condição de cidadão que tem o direito de em jornal eletrônico informar, noticiar aquilo que é de interesse de todos, ou seja, a imoralidade que permeia alguns setores não só da Segurança Pública,mas de toda sociedade.
Esperei algum tempo para voltar a escrever e o motivo foi ler na integra os documentos que deram azo a demissão de Conde Guerra, realmente é de causar ânsia de vômito.
Agora aparecem notícias de que o jornalista Policarpo Jr., da mesma revista Veja, aquela que se diz paladina da moralidade pública,manteve estreita relação com o contraventor Carlinhos Cachoeira e imediatamente quase todos saem em defesa do mesmo, inclusive meu colega de programa e pessoal amigo Carlos Brickmann. Concordo com ele quando diz que para busca de informações devemos procurar as pessoas certas,mas indago,mais de 200 vezes? Em horários diversos? Será que até aquele momento ninguém sabia quem era Carlinhos Cachoeira?Que informações tão importantes poderia ter o contraventor para a revista Veja? Ora, senhores! É óbvio que suas informações tinham como único escopo denegrir e atacar seus desafetos e a revista Veja cumpriu com vigor e rigor esse papel. Essa é a mesma revista Veja que veio com longa matéria dizendo que o Secretário Ferreira Pinto era nosso Eliott Ness, que vem a ser o contador que liderava um grupo de Policiais celebrizado no cinema como “Os intocáveis” e que terminou na vida real seus dias bêbado, atropelando e matando um transeunte, como xerife de uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos.
Portanto, podemos levar em conta o que diz a revista Veja ou a Rede Globo de Televisão, que agora saem em defesa de Roberto Civita? Acredito que não. Pois é a mesma Rede Globo que algum tempo atrás fantasiou um repórter de Policial Federal para filmar o filho de Maluf sendo preso.
Então, palmas para Conde Guerra que teve coragem,dignidade e continua pagando um alto preço por vir a publico denunciar mazelas da Administração.
Por falar em Secretário, uma ultima indagação se faz necessária, quando da divulgação do vídeo do Secretário, imediatamente Ferreira Pinto afastou o Delegado Desgualdo, dizendo que o mesmo havia traído a Administração. Posteriormente foi visto jantando com o mesmo, deu-lhe uma divisão para chefiar e agora extinguiu a tal divisão, tirando-lhe inclusive carro e motorista.
Será que o Delegado Desgualdo perdeu a proteção do Governador? Que é sabidamente seu amigo de longos anos… Ou será que o Governador determinou que assuma uma diretoria? Só o tempo dirá. Mas digo eu, se fosse humilhado como foi o Delegado Desgualdo teria me aposentado com dignidade e não me sujeitado a esmolas do Secretário.
João Alkimin

Deputados federais são acusados de desacato 8

13/05/2012-11h30

FELIPE SELIGMAN FERNANDO MELLO RUBENS VALENTE DE BRASÍLIA

Deputados federais são alvos de inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) por suposta prática de desacato. Autoridades policiais, judiciais e até mesmo outros parlamentares afirmam que já foram desrespeitados por congressistas.

É o que mostram processos que são divulgados neste domingo no projeto Folha Transparência, conjunto de iniciativas do jornal para tornar públicos documentos que estão sob controle do Estado.

No dia 29 de setembro de 2009, um policial militar fez um boletim de ocorrência, acusando o hoje deputado federal Assis Melo (PC do B-RS) de desacato.

De acordo com o policial, ele foi chamado até uma escola onde uma mulher dizia ter sido agredida por um assessor de Melo, que na época ocupava o cargo de vereador.

O policial disse ter pedido que o político e o assessor dele o acompanhassem até o posto policial, mas teria ouvido como resposta do hoje deputado que “ele [o policial] não era ninguém”.

Em depoimento prestado à Justiça, o policial afirmou que os dois fugiram do local, mas antes o deputado o chamou de “brigadiano de merda” e “morto de fome”.

Melo nega. Afirma que, em dois depoimentos anteriores, o policial militar não havia acusado o congressista de tê-lo ofendido e que a mudança nas versões é “inverídica”. ‘semideus’

O deputado Arthur Lira (PP-AL) é investigado, por suspeita de ter desacatado um oficial de Justiça que foi entregar uma intimação relacionada a uma briga judicial dele com a ex-mulher.

De acordo com a acusação, quando o oficial foi intimá-lo na Assembleia Legislativa de Alagoas, ouviu como resposta: “Recebo já esta merda”.

O deputado então se recusou a receber a intimação, segundo o processo. Na época Lira era deputado estadual e líder da oposição. Um desembargador que despachou no caso afirmou que o fato de Lira ser deputado “não o transforma em semideus”.

Lira diz que nunca desacatou o oficial de Justiça e que não teve oportunidade de se manifestar no inquérito.

Com a diplomação de Lira como deputado federal, o caso foi remetido para o Supremo Tribunal Federal.

A Procuradoria-Geral da República, em outubro de 2011, ofereceu transação penal, ou seja, a troca da pena por outra, como a prestação de serviços diversos.

Entre os processos, há ainda casos em que a briga se dá entre pares. O deputado Silvio Costa (PDT-PE) é réu em ação movida pelo ex-deputado Raul Jungmann, por conta de uma entrevista que deu a uma rádio, na qual chamou Jungmann de “um corrupto de Pernambuco”.

Costa diz que chamou o então colega Jungmann de bandido “no posto de deputado e não de popular”, o que lhe garantiria imunidade.

A Folha também levantou casos em que a demora na investigação gerou prescrição.

O deputado Fábio Ramalho (PV-MG) foi investigado por uma suposta agressão verbal a policiais quando chegava a uma casa noturna no interior de Minas Gerais.

“Vocês são assassinos e só sabem matar pessoas algemadas. Por que vocês não me matam? Eu vou chamar o delegado de polícia e o juiz de direito, que são meus amigos, para saber o que vocês estão caçando aqui enquanto a cidade está cheia de bandidos”, teria dito Ramalho, segundo os policiais.

Ramalho disse que não foi chamado a se manifestar. O caso, que aconteceu em 2003, prescreveu em 2009 e por isso foi arquivado pela Justiça.

DEPUTADOS NEGAM

Os deputados negam ter desacatado autoridades policiais ou judiciais.

A assessoria de imprensa do deputado Assis Melo (PC do B-RS) afirma que, em dois depoimentos anteriores, o policial militar não havia acusado o congressista de tê-lo ofendido.

“Somente num terceiro depoimento foi que ele incorporou essas palavras de baixo calão, para querer configurar como desacato e não mais desobediência. Essa mudança de depoimento é inverídica”, afirmou.

De acordo com a assessoria, a ocorrência inicial foi classificada como desobediência, porque ele se recusou a acompanhar o policial.

“O deputado se negou, pois não existia mandado da Justiça. Não era a condução nem a uma delegacia, mas a um módulo da policia.”

Segundo o deputado, o tribunal fez uma proposta de acordo de transação por cestas básicas, mas ele se negou a aceitar “por conta de ter a convicção de que não é verdadeiro o depoimento, é calúnia, difamação, afirmação infundada”.

A assessoria do deputado Arthur Lira (PP-AL) diz que ele nunca desacatou o oficial de Justiça que tentou entregar uma intimação a ele durante sessão na Assembleia Legislativa (na época ele era deputado estadual). O deputado afirmou ainda que não teve oportunidade de se manifestar no inquérito.

Em sua defesa, o deputado Silvio Costa diz que chamou o então colega Raul Jungmann de bandido “no posto de deputado federal e não de popular”, o que lhe garantiria imunidade. Afirmou ainda que os temas tratados eram de interesse nacional.

O deputado Fábio Ramalho (PV-MG) disse que não foi chamado a se manifestar no inquérito em que era investigado. Mas lembrou que os fatos prescreveram em 2009 e que o caso foi arquivado.

MILK NEWS EM 3 MINUTOS 5


O Jornalista João Leite Neto comenta as principais notícias do dia.

NOVO MILK NEWS TV

Em novo formato, mais ágil, dinâmico,

em 3 edições diárias,

ou a qualquer momento em edição extraordinária.

O jornalista João Leite Neto analisa e comenta

o que ocorre no Brasil e no mundo.

Informes sobre a assembleia dos Escrivães e Investigadores 178

Enviado em 12/05/2012 as 23:28 – WAGNER NUNES LEITE GONÇALVES

Estive hoje na assembléia realizada no auditório dos bancários e deixo meus parabéns aos escrivães de polícia vocês tem um lider que é o Xavier do sepesp, o qual teve a iniciativa de organizar e convocar esta assembléia, parabéns aos escrivães que lá compareceram bem como aos colegas investigadores, lamentável o não comparecimento do presidente do sipesp Rebouças mandou ser representado por dois diretores.

Mas vamos ao que interessa: após a ilustre fala do deputado major Olímpio que nos alertou de que em julho se vota o orçamento do ano que vem e a comissão de valorização do nível universitário tem até o dia 30 de junho para definir a questão do nível universitário, portanto os colegas devem ficar atentos às convocações que serão feitas para participarem das audiências a serem realizadas na assembléia legislativa, no dia 16/05 às 10:00 horas na alesp já teremos uma audiência pública onde escrivães e investigadores devem comparecer, pois neste dia será entregue a pauta de reivindicações dos sindicatos e associações a comissão do nível universitário para que seja discutida até 30 de junho.

Os dirigentes ali presentes agradecem e contam com a preciosa ajuda do Flit Paralisante nas convocações que serão feitas. Deliberou-se que se até 30 de junho o governo através da comissão do nível universitário não aprovar e definir o aumento salarial a que temos direito será decretada greve geral dos investigadores e escrivães em data a ser definida em assembléia geral no mês de julho, portanto optou-ser pela greve ao invés da operação padrão.

Portanto estamos com o indicativo de greve caso o governo nos venha querer dar um passa-moleque.

Antes será feito um grande e amplo esclarecimento à população sobre a condição escravagista pela qual os trabalhadores policiais civis estão passando.

Assim sendo, solicitamos a participação de todos os colegas investigadores e escrivães em nossa luta, temos que fazer número e participar na assembléia legislativa das reuniões a serem realizadas pela comissão do nível universitário, bem como temos que cobrar dos deputados e do governo o respeito que merecemos. “

“Quem sabe faz a hora não espera acontecer”.

Nunca tivemos uma cúpula tão porcaria quanto esta! 25

“A Polícia Civil deseja que futuros policiais sintam-se motivados a serem policiais. Por isso, nada melhor do que um órgão externo e de qualidade que ofereça uma imagem positiva do pleito que está sendo realizado”, explica o delegado-geral da instituição, Marcos Carneiro Lima
Enviado em 12/05/2012 as 19:32 – DELTA UNO

Assim, quem sabe, o próximo passo será transferir a competência para “formar” o Policial para outro órgão que não a Academia; talvez um órgão externo, que ofereça uma imagem mais positiva da formação técnico-profissional.

Poderíamos, nesta esteira, deixar a Direção Geral da Polícia Civil para algum outro órgão que não a DGP; quiçá um órgão externo, que ofereça uma imagem positiva da Administração Policial.

Se o DG fosse Presidente da República, em pouco tempo restauraria a Monarquia e nos “devolveria” a Portugal, um país europeu capaz de oferecer uma imagem mais positiva…

Olha, sinceramente, nunca tivemos uma cúpula tão porcaria quanto esta!

Concursos da Polícia Civil de SP poderão ser feitos por organizadoras 27

Mudança atingirá 310 vagas para policiais científicos já aprovadas. Até agora, a Academia da Polícia Civil (Acadepol) era única responsável.

Decreto do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, publicado no “Diário Oficial do Estado” de quinta-feira (10), altera as atribuições da Academia da Polícia Civil (Acadepol) e define que, a partir de agora, as provas de concursos públicos da Polícia Civil de São Paulo poderão ser realizadas por entidades sem fins lucrativos especializadas na elaboração e aplicação de processos seletivos. Antes, elas eram feitas apenas pela Acadepol. As informações são do site da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Com o novo decreto, 310 vagas para policiais científicos já aprovadas pelo governador podem ter suas provas realizadas por entidades sem fins lucrativos. São oportunidades para peritos criminais (56), atendentes de necrotério (22), auxiliares de necropsia (16), papiloscopistas (103) e auxiliares de papiloscopista (113).
O objetivo da mudança, proposta pela Delegacia Geral de Polícia, é melhorar a dinâmica da realização dos concursos. “A Polícia Civil deseja que futuros policiais sintam-se motivados a serem policiais. Por isso, nada melhor do que um órgão externo e de qualidade que ofereça uma imagem positiva do pleito que está sendo realizado”, explica o delegado-geral da instituição, Marcos Carneiro Lima

G1

Polícias Civil e Militar unificadas 8

PM é acusado de usar viatura da Civil para roubar família

Rio – Um policial militar foi preso nesta sexta-feira, em Belford Roxo, sob acusação de roubar, entre outras coisas, eletrodomésticos e até roupas íntimas de um casal que vive na cidade da Baixada Fluminense. O caso ganhou contornos inacreditáveis quando a Corregedoria da Polícia Civil descobriu que uma viatura da 137ª DP (Miracema) foi usada no crime para levar pertences das vítimas.

Na lataria do veículo oficial, o número da delegacia, que fica a mais de 300 quilômetros do Rio, era escondida por fita adesiva preta. No porta-malas, os agentes encontraram calcinhas e sutiãs. A ação do sargento José Ricardo da Silva, do 5º BPM (Harmonia), que contaria com a participação de pelo menos um policial civil que estava com a viatura foi desvendada pela Corregedoria a partir de Disque-Denúncia (2253-1177).

FLAGRANTE

Os agentes receberam a informação de que policiais civis estariam praticando o crime de concussão (extorsão feita por agente público). Mas, quando chegaram ao imóvel, flagraram o PM na casa. O militar, com uma Saveiro, já havia feito o transporte de eletrodomésticos e até azulejos da casa. Uma TV de 40 polegadas e duas máquinas fotográficas, foram recuperadas, e a Saveiro, apreendida.

O delegado da 137ª DP, Reinaldo Pessoa, alegou que havia permitido que policial levasse a viatura ao mecânico. A Corregedoria descobriu que o servidor é da 109ª DP (Sapucaia). A vítima também será investigada por suspeita de estelionato pela 54ª DP (B. Roxo). Na casa, foram recolhidos 50 cartões bancários. “O PM e o policial civil vão ser indiciados por roubo”, disse o delegado Luiz Augusto Braga

Mais três são condenados pelo assassinato do petista Celso Daniel 1

Júri popular acata mais uma vez a tese do Ministério Público de que o ex-prefeito de Santo André foi morto por determinação do amigo, Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, que ainda não teve data do julgamento marcada. As principais notícias do Brasil e do Mundo você acompanha de segunda à sexta às 0h30 no Jornal da Noite, com Boris Casoy. Este vídeo também pode ser visto no portal band.com.br ou no canal da Band aqui no Youtube.

Reportagem de Sandro Barboza
Imagens de Josenildo Tavares e arquivo Band
Edição de Pedro Veloso

Delegado Geral da Polícia Civil fala à Comissão de Segurança 119

Enviado em 09/05/2012 as 22:52 – JAUM

 Da redação Mariza Paulicek –

FOTO: José Antonio Teixeira Marcos Carneiro e Adilson Rossi

Presidida pelo deputado Adilson Rossi (PSB), a Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários recebeu na tarde desta quarta-feira, 9/5, o delegado geral da Polícia Civil do Estado, Marcos Carneiro Lima, que apresentou suas qualificações, assim como as atividades de sua gestão.

Filho de comerciantes, o advogado entrou para a polícia mediante concurso e iniciou sua carreira no bairro de Capão Redondo, em 1990.

Ali aprendeu que a realidade muitas vezes não chega à mídia e que nossa visão pode ser preconceituosa, pois, um homicídio nos Jardins vira notícia, e no Capão Redondo adjacências ganha o silêncio. Sobre o alto índice de assaltos no Morumbi, o delegado afirmou que “onde existe miséria e milionários, essa violência acaba acontecendo”.

Posicionou-se de forma veemente contra qualquer diferença que exista entre as polícias Militar e Civil.

Entende que são ambas polícias, com diferentes áreas de atuação, mas sempre atuando em conjunto. “Aos policiais militares cabe o policiamento ostensivo, segurança e repressão, e aos civis, a investigação.

Lima entende que a designação atual das polícias deveria mudar. A polícia militar passaria a ser Polícia Estadual e a civil Polícia Judiciária, retratando assim exatamente suas funções.

Ações efetivas

Em sua gestão, Lima extinguiu a escolta do delegado geral, devolvendo os 25 policiais que a faziam às suas funções de origem.

Implantou horário fixo de trabalho com três turnos, perfazendo 40 horas semanais, com absoluta proibição de funcionários “fantasmas”.

Implantou a delegacia eletrônica para maior comodidade aos cidadãos e realocou funcionários que estavam no mesmo local e posição por anos, o que permitiu movimento e dinâmica para o policial e impediu formação de feudos.

 Extinguiu a Delegacia Especial de Crimes de Trânsito, dando maior agilidade no atendimento à população em delegacias próximas. As delegacias especiais devem atender apenas casos de homicídios, narcóticos, crime organizado, além das delegacias da mulher, infância e juventude, e idosos. Lima sugeriu a criação de uma delegacia especial de combate à pedofilia.

Plano de carreira policial

Sobre o plano de carreiras, Lima disse que atualmente existe uma profusão de cargos e funções, quando, na verdade, deveriam ser somente três: delegado, perito e agente policial.

Todavia para que a mudança seja mais confortável apresentou aos técnicos, que estudam uma reestruturação, sete tipos de carreiras na Polícia Civil. Defendeu a realização de concursos anuais para suprir as demandas, e que esses sejam feitos por entidades como Vunesp, Fuvest etc.

O deputado Olimpio Gomes (PDT) ressaltou que, após a explanação do delegado Lima, cabe à Assembleia tomar várias atitudes para enfrentamento dos problemas que assolam as polícias do Estado, que vão desde a falta de estrutura à falta de recursos humanos.

 Presentes à reunião os deputados Itamar Borges (PMDB), Marcos Neves (PSB), Marco Aurélio de Souza (PT), Ed Thomas (PSB), Jooji Hato (PMDB), Adriano Diogo (PT), José Bittencourt (PSD), Edson Ferrarini (PTB) e a deputada Ana do Carmo (PT).

O repórter e o promotor, por Carlos Brickmann 7

Política

Grupos empresariais e jornalistas que se intitulam progressistas vislumbram na CPI uma oportunidade de atingir a revista Veja e seu diretor de Redação em Brasília, Policarpo Jr.

O motivo é curioso: nas gravações dos telefonemas de Carlinhos Cachoeira, o bicheiro afirma que foi o fornecedor de várias notícias divulgadas por Policarpo. Mas afirma também que Policarpo não é gente sua: só publica o que confirma e acha que vale a pena.

O ex-ministro José Dirceu tem dito que frases desse tipo indicam que Policarpo Jr. e a Veja têm relações com o crime organizado. “Jornalistas progressistas”, seja lá isso o que for, afirmam que a Folha de S.Paulo e O Globo blindam a Veja nas investigações.

Besteira: se algum jornalista ou alguma empresa tem relações com o crime organizado, o caminho não é esse. Jornalista se relaciona com todo tipo de gente para obter informações; e esse relacionamento só é incorreto se envolver subordinação à fonte (e, no caso, é incorreto mesmo que a fonte seja um Prêmio Nobel) ou o recebimento de favores, presentes ou pagamentos.

Quem quiser informações de bandidos, para elaborar o noticiário, tem de relacionar-se com bandidos. Não é o caso de um promotor, ou de um juiz, cujos contatos precisam ser cuidadosamente selecionados, e que podem perfeitamente encontrar-se com autores de malfeitos na sala do tribunal.

Personalizando, Policarpo Jr. pode, sem problemas, ter relacionamento com Carlinhos Cachoeira; já Demóstenes Torres não podia. Aliás, há mais gente que não deveria relacionar-se com empresários zoológicos e o fez. Se a CPI correr solta, se a Polícia Federal abrir de vez o inquérito, o Brasil vai ferver.

A propósito, este colunista não acredita que o Brasil vá ferver.

Carlos Brickmann é jornalista e diretor da Brickmann&Associados

PMs pedem indenização a Rita Lee por dano moral 15

São Paulo – Pelo menos 16 policiais militares entraram com ações por danos morais contra a cantora Rita Lee. Eles alegam ter sido ofendidos pela roqueira, em 29 de janeiro deste ano, quando ela fazia seu show de despedida na Praia Atalaia Nova, em Barra dos Coqueiros, Região Metropolitana de Aracaju. No fim do show, ela foi presa por desacato a autoridade. Naquela noite, os policiais faziam a segurança do evento.

O advogado Plínio Karlo, que representa sete militares, garantiu que o fato de a cantora ter revelado ao Fantástico, da TV Globo, que sofre de transtorno bipolar não vai prejudicar o andamento da ação. Ele pede indenização de R$ 24.880 para cada militar agredido verbalmente pela artista.

“Como ela vai alegar que estava doente naquele momento em que agrediu os militares?”, questionou o advogado Karlo, ao assegurar que a ação seguirá normalmente na Justiça. Karlo explicou que preferiu ingressar com ações individuais porque, nesses casos, a Justiça é mais célere para julgar os processos. Já foram agendadas diversas audiências para este mês, e os processos tramitam nas 1.ª, 3.ª, 5.ª e 8.ª Varas Cíveis de Aracaju.

Na semana passada, a Justiça propôs a Rita Lee que doasse o cachê, de R$ 115 mil, para o Fundo Municipal para Criança e Adolescente da Barra dos Coqueiros e prestasse serviços à comunidade por três meses, para não dar prosseguimento à ação.

Ontem, o promotor de Justiça Ricardo Machado Oliveira informou, por meio da Assessoria de Imprensa do Ministério Público Estadual, que não se pronunciaria sobre o assunto. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.