

ROUBA-NÍQUEIS NA BAIXADA SANTISTA:

Pertinente à postagem sobre a recente e festejada absolvição de personagens envolvidos em supostos crimes relacionados com as máquinas “rouba-níqueis, temos a lamentar que tais dispositivos (slot machines ) continuam – ainda que sob nova e mais perigosa direção – em funcionamento nas comarcas que compõem a região da baixada santista.
Especialmente, as denominadas máquinas de rua!
Nas polícias (PC e PM ) e nas prefeituras , alguns , continuam recebendo propina para fazer vistas grossas.
Recebem , não dividem e nem trabalham!
Apenas para ilustrar, São Vicente , agora , para aumentar o faturamento da sua O.N.G. ( onde nóis ganha ) fundou a própria LOTERIA MUNICIPAL…
TALVEZ UMA LAVANDERIA DA RASPADINHA , cabendo ao Ministério Público ficar de olho nessa iniciativa.
Há algo de podre da cidade AMADA!
Uma avacalhação e esculhambação , pois tudo só piorou mesmo depois de anos e anos de trabalhos do GAECO , com dezenas de processos, prisões, condenações e demissões.
Os beneficiários da corrupção policial apenas se acautelaram e mudaram a maneira de expor as máquinas, as quais agora são escondidas em banheiros trancados, depósito de mercadorias e até nas cozinhas dos bares, padarias, pastelarias e similares.
Apenas para clientes de confiança ( os dependentes) !
Nas “quebradas”, ao contrário, maquininhas estão expostas normalmente; em determinados bairros sob a proteção de traficantes , os quais recebem a sua comissão.
Logo serão os donos!
Como desde sempre o monte maior vai para os bolsos das classes superiores…
Já para os inferiores e os das periferias , como dantes, só um dinheirinho bem mirrado.
Entre a minoria corrupta , apenas ocupantes dos cargos de Delegado titular e investigador chefe de Unidades recebem conforme o velho e péssimo costume do DECAP , ao restante nada ou , quando o chefe é decente, uma ajudinha pela boa vontade com a chefia.
De regra, tudo leão!
Não esquecendo de que alguns valorosos cargos foram ou são objeto de negociatas em dinheiro ( cadeira comprada ) ou apadrinhamento político.
Tristemente, não é apenas no DEINTER-6 , a corrupção continua institucionalizada na Polícia Civil: em quase todos os Departamentos ; em algumas Corregedorias, inclusive!
Agora sob proteção debochada do alto escalão governamental.
Os nomes dos poderosos e dos recolhas mudaram, mas a sistemática de captação ( recolha ) e distribuição de dinheiro recebido dos bingueiros, maquineiros, banqueiros do bicho, cassinos de “poker” instalados em puteiros estabelecidos em toda a região de Santos continua inabalada.
Realidade a céu aberto ; sem quaisquer ações positivas de repressão à corrupção endêmica.
Descabendo aqui relatar crimes muito mais graves e sofisticados que fazem a riqueza de muitos agentes públicos.
Diga-se de passagem , um experientíssimo delegado e seu encarregado foram transferidos de um dos municípios ( uma estância turística ) do DEINTER-6 , entre outros fatos, em razão de suposta proteção a puteiro situado nas vizinhanças da Delegacia.
Uma garota de programa ( escrava sexual ) foi torturada e ameaçada mediante arma de fogo no interior do estabelecimento de “diversões intimas” ( mais uso de drogas do que sexo ) situado a poucos metros do DP.
Fugiu e lá tentou buscar socorro na delegacia, mas quem, ao final , passou como vítima foi o cafetão !
FLIT PARALISANTE , With A Little Help From My Friends .
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Em tempo: o que significa o AMZ na imagem da loteca vicentina ?
Serviços
Niterói – RJ
A empresa com a razão social AMZ LOTERIAS DO BRASIL LTDA, opera com o CNPJ 01.568.202/0003-69 e tem sua sede localizada na Avenida Visconde do Rio Branco, 360, Loja 01 Parte B 102 – Centro, Niteroi – RJ, 24.020-002. Seu foco principal de atuação é de Serviços de tradução, interpretação e similares, de acordo com o código CNAE M-7490-1/01.

Procuradores de SP terão 7 folgas no mês ou reembolso em dinheiro por ‘excesso de trabalho’
Rayssa Motta
17 maio 2024
A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira, 14, projeto de lei do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que, na prática, abre caminho para mais um adicional acima do teto aos procuradores do Estado.
O texto cria uma licença “compensatória” por “excesso de trabalho”. O penduricalho funciona assim: quem estiver sobrecarregado poderá tirar um dia de folga a cada três trabalhados, até o limite de sete dias de descanso no mês, ou receber o valor em dinheiro. O salário inicial dos procuradores do Estado de São Paulo é de R$ 38,9 mil.
Ao encaminhar a proposta aos deputados, a procuradora-geral do Estado, Inês Maria dos Santos Coimbra, justificou que “não tem sido incomum a necessidade de exigir” dos procuradores “atividades extraordinárias e em condições de excesso de serviço”.
O governador chancelou a iniciativa – que, segundo Tarcísio, “decorre de estudos realizados pela Procuradoria Geral do Estado”.
Procurada pelo Estadão, a Procuradoria Geral do Estado disse que a licença é um “instrumento de gestão já adotado por outras carreiras jurídicas nos três níveis de governo”.
Podem pedir a licença – ou reembolso – os procuradores que trabalharem em finais de semana ou feriados para atender “providências extrajudiciais ou judiciais”, que estiverem cobrindo colegas durante férias ou licença e que acumulem funções em grupos de trabalho, comitês, mutirões, programas de colaboração ou “quaisquer atividades públicas relevantes”.
De acordo com as novas regras, o pagamento em dinheiro deve ocorrer quando o procurador, “por necessidade do serviço”, não puder tirar as folgas. Como o projeto parte da premissa do excesso de trabalho, a tendência é que as indenizações se sobreponham aos dias de descanso.
As compensações serão custeadas com recursos do Fundo de Administração da Procuradoria Geral do Estado, a título de “honorários advocatícios”.
Magistrados e membros do Ministério Público já têm direito ao penduricalho que engorda seus subsídios. Uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em outubro de 2023, abriu caminho para a implementação da regalia nos tribunais, copiando regras que já valiam para promotores e procuradores de Justiça.
O resultado foi um efeito cascata: juízes e desembargadores federais, ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Contas da União (TCU) agora podem pedir a licença.
Inicialmente, fico feliz pela alegria dos empossados ; com a certeza de que , assim como eu, há 36 anos , a maioria foi aprovada exclusivamente por mérito.
A maioria , espero!
Mas entre vocês há muitos fraudulentos, já que conforme a CARTA LUTA PELA LEGALIDADE – de autoria da ADPESP ( aliás cujo SOLERTE DELEGADO que a redigiu não a subscreveu ) – trata-se de mais um represamento de concursos, sendo que dessa fornada há alguns despreparados : intelectual e moralmente!
De se conferir:
“Não temos pessoal porque os Governos não promovem, com frequência, a abertura de novos certames; não atendemos bem o público porque os Governos não nos preparam adequadamente: ao contrário, não foram poucas as determinações governamentais no sentido de se abreviar os cursos de formação para atender a interesses politiqueiros, para passar a impressão de que o Governo de plantão se importava com a Segurança Pública. Represados os concursos públicos, quando abertos, miravam centenas de vagas, não sendo difícil a conclusão de qual o nível intelectual e moral de alguns dos aprovados, vez que se privilegiava a quantidade ao invés da qualidade. Nem se mencionem os casos, inúmeros, de policiais civis perseguidos pelos próprios Governos unicamente porque cumpriram a lei em face dos amigos dos amigos.”
https://www.adpesp.org.br/luta-pela-legalidade
Quem escreveu essa merda foi concebido na zona de prostituição…
Ou é membro do MP ou da PM!

Fotos: Divulgação SSP/SC
Uma comitiva da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo realiza visita ao Estado para conhecer o “BO” (Boletim de Ocorrência) Integrado existente no Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP) de Santa Catarina. O modelo catarinense é considerado referência no País.
O SISP é utilizado pelas forças de Segurança pública de SC: a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Científica, além da Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa, sendo mantido e desenvolvido pelo Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (CIASC).
Com o foco na integração, o sistema possui banco de dados, por exemplo, de identificação civil e prisional, ocorrências policiais, dados de CNHs e veiculares, mandados de prisões e de medidas protetivas. Um outro ponto que chamou a atenção das autoridades de São Paulo é que, em Santa Catarina, as Polícias Civil e Militar registram BOs (Boletins de Ocorrências), por meio do SISP.
Pela manhã, os integrantes da SSP de São Paulo assistiram a apresentações sobre o SISP e do BO integrado na sede da SSP, em Florianópolis, por profissionais da Polícia Civil, Polícia Militar e da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SC). À tarde, houve visitas às instituições policiais.
O subsecretário de Acompanhamento de Projetos Estratégicos da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Rafael Ramos da Silva, explica que a escolha pela visita à Segurança Pública catarinense se deu pela referência do Estado na área de integração de registros pelas Polícias de SC, do relacionamento integrado existente com as Polícias de SP e a possibilidade de aproveitar a expertise histórica catarinense na área.
A SSP de São Paulo criou um grupo de trabalho para tratar o assunto naquele Estado, composto por oficiais da PM, delegados da Polícia Civil e peritos da Polícia Técnica Científica. “A gente sabe que é uma integração um pouco sensível, mas sabemos que Santa Catarina conseguiu trazer convergência nesse nível e entregar um melhor serviço para a população e uma maior qualidade do trabalho policial”, elogiou o subsecretário de Acompanhamento de Projetos Estratégicos.
O espírito de enfrentamento conjunto ao crime e a relação interligada dos Estados em prol da segurança pública também foram enfatizados durante as reuniões. “Tratamos esse encontro com muita responsabilidade para o nosso Estado. Santa Catarina acaba por ser uma referência nacional com a integração das polícias e das políticas também que unem as polícias”, destacou o diretor de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública de SC, coronel Júnio José de Oliveira.
Ampliação do Sistema Integrado de Segurança Pública – SISP
A proposta do SISP é congregar em uma única ferramenta diversos bancos de dados por meio de convênios e termos de cooperação técnica com órgãos diversos.
Atualmente, a SSP-SC trabalha administrativamente para ampliar e padronizar os acessos e convênios com o SISP para melhorar ainda mais os atendimentos pelo sistema e o trabalho dos profissionais que o desenvolvem. Assim, busca-se o fortalecimento da integração na área e das estratégias de combate à criminalidade no Estado.


Diogo Vargas
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina (SSP-SC



São Paulo, abril de 2024.
Excelentíssimo Senhor TARCÍSIO GOMES DE FREITAS,
Digníssimo Governador do Estado de São Paulo.
Os subscritores desta carta, somos Delegados de Polícia aposentados, mas não inativos (na acepção física e mental do termo) com idade média entre 75 e 85 anos e que nos congregamos, sob a égide de nossa Associação de Classe, num grupo apolítico, autodenominado “Guerreiros” (incluindo quatro ex-Delegados Gerais), título que se identifica com nosso espírito de luta que ainda – e até o dia final – nos inspira.
Reunimo-nos mensalmente para tratar de assuntos que envolvam a classe e a Polícia Civil, criando e participando ativamente dos movimentos que a ambas interesse.
Temos acompanhado atentamente o excelente trabalho que Vossa Excelência desempenha à frente do Executivo Paulista, que envolve coragem, visão, determinação, carisma e espírito público.
No campo da Segurança Pública, Vossa Excelência, liderando e incentivando os órgãos policiais – civil e militar – tem pontificado na árdua batalha de combater o crime organizado que, há décadas, tanta intranquilidade e dano tem causado à aflita população de nosso Estado, protagonizando uma liderança que contagiou o ânimo e a disposição de todos os policiais, ora voltados a essa ingente e perigosa missão de restabelecer a ordem pública e o respeito ao ordenamento jurídico.
Bem por isso, clara e notória, tem sido a manifestação de aprovação e aplauso a Vossa Excelência, por parte da imensa maioria da população que testemunha, enfim, um Governador disposto a observar e cumprir o que manda a Constituição, no sentido de que a segurança pública é dever do Estado e direito da Cidadania.
Malgrado o acerto da conduta de Vossa Excelência, vozes advindas de setores retrógrados da sociedade – poucas, felizmente – insistem em tentar depreciar vosso trabalho, dando às fatais mortes de marginais que ocorrem, um sentido de força excessiva e desproporcional, olvidados de que o enfrentamento armado que aqueles opõem às autoridades policiais e aos seus agentes, são fruto de uma audácia e de um destemor inauditos, despropositados e intoleráveis, e que já causaram mortes de diversos policiais.
O trabalho que as forças de segurança, por imposição e dever funcional exercem, deve, na realidade e por justiça, ser rotulado como autêntica “legítima defesa de terceiros” (os cidadãos de bem), o que defere ao trabalho policial certo grau de nobreza, mesmo quando resulta de um “múnus público”.
Desse contexto, decorre que o policial, quando se depara com um marginal de arma em punho, em atitude de desafio e afronta, não pode e nem deve, como insinuam os falsos defensores dos “direitos humanos”, inclusive alguns setores da imprensa, aguardar que ele atire primeiro.
Isso é ilógico, desarrazoado, despropositado.
Afinal, quem se colocou voluntariamente nessa situação de risco, foi ele próprio.
Receba, pois caro Governador, de nossa parte, que até hoje, após longos anos de dedicação ao serviço policial, permanecemos firmes da trincheira da segurança e da paz social, nossa moção de agradecimento e apoio, na certeza de que melhores dias advirão em benefício da nossa angustiada e sofrida população.
Conte conosco.
Respeitosamente, assinamos todos nós, integrantes do Grupo Guerreiros:
Abrahão José Kfouri Filho
Orlando Miranda Ferreira
Alfredo Habis
Alphio Merlin
Ambrósio João Possari
André Santos Pereira
Antônio Carlos de Castro Machado
Antônio Carlos Gonzalez
Antônio de Pádua Pimenta Júnior
Antônio Fasoli
Antônio Rossi dos Santos
Arlete Inez Korsakas
Carlos Alberto Augusto
Carlos Antônio Guimarães de Sequeira
Choji Miyake
Edemur Ercílio Luchiari
Eli Schiavi
Eloni Haesbaert
Esdras Campos Colicigno
Francisco Alberto de Souza Campos
Francisco de Paula Leão
George Henry Millard
Gilberto Nascimento Silva
Guilherme Zéglio Netto
Gustavo Mesquita Galvão Bueno
Ivan Roberto Mendes Costa
João Antonio Pinto
João Evangelista Pereira
José Ailton Ribeiro
José Eduardo Ferreira Ielo
José Gregório Barreto
José Maria Coutinho Florenzano
José Oswaldo Pereira Vieira
Luciano Navas Rodrigues
Luiz Carlos Freitas Magno
Luiz Carlos Piazentin
Márcio Marques Ramalho
Marco Antônio Desgualdo
Marco Antônio Martins Ribeiro de Campos
Marcos Buarraj Mourão
Marinósio Martins Santos
Massilon José Bernardes Filho
Milton José Troiano
Milton Rodrigues Montemor
Orildo Nogueira
Osvaldo Naoki Miyazaki
Rafael Rabinovici
Reginaldo Antônio Borro
Roberto Bayerlein
Roberto Fernandes
Roberto João Julião
Roberto Maurício Genofre
Roney Antônio Rodrigues
Rubens Ribeiro da Silva Júnior
Ruyrillo Pedro de Magalhães
Segismundo Lahoz Júnior
Valdir Bianchi
Vlamir de Jesus Sandei
Waldomiro Bueno Filho
Tão se apegando e se desgastando por merda!
Parabéns, Palumbo!
Não nega suas origens, sua higidez de caráter, demonstrando de forma inequívoca, não ter rabo preso com ninguém.
O que o distingue dos demais policiais políticos é seu amor pela instituição que o abraçou e que você tanto dignificou pela incontestável vocação profissional que nunca lhe faltou.
Que na política tenha o mesmo sucesso e reconhecimento como os tem na polícia.
Autor: AMIZADE SINCERA

Quem é o sniper ? É o Dian go Kid. Cria do pizzaiolo e do olink. A exemplo de ambos, linguajar jurídico esmerado, com vernáculo não superior a cem vocábulos e cheio de inovações, tipo “trocar tiros”, significado = resistência.
Todos patrocinados pelo Dapena, autor da mais nova excludente de antijuridicidade nominada de “tiroteio legalista”.
No ano passado, logo após o anúncio do inexplicável e injustificável aumento diferenciado entre as forças de segurança do Estado e, entre as carreiras, postos e graduações na mesma corporação, fiz uma postagem sobre a inequívoca demonstração de falta de tato político e técnico desse governador carioca.
Infelizmente, por absoluta falta de recomposição de efetivos policiais neste Estado há anos, a população vem sofrendo com o crescente aumento da criminalidade, nos causando enorme estranheza e surpresa que, nos bastidores, a Polícia Militar esteja se articulando para alocar elevado efetivo do já defasado contingente policial, para serviços cartorários em todo o Estado, objetivando, ao arrepio da lei, usurpar função própria da Polícia Civil, em prejuízo ao deficiente policiamento preventivo que, legalmente, é sua atividade fim.
O crime, na quase que totalidade das vezes, só acontece porque não houve prevenção. Prevenção é policiamento ostensivo, fardado, reconhecido de plano por viaturas caracterizadas, etc.
Acorda governador! Não piora aquilo que ainda é tolerável.
Esse SSP não tem nada de formação de bombeiro, a bem da verdade ao invés de apagar, está incendiando os ânimos entre e nas forças de segurança deste Estado, menos da cúpula, é lógico.
Procura saber quanto é a gratificação dos puxa sacos do gabinete do SSP, mais do que o salário de uma praça PM.
Ninguém merece!

Autor: AMIZADE SINCERA
Por unanimidade, o Plenário entendeu que, por não ser procedimento investigativo, prerrogativa não é exclusiva das polícias judiciárias
24/02/2023 17h30 – atualizado 21/04/2024

Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) validou decreto da Presidência da República que deu competência à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para lavrar termo circunstanciado de ocorrência (TCO) de crime federal de menor potencial ofensivo. Para o colegiado, o documento não tem natureza investigativa e pode ser lavrado por integrantes da polícia judiciária ou da polícia administrativa
A questão foi objeto de duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs 6245 e 6264) julgadas na sessão virtual encerrada em 17/2. As duas ações questionam o artigo 6º do Decreto 10.073/2019, que autorizava a lavratura do termo.
Na ADI 6264, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária argumentava que a Constituição Federal atribui às polícias civis as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, por sua vez, sustentava que à PRF cabe exclusivamente o patrulhamento ostensivo das rodovias e que o decreto usurparia a competência da PF.
Em voto pela improcedência das ADIs, o relator, ministro Luís Roberto Barroso, observou que a previsão genérica do TCO da Lei 9.099/1995 é voltado apenas ao registro de ocorrências de crimes de menor potencial ofensivo. Não se trata de ato investigativo, pois sua lavratura não inicia nenhum procedimento que acarrete diligências: o termo, os autos e o suposto autor são encaminhados à autoridade judicial para que sejam adotadas as medidas previstas em lei.
Como se trata de um termo para a constatação e o registro de um fato, Barroso afirmou que não cabe a sua comparação com o inquérito policial, “que, dada a natureza investigativa, é necessariamente presidido por delegado de polícia (polícia judiciária)”. Ele destacou ainda que, na ADI 5637, o STF entendeu que a lavratura do TCO não é atribuição exclusiva da polícia judiciária, de forma que a Polícia Militar (polícia administrativa) poderia ter essa prerrogativa fixada em lei estadual. Nesse sentido, concluiu que a regra não usurpa prerrogativa exclusiva de investigação da Polícia Federal (polícia judiciária no âmbito da União).
PR/CR//CF
Foto: PRF
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