A princesa das trevas : Janaína Paschoal – sob o pretexto de assegurar a saúde de crianças e adolescentes – quer aniquilar com tratamento especializado para humanos transgêneros…E se diz jurista especializada em direito constitucional pela USP 8

Crianças deveriam se preocupar só em ser crianças, né? - iStock“As crianças são alvo de experimento”, diz Janaína O projeto que pode proibir a terapia hormonal em crianças trans em São Paulo foi criado pela deputada Janaina Paschoal, do PSL. Segundo ela, sua ideia é proteger as crianças de experimentos e de eventuais danos à saúde. “Médicos no Canadá e Estados Unidos começaram a questionar esse tratamento. No Brasil, e aqui não há nenhum preconceito, isso fica só na mão de psiquiatras, mas os pediatras também precisam ser ouvidos” ela diz. A deputada garante que as ponderações não têm dogmas religiosos e dizem respeito apenas à saúde dessas crianças. “Estamos diante de experiências. Não estou indo contra a ciência. Só não quero que crianças s… – Veja mais em https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2019/09/10/reacao-de-pais-a-emenda-de-jpaschoal-ninguem-sonha-em-ter-crianca-trans.htm?cmpid=copiaecola

O aspirante a ditador fujão – Tal como o pai faz merda e depois foge covardemente para não ser expulso 8

Carlos Bolsonaro pede licença de 120 dias da Câmara do Rio de Janeiro

Vereador do PSC não explicou o motivo do pedido. Caso o afastamento seja superior a esse período, um suplente será convocado. O pedido foi feito ao presidente da Câmara na última sexta-feira e foi aceito e publicado no Diário Oficial desta terça-feira.

 

Resultado de imagem para carlos bolsonaro gay

Rede vai processar Carlos Bolsonaro por defesa de ditadura

Segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ao dizer que “por vias democráticas as coisas não mudam rapidamente”, Carlos Bolsonaro, por ser um parlamentar, não pode se manifestar contra a democracia e deve responder na Justiça por seu tuíte

STF joga pá de cal sobre a pretensa “carreira jurídica” de delegado de polícia…( Verdadeiramente, a maioria nem sequer sabe o que é ser jurídico! ) 18

Carreira de delegado não pode ser equiparada às carreiras jurídicas, diz STF

Por Gabriela Coelho

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A carreira de delegado de polícia não pode ser equiparada às carreiras jurídicas. O entendimento foi firmado, por unanimidade, pelos ministros do Supremo Tribunal Federal em plenário virtual. A sessão começou em 30/8 e terminou no dia 5/9.

Delegado de polícia não pode ser equiparado às carreiras jurídicas, diz STF
Reprodução

Prevaleceu entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes. “Julgo procedente o pedido para declarar a inconstitucionalidade, nas vertentes formal e material, dos §§ 4º e 5º do artigo 106 da Constituição Estadual de Santa Catarina, acrescidos pela Emenda Constitucional 61, de 11 de julho de 2012”, diz.

O ministro foi seguido pelos ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Celso de Mello.

A ação foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República em 2016. Na ação, a PGR questiona dispositivos introduzidos por meio de emenda a Constituição de Santa Catarina para considerar o cargo de delegado de Polícia Civil como atribuição “essencial à função jurisdicional e à defesa da ordem jurídica”.

Segundo a ação, a alteração categoriza a carreira de delegados de polícia como jurídica e assegura aos integrantes “independência funcional” e “livre convicção”.

ADI 5.520

Carreira de delegado não pode ser equiparada às carreiras jurídicas

SEM DISFARCE – Propina pro cafetão encontrado com uma adolescente chega a R$ 200 mil, diz a CBN 1

#2 – ‘Sem Disfarce’: Cafetão sugere ‘maquiagem carregada’ para explorar menor de idade na prostituição

A prática de exploração sexual de menores pode render de quatro a 10 anos de prisão. A segunda reportagem da série ‘Sem Disfarce’ mostra que a propina para que policiais não prendam os cafetões que cometem esse crime chega a R$ 200 mil. Os números mostram que uma a cada cinco denúncias de exploração sexual de menores no Brasil veio de São Paulo. Até abril foram mais de 800 em todo o país.

Prostíbulo na Zona Sul de São Paulo tem até festas temáticas. Foto: Reprodução/Whatsapp (Crédito: )

Prostíbulo na Zona Sul de São Paulo tem até festas temáticas. Foto: Reprodução/Whatsapp

POR PEDRO DURÁN (pedro.duran@cbn.com.br)

Se por um lado, o crime de cafetinagem é praticado à luz do dia, sem disfarces e compactuado com autoridades públicas em São Paulo, por outro a exploração sexual de menores não é regra, tem um caminho muito mais obscuro, mas mesmo assim acontece.

Nas visitas às dezenas de prostíbulos, a reportagem da CBN até encontrou garotas que aparentavam ter menos de 18 anos, mas nenhuma afirmou isso.

Pra provar a exploração sexual de menores, a reportagem simulou que era uma jovem de 15 anos e trocou mensagens com cafetões e cafetinas de 20 prostíbulos que funcionam em São Paulo.

Quatro deles, mesmo sabendo se tratar de uma menor de idade, pediram fotos do corpo pra avaliar a aparência.

Um quinto, Marcos, falou abertamente do assunto. Ele cuida de um prostíbulo no Jabaquara e outro na Avenida Interlagos, também na Zona Sul e recruta adolescentes.

Pelo whatsapp, ele pergunta se a garota faz tudo na cama, se está disposta a fazer sexo anal, diz que os programas rendem um bom dinheiro e pede uma foto de corpo inteiro, de biquíni ou de calcinha. Para disfarçar a idade da suposta adolescente, ele sugere ‘carregar na maquiagem’.

“Tem que ver sua aparência. Se você aparentar ser bem menor que 18 anos fica complicado. Nem eu pego e nenhuma outra casa pega, entendeu? Mas nada que, dependendo aí, nada que uma maquiagem bem carregada, resolva, entendeu? Isso aí a gente dá um jeito. Mas eu tenho que ver mais ou menos como é sua fisionomia, entendeu? Igual eu te falei”, diz ele na mensagem.

Depois, ele ainda dá uma dica: quando a adolescente for se apresentar para um prostíbulo, não falar nada sobre a própria idade.

“Aliás, casa nenhuma vai falar. Vai falar que você tem quinze anos? Nem toca no assunto. Eu ainda pego dependendo da aparência da garota, se ela aparentar ter mais idade. E ter corpo também”, recomenda.

Mário, um dos sócios de um prostíbulo na zona sul que foi gravado por uma câmera escondida conta que a propina pro cafetão encontrado com uma adolescente chega a R$ 200 mil.

Mário: Menor é a pior desgraça. É melhor ele achar um quilo de cocaína aqui do que achar uma menor. Teve um conhecido meu que tinha uma menor. 16 anos dentro da casa. Os caras queriam R$ 200 mil.
Repórter: R$ 200 mil?
Mário: Isso se você pegar um ‘polícia’ corrupto, se você pegar um cara que cumpre a lei mesmo, você tá f*.
Repórter: R$ 200 mil pra manter a menina menor lá?
Mário: Não! Pra manter aberto! Ela tem que sumir de lá.
Repórter: Ah é?
Mário: Ela some, mas você fica com o carnê. Ou paga à vista ou não paga. Mas eles querem o dinheiro, não faz nada de graça pra ninguém na amizade, não. ‘Fita’ dessa aí é cadeia direto.

O crime de exploração sexual de menores é bem mais grave do que o crime de cafetinagem. O código penal prevê quatro a dez anos de cadeia, além de multa. O proprietário, gerente ou responsável do estabelecimento ainda tem o local lacrado imediatamente.

O desembargador Antonio Carlos Malheiros, consultor de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, explica que o disfarce pra esconder a idade torna o crime ainda mais grave.

“Quando estamos falando de crianças e adolescentes nós não podemos falar de prostituição, falamos sempre de exploração sexual. Com a agravante ainda de se preparar uma menina pra ser explorada sexualmente. A punição tem que abranger ainda todos aqueles que deixam de exercer o seu dever recebendo subornos”, defende.

No capítulo de amanhã da série ‘Sem Disfarce’ você vai descobrir o mecanismo por trás do recrutamento de prostitutas, com os atrativos e as obrigações determinadas pelas casas de prostituição

Essa gente é um perigo: se o mentor cristão é a mais completa absurdidade como serão seus seguidores?…( De tanto ver falsos cristãos, cada vez mais tenho simpatia pelo Diabo! ) 1

Olavo de Carvalho vira piada ao dizer que compositor dos Beatles era Theodor Adorno

Imagem dos Beatles que faz parte do leilão - Mike Mitchell/Omega Auctions

Imagem dos Beatles que faz parte do leilão Imagem: Mike Mitchell/Omega Auctions

Colaboração para o UOL

09/09/2019 11h36

Olavo de Carvalho virou alvo de piadas nas redes sociais no último fim de semana por causa de um vídeo. Nas imagens, o escritor afirma que o compositor das músicas dos Beatles foi o sociólogo e filósofo alemão Theodor Adorno, que morreu nove anos após a criação da banda inglesa. A cena em questão viralizou e foi tema de memes na internet.

Não se sabe a data exata de quando foi publicado o vídeo, mas desde o último sábado o assunto viralizou entre os internautas. Nas imagens que têm aproximadamente dois minutos, Olavo de Carvalho relata que leu um artigo em holandês sobre o Quarteto de Liverpool, mas “que ainda iria investigar” apesar do assunto parecer “verdadeiro pelo contexto”.

“Eles dizem que os Beatles são semianalfabetos em música. Mal sabiam tocar violão. Quem compôs as canções deles foi Theodor Adorno. Agora você sabe o efeito devastador da música dos Beatles? É tudo celebração do LSD, das drogas… Você sabe como terminou John Lennon e os outros, né? Vocês têm ideia da porcaria que os Beatles fizeram no mundo?”, destaca o mentor da família Bolsonaro.

Cadê a “nota oficial” da Associação dos Delegados repudiando a acusação de que seus consortes recebem propina de cafetões e prostitutas ? 27

#1 – ‘Sem Disfarce’: Com propina e vista grossa, prostíbulos se multiplicam por São Paulo

Com a conivência da Prefeitura de São Paulo e da Polícia Civil, os prostíbulos se espalharam por bairros movimentados da cidade e funcionam em plena luz do dia. Cafetões relatam que o pagamento de propina é o que mantém o esquema ilegal em plena operação. A reportagem da CBN mapeou 47 prostíbulos que funcionam com o mesmo sistema na capital paulista: valor do programa tabelado e dividido entre a garota e a casa, bar na frente e quartos nos fundos.

Série 'Sem disfarce' mostra que casas como esta se espalharam pela cidade. FOTO: Pedro Durán/CBN (Crédito: )

Série ‘Sem disfarce’ mostra que casas como esta se espalharam pela cidade. FOTO: Pedro Durán/CBN

POR PEDRO DURÁN (pedro.duran@cbn.com.br)

Repórter: ‘Tá’ rolando o que aí?

Segurança: Aqui é um puteiro, uma boate.

Repórter: E como é que é o sistema aí?

Segurança: A entrada é grátis, não paga nada, 20 minutos é R$50, meia hora é R$80. Pode dar uma olhadinha na casa, não paga nada.

Repórter: Vou olhar lá.

Entramos nesse e em dezenas de outros lugares muito parecidos com esse. Do lado de fora luminosos, bexigas, números grandes e até imagens de mulheres seminuas indicam claramente o que acontece ali dentro. Não tem disfarce.

No Sabará Club, na zona sul, um dos sócios, Mário, conta que paga propina para policiais do 99º DP, onde funciona a Delegacia da Mulher – a mesma que investigou a denúncia de estupro contra Neymar -, e também para a Delegacia Seccional da região. Sem saber que estava sendo gravado, ele diz que evita envolver a polícia em qualquer problema, resolve dentro da casa.

Mário: Nunca eu levo problema pra delegacia, pra distrito nenhum.

Repórter: Porque eles não podem dizer que não sabem que aqui funciona…

Mário: É claro! Eles pegam. Tem que pegar a mensalidade. É igual jogo, a mesma coisa.

Repórter: A mensalidade é alta?

Mário: Tem que dar um café para os caras, se não… Nada funciona na ilegalidade sem ter conversa com alguém.

Ele diz que quem distribui a propina é um advogado que atende diversos prostíbulos, Leandro Vidotto, que justamente por isso é chamado entre os cafetões de ‘associação’.

Mário: Eles se viram lá, eu tenho uma associação, eu pago lá no centro, eu não sei quem é quem, quem é delegado…

Repórter: Como assim uma associação?

Mário: É um advogado que ele conhece essa galera toda, daí ele resolve por telefone, vamos supor ‘ah, deu um problema aqui’. Aí ele vai chegar pra conversar porque não vai preso do nada, não é brinquedo não a coisa. É negócio sério, é uma organização.

Mário mostra, então, o boleto de pagamento do escritório do advogado Leandro Vidotto.

Repórter: Vidotto…

Mário: Isso, é conhecido em tudo quanto é lugar de São Paulo.

Na prefeitura de São Paulo também há vista grossa para que os prostíbulos se espalhem. Prova disso é que, em março deste ano, a regional de Pinheiros tinha montado uma operação para lacrar os estabelecimentos que também estavam servindo de depósito de bebidas para ambulantes. No dia, os fiscais faltaram. Depois, até a reunião convocada para remarcar a ação também teve boicote.

Em agosto de 2017, a então prefeita regional de Santana, bairro da Zona Norte da capital, tomou a iniciativa e emparedou com blocos de concreto sete prostíbulos na região. Delegada de polícia, Rosmary Corrêa deixou o cargo em fevereiro e foi remanejada para outra área da prefeitura. Ao lado de onde funcionavam os prostíbulos lacrados, hoje existem outros cinco.

“Eu acho que falta apenas boa vontade e querer fazer com que a lei seja cumprida. Você nem precisa investigar muito porque funcionam às claras. Todo mundo sabe onde tem. Então o que nós precisamos pra que essas coisas aconteçam? Uma fiscalização mais rígida, todo o procedimento administrativo de interdição. Descumpriu a interdição: emparedar”, diz.

A prostituição não é crime. No Brasil, quem recebe ou paga por sexo não vai para a cadeia. Mas são crimes: tirar proveito da prostituição participando dos lucros, manter um local para essa atividade e atrair pessoas para fazerem programas. Somados, eles podem render de 5 a 14 anos de cadeia, com explica o jurista Guilherme Nucci.

“Hipoteticamente seriam três crimes, mas hoje o que a gente vê é que esses três crimes não existem na prática. Essa é a verdade. As autoridades ignoram completamente, a sociedade também não está cobrando… Nunca vi ninguém cobrar falar: ‘cadê a punição, pra aquele que agencia?’. Tem até outdoor hoje em dia”, diz ele.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que prendeu neste ano dois criminosos que mantinham casas de prostituição e que as informações da reportagem serão analisadas, inclusive, pela corregedoria da instituição.

A Secretaria Municipal das Subprefeituras de São Paulo alega que não tem conhecimento e repudia qualquer boicote a operações de fiscalização de prostíbulos, como mostrou a reportagem. Eles ainda defendem que a competência do órgão é averiguar a licença de funcionamento e dar apoio à Polícia e ao Ministério Público em operações como as que determinaram o fechamento de cerca de 30 prostíbulos na cidade desde 2017.

O advogado Leandro Vidotto disse desconhecer o conteúdo da conversa e não saber do que se tratam os relatos de propina feitos pela reportagem.

No capítulo de amanhã: o valor da propina e os truques dos cafetões para o recrutamento de menores de idade para a prostituição.

 

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E ainda tem delegado que com absoluta desfaçatez contesta a fala do advogado que dá aula de prática no DP. 

BRANCO e RICO – Filho de empresário recebe suposto tratamento diferenciado na Delegacia de Jales; apesar de “muito loko” ao volante apenas foi lavrado um “beozinho” para “rigorosa e completa” apuração dos fatos 6

Polêmica em Jales : suposto favorecimento a filho de empresário

08 de setembro de 2019

O delegado seccional disse que não há diferença de tratamento entre pessoas ricas e pobres

Filho de empresário admite ‘aliviada’ de policiais para não ser preso após fuga e acidente com BMW

Um jovem de 24 anos foi detido com drogas após fugir da polícia quando dirigia supostamente embriagado ao sair de uma festa em Fernandópolis, em São Paulo. Mais tarde, o rapaz admitiu ter bebido e que estava com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) cassada por meio de uma publicação no Instagram. Ele também disse que o “pessoal da delegacia” conhecia a família dele e que conseguiu uma “aliviada” para não ficar preso.

Filho de empresários, Lucas Maroca contou, pela rede social, que estava saindo de uma festa no carro dele, uma BMW, e que ficou em “pânico” ao se deparar com uma blitz da PRF (Polícia Rodoviária Federal). “Desesperei, tinha bebido e minha carta está cassada. Na hora entrei em pânico e nem lembro o que aconteceu”, explicou.

De acordo com a PRF, durante a fuga, o jovem jogou para fora do veículo uma substância branca reconhecida mais tarde como quetamina, medicamento veterinário usado como alucinógeno. Após a batida, uma porção de maconha também foi encontrada no interior do carro.

“Desesperei, pois tinha bebido e minha carta está cassada. Fiquei fugindo da polícia, bati meu carro e quase atropelei um policial”. Jovem admite ter bebido e dirigido e o mais impressionante: ter escapado de punição porque “pessoal da delegacia” deu uma aliviada.

Vídeo incorporado

‘Aliviada pra eu não ficar preso’

Na delegacia, Lucas prestou depoimento, se negou a fazer o teste do bafômetro e o exame de sangue, mas assumiu que os entorpecentes eram para consumo próprio. Ele foi liberado após os procedimentos.

No vídeo, Lucas comentou que policiais civis deram “uma aliviada”. “Tive a sorte do pessoal da delegacia conhecer minha família e conseguiram dar uma aliviada pra eu não ficar preso. Provavelmente vou ter que responder um monte de processo. Não me machuquei e não machuquei ninguém”. Na cidade de Jales, a família de Lucas possui uma empresa têxtil.

O BHAZ entrou em contato com o irmão de Lucas, no entanto, ele optou por não comentar e negou a passar o contato do advogado que representa a família.

‘Infeliz declaração’

Para Charles Wiston de Oliveira, delegado seccional de Polícia de Jales, todos os procedimentos feitos pelos plantonistas foram corretos e classificou a fala de Lucas como uma “infeliz declaração que trouxe desconforto”.

O delegado explicou que Lucas não foi preso, pois faltaram provas de que ele estava embriagado, mesmo com a confissão, pelo Instagram, do uso de bebidas. “Ele se negou a soprar o bafômetro, não aceitou fazer o exame de sangue. Com isso foi acionado o médico legista para analisar os sinais psicomotores, a voz pastosa e olhos avermelhados. Esse médico constatou que ele não estava embriagado. O delegado não teve prova convincente”, disse.

Sobre a porção de maconha encontrada com o jovem o delegado disse que isso não seria suficiente para ele ser preso, pois não há pena para quem porta drogas para o uso pessoal. “O crime previsto no artigo 28 na Lei de Drogas cabe uma advertência decorrente de audiência judicial. Por isso ele não poderia ser preso”.

Já com relação a quetamina jogada por Lucas durante a fuga, o delegado informou que ela não se trata de uma droga sintética, mas sim um anestésico de uso veterinário. “Ela não é proibida pela Anvisa e nem considerada uma droga sintética”.

Apesar do delegado afirmar que a embriaguez não foi constatada pelo médico legista, o registro policial consta que jovem estava embriagado, segundo o próprio Oliveira. “O registro aconteceu para que o caso seja investigado. O delegado agiu certo e fez tudo que era possível”.

Um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso.


O delegado pode ter agido dentro da mais absoluta legalidade, mas não é esse o padrão empregado pela Polícia Civil em casos semelhantes envolvendo cidadãos comuns; especialmente quando o comum é pobre . 

Zé ninguém faz exame na marra com direito a filmagem com ampla divulgação da bebedeira; acabando preso em flagrante sem direito a fiança.  

FEDERAÇÃO DE FELÕES – FENAPEF faz o jogo de Bolsonaro e caga na cabeça dos Delegados Federais ; tudo por recalque, rancor e a ambição de obter o status de autoridade policial no tapetão 5

Bolsonaro divulga nota de apoio de federação a possível troca na PF

Adriano Machado/Reuters

Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo

09/09/2019 13h08

O presidente Jair Bolsonaro divulgou hoje, em seu perfil de Facebook, uma nota de apoio que recebeu da Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF) em relação a uma possível troca de direção na Polícia Federal (PF).

A possibilidade de o presidente substituir o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, tem recebido críticas. Assim, Bolsonaro utilizou o apoio da federação para defender a sua competência para efetuar uma mudança.

“No momento em que a mídia tenta criar narrativas onde eu estaria interferindo em processos na Polícia Federal, agradeço o ofício da Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), encaminhado ao Senador Flávio Bolsonaro, no qual reiteram confiança e autoridade ao Presidente da República na escolha do Diretor Geral, bem como refutam supostas interferências externas no âmbito da PF”, escreveu Bolsonaro.

Na nota exibida por Bolsonaro, a Fenapef ‘reitera a confiança no presidente e a autoridade deste para nomeação e escolha do Diretor Geral da Polícia Federal” e “refuta supostas interferências externas no âmbito da Polícia Federal”.

[ x ]

Em declarações ao jornal “Folha de S.Paulo” na última semana, Bolsonaro disse que teve uma conversa com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e que mudanças na direção da Polícia Federal podem “arejar” a corporação.

De acordo com Bolsonaro, Moro poderá efetuar a mudança a qualquer momento. “Está tudo acertado com o Moro, ele pode trocar (o diretor-geral, Maurício Valeixo) quando quiser”, disse o presidente. “Essa turma (que dirige a PF) está lá há muito tempo, tem que dar uma arejada”, completou.

Bolsonaro ainda classificou como “babaquice” a reação da corporação em relação a declarações recentes sobre possíveis mudanças na direção.

Vale lembrar que, no dia 28 de agosto, Sergio Moro disse, em entrevista à GloboNews, que não tem a intenção de trocar a direção da PF neste momento, mas “as coisas podem eventualmente mudar”.

Nota completa da FENAPEF

Em seu site, a Federação Nacional dos Policiais Federais disponibiliza o ofício completo sobre a posição da entidade sobre o tema. Confira:

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), entidade que representa mais de 14000 integrantes da carreira policial federal de todos os cargos, vem a público esclarecer os seguintes pontos em relação à suposta troca de comando da Direção Geral da Polícia Federal, e outras questões correlatas:

1- Inicialmente refuta-se com veemência a utilização do nome da “corporação” Polícia Federal em manifestações de cunho político-classista, provenientes de integrantes de um único cargo minoritário na estrutura da PF, bem como de determinada associação que congrega parcela deste grupo.

2- Para a expressiva maioria dos integrantes da Polícia Federal, aqui representados pela Federação Nacional, o Presidente da República tem a prerrogativa exclusiva de NOMEAR o Diretor Geral da PF, em obediência a mandamento expresso contido no artigo 2º-C, da Lei n° 9266/96 (com a redação dada pela MP 657/14), bem como substituí-lo como e quando achar oportuno.

3- É fundamental ressaltar que a modificação na lei de regência da Polícia Federal que conferiu essa prerrogativa ao Presidente da República é fruto da polêmica, e pouco republicana, MP 657 de 2014, editada 10 dias antes da eleição presidencial daquele ano, e, publicamente patrocinada e defendida por entidade associativa de pouca representatividade, que hoje se insurge publicamente contra o mandatário do país, alegando pretensa interferência na PF.

4- Os Policiais Federais entendem que o Cargo de Diretor Geral deve ser ocupado por profissional de segurança pública que esteja em sintonia com as diretrizes e políticas públicas emanadas daquele que recebeu do povo nas urnas a autoridade de estabelecer tais políticas, segundo princípio republicano e constitucional vigente.

5- Até o momento não se tem notícia de qualquer interferência nas investigações em andamento no âmbito da Polícia Federal, até porque a PF detém autonomia investigativa e técnico-científica asseguradas em lei. A Federação Nacional dos Policiais Federais estará em constante vigilância em relação à defesa desta prerrogativa do Órgão.

6- Os Policiais Federais reafirmam sua confiança no Presidente da República, eleito segundo a regra democrática, e no Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, considerado hoje um dos maiores ícones no combate à corrupção da história deste país; e repudiam a utilização do nome da Polícia Federal para o patrocínio oportunista da PEC 412 (da falaciosa autonomia), projeto corporativo que conta com rejeição da maioria esmagadora dos
integrantes da corporação.

Continuação – A Prática da Advocacia no Distrito Policial II…( Aula-show, só “virgens de puteiro” se indignarão! ) 17

“Se necessário serei testemunha do advogado!”

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk é por isso que eu leio este blog

Ademais, se quisessem saber um pouco mais da “estilística” do advogado antes de denunciar, bastava dedicar poucos minutos de pesquisa para achar outra palestra como aquela, que segue o link https://youtu.be/8_OKNaE7BF0

 

Pois quem denuncia deve reunir provaS (no plural), não? É um troço chamado “investigação”…

Carlos Eduardo

Delegacia Seccional de Americana tem a maior defasagem de funcionários do Deinter-9 15

Americana tem a maior defasagem de funcionários no Deinter-9

Resultado deficitário leva em conta a proporção entre policiais e habitantes no interior paulista; sindicato cobra governo


Com uma proporção de um policial civil para cada 4,5 mil habitantes, a Delegacia Seccional de Americana tem a maior defasagem de funcionários na região do Deinter-9, que atende a outras cinco seccionais.

Delegados relatam cobrança “cruel” e “mal-estar” na corporação, enquanto o Estado diz que concursos estão em andamento para contratar agentes. O Deinter-9, inclusive, foi apontado como o de maior déficit no Estado.

Na seccional de Americana são 269 policiais para uma região com população estimada em 1,2 milhão de habitantes, que abrange também as cidades de Artur Nogueira, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré.

Foto: Arquivo / O Liberal
Delegacia sediada em Americana atende ainda mais 8 municípios, incluindo os outros quatro da RPT

Os dados, de junho deste ano, são da SSP (Secretaria de Segurança Pública) e foram divulgados pelo Sindesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo). O índice é pior do que o registrado nas demais seccionais do Deinter-9. Nas unidades de Casa Branca e São João da Boa Vista a proporção é de duas mil pessoas para cada policial, por exemplo.

Um delegado da área de Americana, que pediu para não ser identificado, diz que a sobrecarga no trabalho gera um clima de instabilidade e de “muito mal-estar” na corporação por conta de cobranças “cruéis” que eles vêm recebendo.

Ele cita que a medida adotada pela Polícia Civil de regionalizar plantões por meio de videoconferência sobrecarregou ainda mais os delegados.

“Isso só foi feito para parecer, equivocadamente, que esse déficit de delegado não é tão sensível assim. Se nós conseguimos cumprir os plantões lá, nós estamos, sim, deixando de cumprir com outras tarefas aqui na nossa unidade de origem”, afirma.

Em resposta, a SSP diz que estão em andamento concursos para contratação de 2.750 policiais civis e que desde 24 de agosto 1.100 deles foram convocados para análise de documentos e realização de perícias de aptidão mental.

Informa ainda que já foi autorizada a abertura de um novo certame para contratar mais 2.750 atentes a partir do próximo ano. “O governo do Estado investirá na aquisição de mais de oito mil coletes balísticos, 200 viaturas e equipamentos aplicados à inteligência policial. Além disso, 120 delegacias serão reformadas em parceria com a iniciativa privada”, traz a nota enviada ao LIBERAL.

Um relatório do Sindesp foi entregue ao governador João Doria (PSDB) na última terça-feira. A presidente do sindicato, Raquel Kobashi Gallinati, diz que o efetivo da Polícia Civil não acompanhou o crescimento populacional e que não houve uma renovação nas forças policiais depois de pedidos de aposentadorias.

“Os policiais civis são os que pior recebem. Vimos um acúmulo de funções, justamente pelo déficit de policiais. A partir do momento que você não estrutura uma instituição que tem atribuição legal de investigar e combater o crime você não dá a certeza do castigo para aquele que comete o crime, deixando a população à mercê da criminalidade”, avalia.

O delegado assistente da Seccional de Americana, José Luis Joveli, considera que essa defasagem ocorre apenas em “um ou outro cargo” por conta de pedidos de aposentadorias. “Tem vários concursos em andamento que provavelmente vão suprir essas eventuais lacunas. Independente disso, estamos cumprindo nossa obrigação. Os plantões continuam operando normalmente”, ressalta.

Distribuição

O problema não é a falta de policiais, mas sim a distribuição deles dentro das unidades policiais do Estado de São Paulo. Essa é a avaliação de José Vicente da Silva Filho, especialista em segurança pública e coronel aposentado da PM (Polícia Militar), em entrevista ao LIBERAL.

Ele utiliza duas seccionais do Deinter-9 para exemplificar sua opinião. “A seccional de Americana com 1,2 milhão [de habitantes] e Casa Branca com 252 mil não tem sentido. Se tem 200 mil, basta duas delegacias para cuidar disso, não precisa de seccional. Isso é um sinal de que é necessário uma reorganização da Polícia Civil no território de São Paulo”, argumenta.

O especialista conta que há cerca de sete anos surgiu um movimento de delegados da região de Piracicaba para cobrar uma restruturação da Polícia Civil, mas o projeto não prosperou. “São 25 mil policiais para 45 milhões de habitantes”.

“Estamos falando de praticamente um policial para cada 2 mil habitantes. Esse é o padrão, e não está errado isso. O problema é a estrutura, delegacia, onde precisa ter delegado ou não, isso precisa ser revisto pela Polícia Civil. Ela tá devendo isso há uns 15 anos”, complementa.

A soberba ADPESP demonstra toda a atual inutilidade pública da entidade 9

ADPESP repudia declarações de advogado e protocola petição no Tribunal de Ética da OAB

A ADPESP protocolou no Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil, nesta quinta-feira, uma petição para apuração de conduta disciplinar de um advogado contra os delegados de Polícia e a instituição Polícia Civil.

Durante uma palestra, o advogado Reynaldo Fransozo Cardoso se referiu aos Delegados de maneira depreciativa e com termos pejorativos, ofendendo toda uma classe que luta diuturnamente contra a criminalidade e pelo bem-estar da sociedade. A referida palestra ocorreu em agosto de 2015, mas o vídeo foi divulgado por um blog nesta quarta-feira, 04 de setembro.

A conduta do advogado vai contra a atuação conjunta e harmoniosa que deve pautar a relação entre as duas classes e demanda uma rápida providência do Tribunal de Ética da Seção Paulista da Ordem (OAB).

A ADPESP repudia o comportamento do advogado, mas tem completa ciência de se tratar de um caso isolado, que não reflete a postura da OAB – entidade centenária e amplamente respeitada –, e tampouco a dos profissionais que a representam e exercem a nobre atividade da advocacia com responsabilidade e ética.

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Se necessário serei testemunha do advogado!

O vídeo se acha publicado no Youtube, canal da OAB , desde 30 de junho de 2016.

A palestra foi realizada em  12 de agosto de 2015. 

Retrata fielmente a realidade da advocacia perante a Polícia Civil, aliás foi até comedido . 

 

 

SIM, caça-fantasmas do IIRGD : Papiloscopistas identificam desaparecido há 47 anos 13

Desaparecido há 47 anos, homem é localizado por ‘caça-fantasmas’ da polícia de SP

Profissionais trabalham na identificação de pessoas em hospitais, asilos e albergues

Rogério Pagnan
São Paulo

Para conseguir tocar a vida e deixar de lado pensamentos recorrentes, a cozinheira Maria Soares da Silva, 66, decidiu decretar, para si mesma, a morte do irmão. Quem perguntasse do paradeiro de Aparecido Soares de Araújo recebia uma imprecisa notícia de sua morte.

Foi assim durante décadas, até que um inesperado telefonema da polícia, recebido no início deste ano, a fez mudar a versão da história.

“Você tem certeza de que ele está morto? Viu o atestado de óbito? Porque acredito que nós o encontramos”, disse do outro lado da linha a auxiliar de papiloscopia Marta Ferreira Cheles da Silva, 51, integrante de um grupo da Polícia Civil de São Paulo especializado na identificação de pessoas desconhecidas, ou sem identidade certa; uma espécie de “caça-fantasmas”.

Maria não conseguiu continuar a ligação. Emocionada diante da possibilidade de rever o irmão depois de 47 anos, a mulher entregou o telefone para o marido, Antônio, 71, para que ele pudesse terminar a conversa com a policial.

A cozinheira Maria Soares da Silva reencontra o irmão, Aparecido Sores de Araújo, após 47 anos – Arquivo Pessoal

Marta, que teve participação decisiva no desfecho, estava lá quando os dois se reencontraram, dias depois. Foi testemunha do momento em que Maria disse não ter dúvidas de que o sexagenário à frente dela era o mesmo menino de suas memórias. O jeito de sentar, o rosto chupado, a agitação incontrolável e até falta de um dos rins (que seria confirmado em exames) não deixavam dúvidas de que as súplicas de uma mãe tinham sido ouvidas.

“Não sabia que a polícia fazia coisas assim”, declarou Antônio aos policiais, que conseguem confirmar, em média, a identidade de 300 pessoas ao ano.

O grupo de “caça-fantasmas”, batizado oficialmente de Sim (Setor de Identificação Móvel), pertence ao instituto de identificação da Polícia Civil de São Paulo, o IIRGD, e trabalha para confirmar (ou descobrir) a identidade de pessoas que estão em locais como albergues, hospitais, asilos, unidades terapêuticas e que, por inúmeros motivos, não conseguem informar seus dados pessoais com precisão.

O irmão de Maria, por exemplo, tem 61 anos de idade, mas não consegue formular uma frase  devido a uma deficiência cognitiva não diagnosticada devidamente.

Foi em uma dessas unidades que Marta e seus colegas, Jorge Alvaro Gonzaga e Carla Barbeiro Marastoni, encontraram Aparecido.

A equipe foi acionada pela coordenadora do SRT (Serviço de Residência Terapêutica) do Itaim Paulista (zona leste), Cíntia Ribeiro, para que tentassem identificar uma leva de dez pacientes que chegaram à casa no final do ano passado, transferidos de um hospital psiquiátrico de Sorocaba, quase todos sem documentos nem identidade confirmada. Cido, como é chamado pela família, era um deles.

As digitais de Aparecido foram recolhidas, enviadas para um banco de dados da Polícia Civil e confrontadas com as de 30 milhões de pessoas, mas nada foi encontrado.

O segundo passo foi buscar pelo nome entre os 45 milhões de RGs emitidos no estado de São Paulo, mas Aparecido também não estava lá. Soube-se, depois, que ele nunca tirou documentos em São Paulo.

Em uma folha entregue pelo hospital de Sorocaba, a equipe achou o nome do pai dele, o lavrador Gentil Soares de Araújo. Os policiais fizeram um levantamento e conseguiram uma enorme lista de possíveis parentes desse homem, morto há quase 30 anos.

Marta sentou-se em uma cadeira disposta a só sair de lá quando tivesse encontrado alguém que conhecesse Aparecido. Por sorte, logo na primeira ligação Maria atendeu.

O encontro dos irmãos se deu no início de fevereiro. Maria conta que Aparecido não era mais o menino de quem lembrava. Tinha, porém, trejeitos do pai, em especial a forma como cruzava as pernas ao sentar e, também, como sorria e colocava a mão ao rosto. Os olhos eram, porém, da mãe, Pedrina. A certeza de ser o irmão desaparecido levou todos às lágrimas, incluindo os policiais.

Foi Gentil, conta Maria, quem teve a dura missão de internar Aparecido, com 14 anos, e o outro filho, José, com 10 anos, na Santa Casa de São Paulo para cuidados psiquiátricos. O homem, que se mudara havia pouco tempo, não tinha condições de cuidar dos dois sem que o resto da família passasse fome.

Tempos depois, porém, os meninos foram transferidos para outras unidades de tratamento, sem conhecimento ou autorização da família. Nunca mais tiveram notícias. “Meu pai andou muito para ver se achava eles, procurou muito, mas não conseguiu encontrar”, disse Maria.

A mãe, Pedrina, ainda segundo a cozinheira, não teve à época forças para impedir aquela internação. Estava anêmica. Passou anos deprimida, chorava pelo destino da família, e morreu em 2004 sem notícias dos filhos. Gentil já havia morrido 15 anos antes, arrependido da decisão tomada.

“Quando encontrei o Aparecido, eu senti minha mãe presente ali. Porque ela pediu, antes de morrer, para que a gente encontrasse nossos irmãos. Ela disse: ‘eu não vou morrer em paz’. Ela falou isso várias vezes. Meu irmão, que sabia mexer com internet, ficava fuçando para ver se encontrava ele, mas nunca tivemos notícia.”

Pelas marcas existentes no corpo do irmão, Maria calcula a vida de sofrimentos pela qual passou Aparecido. “Eu levei um susto quando eu vi o Aparecido. Ele não tinha problema nenhum e, agora, está cheio de coisa. Tem problema no braço. Não é mais o mesmo.”

Cíntia, a coordenadora, confirma as suspeitas de maus-tratos nas unidades anteriores. Explica que o antebraço direito de Cido, por exemplo, fica pendurado ao corpo porque a ligação com o cotovelo foi perdida.

Um exame do DNA deve ser feito para a certeza total do parentesco, por questões legais, Para Maria, contudo, não existem mais dúvidas, apenas um desejo: “Gostaria, agora, de reencontrar o outro, o José. Eu rezo por ele todos dias”.

Os “caça-fantasmas” estão prontos para atender ao chamado.

Um grande exemplo: Dr. Pedro Luis de Souza, delegado titular do 80º DP de São Paulo 11

Da favela à delegacia

Filho de porteiro, responsável por investigar tortura com chicote em jovem reprime violência policial

Alex Tajra e Luís Adorno Do UOL, em São Paulo
06.set.2019 – Simon Plestenjak/UOL

Pedro Luis de Souza, delegado

Recebi ligação até do jornal britânico The Guardian, você acredita?

O delegado Pedro Luis de Souza, 62, chamou a atenção pela sensibilidade com que se posicionou sobre a tortura de um jovem negro de 17 anos, que foi amordaçado e chicoteado por dois seguranças de um mercado da zona sul de São Paulo porque tentou furtar quatro barras de chocolate.

O adolescente foi amarrado, despido e agredido com fios elétricos. As imagens da tortura foram registradas pelos agressores e repercutiram nas redes sociais durante a última semana. O caso entrou em segredo de Justiça na tarde de ontem.

Titular do 80º DP (Distrito Policial), responsável pelas investigações, Souza foi o responsável por pedir a prisão temporária, válida por 30 dias, dos seguranças Davi de Oliveira Fernandes, 37, e Valdir Bispo dos Santos, 49, suspeitos de terem torturado o jovem. Fernandes foi preso na noite de ontem; Santos permanecia foragido até a publicação desta reportagem.

Além da investigação contra os funcionários do supermercado, a equipe da delegacia apura se os mesmos seguranças torturaram outro homem e uma criança que também tentaram furtar objetos do estabelecimento.

“Nunca investiguei algo parecido. Já estive em vários casos graves. Já atendi na delegacia de homicídios e vi corpos mutilados, sem cabeça. Pai que mata filho, filho que mata pai. Infelizmente, essas ocorrências existem. Mas, sobre o fato do menino torturado, talvez a maior gravidade seja que vivemos num país em que o período escravocrata vigorou durante anos. O Brasil foi o último país que aboliu a escravidão. E isso se reflete até os dias de hoje”, afirmou o delegado ao UOL.

Dos 42 anos dedicados à Polícia Civil, Souza ficou os últimos 30 como delegado. Ele até já poderia se aposentar, mas diz acreditar que ainda pode “fazer a diferença” nos bairros periféricos da cidade. Conhecedor das pontas da capital, foi criado na região do Jaguaré pelo pai porteiro e pela mãe dona de casa, chegando a morar em favela.

“Nasci num bairro bem pobre de São Paulo, na periferia, no Rio Pequeno. Morei em favela também, mas tive estrutura familiar: pai e mãe. Meu pai era porteiro, minha mãe era dona de casa. Estudei em escola pública a vida inteira. Fui para o Exército quando fiz 18 anos e logo depois entrei na Polícia Civil”, diz. “Comecei na polícia como escriturário, que auxiliava na delegacia, e fui para a academia de polícia. Depois, fui carcereiro, escrivão, investigador e há 30 anos atuo como delegado”, complementa.

Dos 18 aos 20, ainda durante a ditadura militar, Souza serviu ao Exército brasileiro. “Não quis seguir porque o regime militar era um tanto rígido demais. Eu era totalmente insubordinado [risos]. Eu não gostava daquele regime militar, nunca me dei bem. Isso foi em 1975. Então, quando eu saí, precisava de algum emprego. E fui para a Polícia Civil”, relembra.

Como policial, passou por pelo menos nove delegacias das periferias de São Paulo, além das especializadas Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa). “Não tem pior ou melhor lugar. Eu sempre trabalhei na periferia. A gente quer fazer um bom trabalho para quem precisa. E o pessoal da periferia é um povo muito sofrido. Falta infraestrutura, falta saneamento, falta tudo. E é onde estão os maiores problemas”, afirma.

As pessoas da periferia não vêm à delegacia só para problema policial. Às vezes, para problemas sociais que você tem que procurar resolver. Porque não temos assistente social em plantão para resolver

Pedro Luis de Souza, delegado

 

03.set.2019 - Reprodução/TV Globo 03.set.2019 – Reprodução/TV Globo

“Não tem como dissociar com o período escravocrata”

O UOL não publicou o vídeo do jovem sendo torturado para preservar a vítima. Até o próprio delegado teve dificuldade para ver as imagens. Na primeira vez que assistiu, não chegou até o fim. “Não tem como dissociar a agressão sofrida por ele com o período escravocrata que vivemos no Brasil. Não tem como. A imagem associa diretamente a esse período. Você vendo ele pedindo pelo amor de Deus para que parassem com aquela agressão. Foi uma agressão covarde, uma violência desmedida”, disse.

Não tem como não relacionar com o período em que os senhores de engenho açoitavam negros ou em praça pública ou nas fazendas de café e de cana-de-açúcar

De acordo com o delegado, o adolescente tem um problema grave relacionado ao consumo de crack. “Ele vem de uma família totalmente desestruturada, vive na rua, vive de pequenos furtos. Tem problema até para se comunicar. Fiquei com pena da situação dele. Lógico que nada justifica ele praticar o furto, não é isso, pelo amor de Deus. Não queremos justificar o injustificável. Não é lícito praticar furto. Só que a desproporção do ato punitivo imposto a ele ao ato infracional que ele praticou não tem parâmetro”, afirmou.

“Como você vai pegar uma criança —eu chamo de criança porque ele não aparenta ter 17 anos, aparenta ter bem menos—, deixar numa sala e, depois de um certo tempo, faz o menino se despir, amordaça, amarra, deixa nu e dá chibatada nele? Não dá”, avaliou.

O caso veio à tona na última segunda-feira (2), quando o estudante denunciou o caso na Polícia Civil. O jovem foi levado a uma sala dentro do estabelecimento, amordaçado, despido e chicoteado com fios elétricos. No depoimento à polícia, ele afirmou que o jovem não quis registrar a denúncia naquele momento, “pois temia pela sua vida”.

No vídeo gravado pelos próprios seguranças, o jovem aparece quase inteiramente nu, com as calças abaixadas na altura do joelho, enquanto é agredido com uma espécie de chicote por um homem. No local onde o jovem foi torturado, é possível notar caixas lacradas e caixotes de plástico com frutas, no que aparenta ser um depósito.

O supermercado afastou os seguranças logo após a denúncia e se dispôs a ajudar nas investigações. Os dois seguranças eram funcionários de uma empresa terceirizada.

Em nota enviada à reportagem, a rede Ricoy afirmou que “repudia todos os casos de violência que ocorreram dentro e nos arredores de suas lojas por funcionários ou terceirizados.”

“Todos os casos de agressão, discriminação ou violação dos direitos humanos devem ser punidos com o maior rigor da lei. Por isso o Ricoy está colaborando com as investigações de forma irrestrita e proativa”, diz o texo.

06.set.2019 – Bairro da Vila Joaniza – Simon Plestenjak/UOL 06.set.2019 - Bairro da Vila Joaniza - Simon Plestenjak/UOL

Tirou das ruas PM que agredia jovens com taco de madeira

Caso ‘Negão da Madeira’ terminou em condenação de PM

O caso do jovem torturado no mercado não é o primeiro que mexeu com os sentimentos do delegado Souza. Em abril de 2017, ele se empenhou para descobrir se a morte do jovem Gabriel Alberto Tadeu Paiva, 16, ocorreu porque ele fora agredido por um policial militar, como todas as testemunhas relataram. Na versão da PM, os policiais teriam encontrado Paiva já desacordado, no chão, sem saber quem o havia agredido.

“Naquela época, tinha muito baile funk nessa região em uma comunidade. O PM, que ficou conhecido como ‘Negão da Madeira’, descia da viatura com uma madeira agredindo a todos. Numa dessas agressões, ele atingiu uma criança, que bateu a cabeça e morreu. Provocou uma revolta enorme por aqui. Nós investigamos esse caso. Ele foi condenado a 24 anos de prisão“, relembra.

Segundo familiares, no dia da agressão, Gabriel estava reunido com seus amigos na rua Vila Missionária, no bairro Cidade Ademar, zona sul de São Paulo, próximo a um carro em que se ouvia funk. Pessoas que presenciaram o momento e prestaram depoimento à Polícia Civil contaram que, para dispersar os jovens do local, quatro PMs os ameaçaram, um deles com um pedaço de madeira.

Após a agressão, Gabriel Paiva foi internado com um coágulo no cérebro e morreu quatro dias depois. Os militares, em depoimento colhido à época na delegacia da Vila Joaniza, disseram que havia um baile funk na região e que a PM foi acionada para dispersar os jovens. Segundo eles, uma mulher avisou que Gabriel estava machucado e caído no chão, e eles foram socorrê-lo.

O policial em questão é Jefferson Alves de Souza. “Sinto que fiz o meu papel. Recebi uma comissão de moradores logo depois da condenação que veio aqui me agradecer pelo trabalho que nós fizemos. O inquérito foi tão bem feito que ele foi condenado. Esse é um dos motivos que me faz continuar como delegado”, afirma.

“Eu já posso me aposentar. Mas eu vejo que ainda tenho alguma coisa a dar para a comunidade. Ao pessoal da Vila Joaniza, Jardim São Jorge, Vila Missionária, que são as comunidades mais carentes que temos aqui”, complementa.

06.set.2019 – Simon Plestenjak/UOL

“A polícia retrata aquilo que é a sociedade”

Negro, o delegado Souza diz que trata todas as pessoas da mesma maneira, sem distinção de cor de pele. Ele afirma acreditar que a polícia não age de maneira racista, mas que pode haver comportamentos racistas e que não devem ser aceitos.

“A instituição policial tem um pouco de cada um da sociedade. A polícia retrata aquilo que é a sociedade. E a polícia, a instituição, não é racista. Tanto que tem vários negros. A polícia age contra aquele que transgride a lei. Havia uma visão sobre a polícia, algum tempo atrás, nesse sentido. Mas ela tem traçado uma linha de trabalhar em cima do que é o direito, do Código Penal”, afirma.

Ele diz que, quando chega até ele um caso de violência policial, recebe a notícia com tristeza. “Quando nós entramos na polícia, há um juramento para seguir a lei, atender a comunidade, atender a população. Estamos aqui para ajudar. A pessoa já pode ser roubada, violada ou agredida… Não dá para aceitar violência policial. Violência policial não é admissível. Não é admissível.”

Se alguém concorda que pessoas se arvorem no direito de fazer justiça com as próprias mãos, rasga a Constituição e joga fora. Nós temos leis para serem cumpridas

“Se a lei está ruim, mude-se a lei. Querem pena de morte? Mude-se a lei. Querem liberdade para a polícia executar? Mude-se a lei. Por enquanto, não temos lei para isso”, relata. Para ele, é necessário o respeito aos direitos humanos. “Eu não vejo quem defende o direito humano como protetor de bandido. Nunca foi isso. Os direitos humanos têm que ser respeitados. Eu me considero defensor dos direitos humanos. Sempre. Sempre. Sempre.”

Os meus policiais daqui, te digo com tranquilidade que nenhum agride ninguém. Se algum policial transgredir, é Corregedoria na hora, com toda certeza. A mim, basta a lei

Para o delegado, é possível combater o PCC (Primeiro Comando da Capital) sem violência policial. Que, por isso, esse tipo de violência não se justifica. “Para combater o PCC, é chegar ao financeiro. Acabar com o PCC financeiramente. No mundo todo foi assim. Não vai ser diferente aqui. Não há necessidade de se usar violência policial. Mas, claro, se estiverem armados de fuzil, obviamente, você também tem que usar o seu fuzil.”