Será mera coincidência?
http://www.heraldica.org.br/Foto019%20site.jpg
e
http://www.diariodealphaville.com.br/Nova%20pasta/images/Almir%20comenda%20home%202.jpg
Roupas meio parecidas, não?!…
e, pior….rs…:
Será mera coincidência?
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Roupas meio parecidas, não?!…
e, pior….rs…:
Dr Guerra será que ainda dá tempo para o Senhor fazer uso da Carta de Dignidade?
:: Carta da Dignidade sobre a Portaria DGP-22/2010
A Portaria DGP-22/2010 procurou resgatar a dignidade da carreira dos delegados de polícia, fazendo valer preceitos constitucionais adormecidos, e que procuravam, desde 1989, proteger a autoridade policial de eventuais ingerências políticas no exercício da atividade de investigação, com franco prejuízo à sociedade, que requer um serviço público de qualidade, sem desvios alheios à boa técnica. Foi imbuída do mais alto espírito público – que deve nortear os atos daqueles que ocupam os altos escalões da Administração -, que a Delegacia Geral de Polícia resolveu pela edição da sobredita portaria, merecendo a justa homenagem prestada pela ADPESP.
Remoção é ato administrativo e como tal deve ser suficientemente motivado. Antes dela, delegados de polícia corajosos que não se curvam diante de interesses alheios recebiam o mesmo tratamento destinado a transgressores disciplinares, em nítido desvio de poder. As remoções desmotivadas, que serviam tanto para calar os bons profissionais quanto como uma forma abrandada e ilegal de punição devem acabar.
Se o policial é bom profissional que permaneça onde está e cumpra com o seu legítimo dever. A Portaria nasceu para protegê-lo. Mas não pensem na Portaria DGP-22/2010 como um prêmio para os maus policiais. Pelo contrário, ela é um mau presságio para os que não cumprem com seus deveres disciplinares e não dignificam a Polícia Civil.
Outrora, ao invés de responder a processos disciplinares policiais faltosos eram simplesmente removidos e o assunto dava-se por encerrado. A punição decorrente de uma remoção sem processo disciplinar, sem qualquer demonstração de motivos, em flagrante hipótese de desvio de finalidade – sempre foi uma alternativa até mesmo vantajosa. Afinal, o “bonde” não deixa máculas em seu histórico funcional e nem desencadeia sanções jurídicas. Não se resolviam os problemas, apenas os mudavam de lugar.
E é nesse ponto que a Portaria 22/2010 revigora o poder dissuasório da Lei Orgânica da Polícia. Agora, os maus policiais não poderão mais receber tratamento abrandado fruto de desvio de finalidade. Seja por omissão, condescendência ou liberalidade. Aquele que transgredir normas disciplinares, que receba a punição adequada após o tramite do ordinário procedimento administrativo. E isso não obsta a remoções desde que sejam motivadas. E faltas disciplinares ou crimes funcionais são motivos legítimos a fundamentar remoções.
( MENTIRA, falta disciplinar ou crime funcional importa no afastamento do funcionário, pois remoção no interesse do serviço, como o próprio nome conceitua, não é penalidade, muito menos espécie de antecipação de penalidade…A remoção compulsória foi abolida como medida cautelar. )
Apenas com o cortar na carne, com o respeito às leis mediando todos os níveis hierárquicos que resgataremos nossa dignidade funcional.
A ADPESP acredita e apóia a Portaria DGP-22/2010 por ver nela um instrumento de fortalecimento da autonomia dos delegados de polícia.
Doravante, com a colaboração de todos os seus associados, fiscalizará o seu fiel cumprimento, para que não ocorram desvios de finalidade e o interesse público seja resguardado. Para isso, será colocado à disposição do público em geral, por meio do seu site, um painel contendo todas as informações referentes às remoções de delegados de polícia. Vamos, juntos, construir uma polícia republicana, independente e democrática! Colabore! Acredite! Denuncie! prerrogativas@adpesp.com.br.
_______________________________
Conversa mole da DGP e da ADPESP.
09/05/2010 – 07h45
BRENO COSTA
da Reportagem Local
A rejeição ao pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, está levando parte do movimento sindical de São Paulo alinhada com Geraldo Alckmin (PSDB), postulante ao governo paulista, a defender a candidatura de Dilma Rousseff (PT).
Alckmin tem a simpatia de pelo menos 40% dos sindicatos filiados à Força Sindical em São Paulo, segundo cálculo do tucano Antonio Ramalho, vice-presidente da entidade que, no Estado, tem uma base de cerca de 4,5 milhões de trabalhadores.
Os elogios a Alckmin entre dirigentes sindicais ouvidos pela Folha são diretamente proporcionais às críticas a Serra. Mesmo entre aqueles que defendem um apoio puro-sangue Serra-Alckmin, pipocam ressalvas ao pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto.
“O entusiasmo é [com] Alckmin. Ele é da escola do [Mario] Covas, do [Franco] Montoro. Ele [Covas] falava “não” direto pra gente, mas falava na cara”, resume Ramalho, que preside o Sindicato da Construção Civil.
Ao mesmo tempo em que defende a ideia de que um apoio a uma dobradinha Dilma-Alckmin seria um “tiro no pé”, Ramalho diz que Serra “não tem conversa com ninguém, só quatro pessoas falam com ele”.
Chapa híbrida
Filiado ao PDT, Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, defende pessoalmente o híbrido Dilma-Alckmin. A posição do sindicato, diz, ainda não está definida oficialmente. A Federação dos Comerciários também tende a essa posição.
Torres conta que os principais líderes sindicais têm o número do celular de Alckmin. Quando não atende, o pré-candidato ao governo estadual pega os recados na caixa-postal e liga de volta.
Na última terça-feira, Alckmin foi a um café da manhã oferecido pela Federação dos Trabalhadores na Indústria Química do Estado de São Paulo. Líderes sindicais de outros quatro setores também compareceram. Ele chegou a vestir a camisa dos químicos.
“Não temos um problema sistêmico com o Serra, mas o diálogo que nós tínhamos com o Alckmin nós não tivemos com o Serra”, diz Sérgio Leite, presidente da Federação dos Químicos, que prevê apoio a Dilma na disputa presidencial.
Ele e outros dirigentes apontam como um dos principais fatores de apoio a Alckmin as reduções de alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para diversos setores promovidas durante o seu governo.
No 1º de Maio, Serra ficou longe de São Paulo, onde as centrais sindicais realizaram suas tradicionais festas –neste ano com a presença de Dilma Rousseff e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os eventos, tanto da Força quanto da CUT, tiveram patrocínio de R$ 2 milhões de estatais do governo Lula (R$ 1 milhão para cada central).
O tucano optou por um evento evangélico em Santa Catarina –que também teve verba de gestões tucanas. As centrais dizem que convidaram Serra. O tucano nega que tenha recebido convite.
Posta esses vídeos ai Dr Guerra. Isso é Alckmin “fujão”
ESTE VÍDEO DEVE SER VISTO EM CADA LAR PAULISTA
REPORTAGEM DA TV AUSTRALIANA SOBRE ATAQUES DO PCC EM 2006, POLICIAIS MORTOS BESTIALMENTE, E A OMISSÃO TUCANALHA em SP.
http://www.youtube.com/watch?v=vsRynm18_Eg
http://www.youtube.com/watch?v=w0tTY1sSLIU VERSÃO COMPLETA Mean Streets – brazil
Pô Dr. Guerra, FAZ CAMPANHA PRO MERCADANTE AI! VAMOS REVERTER ESSA SITUAÇÃO! OLHA A FOLHA AI JÁ SOLTANDO DAS SUAS MENTIRAS!!!
O SR. QUER O PICOLÉ DE XUXU ESSA DESGRAÇA NOJENTA DE NOVO????
Escuta da PF mostra Tuma Jr. tentando relaxar apreensão de US$ 160 mil
Operação Wei Jin.
A pedido do secretário, o policial Paulo Guilherme Mello, seu braço direito no Ministério da Justiça, tentou evitar, sem sucesso, o flagrante a familiares da deputada estadual Haifa Madi (PDT), que carregavam dólares na bagagem
08 de maio de 2010 | 0h 00
O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA
Encarregado de coordenar as ações federais de combate à lavagem de dinheiro, o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, foi gravado pela Polícia Federal tentando evitar um flagrante no aeroporto de Guarulhos que levou à detenção de sete pessoas e à apreensão de US$ 160 mil que estariam sendo levados ilegalmente para Dubai.
Veja também: Diálogo entre Tuma Júnior Regiane Diálogo entre Paulo Guilherme Mello e Grego
As conversas, interceptadas com autorização da Justiça, revelam que Tuma Júnior foi acionado horas depois de agentes da PF lotados no aeroporto descobrirem, em 28 de junho do ano passado, os dólares na bagagem de familiares da deputada estadual Haifa Madi (PDT).
A tentativa de Tuma Júnior de evitar o flagrante apareceu na investigação graças à interceptação do telefone de seu braço direito no Ministério da Justiça, o policial Paulo Guilherme Mello. O assessor foi destacado pelo secretário para solucionar o problema. Num dos diálogos, é o próprio Tuma Júnior quem trata do assunto.
De acordo com relatório da PF a que o Estado teve acesso, Tuma Júnior e Mello foram acionados por um escritório de advocacia. Ao ser informado de que já não era mais possível evitar o flagrante, Tuma Júnior lamenta. “É, paciência, né”, diz. Em seguida, diz a Mello: “O doutor lá era daquele esquema, entendeu? Entendeu? Fala hoje lá com aquela autorid… com aquela pessoa lá”. “O cliente do doutor lá tava empepinando, entendeu?”, completa o secretário.
Ao dar satisfação a Tuma Júnior, Mello usa uma figura de linguagem para dizer que já não havia mais tempo: “O corpo já perecia há mais de doze horas, mais de doze horas, quase dezoito horas quando me trouxeram a informação, entendeu? Os destinos já estavam consumados”. “Já tá com via de… guia de encaminhamento”, disse, referindo-se ao fato de que, naquele instante, o flagrante já havia sido lavrado. “É, o corpo já estava putrefato”, lamenta Tuma Júnior.
O próprio secretário afirma, no diálogo, ter sido acionado tardiamente. O “pedido de socorro”, de acordo com a PF, foi feito por Francisco Teocharis Papaiordanou Júnior, amigo de Tuma Júnior. Papaiordanou é conselheiro do Corinthians, clube do qual Tuma Júnior foi diretor de Futebol. Nos diálogos, o secretário se refere a Teocharis como “Grego”. “Falei pra ele: “Muito tarde, mas vou chamar Guilherme”. Eu chamei (você) no rádio, mas essa p… não atendia”, diz Tuma Júnior.
Para atender o pedido de Tuma Júnior, Mello disparou uma série de telefonemas e acionou policiais federais em serviço no aeroporto. Mesmo não havendo mais possibilidade de evitar o flagrante, o assessor relata ao chefe Tuma Júnior ter tomado outras providências. Conta ter acionado um contato na delegacia da PF em Cumbica para ao menos minimizar o problema. Grego, àquela altura, já havia sido avisado da providência “Hoje, pelo menos tava o Relê tava lá no aeroporto, eu mandei… eu passei a informação pra ele (Grego) pra pessoa procurar o Relê lá pra obter algum privilégio, né, alguma coisa que… alguma…conforto pelo menos lá pro amigo dele, né”, diz Mello a Tuma Júnior.
Lobby.
Em relatório encaminhado à Justiça Federal, os investigadores da PF apontaram a necessidade de avançar em relação ao lobby do secretário.
No relatório, antes de defender novas diligências para apurar a atuação de Tuma Júnior e de seu assessor no caso, os policiais afirmam que os dados de inteligência permitem formar alguma convicções, como “conhecimento prévio de Romeu Tuma Júnior, de eventual prática ilícita, envolvendo crimes financeiros, por parte das pessoas envolvidas na apreensão de valores”.
O documento realça o fato de Tuma ter entre suas atribuições o combate à lavagem de dinheiro. Diz que os diálogos evidenciam “eventual favorecimento de Romeu Tuma Júnior, na sua área de alçada, em crimes relacionados à evasão de divisas ou lavagem de dinheiro”.
Coordenar as ações de combate à lavagem de dinheiro é uma das principais atribuições da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), ocupada por Tuma Júnior desde 2007. É sob o guarda-chuva da secretaria que funciona o Departamento de Recuperação de Ativos, o DRCI, que tem por função promover a repatriação de recursos remetidos ilegalmente para fora do país. Outra atribuição da SNJ é cuidar de assuntos relativos à entrada de estrangeiros no País.
Na última quarta-feira, o Estado revelou as ligações de Tuma Júnior com Li Kwok Kwen, o Paulo Li, apontado pela PF como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo. Documentos apreendidos durante seis meses de investigação revelaram que, de um lado, Li cobrava para legalizar a situação de chineses ilegais no País e, de outro, contava com a ajuda de Tuma para facilitar a tramitação dos documentos no Ministério da Justiça.
Com base nas ligações de Tuma Júnior com Li, os encarregados do caso defenderam a abertura de inquérito à parte para investigar o secretário. Até ontem, porém, o inquérito não havia sido aberto.
Ações sob suspeita
O amigo da máfia
Telefonemas e e-mails interceptados Ligaram Tuma Jr. com Pauli Li, apontado como expoente da máfia chinesa
Passe livre
Com o Departamento de Estrangeiros sob seu comando, operou para dar vistos a chineses em situação irregular.
O pistolão
Inconformado com reprovação do futuro genro no concurso da Polícia Civil de SP, Tuma Jr. articulou para aprová-lo.
Mão amiga
Relatório da PF mostrou ação de Tuma Jr. para liberar mercadorias apreendidas de Fang Ze, do esquema de Paulo Li.
Diálogos interceptados
28 de junho de 2009
16h01min09s
Após o registro de um flagrante no aeroporto de Guarulhos, com prisão e apreensão de US$ 160 mil, Paulo Guilherme Mello, assessor de Romeu Tuma Jr., é procurado por Francisco Teocharis Jr, conhecido como Grego. Começa uma operação, com participação de Tuma Jr., para tentar reverter o flagrante
Grego: Deixa eu falar uma coisa! É… o negócio é o seguinte Guilherme! É… então aguarda um pouquinho que eu vou conversar com a pessoa que quem tá aqui falando aqui é o advogado dele que é amigo do homem que é advogado! E (inaudível) a serviço entendeu? Então eu quero saber… eu vou falar pra ele ver se ele quer que você vá até lá, entendeu? Se há necessidade de você sair de casa!
Mello: Tá bom! Eu vou tentar mais um pouco ver se o Tião atende, porque eu tô ligando daqui da casa da minha mãe e não pega o… direito! Eu não sei o que acontece com o telefone (inaudível).
Grego: Entendeu? Porque daí é o seguinte! Qualquer coisa cê… pra passar no posto lá!
Mello: Mas de qualquer forma o Grego… rolando a situação o cara não tá mais lá! Se foi cana, entendeu? Eu tô achando que tem mais coisa! Só por evasão de divisa não ia enfiar um flagrante nele! Acho que não! Não sei! Só se mudou a lei!
29 de junho de 2009
22h21min21s
Tuma Jr. fala com Mello sobre a apreensão dos dólares em Guarulhos. Mello fala para o chefe que, quando foi procurado por Grego, já não dava para fazer mais nada. Tuma lamenta e diz que o doutor, envolvido no caso, era ”aquele esquema”
Mello: Oh, Romeu, que m. é essa aí do negócio do Grego? Cê não… cê não me falou nada, cara. Agora, ele tava delirando, né, com a estória. Ele não entende como é que funciona.
Tuma Jr.: O cara lá era o…o doutor lá era aquele esquema, entendeu? Entendeu? Fala hoje lá com aquela autorid… com aquela pessoa lá e… pra ver se resolvia aquela parada, mas o Grego não sabe. O cliente do doutor lá tava empepinando, entendeu?
Mello: Não, isso eu sei Romeu, mas é…você é delegado. O negócio já…o corpo já perecia há mais de doze horas, mais de doze horas, quase dezoito horas quando me trouxeram a informação, entendeu? Os destinos já estavam consumados.
Tuma Jr.: É, paciência, né? Paciência. Fica frio que “campei” aqui em Brasília (…) Mas tive um resultado positivo. Mas falei pra ele: “Muito tarde, mas vou chamar Guilherme”. Eu chamei no rádio, mas essa p. não atendia. Mas tudo bem, né?
(…)
Mello: Eu liguei pro Grego, quando me falou eu falei “Grego, primeiro que acho que tem boi na linha, segundo, pelo tempo que você… da ocorrência pra você tá me acionando agora, o negócio já… já tá consagrado. Mas aí eu fui atrás (…) e os caras falaram “esquece”. Já tá e já tá com via de… guia de encaminhamento.
Tuma Jr.: É, o corpo já tava putrefato (…)
Mello: É, paciência, mas tudo bem. Hoje, pelo menos tava o Relê tava lá no aeroporto, eu mandei… eu passei a informação pra ele pra pessoa procurar o Relê lá pra obter algum privilégio, né, alguma coisa que… alguma… conforto pelo menos lá pro amigo dele, né.
30 de junho de 2009
09h14min21s
Mello liga para a PF em Guarulhos e conversa com a uma policial identificada como Regiane. Diz que Tuma Jr. queria informações sobre o flagrante.
Regiane: Então, e os seus amigos saíram ontem. Os seus não, quer dizer, as pessoas as quais você queria informação, né?
Mello: Foram pro hotel?
Regiane: Não, não foram pro hotel não, foram pra casa. Era uma família de sete pessoas, inclusive a filha do ex-prefeito do Guarujá, cuja mãe é deputada. (…) Eles tavam tentando ir pra Dubai com aproximadamente cento e sessenta mil dólares.
Mello: P., é turismo isso? (…) Na verdade eu quero que se f. a família, só… eu queria é dar informação pro meu chefe. Porque se tinha parlamentar no meio, alguém… alguém lá em Brasília consultou ele, né? Ele só queria informação, entendeu, pra dar notícia correta, porque fica aquele tumulto, né? (…)
Regiane: Pois é, meu bem, mas felizmente agora eu to conversando com você com mais tranquilidade porque ontem disse que o que ligou de colega, o que ligou de político, o que veio de gente querendo saber de informações, a gente não podia falar nada, né?
Mello: Não, mas tá ótimo. Eu acho que ontem o Romeu não… ligou só uma vez a respeito, de manhã, acho que depois ele obteve a informação de outra forma.
Regiane: É. Veio o Arnaldo Faria de Sá no final da tarde, né, veio ele. Mas tá tudo bem. E você, tá bem?
ÁUDIO
// Encarregado de coordenar as ações federais de combate à lavagem de dinheiro, o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, foi gravado pela Polícia Federal tentando evitar um flagrante
ÁUDIO
// Encarregado de coordenar as ações federais de combate à lavagem de dinheiro, o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, foi gravado pela Polícia Federal tentando evitar um flagrante
4ª Reportagem da Série Crimes de Maio: A Tribuna
CRIMES DE MAIO – 4ª PARTE
OS POLICIAIS QUE AGEM NA TOUCA
RENATO SANTANA
DA REDAÇÃO
O comando da Polícia Militar (PM) pode negar, o seccional da Polícia Civil afirmar ser preconceito e o Poder Judiciário e o Ministério Público não ter provas para chegar aos criminosos. O fato é que os grupos de extermínio, denominados assim pela Ouvidoria da Polícia e Defensoria Pública, responsáveis por parte dos homicídios dos Crimes de Maio, atuam e são compostos por policiais.
A entrevista com os dois ex-policiais foi negociada durante duas semanas e realizada de maneira separada. Eles explicam como esses grupos funcionam, de que forma se organizam, o planejamento das ações, o que o comando da PM sabe e a verdade dos casos de resistência seguida de morte. As revelações desmascaram os bastidores de uma guerra travada na escuridão. Os policiais terão suas identidades preservadas por nomes fictícios.
Entrevista
O LENDA
QUANDO O CAMISA DEZ ENTRA EM CAMPO
O nome faz jus. O Lenda. Sempre teve apetite, espírito policial. É o típico justiceiro. Age sozinho, no máximo com mais um. Já apagou muitos. Com farda e sem farda. Nunca se pode dizer quantos. Fosse por prazer, cada um seria lembrado. Mas não há prazer. Tampouco culpa. Trata-se de uma cruzada: “A pessoa que pega no machado para arrancar a erva daninha da raiz, um fruto venenoso, não vai ter má consciência de ter matado uma erva daninha”.
Não concorda muito em chamar de grupos de extermínio a ação clandestina de policiais, cuja existência confirma. Encapuzados e sem farda, são os matadores nas madrugadas das periferias, inclusive da região. Para o Lenda “são pessoas que diante da ineficácia do sistema acabam agindo por meios próprios”. Mesmo fora da Polícia Militar, continua sendo um camisa dez, um bilão, no jargão do submundo policial. Mata com a permissão de Deus. Depois que se aposentou, ficava injuriado ao ver ex-companheiros dizendo, na televisão, que escondiam a farda e saíam de casa com ela embaixo do tapete do carro.
O sangue subia. Não queria continuar jogado no sofá. O dedo coçou. Para ele, é bem nítido que hoje em dia os policiais fazem o papel de espantalho na horta. Faltam os bilões, os camisas 10. Ele era um. Ele é um. Seu fogo, diz, é contra o satanás, contra a “ferramenta do diabo para causar mal ao semelhante”. É devoto. Instrumento do Deus que acredita.
Na polícia se aprende tudo isso quando se quer ser um camisa 10. Virou professor para os policiais mais novos e o salvador dos descuidados. Certa vez, um colega PM executou um rapaz. O comando pediu a arma para balística. Lenda entrou em ação. Com vinagre, limpou o corpo da arma e o cano. Depois, pegou uma bala, untou-a na graxa e passou-a na areia, à milanesa. Um disparo já é o suficiente para provocar ranhuras dentro do cano e despistar o exame balístico. É assim que se faz nas ações clandestinas da polícia. Há os que preferem armas frias, carros roubados e capuz para fazer trabalhos. Lenda usa o próprio carro, arma registrada e prefere pintar o rosto de graxa, usar disfarces e até mesmo peruca, óculos. Se for pego no caminho, está completamente dentro da legalidade.
– Aí ladrão! Pam! Pam! Pam!
Vai se esgueirando pelas sombras da lei, tal qual cada PM que decide ser camisa dez. Sorrateiramente, volta para o carro. Dispara: “O policial veste o papel do bandido para repreender o crime”. Leia a seguir os principais trechos da entrevista:
O sr. participou de incursões na periferia para matar em maio de 2006?
Estava trabalhando na PM em uma cidade da região. Houve incursões, sim. Policiais linhas de frente foram enérgicos na periferia. Todas as mortes foram ilegais e colocamos tudo na conta do crime organizado. As ações eram em represália aos ataques do PCC. Também existem pessoas que são simpatizantes da polícia e, inconformadas com a falta de ação, a inércia, vão lá e fazem. Seguranças privados, por exemplo, são vítimas do crime. Com a ajuda de policiais, agem. O caso mais recente é o do Dino Marreta. Foi sequestrado do bairro dele e executado. Era liderança do PCC na Vila Sônia. Era o chefe operacional do crime organizado. Não dá p ara dizer que eram só policiais, mas vamos dizer que era o lado de direita combatendo o de extrema esquerda.
O sr. confirma o uso de carros roubados e armas frias?
Tem policial que faz isso mesmo. Eu, particularmen- te, nunca participei nem recomendo porque está muito próximo da conduta do bandido. Corre o risco de, no caminho, você ser surpreendido (pela própria polícia) e não ter como escapar. Então, teria que usar dos meios mais normais e mais lícitos possíveis. Sobres as armas, há situações e situações. Fica muito mais viável usar a própria arma do Estado porque está na legalidade. Depois, é só descaracterizá-la.
Como é que o sr. faz para descaracterizar uma arma?
Na alma do cano (parte interna do cano) se você pegar uma bala, passar graxa, ou qualquer material adesivo, areia, e der um tiro, no exame técnico vai ser constatada outra arma. Vai mudar a sua característica interior. Vai criar ranhuras que anteriormente a arma não tinha. Um projétil coletado antes vai ter características diferentes desse coletado depois, para confronto, ou seja, balística.
E com os veículos?
Se numa determinada área o policial está utilizando um veículo autorizado, não está no ato ilegal. Para ninguém pegar a placa, a gente não vai com o carro até o local da ação. Estaciona nas proximidades, fica um lá esperando. Quem vai fazer o trabalho vai a pé, descaracterizado e com a pele camuflada. Encapuzar é burrice porque se você for visto com capuz é ruim (caracteriza grupo de extermínio). Enquanto uma barba postiça, uma peruca é melhor.
Essas ações não são mais tão explícitas como eram antes, certo?
O que ocorre: qualquer domicílio, inclusive na perife- ria, tem uma câmera registrando tudo ali. Hoje um garoto de favela tem um celular com capacidade para gravar. Então, o policial ou o justiceiro que queira agir tem que contar com tudo isso. Tem que ser extremamente ninja. Tem que se camuflar, não ser visto, pois há o risco de perder a vida. As ações dessa natureza são uma reação ao que os bandidos fazem. Alguns policiais levantam a bandeira da represália e fazem o que o Estado não faz.
Foi o que aconteceu em 2006…
De lá para cá. É uma guerra fria, silenciosa. Ninguém declara raiva de ninguém, mas, na hora que um vira as costas, vem a faca. Hoje o crime organizado e os policiais estão nesse pé. Os grupos de ação fazem parte dessa guerra. O Estado não assume que existe esse confronto, mas policiais militares vão para o combate. Está acontecendo há muito tempo e tem se intensificado. O político quando entra na favela pede autorização para o traficante. Reconhece que existe uma autoridade local. Oficialmente, político nenhum admite isso, mas, na prática, é diferente. Estão matando os policiais no bico, na folga e na porta de casa. Para a administração pública fica sendo um caso isolado, como se o policial tivesse contraído para si um problema com o bandido.
(Segundo levantamento feito pela Secretaria de Segurança do Estado, em 2009, 66 policiais morreram no período de folga e 16 em serviço. Em 2008, foram 55 policiais mortos sem a farda e 19 trabalhando).
Mas nos ataques de 2006 muitos inocentes, gente sem sequer ter passagem, entrou na conta.
Discordo totalmente. O suposto inocente, ou citado como inocente pela mídia, que está às duas horas, três horas da madrugada num boteco que fica numa biqueira (ponto de tráfico) da periferia não é inocente. Ele está ali e tem uma função no crime. Às vezes, não é pegar uma arma para assaltar. Ele exerce uma atividade no crime, ou está de olheiro. Leva e traz a droga para alguém. O inocente não existe.
Como funciona isso no comando?
O comando é fechado em relação aos níveis operacio- nais. Cabos, soldados e sargentos, que são os profissionais linha de frente, de rua, também são. Os grupos são compostos por um número restrito de pessoas, que confiam um no outro e estão ali para agir.
E as ocorrências de perseguição seguida de morte?
Vamos ilustrar: ocorrência de confronto real. Quan- do se apresenta a arma do bandido na delegacia e se constata que tem seis cápsulas deflagradas no tambor do revólver, sabe-se que é um álibi para o Ministério Público, uma vez que o bandido não tinha mais poder de resistência. Por conta disso, o policial tira uma das cápsulas estouradas e coloca uma intacta para provar que o bandido tinha como resistir. Isso chama-se arredondar a ocorrência. O rigor da justiça e da sociedade exige essa habilidade. O Caso da Cavalaria (crime ocorrido em fevereiro de 1999 em São Vicente, quando três jovens foram assassinados por policiais em serviço), por exemplo. Acredito eu que eram policiais inocentes, sem intenção e foram vítimas de um ato de desespero. Os jovens foram para cima dos policiais, um dos meninos bateu com a cabeça na guia, ficou desacordado e os policiais, num ato de desespero, chegaram aos extremos. Havia várias maneiras de maquiar a ocorrência e tornar tudo legal e não fazer o que fizeram. Hoje em dia existem menos policiais capacitados para tornar legal um ato ilegal.
Na ação dos grupos de execução em 2006…
Queria tomar uma outra linha aqui. Muito se fala dos bandidos mortos e pouco dos policiais mortos. A mídia vem mostrando muito a ação violenta da polícia que, na verdade, é como um mulher que mata o marido quando está sendo agredida. Ela era agredida há muito mais tempo e ninguém se importou. Isso faz com que ela mate o marido quando está dormindo. E quando os policiais saem hoje estudando as possibilidades de executar um bandido na área é esse comportamento da mulher. A polícia está dessa forma. Acuada, amarrada. Um jovem para entrar na polícia pede autorização para o traficante. Esse policial se torna um refém e comprometido com o c rime.
O policial também se envolve no crime?
No ano passado morreram vários policiais na região. Vou contar um caso: em Praia Grande, houve uma denúncia de que em um barraco havia grande número de armas do crime organizado. Policiais fizeram o cerco. O trabalho certo seria abordar, prender os elementos e apreender as armas. Porém, ao contrário, os policiais negociaram a liberdade dos criminosos e a liberação das armas. Fizeram um boletim de ocorrência com armas mais fajutas e pegaram uns bandidos envolvidos só para fazer cena. Já na hora de fechar o negócio, não foram fiéis ao combinado. Haviam acertado não prender ninguém e prenderam três. Ficaram com a grana dos bandidos. A primeira retaliação foi uma rajada de tiros de fuzil contra um policial quando saía de casa para o trabalho. O santo estava de plantão e ele não morreu. Depois disso, começaram os homicídios. O policial que age pelo crime acaba perdendo respeito e a coisa vira pessoal.
Quanto aos direitos humanos, o que você pensa?
Hoje o Estado estuda um monte de possibilidades sobre o que fazer para melhorar o ser humano. Você consertando o homem, conserta o mundo. A causa disso tudo é a falta de Deus na vida do homem. Temer a Deus e amar o seu próximo. Hoje fala-se muito em direitos humanos. Uma teoria que me trouxe bastante conforto na época, que me dá liberdade para exterminar um bandido como se extermina um verme, e que uma característica peculiar do ser humano é o amor ao próximo. Quando é o caso de um cidadão pôr uma arma na cintura e sair para levantar um dinheiro, disposto a tirar a vida do seu semelhante, ele já abriu mão da condição humana. Saiu como o próprio satanás, ferramenta do diabo para causar mal ao seu semelhante. Um sujeito bandido age como bicho e tem de ser tratado como tal. É jaula ou buraco.
Entrevista
JUCA
“SE REÚNE UM GRUPO COM APETITE”
Juca fala em tom de desabafo. Policial Militar não pode falar, fazer greve ou criticar a corporação. Durante os dez anos em que esteve na PM, atuando na Capital e Interior (incluindo a Baixada Santista), participou dos grupos de extermínio. Na sua época, final dos anos 80 e decorrer dos 90, prevalecia esse tipo de ação. Era a época dos esquadrões da morte. Juca ainda respira o meio policial. E sabe quem age no capuz.
Deixou a corporação porque “trabalhava” muito. Na gíria, policial que trabalha muito é o que mata muito, prende acima da média e tem apetite para ações encapuzadas. É camisa 10, um bilão.
Policial assim é uma via de duas mãos para o comando. Na guerra urbana, pacificam áreas mesmo sem conquistá-las e sempre com ações encapuzadas ou em ocorrências de resistência seguida de morte. Por outro lado, trazem dor de cabeça, cobranças hierárquicas e se a bomba estoura, por mais que assumam seus atos, o comando fica marcado.
No submundo ninguém sabe de nada, não vê nada. Na verdade, é preciso fingir. Juca diz que todo batalhão tem seu grupo de camisas 10. O comando sabe. Como também há os “dedos cansados”. No modo de dizer dos que gostam de “trabalhar”, policiais que ficam longe da turma apetitosa. E também da ação direta.
Juca é o tipo de policial que segura um batalhão. Com amigos na ativa, afirma que as ações da polícia nos dias seguintes aos primeiros atentados do PCC, fardada ou não, foram “por conta da revolta com o que estava acontecendo e por ver o comando esconder”. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.
Os grupos de extermínio são integrados por policiais?
Sim, vou explicar o que acontece. Você presta um serviço fardado, legal. E o grupo é formado porque algumas coisas que você tem vontade de fazer é contido pelo regulamento. No caso, um regulamento interno. Para mim, esse é o motivo maior de o policial ficar de mãos atadas. Se conseguimos reunir três, quatro policiais, falamos na nossa linguagem, com pouco mais de apetite, atitude. O pensamento bate, é igual e acaba se formando o grupo que atua no caso… para a gente não é ilegal, mas atuamos mais no horário de folga. É um grupo fechado que atua descaracterizado, com a chamada touca. O pessoal aconselha: age na touca. A gente faz aquilo q ue tem vontade de fazer em serviço. Só que o regulamento nos impede de fazer.
Como é a organização dos ataques?
Geralmente, tem a área que o policial trabalha. Então, ali existem marginais que são mais destacados: assaltantes, homicidas, traficantes. No nosso caso, agimos assim: Há um bandido que está matando policial, dando trabalho na região. Então, o grupo se reúne e traça um plano. Quem é o cara? Fulano de tal é o chefe, tá mandando assassinar policial, fazer roubo. Esse é a bola da vez. O grupo define um dia, levanta os modos do bandido: por onde ele sai, onde ele fica, onde mora, hora que sai. Marca o dia e sai à caça do cara.
E se o marginal estiver com pessoas inocentes na hora do ataque, num bar, por exemplo?
Existe uma coisa no meio policial chamado tirocínio. Essa aí é uma experiência que se adquire com tempo de serviço. Um policial olha para você e faz uma análise rápida. Às vezes, acontece de errar. Olhar e achar que o cara é bandido e não é, pelo modo de o cara se vestir e de agir. Você faz aquela análise rápida e vê. Se achar que o cara é bandido também, vai junto.
O comando da polícia sabe deste tipo de ação?
Eu trabalhei no Tático Móvel, hoje Força Tática. O meu comandante sabia. Ele dizia: “Quer fazer faz, mas faz direito. Se sujar eu não sei de nada”. A partir da hora que você sai para matar bandido, para o comando é melhor. A criminalidade na região dele vai abaixar. O comando quer é isso. Quem ganha os elogios é ele. A região que ele comanda vai ter índices de criminalidade mais baixos. Tudo isso por conta dos grupos de extermínio. Porque nem sempre em serviço dá para você fazer o que faz nesse tipo de operação.
Como vocês conseguem os carros, as motos, as armas? E depois, como vocês despacham a vítima?
O policial sai trabalhando e existem esses carros roubados por bandidos, que os abandonam e tal. Então, a gente localizava dois, três carros roubados. Um policial pegava e levava para a toca, como a gente chama. Ficava guardado para o dia da ação. Fazia a operação e depois abandonava. O veículo era localizado posteriormente como um carro roubado normal. Armas frias, com numeração raspada. Armas que eram apreendidas no dia a dia. Às vezes a gente parava na rua um indivíduo armado. Pegava aquela arma e mandava a pessoa embora.
De quantas incursões o sr. participou?
Participei de várias. A PM sempre foi rigorosa, mas no meu tempo não era tanto. Eu não me adaptaria para trabalhar na PM de hoje. Trabalhei em parte da década de 80 e prevaleciam os grupos de extermínio. No finalzinho dessa época. Não só eu, mas vários outros policiais. Participei de várias ações. Às vezes, de folga e até de serviço mesmo. Fazia a chamada montagem de ocorrência.
Os grupos de extermínio que atuaram em maio de 2006 também eram de policiais?
Sim. A gente sabe como acontece pelos amigos. As ações que ocorreram depois dos ataques do PCC foram mais por conta da revolta com o que estava acontecendo e por ver o comando esconder. O serviço de inteligência sabia que iam acontecer os ataques. mas subestimava o crime organizado.
Depois também começaram as ações dos grupos.
Os policiais mais antigos se reuniram com os mais jovens de apetite e começaram a matar. Como funcionava essa matança? O pessoal se reunia, descaracterizado, com o carro comum e ia aos bairros da periferia onde a situação era mais carregada. Quem estivesse no local já conhecido pelos policiais como ponto de droga, a chamada boca de fumo, morria. Foi pego na rua de madrugada: tem passagem? Tem! Não era nem levado para a delegacia. Era executado e jogado na primeira viela que encontrasse pela frente.
Dá para dizer que os comandos da Policia Civil e da PM não sabiam?
Sabem também que se forem a fundo o final mesmo acaba em policiais. Se for investigado como tem que ser, vai chegar em algum policial. Tá claro que é a resposta: o bandido matou o policial, o policial matou o bandido. Aí o policial vai e se envolve numa ocorrência com resistência seguida de morte. Se você se envolve numa ocorrência assim, é afastado das ruas, mudado de horário, obrigado a passar por um curso de reciclagem por 15 dias. Então, arruma o bico de acordo com o horário de trabalho. O comando também sabe disso, mesmo sendo proibido. A primeira coisa que ele faz é mudar o policial de horário. É castigo.
Isso no caso de ocorrências de resistência seguida de morte?
Vou te falar a verdade: 90% das ocorrências de resistência seguida de morte são montadas. A polícia pega o bandido, vamos supor, dentro de sua casa. Só está o policial e o bandido, que não vai encarar 20 policiais. Só que você sabe que ali é uma guerra. Se o bandido te pegar numa situação que não tem como fugir ou reagir ele vai te matar. Principalmente o ladrão 157, que mata para roubar. Esse não tem perdão. A gente já andava com o chamado kit. Era uma mochila contendo várias armas frias. Porque se o alvo não tivesse armado, mas tivesse uma situação que a gente podia matar, a gente matava e colocava uma arma fria na mão dele. < /span>
O que acontece com as armas usadas nos crimes?
São escondidas porque acabam sendo usadas novamente. O policial vai matar o cara, mas ele não atirou em você. A perícia vem para dizer se o cara atirou ou não. Aí o policial faz a montagem do local da ocorrência. Se matou o cara, o policial não vai dizer o número de tiros. Dá dois ou três tiros em locais fatais e sabe que o cara vai morrer. Mas como vai saber se o cara é destro ou canhoto? A gente “faz a mão” do indivíduo. Coloca a arma fria na mão esquerda e efetua o disparo. Na mão direita, outro disparo. Pode fazer o residuográfico que consta pólvora nas duas mãos.
Tem a coisa de recolher provas, tipo cápsulas?
Exatamente. Ângulo de tiro. Ir e dar um tiro na viatura. Já cheguei a ver um policial dar um tiro no outro, de raspão, para simular troca de tiros. No colete também. Tudo para deixar a ocorrência mais redonda com a simulação de troca de tiros.
Existe a prática de mexer no corpo da vítima de um ataque desse tipo para atrapalhar a perícia?
Para o policial não deixar provas para a perícia, no local dos fatos, você sempre socorre. Uma para você não entrar na omissão de socorro. Depois porque também quando você efetua o disparo no indivíduo ele não morre na hora. Aí a gente diz que está vivo. Agora, não chega vivo no pronto-socorro. Damos longas voltas, a viatura vai a 20 km por hora. Às vezes, até asfixia o cara dentro da viatura.
O que motiva este tipo de atitude?
A situação não vai mudar. É questão de baixos salários, problemas psicológicos. Muitos policiais são alcoólatras, viciados em drogas. Conheço vários. Tudo tem relação com a vida particular da pessoa. O cara mora de aluguel, mora na favela. Tem três, quatro filhos. O salário que ele tem não dá para sustentar e o cara vai fazer bico.
Agora no caso de um policial que não trabalha muito, é sossegado?
O sem apetite escolhe um serviço mais ameno. Agora se entrar tem que participar. Já vi casos de policiais que não quiseram participar e foram executados. A equipe fica com medo de ser caguetada. Mas um policial mata outro policial? Numa troca de tiros, com uma arma fria, o cara está de costas e outro policial o acerta com uma arma fria. Depois fala que foi o bandido que matou.
As ações são feitas
por pessoas com
consciência e
formação.
Um ato
de extermínio é um
ato de desespero
para se preservar”
O Lenda
A história do Lenda na PM durou três décadas. Duas delas na região. Aprendeu a montar ocorrências “redondas”, organizar ações sem fardas e não deixar provas nos 10 anos em que passou pela Rota, na Capital. O Lenda é devoto. Executa suas sentenças nas entrelinhas da palavra do Senhor.
“Nos primeiros
ataques pegaram
vários policiais.
Depois foi
diminuindo, os
policiais não eram
mais pegos
marcando”
JUCA
Juca atuou nos esquadrões da morte, nos anos 1980, e saiu da polícia porque não queria deixar de trabalhar bastante. Na gíria, este é o policial que mata e prende muito. Sua experiência na região, fardado ou não, mostra a realidade dos crimes oriundos dos grupos de extermínio.
“Em 2006 eu acredito que houve um acordo do governo com o crime. Um
dos acordos era para não ter ataques aos policiais que estivessem fardados.
Pode ver isso. Por quê? Para não ficar em evidência que o sistema é vulnerável”
O Lenda
“Quando baixa ordem do PCC para matar policial, os primeiros que caem são os
policiais que trabalham demais e os corruptos. Matam na porta de casa, no bico”
Juca
66
este é o número de policiais que morreram em 2009
“O policial que trabalha demais, dá cana e mata não vai sobreviver. Outros porque são corruptos. É o chamado carteirinha: aquele policial que todo mês vai receber a grana dele” ( Juca).
Uma viatura da polícia, de acordo com relatos, sempre passa antes no local de ação dos encapuzados Motos e carros são usados para fazer a ação. Param de modo a não permitir possibilidade de fulga das vítimas Atiram sempre na região da cabeça e tronco. Os membros inferiores são atingidos também para evitar fuga Recolhem cápsulas deflagradas, par a não deixar provas. Há relatos de que atiram nas vítimas ainda vivas Fogem. Logo na sequência a viatura da PM retorna ao local para atender a ocorrência.
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2010/05/06 at 14:56 – DELTA UNO
Agora, Tuminha arrumou dois advogados notáveis e impolutos: 1) O próprio pai, nosso querido “Xerife” – 2)O ex-Presidente José Sarney, nosso querido chefe do Poder Legislativo da União – 3) O deputado “lulo-malufista” Cândido Vaccarezza – Disse Sarney: “Acho que as notícias que li nos jornais não têm nenhuma substância. O secretário Romeu Tuma [Jr.] comprar um telefone e, ao mesmo tempo, pedir emprego para o genro”, disse ao se referir às denúncias da Polícia Federal.” 06/05/2010 – 12h43Romeu Tuma defende filho acusado de envolvimento com a máfia chinesaCamila Campanerut
Do UOL Notícias Em Brasília
Atualizada às 14h39 Ex-superintendente da Polícia Federal paulista, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) saiu em defesa do filho nesta quinta-feira (6), após as denúncias da PF de que o secretário nacional de Justiça e ex-deputado estadual, Romeu Tuma Júnior, estaria envolvido com integrantes da máfia chinesa que atuam em São Paulo.
“[Tuma Júnior] é uma pessoa digna e correta e construiu a carreira dele dessa forma”, alegou o senador, pela primeira vez, desde que o caso foi publicado ontem no jornal “O Estado de S. Paulo”. No mês passado, Tuma Jr. assumiu o CNCP (Conselho Nacional de Combate à Pirataria), órgão do governo encarregado de combater produtos contrabandeados.
Incomodado em ter de responder às questões feitas por jornalistas, no Congresso, o parlamentar preferiu não se estender sobre a possibilidade de Tuma Jr. ter relações amistosas com Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li, preso no ano passado com mais 13 pessoas sob acusação de formação de quadrilha e descaminho. De acordo com a Polícia Federal, o grupo movimentava cerca de R$ 1,2 milhão por mês com a pirataria em São Paulo e no Nordeste.
“Amizade qualquer um de nós tem, uma série de amigos. Fui chefe de polícia em São Paulo e cuidava do setor de estrangeiros. Conheci muita gente. Amizade, nós temos até o momento em que se acha que a pessoa não cometeu qualquer ilícito, a partir do momento que considera que ela tenha praticado não pode ser solidário com prática de ilícitos”, afirmou. Segundo a reportagem do diário paulista, o secretário pedia produtos como celulares, computadores e videogame para o negociador chinês em troca de, possivelmente, facilitar o contrabando de produtos chineses para o Brasil e de providenciar vistos para imigrantes chineses que estavam em situação irregular no país. Nesta quarta-feira, Tuma Jr. não quis falar sobre o assunto, alegando que não teve contato com os autos do inquérito e que, por isso, seria impossível fazer qualquer defesa própria. Para Sarney, não há provas suficientes “Acho que as notícias que li nos jornais não têm nenhuma substância. O secretário Romeu Tuma [Jr.] comprar um telefone e, ao mesmo tempo, pedir emprego para o genro”, disse ao se referir às denúncias da Polícia Federal. Sair do cargo só depois de processo, diz Vaccarezza O deputado defende que apurações sejam feitas, inclusive para confirmar a veracidade das gravações telefônicas em que Tuma Jr. foi flagrado conversando com Paulo Li. “Eu acho que esse processo será rápido. O governo se preocupa [com a imagem negativa do fato]. O maior defeito seria cometer uma injustiça com o cidadão”, ponderou o parlamentar. Bem defendido, o moço. |
Informações recebidas de forma “anônima”:
..
Bandidos que devem mais de oito mil reais ao PCC, receberam nesta quinta feira um “salve geral” dando prazo de 15 dias para o pagamento dessas dívidas. O integrante da facção pode, para saldar a dívida matar um policial (civil ou militar). E agora a pouco recebi de colegas a informação do homicídio que vítimou um colega escrivão de polícia na Vila Prudente…………………………………..
Pela união das forças,, não policia civil e militar, mas sim dos policiais que realmente são policiais (quem é de verdade sabe quem é de mentira)..não importa se PM – PC ou GCM.
Prezado Guerra,
Em homenagem aos Delegados aprovados no concurso DP 1/2006 (aquele que teve Ivaney Caires de Souza como presidente da comissão. rss), solicito ampla divulgação (por alguns dias) da notícia da nossa formatura no Jornal da Polícia “Flit Paralisante”. Com muita felicidade anuncio que na data de 7/05/2010 cumprimos o período do estágio probatório. Sobrevivemos ! Lembro muito bem no primeiro dia de aula da acadepol. Todos felizes e eufóricos para começar o curso, afinal esperamos mais de 5 meses a nomeação. Então, no primeiro dia a Diretoria da Acadepol marcou uma palestra com o então Diretor Marco Antônio Desgualdo no auditório da Academia uma palestra com o Delegado. A palestra não foi aquelas coisas.. Dentre outras coisas, o palestrante dizia que ladrão temia quando o policiai o prendia e engatilhava o cano do revólver na sua boca. Fora esses ensinamentos (rss), foi destaque uma frase escrita à giz em uma lousa que havia ao lado esquerdo da mesa onde estavam os palestrantes. Estava escrito em letras maiúsculas “Deixem suas esperanças do lado de fora”. È sério !! Agora, pesquisando a notícia da formatura na internet, lembro com pesar que nos impuseram Ronaldo Marzagão como paraninfo da turma. Veja essa foto da mesa das autoridades. Malheiros (aquele que dizia que sua canetada valia mais que o PA da Corregepol), Maurício Swat (aquele que sobrevuou o confronto no Morumbi em companhia do Coronel PM e SSP Marzagão (aquele que desconhecia tudo que era feito na SSP).
“Ser delegado de polícia é privilégio de poucos”
Forte abraço aos colegas (sobreviventes) do concurso DP 1/2006.
Segue a notícia,
Att. Jow !
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Sexta-feira, 11/01/08 – 22:57
Polícia Civil forma 204 novos delegados para atuar na Capital e na Grande São Paulo
Na noite desta sexta-feira (11), foi realizada a formatura dos 145 homens e 59 mulheres que participaram por quase oito meses do Curso de Formação Técnico-Profissional na Academia de Polícia (Acadepol) “Dr. Coriolano Nogueira Cobra”. A cerimônia aconteceu no salão nobre da Faculdade de Direito da USP e contou com a presença de diversas autoridades policiais do Estado, entre elas o delegado geral Maurício Lemos Freire e o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, escolhido como o patrono da turma, e que também representou o governador José Serra.
O curso deste ano marca uma inovação na história da Polícia Civil: pela primeira vez em 102 anos, os formandos tiveram a oportunidade de escolher os lugares onde irão trabalhar daqui para a frente, seguindo um critério de classificação (notas) no curso. Os novos 204 delegados já começaram a atuar nos Distritos Policiais selecionados, na Capital e na Grande São Paulo, a partir desta segunda-feira (14).
Para Marina Cerqueira Correa da Silva, a segunda colocada, com 95,95 pontos, a mudança nos métodos de escolha foi muito boa. “Eu acho um critério muito justo e objetivo porque permitiu a quem realmente se dedicou na Academia que pudesse escolher o lugar que gostaria de trabalhar”. Marina escolheu o 20º DP, na Água Fria, zona norte da Capital, e disse estar muito feliz por este ser um Distrito modelo.
Maria Jurema Brandão Ricci Heib, que já está a 12 anos na carreira policial, foi a 12ª colocada no curso. Ela ficou feliz por ter conseguido escolher a região em que vai trabalhar, mas lembrou que todas as delegacias tem seus prós e contras. “Em todas estaremos lidando diretamente com a criminalidade, então não podemos considerar como áreas boas ou ruins, mas sim como áreas que precisam de delegados de polícia atuantes”, afirmou a formanda.
A oradora da turma, Priscila Alferes, comentou em seu discurso o fato de esta ter sido a única turma que teve o privilégio de escolher a unidade onde cada um exercerá suas funções. “Achei ótimo porque assim todo mundo tem que se dedicar pra conseguir uma posição melhor e ter a chance de trabalhar onde gostaria”, afirmou. Em cima do púlpito, ela também lembrou “a honra” de ter tido como avaliador na matéria de tiro com pistola o próprio delegado geral, Maurício Freire, que foi o paraninfo desta turma.
O secretário Marzagão também falou e agradeceu aos formandos por ter sido eleito o patrono da turma. Em seguida, salientou que essa foi uma semana bastante especial para a Segurança Pública do Estado. “Primeiro por recebê-los, senhoras e senhores, no quadro de delegados da Polícia Civil. Também pelo novo critério de seleção utilizado para definir os locais para onde vocês serão encaminhados. Além disso, nessa semana, a Polícia Civil de São Paulo mostrou para toda a sociedade o seu importante papel no combate à criminalidade, mostrando eficiência e rapidez na elucidação em um dos crimes de maior repercussão dos últimos tempos, o furto das obras do Museu de Arte de São Paulo. Isso demonstrou, mais uma vez, a incontestável competência da nossa polícia”, declarou, seguido de calorosas palmas do público presente.
Por fim, o secretário citou uma estrofe do hino da Polícia Civil de São Paulo e deixou uma mensagem para os formandos. “Ser delegado de polícia é privilégio de poucos. E essa incumbência está nas mãos de quem pode e merece tê-la. Bem-vindos à Polícia Civil do Estado de São Paulo”, concluiu Marzagão.
Daniel Cunha
Relatório da PF mostra ação de Tuma Jr. para liberar contrabando de chinês
Operação Wei Jin. O secretário nacional de Justiça é suspeito de ter usado o cargo para favorecer negócios ilegais de Fang Ze, integrante do esquema de Paulo Li, que é apontado pela Polícia Federal como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo
O Estado de S.Paulo
Relatório de inteligência da Polícia Federal obtido pelo Estado coloca o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, como suspeito de ter usado o prestígio do cargo para liberar mercadorias apreendidas de um chinês investigado por contrabando e evasão de divisas.
A suspeita é baseada numa sequência de telefonemas em que Tuma Júnior e seu braço direito no Ministério da Justiça, o policial Paulo Guilherme Mello, o Guga, tratam de assuntos de interesse do chinês Fang Ze, apontado nas investigações como integrante da rede de negócios de Li Kwok Kwen, ou Paulo Li, o homem que a PF diz ser um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.
O relatório de inteligência aponta “possível comprometimento de Romeu Tuma Júnior com Fang Ze”. E diz que o secretário se vale do assessor Mello “para resolver eventuais problemas que lhe possam incriminar”. A PF sustenta que, a mando de Tuma Júnior, Mello fez contato com o Fisco de São Paulo para liberar mercadorias de Fang Ze. As conversas sobre o assunto foram interceptadas com autorização da Justiça.
Num dos diálogos, em 2 de julho do ano passado, Mello telefona para um servidor de nome Ricardo e cobra uma solução para o caso: “Eu tô aqui com o chefe, ele tá me cobrando aquele… aquela posição daquele negócio lá, rapaz, do… que eu te pedi lá com o inspetor lá”. “Qual? Do japonês lá não sei o quê?”, pergunta o funcionário.
O assessor de Tuma volta a telefonar. Dessa vez, passa o nome da empresa de Fang, a V-Top Decorações, e seu CNPJ. “Esse aí você já tinha pedido pra ver?”, indaga Ricardo, indicando que essas ações eram corriqueiras.
Em seguida, Mello cita o secretário nacional de Justiça como interessado na liberação das mercadorias. “Você me ligou, me apresentou pro cara lá, ainda cê falou que era pedido do Tuma, aí o chefe tá me atazanando a vida aqui”, diz o assessor do secretário, que relata o problema: “De fato eles suspenderam e tudo, mas não devolveram o material do cara”. Ricardo promete cuidar do assunto. “Vou dar uma olhada, então.”
O Estado identificou o funcionário como Ricardo de Mello Vargas, delegado de Polícia Civil lotado na Divisão de Crimes Contra a Fazenda. Indagado sobre os diálogos, ele confirmou ter recebido o pedido, mas negou ter solucionado, como queriam Tuma e o assessor. “Sempre falo que vou ver, mas não faço nada. Nem conheço esse chinês.” Num dos contatos, o delegado usa o telefone da Secretaria Estadual de Fazenda, onde funciona a divisão.
Determinação. A PF define assim a sequência de conversas: “No diálogo travado entre Guilherme e Ricardo, o primeiro diz que está atendendo a determinação de seu chefe – Romeu Tuma Júnior -, haja vista que Fang Ze teve bens apreendidos e desejava sua liberação.”
“Pode-se concluir que Fang Ze provavelmente sofreu ação do Fisco do Estado e pediu a interferência de Romeu Tuma Júnior, o qual determinou que Guilherme o fizesse, no sentido de obter a liberação de seus bens apreendidos”, diz o relatório.
O documento faz menção a diálogos que ligam o secretário diretamente a Fang. Numa das conversas, a secretária de Tuma Júnior diz: “… Ele pediu para ligar para o senhor (Fang) que ele vai estar em São Paulo este final de semana e quer saber se o senhor pode encontrar com ele.” Em outro diálogo, é o próprio Tuma quem combina um jantar do qual participariam Fang Ze e Paulo Li. Procurado ontem pela reportagem, Tuma Júnior não quis dar entrevista.
Pedido
LUIZ PAULO BARRETO
MINISTRO DA JUSTIÇA
“Conversei com o diretor-geral e fiz um ofício solicitando informações, a fim de poder avaliar melhor esse inquérito”
OUTROS DIÁLOGOS INTERCEPTADOS
2 de julho de 2009
17h43min35s
O policial Paulo Guilherme Mello telefona para Ricardo, um funcionário do Fisco, para resolver um problema do chinês Fang Ze.
Mello – Eu tô aqui com o chefe (Tuma Jr.), ele tá me cobrando aquele… negócio lá (…)
Ricardo – Qual? Do japonês lá não sei o que? (…)
Mello – É aquele lá do shopping, do Shopping Norte.
Ricardo – Tá, eu sei, mas não vou lembrar, cê tem que… você tem que me passar (…)
3 de julho de 2009
11h44min41s
Mello telefona para Ricardo, para repassar os dados da empresa de Fang Ze. Desta vez, cita Tuma nominalmente.
Mello – Oh Ricardão (…)
Ricardo – Cê tem o nome lá?
Mello – Tenho. Tenho nome e CNPJ. É V.Top… é… V.Top (…)
Ricardo – Pronto.
Mello – Ah?
Ricardo – Esse aí cê já tinha pedido pra ver?
Mello – Não, eu fui com você, você me ligou, me apresentou pro cara lá, ainda cê falou que era pedido do Tuma, aí o chefe tá me atazanando a vida aqui.
Ricardo – Vou dar uma olhada então.
Mello – Porque de fato o procedimento ele suspenderam e tudo, mas não devolveram o material do cara (…)
6 de julho de 2009
12h54min59s
Tuma Jr. pede a outro auxiliar, Luciano Pestana, que entre em contato com Fang Ze, a quem, segundo a PF, eles chamavam pelo codinome Tomas.
Tuma Jr. – O Tomas te entregou o negócio aí, não?
Pestana – Não encontrei com ele. Ele não veio, nem o Paulinho (segundo a PF, é Paulo Li)
Tuma Jr. – Dá uma ligada pra ele, pede pro Guilherme ligar. Que deu um problema no computador que ele pegou pra mim, pedi pra ele te entregar que cê ia trazer hoje.
Pestana – Já tô ligando. Positivo. Aqui tudo sob controle, tudo tranquilo, viu chefe?
Tuma Jr. – Belezinha.
Conselho
O ex-ministro da Justiça Tarso Genro confirmou que foi procurado por Tuma Jr. – que lhe disse estar sendo grampeado pela PF – e que o aconselhou a procurar a PF para prestar esclarecimentos.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100507/not_imp548247,0.php
E A CRIMINALIDADE EXPLODE NA BAIXADA SANTISTA,SENDO QUE SEU COMANDANTE O CORONEL BRANDÃO ENTROU PARA RESERVA DO QUADRO DE OFICIAIS DA MEGANHA DO SEU ZÉ,DETALHE SÓ DEPOIS QUE FOI DENUNCIDO PELA POLÍCIA FEDERAL QUE GRAMPEOU SEU TELEFONE,E DESCOBRIU QUE SEU NEXTEL ERA PAGO PELA EMPRESA LIBRA QUE COMANDA O PORTO DE SANTOS POR ONDE ENTRA A …,TAMBÉM ESQUEMA COM CASAS DE PROSTITUIÇÃO DA BAIXADA E DE SÃO PAULO E…,INFELIZMENTE NÃO É DIVULGADO,PORQUE SERÁ QUE A BAIXADA SANTISTA TÁ PEGANDO FOGO?TODA AÇÃO TEM UMA REAÇÃO,NÃO ACHO QUE SE DEVA CRIAR GRUPOS DE EXTERMINIO COMO RESPOSTA,BANALIZANDO A VIDA E DEIXANDO DE COBRAR DE QUEM DE DIREITO,SERÁ QUE SÓ O CORONEL BRANDÃO COMETEU CRIME?O QUE ACONTECEU ATRAZ DAS CORTINAS,PORQUE NÃO FOI INSTAURADO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO PARA QUE O MESMO NÃO SE APONSENTA-SE?,SERÁ QUE VÃO CONTINUAR FAZENDO MÉDIA EM CIMA DA TROPA PUNINDO EXEMPLARMENTE POLICIAIS SUBALTERNOS?ISSO RESOLVE O SISTEMA?ENQUANDO A HIPOCRISIA CONTINUAR EXISTINDO,VAMOS CONTINUAR DO MESMO GEITO AÍ O COMANDO DA MEGANHA FAZ O QUE QUER,A TROPA PRIVATIZA A SEGURANÇA DE SP,E ALGUNS INFELIZES POLICIAIS SE BATIZAM NO PARTIDO,MATAM CORONEIS E INVESTIGADORES E TÁ TUDO CERTO?ERRADO ACHO QUE ESTOU EU DIZENDO ESSAS COISAS E CORRENDO RISCO DE VIDA,QUE DEUS ABENÇOE A TODOS É NOSSA ÚNICA ESPERANÇA.
06 de maio de 2010 | 0h 00
O Palácio do Planalto considerou insuficientes as explicações do secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, captado por escutas telefônicas legais da Polícia Federal em troca de favores com um dos chefes da máfia chinesa no Brasil, Li Kwok Kwen, o Paulo Li.
Na avaliação do governo, o silêncio de Tuma Júnior – que é delegado da Polícia Civil de São Paulo – somado ao desdobramento das investigações pode tornar a situação do secretário “insustentável”. Paralelamente, articuladores do Planalto ainda tentam colocar “panos quentes” no caso.
Expoente da hierarquia do Ministério da Justiça, Tuma Júnior comanda áreas estratégicas como o Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI), que é responsável pelo rastreamento de dinheiro ilegal no exterior, e o Departamento de Estrangeiros.
Como o Estado revelou na edição de ontem, o secretário nacional de Justiça mantinha estreita ligação com Paulo Li, hoje um presidiário na capital paulista.
Li foi preso pela PF com mais 13 pessoas, sob acusação de comandar uma quadrilha especializada no contrabando de telefones celulares falsificados, procedentes da China, durante a Operação Wei Jin (trazer mercadoria proibida, em chinês), deflagrada em setembro de 2009.
Sob o impacto do noticiário, Tuma Júnior preferiu silenciar, dar declarações sucintas a imprensa e ofereceu explicações consideradas fracas para seu superior hierárquico, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto.
Entrevista. O secretário chegou a convocar a imprensa para uma entrevista coletiva. Prometeu que se defenderia publicamente, mas depois desistiu.
Em um movimento para não atrair para o Planalto o escândalo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu a senha para Barreto exonerar o auxiliar.
Lula “despolitizou” Tuma Júnior, filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP), aliado do governo, afirmando que esse era um assunto do Ministério da Justiça. “Eu vi informações hoje (ontem) sobre o delegado Romeu Tuma. Primeiro tem de esperar a investigação. Todo mundo sabe que é um delegado muito experimentado na polícia brasileira. É um homem que tem uma folha de serviços prestados ao País”, disse.
“Se há uma denúncia contra ele, a única coisa que temos de fazer, antes de precipitarmos decisão, é investigar da forma mais democrática possível”, afirmou o presidente Lula, no Palácio do Itamaraty, onde recebeu as credenciais de novos embaixadores estrangeiros.
Enredo. Mas as idas e vindas do secretário e a escassez de respostas colocaram o Planalto no enredo. À tarde, Barreto foi chamado para uma reunião no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência da República.
Oficialmente, ele foi lá para tratar da Comissão da Verdade, prevista no decreto do Plano Nacional de Direitos Humanos. Barreto teria sido orientado a exigir explicações que sufocassem a crise ou a abreviasse, com a exoneração do secretário nacional de Justiça.
Depois do encontro com o presidente Lula e outros ministros, Barreto saiu sem falar com a imprensa.
Sob pressão. Ao chegar para trabalhar pela manhã, Tuma Júnior reuniu-se com seus principais assessores para analisar sua defesa. Foi então chamado para uma reunião às pressas com o ministro na hora do almoço. O encontro não estava agendado. Tuma Júnior defendeu-se e afirmou ao ministro que não havia praticado nada de irregular.
Antes desse encontro, a reportagem do Estado o abordou nos corredores do ministério. O secretário tentou demonstrar tranquilidade e afirmou que não era dono do cargo que ocupa no governo. “Eu não sou do cargo”, declarou Tuma Júnior.
Logo depois, minimizou as acusações: “Eu não fiz nada”. Indagado sobre as relações com o chinês Paulo Li, o secretário partiu para a ironia: “Eu não sou racista”.
No início da tarde, após a reunião com o ministro, foi questionado pelo Estado sobre sua permanência no governo. Ele desconversou: “Primeiro o serviço, depois a fofoca”.
A assessoria do Ministério da Justiça avisou os jornalistas que, para comentar as acusações, ele daria uma entrevista coletiva após a reunião que teria sobre Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), com a participação de secretários estaduais de Justiça, representantes do Ministério Público, da Advocacia Geral de União (AGU) e do Poder Judiciário.
Destino. Ele, aliás, comandou essa reunião da Enasp, que contou com a presença do ministro Barreto por alguns minutos. Tuma Júnior, no entanto, ausentou-se da sala por cerca de 40 minutos. Seu destino foi incerto. Depois da reunião, ele informou que não daria mais a prometida entrevista, alegando que não teve acesso à investigação.
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Carlos Tanabe 06 de maio de 2010 | 2h 32Denunciar este comentário
Se o secretário nacional de Justiça age dessa forma, o que esperar da justiça desse nosso sofrido país??? Será que só haverá a justiça feita com as próprias mãos??? Será a falência total das instituições??? Com certeza, nosso míope presidente (minúsculas por não merecer ser chamado de Presidente) dirá que nada sabe e nada viu…Muitas vezes tenho vergonha de ser brasileiro, um povo que escolhe tão mal seus representantes.
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eduardo araujo
06 de maio de 2010 | 1h 43Denunciar este comentário
A sujeira é tanta que o Lulla nem ordenou a demissão desse bandido. O mais correto é ter a prisão preventiva decretada porque corre o risco desse cara comprometer provas e intereferir no processo, mas como é bandido rico, nada acontece. Quero ver quem é o macho que vai pedir a prisão preventiva desse larápio.
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eduardo araujo
06 de maio de 2010 | 1h 41Denunciar este comentário
Ô Tuma, sua filha é bonita, meu? Eu passei acabei de ser aprovado no concurso pra auxiliar de datislocopista. Serve?
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Leonel Colombo
06 de maio de 2010 | 0h 25Denunciar este comentário
Este filho do Senador Tuma, par começo de conversa, não deveria estar neste cargo, ocupa a mesma, graças, a um acordo, conchavo, maozinha, ou v]semvergonhice mesmo, do seu pai, o senador, na época, que foi nomeado, a impresa, publicou, que o Tuma, fez um acordo, nada ético, nem moral, que daria apoio ao planalto, em alguma safadeza, do planalto, em troca, da nomeação do filho, para este cargo, pelo visto, não vai dar em nada, pois o LULLA, disse, que precisa ser muito investigaddo, que a democracia e tal, … quando ele fala isto, é sinal que os petralhas não estão nem aí, com a verdade.. Mas, isto é o Brasil, o Tuminha que arranje outro genro, pois este é muito burro, para nçao passar em concurso par escrivão.