| 05/06/2010 13:22 | |||
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Após filho de agente da Denar matar amigo com arma do pai, familiares da vítima revoltam-se
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| Éser Cáceres e Alessandra de Souza | |||
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O jovem Guilherme Henrique Santana de Andrea, de 22 anos, ainda não se apresentou à polícia depois que matou com tiro acidental o colega Ítalo Marcelo de Brito, de 27 anos, em uma festa na Vila Piratininga. A tragédia aconteceu ontem (4) e deve implicar civil, administrativa e criminalmente o pai de Guilherme, policial civil Pedro Wladimir de Andrea, da Denar (Delegacia de Narcóticos). O disparo foi feito com uma arma da Polícia que o filho do agente achou no porta-malas da viatura, usada pelo pai para animar com som do veículo do poder público uma festa particular. “Pode até ter sido um acidente lá na hora, mas o comportamento desse policial só podia acabar em tragédia mesmo”, disse uma testemunha que presenciou o homicídio e já prestou depoimento. Segundo ela, Pedro de Andrea sempre usou o fato de ser da Polícia Civil para “se mostrar” aos colegas durante festas e reuniões familiares. Segundo a Polícia Civil, até o momento oito testemunhas já foram ouvidas no inquérito que apura a morte de Ítalo. Guilherme deve ser indiciado por homicídio culposo, ou seja, quando não houve a intenção de matar. Já o pai dele, policial que atua na Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), vai responder a processo administrativo na Corregedoria da Polícia Civil e pode também ser indiciado em inquérito policial por omissão de cautela porque deixou uma a da Polícia Civil chegar às mãos do filho. “Se ele não for envolvido diretamente no inquérito que investiga a morte do Marcelo vai ser uma injustiça”, lamentou uma amiga da família do rapaz assassinado. Choque nos amigos e tiros para cima com arma da Polícia “É lógico que a conduta do filho foi causada pelo péssimo exemplo do pai. Como policial, ele devia agir diferente, mas sempre era ele quem causava problemas nas festas. Depois de beber um pouco, ele algemava colegas, dava choques e muitos tiros para cima. Todo mundo ficava com medo e ele achava o máximo”, conta. Segundo a testemunha, poucos minutos antes do tiro que atingiu Ítalo no abdome e causou a morte dele antes de chegar ao hospital, o policial tinha inclusive realizado disparos para o alto. Viatura da Polícia para animar festa particular com som O carro que era usado para animar a festa com som, no caso, é uma viatura GM Blazer da Denar sem caracterização. “Em algumas ocasiões, quando há uma diligência programada, os agentes ficam com a viatura, mas vamos apurar para saber por que ela estava em uma festa particular”, disse o delegado titular da Delegacia, Marcos Takeshita, que está viajando. Segundo informações de pessoas ligadas à família, o autor do disparo só deve se apresentar à polícia na segunda-feira para escapar do flagrante.
A testemunha que falou à reportagem disse que logo quando o acidente ocorreu, o policial civil tentou induzir as pessoas presentes nas primeiras declarações que foram feitas aos outros policiais no local do homicídio. “Ele ficou alterado, queria dizer que a gente não tinha visto nada direito, mas eu estava sóbria. Tinha chegado não fazia nem uma hora e logo que chegamos, meu namorado buzinou para ele, que estava dentro da Blazer. O Pedro tirou a espingarda calibre 12 pela janela e mirou nosso carro, numa brincadeira de péssimo gosto. Deu no que deu”, lamenta |
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A Corregedoria da Polícia Militar prendeu entre anteontem e ontem mais 17 policiais militares suspeitos de envolvimento na série de homicídios ocorridos na Baixada Santista no mês de abril. 14
Desse jeito não sobrarão policiais militares na Baixada.
Fonte: Agora São Paulo
06/06/2010
PMs são presos por mortes na Baixada
Folha de S.Paulo
A Corregedoria da Polícia Militar prendeu entre anteontem e ontem mais 17 policiais militares suspeitos de envolvimento na série de homicídios ocorridos na Baixada Santista no mês de abril.
Desde quarta-feira, 22 PMs já foram presos. Os suspeitos foram transferidos de quartéis do litoral para a Corregedoria, na capital paulista, onde cumprirão prisão disciplinar de até cinco dias. Caso a Corregedoria encontre evidências da participação dos policiais nos 23 assassinatos ocorridos de 17 a 26 de abril, será pedida à Justiça a prisão temporária deles. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
No início tarde de ontem, era intensa a movimentação de mulheres, advogados, amigos e familiares dos policiais na sede da Corregedoria, na Luz (centro de SP). A detenção dos suspeitos foi confirmada pelo Ministério Público, que está acompanhando as investigações. O Comando Geral da PM informou que não iria se posicionar sobre o assunto para “evitar problemas nas investigações”, feitas em conjunto com a Polícia Civil.
As prisões disciplinares dos 22 PMs só aconteceram depois que a Polícia Civil deteve três pessoas por porte ilegal de armas na quarta. Uma delas forneceu nomes de policiais que poderiam ter relação com as 23 mortes na Baixada.
A reportagem apurou que a Polícia Civil tem pelo menos dois focos de investigação. Um vai na linha de vingança de policiais pela morte do soldado da PM Paulo Rafael Pires, 27 anos, morto a tiros, em abril, no Guarujá. As outras 22 mortes ocorreram na sequência, a tiros. A outra suspeita é uma disputa de traficantes por pontos de venda de drogas na Baixada. Alguns dos detidos poderiam ter relação com essa briga.
DECAP: Portaria DPJC-5, de 4-5-2010, normatiza o controle de produção, por equipe de investigação, nas unidades policiais que compõem as Delegacias Seccionais de Polícia do Decap 26
sábado, 5 de junho de 2010
Diário Oficial – Poder Executivo – Seção I – pág. 17
Portaria DPJC-5, de 4-5-2010
Normatiza o controle de produção, por equipe de investigação, nas unidades policiais que compõem as Delegacias Seccionais de Polícia do Decap
O Delegado de Polícia Diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital – Decap, no uso de suas atribuições legais, especificamente a de organizar mecanismos de controle interno, no âmbito da estrutura hierárquica
que lhe compete e,
Considerando que incumbe à Polícia Civil, por dispositivo constitucional, o desempenho das atividades de polícia judiciária e a apuração das infrações penais;
Considerando que a Administração deve atuar em consonância com os princípios que lhes são afetos, dentre os quais destaca-se o da supremacia do interesse público e o da eficiência;
Considerando que, na Instituição Policial Civil, o imperativo constitucional de eficiência, inscrito no artigo 37 da Carta Magna, deve ser compreendido como o desempenho das atividades de natureza policial com presteza, perfeição e rendimento funcional, com vistas à obtenção de resultados positivos no esclarecimento de crimes, objetivo fim da atividade de polícia judiciária, voltado para a consecução do jus puniendi;
Considerando a singularidade que distingue a atividade de investigação policial e a imperiosa necessidade de zelar para que a morosidade não se instale, comprometendo o sucesso das investigações policiais;
Considerando que compete à hierarquia a verificação da eficiência dos trabalhos policiais, e que a produção reveste-se de parâmetro para a aferição da prontidão e da qualidade dos serviços policiais prestados;
Considerando a possibilidade de indicação e inscrição, “ex officio”, de policial civil para curso de reciclagem compulsória junto à Academia de Polícia, nos termos da Portaria DGP-24, de 1º de maio de 2010, sempre que seu desempenho apresentar inadequação técnica decorrente de defasagem na formação ou no aperfeiçoamento profissional;
Considerando que a avaliação da ineficiência pode, ainda, sustentar a “suficiente motivação” para a remoção do policial civil, de uma a outra unidade policial, a teor do que dispõe o artigo 1º da Portaria DGP-22, de 16 de abril de 2010;
Considerando, por fim, que a ineficiência intencional e reiterada no serviço é ilícito funcional previsto no artigo 74, inciso III, da Lei Complementar nº 207/79 que, após correspondente apuração, à luz da legislação disciplinar ora vigente, pode sujeitar o policial a penalidade demissória, resolve:
Artigo 1º – Os Delegados Seccionais de Polícia deverão encaminhar, à Diretoria departamental, mensalmente, Relatório de Atividades de Investigação, referente à atuação dos policiais operacionais, necessário à avaliação de seu desempenho.
Artigo 2º – O Relatório de Atividades de Investigação deverá ser encaminhado, por meio eletrônico (via notes), até o dia 10 do mês subsequente, contendo:
01.- Composição das equipes de investigações de cada unidade, excluindo-se os policiais que exercem suas funções nos plantões;
02.- Indicação das viaturas utilizadas, por equipe, com a respectiva anotação dos quilômetros rodados;
03.- Quantidade, por equipe, de:
a) boletins de ocorrência recebidos;
b) relatórios negativos de investigações;
c) relatórios positivos de investigações, com a indicação do procedimento de polícia judiciária correspondente;
d) prisões em flagrante efetuadas, com a indicação do boletim de ocorrência e do número do inquérito policial instaurado;
e) procurados pela Justiça, recapturados;
f) ordens de serviço recebidas;
g) ordens de serviço cumpridas.
Artigo 3º – Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação.
BLOG DO IMBROGLIONE:Empresa de delegado de SP tem contratos de R$ 4 mi com o governo 4
05/06/2010…11:37
Empresa de delegado de SP tem contratos de R$ 4 mi com o governo
High society: delegado-empresário entre amigos famosos (Felipe Massa, Ronaldo e Kaká)
Caros leitores, uma pesquisa na Junta Comercial mostra que também há uma outra empresa de transportes aéreos no nome da mulher. No mercado da segurança privada, comenta-se sobre a existência de um helicóptero. Será? Também falam de imóveis em Miami. Será? Deve ser maldade destes invejosos do sucesso alheio.
CARO ANDRÉ CARAMANTE: OS CONTRATOS DESSAS “EMPRESAS DE SEGURANÇA” COM ENTIDADES PÚBLICAS NÃO PASSA DE “VENDA DE RECIBO” COM OBJETIVO DE PECULATO…NÃO HÁ EFETIVA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NOS TERMOS CONTRATUAIS…OUTRO DETALHE: ALGUMAS SERVEM APENAS PARA LAVAGEM DE DINHEIRO GANHO CRIMINOSAMENTE…QUER PROVAR: ABRA UMA EMPRESA DE SEGURANÇA, CONTRATE PESSOAL ESPECIALIZADO; DEVIDAMENTE REGISTADOS…FALÊNCIA EM SEIS MESES! 5
Mulher de delegado vende serviços de segurança
Corregedoria apura se chefe da delegacia de Cumbica é dono da empresa
A Cerco Segurança age em casos de sequestro; suspeita é que empresa use servidores públicos para favorecer clientes
ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO
A Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo investiga o delegado Carlos Alberto Achôa Mezher, chefe da delegacia do aeroporto de Cumbica, sob a suspeita de que ele explore o ramo da segurança privada.
A Cerco Segurança Patrimonial e Vigilância Ltda. é registrada em nome de parentes do delegado: Mague Achôa Mezher e Patrícia Verginelli Mezher -mulher dele.
A suspeita é que ele seja o verdadeiro dono da empresa, que oferece justamente serviços que são atribuições do policial: “pronta resposta” para sequestro e ameaças de bomba, por exemplo.
A Corregedoria também investiga se a Cerco, por influência do delegado Mezher, usa servidores públicos para favorecer clientes -outro serviço oferecido é de “agilizar a retirada de documentos” como cédula de identidade e passaportes.
A empresa firmou nos últimos anos contratos de mais de R$ 4 milhões com o Estado e a Prefeitura de São Paulo, segundo documentos da investigação.
A Lei Orgânica da Polícia Civil não veda participação de policial como cotista de empresa privada, muito menos de seus parentes, mas o policial não deve participar do dia a dia da empresa, seja qual for seu ramo.
Mezher não aparece nos registros da Cerco Segurança, mas a Corregedoria investiga se ele atua por trás dos negócios.
A delegacia de Cumbica, onde trabalha Mezher, é vinculada à Divisão e Portos, Aeroportos, Proteção ao Turista e Dignitários da Polícia Civil.
PROTEGER AUTORIDADES
Outro serviço vendido pela empresa é de proteção de dignitários (autoridades).
“A Cerco mantém profissionais com treinamentos internacionais na área de segurança de executivos e dignitários, adestrados de acordo com modernas tendências das agências oficiais”, propagandeia a empresa.
Alguns dos contratos da Cerco envolvem a Secretaria de Estado da Educação, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e o autódromo de Interlagos.
Em algumas das ligações da reportagem para a empresa nos últimos dias, funcionários disseram que o delegado não tem mais ido até lá.
Mezher é bem relacionado. Em fevereiro, ele foi à festa do primeiro aniversário de Luca, filho de Kaká, camisa 10 da seleção brasileira.
Nas fotos da festa publicadas por uma revista de celebridades, o delegado é abraçado por Ronaldo Fenômeno e Kaká, junto com o piloto Felipe Massa, da F-1
OUTRO LADO
Delegado diz que nada sabe sobre firma de segurança
“Deve ter um equívoco; vou ver as informações e, com o maior prazer, te atendo”, disse ele na quarta e não mais falou
DE SÃO PAULO
O delegado Carlos Alberto Achôa Mezher, chefe da delegacia do aeroporto de Cumbica, afirmou não ter nenhum tipo de vínculo com a Cerco Segurança Patrimonial e Vigilância Ltda.
“Não estou sabendo [de investigação da Corregedoria da Polícia Civil], não estou sabendo de empresa de segurança, eu não estou sabendo de nada”, disse Mezher.
“Esse tipo de assunto [possível exploração de segurança privada] fale direto com o meu [delegado] divisionário, esse assunto não compete a mim, eu não sei de empresa de segurança nem nada”, continuou o policial civil.
Questionado sobre a propriedade da empresa, Mezher respondeu: “Deve ter algum equívoco. Vou levantar essas informações e, com o maior prazer, eu te atendo para verificar algum equívoco de informação de empresa”.
Na quarta, ao ser questionado sobre Patrícia Verginelli Mezher, sua mulher e uma das donas da Cerco Segurança, o delegado disse que iria se informar mais sobre ela e voltaria a falar com a Folha ainda naquele dia.
Documentos do Tribunal de Justiça de SP mostram Patrícia Mezher e o delegado de Cumbica em pelo menos 13 ações cíveis ao lado da Cerco Segurança e Cerco Service Monitoração Ltda., uma outra empresa investigada como da família do policial.
Ontem, a reportagem voltou a procurar Mezher na delegacia de Cumbica, mas ele não quis falar novamente.
Segundo um policial, Mezher “estava no saguão [do aeroporto], onde foi atender um pessoal amigo dele”.
Ainda na tarde de ontem, o mesmo funcionário confirmou à Folha que o próprio delegado Mezher disse saber da investigação em andamento na Corregedoria.
O delegado Roberto Krasovic, chefe de Mezher e, segundo ele, responsável por prestar esclarecimentos sobre o caso, não respondeu aos pedidos de entrevista.
Krasovic é o delegado chefe da Divisão de Portos, Aeroportos, Proteção ao Turista e Dignitários da Polícia Civil. Foram cinco tentativas para entrevistá-lo sobre Mezher.
EMPRESA NÃO FALA
Também desde quarta-feira, a reportagem tenta entrevistar os responsáveis pela Cerco Segurança, mas ninguém foi encontrado.
O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Domingos Paulo Neto, foi procurado ontem para se manifestar sobre o caso, mas também não atendeu ao pedido de entrevista.
A investigação sobre uma possível exploração de segurança privada por parte de Mezher está na Divisão de Apurações Preliminares da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, sob o comando do delegado José Boucinhas Neto. (ANDRÉ CARAMANTE)
O chefe da delegacia do aeroporto de Guarulhos, delegado Carlos Alberto Achôa Mezher, é investigado pela Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo por suspeita de ligação com uma empresa do ramo da segurança privada…AÇO, QUEM É DONO DE EMPRESA DEVERIA FICAR NO PLANTÃO! ORA, QUEM PRECISA SER TITULAR DE BOCA RICA SOMOS NÓS! NÃO TÁ CERTO ELES LEVAREM DE TODOS OS LADOS, ENQUANTO A GENTE SÓ GANHA ATRÁS 19
No fim da década de 1980 CERCO significava Corpo Especializado de Repressão ao Crime Organizado, criação do Quércia e Amândio.Muito foi gasto com viaturas e afins.
Agora Cerco tem outro significado.
E eu não fei de nada, companheiro.
Fonte: Notícias Terra
Delegado é investigado por venda de serviços de segurança
05 de junho de 2010 • 09h08 • atualizado às 09h13
O chefe da delegacia do aeroporto de Guarulhos, delegado Carlos Alberto Achôa Mezher, é investigado pela Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo por suspeita de ligação com uma empresa do ramo da segurança privada. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a Cerco Segurança Patrimonial e Vigilância Ltda. está registrada em nome de parentes do delegado: Mague Achôa Mezher e sua mulher Patrícia Verginelli Mezher.
Contudo, existe a suspeita que o delegado seja o verdadeiro dono da empresa, devido aos supostos serviços oferecidos pela Cerco, tais como “pronta resposta” para sequestro e ameaças de bomba, além da “agilização a retirada de documentos” como cédula de identidade e passaportes. Mezher afirmou não ter nenhum tipo de vínculo com a Cerco Segurança Patrimonial e Vigilância Ltda. “Não estou sabendo de investigação, não estou sabendo de empresa de segurança, eu não estou sabendo de nada”, disse o delegado.
A Polícia Militar da Grande São Paulo matou mais A Polícia Militar da Grande São Paulo matou mais civis durante o período em que foi comandada pelo coronel Admir Gervásio Moreira, nomeado no fim do mês passado como o corregedor da PMcivis durante o período em que foi comandada pelo coronel Admir Gervásio Moreira, nomeado no fim do mês passado como o corregedor da PM….( NÃO É MATAR, É FAZER RETORNAR AO BERÇO ) 5
Ué, mas ele não foi nomeado para melhorar ?
Fonte: Último Segundo
PM de SP matou mais durante chefia de corregedor
De março de 2009 a abril de 2010, violência policial aumentou 63% em comparação ao mesmo período do ano anterior
AE | 05/06/2010 12:12
A Polícia Militar da Grande São Paulo matou mais civis durante o período em que foi comandada pelo coronel Admir Gervásio Moreira, nomeado no fim do mês passado como o corregedor da PM.
De março de 2009 a abril de 2010, foram registradas 150 mortes, enquanto no mesmo período do ano anterior foram 92 casos. Isso representa um aumento de 63% da violência policial no Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado.
Coronel Gervásio ficou no CPM de 16 de abril de 2009 a maio deste ano. O crescimento de mortes provocadas por PMs contra civis também foi registrado na capital e no interior. Mas em ambas regiões os números são inferiores em relação à área metropolitana.
Na capital, no mesmo período comparado com a Grande São Paulo, o número subiu 38%. No interior, cresceu 50%. Em entrevista três dias após assumir a Corregedoria, o coronel atribuiu o aumento da violência à ousadia dos bandidos. “Hoje, eles estão mais ousados e fortemente armados. Isso fez aumentar o confronto com a polícia. Por isso, houve um crescimento de morte de civis e também de policiais.”
Na comparação entre os dois períodos, o número de policiais mortos em confrontos na Grande São Paulo aumentou de cinco para três. A Polícia Militar afirmou, por meio de nota, que o CPM tem como foco a redução de crimes contra o patrimônio e chega rapidamente às ocorrências registradas pelo 190. “Em decorrência disso, percebe-se um aumento na quantidade de confrontos e um aumento no número de armas utilizadas pelos marginais.”
A PM informou também que no primeiro trimestre de 2010, ainda sob o comando do coronel Gervásio, houve uma expressiva redução de indicadores em crimes contra o patrimônio, por exemplo, queda de 11,5% de roubos e 7,9% de furtos.
CARO “POL”, O DELEGADO DO DEIC INVADIU A FUNÇÃO PRIVATIVA DA CORREGEDORIA GERAL; SOB ORDENS DA SECRETARIA DE SEGURANÇA…A PRIMEIRA SUPRESSÃO DO FLIT PARALISANTE CONSTAVA COMO VÍTIMA JOSÉ SERRA…NO REPIQUE VISANDO A SUPRESSÃO DO WORDPRESS ESCALARAM COMO OFENDIDO O INVESTIGADOR “MÁRCIO CAIPIRA”…POSTERIORMENTE, O ASSALTO AO NOSSO DOMICÍLIO, OFICIALIZADO NA CAPITAL, FOI REQUERIDO POR ADVOGADO DE DELEGADOS…HÁ EVIDENTE VIÉS POLÍTICO SOB DISFARCE DE GARANTIA DO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE HUMANA E DA ORDEM PÚBLICA 3
Estava dando uma olhada na data da instauração do IP em 12/01/2009, cuja portaria inaugural determina a juntada do termo de declarações e representação formulado pela vitima.
O termo de declarações firmado pela vítima é datado de 15/01/2009.
Neste termo de declarações a “vitima” cita o jome do DELEGADO DR ROBERTO CONDE GUERRA.
Somente em 05/10/2009 é que o DELEGADO Presidente do IP representa ao Juiz para encaminhamento dos autos à Corregedoria da PC.
Oras, algumas considerações devem ser feitas quanto esses fatos.
Primeiro. A data da Portaria é de 12/01/09, e ainda não existia o termo de declarações da “vitima”, e fico então perguntando, porque constou para que providenciasse a juntada do termo de declarações, se ele não existia ainda …. As datas não deixam dúvidas … num documento de 12/01/2009 ele cita um documento (termo) que iria somente ser materializado em 15/01/2009 … ou seja, o JUSTO MOTIVO de instauração do IP não existia … houve VÍCIO FORMAL… com certeza ….
Ademais, tem a questão da competência para o apuratório …. desde a data de 15/01/2009 o nome do administrador do BLOG FLIT, o DELEGADO DR. ROBERTO C GUERRA já era noticiado nas declarações da “vitima” e portãnto, o DELEGADO PRESIDENTE do IP deveria de ofício encaminhar os autos à CORREGEDORIA, ou quiça, representar ao JUIZO para encaminhamento àquela CASA CENSORA …. outra irregularidade … o DELEGADO DA 4A DIG ficou com ops autos sob sua presidência desde Janeiro de 2009 até Outubro de 2009, e durante esse período já se SABIA QUE O Dr. ROBERTO C GUERRA era o ADMINSTRADOR do BLOG FLIT PARALISANTE…outra irregularidade …desta vez…até funcional … pois não se cumpriu as normas existentes …..
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Observando-se que o investigador MÁRCIO CAIPIRA, pretensamente ofendido pelo Senhor Roberto Conde Guerra, não compareceu ao DEIC, foi encontrado e ouvido na sede da Secretaria da Segurança Pública.
Eles deveriam explicar convincentemente as razões para tanta celeridade e diligência, pois o flitparalisante.blogspot foi removido do Google no dia 30 de outubro de 2008; o flit-paralisante.blogspot no dia 10 de janeiro de 2009. Percebendo, desde logo, que passariamos a empregar o flitparalisante.wordpress, no dia 12 de janeiro já fabricavam mais um inquérito no DEIC, contendo a “magnífica” representação.
Foi muita cara-de-pau, dez meses depois, despacharem o inquérito para a Corregedoria sob o fundamento de naqueles autos verificar-se que o autor dos ilícitos contra policiais civis era o delegado Roberto Conde Guerra.
Cara-de-pau; para dizer o mínimo!
PORTEIRO AFIRMA QUE FOI TORTURADO PELO DEIC EM 2007;PASSANDO DOIS ANOS PRESO CONDENADO POR MORTE DE INVESTIGADOR DURANTE ROUBO A CASSINO CLANDESTINO…SUSPEITA-SE DE O ÚNICO TESTEMUNHO EM DESFAVOR DO PORTEIRO TER SIDO FORJADO PARA ACOBERTAMENTO DE POLICIAIS 2
Do Jornal da Band
cidades@eband.com.br
Um porteiro passou dois anos preso em São Paulo por causa de um crime que não cometeu.
Mesmo sem provas, ele foi condenado a 13 anos pela morte de um investigador de polícia.
O porteiro, de nome Francisco, trabalhava com carteira assinada há quase vinte anos, possuía endereço fixo e não tinha antecedentes criminais. Ele afirma que foi envolvido em uma trama para ocultar o verdadeiro assassino de um policial civil.
Em setembro de 2007, ele teve a casa invadida por policiais que o prenderam. O porteiro foi levado para este Departamento Especializado da Polícia, mesmo com o depoimento de pessoas que diziam que ele estava em casa, no dia do crime, a 20 km do local.
Apenas uma testemunha reconheceu Francisco como integrante da quadrilha que matou um policial civil durante um assalto a este cassino clandestino. O investigador trabalhava como segurança do local que foi interditado.
Após cumprir dois anos da pena, o porteiro foi inocentado pelo Tribunal de Justiça, com fundamento no artigo 386, inciso sétimo, ou seja, por falta de provas. A morte do investigador ainda não foi totalmente esclarecida. Parte dos criminosos ainda está foragida.
A Corregedoria abriu uma nova apuração.
Existe agora a suspeita do envolvimento de policiais no crime.
http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=311457
PMs armados impedem civis de prender militar 18
PMs armados impedem civis de prender militar
Luis Kawaguti
do Agora
Trinta policiais militares armados ameaçaram duas equipes da Polícia Civil que tentavam levar, para uma delegacia, um PM suspeito de acabar de assassinar um cliente de um bar no Mandaqui (zona norte de SP), na madrugada de anteontem.
A PM afirmou que não houve ameaça, mas que a Polícia Civil tentou assumir uma ocorrência que não competia a ela.
O assassinato ocorreu em um bar de classe média no número 4.843 da avenida Engenheiro Caetano Álvares. O PM Estevam Teline da Silva, 27 anos, pegou um copo de cerveja da mesa do supervisor Carlos Pardini, 39 anos. O homem reclamou e foi atingido pelo policial com dois tiros, no peito e na cabeça, segundo documento da Polícia Civil obtido pelo Agora.
Silva fugiu e começou a ser perseguido por uma equipe do GOE (Grupo de Operações Especiais) e uma do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos). Ele se refugiou em uma base móvel da PM e foi colocado pelos colegas em um carro de polícia.
http://www.agora.uol.com.br/policia/ult10104u745932.shtml
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Acontecimentos como esse são um vexame para as Polícias Civis de todo o Brasil. ( Mineiro )
PAULISTAS NÃO SUPORTAM SER EXTORQUIDOS PELAS EMPRESAS PROPRIETÁRIAS DAS ESTRADAS PRIVATIZADAS POR GERALDO ALCKMIN…EM MUITAS REGIÕES – COMO CAMPINAS – HÁ UM PEDÁGIO A CADA 30 KM 11
Defensores públicos vão propor que autores de crimes menores, como furto, sigam para regime aberto se não houver vagas no semiaberto 4
SISTEMA PRISIONAL
E se o Estado soltar ladrões?
Defensores públicos vão propor que autores de crimes menores, como furto, sigam para regime aberto se não houver vagas no semiaberto
Diego Abreu – CORREIO BRASILIENSE
O inchaço do sistema prisional brasileiro — a opinião é unânime entre autoridades e especialistas — em nada colabora para a recuperação dos detentos. A situação se agrava com a falta de espaço físico para abrigar os condenados a cumprir pena em regime semi-aberto, que não raramente acabam em celas comuns com presos de alta periculosidade.
Essa situação uniu defensores públicos e a Pastoral Carcerária Nacional, que lutam pela aprovação de uma súmula que estabeleça que na ausência de vagas no semiaberto os presidiários sejam conduzidos ao regime aberto. A proposta é nitidamente polêmica por uma simples razão: na prática, ladrões serão colocados nas ruas por falta de condições estruturais do Estado.
Se por um lado a medida pode amenizar as penas impostas aos condenados por crimes como furto qualificado e roubo, por outro evitará a injustiça com os detentos que cometem crimes tecnicamente menos ofensivos — dessa forma, eles não seriam colocados em regime fechado com traficantes, sequestradores e assassinos. “O que a gente quer é que o preso cumpra a pena pelo que ele efetivamente cometeu”, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciano Borges dos Santos.
A entidade já acionou a Defensoria Pública da União, que deve protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta de súmula vinculante, cuja redação já está pronta. A ideia é baseada em precedentes recentes da própria Suprema Corte, que tem decidido no sentido de conceder o regime aberto nos processos em que o réu comprova a inexistência de vagas no regime semiaberto. Caso a súmula seja aprovada, todos os juízes do país passarão a ter a obrigação de seguir a orientação do STF.
No Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP), por exemplo, o entendimento adotado tem sido outro. Por lá, a maioria esmagadora dos juízes, segundo levantamento da Pastoral Carcerária, tem ordenado que os sentenciados ao regime semiaberto aguardem em prisão fechada o surgimento de uma vaga. Para o presidente da Anadef, tal situação só colabora para a deterioração do sistema carcerário.
“O regime fechado é onde lamentavelmente ocorrem os maiores problemas. A pessoa que cometeu um furto, em vez de se recuperar, acaba saindo mais revoltada, com a sua dignidade abalada. Às vezes, o cidadão é preso por furto e sai de lá um assassino”, destacou Luciano Santos. “A falta de vagas é um problema do Estado e não do apenado”, completou.
Como é cada um:
Regime fechado
O condenado cumpre a pena em estabelecimento de segurança máxima ou média (penitenciária)
Regime semiaberto
O condenado cumpre a pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar, podendo ainda realizar trabalho externo, inclusive na iniciativa privada, admitindo-se também a frequência a cursos de instrução ou profissionalizantes
Regime aberto
Baseia-se na autodisciplina e no senso de responsabilidade do condenado, porque ele somente ficará recolhido na casa de albergado ou em estabelecimento adequado durante o período noturno e nos dias de folga, devendo trabalhar, frequentar curso ou praticar outra atividade autorizada fora do estabelecimento e sem vigilância.
FOLHA DE SÃO PAULO: Repórter Amaury Ribeiro Jr. e o Delegado Onésimo de Souza que se reuniram com dilmistas são pivôs de intriga do dossiê 11
Jornalista e delegado são pivôs de intriga do dossiê
Repórter Amaury Ribeiro Jr. e Onésimo de Souza se reuniram com dilmistas
Envolvidos na produção do material que ataca aliados e família de Serra negam que seu objetivo fosse eleitoral
DE BRASÍLIA
No final da tarde de 20 de abril passado, uma terça-feira, cinco pessoas se reuniram para uma conversa no tradicional restaurante alemão Fritz, na quadra 404 da Asa Sul, em Brasília.
Comandava a mesa Luiz Lanzetta, dono da Lanza Comunicação, empresa responsável pela contratação da maioria dos integrantes da assessoria de imprensa da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
Também estava lá o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que investigou por anos o processo de privatização brasileiro iniciado nos anos do governo FHC (1995-2002).
Completavam a mesa o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza e dois servidores públicos aposentados da chamada “comunidade de informação”, que trabalham com ele.
O encontro fora marcado por Lanzetta para tentar contratar Onésimo e sua equipe.
A ideia era investigar os funcionários de uma das sedes do comando da campanha dilmista. A demanda incluía averiguar se quem circulava no local mantinha algum tipo de relação com integrantes do PSDB e da campanha tucana a presidente encabeçada por José Serra.
A Folha apurou que Onésimo sugeriu um orçamento de R$ 180 mil para executar o serviço. O valor não foi aprovado pelo QG de Dilma. A conversa resultou inócua, mas o encontro vazou.
Na semana iniciada em 2 de maio, integrantes do PSDB souberam que a campanha de Dilma estaria montando uma equipe de “inteligência” -com o objetivo, deduziram, de espionar Serra.
PONTOS OBSCUROS
Aí aparecem pontos de interrogação na rede de intrigas formada na história do suposto dossiê anti-Serra relatado na mídia há uma semana, a partir de uma reportagem da revista “Veja”.
Há pelo menos dois conjuntos de papéis, um com dados sobre aliados de Serra investigados na CPI do Banestado, e outro, com relato de operações fiscais da filha do presidenciável, Verônica.
Há dois aspectos obscuros principais. Primeiro, a real intenção de Lanzetta ao fazer contato com detetives. Segundo, como a informação sobre o encontro entre Lanzetta e o “grupo de inteligência” foi repassada para a imprensa e chegou aos tucanos.
Um terceiro detalhe também não foi esclarecido: por que Ribeiro estava na conversa do dia 20 de abril?
Ele é amigo de Lanzetta. Havia relatado trechos de suas investigações. Os dados começaram a ser coletados pelo jornalista em sua passagem pelo “Estado de Minas”, principal diário mineiro, próximo politicamente do ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG).
Lanzetta e Ribeiro dizem que o conteúdo da apuração seria usado na elaboração de um livro e nunca teriam cogitado fazer um dossiê para ser usado na campanha.
A apuração de Ribeiro começou em 2009, depois que Aécio, então ainda um potencial presidenciável, foi alvo de reportagens críticas.
Repórter investigativo com passagens por Folha, “O Globo” e “Jornal do Brasil”, ele foi escalado para apurar eventuais irregularidades relacionadas ao outro presidenciável tucano, Serra.
O resultado das apurações do jornalista nunca foi publicado pelo jornal. “Ele trabalhava em várias investigações. Essa investigação específica não estava concluída quando ele pediu demissão no final de 2009”, diz o diretor de Redação do “Estado de Minas”, Josemar Gimenez.
Depois de deixar o emprego, Ribeiro contou o objeto de suas apurações a Lanzetta. O contratado da campanha de Dilma se interessou pelo assunto. Havia ali um caso potencial para ser usado na disputa presidencial.
Lanzetta e Ribeiro passaram a considerar a produção de um livro. A Lanza chegou a redigir um texto para ser distribuído à imprensa com os principais tópicos do futuro livro -que passou a circular ontem na internet.
Nesse meio tempo, a pré-campanha de Dilma passou a suspeitar de vazamentos de dentro de seus QGs em Brasília. Surgiram reportagens negativas, relatando custos de montagem de estrutura.
O alvo dessas informações era sempre o chamado grupo mineiro, encabeçado pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, amigo de Lanzetta e responsável pela montagem da estrutura de comunicação de Dilma.
RACHA PETISTA
Nessa época, no início de maio, houve uma bifurcação dentro do comando dilmista.
O grupo mineiro passou a ser abordado por órgãos da mídia querendo saber se havia produção de dossiês. Na outra ponta, um outro grupo composto por petistas paulistas foi acionado pela cúpula partidária para analisar o que estava sendo feito.
Entre os paulistas estão o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o deputado estadual Rui Falcão. Eles alimentaram na mídia a versão de que houve de fato a tentativa de montar uma equipe de inteligência. Mas venderam também o relato de que abortaram essa estratégia.
A facção mineira sustenta que o material produzido por Ribeiro nunca foi cogitado como um dossiê antitucanos. Também declara não ter estabelecido relação comercial com a campanha de Dilma.
Na reportagem de “Veja” e em conversas reservadas, o comando dilmista comemorou inicialmente ter abortado potencial escândalo semelhante ao do dossiê dos “aloprados” de 2006. Já no fim da semana, agora publicamente, petistas negam qualquer contato com os papéis.
“Isso é factoide para enganar a imprensa”, Serra afirmou que o PT “tem tradição nessa matéria” de criar dossiê 6
Para Serra, ação do PT é ”factoide”
Pré-candidato do PSDB afirma que adversários querem desviar atenção sobre dossiê ao afirmarem que vão interpelá-lo judicialmente
Evandro Fadel e Adelson Barbosa – O Estado de S.Paulo
O pré-candidato do PSDB, José Serra, disse ontem em Campina Grande (PB) que o PT tenta criar um “factoide” ao anunciar que vai interpelá-lo judicialmente, em razão das declarações de que a pré-candidata Dilma Rousseff (PT) tem responsabilidade no suposto dossiê com denúncias contra ele.
“Isso é factoide para enganar a imprensa”, declarou Serra em entrevista à rádio 98 FM. Segundo ele, quem tem que de se explicar é o PT e a ex-ministra. Serra afirmou que o PT “tem tradição nessa matéria” de criar dossiê. “Foi descoberto um esquema de dossiê fajuto e difamante da parte deles”, disse o tucano, para quem não é a primeira vez que o PT cria dossiê contra ele.
“Você lembra que isso ocorreu em 2006 Lembra do dossiê dos aloprados. Era contra mim, que era candidato a governador”, disse Serra, acrescentando que os responsáveis pelo dossiê dos aloprados foram presos. “Eles (os petistas) é que têm de explicar o que está acontecendo e não os outros, são vítimas.”
Serra foi recebido em Campina Grande por três políticos considerados ficha suja: o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), cassado por compra de votos; o ex-governador e pai de Cássio, Ronaldo Cunha Lima (PSDB), acusado de tentar matar o ex-governador Tarcísio Burity em 1993 com três tiros; e o senador Efraim Morais (DEM), acusado de manter servidores fantasmas em seu gabinete. Efraim está sendo investigado pela PF.
Do aeroporto, Serra seguiu para entrevistas a duas emissoras de rádio. Na rádio do Sistema Correio, dançou forró com a jornalista Verônica Guerra, ao som da música “Chiclete com banana”, do paraibano Jackson do Pandeiro. Em tom, de brincadeira, falou de futebol e de música.
Serra voltou a prometer que, se eleito, vai criar uma bolsa complementar ao Bolsa-Família, para incentivar adolescentes matriculados em escolas profissionalizantes. Disse que outra prioridade será o Programa de Saúde na Família. Afirmou que pretende exigir dos laboratórios farmacêuticos parceria que contemple os médicos do Programa de Saúde da Família (PSF) em todo o País.
Curitiba. Em entrevista à Rede Independência de Comunicação, afiliada da Rede Record no Paraná, Serra disse que não adotará estilo agressivo durante a campanha eleitoral e negou que tivesse havido qualquer cobrança ou reunião do partido para pedir-lhe isso. “Eu tenho o meu estilo, sou do jeito que eu sou.”
As críticas mais pesadas ao governo federal vieram quando o ex-governador paulista comentou a carga tributária. “Realmente é um exagero, prejudica a atividade, o emprego, a produção.”
Serra evitou falar muito sobre a política paranaense, onde há indefinição em relação ao posicionamento do senador Osmar Dias (PDT), assediado pelo PSDB, que lhe ofereceu a possibilidade de ser candidato à reeleição ao Senado, e pelo PT.
“Eu tenho visão, conversei, estou por dentro, mas se eu falo alguma coisa dá confusão”, ponderou. “Como se dizia antigamente: sapo de fora não chia.”
Declarando-se amigo de Richa e de Osmar, e de ter boas relações com o ex-governador Roberto Requião (PMDB), salientou esperar uma “boa solução para efeito de pregação nacional”. Ao final, Serra alertou: “Até a semana que vem se resolve tudo isso.”
O ESTADÃO ACUSA “DILMA” DE TER CONTRATADO ARAPONGA DA AREONÁUTICA PARA FORJAR DOSSIÊS CONTRA JOSÉ SERRA 6
Campanha de Dilma trouxe Araponga da Satiagraha para montar dossiês
Sucessão.
Conhecido por suas apurações sigilosas, o sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo aceitou a missão proposta por petistas e indicou o delegado aposentado Onésimo de Souza para ajudá-lo; o trabalho custaria R$ 200 mil mensais
A articulação para montar uma central de dossiês a serviço da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República contou com a participação de arapongas ligados aos serviços secretos oficiais. Um deles é o sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, recém-saído do Cisa, o serviço secreto da Aeronáutica.
Conhecido personagem de apurações sigilosas em Brasília, o sargento esteve, por exemplo, ao lado do delegado Protógenes Queiroz nas investigações que deram origem à Operação Satiagraha, que levou o banqueiro Daniel Dantas à prisão.
A participação de Idalberto de Araújo remonta às origens do plano de inteligência petista. Em abril, após ter sido procurado por emissários da campanha, o sargento disse que aceitaria o serviço, mas necessitaria de apoio. Deixou claro que, para executar a missão proposta pela campanha, seria preciso chamar mais gente.
O sargento, então, indicou um amigo de longa data, o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza, dono de uma pequena empresa de segurança instalada num conhecido centro comercial de Brasília. As conversas avançaram.
Outros agentes, dentre eles um araponga aposentado do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) e um militar que já serviu à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chegaram a ser contatados para integrar a equipe. O passo seguinte foi chegar a um valor para o serviço.
É onde começa o contato direto entre o agente e um dos principais profissionais da área de comunicação da campanha de Dilma, o jornalista e consultor Luiz Lanzetta. Dono da Lanza Comunicação, empresa contratada pelo PT para fazer a assessoria de imprensa da campanha, Lanzetta marcou um encontro com o sargento e o ex-delegado.
A reunião ocorreu no restaurante Fritz, na Asa Sul de Brasília. A dupla disse a Lanzetta que, pelo serviço, cobraria R$ 200 mil por mês. O delegado justificou o preço com o argumento de que seria preciso montar uma equipe de 12 pessoas para a missão.
Bunker. Lanzetta se encarregou de detalhar o serviço de que precisava. A primeira tarefa seria interna, no bunker que ele próprio montara no Lago Sul. Desconfiado de que seu trabalho estaria sendo sabotado por gente do próprio PT, o consultor queria que os arapongas descobrissem a origem do fogo amigo.
O pacote incluiria ainda investigações que pudessem dar à campanha de Dilma munição para ser usada, em caso de necessidade, contra adversários. O alvo preferencial era o candidato tucano José Serra.
A proposta para contratação dos serviços do araponga e do delegado foi levada, então, para o núcleo central do comitê de Dilma. O assunto chegou a ser discutido com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, coordenador da campanha. Num primeiro momento, Pimentel avaliou que o preço estava alto demais. Disse que topava pagar, no máximo, R$ 60 mil.
O grupo já estava discutindo estratégias de trabalho – um dos planos era infiltrar um agente no núcleo de inteligência da campanha de José Serra – quando começaram a vazar para a imprensa informações acerca de supostos dossiês produzidos pelo bureau montado por Lanzetta na fortaleza petista do Lago Sul.
Era o que faltava para os ânimos se acirrarem ainda mais no comitê. O imbróglio realçou, no interior da campanha de Dilma, o conflito entre dois grupos: o do mineiro Fernando Pimentel, responsável por levar Lanzetta para o staff de Dilma, e o do ex-ministro Antonio Palocci.
Conspiração.
Nos bastidores, Pimentel, alçado ao comando da campanha por conta de sua velha amizade com Dilma, acusa Palocci e o deputado paulista Rui Falcão, coordenador de comunicação do comitê, de tramarem para derrubá-lo. Aliados de Pimentel afirmam que foi Falcão quem deixou vazar informações sobre o dossiê, para enfraquecer o ex-prefeito na cúpula da campanha.
Ao Estado, Pimentel negou que tenha sido procurado pelo grupo de Lanzetta para tratar de contrato o araponga. “Se houve isso, é iniciativa da empresa do Lanzetta, para resolver algum problema relacionado à empresa dele”, disse. “Nunca tratamos disso na coordenação da campanha.” Pimentel também negou desentendimento com Falcão. “Mnão sei se tem esse negócio de grupos, o que sei é que sou amigo fraterno do Rui há 40 anos.”
Procurado pela reportagem, Idalberto não quis falar sobre o assunto. “Não estou entendendo por que você está me ligando”, disse ele, antes de desligar o telefone. Lanzetta se negou a dar declarações, embora tenha admitido o contato com o araponga e o ex-delegado. Onésimo de Souza não foi localizado até o fechamento desta edição. A assessoria de Dilma limitou-se a reproduzir declaração da pré-candidata petista, segundo a qual não havia ninguém autorizado a negociar dossiês para a campanha.
PARA ENTENDER
Um especialista em seguir alvos sem ser notado
No universo dos arapongas de Brasília, o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, é um personagem graduado. Integrante do enredo de vários escândalos políticos, o militar foi retirado das sombras na Operação Satiagraha.
Espécie de braço direito do delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Satiagraha, Dadá fez parte do consórcio de arapongas e policiais federais que investigaram o banqueiro Daniel Dantas, em um episódio marcado pela suspeita de uso de escutas clandestinas e perseguições não autorizadas.
Apontado no meio como um especialista em seguir alvos sem ser notado e na produção de grampos, o sargento, hoje com 49 anos, teria sido o principal responsável pela investigação que relacionou o ex-ministro da Defesa Élcio Alvares, primeiro ocupante civil da pasta, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, ao crime organizado no Espírito Santo.
Com trânsito entre agentes dos diversos serviços de inteligência – das Forças Armadas, da Polícia Civil do Distrito Federal, da PF e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) -, o sargento tem seu “passe” valorizado em épocas eleitorais.


