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CHUTOU O BALDE: Mortos em SP tiveram ficha checada antes de ataques, diz delegado-geral 54
Segundo Marcos Carneiro, policiais militares estão sendo investigados. Delegado colocou cargo à disposição após troca de comando na SSP
O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro de Lima, afirmou nesta quinta-feira (22) que pessoas mortas durante a onda de violência no estado tiveram suas fichas verificadas no sistema da polícia antes de serem assassinadas. “Algumas das vítimas tiveram, sim, seus antecedentes criminais consultados momentos antes de serem mortas”, disse o delegado-geral.
A afirmação foi feita durante a cerimônia de posse do novo secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira. Com a mudança na cúpula da Segurança, o delegado-geral afirmou ter colocado seu cargo à disposição.
De acordo com o delegado-geral, há indícios de extermínio das vítimas. Policiais militares também estão sendo investigados por suspeita de praticar parte desses assassinatos. Desde o início do ano, 93 policiais foram mortos em São Paulo. Além disso, a região metropolitana vem registrando média de assassinatos por dia maior que no ano passado (veja tabela).
Para Lima, isso corrobora para a suspeita de que parte das vítimas foram executadas. Perguntado se esse dado reforça a tese de que há grupos de extermínio em São Paulo, o delegado-geral se esquivou. ”O que posso dizer é que há indícios de extermínio. Sobre grupos ainda estamos investigando.”
As investigações dessas mortes estão sendo conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. Lima, entretanto, não informou quantos policiais são investigados por suspeita de participação em assassinatos ocorridos durante a onda de violência.
O delegado-geral reafirmou que colocou seu cargo à disposição de Grella – Lima havia sido nomeado para a chefia da Polícia Civil pelo ex-secretário Antonio Ferreira Pinto. Lima terá uma reunião nesta tarde com Grella e deverá novamente colocar seu cargo à disposição do novo chefe da pasta da Segurança Pública.
Lima informou ainda que a Polícia Civil está investigando as redes sociais dos suspeitos de envolvimento nas mortes ocorridas durante a onda de violência.
Posse
A cerimônia de posse do ex-procurador-geral de Justiça Fernando Grella Vieira como secretário de Segurança Pública de São Paulo ocorreu na manhã desta quinta-feira, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Grella afirmou que as ações contra o crime e respeito aos direitos humanos podem ser conciliados. “(É preciso) desfazer a noção equivocada de que o combate firme ao crime e o respeito aos direitos humanos são excludentes. Não são”, disse o novo secretário.
O governador Geraldo Alckmin e Antônio Ferreira Pinto, que foi exonerado do cargo na quarta-feira (21), participaram da cerimônia. Segundo Grella, um dos desafios da gestão será “manter a segurança pública no hall das políticas públicas, promovendo a cidadania, combatendo o crime e a violência”.
Em seu discurso de despedida do cargo, Ferreira Pinto ressaltou ter realizado mudanças e valorizado a Polícia Civil. Ele ainda elogiou a atuação da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) e negou que a Polícia Civil tenha sido afastada das investigações. Ele citou ainda as armas apreendidas e criminosos presos pela Rota. Segundo ele, apenas em 2012, os policiais da Rota apreenderam mais de R$ 15 milhões do crime organizado. “Eu me orgulho de ter prestigiado a Rota para diminuir a sensação de insegurança que assola todos nós (…) A Rota cumpriu seu papel com muita galhardia e volto a dizer que a Polícia Civil não foi afastada das investigações.”
A mudança no gabinete de Segurança ocorre no momento em que o estado passa por uma alta em índices de criminalidade. Desde o início do ano, 93 policiais foram mortos em São Paulo. Além disso, a região metropolitana vem registrando média de assassinatos por dia maior que no ano passado.
Novo secretário de Segurança de SP promete enfrentar o crime dentro da lei 75
Fernando Grella Vieira assume no lugar de Antonio Ferreira Pinto, demitido em meio à guerra não declarada entre Polícia Militar e Primeiro Comando da Capital (PCC)
O novo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou na quarta-feira, 21, que não vai ceder um milímetro no combate ao crime organizado. “Haverá enfrentamento dentro da lei e do respeito aos preceitos constitucionais”, disse ao Estado, acrescentando que “não vai haver ruptura” em relação à atual política de segurança. “Vamos fazer aprimoramentos.”
Ex-procurador-geral de Justiça, Grella assume no lugar do também procurador Antonio Ferreira Pinto, demitido na segunda-feira, em meio à guerra não declarada entre Polícia Militar e Primeiro Comando da Capital (PCC) que já matou 93 policiais e fez os homicídios subirem 92,3% na capital (de 78 casos para 150) em outubro, em comparação a 2011 – o governo antecipou em quatro dias a divulgação dos números de violência no Estado para evitar desgaste do novo secretário.
A queda de Ferreira Pinto começou a se desenhar quando o PCC decidiu matar policiais militares para vingar a morte de seus integrantes em ações das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). As execuções começaram em junho. Há dois meses, o governador Geraldo Alckmin procurava um nome para substituir o homem que chefiava a pasta da Segurança desde 2009. Um de seus secretários, Saulo Abreu (Transportes) chegou a se reunir com policiais em busca de uma alternativa a Ferreira Pinto.
A presença constante da violência em São Paulo nos jornais deu ao governador a certeza de que deveria mudar. “Nós reconhecemos as dificuldades que estamos passando e vamos nos empenhar de forma redobrada nesse trabalho”, afirmou Alckmin. Na quinta-feira passada, ele convidou Grella, que lhe pediu tempo para avaliar.
O ex-procurador-geral avaliou o quanto o cargo mudaria sua vida e respondeu a Alckmin na segunda-feira. No mesmo dia, o governador chamou Ferreira Pinto para dizer que precisava do cargo. Ferreira sentiu o impacto. Tinha confiança de que não sairia. Ficou acertado que pediria demissão na quarta-feira – Alckmin anunciou a mudança às 11 horas.
Desafio. Grella toma posse nesta quinta-feira, 22. Ele vai se reunir com as chefias das Polícias Civil e Militar e ouvir Ferreira Pinto. “Vou me inteirar dos dados. O desafio será enorme. A segurança pública é complexa. Vou abrir a pasta à sociedade, ouvir todos os segmentos. Sei que o trabalho será duro e o momento é sério.” De fato, na noite de anteontem, mais dez pessoas foram mortas na Grande São Paulo – sete com indícios de execução e duas em supostos tiroteios com a PM. A sucessão de fatos ameaça não dar trégua ao novo chefe da segurança. / COLABOROU JULIANA DEODORO
Tristeza: marginais se apresentam como investigadores e matam Sargento aposentado há dois meses 82
Um sargento aposentado da Polícia Militar foi morto após um atentado na tarde desta quarta-feira (21) em Praia Grande, no litoral de São Paulo.
Um bandido acabou sendo baleado e morreu, o outro fugiu.
O crime aconteceu por volta das 17h30, no bairro Guilhermina. Carlos Alberto Lazarenha tem 50 anos, trabalhava no batalhão de Praia Grande e estava aposentado há pouco mais de dois meses.
Ele foi levado ao Pronto Socorro Municipal e passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu durante a noite. Os policiais ainda estão apurando como o crime aconteceu, mas as primeiras informações são de que o sargento aposentado estava na porta de casa quando dois homens se aproximaram em uma moto.
Segundo uma testemunha, esses dois homens se identificaram como investigadores da polícia e queriam conversar com o sargento.
O sargento então levou um deles até dentro de casa.
Quando eles estavam na sala, o policial aposentado desconfiou do que estava acontecendo e tentou pegar uma arma que tem guardada em casa. Neste momento, um dos bandidos atirou.
Houve uma troca de tiros na sala da casa do sargento.
O bandido foi baleado, chegou a ser socorrido, mas morreu.
A esposa do policial também foi baleada e, segundo os médicos, não corre o risco de morrer.
A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo luta contra a mentira da Procuradoria Geral do Estado 188
A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo luta contra uma mentira da Procuradoria Geral do Estado; e, infelizmente, endossada pelo Governador do Estado. Ocorre que a Procuradoria, por meio da suspensão da Tutela Antecipada nº 678 junto ao Supremo Tribunal Federal fez constar em sua petição o valor aproximado de R$ 1,5 bilhão. Em síntese, disse ao Presidente do STF, Exmo. Senhor Ministro Ayres Britto que o custo criaria uma lesão ao erário público, assim, permitiu suprimir verbas alimentares de Policiais Militares. Neste sentido, passamos a conhecer melhor o Governo Geraldo Alckmin. O Governo do Estado tinha conhecimento que o Policial Militar recebia o recálculo retroativo a novembro de 2010 por intermédio de uma ação judicial; e que nunca se tratou de uma tutela antecipada mas sim, de cumprimento provisório de sentença, iniciado após o Tribunal de Justiça de São Paulo, na 2ª Instância, ter garantido a fórmula correta de cálculo da verba aos Policiais Militares. Todas às reuniões anunciadas pelo Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, jamais contaram com a presença das Entidades de Classe. Na verdade as reuniões ocorreram somente com a cúpula do Governo do Estado; porém, os maiores representantes da Família Policial Militar sequer foram convidados a participar. A Associação dos Cabos e Soldados quer deixar bem claro que não pactua com as decisões equivocadas do Governo do Estado, e que sempre pautou pelos princípios constitucionais da não incitação de greves ou quaisquer tipos de represálias que possam causar grave comoção social dentro da nossa caserna. Assim, devemos mostrar que os nossos princípios estão muito acima de nossos líderes e, temos uma vida centrina que neste ano completou 55 anos de existência e não apenas 04 anos de exercício político. A nossa formação dentro da Polícia Militar é um compromisso em abraçar a sociedade Paulista e mostrar que somos ordeiros e labutamos em defesa do cidadão e da vida; “inclusive com o sacrifício da própria vida”, independentemente de qualquer direcionamento político. O Governo do Estado se reveste de uma capa “moral e ética” em um flagrante para dar guarida ao seu partido político, que sofreu uma das maiores derrotas no cenário político brasileiro; e, assim, omitindo dentro deste período eleitoral, os ataques que ocorreriam contra a Tropa da Polícia Militar. Entretanto, o empenho do Governo foi o de não prejudicar a campanha tucana, mesmo em detrimento da vida “onde já se constatou dezenas de Policiais Militares assassinados e feridos pelo crime organizado”; além de retirar verbas alimentares da Família Policial Militar. O Procurador Geral do Estado, com o conhecimento do governador Geraldo Alckmin, se utilizaram de remédios jurídicos na tentativa de obter êxito com o fim de postergar direito líquido e certo dos Policiais Militares por intermédio de informações de má-fé inserida nos instrumentos jurídicos utilizados pelo Estado. A Sociedade Paulista e os nossos associados podem contar com a nossa luta contínua; estamos organizados juridicamente e acreditamos na reversão do quadro atual. Não nos debruçamos em cima de teses jurídicas, mas, sim, da verdade dos fatos aos quais levamos à Suprema Corte; ou seja, o cumprimento que já vem desde novembro de 2010, e que custa ao Governo do Estado aproximadamente R$ 25.000.000,00 por mês e que não são devidos por força de tutela antecipada; e, sim, por acórdão da 2ª Instância. Finalizando, agradeço a sua atenção e o apoio a nossa Entidade de Classe, e que por ora é só o que temos a informá-los.
“A insensibilidade dos fortes provocará a revolta dos fracos”
Wilson Morais Presidente
Nelson Silveira Guimarães, Carlos José Paschoal Toledo ou Youssef Abou Chahin? 188
Os bastidores da troca de comando na Segurança
A provável saída de delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro, antecipou a mudança na Secretaria de Segurança..
A provável saída de delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro, antecipou a mudança na Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo, prevista inicialmente para o começo do ano que vem, quando o governador Geraldo Alckmin pretendia dar inicio a reformas na sua equipe. O tucano já estava determinado a trocar o secretário Antonio Ferreira Pinto, principalmente após a repercussão da queda-de-braço com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a respeito da ajuda federal no combate à onda de violência em São Paulo – o Jornal Nacional, da Rede Globo, fez reportagens consideradas pelo governo estadual críticas em relação a Ferreira Pinto, o que contribuiu para piorar a situação do secretário no Palácio dos Bandeirantes, apesar de o próprio governador o ter insuflado a rebater Cardozo, que havia dito que São Paulo não aceitara ajuda do Palácio do Planalto.
O novo secretário, o ex-procurador geral de Justiça Fernando Grella, que toma posse amanhã, já compunha a lista dos cotados por Alckmin há mais de duas semanas. Pesou a favor dele o fato de ser do Ministério Público e próximo do atual procurador-geral, Márcio Elias Rosa, que foi seu sub-procurador. Grella também é tido como “discreto, reservado e tranquilo”, segundo um interlocutor de Alckmin. Com a escolha, o governador mantém a tradição de indicar integrantes do Ministério Público para comandar a Secretaria de Segurança. Todos os últimos secretários têm passagem pelo MP: Marco Vinicio Petrelluzzi , Saulo de Castro Abreu Filho, Ronaldo Marzagão e o próprio Ferreira Pinto.
Grella chega com a missão de fazer uma aproximação com a Polícia Civil. A gestão de Ferreira Pinto foi marcada pela indisposição com esse setor da polícia, num momento em que o governador quer intensificar a ação do setor de inteligência no combate ao crime organização.
O delgado-geral da Polícia Civil também deve ser trocado. Recentemente, Carneiro deu declarações ameaçando entregar o cargo em razão de uma ação de improbidade administrativa que passou a responder, movida pelo Ministério Público. A última declaração foi na segunda-feira, o que tornou a situação dele insustentável. O governador sabia que teria dificuldade de encontrar alguém que aceitasse um mandato “tampão” no posto de delegado-geral, já que nos bastidores da polícia a saída de Ferreira Pinto já era certa.
Ontem, três nomes eram discutidos no Palácio dos Bandeirantes para assumir a delegacia-geral da Polícia Civil: o diretor do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), Nelson Silveira Guimarães, o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Carlos José Paschoal de Toledo, e o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Marcro São Paulo, Youssef Abou Chahin.
MILK NEWS TV – EXTRA! EXTRA! CAI O PINTO E SOBE O GRELLA!!! 47
João Alkimin: QUANDO O MASTRO CAI, AS VELAS VÃO JUNTO. OU … O PINTO CAIU! 41
QUANDO O MASTRO CAI, AS VELAS VÃO JUNTO.
João Alkimin
oão Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/
Ex-chefe do MP e ex-PM, Grella contará com a desconfiança da Polícia Civil…( MILITARIZAÇÃO: Marzagão, Ferreira Pinto ; agora Grella ? ) 96
Conheça o novo secretário de Segurança do Estado de São Paulo
Ex-chefe do MP e ex-policial, Grella terá que conter violência em SP
Publicado em 21/11/2012 às 11h27: atualizado em: 21/11/2012 às 12h36
Do R7
Daia Oliver/R7Novo secretário de Segurança chefiou o Ministério Público de SP de 2008 a 2012
Após a execução de 328 pessoas na Grande São Paulo desde 1º de outubro, o governador Geraldo Alckmin decidiu confiar ao ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella Vieira, a missão de conter a onda de violência que estarrece os paulistas. O novo secretário de Segurança esteve à frente do MP (Ministério Público) do Estado de São Paulo por dois mandatos, de 2008 a 2012. Ele assume a vaga de Antonio Ferreira Pinto, que deixou a Secretaria de Segurança nesta quarta-feira (21).
Em sua gestão no MP, Grella ampliou a integração entre promotorias diferentes para atuar em situações cada vez mais problemáticas no Estado, como a violência nos estádios de futebol e o combate à pirataria. Ele também buscou maior participação de promotores de Justiça no processo decisório da instituição.
Alckmin reconhece “dificuldades” na segurança pública de SP
O ex-chefe do MP também ficou conhecido por defender o relacionamento estreito entre polícia e Ministério Público na esfera criminal. Esse intercâmbio de ideias e ações entre as instituições pode ter carimbado seu passaporte para a Secretaria de Segurança de SP em um momento tão delicado para o Estado, em que as estatísticas de baleados e mortos engrossam os indicadores de criminalidade em 2012.
Fernando Grella foi empossado pela 2ª vez no MP em 2010
Além da passagem pelo MP, Grella foi policial militar. Ele atuou nas ruas por 11 anos. Em Bauru, trabalhou no fim dos anos 60 e, em Ourinhos, de 1970 a 1979.
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Grella é visto internamente por alguns promotores como ligado ao grupo do antigo ex-procurador-geral Araldo Dal Pozzo, amigo do ex-governador Luiz Antonio Fleury Filho (PMDB), que deixou o cargo em 1993; além de amigo dos ex-secretários Antonio Ferreira Pinto e Ronaldo Augusto Bretas Marzagão.
O mais incompetente e arbitrário Secretário de Segurança de todos os tempos…A mãe dele é quem será lembrada por um bom tempo 36
Ferreira Pinto sai e Fernando Grella assumirá Segurança Pública de SP
DE SÃO PAULO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Atualizado às 11h51.
Antonio Ferreira Pinto deixou ontem o cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo. O pedido de exoneração foi anunciado hoje pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Alckmin ainda afirmou que o ex-procurador geral de justiça de São Paulo Fernando Grella será o novo secretário da pasta. Ele deve assumir o cargo amanhã.
Grella é procurador de Justiça, secretário da Procuradoria de Justiça Cível do Ministério Público de São Paulo e vice-presidente da Associação Paulista do Ministério Público. Alckmin afirmou que ele “está preparado para ajudar São Paulo a dar avanço e continuar sendo um dos Estados mais seguros do Brasil”.
Apesar da declaração, o governador reconheceu que o Estado passa por um período de alta da violência. “Reconhecemos as dificuldades que estamos passando e vamos nos empenhar de forma redobrada neste trabalho”.
Em sua carreira, Grella atuou nas áreas cível e criminal. Ele já foi secretário-geral da Confederação Nacional do Ministério Público, assessor jurídico de dois ex-procuradores-gerais de Justiça e representou o Ministério Público brasileiro no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.
Durante o anúncio da troca de cargos, o governador disse que Ferreira Pinto foi um “bom” secretário da Administração Penitenciária e Segurança Pública. “Quero agradecer a ele, que trabalhou com competência, dignidade e honestidade”.
| Luiz Carlos Murauskas/Joel Silva/Folhapress | ||
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| Fernando Grella (à esquerda) será o novo secretário de Segurança Pública de São Paulo. Ele assumirá amanhã a pasta em substituição a Antonio Ferreira Pinto (à direita), que pediu exoneração do cargo ontem |
Ferreira Pinto foi capitão da Polícia Militar porém deixou o cargo para ir para o Ministério Público, onde foi promotor e procurador. Ele foi secretário da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) e, posteriormente, assumiu a pasta de Segurança Pública, na qual estava no cargo há seis anos graças ao discurso de combate à corrupção policial. A iniciativa, no entanto, lhe rendeu inimigos dentro da Polícia Civil.
Basicamente, sua política de investigação interna foi executada pela PM. A estratégia reavivou o racha entre as polícias e, há tempos, admitem integrantes da gestão Alckmin, Ferreira Pinto não conta mais com a ajuda de setores da Polícia Civil no combate ao crime organizado.
Segundo reportagem da Folha informou, Alckmin buscava um substituto para o secretário de Segurança Pública por estar insatisfeito com o desempenho do subordinado.
A insatisfação vinha de antes da onda de violência em São Paulo. A busca por um sucessor começou há mais de três meses, discretamente. Entretanto, Ferreira Pinto ainda não tinha sido trocado pela dificuldade em encontrar um novo nome para a pasta.
VIOLÊNCIA
O Estado de São Paulo vive uma onda de violência, com registros de chacinas, homicídios, ônibus incendiados e mortes de policiais militares. Desde o último dia 24, 253 pessoas foram mortas na região metropolitana de São Paulo –média de 9,7 por dia.
Somente entre a noite de ontem (20) e a madrugada desta quarta-feira, três pessoas foram mortas em uma chacina, mais seis pessoas foram assassinadas e 13 ficaram feridos, entre eles um policial militar. Um ônibus também foi incendiado.
Desde o início do ano, 95 policiais militares já foram assassinados em todo o Estado de São Paulo.
Em 2011, 47 PMs foram mortos –21 dos crimes ocorreram enquanto os policiais estavam em serviço e 26 foram assassinados no horário de folga, de acordo comandante-geral da PM, Roberval França.
No sábado, um policial da Corregedoria, órgão responsável por investigar crimes praticados pelos próprios PMs, foi morto em um açougue em Guarulhos, durante uma tentativa de assalto. Na terça-feira (13), o soldado Edgar Lavado, 43, casado e pai de quatro filhos, foi morto a tiros quando chegava em sua casa, no Jardim Cumbica, por volta das 21h, em Guarulhos.
Secretário de Segurança Pública de São Paulo deixa o cargo 71
Com informações da Estadão Conteúdo
Secretário de Segurança Pública de São Paulo deixa o cargo
Atualizado às 11h30
Em meio à onda de violência que assombra São Paulo, o Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, pediu exoneração do cargo nesta quarta-feira. O ex-procurador geral de Justiça Fernando Grella assumirá o cargo e será nomeado nesta quinta-feira.
O governador Geraldo Alckmin confirmou a saída do secretário depois de quase sete anos como titular no seu governo. Antes da Segurança Pública (SSP), Ferreira Pinto foi secretário de Administração Penitenciária. “Indicamos e nomearemos ainda hoje e tomará posse nesta quinta-feira como novo secretário o Fernando Grella, duas vezes procurador geral do Estado de São Paulo ( 2008 /2010 – 2010- 2012), presidente do Conselho do MP dos Procuradores de todo o Brasil, uma pessoa com grande experiência em 28 anos como promotor e procurador. Ele encerrou o seu último mandato no dia 29 de março deste ano.
O governador reconheceu que o estado passa por dificuldade na área de segurança pública com aumento da criminalidade. “ Vamos nos empenhar de forma redobrada neste trabalho para fortalecer a segurança de São Paulo, proteger a população e combater o crime”.
Pelo menos 10 pessoas foram mortas e 13 ficaram feridas a tiros entre o início da noite de terça-feira e a madrugada desta quarta-feira, na Região Metropolitana de São Paulo. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vai investigar os casos. Os crimes ocorreram em um intervalo de apenas oito horas, entre as 18h e a 1h.
Em um deles, um adolescente morreu após balear um policial militar em uma tentativa de assalto na zona leste de São Paulo. Em uma chacina ocorrida em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, no final da noite, três pessoas morreram e uma sobreviveu. Essa é a 17ª chacina do ano na Região Metropolitana, aumentando para 57 o número de mortos em crimes deste tipo, segundo levantamento feito pelo estadão.com.br. Foram seis casos na capital e 11 nas demais cidades.
Nas últimas seis noites, a soma da violência chega a 43 pessoas mortas e 34 feridas na Região Metropolitana. Na maioria dos casos, segundo o que a polícia apurou com testemunhas – algumas delas sobreviventes -, os atiradores ocupavam motos.
MILK NEWS TV – “CARREFURTO E ROBAUTO” VOCÊ JÁ OUVIU FALAR? 50
Para governo, recálculo de vencimento da PM é irregular 69
Nossa Região
Associações da categoria tentam reunião com o governador esta semana e ameaçam deflagrar uma onda de protestos
Xandu Alves São José dos Campos
O governo estadual considera irregular o pagamento de recálculo nos benefícios de policiais militares, que ganhavam uma diferença no vencimento pelo menos desde agosto. Alguns recebiam desde novembro de 2010. A diferença variava de R$ 100 a R$ 1.000, dependendo da patente e do tempo de serviço. Na região, a PM emprega 4.900 pessoas. No início de novembro, após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que acatou recurso da PGE (Procuradoria Geral do Estado), o pagamento foi suspenso. Segundo a PGE, o recálculo feito nos benefícios dos policiais por meio da ação é diferente dos demais servidores estaduais e, portanto, irregular, gerando um “rombo” de R$ 1,49 bilhão. Ao invés de incidir sobre o salário-base, como nos demais servidores, as associações da categoria pleiteiam que quinquênio e sexta-parte incidam sobre o total dos vencimentos, incluindo gratificações, abonos e adicionais. O corte surpreendeu policiais em todo o Estado de São Paulo, que enfrentam uma onda de violência com ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital). Desde o início do ano, 94 PMs foram mortos no Estado. “O governo devia ter considerado que esse não era o momento para um corte. Se a gente não é valorizado, como é que vai arriscar a vida nas ruas”, disse um PM, que pediu para não ser identificado. Protestos.Os policiais recebiam a incorporação salarial por meio de uma liminar do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). A ação foi movida por duas associações da PM no Estado –a de Cabos e Soldados e a de Oficiais da Reserva e Reformados. As entidades tentam uma reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) esta semana e ameaçam uma onda de protestos caso ela não ocorra. “Fico muito triste que o corte tenha sido feito durante uma situação terrível para os policiais, que estão sob ataque”, afirmou Milton Vieira, presidente regional da Associação de Cabos e Soldados. “A traição do governo foi maior que a do PCC, de quem só esperamos violência. Com o governo, os policiais se sentiram atingidos pela costa.” Segundo Vieira, as associações entraram com recurso no STF, no dia 8 de novembro, para tentar cassar a decisão do ministro Ayres Brito, que suspendeu o pagamento. Ele disse que o corte provocou uma onda de “indignação e insatisfação”. “Eles (policiais) serão obrigados a fazer bico para ganhar aquilo que já ganhavam antes.”
http://www.ovale.com.br/nossa-regi-o/para-governo-recalculo-de-vencimento-da-pm-e-irregular-1.346218
Secretaria de Segurança de SP não quis trabalhar no feriadão 41
1º dia de bloqueio contra droga e arma em estradas de SP fica só na promessa
Anunciados na semana passada como uma das principais ações para combater o crime no Estado, os bloqueios contra armas e drogas prometidos para começar ontem em estradas de São Paulo ficaram só na promessa – pelo menos nas estaduais, que representam 99% da malha.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, até as 20h de ontem, eles não haviam nem sequer começado. Já a Polícia Rodoviária Federal disse ter dado início à operação nas rodovias federais, com “ações relâmpagos”.
A parceria acertada entre os governos estadual e federal não só para estradas como para portos e aeroportos é uma das estratégias para enfraquecer o crime organizado e interromper a onda de violência que, apenas entre a noite de domingo e a madrugada de ontem, deixou mais 12 mortos na Grande São Paulo.
Além do bloqueio, a transferência de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para presídios federais são as únicas propostas de curto prazo da parceria Estado-União.
Segundo o porta-voz da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fabiano Moreno, a operação começou nas estradas de sua responsabilidade (Dutra, Régis Bittencourt e Fernão Dias), na tarde de ontem, com reforço policial vindo de vários Estados. “São agentes especializados em narcotráfico. Não vamos trabalhar com aquela visão de barreira de fiscalização estática. Ela funciona na primeira hora, mas depois não cai nada. Tem efeito reduzido. Traz visibilidade, mas não é o que desejamos.”
Moreno explicou que a PRF trabalha com 30 equipes em movimento constante. “Não teremos grandes cenários montados. O crime organizado tem uma rede de informação, por isso vamos trabalhar com barreiras rápidas, itinerantes.” O inspetor afirmou que, durante a Conferência Rio+20, cerca de 8 toneladas de drogas foram apreendidas em menos de 20 dias com esse modelo. Por questão estratégica, locais e horários não foram divulgados. Segundo a Autopista, na divisa com Minas na Fernão Dias, não foram realizados bloqueios.
Uma das ações feitas ontem pela PRF aconteceu em Cascavel (PR), a 360 km da divisa com São Paulo. Foram encontrados em um caminhão que tinha São Paulo como destino 2,2 toneladas de maconha, 1.300 comprimidos de ecstasy e 2.940 munições de fuzil. Mas foram policiais rodoviários que já atuam na região que fizeram a apreensão.
Sem informação. No oeste do Estado, policiais rodoviários estaduais da Raposo Tavares e da Marechal Rondon nem sabiam que uma operação está sendo planejada. / COLABOROU RICARDO BRANDT
Por que o Governo de São Paulo jamais teve interesse em comprar o rastreador GI-2 ?…Será que tem esquema de aluguel de celular para organização criminosa ? 34
19/11/2012-19h55
Governo federal oferece aparelho para rastrear celulares em presídios de SP
FERNANDA ODILLA DE BRASÍLIA
O Ministério da Justiça ofereceu ao governo de São Paulo uma maleta de cerca de R$ 1 milhão capaz de rastrear celulares dentro de penitenciárias. O governo paulista, contudo, ainda não solicitou formalmente uma das principais armas do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) para silenciar as organizações criminosas dentro das prisões.
Em um ano, o aparelho do Depen já localizou e identificou 9.289 linhas telefônicas em presídios de seis Estados e no Distrito Federal. Em junho deste ano, por exemplo, foram rastreados 458 celulares num presídio de Ribeirão Preto (a 131 km de São Paulo) e 32 em Araraquara (a 273 km de São Paulo).
Chamado de GI-2, o equipamento identifica com precisão o número do aparelho e o chip. Contudo, não bloqueia nem é capaz de interceptar conversas, apenas rastreia os aparelhos.
“Uma vez identificada a linha, pode-se ir à cela e recolher fisicamente o aparelho. Ou pode-se solicitar o bloqueio ou a interceptação”, explica Augusto Rossini, diretor-geral do Depen.
Segundo ele, qualquer governo pode comprar o equipamento e juízes, integrantes do Ministério Público, policiais e autoridades estaduais também podem solicitar os serviços de técnicos do Ministério da Justiça.
O Depen comprou a maleta em 2008 e, desde então, tem usado o aparelho nos presídios federais e, se solicitado, em penitenciárias nos Estados. Segundo Rossini, uma equipe do Ministério da Justiça vai ao presídio rastrear os aparelhos e linhas telefônicas. Ele não revela, contudo, se outros órgãos federais tem o mesmo equipamento.
SANTA CATARINA
Em janeiro deste ano, a maleta do Depen rastreou 2.094 celulares em 21 presídios de Santa Catarina.
Na noite desta segunda-feira (19), o diretor-geral do Depen também negou que o governo federal tenha montado uma força-tarefa para conter a onda de violência em Santa Catarina. Ele admitiu, contudo, que funcionário do Ministério da Justiça está no Estado fazendo vistorias de rotina em prisões locais.
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Até parece que tem muita gente no alto escalão faturando alto com o ingresso e manutenção de celulares em estabelecimentos prisionais.
Um milhão para o Governo de São Paulo é dinheiro de pinga!
Com um aparelho desses, desde 2008 , já daria para ter enconomizado mais de um bilhão em prejuízos materiais; além de poupar centenas de vidas.

