Indigente é preso por recarregar celular em parque da Flórida…( Sem-teto com contatos ) 6

16/11/2012 08h45 EFE

Lei proíbe “gato” para carregar o telefone em parques do Estado

Um indigente da Flórida foi detido por uma noite acusado de roubar a eletricidade da cidade de Sarasota por recarregar a bateria de seu celular em uma tomada de um parque público.

Segundo o relatório policial ao qual a “Agência Efe” teve acesso ontem dia 15, Darren Kersey, de 28 anos, passou uma noite em uma prisão de Sarasota, no litoral oeste da Flórida, por não poder pagar a fiança, fixada em US$ 500.

“Expliquei ao acusado que o roubo de eletricidade da cidade não seria tolerado durante este período difícil da economia”, escreveu o sargento Anthony Frangioni no relatório.

Nele, detalha que no domingo passado observou vários indivíduos fumando o que ele supôs ser maconha e realizou sua detenção por violar o código da cidade que proíbe o fumo em parques públicos.

No momento em que estava detendo Kersey, este lhe disse que queria seu telefone celular, que estava sendo recarregado em uma tomada do parque.

O policial lhe acusou então de usar eletricidade pública e argumentou que essas tomadas devem ser usadas apenas para eventos da cidade.

Não sou contra negociar com o crime organizado, diz sociólogo 58

19/11/2012-07h23

Folha de S.Paulo – Cotidiano

MARIO CESAR CARVALHO DE SÃO PAULO

Em situações emergenciais, quando as mortes se acumulam numa guerra sem fim, é preciso negociar com o crime. Loucura? O sociólogo Claudio Beato, 56, um dos maiores especialistas em segurança no país, diz que não.

Ele cita o levante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em 2006, no qual houve aparentemente um acordo com o governo, como contraexemplo. “Se houve acordo, por que não fazer isso de forma transparente?”

Os exemplos bem-sucedidos de negociações com criminosos, segundo ele, vão dos EUA a El Salvador, onde a igreja intermediou acordos. No Brasil, a polícia faz acordos informais com o crime, de acordo com ele, que deveriam ser institucionais.

Para Beato, ligado ao PSDB de Minas, a falta de transparência só aumenta a sensação de insegurança, como diz nesta entrevista.

Pedro Silveira/Folhapress
O sociólogo e especialista em segurança pública Claudio Beato
O sociólogo e especialista em segurança pública Claudio Beato

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Folha – São Paulo tinha uma política de segurança que era considerada exemplar. O que aconteceu para essa política desmoronar?

Claudio Beato – Não acho que ela está desmontando. Os números não apontam para uma situação dramática. O que está acontecendo é um aumento de homicídios.

O que houve foi um investimento alto na última década, em que alguns departamentos, como o de homicídios, souberam aproveitar os recursos. Teve avanço grande na investigação, o que resultou na queda dos homicídios de mais de 70% em dez anos.

E o investimento em prisões? O que deu errado?

O sistema em São Paulo cresceu muito e você perdeu o controle do interior das prisões para facções. O sistema prisional brasileiro é falido.

Você prende muita gente, mas isso acaba piorando a criminalidade fora das prisões. É uma massa que fica sob controle dos grupos que mandam nas prisões.

É o que aconteceu com o PCC, com o Comando Vermelho. O problema de São Paulo é que é um Estado rico e lançou mão do aprisionamento mais ou menos sem critério, e agora está pagando o preço.

Qual é a alternativa a essa política de aprisionamento?

É não deixar o crime acontecer. Como se faz isso? É preciso conhecer muito bem o contexto em que os crimes ocorrem. Mas não existe no Brasil a ideia de uma polícia que atue para que os crimes não aconteçam.

Onde há polícias assim?

William Bratton é o grande reformador de polícias. Reformou a polícia de Nova York e de Los Angeles. Ele defende que você precisa entender o crime, intensificar a análise criminal para não deixar o crime acontecer.

Isso está muito longe do modo de agir da polícia brasileira. Há unidades como a Rota [tropa da PM paulista] e o Bope [tropa da PM do Rio] que saem à rua com a ideia de guerra contra o crime.

Qual o problema da tal guerra contra o crime?

A tendência dessa tática é o que aparentemente está acontecendo em São Paulo: vira uma guerra particular entre a polícia e as facções.

Seria uma guerra da Polícia Militar contra o PCC?

Não tenho dúvidas. A dúvida é: qual o tamanho disso? O secretário [Antonio Ferreira Pinto] vem com uma questão muito fantasiosa: de que o PCC não tem importância.

Não é bem assim. O fenômeno contrário também ocorre em meios acadêmicos, que acreditam que foi o PCC que diminuiu o crime em São Paulo. É fantástico! Você pensar que uma organização tenha capacidade de controlar crimes domésticos, em botequins, do tráfico. É o que um amigo americano chama de “big gang” [grande gangue, e um trocadilho com “big bang”, explosão que teria originado o universo].

Entre esses dois opostos, é difícil saber qual é o tamanho do PCC. Seria um grande serviço para a sociedade, e a própria polícia, saber exatamente o que está acontecendo. A falta de informação aumenta a sensação de insegurança.

O que você acha da decisão da Secretaria da Segurança de São Paulo de usar a Polícia Militar contra o tráfico?

É uma armadilha achar que as PMs possam resolver o problema de segurança pública, como se fosse possível fazer isso sem ter uma atividade mais investigativa, que é própria da Polícia Civil. É um erro esquecer da Polícia Civil. Mas o erro maior é conviver com as duas polícias.

O ideal seria a fusão?

O ideal seria acabar com o modelo definido pela Constituição de 1988, de duas polícias. Você precisa de uma polícia de ciclo completo, com patrulhamento ostensivo e investigação. Nos países onde a polícia faz isso o resultado é mais efetivo. Você junta as qualidades das duas.

Há uma crença de que a PM é imune à corrupção.

Corrupção é muito comum entre a Polícia Militar. Hoje a corrupção está bem distribuída entre as duas polícias. O tema das reformas das polícias é urgente. A divisão das polícias é artificial.

SP vive uma situação de pânico, que o governo tenta minimizar com a alegação de que a polícia já enfrentou situações piores e venceu. Você acredita nisso?

Um dos problemas é que a área de segurança não é muito transparente. É fato que a polícia de São Paulo enfrentou um problema muito mais grave em 2006. Como é que resolveu? Alguém sabe? Tem um monte de lendas, de boatos. Eu até hoje não sei o que aconteceu em 2006.

Há quem diga que houve um acordo com o PCC.

Se houve acordo, por que não fazer isso de forma transparente? El Salvador acabou de fazer um grande acordo com as Maras. São grupos mais violentos e com inserção social muito maior do que o PCC. Em El Salvador, houve um investimento muito grande em prisões duras, como algumas de São Paulo. As prisões funcionaram, mas a situação fora piorou. Houve negociação para tirar alguns líderes dessas prisões desde que ajudassem a controlar a situação fora. Foi intermediado pela Igreja Católica.

Você acha que o governo deveria negociar com o PCC?

Não sou contra a negociação, eventualmente, e de forma pontual. Vou falar uma coisa que será muito criticada. Isso aconteceu em Boston. O projeto mais conhecido de controle da violência nos EUA, chamado “Cessar-Fogo”, foi feito por meio de um conjunto de ações da polícia, prendendo de forma mais focalizada o que eles chamam de alavancas do crime.

Houve também ofertas de empregos, melhoria de condições sociais. E a negociação com as gangues foi feita pelos pastores. Eles sentaram com as gangues e policiais e negociaram um cessar-fogo. Em Medellín [Colômbia] também houve acordo.

Os governos federal e o paulista travaram uma disputa sobre quem sabe mais sobre o crime em SP. Isso faz sentido?

Isso é deplorável. Em 2006, foi combinado que a PF e a Polícia Civil trocariam informações, mas isso só acontece quando há uma força-tarefa.

Eu tenho uma crítica muito grande à maneira como a polícia trata informação no Brasil. Inteligência aqui é ficar escutando celular de preso. Isso é uma parte.

Eu vi no MIT [Massachusetts Institute of Technology] um sistema em que você consegue seguir o movimento de todos os celulares de Nova York, e você pode destacar dois celulares. É uma ferramenta fantástica. Você saberia como criminosos se movimentam fora dos presídios.

Em 2006, a Promotoria analisou mais de 500 contas bancárias atribuídas ao PCC e o resultado foi pífio. As contas eram de R$ 300, R$ 400.

Talvez o PCC não seja essa coisa toda que as pessoas pensam. Talvez a parte mais organizada do crime não seja o PCC, sejam estruturas organizadas internacionalmente.

O problema é a falta de transparência da segurança. Tudo é tratado como segredo. Isso é uma herança da comunidade de inteligência da ditadura militar, do SNI [Serviço Nacional de Informação].

Não temos essa informação organizada e clara para o público. Nos atentados em São Paulo, não se sabe quantos são acertos de atividades paralelas de policiais, quantos são retaliações do tráfico ou execuções da polícia.

O resultado é que todo mundo começa a fazer suposições e isso gera insegurança. Se o secretário da Saúde enfrentasse uma epidemia de cólera, imagina a quantidade de informação que ele teria de dar. O secretário da Segurança não fala. Não é só em São Paulo. Não há prestação de contas.

As lembranças dos familiares de policiais assassinados covardemente em São Paulo 12

ÉPOCA

Marta, Marcelo, André, Marcos e Paulo: cinco vítimas da violência que já matou ao menos 94 PMs no Estado neste ano

ALBERTO BOMBIG, ANGELA PINHO, LEOPOLDO MATEUS E VINÍCIUS GORCZESKI

MINIATURAS Bíblia e condecoração usadas no funeral do policial Paulo Fernando Ribeiro Borges. Ele gostava de comprar carrinhos de polícia para o filho caçula (Foto: Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA)MINIATURAS Bíblia e condecoração usadas no funeral do policial Paulo Fernando Ribeiro Borges. Ele gostava de comprar carrinhos de polícia para o filho caçula (Foto: Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA)

Desde o início do ano, pelo menos 94 policiais militares morreram em São Paulo, grande parte deles alvo de tiros pelas costas, disparados por motoqueiros encapuzados. O assassinato sistemático dos soldados que os paulistas pagam, com seus impostos, para garantir sua segurança, configura mais que uma crise. É um ataque ao contribuinte e às instituições do Estado. Nem em 2006, quando uma organização criminosa paralisou a capital paulista por um dia, o número de policiais mortos atingiu essa cifra – foram 61 assassinados até outubro daquele ano. Até os tristes episódios deste ano, São Paulo era considerado um caso de sucesso na área de segurança pública. Entre 1999 e 2011, a taxa de homicídios no Estado caiu de 35 por 1.000 habitantes para 10. Isso fez do Estado um dos mais seguros do país.

O plano para baixar a taxa de crimes violentos em São Paulo começou a ser elaborado durante a gestão Mário Covas (governador do Estado entre 1994 e março de 2001, quando morreu de câncer). Com alguns percalços, teve continuidade nas gestões seguintes, de Geraldo Alckmin (2001-2006) e José Serra (2007-2010). Seu principal pilar era o alentado setor de inteligência da Polícia Civil, que formou uma tropa de elite no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A partir de 2011, no segundo mandato de Alckmin, esse aparato foi gradativamente desativado, sob o pretexto extraoficial de desmontar esquemas de corrupção. No ano passado, o delegado Marco Antonio Desgualdo foi exonerado do cargo de chefe do DHPP. Hoje exerce funções secundárias. Domingos Paulo Neto, que chefiou a Polícia Civil entre março de 2009 e janeiro de 2011, perdeu o cargo e foi transferido para a área de transportes da corporação. O delegado Armando de Oliveira Costa Filho, responsável pela investigação da morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel e pelo caso Suzane Von Richthofen – bastante elogiado na condução das duas questões –, também perdeu o cargo, e hoje não tem função relevante. O delegado Ruy Fontes, conhecido como o xerife do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), foi parar no 92º Distrito Policial, na Zona Sul, uma das áreas mais violentas da cidade.

O aparato da época de Mário Covas foi desmontado no segundo governo de Alckmin

O comando do combate ao crime em São Paulo passou, a partir do segundo governo de Alckmin, para a Polícia Militar (PM). Reconhecidamente, a PM não tem um setor de inteligência tão eficaz quanto a Polícia Civil. A PM também é acusada de promover ações violentas arbitrárias e de, com isso, contribuir para o clima de insegurança. Com a matança de policiais, a violência se multiplicou – gangues aproveitaram para ajustar contas com outras gangues, e surgiram acusações de execuções cometidas por policiais. No domingo passado, dia 11, o programa Fantástico, da TV Globo, exibiu cenas de policiais encurralando um homem acusado de ser criminoso. Mais tarde, ele apareceu morto. O governador Alckmin mandou afastar todos os PMs envolvidos no caso.

>>Promotoria quer barrar saída de presos do PCC no Natal >>Governos federal e de SP criam agência contra violência
Por mais que haja acusações de violência contra a PM – e por mais que muitas delas tenham fundamento –, a população que paga os policiais com seus impostos (da mesma forma como paga médicos e professores do setor público) torce para que eles recuperem o controle da situação. As histórias dos policiais assassinados, em geral à paisana ou em ocasiões sociais, são chocantes. Elas dão um testemunho eloquente de que algo precisa ser feito com urgência.

Marta Umbelina da Silva (Foto: reprodução)(Foto: reprodução)

Marta Umbelina da Silva Marta Umbelina da Silva decidiu virar policial militar depois de se separar do marido, um guarda de trânsito com quem teve três filhos – hoje com 21, 18 e 11 anos. Quando a família temia por sua segurança, ela costumava dizer: “Para, gente, sei o que estou fazendo”. O pai, que já morreu, gostava de ouvir isso. “Ele dizia para a gente: ‘O orgulho da casa é a Marta. Ela é polícia’”, diz uma irmã que não quis se identificar – traumatizada, a família teme represálias. Marta era a mais velha de seis irmãos, três homens e três mulheres. Foram criados pela mãe dona de casa e pelo pai encanador na Vila Brasilândia, bairro da Zona Norte de São Paulo.

Em sua família, era Marta quem costumava marcar os encontros que reuniam avó, filhos e netos. Gostava de cantar – Jorge Ben Jor era um de seus preferidos – e de cozinhar. Suas especialidades eram macarronada com queijo e carne moída, suspiro com morango e pavê de abacaxi. No sábado, dia 3, no começo da noite, combinou com a irmã um almoço no dia seguinte. Que nunca aconteceria. “No domingo, a gente enterrou ela”, diz a irmã.

Marta foi morta com mais de dez tiros nas costas na rua onde morava. Segundo uma familiar próxima, a policial pintava uma parede dentro de casa quando ouviu a filha mais nova chegar. A menina não conseguiu abrir o portão. Marta saiu para ajudá-la. Quando se virou para fechar o portão novamente, os tiros a atingiram, diante da filha – segundo testemunhas, disparados por dois homens de dentro de um veículo. Marta morreu a caminho do hospital. O corpo ainda tinha marcas da tinta de parede. Marta foi a primeira policial mulher morta na atual onda de violência em São Paulo. “Foi um crime covarde, com tiros pelas costas. Estamos todos chocados e em luto”, diz o comandante-geral da Polícia Militar, Roberval Ferreira França. “O enterro da Marta reuniu mais de 100 policiais, porque, além de excelente profissional, ela era muito cortês e amiga. Era querida pela comunidade da Brasilândia”, afirma o deputado estadual Major Olímpio (PDT), que trabalhou com ela na polícia.

Marta deixou três filhos, a mãe, irmãos e sobrinhos. Um dos sobrinhos, seguindo o exemplo da tia, pensava em ser policial. Desistiu.

Marcelo Fukuhara (Foto: álbum de família)(Foto: álbum de família)

Marcelo Fukuhara O sargento Marcelo Fukuhara tinha 45 anos, 21 deles dedicados à polícia.“Eu sempre dizia: eu era a amante do Fukuhara. A esposa era a polícia”, afirma Rosana, mulher de Fukuhara. Segundo as investigações da Polícia Civil, uma facção criminosa pagou R$ 500 mil por seu assassinato. “O que me deixou mais chocada foi achar no armário um bilhete dizendo que matariam o Fukuhara na porta da casa dele. Foi exatamente o que fizeram”, diz a mulher. Fukuhara foi fuzilado. Morreu minutos depois do ataque, no dia 7 de outubro.

Fukuhara recebia R$ 2.800, como primeiro-sargento, e tinha um bom padrão de vida. Morava em Santos, num apartamento de frente para a praia. Rosana, sua mulher, é uma empresária bem-sucedida. Trabalha organizando festas e eventos. “Conheci o Marcelo por meio de um amigo que nos apresentou, para que ele fizesse segurança das minhas empresas”, diz ela. Assim como Rosana, Fukuhara era divorciado. A empatia com a família de Rosana foi quase instantânea. “Ele foi entrando, conquistando meus filhos, e a gente acabou casando.” Após 11 anos, Fukuhara já era visto como pai pelos filhos de Rosana. “Você é quem vai entrar comigo na igreja. Você é que é meu pai.” Dias antes de morrer, Fukuhara emocionou-se ao ouvir esse pedido da enteada, que acabara de ser pedida em casamento.

Apesar de saber que Fukuhara recebia ameaças, Rosana nunca soube o grau de perigo delas. “Se eu soubesse até onde podia chegar o abuso dessas pessoas, teria feito alguma coisa. Teria montado uma escolta para ele, teria feito uma viagem. Não preciso andar de carro importado. Só queria meu marido vivo.” Rosana foi impedida pelos policiais e pelos familiares de ver Fukuhara morto, já que ele fora desfigurado pelo fuzilamento. No último momento, ela tentou, mas não teve coragem. “No velório, tirei os dois pinos do caixão e não consegui tirar o terceiro. Tinha medo do que podia ver.” Desde que Fukuhara morreu, Rosana pede a todos os amigos do marido que larguem a profissão. Diz com os olhos cheios de lágrimas: “Ele adorava aquela porcaria daquela farda”.

 

André Peres de Carvalho (Foto: álbum de família)(Foto: álbum de família)

André Peres de Carvalho Fã de artes marciais, André Peres de Carvalho preencheu com pôsteres de Bruce Lee as paredes do quarto onde passou a infância e a adolescência. Criança, costumava vestir as meias por cima da calça, como julgava ser o traje adequado a um tira. Os Peres de Carvalho não sabiam de onde vinha o gosto pela carreira policial. A especialidade da família é a barbearia, ofício seguido por seis parentes. André nunca pensou em seguir o mesmo caminho. Aos 18 anos, tentou entrar no Exército. Não conseguiu ser selecionado. Passou no concurso da Polícia Militar. Mudou-se para São Paulo e foi morar no bairro do Butantã, na mesma avenida onde morreria baleado 21 anos depois.

Foi como policial que construiu sua família. Casou-se, teve um filho, que hoje tem 12 anos, depois se separou. Visitava os pais com frequência e era o churrasqueiro da família. Os mais próximos lembram que, mesmo nesses eventos, não desgrudava do rádio, por meio do qual conversava o tempo todo com os amigos da polícia.

André passou dez anos como PM na Zona Oeste de São Paulo. Em 2002, foi transferido para a Rota, força de elite da PM paulista. Em seus primeiros anos na tropa, o soldado André atuou na função de motorista. Um cargo que não é secundário: exige habilidade, rapidez e precisão. Mas afasta o policial do combate direto, porque ele tem de ficar no carro pronto para partir. “O motorista é 50% de uma ocorrência da Rota, porque tem de ser ligeiro, esperto e atento. Mas não se envolve diretamente com a ação”, diz o coronel Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, vereador eleito de São Paulo e comandante da Rota entre 2009 e 2011. Telhada não tinha relação pessoal com André. Lembra que ele tinha prestígio entre os colegas por causa de sua função. “Ele era motorista do subcomandante. Pessoas que assumem um cargo assim são consideradas de extrema confiança”, diz. André recebera a mais alta medalha da Rota por mérito pessoal, feita de metal esmaltado sobre um couro branco.

Há quatro anos, André teve de deixar a função. Bateu o carro de frente com um ônibus, ficou três dias em coma e saiu com o movimento de um braço prejudicado. Não podia mais ser motorista. Passou a fazer serviços internos na parte administrativa do quartel.

Na noite de 26 de setembro, André ligou para a mãe. Estava numa padaria, e ela, assustada com a onda de violência, pediu que ele não ficasse na rua. Segundo uma pessoa muito próxima, ele respondeu: “Pode ficar tranquila, mãe, estou do lado de casa”. No dia seguinte, foi encontrado caído perto do carro, com três tiros de fuzil. Estava na frente de casa, na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, a menos de 1 quilômetro da Universidade de São Paulo. Aos 40 anos, foi o único policial da Rota assassinado na atual onda de crimes.

 

Marcos Roberto de Mendonça (Foto: álbum de família)(Foto: álbum de família)

Marcos Roberto de Mendonça “O conheci em 1988, numa partida de futebol em que ele era um dos jogadores. Foi meu primeiro namorado. Casamos em 1992, e nossa vida era maravilhosa. Éramos muito apaixonados, e ele sempre muito preocupado comigo”, diz a mulher de Marcos Roberto Corrêa de Mendonça. Ou simplesmente Mendonça, como era chamado pelos colegas policiais. Ele foi assassinado com um tiro nas costas, na noite de 7 de maio, em Sumaré, cidade do interior de São Paulo. Atuava no 48º Batalhão, responsável por uma área de Sumaré na divisa com Campinas. Não estava a serviço no momento do crime.

Quando Mendonça conheceu a mulher, ainda não era PM. Ele se formou na polícia em 1994, uma semana antes do nascimento da primeira filha do casal. O segundo nasceu em 2007. “Ele adorava ser policial, principalmente nos primeiros anos, em que trabalhou no grupo de Ações Táticas de Campinas (Atac). Tinha orgulho da profissão”, afirma sua mulher. Depois de trabalhar em Campinas e fazer um curso em São Paulo, ele pediu transferência para Sumaré, para não ficar longe dos pais e dos irmãos, que moravam em Tupã, cidade onde Mendonça nasceu. Ele era muito ligado à família. “Adorava jogar futebol com o filho caçula e conversar com a filha mais velha”, diz a viúva.

No dia em que Mendonça foi assassinado, o irmão dela não teve coragem de dar a notícia. Disse que Mendonça sofrera um acidente. “Quando cheguei ao hospital, um tenente amigo dele me chamou para conversar, ao lado de minha filha e do meu filho”, diz a mulher de Mendonça. Ele ficou sem palavras. A filha tomou a iniciativa. “Meu pai morreu?”, disse. Ele balançou a cabeça dizendo que sim. “Meu mundo desabou, nunca podia imaginar perder meu grande amor desse jeito, com tanta covardia. Não conseguia pensar em nada, só em como viveria com meus filhos sem ele, que era tudo para a gente”, diz a viúva. “Meus filhos devem lembrar do pai como um herói, um homem bom e do bem, que só vivia para proteger a comunidade e a família, e que ficava com o coração partido quando encontrava uma criança usando drogas ou vivendo com pais drogados.”

Paulo Fernando Ribeiro Borges No dia 23 de dezembro do ano passado, uma sexta-feira véspera de Natal, a mulher do sargento Paulo Fernando Ribeiro Borges recebeu 16 ligações interurbanas vindas do interior paulista. As ligações não eram atendidas, e quando ela tentava respondê-las uma mensagem dizia que o número não existia. Quando o marido chegou em casa, ele comentou que também recebera cinco chamadas. Ao comparar os números no identificador, viram que se tratava do mesmo telefone. Estranharam, mas deixaram passar a coincidência.

A mulher de Paulo cursava pedagogia e faria uma entrevista de emprego no dia 3 de janeiro para trabalhar com crianças na Cruz Azul, instituição beneficente vinculada à PM. Depois do teste, ela planejava ir com o marido e o filho mais novo, de 17 anos, para a colônia de férias da polícia em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O casal gostava de caminhar à luz da lua na beira da praia.

No dia 2 de janeiro, Borges deu dicas para a mulher ir bem na entrevista de emprego do dia seguinte. No mesmo dia, abasteceram-se de suprimentos para a viagem e seguiram para uma pastelaria para almoçar. A mulher de Paulo se lembra bem de um carro que parou com dois homens e uma mulher, e da insistência com que o grupo olhava o casal. “Você conhece?”, disse ela. “Não, deixa para lá”, respondeu Paulo.

Perto das 22 horas, Paulo verificou se a mulher estava com algum dinheiro e seguiu para o posto de gasolina onde fazia bico como segurança em Osasco, município da Grande São Paulo. Menos de três horas depois, policiais informaram à família que ele fora baleado. A mulher de Paulo e o filho mais velho correram para o hospital. Borges, já morto, estava ensanguentado e quente. Ela chegou a vê-lo abrir os olhos. “Seu pai está vivo, é mentira que ele foi embora”, dizia. Inconsolável, percebeu o engano logo depois. “Queria trazê-lo de volta.”

No boletim de ocorrência, a polícia registrou a morte como latrocínio (roubo seguido de morte), porque um dos assaltantes, menor de idade, levou R$ 700 do caixa do posto. Paulo chegou a disparar – um jovem morreu no local –, mas foi morto por outro, que teve o cuidado de recolher o revólver do comparsa. Desde o crime, a mulher de Paulo faz terapia e toma dois antidepressivos e um ansiolítico todos os dias. Mudou-se de apartamento e chegou a ficar dias sem comer. Apesar disso, ela tem uma certeza sobre o marido que gostava de comprar carrinhos de polícia em miniatura para o caçula: “Ele morreu fazendo o que gostava, sentia orgulho de vestir uma farda. Sei que ele foi feliz”.

Coronel PM – mentiroso – afirma em rede nacional que é público e notório que há 800 Delegados indiciados na Corregedoria porque foram mencionados por criminosos como envolvidos em desvios…E faz elogio ao sistema “capilar da PM’ em que cada Unidade é responsável por reprimir os desvios que são fatos isolados 83

A pergunta: é verdade que um terço da Polícia Civil está envolvida com  corrupção ?

PM  – mentiroso e irresponsável .  

Violência em SP: as percepções e a realidade 93

 Revista Veja

Criminalidade

O confronto entre o PCC e a polícia fez o número de mortes em São Paulo subir nos últimos meses, só que nem tudo pode ser debitado na conta desse embate. A população está assustada, mas a violência nem de longe se compara à de uma década atrás

Laura Diniz e Otávio Cabral
Efeitos da violência - Na Vila Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, a violência mudou a rotina da população, que evita sair à noite com medo do fogo cruzado entre a polícia e os bandidoEfeitos da violência – Na Vila Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, a violência mudou a rotina da população, que evita sair à noite com medo do fogo cruzado entre a polícia e os bandido

Um dos efeitos mais nefastos da percepção de que o crime pode confrontar o poder público é o encorajamento dos bandidos

Durante todo o ano de 1999, um paulistano era assassinado a cada uma hora e meia. Foi o auge da barbárie na cidade, mas a rotina das pessoas não se alterava, os restaurantes e bares continuavam cheios, o assunto não dominava as conversas – não se ouvia a palavra guerra. Depois de mais de uma década de queda acentuada nas estatísticas de homicídios, São Paulo terminou 2011 com uma morte violenta a cada oito horas e meia. Mas a percepção dos cidadãos nem sempre acompanha a realidade, conforme mostra reportagem de VEJA desta semana. Escaldados pela onda de atentados terroristas do Primeiro Comando da Capital (PCC) em 2006, quando a cidade ganhou ares de Ensaio sobre a Cegueira com suas sempre movimentadas avenidas desertas em plena luz do dia, os 11 milhões de habitantes de São Paulo tornaram-se mais receosos. Agora, estão mais uma vez com medo. Mas por quê?

A criminalidade, de fato, aumentou muito nos últimos seis meses. Em outubro, houve 149 assassinatos, quase o dobro dos 78 no mesmo período de 2011. Ainda assim, isso significa uma morte a cada cinco horas – um número muito mais baixo que o de dez anos atrás. O principal motivo desse novo surto de violência em São Paulo é, sim, um confronto velado entre policiais e criminosos do PCC. Mas, para entender o que se passa, é preciso fugir do retrato alarmista e superficial e analisar friamente os casos. A verdade é que nem todo policial assassinado foi vítima do PCC, e nem todos os civis mortos foram alvo de vingança de policiais. Do início do ano até quinta-feira, 92 PMs foram mortos no estado – vinte a mais que a média dos últimos cinco anos. O patamar é inaceitável, mas não se deve apenas a uma “matança” das forças de segurança. Investigações policiais encontraram indícios de execução em 40% desses casos – e nem todos estão ligados à facção c riminosa. “Teve PM assassinado porque assediou a mulher do traficante e PMs envolvidos com a máfia dos caça-níqueis que foram mortos por seus companheiros de crime. É preciso separar situações como essas dos ataques atribuídos ao PCC para ter a real dimensão dos acontecimentos”, diz o coronel José Vicente, ex-secretário nacional de Segurança Pública. Na segunda-feira, dois policiais foram mortos no centro, a poucos metros do quartel da Rota. Logo se pensou em um ataque do PCC. Mas eles estavam fazendo bico como seguranças de um banco e morreram num assalto.

Do outro lado, o número de assassinatos na capital sobe desde março, sem sinal de recuo. Nos primeiros doze dias de novembro, houve 72 homicídios – em 2011, foram registrados 96 ao longo de todo o mês. Um levantamento do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa sobre os casos deste ano ajuda a divisar melhor o que está acontecendo. Em cerca de trinta dessas 72 mortes há sinais de crime encomendado: em grande parte, pressupõe-se, eram maus policiais, fora de serviço, à caça de suspeitos de participação em crimes contra as forças de segurança. No mais, são crimes do cotidiano das grandes cidades, como o do filho que esfaqueou o pai e a mãe, e tantas outras tristes histórias.

A explicação serve para desmontar discursos políticos inconsequentes, mas não para acalmar a população. Repórteres de VEJA percorreram nos últimos dias os bairros mais afetados pela violência, em todas as regiões da cidade, e conversaram com mais de uma centena de moradores. As ruas estão mais vazias, e a maioria evita chegar tarde em casa. A avenida da foto acima era movimentada à noite há alguns meses. Boatos de “toque de recolher” determinado por criminosos se espalham, mas ninguém nunca vê quem deu a ordem. São, no mais das vezes, apenas isso, boatos. O sentimento difuso de medo não tomou conta de todos os bairros da cidade; em alguns, a vida continua normal. Uma outra parte de São Paulo se sente, no entanto, sitiada, assustada, não sem razão, com a alta nos assassinatos. O que está por trás, então, da violência que alterou a rotina de enormes bolsões da periferia?

Integrantes da cúpula que elabora a política estadual de segurança afirmam que, no início deste ano, o serviço de inteligência da polícia paulista detectou que o PCC preparava uma nova geração de líderes, que, para se legitimar, planejava grandes roubos e atentados. Por essa narrativa, a ação da Rota – a tropa de elite da Polícia Militar – não foi uma ofensiva aleatória, mas estratégica. “A Rota não dispersou forças, agiu com inteligência em cima de pontos estratégicos do PCC”, afirma um dos responsáveis. Em um aspecto, a avaliação do governo estadual coincide com a de policiais que estão nas ruas na linha de frente de combate ao crime e também dos bandidos: em determinado momento, a letalidade do poder público aumentou. Em maio, a Rota matou seis integrantes do PCC na Zona Leste. Em setembro, nove criminosos foram mortos enquanto promoviam um julgamento em um sítio na Grande São Paulo. As apreensões cresceram também. Em uma ação, a polà ­cia conseguiu capturar uma quantidade de drogas, armas, dinheiro e explosivos que equivale ao faturamento de um ano de roubos do PCC. Os criminosos, seja pelo abalo financeiro, seja pelo que perceberam como uma quebra das “regras do jogo”, reagiram.

O acirramento da violência e a sensação de insegurança passaram a prejudicar os negócios da facção, principalmente o tráfico de drogas. Desde o fim de setembro, gravações em poder da polícia mostram líderes do PCC ordenando que cessem os ataques a policiais. Mas, por vários motivos, a situação já havia saído de controle. Hoje, o PCC não é mais tão bem organizado quanto era nas ações de 2006. Não há um comando unificado. O mais famoso líder do grupo, Marco Willians Camacho, o Marcola, está preso há seis anos e perdeu poder. “Hoje o Marcola é uma espécie de rainha da Inglaterra do crime”, afirma um promotor que investiga a facção. Dois bandidos brigam pela sua sucessão – Roberto Soriano, o Beto Tiriça, e Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka -, o que provoca uma divisão entre os membros da facção que estão na rua. Mais violento e menos estrategista, Vida Loka defendeu a continuidade dos ataques mesmo depois de a maior parte do bando te r recuado. Para piorar a situação, bandidos comuns, sem ligação com a facção, aproveitaram a onda de violência para eliminar desafetos e atribuir as mortes ao PCC. O grupo criminoso é um inimigo real, e não um grupo em processo de extinção, como alguns assessores do governador Geraldo Alckmin (PSDB) insistem em dizer. Mas o poder da facção não chega perto do de grupos criminosos do Rio de Janeiro, como o Comando Vermelho, o Terceiro Comando e as milícias comandadas por ex-policiais.

Um dos efeitos mais nefastos da percepção de que o crime pode confrontar o poder público é o encorajamento dos bandidos. Um exemplo disso ocorreu na semana passada em Santa Catarina. Descontentes com a linha-dura em uma prisão de segurança máxima, criminosos lançaram uma ofensiva à la PCC. Quase quarenta veículos, entre ônibus e carros, foram incendiados no estado, onde bandidos chegaram a atirar contra postos da polícia – três marginais acabaram mortos. Mais cedo ou mais tarde, vão perceber o óbvio: é impossível para uma quadrilha, por mais organizada que seja, derrotar a força do estado.

Cristiano Estrela/Ag Res/FolhaPress

Cópia fiel - Ônibus incendiado por criminosos em Florianópolis, onde bandidos descontentes com a rigidez do sistema carcerário lançaram ataques inspirados pela ação do PCCCópia fiel – Ônibus incendiado por criminosos em Florianópolis, onde bandidos descontentes com a rigidez do sistema carcerário lançaram ataques inspirados pela ação do PCC

Com reportagem de André Eler, Carolina Rangel, Julia Carvalho, Rafael Foltram e Victor Caputo

Secretário de Segurança implora que PCC suspenda os ataques; ele já comprou o pacote para assistir o Timão e Chelsea no Japão…A viagem é longa; não poderá ficar com o celular ligado!…E a banda podre ficará fazendo alarido sem motivo 31

Secretário FOI à Argentina ver jogo do Corinthians

28 de junho de 2012 | 3h 09
O Estado de S.Paulo

Apesar do dia de tensão, dos boatos e do temor de ataques de criminosos contra policiais, ontem ninguém conseguiu encontrar o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, em São Paulo.

Segundo policiais, ele viajou para Buenos Aires, na Argentina, para assistir à final entre o Corinthians e o Boca Juniors, pela Copa Libertadores da América. O secretário é corintiano fanático e chegou a tatuar no peito o distintivo do clube.

As assessorias do governo e da Segurança Pública não confirmaram nem desmentiram a informação. Durante o dia de ontem, a cúpula da PM se reuniu com o governo para definir estratégias de combate aos atentados.

Ferreira Pinto assumiu a Secretaria de Administração Penitenciária em 2006 para substituir Nagashi Furukawa, que pediu demissão durante a crise dos ataques do PCC. Ele se tornou secretário de Segurança no governo de José Serra (PSDB).

MAIS UM DIA, MAIS UM PM EXECUTADO NA FRENTE DO FILHO…PARABÉNS FERREIRA PINTO ! 86

Policial militar é baleado dentro de açougue em Guarulhos

O PM reagiu e atingiu os dois criminosos que o atingiram na tarde deste sábado

17/11/12 – 15h46

Publicado Por: Mariana Riscala  Rádio Joven Pan

Os bandidos não se intimidam nem sequer com a luz do dia. Um policial militar foi baleado na tarde deste sábado dentro de um açougue localizado em Cocaia, em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, ele estava dentro do estabelecimento na Avenida Brigadeiro Faria Lima quando dois homens entraram atirando contra o policial, que foi atingido, mas conseguiu reagir e revidar, baleando os dois criminosos.
Os bandidos foram socorridos ao Hospital Geral de Guarulhos, mas não há detalhes sobre o estado de saúde deles.
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O soldado não resistiu aos ferimentos; segundo informações era lotado na Corregedoria e no momento do ataque estava acompanhado do filho de 5 anos. ( informes para o Flit )

Confronto entre PCC e PM na Baixada Santista é recorrente, diz Josmar Jozino no livro Xeque-Mate 16

Confronto entre PCC e PM na Baixada Santista é recorrente, diz livro

da Livraria da Folha

O confronto entre Polícia Militar e facções criminosas transformou a Baixada Santista no palco do novo faroeste brasileiro. “As baixas, dos dois lados, aconteceram em maior número na Praia Grande, Santos, São Vicente e Guarujá”, conta o repórter Josmar Jozino em “Xeque-Mate”.

Divulgação
Relata a ação dos tribunal do crime e dos letais boinas pretas em São Paulo
Relata a ação dos tribunal do crime e dos letais boinas pretas em SP

Segundo o autor, a guerra já acontecia no Estado de São Paulo, mas se intensificou após os ataques de maio de 2006. A execução de policiais fora do horário de trabalho é uma das marcas das mortes no “varejo”.

“Na Baixada Santista, os PMs não eram alvo dos bandidos somente quando estavam de folga”, diz Jozino. “Mesmo fardados e em serviço ou na volta do trabalho, os policiais eram atacados”.

Com o subtítulo “O Tribunal do Crime e os Letais Boinas Pretas”, o livro apresenta o cenário atual da segurança pública de São Paulo.

O jornalista, considerado um especialista na facção criminosa PCC, também assina “Casadas com o Crime”, um retrato dos presídios brasileiros e finalista do Prêmio Jabuti 2009 na categoria de livro-reportagem, e “Cobras e Lagartos”, edição sobre o partido do crime, ganhou menção honrosa no Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos de 2005. Atualmente, escreve para o “Agora São Paulo”, do Grupo Folha.

Abaixo, leia um trecho de “Xeque-Mate”.

*

Acabou, mano

No início da madrugada de 6 de abril de 2009, o soldado Edmundo Andréa Júnior, de 32 anos, do 39º Batalhão do Interior, foi morto a tiros no bairro Catiopã, em São Vicente. Ele trabalhava na escolta de presos. Quando foi executado estava de folga.

Júnior recebeu um telefonema e marcou um encontro. O soldado foi ao local combinado e sofreu uma emboscada. Nada foi roubado do PM. Nem a moto nem a arma que carregava na cintura. Um mês antes, o tenente Sílvio França da Silva foi executado a tiros em São Vicente. O assassinato aconteceu na Vila Valença. A família do oficial presenciou o crime. A vítima também estava de folga naquele dia. De acordo com a Polícia Militar, Silva sofreu tentativa de sequestro relâmpago.

Em 23 de março, criminosos mataram o soldado Márcio Luiz Bueno, na Praia Grande. A PM informou que o policial foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) quando fazia um serviço particular. Transportava malote com dinheiro.

Em 3 de agosto de 2008, criminosos mataram mais um policial militar na Baixada. O soldado Mauro de Lara Torquato foi assassinado com tiros de fuzil na Vila Caiçara. Em 3 de outubro do mesmo ano, o soldado Marcos Rantiguieri foi morto com 18 tiros de fuzil. No dia 19 de outubro, o cabo Anderson Lira teve o mesmo destino trágico.

As mortes dos policiais militares aterrorizaram a população da Baixada Santista. O comando da PM sempre alegou que os assassinatos de seus homens eram casos pontuais e que não tinham qualquer relação com ações de integrantes do PCC.

*

“Xeque-Mate” Autor: Josmar Jozino Editora: Letras do Brasil Páginas: 282 Quanto: R$ 33,00 (preço promocional*) Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra

A Delegada de Sorocaba que se cuide; não com o PCC!…Com o Seccional, com o DGP, com o Corregedor , com o Ferreira Pinto e Geraldo Alckmin…Pela repercussão desse manifesto será perseguida e tentarão expulsá-la da Polícia 61

Enviado em 17/11/2012 as 10:39 – BOZO

Desabafo de delegada ganha as redes sociais

Blogs e sites noticiosos apoiam manifestação isolada de autoridade policial de Sorocaba

ADRIANE SOUZA adriane.souza@bomdiasorocaba.com.br

O clamor da delegada de Sorocaba, que protestou publicamente contra a postura da Secretaria de Segurança Pública diante dos constantes crimes registrados na capital paulista e que já apresentam sinais no Interior, foi ouvido por milhares de pessoas.

Após o BOM DIA publicar,  com exclusividade, o desabafo da delegada com a foto do vidro traseiro do seu veículo com a frase: “Vem PCC to facinha pra você! Se o secretário de Segurança não tá nem aí, eu me preocupo. Poupe pais, mães de família e o coitado do povo inocente”, seu ato foi reproduzido por dezenas de blogs, sites noticiosos e chegou nas mídias sociais.“Com meu protesto, quero mobilizar a população e familiares de inocentes mortos, militares ou não. Que as pessoas se reúnam e façam um movimento para que a segurança pública seja executada com mais inteligência”, disse a delegada ao BOM DIA, na tarde de quarta-feira.

Noticiosos/ Em blogs e sites noticiosos, o apoio à manifestação isolada da delegada ganhou apoio. “Isso [a reportagem do BOM DIA] mostra que policial não pode se expressar, deve guardar sua opinião pra si e fazer apenas o que lhe for ordenado, o Robocop do Estado. É fácil o comando repreender quem protesta, ficam sentados o dia todos em seus escritórios”, diz o responsável pelo blog ‘Nejao666’, que reproduz notícias da imprensa de Sorocaba e região.

Já o responsável pelo jornal Flit Paralisante, que também reproduziu a reportagem do BOM DIA, comentou ao final da publicação que a delegada precisará de um bom advogado. “A delegada de Sorocaba que desafia o PCC e ataca o secretário pode preparar o bolso para pagar bom advogado, pois a democracia ainda não chegou para policiais e a liberdade de expressão custa muito caro em São Paulo”, destaca.

Compartilhamentos/ Nas mídias sociais, a fotografia exclusiva do veículo da delegada, feita pelo fotógrafo Gilson Hanashiro, foi compartilhada milhares de vezes.

Entre afirmações de apoio e frases que pedem cuidado, o desabafo da profissional da Polícia Civil foi conhecido por pessoas de todo o território nacional.“Desafiou os políticos essa delegada. Perigoso ser afastada e demitida. Brincou com a menina dos olhos do Geraldo Alckmin, vai ter de mudar de país”, disse Milton Gonçalves no Facebook, ao comentar a fotografia do BOM DIA, postada pela página Admiradores Rota.

Vítimas da capital/ A Capital registrou mais uma madrugada violenta. De acordo com a polícia, cinco pessoas foram assassinadas a tiros. Entre as vítimas está um menino de quase dois anos, que não teve a identidade divulgada.

A criança foi baleada e morreu dentro do carro da família, durante o ataque a sua mãe e seu padrasto São Bernardo do Campo. O casal não foi atingido. O menino chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Além dos crimes envolvendo tiros, um outro ônibus foi incendiado. Desde a noite de quarta-feira – após as declarações da delegada sorocabana – a onda de violência na Capital e nos demais municípios da Grande São Paulo deixou 16 mortos e 17 feridos, até a tarde de ontem.

Em Sorocaba/ No município, nenhum caso direto, envolvendo ataques de facção criminosa, foi registrado. Porém, o clima de insegurança entre os membros das forças policiais permanece, além de sinais de supostas ameaças.

Apesar disso, os policiais militares, civis e membros da Guarda Civil Municipal continuaram a exercer as atividades normalmente.

“Essa merece o nosso respeito e apoio!!!!”

Matheus Henrique

“O Brasil tem que parar de passar a mão na cabeça de assassinos”

Selma Calmon

“Basta de ser brasileiro bonzinho, temos que colocar nossos direitos em prática… Temos o direito de exigir nossos direitos. Chega, queremos nossa polícia bem paga, queremos nossos bravos policiais sendo condecorado e não sendo presos por matar um bandido. Queremos nossos diretos, já!!!”

Rosângela Angel

“Enquanto o governo tenta esconder que tudo vai uma maravilha pais de famílias estão morrendo. Vergonha, Governador!”

Adriano Ramos Jr.

“Corajosa e destemida. São essas pessoas que fazem a diferença”

Rosi Pereira

“Teve muita coragem essa delegada, mais até do que muito homem contemporâneo (a exemplo do seu governador)!!! Espero que ela tenha o apoio da imprensa e principalmente da população”

Jadilson Almeida Lima

“Vou deixar meu silêncio protestar”

Claiton Marcos

“Você é muito corajosa, não sei se é muito inteligente”

Orleandro Sousa

“Essa tá enrolada. Como delegada não deveria agir assim”

Luiz Stolf

“Parabenizo a coragem desta delegada. Que sirva de exemplo para muitos marmanjos com poder que se escondem atrás das suas escrivaninhas!!!!”

Toni Ricardo Rodrigues

“Essa delegada tem duas  bolas, ao contrário de muito homem por aí!”

Iago Carraro

“Certamente se expôs e será punida por indisciplina. Mas mostrou que precisamos fazer algo pra acabar com isso. Digo nós mesmos, sociedade. E fez o que achou que deveria. E que nós poderíamos fazer? Precisamos encontrar uma forma, além de Face e a Imprensa…”

Mario Santos

“Esse é um desabafo, acima de tudo, de uma cidadã que, assim como todos, está cansada dessa violência. Espero que essa imagem seja repassada e chegue a todas a autoridades do judiciário (INCLUSIVE A PRESIDENTA DILMA) e que tomem decisões para ACABAR com esse massacre. Por favor, repassem”

Kepler Sant’Anna

“Será que ela fez a coisa certa? Eu não sei não… Tem outras formas de protesto, mas enfim…”

Clevison Rossi

Presidente de sindicato vem a Sorocaba

Na tarde desta sexta-feira (16), o BOM DIA recebeu o delegado e presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, George Melão. Ele veio a Sorocaba para prestar apoio e esclarecimentos à delegada que protestou contra a situação da segurança pública do Estado. “Quero deixar claro que avaliei como inadequada a conduta da profissional por ter colocado sua vida em risco, mas ela tem o direito de protestar”, esclarece Melão. Na avaliação do líder sindical, a Corregedoria da Polícia Civil não deve punir administrativamente a conduta da profissional. “Ela [a delegada] não ofendeu a hierarquia da Polícia Civil, afinal dizer que o secretário de Segurança Pública não está nem aí é a mais pura verdade”, defende o delegado, dizendo que a postura da Secretaria de Segurança Pública em negar a onda de crimes mostram descaso. “Dizer que todos esses ataques que matam muitas pessoas são incidentes isolados é a mesma coisa que dizer ao cidadão que o Estado não está nem aí.”

A possível perda da titularidade de um distrito, citada pelo delegado seccional André Moron (publicada com exclusividade pelo BOM DIA na edição de quinta-feira), é avaliada como desnecessária pelo sindicato. “Já foi direcionada uma punição sem a devida apuração dos fatos. É necessário verificar se o ato da delegada atenta, de fato, contra a administração pública”, complementa  Melão.

Para o líder sindical, a revolta da delegada sorocabana é a mesma sentida por toda a força policial do Estado de São Paulo. “A insatisfação é generalizada, de uma forma ou de outra”, explica. Fundamentando tal afirmação, dezenas de funcionários da Polícia Civil enviaram manifestações de apoio à posição do sindicato.

O órgão, que foi o único a pedir publicamente a saída do secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto [no início do governo de Geraldo Alckmin], garante que dará todo o amparo necessário, inclusive jurídico, à delegada. “Nosso desejo é ter a melhor força policial do mundo, mas, para isso, é preciso um projeto de segurança. É necessário investir na inteligência policial para que os criminosos sejam identificados e presos, sem nenhum único tiro ser disparado”, finaliza.

Defasado

Campanha realizada por Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo mostra que desde 1994 nenhum novo cargo foi criado dentro da Polícia Civil. Com isso, o número de policiais não acompanhou o crescimento populacional e, consequentemente, o aumento da criminalidade.

5.803 novos cargos precisam ser criados na Polícia Civil para acompanhar o crescimento populacional do Estado, desde 1994, que foi de 26%, segundo o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado

Mentindo está você Marcos Carneiro; não a Dra. Marilda…Aliás, está sendo mentiroso e desonesto porque sabe que a promoção automática foi uma grande farsa ( é regressão funcional ) e a carreira não é jurídica, basta ver os atos administrativos da DGP 39

17/11/2012-06h45

Delegado diz que polícia de SP não está enfraquecida

Leitores falam sobre a segurança pública em São Paulo.

*

No artigo “Crime organizado, Estado desorganizado” (Tendências/Debates), a presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Marilda Pansonato Pinheiro, preferiu ocultar fatos e mentir, esquecendo-se de que participa pessoalmente de atos e conquistas importantes.

A Polícia Civil não está enfraquecida. O trabalho de Polícia Judiciária foi intensificado.

O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) tem índice de 44% de esclarecimento e o Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital) aumentou em 19,89% os inquéritos policiais.

A valorização do policial é constante. Prova disso é a promoção automática por tempo de serviço e a transformação da carreira de delegado em jurídica. Os policiais tiveram aumento de 27,7% no salário-base e foram contratados 903 policiais civis. Além disso, não se pode jogar no lixo o esforço dos policiais paulistas na diminuição dos índices de criminalidade.

MARCOS CARNEIRO, delegado-geral de polícia do Estado de São Paulo (São Paulo, SP)

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Demonstração:

5a. classe. , 4a. classe, 3a. classe , 2a. classe , 1a. classe e classe especial. Já que o inicial era salário de lixeiro e o governo não poderia aumentar o inicial sem aumentar as demais classes, fez a mesma coisa que MONTORO fez em 1985, acabou com a 5ª e 4ª classe.

Sim, acabar com a 5a. e 4a. classe não é novidade.

Quem era classe especial, 1a. ou 2a. continuou como estava. A maioria dos 1a. classe continuarão até a aposentadoria como estão.

Com uma pequena diferença : GANHANDO – salvo o tempo de serviço – POUCO MAIS QUE O ESTAGIÁRIO.

Quem era 2a. estava duas classes acima da classe inicial ( 5a. ) ; agora está apenas uma. No interior , onde as Unidades são de 2a. classe, o novato já chega encostando no mais antigo na disputa por titularidades. Ganhando sempre o mais desleal e subserviente.

Em breve , com a média de idade dos Delegados ultrapassando os 50 anos , a maioria , com quase 25 anos de carreira , será 1a. classe.

Então o DGP baixará outra Portaria: de agora em diante apenas classe especial deixará de ser plantonista.

Serão todos idosos (depois dos 60 anos ) e ainda plantonistas. Não há titularidade para mais de 1000 Delegados.

Cadê a promoção?

Carreira jurídica é um piada, pois a administração que aí está não tem o mínimo respeito por atos de Delegados contrários à estupidez jurídica esposada pela DGP.

Aumento de 27,7% ?

Isto sim é que é mentir e ocultar fatos!

Enganar por meio de números é a especialidade dessa Administração.

Em vez de números tente provar por meio de cédulas do nosso bom Real.

Marilda mentiu?

Mas qual foi a mentira?

Para se ter uma ideia do quanto a polícia está enfraquecida basta ver a postura de beija- mão do Secretário , adotada por Vossa Excelência e pelo Excelentíssimo Comandante Geral da PM.

DURANTE CINCO MESES OS SENHORES NADA FIZERAM ALÉM DE LUDIBRIAR A OPINIÃO PÚBLICA.

LAVE A BOCA E A CUECA PARA DIZER QUE MARILDA OCULTOU FATOS E MENTIU!

Ela não é da sua trupe.

PATIFARIA SEM LIMTES GANHA AVAL DO TJM/SP – CAPÍTULO VI 13

CAPÍTULO VI

PATIFARIA SEM LIMTES GANHA AVAL DO TJM/SP

 

        Depois de 10 (DEZ) dias sem exercer função, surgiu-me, enfim, a ardilosamente “arrumada” pelo Comandante do 10º Batalhão, em 24/04/02, durante reunião de Oficiais na qual me incumbiu de “apertar” os PM do CDP de Santo André, reiterando que eu “metesse a caneta neles” em razão de várias denúncias, anônimas, destinadas à Ouvidoria e à Corregedoria, sobre as vantagens ilícitas que ele recebia, em dinheiro, de comerciantes da cidade de Santo André, conforme critério de “escolha” dos PE – Pontos de Estacionamentos – das Bases Comunitárias Móveis da Polícia Militar nos setores comerciais “privilegiados”. Sem que eu movesse um dedo, veio-me a tradução da metáfora proferida, havia poucos dias, pelo Capitão Quesada. À minha frente estava o “tio ‘Wirso’ das Bases Comunitárias”. Ponderei que se valesse da própria Corregedoria para investigar tais denúncias, mas, retrucou alegando que ela “tava enchendo o saco”, mediante telefonemas, cobrando detalhes daquelas “vantagens”. Sugeri que empenhasse aquele Serviço Reservado no levantamento da origem das denúncias, todavia, alegou que o P/2 dele “tinha mais o que fazer”. Invoquei valores éticos que me impossibilitavam de “meter a caneta” em subordinados, sem a devida motivação legal, entretanto ele rebateu, aduzindo que era ‘pra’ eu “quebrar o galho” dele, orientando que bastaria eu entregar os documentos, nas mãos dele, diretamente, para as “providências disciplinares”, pois ninguém poderia interferir ou duvidar do teor deles. Em meio àquela teimosia, eis que dentre os aproximadamente 18 (DEZOITO) Oficiais presentes, apenas o então 1º Tenente Joseane Monteiro dos Santos Lodi pôs-se a contestar aquele absurdo, tentando convencê-lo de que nunca outro Oficial daquele Batalhão havia sido escalado numa “guarda de cadeia” daquele CPA, contudo, o nominado Comandante mostrava-se irredutível, acudindo que por se tratar policiamento composto de Equipes cujos componentes equivaliam ao de um Pelotão, “cabia” a um Oficial subalterno comandar. O Tenente Joseane continuou discordando, mas, o Comandante persistiu na decisão, findando, rapidamente, aquela reunião, a pretexto de não prolongar a polêmica. A seguir, me dirigi ao mencionado CDP onde o encarregado de equipe (Sargento Torres, o qual eu não conhecia) passou a me apresentar os respectivos integrantes, bem como, as instalações físicas, a começar pelo pavimento superior. Percebi, do alto da muralha, um veículo (tipo fusca, cor bege), estacionado sob a placa de trânsito proibitiva, fixada junto ao canto direito do prédio. Quando o condutor percebeu que eu observava, arrancou rumo ao centro da cidade, pela Rua Dom Jorge Marco de Oliveira, antiga Rua Ilha Bela, frontalmente àquele estabelecimento “detencional” (na prática, prisional). Sem que o referido Sargento percebesse, fui àquele “salojamento” – a miséria humana sob indecifrável simbiose que retratava a mistura de minúscula sala com esquisito “alojamento” -, a contatar o COPOM-ABC. Tratava-se, pelo emplacamento, de um caminhão da cidade de Regente Feijó – SP, motivo pelo qual orientei sobre a necessidade das necessárias buscas, pela saturação do patrulhamento, no presumível destino, objetivando abordá-lo. Foi minha primeira impressão de local vulnerável, a começar pela citada Avenida, ou, melhor, “autódromo”, como passei a denominá-la, porque absolutamente incabível na frente de qualquer construção predial àquele fim destinada. Recomendei ao identificado Chefe de Equipe, depois de aproximadamente meia-hora, que contatasse o COPOM-ABC e perguntasse sobre o resultado das buscas àquele veículo. Surpreso, sem entender a recomendação, tive que detalhar a recente evasão. Logo depois, achegou-se, assustado e incrédulo, revelando que era rotina a aparição do citado veículo naquele mesmo local. Adverti-o da necessidade de maior perspicácia, e da OBRIGAÇÃO LEGAL de abordar tal veículo, caso retornasse. Dia seguinte, deparei-me com o outro encarregado de equipe, Sargento Luís Carlos Maceu, a quem eu já conhecia pela retidão de caráter, de profissionalismo e de conduta ilibada. Relatei-lhe o ocorrido no dia anterior, tocante ao veículo evadido, a propósito de lhe incutir total monitoramento dos freqüentadores daquele ambiente, apesar da inacessibilidade dos PM àquela sala de monitoração, propriamente dita (por câmeras), além do alarme danificado, havia uns oito meses, conforme eu já constatara, no dia anterior, ao conhecer as instalações. Percebi-o cético, frio, sob completo desalento. Indaguei-o daquele aparente abatimento moral, o que não me parecia inerente ao seu estilo, apesar de sempre calado, por natureza. Surpreendeu-me o grau de revolta, permeado de tão inusitadas informações, conforme passou a relatar, sob desabafo, ignorando o motivo pelo qual havia sido trocado  pelo Cabo Hélio, na função de CGP, conforme decisão do Comandante da 2ª Companhia, o qual lhe viera com umas “estórias” de “pegar no pé” ou “ficar de olho” no pessoal da guarda daquele CDP, sem esclarecer, objetivamente, as razões. Atinei com o que me dissera o Comandante daquele Batalhão, contudo, segurei o sigilo. Era minha obrigação de Oficial enxergar a floresta, não apenas a árvore. De repente, ele tascou: “Conheço o senhor há muito tempo. Eu acho que o senhor vai dar um jeito nisso aqui. É ladrão lá nos ‘X’, trancado, é ‘ladrão fardado’ aqui, na equipe! Não é mole trabalhar, desse jeito. Acho que vou pedir baixa’ ou tentar ir para o Corpo de  Bombeiros”.  De imediato, cientifiquei daqueles fatos o Comandante da 2ª Companhia, Capitão José Robson da Silva, solicitando retirar o Soldado Dota daquele serviço. Respondeu-me, friamente, que caso o Sargento Maceu pedisse “baixa”, ele mandaria outro substituí-lo. Alegou que o referido Soldado continuaria naquela guarda, “como castigo”. Em vão, ainda insisti nos fortes indícios autoria de dois crimes de roubo, à mão armada, durante a folga, além do assassinato de uma testemunha. Retornei àquele CDP convicto de que, em termos de patifarias, somente um certame competitivo poderia definir o campeão entre o CPA/M-6, o 30º e o 10º Batalhões, pois desde que eu havia deixado o 10º, em 1998, todos os envolvidos no acidente de trânsito das viaturas M-10220 e M-10290, direta e indiretamente, continuavam no “status quo”, absolutamente intocáveis, inamovíveis a depender da “conveniência do serviço, muito ao contrário do que comigo acorria, submetido a três transferências no decorrer de três anos e seis meses, intercaladas de períodos em que fiquei sem função, além de assumir algumas inéditas, e, mais grave, sem deliberação dos documentos encaminhados à administração pública, salvo raríssimas exceções, como a do elaborado no 30º Batalhão, dia 29/01/02, decorrente da “sugestão” do respectivo Subcomandante para que eu pedisse transferência, quando ele se viu premido pelo protocolado no dia 25/01/02 (Parte nº 30BPMM-005/01/02). Essa tramitação – “tramoiatação” – que me empurrou para o 10º Batalhão, e este, para aquela guarda de CDP, jamais me corromperia a consciência, tornando-a compactuada com injusta e indecente proposta daquele insensato Comandante de Batalhão. Eram evidentes os escárnios, não apenas a mim impingidos, sobretudo ao interesse comum, afinal, já perfaziam 35 (TRINTA E CINCO) dias os três períodos nos quais me vi privado do exercício de função pública, todos, por “coincidência”, depois que relatei falcatruas na motomecanização do CPA/M-6. Os Procedimentos Disciplinares remanescentes que o Trigésimo Batalhão forjou, não honrando instaurá-los, por covardia, pois sabia fadado à vala do arquivo que sepultara os demais, foi instaurado pelo Décimo Batalhão, ou seja, mais uma clara demonstração de que estava incumbido de continuar a escavação do túnel da patifaria, cada vez mais propenso a alcançar o TJM. Não documentei a novidade que levei ao então Capitão Robson, sobre o “ladrão fardado”, do que me arrependo, embora, a julgar pelas dezenas e dezenas de outros expedientes que se tornaram letras mortas, certamente seria mais um. Resta-me o alento jurisprudencial pelo qual não importa a inicial notícia-crime verbalmente comunicada a quem de direito, o que não lhe desmerece e nem modifica o mérito, como ocorre na maioria, depois, devidamente formalizadas (escritas). Quero dizer: quem prevaricou foi o referido Comandante de Companhia, abstendo-se da imediata instauração de IPM acerca de tão graves indícios criminais, ressalvando que o ex-Soldado Claudinei Dota havia sido enxotado da Força Tática, não por acaso, e, antes de mim, chegara àquela “segurança” presidiária. Arrependimento deveras amargo, sem que eu me acovarde com desculpas inexeqüíveis, guardo por não ter documentado a PROPOSTA INDECOROSA feita pelo então Comandante do Décimo Batalhão, naquele dia 24 de abril, ocasião em que não tive mais dúvida que o sistema militar é uma fábrica de covardes, em série, apesar das suas inúmeras vantagens, do ponto de vista estratégico, para fins beligerantes (não é ou não deveria ser o caso de emprego das Polícias como tal, apesar de estarmos em guerra não declarada com essa “lenda urbana” que o governo paulista não lhe consegue mensurar o potencial). Embora não existisse telefone celular, eu poderia, imediatamente depois daquela famigerada reunião de Oficiais, ter confabulado com alguns daqueles borra-botas, separadamente, persuadindo-os a expressarem opiniões ou pareceres quanto a me respaldarem no registro daquele deplorável episódio. Obviamente que até os ”cegos”, “surdos” e “mudos” se expressariam, em “off”, porém, da forma evasiva como hoje imagino da qual seriam capazes: “não me ponha nesse rolo”; “naquele barulho, nem ouvi direito”; “você pode até ‘por isso no papel’, mas não posso bater de frente com o homem”; “tô aqui, na minha, acho que não posso me envolver nisso”; “será que foi isso que ele quis dizer? O Comandante ‘tava’ nervoso”; e, daí por diante. Haveria, portanto, imprescindível condição para que eu resgatasse a comprovação de tão ridícula (e criminosa) conduta desviante: gravação das opiniões de cada um daqueles Oficiais, exceto o que já se manifestara durante a aludida reunião, “providencialmente” logo transferido para Guarulhos (no mês de maio de 2002). Afirmo isso, não por meras elucubrações, é porque se tivessem o mínimo de respeito a si próprios e ao interesse comum, imagino que pelo menos uns três ou quatro teriam me declarado apoio incondicional, para não dizer que ao mais antigo caberia registrar e rebater, de imediato, aquele absurdo, sob pena de se permitir desmoralizado e condescendente com o Comandante que transformara a própria sala num balcão de negócios. Ou teria sido “lenda” a tão conhecida “Caixinha do Guarujá”, retratada na reportagem da Folha de São Paulo, em 12/04/94, sob a manchete: ESCÂNDALO DERRUBA CHEFE DA PM NA BAIXADA? De posse da imaginada gravação, aí, sim, eu teria total condição e garantia de registrar tal safadeza, pois, desprevenido, muito provavelmente todos teriam “tirado o corpo fora” e, eu, tachado de mentiroso, maluco e leviano, prato cheio para instauração de Conselho de Justificação, passaporte para demissão, ou, na mais branda das hipóteses, afastamento do serviço “para tratamento psicológico”. Não me custa relembrar que a reportagem do Jornalista Marcelo Godoy (do Estadão) veiculada no dia 11 de maio daquele ano anterior (2001), oferecia riqueza de detalhes de como o Centro Médico PM já se havia transformado num antro em que falcatruas, mediante ludos médicos forjados, “enlouquecendo” Policiais sadios e vice-versa, tudo ao sabor de interesses escusos dos respectivos Comandantes, certamente fizeram Hipócrates se contorcer de vergonha no túmulo. Na oportuna ocasião – para preservar a ordem cronológica dos acontecimentos – direi da proeza e do hercúleo esforço para que fosse resgatado o nexo de causa da escala de serviço que cumpri no tal CDP com o emprego das citadas Bases Comunitárias, apontado pelo referido Comandante, isso depois que a repercussão perdera muita intensidade, já quase nula, porque tardia.

     Restou-me, depois de uns cinco dias, “avaliar” a idoneidade do então Soldado Claudinei Dota: sugeri que elaborasse documento sobre “comentários” que o punham em situação duvidosa, quanto à possível conduta delitiva, todavia, preservei a fonte, obviamente. Ele desconversou, mostrou-se instável, hesitante, alegando que não passava de boatos. Naquela semana seguinte (meado de maio de 2002), sem prévio conhecimento do Sargento Maceu, foi alterado para outra equipe, passando a atuar no serviço noturno.

     O suporte familiar, quando não decisivo, pelo menos é fator preponderante para reflexo, direto, no plano profissional. Haja persistência quando ambos sofrem simultâneos reveses. Em 17/05/00, nasceu minha filha, prematuramente, depois de quatro meses que eu, feito degredado, estava no “inferno”, denominado de 30º Batalhão. É sabido que no oitavo mês de gestação os pulmões do nascituro estão na fase retrativa, segundo avaliação pediátrica, como a realizada na minha bebê. O contrário do que ocorre nos meses ímpares, da fase expansiva, por isso melhor tivesse nascido no sétimo mês, ao invés do oitavo. No final de janeiro de 2002, quando da “sugestão” do Subcomandante do 30º Batalhão para minha transferência para o 10º, previ o fim do distanciamento familiar que o Estado me havia impingido, desde 14/01/00. Minha filha já estava com um ano e onze meses de idade quando passei a experimentar a satisfação do convívio familiar mais realçado, vendo-a no correr do dia, hora do almoço, ainda que muito rapidamente porque, uma vez que não exerci função na sede do tal Batalhão, a dois quarteirões de distância de onde eu morava (Rua Porto Carrero), passando a exercê-la no identificado CDP, um pouco mais distanciado. Apesar dos percalços, eu agradecia a Deus por me confiar no mesmo dever de consciência que não se calara e nem se acovardara diante dos sonhos do casal de noivos estraçalhado no acidente das viaturas M-10220 e M-10290, e, muito menos, dos que naturalmente a mãe do menino Wilson nutrira, em relação ao imaginado futuro de quem fora tão precocemente arrebatado do seu convívio, por bala perdida, durante a anunciada tragédia no Hospital Nardini à qual o Trigésimo Batalhão não hipotecara mínima prevenção primária. Na semana seguinte à que me ocorreram tais sentimentos, o Comandante do 10º Batalhão convocou os Oficiais, extraordinária e emergencialmente, para reunião durante a qual, tomado de costumeiro descontrole emocional (o que ninguém mais estranhava, pois era conhecido como “doido”) a nos perguntar como poderia ser recebida a imprensa (TV Record), já a caminho, de posse de incontestáveis provas de que os escombros da viatura M-10290 haviam sido recuperados sobre o chassi de um veículo roubado, cujo proprietário já havia gravado entrevista. O Capitão Sardano insinuou que eu era mais familiarizado com a imprensa, portanto, mais indicado para recebê-la. Aproveitando o “gancho”, o referido Comandante perguntou-me o que eu poderia declarar à imprensa. Rispidamente respondi, rememorando um pensamento “do próprio” Capitão Sardano (possivelmente apócrifo): “Na política não importa o fato, mas, a versão que a ele se dá”. Percebi que a ira tomara os semblantes de ambos. Nisso, a jornalista chegou. Diante do microfone, aquele Comandante tentou se safar de quaisquer responsabilidades, jogando-as para o “Tenente da motomecanização” daquela Unidade Operacional, numa tão deslavada mentira que até se “esquecera” da extinção do referido setor automotivo, desde 22/06/99, em virtude da centralização de todos na sede do CPA/M-6. Tal escândalo foi deflagrado por várias emissoras de TV. Considerando-se que desgraça pouca é bobagem, a cidade de Santo André se fez recordista absoluta do Estado de São Paulo, nos anos de 2001, 2002 e 2003, tocantes a furtos e roubos de veículos, como não bastasse a desfaçatez daquele Comandante mantendo o “ladrão fardado” na mencionada equipe noturna de “segurança” do tal CDP. Nenhuma contrapartida de todos os documentos que lavrei, em relação às incongruências e vulnerabilidades daquele estabelecimento prisional, certamente pela frustração do imoral Comandante porque nas mãos sujas dele jamais entreguei nenhum com base em perseguição gratuita a subordinado, mediante infundada “metida de caneta”, como pretendia. Era “carne e unha” com o anterior Comandante daquele Policiamento de Área, o “amigo do japonês das farmácias”, por isso seguia, à risca, a canhestra missão que lhe delegara o 30º Batalhão, pela cartilha da safadeza. Quando os absurdos ganharam proporções alarmantes, elaborei a Parte s/nº, no dia 29/05/02, para ACORDAR quem assinava a escala de serviço (Capitão Robson) da raposa que cuidava do galinheiro (Soldado Dota) alertando-o das 39 (TRINTA E NOVE) portinholas de aço, da mesma ala de xadrezes, anuladas no objetivo proposto (reforço daquela segurança) pela estranha retirada dos respectivos cadeados. No último dia daquele mês, como de praxe, em todo início e final de expediente ordinário, fui à sede do famigerado Batalhão, por força de tradicional, além de nojento, “beija-mão” – cumprimento formal ao Comandante – o qual estava atônito, mais “doido” do que de costume, desvairado, lamentando o ocorrido naquela noite anterior. O Oficial P/2 (Tenente Fernando Signorelli) deu-me a conhecer a fuga de 11 (onze) presos daquele CDP, dentre eles um influente integrante do “PCC”. O Comandante, por sua vez, aproveitou seus manifestos lamuriosos para tentar persuadir os demais Oficiais à crença de que me escolhera para o policiamento daquele CDP “porque estava preocupado com a segurança”. Senti-me na obrigação moral de desmenti-lo, porque na noite da fuga, às 22h10min, não havia nenhum Oficial “escolhido”, na condição de meu sucessor, no mais crítico período (noturno), aliás, nem durante aquele dia da fuga eu lá estive (feriado de Corpus Christi”), pois eu obedecia ao horário de expediente ordinário, o mesmo dos Oficiais da atividade-meio, enquanto as quatro equipes se revezavam, diuturnamente. A reportagem do Jornal Diário do Grande ABC daquele dia seguinte (1º de junho) tascou a seguinte manchete: FUGA DO CDP DE SANTO ANDRÉ TEM SUSPEITA DE FACILITAÇÃO. O texto de apoio dizia das tais portinholas, como passagem dos fugitivos. Caiu a máscara do Comandante mentiroso, juntamente com a do “castigador de ladrão fardado” e a do Serviço Reservado que “tinha mais o que fazer”, saindo-se com a tacanha “justificativa” pela qual “o Soldado Claudinei Dota era ficha limpa”. Outra mentira, porque bateu com os costados no Presídio Militar Romão Gomes, na primeira semana daquele mês, juntamente com o seu comparsa, outro Soldado do mesmo Batalhão, confessos daquela prática delitiva. Especulações deram conta de que andaram se estranhando na partilha dos supostos R$ 400.000,00 (QUATROCENTOS MIL REAIS). O “ficha limpa” foi expulso, conforme DOE/SP de 15/10/04, ainda preso, entretanto respondia a SETE delitos, incluso o de facilitação de fuga. Muito estranhamente, continuava acusado no  PAD Nº CPM-04/13/01, muito tardiamente arquivado (11/01/05) por perda de objeto (Boletim Geral nº PM-7/2005). Enfatize-se que quando acusado no aludido PAD, em 2001, eu ainda pertencia ao efetivo do 30º BPM/M, e isso significava que o 10º já criava a “raposa”, por isso a gratidão (“castigo”, uma ova!) de ser remanejada para se alimentar naquela equipe do período noturno durante o qual as “galinhas” tem visão reduzida (por isso o apoio de tão longa escada, de alumínio, para facilitar o transporte, afinal, ninguém é de ferro) o que não se pode dizer dos olhos de cifrão daquele Comandante, tido como “doido”, mas, o DOE/SP de 07/04/05 não deixou dúvidas quanto ao “cristalino diagnóstico”, indeferindo-lhe “venda” das férias. Em   resumo: era “doido” por dinheiro!

      A notícia de que minha esposa estava novamente grávida serviu-me para mitigar a humilhação, naquele tão conspurcado ambiente profissional, já que eu poderia me fazer mais presente, a lhe prestar apoio, sobretudo quando chegasse o último mês da gravidez, em recompensa ao que sofremos na anterior, em que houve parto prematuro, durante a tumultuada perseguição que eu sofria no 30º Batalhão. No entanto, a graça não me viera de graça. Afinal, o 10º Batalhão dava continuidade àquela implacável perseguição. Para agravar minha situação, exame médico de rotina lhe apontara resultado positivo quanto à toxoplasmose, já no quarto mês de gestação. Constatou-se inexeqüível o aborto. Melhor seria arriscar a concepção do nascituro congenitamente deformado e ou deficitário em alguns sentidos, mais propensamente a visão, segundo orientações do infectologista, a dizer dessa grande probabilidade, dependendo da espessura da placenta quando contaminada pelo transmissor (protozoário). Na impossibilidade de pagar exame de ultrassonografia morfológica em hospital particular, para celeridade no resultado, agendei-o na rede pública de saúde. O Dr. Maurício Bartasevícius (advogado) não tem a menor obrigação de confirmar onde fora parar meu dinheiro, arrastado pela torrente de “exames”, oriundos de tantos Procedimentos Disciplinares da fonte contaminada – 30º BPM/M – pelos mais temíveis e avassaladores “protozoários do Estado bandido”, mas, não me furtarei à de provar como ele protagonizou cena tão deprimente, no mês de abril do ano passado, tachando de mentirosos todos os integrantes do Cartório da 4ª Auditoria do Tribunal que havia muito tempo esperava a PATIFARIA para recepcioná-la sob o manto da hipocrisia que “esconde”, feito peneira, o Processo nº 53.872/09. Certa feita, isolado e desolado no mencionado CDP, refletindo que Oficiais daquele Batalhão, muito mais modernos, chefiavam Seções com efetivo de até uma dúzia de Sargentos, enquanto eu, chefiando um, incapaz de perceber veículo em evasão, e, outro, absolutamente indignado a ponto de implorar para servir no 8º GB, de onde nunca mais saiu, ocorreu-me um pensamento de Victor Hugo: “Nada é tão irresistível quanto uma idéia cujo tempo lhe é chegado”. Em nome da insensatez do meu novo Comandante, “segurei a barra”, coração partido. Jamais sociabilizei meus problemas pessoais com os dotados de espírito rasteiro, leviano. Isso costuma ter efeito contraproducente. A melhor resposta para certas idiotices é o silêncio, o mesmo do qual me vali para sair da sala do então Cmt daquela Companhia, de retorno ao mencionado CDP, para dizer ao Sargento Maceu que nada havia conseguido, além de mais desilusão da “ética” daquela Unidade Operacional.

Nós, cidadãos brasileiros, eleitores do PSDB-SP, estamos, compulsoriamente, sendo expulsos desse partido. 41

Enviado em 16/11/2012 as 19:12 – ROBERTO PRADO

Nós, cidadãos brasileiros, eleitores do PSDB-SP, estamos, compulsoriamente, sendo expulsos desse partido. A prova mais cabal disso tudo se deu nas últimas eleições para prefeito, com a” rejeição” e derrota  do candidato José Serra, mas infelizmente as coisas estão piorando, ainda mais. A inépcia desse governo, que vem à mídia dizer que São Paulo é maior que a Argentina, como se isso pudesse justificar tanto sangue derramado dos 92 policiais assassinados covardemente. Isso nos leva a crer que esse partido não tem o menor respeito por si próprio e pela vida das pessoas, como por exemplo os policiais  que estão sofrendo uma verdadeira carnificina por parte do grupo assassino PCC, aonde o número de assassinatos já passa de 92 policiais mortos, em tão pouco tempo. É preciso, urgentemente, que o governo tome alguma atitude eficaz contra o crime organizado, antes que esse mal cresça e se espalhe pelo interior do estado causando um mal, ainda maior. Os (bons) policiais e seus familiares merecem todo  o nosso respeito !

Delegada que desafiou o PCC é repreendida… Delegado seccional André Moron classifica a conduta da profissional como inadequada 48

Enviado em 16/11/2012 as 9:51– BOZO

Delegada que desafiou o PCC é repreendida

Delegado seccional André Moron classifica a conduta da profissional como inadequada

ADRIANE SOUZA ADRIANE.SOUZA@BOMDIASOROCABA.COM.BR

As declarações publicadas nesta quinta-feira (15) pelo BOM DIA, que foram concedidas com exclusividade por uma delegada de Sorocaba  que optou por não se identificar,  trouxeram surpresa ao comando da Polícia Civil.

De acordo com o delegado seccional André Moron, a conduta da profissional foi considerada inadequada. A mesma afirmação foi feita pelo presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, George Melão.

Na tarde desta quarta-feira (14), a delegada pagou por um adesivo que atacava diretamente o secretário de Segurança Pública do Estado, Antônio Ferreira Pinto, e transitou com o veículo pelas ruas da cidade, em sinal de protesto contra a onda de crimes que se espalha pela capital paulista.

Preocupante/ Para o delegado seccional, a atitude da delegada não é a postura que a Polícia Civil costuma ter. “Esta é uma atitude isolada, que se confundiu com o fato de ela ser uma delegada de polícia”, comenta.

A Delegacia Seccional avalia que o desabafo foi feito por uma cidadã e não é compatível com o cargo que ela possui. “Realizamos reuniões semanais e, por isso, se ela tivesse algo para ser dito, deveria ter feito nas reuniões fechadas. Ali sua insatisfação seria ouvida e avaliada”, complementa o delegado.

Ainda segundo André Moron, a faixa no carro desrespeitou os colegas delegados e a instituição, além das hierarquias. “Nós, enquanto funcionários públicos de segurança, recebemos ordens e as executamos. Não nos cabe discutir política e sim combater o crime”, avalia.

A união entre os membros das forças policiais de Sorocaba   também é sentida por parte da Polícia Civil. “Num momento conturbado como este, lutamos juntos contra o inimigo comum, que é o criminoso, portanto esta atitude não contribuiu em nada com a sensação de segurança que lutamos tanto para manter”, diz.

Correções/ O fato de o nome da delegada não ser revelado faz com que as demais delegadas se envolvam no caso, segundo  avaliação do seccional. “A Corregedoria da Polícia Civil já foi acionada para tomar as medidas administrativas cabíveis, após a avaliação da conduta da delegada”, adianta André Moron. “Estamos elaborando um documento sugerindo que a delegada perca a titularidade da delegacia que é responsável, pois temos a convicção que a postura dela fez com que ela perdesse a credibilidade perante à comunidade e junto à Delegacia Seccional.”

Desnecessário/ “Chamar para si a responsabilidade e criticar os superiores não resolve o problema”, destaca o delegado André Moron, que diz considerar o secretário de Segurança Pública, que é um profissional de confiança do Governo do Estado, um homem de postura séria. “Lamentável e desnecessária a atitude desta delegada, em todos os aspectos. Avalio que tal conduta é irresponsável. Faltou maturidade profissional antes de tomar tal decisão.”

O delegado finaliza destacando que em nenhum momento desconsidera a existência de facções criminosas e ressalta que a Polícia Civil está atenta a qualquer tipo de incidente. “Esses atos lamentáveis contra a vida mostram que este grupo deixou de ser criminoso e age como terrorista.” Sindicato acompanha o caso

Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo fala sobre o protesto

O BOM DIA entrou em contato com o delegado George Melão, que é o responsável pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, na tarde desta quinta-feira (15).

Por telefone, ele explicou que soube do caso envolvendo a delegada sorocabana por meio da imprensa, mas que os advogados do sindicato já foram acionados e irão acompanhar o trabalho da corregedoria. “O sindicato vê o caso com preocupação, pois não recomendamos este tipo de exposição”, avalia.

George Melão explica ainda que, em casos semelhantes, o delegado deve procurar a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo ou o próprio sindicato. “Não acredito que houve ferimento da hierarquia, pois segundo a constituição, o delegado-geral responde diretamente ao governador”, diz.

O líder sindical comenta que o cargo de secretário de Segurança é político e administrativo, não devendo interferir diretamente nas ações das forças policiais. “Infelizmente o secretário e o governador não estão cumprindo a lei em vários aspectos, como no ato de fazer com que a corregedoria responda diretamente ao secretário.”

Sobre a corregedoria, o delegado acredita que, apesar do nome – que faz menção a correção de atos – a Corregedoria da Polícia Civil tem atuado de forma ofensiva. “Vemos um festival de punições desnecessárias. [A corregedoria] está mais focada na política do que na correção de atos.”

Amparo/ Para o líder sindical, a manifestação da delegada de Sorocaba é válida, apesar de ter sido executada de forma inapropriada. “Todo o cidadão pode e deve se manifestar, afinal a segurança pública está ruim e em falta”, diz. “Estamos num momento no qual não sabemos qual proteção oferecer aos cidadãos do Estado, se nós mesmos não estamos protegidos”, complementa.

O delegado George Melão finaliza avaliando que o protesto da delegada mostra que a Capital vive um conflito aberto que pode chegar ao Interior. Governo do Estado pede calma à população

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), declarou ontem que o tamanho da cidade  deve ser levado em consideração antes de se avaliar a onda de violência. “O Estado tem tamanho de país. Aqui é maior que a Argentina. A região metropolitana é a terceira maior metrópole do mundo, tem 22 milhões de pessoas. Então é preciso cautela para não criar uma campanha contra São Paulo e uma situação de pânico na população”, afirma.

A Delegada de Sorocaba que desafia o PCC e ataca o Secretário pode preparar o bolso para pagar bom advogado , pois a Democracia ainda não chegou para policiais e a liberdade de expressão custa muito caro em São Paulo ( Descobrirá – se é que já não sabe – que aqui Delegado é “otoridade de merda” e ser desprovido de plena dignidade )