O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota oficial, ontem, na qual lamenta a morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.

“Recebi com surpresa e pesar a notícia do falecimento de Dona Ruth Cardoso. É difícil acreditar que aquela intelectual determinada que conheci muitas décadas atrás, com convicções firmes, gestos nobres e ao mesmo tempo sensibilidade para o drama da desigualdade social, tenha nos deixado. É uma grande perda para o País. Tenho certeza de que será sempre lembrada pelas sementes que plantou em sua brilhante carreira, por iniciativas como o Programa Comunidade Solidária entre tantas outras. Em meu nome e de Marisa, peço que Deus lhe dê a eterna felicidade e conforte o coração do amigo Fernando Henrique, seus filhos e netos.
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota oficial, ontem, na qual lamenta a morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.

“Recebi com surpresa e pesar a notícia do falecimento de Dona Ruth Cardoso. É difícil acreditar que aquela intelectual determinada que conheci muitas décadas atrás, com convicções firmes, gestos nobres e ao mesmo tempo sensibilidade para o drama da desigualdade social, tenha nos deixado. É uma grande perda para o País. Tenho certeza de que será sempre lembrada pelas sementes que plantou em sua brilhante carreira, por iniciativas como o Programa Comunidade Solidária entre tantas outras. Em meu nome e de Marisa, peço que Deus lhe dê a eterna felicidade e conforte o coração do amigo Fernando Henrique, seus filhos e netos.
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota oficial, ontem, na qual lamenta a morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.

“Recebi com surpresa e pesar a notícia do falecimento de Dona Ruth Cardoso. É difícil acreditar que aquela intelectual determinada que conheci muitas décadas atrás, com convicções firmes, gestos nobres e ao mesmo tempo sensibilidade para o drama da desigualdade social, tenha nos deixado. É uma grande perda para o País. Tenho certeza de que será sempre lembrada pelas sementes que plantou em sua brilhante carreira, por iniciativas como o Programa Comunidade Solidária entre tantas outras. Em meu nome e de Marisa, peço que Deus lhe dê a eterna felicidade e conforte o coração do amigo Fernando Henrique, seus filhos e netos.
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota oficial, ontem, na qual lamenta a morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.

“Recebi com surpresa e pesar a notícia do falecimento de Dona Ruth Cardoso. É difícil acreditar que aquela intelectual determinada que conheci muitas décadas atrás, com convicções firmes, gestos nobres e ao mesmo tempo sensibilidade para o drama da desigualdade social, tenha nos deixado. É uma grande perda para o País. Tenho certeza de que será sempre lembrada pelas sementes que plantou em sua brilhante carreira, por iniciativas como o Programa Comunidade Solidária entre tantas outras. Em meu nome e de Marisa, peço que Deus lhe dê a eterna felicidade e conforte o coração do amigo Fernando Henrique, seus filhos e netos.
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota oficial, ontem, na qual lamenta a morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.

“Recebi com surpresa e pesar a notícia do falecimento de Dona Ruth Cardoso. É difícil acreditar que aquela intelectual determinada que conheci muitas décadas atrás, com convicções firmes, gestos nobres e ao mesmo tempo sensibilidade para o drama da desigualdade social, tenha nos deixado. É uma grande perda para o País. Tenho certeza de que será sempre lembrada pelas sementes que plantou em sua brilhante carreira, por iniciativas como o Programa Comunidade Solidária entre tantas outras. Em meu nome e de Marisa, peço que Deus lhe dê a eterna felicidade e conforte o coração do amigo Fernando Henrique, seus filhos e netos.
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República.

HAVIA LEI DETERMINANDO A TORTURA E EXECUÇÃO SUMÁRIA? 1

‘Isto é que é tortura’
20/06/2008 14:54:45
Gilberto Nascimento
Um misto de incômodo, medo e raiva parece dominar o delegado Dirceu Gravina, 56 anos, ao ser interpelado pelo repórter. Surpreso, ele diz ter problemas cardíacos e leva alguns minutos para se recompor e responder. O delegado e professor da Universidade Unioeste, em Presidente Prudente (SP), permanece o tempo inteiro com os olhos fixados no rosto do repórter, como se aguardasse um possível ataque para reagir imediatamente. “Não vou falar sobre isso, não vou falar. Já acabaram comigo, com a minha família, com a minha vida. Me estigmatizaram”, reagiu, num primeiro momento, deixando a porta de entrada da delegacia onde trabalha em direção ao seu carro estacionado em frente. Gravina acabou falando na frente do prédio, em pé, por cerca de 50 minutos. Admitiu ter trabalhado no Dops e no DOI-Codi, mas negou ter matado Aluízio Palhano Ferreira, Lauriberto Reyes e Alexander Ibsen Voerões. “Isso eu nego veementemente. Não sei quem são essas pessoas. Não conheci nenhum deles.” Perguntado várias vezes se torturou presos políticos e se via tortura no DOI-Codi paulista, o delegado respondeu sempre da mesma maneira. “Depende do que você entende por tortura. O que é tortura?”, devolveu. Lembrado de que existem várias modalidades de tortura, como o pau-de-arara, cadeira do dragão, choques elétricos e afogamentos, gesticulou com os lábios e as mãos espalmadas, sinalizando dúvidas. E repetiu diversas vezes: “Isto, sim, o que você está fazendo comigo, é que é tortura. Você é quem está me torturando. Isto, sim. É um massacre. Um massacre”. Gravina alegou não conhecer os ex-presos políticos Lenira Machado e Ivan Seixas. “Não sou esse JC que falam. Eu trabalhava na área de análise e só eventualmente fazia interrogatórios. Nunca tive autodeterminação para nada. Havia salas em que eu nem entrava. Era tudo delimitado”, afirma. E manteve-se na defensiva. “Se fiz alguma coisa errada no passado, peço desculpas. Se houve uma exacerbação, me desculpem. Falar que eu não errei, é hipócrita. Eu errei e continuo errando. Mas eu também não concordava com aquilo. Não achava certo e não era o lugar em que eu gostava de trabalhar. Eu tinha uma função. Eu apenas cumpria ordens. Fui mandado. Nem sabia o que era polícia, quando entrei lá. Tinha só 19 anos. Depois, vi que não era o que eu imaginava. Agora, é importante dizer: eu ganhei alguma coisa com aquilo? Eu tive alguma benesse?” Ele alegou que também não era bem-visto no DOI-Codi. “Não gostavam de mim lá porque eu acompanhava o movimento social da época. Havia uma revolução cultural, um modo de se trajar e eu não era igual a eles. Achavam que eu era playboy”, garantiu. Professor de Direito Internacional Privado, o delegado não vê qualquer incongruência nessa missão com o seu trabalho no DOI-Codi. Para ele, as leis, naquela época, podiam estar erradas. “Mas tinham de ser cumpridas. Eu não tinha que me preocupar com a questão política. Tinha que cumprir a minha função, mesmo se não concordasse. Esse é o lado ruim da polícia”, afirmou. “Mas nunca fui chamado para comissão nenhuma. Nunca fui questionado em nada. Por que não me chamaram para falar na época da ditadura? Foi só eu virar delegado e aí querem me pegar.” Sobre a possibilidade de vir a ser responsabilizado na Justiça, Gravina protestou. “Querem pegar 30 ou 40 pessoas agora. Mas e os grandes? Os donos da vida, os donos do poder, os que detêm a informação?”, reclamou. E recusou-se a dizer quem seriam essas pessoas. Surpreendentemente, Gravina defendeu a abertura dos arquivos da repressão política. “Por que não abrem tudo? Por que o governo não fala? Assim, pode ser esclarecido tudo. Eu errei, mas não tenho de carregar isso por 40 anos”, reclamou. Sobre suas relações com o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, falou pouco. “Ele era o chefe, o comandante. Eu o conheci, sim. Ele dava as ordens. A gente se postava como militar na frente dele. Lá, tinha o Ustra e mais uns três ou quatro capitães.” Para o delegado, é normal que prisões feitas por ele no passado sejam questionadas. “É como hoje, a mesma coisa. Se eu prender alguém do PCC (a organização criminosa Primeiro Comando da Capital), posso ter problemas daqui a 25 anos.”

OS GOVERNADORES CONTRA OS DELEGADOS 2

Peço ao leitor que antes de correr o texto até o seu final para saber qual a atividade profissional do autor e prejulgar o seu conteúdo procure lê-lo sem dotá-lo de carga ideológica.
O assunto é causa de polvorosas disputas institucionais, mas é de fundamental importância, pois cuida de algo que afeta a todos: a segurança pública.
Ordena a Constituição que Segurança Pública é direito e responsabilidade do todos e dever do Estado.
Todos as pessoas em solo brasileiro têm o direito à segurança pública que deve ser garantida através da prevenção e repressão.
A prevenção é atribuição das Polícias Militares que ocupam o espaço urbano e realizam ações com o fim de evitar o cometimento de delitos.
Mas delitos ocorrem e quando ocorrem deve haver a responsabilização penal dos transgressores para que outros indivíduos não se sintam motivados a delinqüir.
Aí entra a Polícia Civil e a Polícia Federal.
A repressão, investigação criminal melhor dizendo, é uma atividade que implica em constrições na vida particular.
Os instrumentos de atuação são diversos daqueles utilizados na prevenção.
Prisões cautelares, buscas domiciliares e interceptações dependem de autorização judicial que são solicitadas pelo Delegado ao Juiz de Direito.
A investigação criminal tem fundamento em normas processuais penais e para serem válidas se exige do profissional responsável por elas formação e conhecimento jurídico.
Mas não há entre as polícias qualquer distinção de importância.
As atividades das Polícias Civil e Federal não são mais importantes que aquelas realizadas pelas Polícias Militares e a recíproca também não é verdadeira.
São distintas embora pertençam ao mesmo gênero.
Há pontos comuns que as fazem complementares, mas nunca idênticas.
Vejamos dois pequenos casos: o cidadão é parado no trânsito por PM que logo o libera em razão de nada haver de irregular.
Horas depois, ele é preso em sua casa por um Delegado de polícia que cumpre mandado de busca domiciliar e de prisão por enviar fotos de criança pela Internet, desviar dinheiro público ou traficar drogas. Segundo caso: família é vitima de extorsão mediante seqüestro.
O único contato adverte para que a polícia não seja informada.
O tempo passa e o silêncio aumenta o desespero.
Longe dali, PMs patrulham as ruas e desconfiam das placas de um veículo ou então recebem ordem para verificar uma delação feita ao 190.
Detêm o veiculo e dentro dele encontram roupas de criança, alimentos e estranhas anotações.
Os policiais militares sem qualquer dado sobre a extorsão chegam ao cativeiro e resgatam a vítima.
Como se vê a, atividade policial seja ela preventiva ou repressiva tem o mesmo fim: assegurar o convívio social ao promover a Segurança Pública.
Está em trâmite na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda Constitucional 549/06 nascida da atuação do Deputado Federal paulista Arnaldo Faria de Sá.
Esta PEC tem dois objetivos distintos: 1º) reparar tratamento constitucional suprimido pela EC 19/98 e 2º) obrigar Estados como São Paulo e Minas Gerais a adotarem políticas remuneratórias mais justas em relação à carreira.
A PEC reintroduz na Constituição a exigência de que o Delegado de Polícia por sua formação – cargo privativo de bacharel em ciências jurídicas – tenha sua atividade reconhecida como eminentemente jurídica e que o Estado o trate em paridade com outros agentes públicos de idêntica formação, sejam eles membros do Ministério Público, Defensores Públicos ou Procuradores de Estado.
Os Delegados buscam apenas a validação no texto constitucional do principio da isonomia que manda tratar os semelhantes de forma assemelhada.
Não é uma pretensão isolada ou inovadora. Já havia dispositivo tratando a respeito no texto original da Constituição que foi suprimido pela EC 19/98 que utilizou o numero do artigo correspondente para tratar de assunto diverso.
Quanto à segunda finalidade, é de longa data que neste país se reivindica melhores salários aos policiais, mas pouco tem sido feito a respeito.
Isto porque qualquer melhoria salarial deve advir de iniciativa dos Governadores que, via de regra, têm interesses políticos contrários às reivindicações salariais dos servidores públicos.
É mentiroso o argumento de que a aprovação da PEC importará em aumentos salariais em cascata.
A PEC não provoca aumentos salariais automáticos o que é vedado pela própria Constituição e tampouco cria despesas.
Todo e qualquer reajuste salarial só ocorrerá como sempre foi e continuará sendo: por iniciativa exclusiva dos Governadores que devem encaminhar projeto de lei com as propostas de reajuste salarial dentro dos limites orçamentários para aprovação das Assembléias Legislativas.
O que a PEC 549/06 faz é colocar o dedo no nariz de alguns Governadores ao apontar a sua omissão e ordenar que mudem o tratamento dado aos Delegados de Polícia.
É uma lição de que responsabilidade fiscal se alcança com respeito à coisa pública, com gestão eficiente e ética e não com arrocho salarial.
É um comando para que tratem a Segurança Pública com a seriedade que o tema exige.
Em São Paulo, o tratamento remuneratório dado aos policiais, em particular aos Delegados é vergonhoso e infamante.
Recebem o pior salário do país que é cinco vezes menor que o de um Promotor de Justiça e menos da metade do salário de um Defensor Público ou de um Procurador de Estado.
Qual o salário justo para o profissional de quem se exige plena formação jurídica e aprovação em concurso público com participação da OAB, para exercer atividades que ingerem na liberdade e nos bens dos cidadãos?
É razoável que dois agentes públicos, com os mesmos requisitos para ingresso no serviço, trabalhando em atividades fins cujo instrumental seja a aplicação de normas legais, recebam salários tão brutalmente diversos?
Há algumas décadas a PF recebia o mesmo tratamento remuneratório dado hoje à Polícia Civil de São Paulo.
Os salários eram baixos, eram comuns casos de corrupção e a qualidade dos serviços deixava a desejar.
Hoje a PF é modelo de excelência e estabeleceu-se um circulo virtuoso de qualidade e profissionalismo crescentes.
Sem a mesma sorte da PF a Polícia Civil de São Paulo sofre hoje um processo continuo de corrosão de seus recursos humanos por conta da atual política remuneratória.
O atendimento de reivindicações dos Delegados não prejudicará o Ministério Público ou as demais carreiras policiais, muito pelo contrário, o advento de melhorias, cedo ou tarde, irá repercutir de forma positiva para eles.
Não se justifica o movimento de forças contrárias à aprovação por militares, que merecem tratamento distinto por serem carreiras típicas de Estado de natureza militar.
Tampouco se vê razão para que agentes federais e civis lutem contra a consignação no texto Constitucional de que o Delegado exerce atividade de natureza jurídica.
Os Delegados não buscam tratamento elitizado em relação a eles, querem apenas a reparação de injustiças que sofrem. A PEC 548/06 carrega dentro de si a esperança de milhares de Delegados que não buscam a formação de castas privilegiadas.
A PEC é um lembrete de que policiais também são cidadãos, pagam impostos, votam e merecem ter seus direitos e garantias fundamentais respeitados e que a partir de agora irão reivindicá-los de forma organizada, legal e legítima.
Luciano Henrique Cintra
Delegado de Polícia
——————————————————————————————–
Luciano, seu texto é claro, objetivo e enxuto.
Qualquer do povo, não terá dificuldade em entender o que você explicou.
Retrata e instrui de forma direta a situação que buscamos e o meio pelo qual o fazemos.
Aliás, o único, pois nenhuma alternativa “amigável” nos restou todos estes anos de descaso, desrespeito e abandono por parte dos governantes, por azar nosso e sorte deles, todos nossos grandes inimigos.
Alguns alegaram que foram torturados !
Outros que foram constrangidos!
Outros foram traidos!
E outros seguiram a filosofia dos outros : odiar a Polícia Civil.
EU NAO TORTUREI NINGUEM !
EU NAO TRABALHEI DO DOPS!
EU MAL TINHA NASCIDO!
Portanto, entendo que a política do desprezo oportunista imposta pelos nossos governantes, tendo por alvos as polícias civís, já é um caso de CPI.
JOANA ( fonte Delpol PC)

ALGUÉM POSSUI INFORMAÇÃO SOBRE A MORTE DO ESCRIVÃO DA DGP – EXECUTADO EM SÃO LOURENÇO DA SERRA 3

Policial civil é encontrado morto no banco de trás de carro
Corpo foi deixado no veículo da própria vítima em São Lourenço da Serra.Ele trabalhava no setor administrativo da Delegacia Geral da Polícia, na capital.

O policial civil Roberto Carlos Carneo, de 43 anos, foi encontrado morto a tiros no banco de trás de seu próprio carro, um Ecosport preto, na Rua Monte Alegre, no bairro Aldeinha, em São Lourenço da Serra, na região metropolitana, na manhã desta quinta-feira (19), segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A vítima trabalhava no setor administrativo da Delegacia Geral de Polícia, que fica na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHHP) da capital, e a suspeita é de que ele tenha sido vítima de um seqüestro-relâmpago. A ocorrência foi registrada como homicídio qualificado na delegacia seccional de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, mas o crime vai ser investigado pela 5ª Delegacia de Polícia do DHPP, na capital.
No último dia 8, o policial militar Hélio Teshima Júnior, de 26 anos, foi encontrado morto a tiros, supostamente depois de um roubo, pouco depois da meia-noite, na Estrada do Mosteiro Nossa Senhora da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, região próxima ao homicídio desta quinta. Ele fazia parte do corpo de segurança do Governo do Estado, segundo informação da assessoria do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, na Zona Sul.

OPERAÇÃO JOÃO DE BARRO DA POLÍCIA FEDERAL

20/06/2008 –
Tarso descarta vínculo político em operação contra desvio de verbas do PAC
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Tarso Genro (Justiça) negou nesta sexta-feira que a Operação João de Barro, deflagrada pela Polícia Federal, tenha objetivos políticos às vésperas das eleições municipais, ou mesmo tenha sido tomada de forma “arbitrária” pela própria PF.
Tarso disse que as operações da Polícia Federal em 119 prefeituras brasileiras são conseqüência de ações do TCU (Tribunal de Contas da União) em Minas Gerais e da CGU (Controladoria Geral da União).
“Todas as buscas, mandados de prisão e investigação, não têm destinação voltada a qualquer região, facção política ou ideológica. Obedece estritamente o trabalho dos órgãos técnicos do governo.
Essas operações são normais, vão continuar e queremos que sejam ancoradas no sucesso do ponto de vista técnico, jurídico e de proteção da intimidade das pessoas”, afirmou.

AS SECCIONAIS E O MONOPÓLIO NA APURAÇÃO DE CRIMES CONTRA O ERÁRIO 1

20/06/2008 – 12h07
PF faz buscas em gabinetes de deputados durante operação contra desvio de verbas
Publicidade
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A Polícia Federal realiza buscas nesta sexta-feira nos gabinetes dos deputados federais João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG) durante a operação para combater o desvio de dinheiro público para casas populares e estações de tratamento de esgoto em vários municípios.
A operação, batizada de João de Barro, cumpre 231 mandados de busca e apreensão e 38 de prisão temporária em sete Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e no Distrito Federal.
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), e os de prisão pelo juiz Hermes Gomes, da 2ª Vara de Governador Valadares (MG).
Segundo a PF, uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) realizada em 29 municípios do leste de Minas Gerais revelou indícios de fraude na execução de obras.
O desfalque atingia as chamadas Transferências Voluntárias, que compreendem recursos financeiros repassados pela União aos Estados, Distrito Federal e municípios em decorrência da celebração de convênios ou empréstimos cedidos pela Caixa Econômica Federal e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
De acordo com a polícia, parte dessas transferências se destinam a custear obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A Polícia Federal informou que os projetos apresentados pelo esquema receberam o repasse de R$ 700 milhões, e a operação pode impedir que mais R$ 2 bilhões tenham o mesmo destino.
Cerca de 1.000 policiais federais participam da João de Barro.
_________________________________________________________________
Enquanto assistimos a uma Polícia Federal atuante, convivemos internamente com a subserviência das Delegacias Seccionais quando se trata da apuração de crimes cometidos por funcionários públicos municipais e estaduais. Especialmente quando versam sobre dilapidação de verbas públicas.
Casos em que todo o trabalho é direcionado à blindagem dos maiores beneficiários.
Por essa razão há quem nos compare aos cachorros vira-latas.
Baldios e inofensivos.

INFORMAÇÃO É A NOSSA MELHOR ARMA

INFORMAÇÃO É A NOSSA MELHOR ARMA— Em sex, 20/6/08,
Olá Paulinho!

Pois é…essa guerra de informação e contra-informação é realmente “cabulosa”.

A mídia joga tanta informação na rede…que muitas vezes nem sabemos o limite do real e do imaginário. Mas uma coisa é certa..contra fatos (comprovados e dos documentos) não resistem frágeis argumentos.

Taí o caso do Tanganelli, Luciano Batista, Assessores de Prefeitos (P. Grande, etc) e muitos outros CARDEAIS. Resta apenas aguardarmos se haverá VONTADE e CORAGEM p/ o Judiciário em todas as instâncias…confirmar a provável condenação criminal desses sanguessugas.

Sabemos que administrativamente casos como esse são arquivados e “abafados” na sequência pelos órgãos colegiados (Ex. Conselho da Polícia Civil), que funcionam como instituições p/ auto-proteção de seus integrantes, amigos e colaboradores de 1º e 2º escalão, e botam no “rabo” do pessoal da base p/ justificar que existem punições p/ os servidores, etc.

Um grande abraço.

(colaborador)

DOS MULTIMILIONÁRIOS DELEGADOS DE POLÍCIA PAULISTAS 2

Ora, se os nossos riquíssimos Delegados de Polícia fossem tão competentes administradores da coisa pública, quanto o são gerindo os próprios bens; a Instituição, por certo, seria o órgão mais eficiente do Estado.
Mas o talento esbanjado para enriquecer através de empreendimentos privados, parece lhes faltar para comandar os destinos da Polícia Civil.
Não entendo!

REVISITANDO A OPERAÇÃO INDRA 1

Na partida, Robinho comemorou o gol colocando a bola sob a camisa. Ao ser perguntado sobre o gesto, o jogador disse se tratar de uma homenagem a um amigo de apelido “Gordão”. Segundo a rádio, “Gordão” seria Ronaldo Duarte Barssoti, o Naldinho, apontado pela polícia como o maior traficante de São Paulo.
A informação sobre a identidade de “Gordão” teria sido confirmada pela reportagem da rádio com policiais e funcionários do Santos. InvestigaçãoA polícia investiga o envolvimento de outros jogadores de futebol com a quadrilha de Naldinho. “Não quero antecipar nomes para não fazer injustiças, mas posso dizer que é gente do esporte”, disse o delegado Ivaney Cayres de Souza, diretor do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc).
PrisõesNaldinho foi preso na ultima segunda-feira em uma operação do Departamento de Narcóticos. Ao todo, 52 pessoas foram detidas e 13 delas indiciadas por tráfico de drogas e associação com o tráfico. Entre os presos está Edson Cholbi do Nascimento, filho do ex-jogador Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.
Apontado como um dos líderes da quadrilha, Naldinho ou Gordo, foi detido em um flat em São Bernardo do Campo. Estava acompanhado por outros três acusados, que foram presos. O empresário é amigo de Edinho, como é conhecido o filho de Pelé, e de dois jogadores do Santos, entre eles Robinho.
Segundo o Denarc, a investigação flagrou conversas telefônicas de Edinho e Naldinho nas quais havia troca de favores e se falava em entorpecentes. A transcrição dos diálogos não foi divulgada pela polícia.
Os investigadores revistaram 22 imóveis em Santos, São Vicente, Praia Grande, Ribeirão Pires e São Paulo. Apreenderam 20 carros, entre os quais o Zafira de Edinho, cinco armas e documentos das organizações criminosas, entre eles um novo estatuto do PCC. Em dois veículos de pessoas ligadas a Naldinho, foi achado cocaína – cerca de 7 quilos. Ao todo, 80 policiais participaram da operação.
O grupo investigado pelo Denarc é suspeito de envolvimento em homicídios, roubos e seqüestros. De acordo com o delegado, a participação de Naldinho no seqüestro da mãe do jogador Robinho ainda não está descartada. O dinheiro da quadrilha seria lavado com a compra de imóveis e de carros.
A investigação policial começou há oito meses. Durante esse tempo, os principais integrantes do bando tiveram quase cem números de telefones grampeados. Os policiais acompanharam seus movimentos, fotografaram e filmaram seus encontros.
Naldinho tem 83 carros apreendidos
São Paulo – As duas lojas Denilson Automóveis, do traficante Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho, em Santos, foram o principal alvo da operação feita ontem por 120 policiais civis da Baixada Santista. Ao todo, 83 carros foram apreendidos, chegando a um total de 146 veículos desde o começo da Operação Indra, avaliados em R$ 5 milhões. “Já descobrimos também o esquema dele (Naldinho) para lavar o dinheiro no mercado imobiliário”, disse o delegado Ivaney Cayres de Souza, diretor do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Os investigadores apreenderam ainda dois malotes com cheques pré-datados, 13 computadores, 10 agendas, notas fiscais, telefones celulares e outros documentos nas lojas de Naldinho. Preso na mesma operação, Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, filho de Pelé, continuava no 3º andar da sede do Denarc em São Paulo até a noite de ontem. O atacante Robinho, do Santos, reconheceu ontem ter tido contato com Naldinho, mas negou qualquer envolvimento mais próximo. “Procuro tratar todo mundo bem, independentemente do que a pessoa faça”, declarou. “Estou tranqüilo, vivo apenas do futebol.” (Agência Estado)

Data do Texto: 10/06/05

Fonte: O POPULAR

Offshore –

A Justiça analisa o pedido da defesa para que Edinho seja solto e definido como dependente. Para ele, não poderia haver solução melhor. Segundo as investigações, Naldinho, há cerca de três anos, dominou o tráfico na Baixada, à frente de uma parceria entre o Comando Vermelho (CV) e o paulista Primeiro Comando da Capital (PCC). Logo depois, Naldinho, também conhecido como “Gordão da Luiz Gama” (rua da região do Macuco, em Santos, dominada por ele), aliou-se ao CV e tomou sozinho o controle da Baixada, gerando uma guerra entre as facções que provocou a morte de pelo menos 17 pessoas. Autorizado pela Justiça, o Denarc grampeou nos últimos oito meses os telefones de Naldinho, dono de várias agências de automóveis, e de dezenas de suspeitos de envolvimento com o grupo. Várias ligações são entre Naldinho e Edinho. O diretor do Denarc, Ivaney Cayres de Souza, insiste em não revelar as gravações, mas uma fonte que ouviu as fitas disse a ISTOÉ que os indícios de associação com o tráfico são “claríssimos”. Num ponto, atesta a fonte, Edinho e Naldinho estariam discutindo um contrato de abertura de uma empresa offshore para lavar o dinheiro das drogas, feito por Edinho a pedido do amigo. Naldinho teria discordado de alguns termos do contrato e reclamado da inclusão de um certo Ibrahim. Edinho teria dito: “Não se preocupe, é o melhor para você. Nós temos muitos negócios juntos.” Em outro ponto, Edinho teria sugerido que Naldinho entrasse “com a grana” e ele “com o nome do pai”. Um dos projetos de Edinho era assumir as categorias de base do time da Vila Belmiro. As gravações mostrariam ainda que Naldinho pegaria dinheiro para devolver depois, com ótimo retorno, de empresários, artistas, músicos e até políticos importantes da Baixada Santista. Pelo visto, o jogo mais difícil das carreiras de Pelé e Edinho está apenas nos primeiros minutos.
14/06/2005 – 19h13
Colegas encontram delegado seccional de Santos morto a tiros

da Folha Online
O delegado seccional de Santos (litoral de São Paulo), João Jorge Guerra Cortez, foi encontrado morto a tiros na manhã desta terça-feira no apartamento em que morava, no bairro do Boqueirão. A versão oficial é a de que ele se suicidou.O corpo de Cortez foi encontrado por colegas. Ao lado dele estaria uma pistola .40. Acredita-se que ele estivesse ouvindo um CD de salmos bíblicos, no momento dos disparos.Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Marco Antônio Desgualdo, Cortez foi atingido por dois tiros –abaixo de um ouvido e na região torácica. A suspeita é que ele tenha tentado atingir a cabeça e, ao falhar, tenha atirado contra o próprio peito.O promotor de Justiça Octávio Borba de Vasconcellos Filho foi designado nesta tarde, pelo procurador-geral da Justiça de São Paulo, Rodrigo Pinho, para acompanhar as investigações sobre o caso.A prisão deles resultou da operação Indra do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) na Baixada Santista.
Num sítio que seria de Naldinho, em Ribeirão Pires, no dia da morte do Delegado Seccional de Santos, policiais civis da baixada encontraram e apreenderam 245,8 quilos de cocaína, além de maconha, ecstasy e anfetaminas.
No local ainda havia cinco submetralhadoras, outras armas e centenas de munições, inclusive de fuzil AR-15. O material estava em um compartimento subterrâneo.
A maior parte do bando foi presa em flagrante em 6 de junho de 2005.