VEJA AFIRMA: O inquérito "produzido" que embasou o pedido de prisão do banqueiro Daniel Dantas, é produto da banda podre("ruim") da Polícia Federal Resposta

Polícia
Agindo conforme cartilha ideológica, banda da PF compromete combate à corrupção
12 de Julho de 2008
A Polícia Federal encontra-se hoje dividida entre uma parte boa e uma banda ruim.
A primeira é comandada pelo delegado-geral Luís Fernando Correia.
Além de estar empenhado em limpar a polícia federal dos quadros corruptos, ele quer melhorar a qualidade técnica dos policiais federais, para, desse modo, produzir inquéritos e ações mais bem fundamentadas.
A banda ruim, por sua vez, age à revelia do delegado-geral, conforme explica uma reportagem de VEJA desta semana.
Esta banda ruim obedece a instintos de vingança pessoal e política, o que enfraquece o trabalho policial e lhe tira a substância e o vigor e necessários para prevalecer na Justiça.
Paulo Lacerda, ex-delegado-geral da PF e hoje na direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem ainda devotos na instituição que comandou e há a suspeita de que eles cumpram missões a seu pedido.
O inquérito produzido pelo delegado federal Protógenes Queiroz, que embasou o pedido de prisão do banqueiro Daniel Dantas, é produto desta banda.
O texto é confuso, eivado de convulsões ideológicas e pródigo em julgamentos sem nenhuma base na realidade.
É um exemplo de como não deve ser conduzido um trabalho policial com ambição de ter impacto no resultado final do julgamento sobre seus alvos, como mostra a reportagem.
O inquérito tem relatos imprecisos sobre os investigados e intermináveis transcrições literais de grampos telefônicos a partir dos quais são feitas suposições e emitidas opiniões.
Ao fim e ao cabo, o amadorismo demonstrado pelo delegado Protógenes, como diz a Carta ao Leitor da presente edição da revista, facilitará, provavelmente, a impunidade dos acusados.
Daniel Dantas e o especulador Naji Nahas decerto têm muito a explicar à Justiça, mas nada do que realmente interessa ou possa levá-los a uma condenação está no inquérito que motivou a prisão de ambos e dos demais envolvidos.
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A IMPRENSA TAMBÉM POSSUI DUAS BANDAS: a banda honesta e a banda bem remunerada pelos Daniel Dantas deste país.
A VEJA está em que banda?

ISTO É entrevista o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa 3

Entrevista

”Qualquer autoridade pode ser investigada”Diretor-geral da PF diz que as megaoperações acontecerão enquanto houver corrupção e que nem o ministro da Justiça, seu superior, está livre delas

Por HUGO MARQUES
O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, considera-se um policial nato. Ele não consegue imaginar- se fazendo outra coisa. “Ser policial é minha razão de ser”, diz ele. Na troca de Márcio Thomaz Bastos por Tarso Genro, Corrêa chegou à PF com a tarefa de diminuir o grau de espetacularização da Polícia Federal. As ações tornaram- se mais discretas por um tempo. Mas novamente a PF volta a fazer operações que surpreendem por levar à cadeia e aos tribunais pessoas de um tipo que a sociedade sempre associou à impunidade: empresários, banqueiros, autoridades do primeiro escalão da República. Nesta entrevista à ISTOÉ Corrêa avisa: esse é um processo irreversível. “A Polícia Federal atingiu um grau de maturidade que não permite a mais ninguém querer direcioná-la”, diz ele. Assim, Corrêa responde também às críticas de que a PF vem sendo utilizada politicamente para constranger adversários do governo ou eventuais inimigos do ministro da Justiça, Tarso Genro. Segundo Corrêa, nem mesmo o próprio Tarso Genro, se houvesse um pedido embasado da Justiça, escaparia de ser alvo de investigação policial. “Havendo necessidade, qualquer autoridade será investigada”, diz ele.
Aos 49 anos, Corrêa chegou à PF depois de uma passagem pelo próprio Ministério da Justiça, onde foi secretário Nacional de Segurança Pública. Foi ele quem ajudou a estruturar a Força Nacional e incentivou a criação dos gabinetes de segurança integrada com os Estados. No Rio, comandou a segurança bem-sucedida dos Jogos Pan-Americanos. Agora, a grande missão de Corrêa é modernizar a PF. Sua intenção é adotar padrões de empresa privada, dando mais autonomia às superintendências estaduais. A contrapartida é que os superintendentes terão de conviver com critérios de desempenho, como gerentes de grandes empresas.
ISTOÉ – Os métodos da Polícia Federal foram alvo do presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, que criticou a prática do vazamento de informações sobre as investigações em andamento.
Luiz Fernando Corrêa – Não reconheço a PF como uma instituição dada a vazamentos como prática. Nós temos, por exemplo, operações que duram mais de um ano para serem concluídas. Como resistiriam se houvesse vazamento? Agora mesmo, está acontecendo uma (a Operação Satiagraha, que prendeu, entre outros, o banqueiro Daniel Dantas). Não vazou. Hoje se tornou pública. É provável que, a partir de agora, os vazamentos comecem. Mas isso não quer dizer que o vazamento se produza na PF. Ela se torna a primeira suspeita de vazamento porque é quem produz a peça investigativa. Mas a verdade é que, a partir de agora, outros terão acesso a ela.
ISTOÉ – Mas Gilmar Mendes não tem razão quando diz que os vazamentos fazem com que se cometam equívocos? Ele, por exemplo, diz que foi confundido com um homônimo na Operação Navalha.
Corrêa – Qualquer vazamento é criminoso, porque tem um segredo de Justiça. A essência do inquérito policial é o sigilo. Qualquer servidor que romper isso está cometendo uma transgressão. Mas nomes referidos em peças normalmente vazam depois dessa fase exclusiva da PF. Não podemos nos responsabilizar por tudo.
ISTOÉ – Há críticas também quanto à utilização política da PF. O ministro da Justiça, Tarso Genro, usa a PF politicamente?
Corrêa – A PF está aparelhada para cumprir a sua missão constitucional, o interesse público. Ninguém consegue atribuir qualquer direcionamento na nossa atuação. Nossas operações têm atingido as mais variadas pessoas, independentemente da sua posição social ou política, agentes públicos ou não, do governo ou não. A instituição amadureceu profissionalmente nos seus quadros e se alguém tentar direcioná-la não vai conseguir. A instituição criou uma doutrina e um posicionamento profissional tal que não permite isso.
“Se colocássemos um homem armado a cada metro de fronteira, mesmo assim não conseguiríamos evitar a entrada de drogas e armas”
ISTOÉ – No caso da investigação sobre o dossiê de gastos de FHC, há um pedido da Justiça para que se investigue o próprio ministro Tarso Genro. A PF terá independência para investigar seu próprio chefe?
Corrêa – Primeiro, a gente tem que esperar para ver se a representação será acolhida. Agora, se houver necessidade, não tenho dúvida de que qualquer autoridade pode vir a ser investigada e ouvida.
ISTOÉ – No caso da Operação Satiagraha, os advogados de Daniel Dantas reclamam de abusos da PF por não terem tido acesso à investigação e não poderem, assim, defendê-lo previamente. Corrêa – Nem poderiam mesmo ter acesso prévio. É o que eu falava sobre a necessidade de sigilo. O princípio da investigação é inquisitorial e sigiloso. É assim que procedemos, com o devido acompanhamento do Ministério Público, que é o titular da ação penal, e o controle da Justiça Federal.
ISTOÉ – O sr. comemorou o resultado da Operação Satiagraha?
Corrêa – Olha, esse tipo de operação na verdade já entrou na rotina da PF. Eu entendo que ela cause impacto pelos nomes de alguns envolvidos. Mas acho que nem isso hoje surpreende tanto. A sociedade já percebeu que qualquer um, independentemente do posto ou do poder aquisitivo, pode ser alcançado pela PF ou pelo Ministério Público.
ISTOÉ – A PF prende os criminosos de colarinhobranco, mas eles acabam não passando mais do que três dias na cadeia. Isso não gera um sentimento de impunidade?
Corrêa – Não. É preciso que se faça uma diferenciação. Existem dois tipos de prisão que acontecem nesses casos, a temporária e a preventiva. Elas cumprem seu papel na produção de provas, para que as pessoas sejam ouvidas e aconteçam operações de busca e apreensão. Ou seja, a pessoa é presa temporariamente para que não possa interferir no processo de investigação. Depois disso, manter as pessoas presas seria uma violência contra o cidadão. Daí, segue o processo com o cidadão em liberdade, aguardando o trânsito em julgado, para uma condenação ou não.
ISTOÉ – Outra crítica freqüente é quanto ao abuso de escutas telefônicas nas investigações. Corrêa – Não há esse abuso. Não é verdade que esse instrumento foi banalizado. O que acontece é que houve um grande avanço na capacidade tecnológica. Hoje, estamos iniciando a utilização de um sistema, o Sintepol, que permite que o delegado, o juiz e o promotor estejam em contato o tempo todo virtualmente, online. O delegado pede uma autorização de quebra de sigilo ao juiz, ele pode atender prontamente, e o Ministério Público já opina sobre a necessidade ou não da operação. Ou seja, há mais rapidez. Com o Estado em plena capacidade, a economia em expansão e a polícia se modernizando, a utilização do grampo acontecerá na medida da criminalidade investigada. Enquanto houver corrupção e crime para se investigar, haverá escuta telefônica. Enquanto nós tivermos criminalidade, corrupção – principalmente esta última, que é um delito muitas vezes de comportamento e de baixa materialidade -, a escuta telefônica e a quebra de sigilos serão necessárias.
ISTOÉ – Não falta mais empenho para coibir o tráfico de drogas e armas pela fronteira?
Corrêa – Se nós colocássemos um homem fortemente armado de mão dada com outro a cada metro de fronteira, talvez não conseguíssemos mesmo assim evitar a entrada de drogas e armas. O crime organizado dissimula o ingresso em atividades lícitas. Essa barreira física de pessoas pode inibir o tráfico do contrabando-formiga. Agora, aquele que realmente causa um impacto, esse se dá através do crime organizado. Não é a presença física na fronteira, não são medidas burocráticas na fronteira que impedirão, é sim um grande trabalho de inteligência.
ISTOÉ – Como a PF vem investigando as atividades das ONGs internacionais na Amazônia? Corrêa – A espionagem e os interesses no Brasil são muitos. Quem se dedica a obter informações criminosas sobre as riquezas naturais brasileiras se vale de vários meios. ONGs de fachada são, sem dúvida nenhuma, um deles. As ONGs vieram para complementar atividades que o Estado não dava conta de fazer, principalmente na área social. Agora, na medida em que passam a ter um papel mais atuante e começam a lidar com mais poder e dinheiro, as ONGs podem se corromper, como acontece com os servidores públicos. Então, não podemos mistificálas, achar que são semideuses. O Estado brasileiro, que num momento se socorreu do terceiro setor para complementar sua capacidade de atender o cidadão, agora percebe que precisa estabelecer um controle.
ISTOÉ – Como é a relação entre a PF e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin)?
Corrêa – Nós temos a obrigação de estarmos integrados. A Abin é a cabeça do sistema de inteligência brasileiro. Com as modernas tecnologias, estamos nos adaptando para que essa integração se dê em tempo real. Cada um no seu papel. A Abin na inteligência estratégica e nós na inteligência operacional, de combate ao crime.
“A inteligência da PF trabalha com intimidade com a Abin, ainda mais agora que ela é dirigida por um colega (Paulo Lacerda)”
ISTOÉ – Quando dirigia a PF, o hoje diretor da Abin reclamava que a agência não repassava suas informações para a polícia.
Corrêa – Nossa área de inteligência trabalha com muita intimidade com a Abin. E com muito mais razão agora que ela é dirigida por um colega nosso (Paulo Lacerda). E ele não é o único policial federal lá dentro. A verdade é que a Abin sofreu um certo preconceito por um tempo por ser herdeira do SNI do regime militar.
ISTOÉ – Qual é o atual efetivo da Polícia Federal?
Corrêa – Hoje temos 11 mil policiais, num quadro de 14 mil servidores. Não é nossa intenção agora pensar em aumentar o número de policiais. Estamos num momento de determinar indicadores de desempenho e indicadores de gestão. Não posso afirmar intuitivamente se me faltam quatro mil ou cinco mil policiais. Quero primeiro saber de quantos preciso e por quê.
ISTOÉ – Há algum tipo de ação preventiva que permita à PF, por exemplo, prender o corrupto antes de ele corromper?
Corrêa – Isso já acontece. Tempos atrás se investigava o fato consumado, já exaurido. Hoje, já conseguimos investigar um caso no curso do processo de corrupção. A partir de uma suspeita, investigamos, e eu tenho que demonstrar que a organização está montada para a corrupção e com potencial de dano. Com um mínimo de materialidade, faço prova disso. Um caminho comum são as auditorias que a Corregedoria-Geral da União faz nos municípios. Ali, se constata um desvio, a polícia começa a relacionar casos, associar com casos em outras prefeituras, entender como funciona a organização, e evita danos maiores à União. Um bom exemplo é aquela operação sobre o leite adulterado.
ISTOÉ – Por quê?
Corrêa – Aquela operação fez com que o Estado brasileiro se reorganizasse no controle sobre o processo de produção do leite. A lembrança que está no imaginário do cidadão são aquelas pessoas sendo presas. Mas o importante é que, a partir dali, controles que não aconteciam passaram a ser feitos.
ISTOÉ – Por que o sr. determinou à Polícia Federal que comece a plantar árvores?
Corrêa – Vamos plantar árvores. Vamos plantar em parceria com as escolas públicas, para que a próxima geração cresça junto com essas árvores.
O que queremos é aproveitar a mística da Polícia Federal para sensibilizar essa nova geração.
Estimamos que a emissão de gases das nossas viaturas e aeronaves produz uma poluição que provoca um débito de 27 mil árvores.
Esse foi o impacto da nossa atuação no ano passado.
Então, vamos plantá-las.
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Que sirva como exemplo para quem pensa na Instituição; não só em interesses pessoais imediatos.
Que exemplo nós – da Polícia Civil – plantaremos para as próximas gerações?

Maierovitch: está na hora de se pensar num impeachment do Gilmar Mendes Resposta

Maierovitch: Gilmar Mendes está “extrapolando”
Elza Fiúza/Agência Brasil
Nesta sexta-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, concedeu o segundo habeas corpus consecutivo ao banqueiro Daniel Dantas
Diego Salmen
Para o juiz aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, Wálter Maierovitch, o novo habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ao banqueiro Daniel Dantas mostra que o presidente do STF está “extrapolando suas funções”.
– Ele (Gilmar Mendes) está atuando com abuso de direito. Está extrapolando as funções dele. O Supremo virou ele – critica.
Presidente e fundador do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de Ciências Criminais, Maierovitch diz que já é hora de pensar num impeachment do presidente do presidente do Supremo.
– Para o presidente da Republicas tem impeachment, o ministro Celso Mello considera que pode haver impeachment para ministros do próprio Supremo. Está na hora de se pensar num impeachment do Gilmar Mendes.
Leia a seguir a entrevista com Wálter Maierovtich:
Terra Magazine – Como avalia a nova libertação de Daniel Dantas?Wálter Maierovitch – Eu vejo isso da pior forma possivel. Pelo seguinte: a prisão preventiva é necessária. O Daniel Dantas até falou hoje que ia abrir a boca. Se trata de uma potentíssima organização criminosa que age ininterruptamente. Os documentos comprovam o poder corruptor dela.
Na decisão, Gilmar Mendes argumenta que “não há fatos novos de relevância suficiente a permitir a nova ordem de prisão expedida”.Os fatos novos existem, tanto que foram usados documentos aprendidos nas diligências da Polícia Federal. Os institutos são diferentes: a prisão temporária garante o sucesso das operações, a preventiva é para garantir a ordem pública. Outra coisa: o Supremo é um órgão colegiado. O Gilmar Mendes é um preparador do que os outros vão julgar. Ele está contrariando a jurisprudência, que diz que liminar em habeas corpus liberatório só pode ser concedida quando há abuso evidente. Quando não é evidente, tem que mandar para o plenário do Supremo. Ele está atuando com abuso de direito. Está extrapolando as funções dele. O Supremo virou ele.
Imagine alguém que esteja preso por homicídio. Aí a vítima aparece viva. Tem que assinar uma liminar para o acusado pelo homicidio sair da cadeia. Aí sim. Ele (Gilmar Mendes) tá exagerando nisso. Existe prova nova, não só isso, como também se aplicou outra forma de cautela, que é a prisão preventiva. E está evidente que Dantas em liberdade irá intimidar e atrapalhar as investigações.
Um assessor de Daniel Dantas disse que seria “fácil” resolver uma eventual indiciação de Daniel Dantas no STF. Isso não constrange o ministro Gilmar Mendes?Isso pode ser uma bravata, mas o que dizer de um fato tão grave quanto esse, que é quando a Ellen Gracie impediu a abertura do disco rigído do oportunity. O Daniel Dantas já foi muito beneficiado pela Justiça. Para o presidente da Republica tem impeachment, o ministro Celso Mello considera que pode haver impeachment para ministros do próprio Supremo. Está na hora de se pensar num impeachment do Gilmar Mendes.

Procuradores lamentam decisão de presidente do Supremo Resposta

Carta aberta critica habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas.Documento é assinado por cerca de 40 procuradores de todo país.
Do G1, em São Paulo
No início da tarde desta sexta-feira (11), a Procuradoria da República de São Paulo divulgou carta aberta à população lamentando a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de conceder habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas. Cerca de 40 procuradores de todo o país assinaram a carta. Leia a íntegra.
“Carta aberta à sociedade brasileira sobre a recente decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal no habeas corpus nº 95.009-4. Dia de luto para as instituições democráticas brasileiras 1. Os Procuradores da República subscritos vêm manifestar seu pesar com a recente decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal no habeas corpus nº 95.009-4, em que são pacientes Daniel Valente Dantas e Outros. As instituições democráticas brasileiras foram frontalmente atingidas pela decisão liminar que, em tempo recorde, sob o pífio argumento de falta de fundamentação, desconsiderou todo um trabalho criteriosamente tratado nas 175 (cento e setenta e cinco) páginas do decreto de prisão provisória proferido por juiz federal da 1ª instância, no Estado de São Paulo. 2. As instituições democráticas foram frontalmente atingidas pela falsa aparência de normalidade dada ao fato de que decisões proferidas por juízos de 1ª instância possam ser diretamente desconstituídas pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, suprimindo-se a participação do Tribunal Regional Federal e do Superior Tribunal de Justiça. Definitivamente não há normalidade na flagrante supressão de instâncias do Judiciário brasileiro, sendo, neste sentido, inédita a absurda decisão proferida pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal. 3. Não se deve aceitar com normalidade o fato de que a possível participação em tentativa de suborno de Autoridade Policial não serve de fundamento para o decreto de prisão provisória. Definitivamente não há normalidade na soltura, em tempo recorde, de investigado que pode ter atuado decisivamente para corromper e atrapalhar a legítima atuação de órgãos estatais. 4. O Regime Democrática foi frontalmente atingido pela decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal, proferida em tempo recorde, desconstituindo as 175 (cento e setenta e cinco) páginas da decisão que decretou a prisão temporária de conhecidas pessoas da alta sociedade brasileira, sob o argumento da necessidade de proteção ao mais fraco. Definitivamente não há normalidade em se considerar grandes banqueiros investigados por servirem de mandantes para a corrupção de servidores públicos o lado mais fraco da sociedade. 5. As decisões judiciais, em um Estado Democrático de Direito, devem ser cumpridas, como o foi a malsinada decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal. Contudo, os Procuradores da República subscritos não podem permanecer silentes frente à descarada afronta às instituições democráticas brasileiras, sob pena de assim também contribuírem para a falsa aparência de normalidade que se pretende instaurar. Brasil, 11 de julho de 2008. Sérgio Luiz Pinel Dias – PRES Paulo Guaresqui – PRES Helder Magno da Silva – PRES João Marques Brandão Neto – PRSC Carlos Bruno Ferreira da Silva – PRRJ Luiz Francisco Fernandes – PRR1 Janice Agostinho Barreto – PRR3 Luciana Sperb – PRM Guarulhos Ramiro Rockembach da Silva Matos Teixeira de Almeida- PRBA Ana Lúcia Amaral – PRR3 Luciana Loureiro – PRDF Vitor Veggi – PRPB Luiza Cristina Fonseca Frischeisen – PRR3 Elizeta Maria de Paiva Ramos – PRR1 Geraldo Assunção Tavares – PRCE Rodrigo Santos – PRTO Edmilson da Costa Barreiros Júnior – PRAM Ana Letícia Absy – PRSP Daniel de Resende Salgado – PRGO Orlando Martello Junior – PRPR Geraldo Fernando Magalhães – PRSP Sérgio Gardenghi Suiama – PRSP Adailton Ramos do Nascimento – PRMG Adriana Scordamaglia – PRSP Fernando Lacerda Dias – PRSP Steven Shuniti Zwicker – PRM Guarulhos Anderson Santos – PRBA Edmar Machado – PRMG Pablo Coutinho Barreto – PRPE Maurício Ribeiro Manso – PRRJ Julio de Castilhos – PRES Águeda Aparecida Silva Souto – PRMG Rodrigo Poerson – PRRJ Carlos Vinicius Cabeleira – PRES Marco Tulio Oliveira – PRGO Andréia Bayão Pereira Freire – PRRJ Fernanda Oliveira – PRM Ilhéus Daniela Batista Ribeiro – PRMG Israel Silva – PRBA Nilce Cunha Rodrigues – PRCE Luiz Fernando Gaspar Costa – PRSP Douglas Santos Araújo – PRAP Paulo Roberto de Alencar Araripe Furtado – PRR1 Paulo Sérgio Duarte da Rocha Júnior – PRRN Cristianna Dutra Brunelli Nácul – PRRS”

Corrupção e violência na polícia, até quando vamos suportar? 1

Segurança Pública – 12/06/2008
Corrupção e violência na polícia, até quando vamos suportar?
Assessoria de Segurança da Liderança do PT
É de conhecimento geral que as duas polícias estaduais, dia após dia, caem em descrédito popular por conta da violência e da corrupção que envolve parte de seus integrantes. Na Polícia Militar predomina a violência, enquanto que na Polícia Civil o destaque negativo é para a corrupção.
Os Deputados de oposição na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo têm, insistentemente, usado a tribuna para denunciar casos de violência e de corrupção na polícia estadual, têm protocolado requerimentos de convocação do Secretário de Segurança Pública e de autoridades policiais para que prestem informações sobre providências adotadas para apurar os numerosos casos de violência e de corrupção que quase diariamente ocupam as manchetes dos jornais. Os mesmos Deputados tentam instalar Comissões Parlamentares de Inquérito para apurar, no exercício da legítima prerrogativa do legislativo, a violência e a corrupção da polícia, porém, tudo tem sido em vão, pois, a Bancada governista na Assembléia impede qualquer apuração de irregularidades da polícia.
Acontece que a corrupção na Polícia Civil de São Paulo atingiu níveis jamais vistos na história dessa centenária instituição. E o pior, é que não vemos nenhuma medida concreta do Governador do Estado que tenha por escopo cessar ou diminuir a corrupção na polícia.
O rol de casos de corrupção na polícia tem aumentado assustadoramente e parece que só não preocupa o Governador e seu secretário de Segurança Pública. A população está muito preocupada com a escalada do crime na polícia paulista e espera não só a célere e rigorosa apuração de todos os crimes denunciados, mas também imediatas providências destinadas a evitá-los.
Para que não nos acusem de alarmistas, vamos enumerar apenas os casos mais recentes, de 2007 e 2008, amplamente divulgados pela imprensa e que justificam plenamente nossa preocupação com a violência e a corrupção que, lamentavelmente, atingiram níveis insuportáveis e que antes nunca foram vistos na polícia paulista:
1 – Em maio de 2007, o advogado Jamil Chokr, representante de empresas de caça-níqueis, se envolveu em acidente de trânsito, e no seu carro, policiais militares encontraram documentos e dinheiro que indicavam o envolvimento de policiais com a máfia dos caça-níqueis. As investigações iniciais indicaram que 107 policiais eram suspeitos de integrar a máfia. A investigação até hoje não foi concluída e ninguém foi punido;
2 – Em janeiro de 2008 foi assassinado o Coronel PM José Hermínio Rodrigues que estava apurando o envolvimento de policiais em chacinas ocorridas na zona norte da cidade e com a máfia dos caça-níqueis. Suspeita-se que seus executores sejam policiais. A investigação ainda não foi concluída;
3 – Ainda em janeiro, o então secretário-adjunto da Segurança Pública, Lauro Malheiros Neto, foi acusado de usar, indevida e irregularmente, durante 23 dias, nove policiais na escolta da ex-mulher e da filha que passavam férias em Guarujá. O caso está sendo apurado pelo Ministério Público;
4 – Em maio foram divulgadas as estatísticas policiais do primeiro trimestre de 2008 e constatou-se que a polícia paulista que no primeiro trimestre de 2007 havia matado 69 pessoas, no mesmo período de 2008 matou 107 pessoas, ou seja, houve um aumento de 55% no número de pessoas mortas pela polícia nos três primeiros meses deste ano em relação ao ano anterior;
5 – Também em maio, investigadores de polícia são acusados de terem montado escutas telefônicas para extorquir dinheiro do PCC. Segundo se noticiou, policiais seqüestraram um enteado do líder do PCC e o mantiveram em cativeiro na Delegacia de Polícia de Suzano até o recebimento do resgate de 300 mil reais. Um dos policiais envolvidos nesse crime também é acusado de ter furtado uma carga de jogos eletrônicos que estava apreendida no depósito do Deic e tê-la vendido em partes. A ex-mulher desse policial denunciou que o mesmo repassou R$ 100 mil do dinheiro obtido com a venda da carga furtada ao então secretário-adjunto da Segurança Pública, de quem seria amigo e protegido. A denúncia tornou insustentável a permanência do então secretário-adjunto no cargo, levando-o a pedir demissão. A investigação ainda não foi concluída;
6 – Ainda em maio, no dia 12, em editorial, o jornal “O Estado de São Paulo”, reconhecidamente um aliado do governo estadual, mostra indignação com aquilo que chamou de “delinqüência do aparelho policial paulista”. No editorial, sob o titulo “A infestação da polícia”, é citado caso de corrupção envolvendo policiais civis de Mogi da Cruzes que participavam de “um esquema de achaque dentro do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), unidade de elite da Polícia Civil”. Consta ainda do referido editorial que 11 desses policiais foram denunciados por tomar dinheiro de proprietários de desmanches de veículos, casas de prostituição e máquinas caça-níqueis.
7 – No presente mês de junho, no dia 4, a imprensa noticia a descoberta de um esquema de corrupção envolvendo a venda de carteiras de habilitação. O esquema, segundo a notícia, envolve delegados e investigadores das Circunscrições Regionais de Trânsito – CIRETRANS, do município de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, e do Departamento Estadual de Trânsito – DETRAN de São Paulo, inclusive da Corregedoria do Detran. As investigações que desbarataram o esquema foram feitas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo com a colaboração da Polícia Rodoviária Federal e já resultaram na prisão de 19 pessoas, dentre elas despachantes, médicos, psicólogos, donos de auto-escolas e policiais civis, sendo dois deles delegados de polícia. A cúpula da Polícia Civil de São Paulo, segundo notícia do “Jornal da Tarde”, edição de 9 de junho, sabia desde fevereiro que havia um esquema de fraude de CNHs em CIRETRANS do Estado, porém, só agora, descoberto o esquema, tomou a iniciativa de afastar 14 delegados de polícia diretores de CIRETRANS em municípios da Grande São Paulo e do Litoral;
8 – Também em junho, no dia 6, foi preso o delegado de polícia de classe especial Robert Leon Carrel, acusado de ter, junto com outros policiais civis, desviado 200 kg de cocaína que haviam sido apreendidos em operação policial realizada na cidade de Itu e vendido a droga desviada para traficantes do interior. O delegado preso trabalha atualmente no Detran, porém, quando do desvio criminoso da cocaína apreendida trabalhava no Departamento de Narcóticos da Polícia Civil, o Denarc. Também são acusados desse crime o delegado de polícia Luiz Henrique Mendes de Moraes e os investigadores Ricardo Ganzerla e Cleuber Gilson Bueno. Todos estão com prisão preventiva decretada pela Justiça. Sobre esse caso é preciso ficar registrado que o delegado Robert Leon Carrel estava sob investigação desde o início deste ano, e na ocasião foi afastado de importante cargo que ocupava no Detran, porém, estranhamente, sem que as investigações fossem concluídas, voltou ao Detran para ocupar novamente importante cargo. Essa recondução indevida do delegado Carrel ao Detran, evidencia com clareza que denúncias graves e com indícios de serem verdadeiras, não são levadas a sério pela Secretaria da Segurança Pública, pois se o fossem o delegado agora preso, ainda estaria afastado das funções de seu cargo. Sem dúvida, o episódio demonstra claramente que o Secretário da Segurança Pública não está à altura do cargo que ocupa e sua substituição já passou da hora.
Os casos citados são emblemáticos e demonstram como a violência e a corrupção estão crescendo na polícia de São Paulo. Policiais honestos e que conseguem sobreviver com muitas dificuldades com os miseráveis salários que o Estado lhes paga, estão indignados e angustiados por verem o crescimento da corrupção policial sem que o governo demonstre vontade política de combatê-la. O sentimento da população é o mesmo. A perplexidade diante da omissão estatal é geral. A sociedade deve cobrar do nosso governante maior e de seus auxiliares na área da segurança, providências urgentes que possam trazer de volta a dignidade, a honestidade e a honradez à polícia estadual, pois só assim todos nós voltaremos a acreditar nessa indispensável instituição que em tempos passados já foi exemplar.
Maximino Fernandes Filho
Assessor de Segurança Pública da Liderança do PT

DE KANT A IHERING…SÓ VERMES NEGAM LUTAR PELO DIREITO Resposta

A História nos dá a melhor lição.
Todas as classes trabalhadoras que se lançaram ao expediente da greve enfrentaram dificuldades e retaliações. No entanto elas não recuaram, aprenderam com os erros e se desenvolveram, construiram corporações sindicais sólidas. CUT, FORÇA SINDICAL e similares enfrentaram perseguições mas souberam sobreviver e construíram um know-how em materia de reivindicações classistas. Ou vcs acham que os servidores federais sempre fizerem longas greves e sempre tiveram sucesso em suas negociações com o Governo Federal?
Lula antes se tornar Presidente da República foi preso e apanhou dentro de unidades da Polícia Civil Paulista, da Gloriosa Polícia Civil. Ele e uma legião de políticos de esquerda que foram alçados ao poder público pelos ventos democraticos que a Polícia Civil recusa a aceitar. A propósito, o Lula deve a nós a polpuda aposentadoria que recebe hoje – quase o dobro do nosso salário.
Se faz sol e calor lá fora porque temos que nos vestir de agasalhos? Quando será que os ventos democráticos irão romper ferrolhos que fecham a Polícia Civil dentro de si, sufocando seus componentes impedindo-os de respirar e viver com dignidade? O mundo mudou, o Brasil mudou há mais de vinte anos e até agora sequer uma janela foi aberta para que uma fresta de ar fresco entre dentro da instituição.
Quanto à greve, é perceptível que somos reacionários e ignorantes nestes assuntos, sabem por que? Porque somos semelhantes aos falidos, que tinham de tudo e agora estão na bancarrota. Aquele que antes detinha poder e era servido, agora precisa suplicar, mas as súplicas não são ouvidas e então é chegado o momento de lutar pela própria sobrevivência. Mas lutar como? Como entender o paradoxo de quem sempre reprimiu movimentos desta natureza e agora se vê na condição e na necessidade de fazê-los? Como se explica que policiais em posições de chefia ameacem seus pares por reinvindicar direitos legítimos e não tem a mesma postura quando outros policiais, que não ligam ou sequer precisam do salário, enlameiam o nome e a moral da instituição?
Uma coisa eu posso afirmar a maior resistencia ocorre dentro da própria instituição. O Governo atual não é contra a greve, não é contra a reinvidicação organizada. O que impede isso são interesses pessoais encastelados em cargos de comissão.
Acho um extremo absurdo o que foi feito com o TABAJARA e o silêncio tanto da ADPESP quanto do SINDICATO e não venham dizer que foi oferecido apoio ao colega. Isso não era suficiente. Fazer greve não justifica sindicancia. Tinham que fazer um inferno, entrar com medidas judiciais, protestar, sair em defesa do colega que nenhuma ilegalidade ou irregularidade cometeu, salvo é claro o fato de incomodar seus superiores. É correto o que foi feito com o GUERRA? Nunca vi em minha vida um caso de tão escandalosa ilegalidade quanto a que foi feita contra ele e se aquilo não é assedio moral eu rasgo meu diploma de direito e minha carteira de delegado.
Houve uma greve fracassada e a capital não participou. Sim. O medo foi maior que a necessidade de sobrevivência. Veio uma segunda também fraquinha? É assim mesmo. Virá a terceira e tenham certeza que será melhor que as anteriores. E a quarta greve será melhor ainda, pois mais policiais irão aderir. Um dia chegaremos ao ponto em que todas as outras classes de servidores estão há décadas.
Não existe direito sem luta, bem o disse Rudolf Von Ihering que também disse que quem vive como verme não pode reclamar de ser pisoteado.
Mas chegará o dia em que todos os policiais civis, sem distinção de carreira, classe, perceberão o valor que é o de viver em um Estado Democrático de Direito que tem uma Constituição que lhes asseguram direitos fundamentais entre eles o de reinvindicar o respeito aos seus direitos laborais e quando chegar este dia o governo não mais nos pisoteará. Não bastará mover apenas alguns cargos em comissão para amedrontar a classe. Será o dia em que a necessidade de sobrevivencia digna irá suplantar o medo e os interesses particulares.
Neste dia me orgulharei de ser Delegado e neste saberei que pertenço à melhor polícia do mundo!!!
“De L.
Mendigo e Desmotivado de Polícia.”

NEOMÁFIA DE FISCAIS DA PREFEITURA DE SÃO PAULO Resposta

11/07/2008 – 12h05 – Atualizado em 11/07/2008 – 13h07
Polícia prende suspeitos de integrar nova máfia dos fiscais em SP
Justiça pediu a prisão de 13 pessoas envolvidas no esquema.
São fiscais ligados à subprefeitura da Mooca, camelôs e um advogado.
Do G1, com informações do SPTV
A máfia dos fiscais está de volta. Dez anos depois, fiscais corruptos voltam a agir no Centro de São Paulo. Eles cobram propina para permitir que camelôs ilegais trabalhem livremente. A Justiça pediu a prisão de 13 pessoas envolvidas no esquema. São fiscais ligados à subprefeitura da Mooca, camelôs e um advogado. As prisões acontecem na manhã desta sexta-feira (11). Até as 13h, 12 pessoas haviam sido detidas e uma estava foragida.
As denúncias foram feitas por camelôs ao Ministério Público (MP). Eles pagam semanalmente aos fiscais quantias que vão de R$ 20 a R$ 30. Em um mês, o total arrecadado ilegalmente chega a R$ 500 mil, segundo os promotores.
As prisões aconteceram depois de uma investigação que durou três meses. Durante esse tempo todo, os produtores do SPTV trabalharam junto com os camelôs no Brás e flagraram a ação dos fiscais corruptos. O recolhimento de propina acontece a céu aberto e é comandado pelos fiscais da subprefeitura.
Governo
Em nota, a Secretaria das Subprefeituras informou que “não recebeu nenhuma denúncia envolvendo funcionários da subprefeitura da Mooca” e que busca informações para que sejam tomadas as providências necessárias.
“De momento, informamos que, como tem sido hábito desde o primeiro dia desta gestão, qualquer denúncia será investigada com rigor para que os fatos sejam esclarecidos, e, se constatadas irregularidades, sejam tomadas as medidas cabíveis”, completa a nota.
Em entrevista ao SPTV, o secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, disse que a Prefeitura apóia a operação policial. Ele afirmou que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, determinou a demissão dos envolvidos.
Esquema
Um vendedor ambulante apontado como um dos arrecadadores de propina dos camelôs do brás, na região central de são paulo. “Um vendedor de água pode dar de R$ 5 a R$ 10. Uma pessoa que vende tênis, camiseta de marca, esses negócios, ele dá numa faixa de R$ 30 a R$ 50 por semana”, revela um ambulante.
Um outro integrante apontado pelo MP como parte do esquema é um dos coordenadores do grupo que fiscaliza o comércio de rua. “Cada rua tem um ambulante que entrega pra ele. Se não pagar, passa a ser perseguido, correm atrás, tomam a mercadoria”, diz um camelô.
Observação
Por três meses, produtores da TV Globo começaram a trabalhar no Brás. Um deles se fez passar por ajudante de um camelô que tem licença para montar uma banca na região. Assim, foi possível observar como funciona o esquema entre ambulantes sem licença e fiscais corruptos da prefeitura de São Paulo.
Na banca, o produtor ajudou a vender meias de lã. Nesse ambiente, foi flagrado o recolhimento de dinheiro. Um dos camelôs, menor de idade, aparece com um saco plástico na mão. É a sacola da propina. Ele pede dinheiro aos camelôs para entregar ao fiscal. Alguns ambulantes se negam a pagar.
Na rua onde o ambulante é responsável pela arrecadação, os camelôs são mais receptivos. Eles colaboram. Imagens mostram o momento em que o ambulante se encontra com o fiscal que, de acordo com a investigação, recebe a propina. O encontro é em uma lotérica, no Brás, a poucos metros de onde o comércio ilegal prospera.
Ligações
A dupla foi flagrada falando ao telefone. O assunto: arrecadação e divisão de dinheiro.
Ambulante: “’Tô’ no banco e o dinheiro tá lá no box, lá. Aí deu 240 ‘paus’. 120 ‘pra’ cada um. “
Fiscal: “240? 120 pra cada um?”
Ambulante: “120 pra cada um.”
Fiscal: “Você é um cara que eu adoro.”
Com autorização da Justiça, a policia gravou outras conversas sobre dinheiro entre Edson e camelôs.
Fiscal: “Já colaboraram todo mundo?”
Camelô: “Aqui tem um que tá aqui de frente, sim, os outros não”.
Fiscal: “Vê se consegue agilizar pra hoje”
Proteção
As escutas demonstram que a propina compra informação e proteção. Numa conversa com o produtor que se finge de ambulante, Jorge, o arrecadador, confirma que os camelôs sabem quando vai haver blitz. O próprio fiscal Édson foi flagrado avisando os camelos sobre operações contra o comércio ilegal.
Camelô: “Minha mulher ligou e falou que a viatura ‘tava’ descendo aí a (rua) Maria Marcolina, é verdade?
Fiscal : “É a militar, meu. Não é a prefeitura, não, é a militar.”
Camelô: “Tá bom. Passa depois aqui pra gente tomar um café.”
Fiscal: “Nâo, deixa pra depois, amigo, agora tá ‘nublado’”.
No Brás, a propina também garante aos ambulantes o acesso às ruas principais. Aos sábados, depois do meio-dia, os ambulantes ilegais saem das vias secundárias para disputar os clientes com os lojistas nas ruas mais movimentadas. O próprio coordenador dos fiscais foi flagrado pedindo um lugarzinho. Era para um amigo dele, mais um ambulante ilegal no Brás.
Denúncias
As denúncias chegaram ao Ministério Público trazidas por camelôs. Como há dez anos, quando eles ajudaram a desmontar o maior esquema de corrupção já visto em São Paulo. A cidade estava loteada: vereadores indicavam subprefeitos. E os subprefeitos trabalhavam com fiscais que exigiam propinas para fazer ou deixar de fazer serviços públicos. Seiscentas pessoas foram denunciadas. Houve prisões e perdas de mandatos.
Um dos ambulantes entregou aos promotores uma lista, com data de 17 de abril do ano passado. Ao lado de cada um dos vinte e nove nomes de camelôs, está escrito: R$ 30.
Total: R$ 870. O título: dinheiro arrecadado da Rua Ministro Firmino ao chefe dos fiscais. “São vários, mas quem mais tá liderando neste momento é o Edson”, conta um ambulante.
Fiscais presos
Dois fiscais também prestaram depoimento à Promotoria. Eles foram presos em flagrante no Brás, acusados de corrupção, saíram da cadeia, e agora acusam os colegas. Segundo eles, os fiscais também cobram propina de donos de trailers e de carrinhos que vendem croissant e outros alimentos nas ruas do Brás.
Segundos os fiscais, ambulantes de uma feira conhecida como feirinha da madrugada, desembolsam entre R$ 30 e R$ 60 por semana em propina. Existe ainda, segundo eles, uma outra fonte de renda da fiscalização corrupta: são as empresas que pagam para fazer propaganda de lançamentos imobiliários.
Máfia
O esquema que ficou conhecido como “máfia dos fiscais” ocorreu, principalmente, durante a gestão de Celso Pitta na prefeitura da São Paulo. Um grupo de funcionários públicos das administrações regionais – atuais subprefeituras – supostamente cobrava propinas de vendedores ambulantes. A máfia agiu no Centro de São Paulo de 1993 a 1999. Vereadores foram apontados como supostos chefes do esquema.

O ARRANHA-CÉU DA PROMISCUIDADE Resposta

O arranha-céu da promiscuidade
A divulgação dos principais trechos do relatório de Inteligência em que a Polícia Federal (PF) se fundamentou para pedir à Justiça a prisão temporária de Daniel Dantas ofereceu ao público em geral pelo menos um vislumbre de algo sobejamente conhecido, e não de hoje, nos caminhos por onde trafegam os grandes negócios e a grande política – um modus operandi baseado, conforme o documento, em “práticas empresariais sujas e completamente complexas”. Peça-chave dessa, digamos, completa complexidade é a “aproximação (de Dantas) com autoridades públicas, lobistas, jornalistas, grandes empresários, pessoas muito bem articuladas”. Naturalmente, a única razão de ser dessa rede de relações era a de promover e proteger, não raro pelo acumpliciamento, os interesses do imaginoso financista.

Guardadas as particularidades de cada situação, as múltiplas faces do esquema político de Dantas espelham as espertezas do seu criador no manejo do Banco Opportunity – cujo controlador, no papel, aliás, nem é ele, mas o seu velho amigo e parceiro Dório Ferman, também detido pela PF. Enquanto algumas empresas montam organogramas societários “com dois ou três andares”, comparou a repórter Irany Tereza na matéria Procurações garantiam controle de negócio bilionário, publicada ontem neste jornal, “a construção de Dantas se assemelhava a um arranha-céu”. Apesar de sua “vocação para o litígio”, como assinala a reportagem, ele investiu pesadamente na boa vizinhança com os poderosos de turno, quaisquer que fossem, sobretudo desde que percebeu a imensidão de oportunidades surgidas com a privatização do sistema Telebrás, em 1998.

O seu empenho em amoldar decisões de governo às suas conveniências – a sua aposta na promiscuidade entre o público e o privado – teve altos e baixos. O noticiário destes dias lembra, por exemplo, a extensão de sua influência sobre os fundos de pensão das estatais, sócios das teles que passara a controlar. Em 2002, por exemplo, em seguida a um jantar no Palácio da Alvorada com o então presidente Fernando Henrique, conseguiu trocar um diretor da Previ, o fundo de pensão do Banco do Brasil. Outro jantar que entrou para a crônica das suas desenvoltas movimentações brasilienses – dessa vez na casa do senador democrata pelo Piauí, Heráclito Fortes, em 2006 – era para aproximá-lo do então ministro da Justiça de Lula, Márcio Thomaz Bastos. Desceu mal: o encontro não impediu o afastamento do Opportunity – demandado por três fundos de pensão – do controle da Brasil Telecom.

Dantas fez o que sabia e mais alguma coisa para ser acolhido pelo lulismo. Contava com o patrocínio do “capitão do time” José Dirceu e com os bons ofícios do tesoureiro petista Delúbio Soares, antes que o mensalão levasse os dois. Chegou a contratar, pagando-lhes robustos honorários, os advogados Antonio Carlos de Almeida Castro, amigo de Dirceu, e Roberto Teixeira, o compadre do presidente. Impôs-se, porém, a encarniçada resistência do ministro de Comunicação do governo e ex-coordenador da campanha de Lula, Luiz Gushiken, cujos interesses como titular de uma empresa de formação de gestores para os fundos de pensão batiam de frente com os de Dantas. Não está claro se o banqueiro tinha consciência disso, mas a lógica das coisas devia beneficiá-lo na administração do PT.

Um Executivo decidido a controlar de perto os setores estratégicos da economia e pronto a aplicar para tanto os seus recursos de poder teria no magnata das teles, que faz qualquer negócio por dinheiro, um aliado conivente. Era decerto o que pensava o pragmático Dirceu. E talvez ele prevalecesse, afinal, se o escândalo do mensalão não tivesse rebentado. Ao contribuir fartamente com o valerioduto, que abastecia os deputados mensalônicos, Dantas se credenciara para a contrapartida. Com o tempo, provavelmente imaginava, Dirceu levaria a melhor – e ele estaria no lucro. Denunciado o escândalo – como observa o deputado Osmar Serraglio, relator da CPI dos Correios que evidenciou as ligações entre Dantas e Marcos Valério – o projeto ruiu. E hoje, para mal dos pecados, a Polícia Federal responde a um ministro da Justiça, Tarso Genro, que considera o seu desafeto José Dirceu “envolvido lateralmente” na Operação Satiagraha.

Fonte: O Estado( 11/07/08)

A POLÍCIA FEDERAL E O SIMBOLISMO PENAL Resposta

A PF e o ”simbolismo penal”

Ao tentar justificar os métodos utilizados pela Polícia Federal (PF) para realizar a Operação Satiagraha, que foram classificados como atrabiliários por juristas respeitados, independentemente do envolvimento dos acusados em esquemas de corrupção, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que as prisões efetuadas pela PF constituíram a versão brasileira da Operação Mãos Limpas, que colocou empresários, políticos e chefes da máfia italiana atrás das grades, na década de 90, e disse que a atuação da corporação teve “um caráter educativo para a sociedade”.

No despacho em que concedeu habeas-corpus a 11 dos 17 presos e autorizou os advogados a terem acesso ao inquérito, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, demoliu as justificativas do ministro da Justiça. Ele criticou o uso abusivo das prisões preventivas e dos grampos telefônicos, lembrou que o ordenamento jurídico brasileiro não prevê prisão com “a finalidade exclusiva de propiciar interrogatório de acusados”, classificou a conduta dos federais como “totalmente descabida” e afirmou que eles violaram garantias fundamentais asseguradas pela Constituição.

Em seu despacho, Mendes transcreve uma análise que o jurista Norberto Bobbio fez da Operação Mãos Limpas, quando vários promotores e juízes italianos invocaram o combate à corrupção para justificar o recurso a métodos legalmente discutíveis “na luta contra o crime”. Essa foi a maneira sutil que o presidente do STF encontrou para refutar o ministro Tarso Genro, sem citá-lo nominalmente. O respeito aos direitos individuais “é que permite avaliar a real observância dos elementos materiais do Estado de Direito e distinguir civilização de barbárie”, concluiu Mendes, com base em Bobbio.

As advertências do presidente da mais alta corte do País não poderiam ser mais oportunas. Procurando mostrar a eficácia de suas ações de combate ao crime, há muito tempo a PF vem utilizando métodos que têm um sentido pretensamente simbólico ou “educativo”, tentando passar para uma opinião pública não afeita às técnicas do direito a idéia de estar provada a culpa dos suspeitos antes mesmo da conclusão dos inquéritos. Com isso, sem terem sido ouvidos, processados e julgados, os suspeitos são apresentados como culpados em caráter definitivo.

É um flagrante desprezo à presunção de inocência e ao direito ao devido processo legal. Um dos exemplos mais ilustrativos desse “simbolismo penal” ocorreu em 2007, durante a Operação Navalha, quando a PF “vazou” um vídeo com cenas de uma suposta entrega de propina ao então ministro Silas Rondeau, tendo como fundo a trilha sonora do filme “O poderoso chefão”. Na ocasião, os federais também “vazaram” a informação de que haveria um certo Gilmar Mendes numa lista apreendida, visto que desde sempre sabiam que se tratava de um homônimo do ministro do STF.

O problema do “simbolismo penal”, como tem ficado evidente nas operações da PF, é o desprezo às regras mais elementares do direito. Muitas prisões são realizadas sem motivos concretos a justificá-las. Há casos de presos submetidos a degradante exposição pública sem que haja provas que os levem à condenação.

Na Operação Satiagraha, o caso mais absurdo foi o pedido de prisão de uma jornalista da Folha de S.Paulo, sob a justificativa de que teria divulgado dados sigilosos numa reportagem. Mais do que uma pretensão descabida, que em boa hora não foi acolhida pela Justiça, trata-se de uma inversão de valores, pois a corporação que acusa a jornalista de publicar dados sigilosos é a mesma que desprezou o sigilo ao “vazar” para a TV Globo as prisões do especulador Naji Nahas, do ex-prefeito Celso Pitta e do banqueiro Daniel Dantas (que foi novamente preso ontem, por ordem do juiz Fausto Martins De Sanctis).

Evidentemente, corrupção e o crime organizado têm de ser combatidos com o máximo rigor e pelo menos os três principais acusados pela Operação Satiagraha, como dizíamos no nosso editorial de ontem, “não é de hoje que freqüentam a crônica policial”.

O cenário que justifica plenamente a investigação da PF está descrito no editorial O arranha-céu da promiscuidade. Mas isso não significa que a legitimidade dos fins justifique o desprezo à legalidade dos meios, abrindo caminho para um Estado policial midiático. Pois sem o devido processo legal não existe Estado Democrático de Direito.

fonte: O Estado

"O STF não se preocupa com a qualidade da investigação criminal. A motivação colocada pelo ministro do STF é absurda, ela protege o crime", Resposta

11/07/2008 – Decisão escancara disputa entre STF e Polícia Federal
ANA FLORFREDERICO VASCONCELOS da Folha de S.Paulo
Advogados acreditam que o episódio de prisão, soltura e nova prisão do banqueiro Daniel Dantas, ocorrido entre terça e ontem, explicita uma guerra entre Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal. Eles divergiram sobre a “coragem” ou a “interferência indevida” do presidente do STF, Gilmar Mendes, em soltar Dantas.
Saulo Ramos, ex-ministro da Justiça, afirma que a contenda entre PF e STF é uma “picuinha”, apesar de “presumivelmente todos estarem lutando pela lei”. Ele também criticou a atitude do ministro da Justiça, Tarso Genro, que deveria ter se preocupado em colaborar para a harmonia entre PF e STF. “O argumento dele não é o de um jurista, mas um discurso de político em campanha.”
Já o criminalista Tales Castelo Branco diz que tanto a decisão de pedir a segunda prisão, pela PF, quanto sua aceitação, pelo juiz, expressa uma “dor-de-cotovelo jurídica” provocada pela decisão do STF em favor da soltura. “Esta retaliação judicial é extremamente negativa, como qualquer ressentimento ou motivação que tenham característica de represália”. Castelo Branco diz ainda que o “descontentamento” do juiz de primeiro grau e do procurador regional “revela uma má administração da Justiça”.
“Chocante”
Em carta, oito procuradores da República em São Paulo consideraram “chocante” a atuação do presidente do Supremo, “ao libertar o banqueiro e pessoas ligadas a seu grupo em menos de 24 horas, mesmo diante de ‘provas robustas'”.
Reclamam do fato de o presidente do STF haver requisitado a convocação de funcionários do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), em São Paulo, num feriado, para as providências (como prestação de informações) para a concessão da liminar. Entendem que Mendes “atropelou” ao proferir decisão monocrática, quando deveria ser decisão colegiada.
Para liberar Dantas sem que seus advogados precisassem recorrer novamente a duas outras instâncias, Mendes converteu a natureza do habeas corpus: de preventivo para liberatório. Para os criminalistas, essa decisão foi correta, porque o constrangimento seria o mesmo –receio da prisão. Mendes entendeu que não havia necessidade de encarceramento para o interrogatório, com o fim de confrontar com as provas.
“Inusitado”
O vice-presidente do IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), Sérgio Mazina, disse que há um “certo caráter inusitado” na situação, e que para a população “é tudo um pouco estranho, porque parece ser contraditório”, diz ele.
A procuradora regional da República Janice Ascari disse que o ministro Gilmar Mendes jamais poderia ter concedido um habeas corpus que estava em trânsito havia um mês. “Ocorrendo um fato novo, o objeto perde o poder”, diz. “O STF não se preocupa com a qualidade da investigação criminal. A motivação colocada pelo ministro do STF é absurda, ela protege o crime”, afirma.
O procurador da República Rodrigo de Grandis disse que a decisão de Mendes é “inconstitucional”, porque criou foro privilegiado para Dantas. “A decisão ofendeu os juízes naturais, das instâncias inferiores.”
O advogado Fábio Konder Comparato elogiou a PF. Mas admite que há um “excesso de prisões preventivas”.
Sobre a decretação da prisão preventiva de Dantas, horas após a soltura decidida pelo STF, o advogado Miguel Reale Júnior disse: “Nunca vi isso”.

DANTAS, UM BANQUEIRO DA COISA NOSSA 2

Dantas, um banqueiro da Coisa Nossa
Wálter Fanganiello Maierovitch
Especial para Terra Magazine
Puxa, conseguimos. No mundo das finanças já tivemos o Banqueiro de Deus e o Banqueiro da Cosa Nostra. Agora, temos o Banqueiro da Coisa Nossa.
O mafioso Michele Sindona ficou conhecido como “Banqueiro da Cosa Nostra”. Ele conseguiu unir os interesses da máfia, da maçonaria, da Igreja e do então potente partido da democracia cristã italiana. Nos anos 70, Sindona foi entronizado como sendo o banqueiro mais ousado da Europa.
Quando o Franklin Bank (uma espécie de Naji Nahas Bank da época) quebrou, Sindona percebeu que ficara com a brocha, sem escada, pois a base de sustentação do seu império político-econômico entrara definitivamente no vermelho: bacarotta.
Sindona fugiu da polícia. Esta tinha mandado de prisão da Justiça e algemas: como era muito liso e especializado numa nova ciência chamada vitimologia, alguns policiais contam que também levaram, de reserva, uma camisa-de-força.
Lógico, Sindona procurou porto-seguro, onde a polícia e a Justiça não contavam e nem entravam. O local era a Sicília, ou melhor, a terra-madre da Cosa Nostra.
O efeito dominó que derrubou o banqueiro da Cosa Nostra, atingiu Roberto Calvi, chamado “Banqueiro de Deus”.
Calvi presidia o Banco Ambrosiano, que recebia grana recolhida pelo IOR (Instituto de Obras Religiosas), gerenciado pelo inesquecível cardeal Paul Marcinkus: recentemente recebido no inferno, de quimono e faixa-preta, como usava, debaixo da batina, à época que era guarda-costa do papa.
O Banco Ambrosiano também abrigava a conta do diabo, ou seja, guardava e aplicava o dinheiro da Loja Maçônica P2 (Propaganda 2). E os livros ainda ensinam que o Vaticano considerava a maçonaria o anti-Cristo.
Com os assassinatos dessas duas figuras do mundo criminal faltava, na literatura que relata os dos métodos mafiosos, um sucessor à altura.
Só para recordar, Sindona foi envenenado na cadeia, ao tomar uma xícara de café com cianureto. Calvi foi pendurado numa ponte londrida em grotesca simulação de enforcamento. A propósito, o primeiro perito-médico que chegou à Blackfrears Bridge foi logo avisando que não era suicídio, pois um enforcado sempre morre com o pênis em estado de ereção e esse não era o caso de Calvi.
O sucessor de Sindona e Calvi é brasileiro, nascido na Bahia. É Coisa Nossa. Seu nome: Daniel Dantas. Está(estava) preso, por enquanto, em carceragem da Polícia Federal. Tem até gente que se atreve a afirmar que não deveria ser algemado.(nota: o Presidente do STF)
Dantas, caso residente na Itália, poderia estar a ocupar o ministério das finanças da Cosa Nostra. Talento para o mal, artes e poder compulsivo para corromper não lhe faltam.
(Wálter Fanganiello Maierovitch foi Juiz em São Paulo)

Resposta

03/07/2008 – 18h45
Morre ex-guitarrista da banda Whitesnake aos 60 anos
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da Reuters, em Londres
Músicos prestaram tributo ao colega Mel Galley, ex-guitarrista da banda de hard rock Whitesnake, que morreu de câncer aos 60 anos, nesta semana.
Ele também tocou no grupo Trapeze.
Com o irmão Tom Galley, Jonhn Wetton, Glenn Hughes e Neil Murray, criou o projeto PHENOMENA.
Mel Galley morre de câncer, aos 60.
“Ele me conduziu pela mão em meus primeiros passos como músico”, disse Glenn Hughes, cantor e baixista do Trapeze, em seu site.
“Ele é responsável pela minha carreira como cantor e compositor”, afirmou Hughes, que largou a banda para tocar com o Deep Purple.
Segundo a BBC, o líder do Whitesnake, David Coverdale, disse que valoriza a lembrança de ter conhecido e trabalhado com Galley.
O guitarrista tocou na banda entre 1982 e 1984, quando deixou o grupo após ferir o braço em um acidente.
Não foram divulgados detalhes sobre a doença que matou o músico.

Resposta

03/07/2008 – 18h45
Morre ex-guitarrista da banda Whitesnake aos 60 anos
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da Reuters, em Londres
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Ele também tocou no grupo Trapeze.
Com o irmão Tom Galley, Jonhn Wetton, Glenn Hughes e Neil Murray, criou o projeto PHENOMENA.
Mel Galley morre de câncer, aos 60.
“Ele me conduziu pela mão em meus primeiros passos como músico”, disse Glenn Hughes, cantor e baixista do Trapeze, em seu site.
“Ele é responsável pela minha carreira como cantor e compositor”, afirmou Hughes, que largou a banda para tocar com o Deep Purple.
Segundo a BBC, o líder do Whitesnake, David Coverdale, disse que valoriza a lembrança de ter conhecido e trabalhado com Galley.
O guitarrista tocou na banda entre 1982 e 1984, quando deixou o grupo após ferir o braço em um acidente.
Não foram divulgados detalhes sobre a doença que matou o músico.

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Mel Galley morre de câncer, aos 60.
“Ele me conduziu pela mão em meus primeiros passos como músico”, disse Glenn Hughes, cantor e baixista do Trapeze, em seu site.
“Ele é responsável pela minha carreira como cantor e compositor”, afirmou Hughes, que largou a banda para tocar com o Deep Purple.
Segundo a BBC, o líder do Whitesnake, David Coverdale, disse que valoriza a lembrança de ter conhecido e trabalhado com Galley.
O guitarrista tocou na banda entre 1982 e 1984, quando deixou o grupo após ferir o braço em um acidente.
Não foram divulgados detalhes sobre a doença que matou o músico.

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Ele também tocou no grupo Trapeze.
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Mel Galley morre de câncer, aos 60.
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“Ele é responsável pela minha carreira como cantor e compositor”, afirmou Hughes, que largou a banda para tocar com o Deep Purple.
Segundo a BBC, o líder do Whitesnake, David Coverdale, disse que valoriza a lembrança de ter conhecido e trabalhado com Galley.
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Não foram divulgados detalhes sobre a doença que matou o músico.