“Na verdade, pouco importa ao governador quantos policiais, civis ou militares, morrem. É pessoal fungível e de fácil reposição. Basta verem os concursos públicos para carreiras policiais em São Paulo: uma média de mil candidatos por vaga !
Matou um investigador? Mataram dois PM’s ? Não importa, tem muito mais de onde esses infelizes vieram…
A Polícia está numa fase gravíssima de transição. Nunca, desde a tal “re-democratização” deste país, já há mais de 40 anos, teve-se tão discutida a atuação pífia e amadorística do Estado na área da Segurança Pública.
E o pior é que não há tanto “segredo” assim para se alcançar um grau bem maior de eficiência para tais organizações.
Em primeiro lugar, aperfeiçoar e transformar os atuais ocupantes dos cargos policiais em profissionais bem preparados, bem equipados e – sobretudo – muito bem remunerados.
Nessa primeira fase, busca-se a motivação e a valorização dos homens e mulheres que exercem tão difícil empreitada.
As punições e desligamentos funcionais devem ocorrer em segundo estágio, bem logo após se iniciar o referido primeiro passo. É a oportunidade de separar o joio do trigo… Quem não estiver mais com vontade ou condições de se adaptar, deve ser incentivado a se aposentadar ou mesmo ser aproveitado em outros cargos públicos, posto que aqueles que tem estabilidade da função pública policial não podem ser simplesmente jogados no olho da rua, em razão da necessidade de sempre se valorizar a carreira.
Com a instrução, especialização e muita discussão, ( no sentido acadêmico…) e diálogos intercorporações, o próximo passo é realizar a unificação entre as Polícias Civis e Militares. Sem nenhuma outra linguagem metafórica ou eufemística, como integração, colaboração, etc. Isso é pura balela. Qualquer especialista na área sabe que as diferenças entre as Instituições Policiais são ancestrais e irreconciliáveis.
Por isso mesmo, talvez seja melhor a extinção das duas Instituições e a inauguração – histórica e plena de honra – da POLÍCIA UNIFICADA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Uma Organização profissional, elaborada por profissionais de ambas as antigas corporações unificados no único sentido de defender a sociedade em que eles mesmos fazem parte. Defender seu vizinho, seu amigo, seu parente e seu Estado.
Não defender o governo ou o inquilino de plantão no Palacete do Morumbi.Muitas vezes lá se escondem os piores criminosos.
Polícia neste estado e no país inteiro, talvez com honrosa exceção da Polícia Federal, é feita de modo absolutamente amadorístico, de improviso e sempre – já notaram? – correndo atrás do criminoso ou do crime APÓS o acontecido.
Correm por pressões politiqueiras, midiáticas ou interesses escusos. Falha gritante do policiamenteo preventivo, seja geral ou especializado !
De tanto correr, esquecem-se de fundamentar os indícios ou se obtém provas duvidosas, tecnicamente falhas ou mesmo viciadas. Falha berrante do policiamento investigativo ou judiciário !
E tudo isso por quê? Por falta de capacitação profissional e ausência total de independência funcional.
Na polícia se manda mais do que naquela mulher chamada Amélia. Manda o Ministério Público, manda o Poder Judiciário, manda os Vereadores, os Deputados, assessores, industriais, banqueiros, criminosos, traficantes, apadrinhados e qualquer um que pague – bem !
E Amélia nunca foi mulher de verdade…
E não venham com a lenga lenga que a Polícia precisa ser amarrada e amordaçada por que é corrupta, violenta e arbitrária.
Não!
A Polícia é incompetente. Basicamente isso!
Fraca e submissa. Sem esteio. Sem estímulos. Sem profissionais formados e dedicados, com orgulho do que fazem. Sem prêmios ou recompensas. Só existe punição, remoção e expulsão como “estímulos” negativos para que a coisa ande.
E qual ser ou instituição consegue ser eficiente, honesta e legalista se só subsiste a lei da chicotada?
É o momento agora, com a internet ficando cada vez mais ao alcançe da população, de se esclarecer o cidadão, ( nós) que pagam impostos altíssimos para ter uma segurança pífia, inexistente e fracassada.
Mordaça ou censura em blogs? Jamais se deve calar ou omitir a verdade, ainda que – infelizmente – tenhamos que lançar mão do anonimato, em razão das legislações ditatoriais e absolutistas que remontam aos anos de chumbo deste país infantil.
Basta disso! Polícia não é assunto tabu, secreto e muito menos podre. Polícia vem de “polis”, que significa CIDADE, CIDADÃO !
Vamos todos, na medida do possível, demonstrar às escâncaras que os bem intencionados policiais – independente de quais cargos, carreiras ou idades – estão repletos de ideias e ideais, e querem ter a oportunidade de expor suas metas, seus planos e suas aspirações. Precisamos mostrar que ser policial é motivo de honra e orgulho, reservado a poucos, mas a muitos bens escolhidos cidadães dignos desse nome!
Precisamos jogar na frente de todos, o enorme desperdício de recursos ao se sustentar cavalaria, bandas, dois centros de comunicação e operação, GARRAS, GOES, FORÇA TÁTICA, TROPA DE CHOQUE, POLÍCIA AMBIENTAL, POLÍCIA DO MEIO AMBIENTE e tantas outras exdrúxulas designações para satisfazer a vaidade e os interesses por vezes escusos de arrogância e ignorância de seus respectivos gestores.
POLÍCIA É POLÍCIA. UNA. FORTE. COESA.
Setores UNIFORMIZADOS para trabalhos ostensivos ( que usa FARDA são MILITARES apenas!)
Setores PAISANAS para trabalhos de investigação.
Setores ESPECIALIZADOS, recrutados entre os melhores de quaisquer outros setores, para comporem a verdadeira INTELIGÊNCIA POLICIAL de combate ou prevenção ao crime.
Setor CORRECIONAL, para apurar , apenar ( administrativamente) ou inocentar; submetendo ao Poder Judiciário os casos e os nomes envolvidos em crimes, os quais deverão ser majoradamente sancionados, em razão do agravante de serem cometidos em razão ou durante o exercício policial.. Tal setor deve contar com funcionários policiais e funcionários não-policiais ( educadores, psiquiatras, criminologistas, médicos, etc) com garantias ACIMA dos demais setores, sendo vedado expressamente a transferência para outros setores policiais. De preferência, uma carreira policial À PARTE e voluntária, mas que obrigatóriamente conte com prévio estágio e/ou experiência dos futuros integrantes da carreira policial de corregedores, nos outros setores de polícia. Após esse estágio, deverão fazer concurso, nos moldes aproximados do sigiloso concurso da atual ABIN e se aprovados, aí sim constituirão em carreira própria.
É sonho?
Não. É POSSIBILIDADE !
Martin Luther King teve um sonho… Barack Hussein Obama é a realidade.
Por muito menos, podemos melhorar esse país e deixar uma polícia menos ruim para nossos filhos, netos, bisnetos e descendentes.
Daqui a mais 200 anos, eles vão se lembrar das cenas de pancadaria nos arredores do Morumbi. Data histórica que será comemorada como ponto de partida para a conscientização de nós, policiais civis e militares.
ALEA JACTA EST !”
COLABORAÇÃO:
Sem querer remar contra a maré, mas já remando…
Sinceramente acho que o Flit Paralisante exagerava, os textos postados iam muito além da liberdade de opinião e de expressão garantida pela nossa constituição pela carta da ONU e por toda e qualquer legislação democrática que eu conheço.
Ocorre que esta liberdade tem limites, e pode ser sim retirada em casos de abuso e sempre claro, por ordem judicial o que ocorreu no caso.
No Flit Paralisante eram feitas acusações por diversas vezes agressivas, pessoais e sem prova alguma.
Aos meus olhos,e de muita gente, algumas das verdades escritas ali, acabavam se perdendo no meio de tanto denuncismo sem prova alguma.
O Dr Guerra não tinha medida, ou era 8 ou 80, ou se estava a favor dele ou era um inimigo cooptado pelos corruptos dominantes.
Durante a greve, chegou a pedir desculpas pelas acusações feitas a um colega que foi defendido veementemente pelos comentáristas, e incitou de forma absolutamente irresponsável um confronte entre policiais civis e militares.
O que eu acho lamentável de tudo isso, é que o blog só teve a sua retirada do ar, quando da Greve da PCSP, momento em que apesar dos comentários acima, ele efetivamente virava uma espécie de “voz” da categoria.
Ou seja o governo só se mobilizou para tirar o blog do ar, quando este o incomodou politicamente e não por uma defesa da legalidade ou da columidade pública.
Por fim, acho demasiado falar em censura e fazer comparações com o regime militar, quando se tratam de decisões emanadas pelo poder judiciário e sem conhecer os processos que deram origem as medidas judiciais.
Faz parte da democracia e do estado de direito, ordens judicias para restrições de publicações, no caso do Blog do Dr Guerra, se eu fosse juiz, provavelmente determinaria a retirada do blog do ar, e acho que qualquer um dos leitores com formação jurídica faria o mesmo, o conteúdo do blog, não expressava simplesmente a opinião do editor e acabou virando um veiculo para acusações sem prova alguma.
Resumindo, ainda que por motivação política o Dr Guerra deu margem a medida judicial.
Acho que o caso não é de censura, alem de leviano, tal classificação é ofensiva com o poder judiciário e com o juiz que emitiu a ordem.
Estamos cometendo o mesmo erro que sempre acusamos a imprensa e a sociedade de fazer em ocorrências envolvendo policiais, estamos senod parciais e vendo apenas um lado da história.
Abç