SÃO PAULO ELEGERÁ GOVERNADOR NASCIDO EM MUNICÍPIO DA ILHA DE SÃO VICENTE…COMO MÁRIO COVAS, UM GOVERNADOR DUPLAMENTE SANTISTA! 17

Encontro Estadual

PT confirma pré-candidatura de Mercadante para o governo de SP

Na presença de mais de 4 mil pessoas, o PT confirmou neste sábado, 24, as pré-candidaturas de Mercadante para o governo de SP e de Marta Suplicy para o Senado. Em discurso, Mercadante destacou que sente orgulho e responsabilidade pelo desafio de governar São Paulo. “Orgulho porque ajudei a construir as riquezas desse Estado, onde nasci e escolhi viver. E responsabilidade porque sei que São Paulo tem que liderar o processo de crescimento do País”. O senador reforçou, dentre as prioridades, que pretende criar um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, regionalizado. Ao final, emocionado, relembrou sua trajetória: Eu vim de muito longe para chegar aqui. A única coisa que eu sinto é ter perdido os momentos com a minha família, meus filhos, mas tudo isso eu fiz por esse Brasil que estamos construindo!”

“Não temos dúvida alguma de que ele sofreu tortura, e que foi a tortura que levou o rapaz à morte” 13

Motoboy foi torturado por PMs, diz secretário

“Não temos dúvida alguma de que ele sofreu tortura, e que foi a tortura que levou o rapaz à morte”, afirma Ferreira Pinto

Para o titular da Segurança Pública, violência ocorreu numa edícula de prédio da PM; caso irrita governador e faz PSDB temer uso eleitoral

MARIO CESAR CARVALHO
AFONSO BENITES
DA REPORTAGEM LOCAL

O secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, disse ontem não ter dúvidas de que a morte do motoboy Eduardo Luís Pinheiro dos Santos, 30, no último dia 9, na zona norte de São Paulo, foi resultado das torturas que ele sofreu de policiais militares.
“Não temos dúvida alguma de que ele sofreu tortura, e que foi a tortura que levou o rapaz a óbito”, disse. Nove policiais militares foram presos anteontem suspeitos de terem participado da tortura do motoboy dentro de uma sede de companhia da Polícia Militar na Casa Verde.
O caso mobilizou o comando da PM, virou alvo de ao menos duas frentes de investigação -na Corregedoria da PM e na Polícia Civil- e, segundo Ferreira Pinto, irritou o governador Alberto Goldman (PSDB) e seu partido, que temem a exploração eleitoral do episódio.
Segundo a Corregedoria, Santos foi preso por volta das 20h50 do dia 9 quando discutia com três pessoas na avenida Casa Verde -o motivo teria sido o furto da bicicleta do filho.
Em vez de serem levados a uma delegacia, foram parar na 1ª Companhia do 9º Batalhão da PM, que fica ao lado do 13º Distrito Policial, na Casa Verde. Após pouco mais de duas horas, três foram liberados sem que ao menos um boletim de ocorrência fosse feito no DP ao lado.
O motoboy, que, conforme a PM, estava mais exaltado que os outros, acabou ficando detido por mais tempo. Ele chegou a discutir com um policial e aplicou uma rasteira nele -o que teria iniciado as agressões.
Por volta da 0h10 do dia seguinte, PMs da mesma companhia informaram à central que haviam localizado um homem caído na avenida Voluntários da Pátria, na esquina com a Brás Leme -um dos pontos mais movimentados de Santana, também na zona norte-, atrás de uma banca de jornais.
Levado ao pronto-socorro do bairro pela PM, chegou morto, com vários hematomas e traumatismo craniano. Perto das 2h15, os policiais comunicaram a morte ao 13º DP. Três dias depois do crime, a família do motoboy foi a uma delegacia e registrou que ele havia desaparecido. No dia 14, acharam o corpo no Instituto Médico Legal.
Ferreira Pinto afirma que as investigações do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) apontam que a cena da morte na rua foi “montada” pelos policiais. Segundo ele, o local em que o motoboy sofreu maus-tratos foi uma edícula no prédio da PM.
Ferreira Pinto diz que Goldman ficou “indignado” com a morte e pediu uma apuração rigorosa do caso. A Folha apurou que, no PSDB, há o temor de que o episódio seja usado na campanha eleitoral contra o candidato tucano, José Serra.

Outro lado
À Corregedoria os detidos negaram participação no crime. Disseram que dispensaram os quatro envolvidos na briga e, só mais tarde, encontraram Santos no chão. Os PMs disseram que, ao acharem o motoboy caído, não conseguiram identificá-lo como a pessoa que havia sido presa mais cedo.

O CANDIDATO DO POLICIAL CIVIL: Mercadante atacará colapso tucano em SP 26

de Osmar
para
data 24 de abril de 2010 08:13
assunto Mercadante atacará colapso tucano em SP
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NOSSO CANDIDATO

Em relação à segurança pública, o sr. vê equívocos de gestão do PSDB?
Todos os indicadores em 2009 pioraram, praticamente. O que mostra que há um problema na política de segurança que começa no policial. Tem PM em São Paulo que recebe pouco mais que a metade do salário de um soldado de Sergipe. Na Polícia Civil, a situação também é insustentável e há descontentamento generalizado. A falta de gestão do sistema prisional levou as organizações criminosas, no governo anterior, a atacar a sociedade. A polícia não esquece o que aconteceu, nem a sociedade. Temos que separar os presos por grau de periculosidade, investir em monitoramento eletrônico de presos, investir em penas alternativas. Se não reorganizarmos o sistema prisional, nós estaremos enxugando gelo. Se tem uma categoria que com certeza estará conosco nesta campanha são os funcionários públicos de uma forma geral.    (((SEM DÚVIDA NENHUMA !!!! )))

 

Mercadante atacará colapso tucano em SP
Petista lança candidatura ao governo paulista hoje e diz que usará popularidade de Lula a seu favor
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,mercadante-atacara-colapso-tucano-em-sp,542277,0.htm

Mercadante atacará ‘colapso tucano’ em SP

Petista lança candidatura ao governo paulista hoje e diz que usará popularidade de Lula a seu favor

24 de abril de 2010 | 0h 01

Malu Delgado e Roberto Almeida, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – O senador Aloizio Mercadante (PT) aponta a alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o “colapso da gestão tucana em São Paulo” como os eixos de sustentação de sua pré-candidatura ao governo, que será lançada neste sábado, 23, na quadra do Sindicato dos Bancários, em São Paulo, ao lado de Marta Suplicy, que concorrerá ao Senado. O evento contará ainda com a presença de Lula e da pré-candidata petista à sucessão, a ex-ministra Dilma Rousseff. “O melhor momento para disputarmos o governo de São Paulo é esta eleição”, disse, em entrevista ao Estado.

Tiago Queiroz/AE - 16/04/2010

Tiago Queiroz/AE – 16/04/2010

O senador Aloizio Mercadante, que voltará a concorrer ao governo de São Paulo

Apesar de há semanas ter sido enfático sobre a decisão de disputar a reeleição ao Senado, Mercadante justifica a abrupta mudança por conta da unidade atípica construída no PT após Ciro Gomes (PSB) ter descartado a candidatura no Estado e pelo cenário que possibilitou a ampliação da aliança ao centro.

O petista promete um programa de governo inovador para superar o “esgotamento do PSDB” e elege educação, transporte e segurança pública como áreas estratégicas. Defenderá, por exemplo, a universalização da banda larga nas escolas públicas e o monitoramento eletrônico de presos. Ele admite, ainda, que o tema “enchentes” será estratégico e “evidentemente abordado”.

Sobre o caso do dossiê, que o chamuscou em 2006, reconhece deslizes do PT e nega que contará com apoio dos “aloprados”, que coordenavam sua campanha e tentaram comprar papéis contra tucanos. A seguir, a entrevista.

O sr. disputará o governo com o PT unificado no Estado, sequer houve prévias. O sr. vê condições distintas entre 2006 e essa disputa?

Vejo. Temos um mesmo grupo no Palácio do Bandeirantes há 27 anos. Isso vai levando a um esgotamento. A alternância é fundamental na democracia. São Paulo merece muito mais. O novo traz políticas públicas inovadoras. Demonstramos, no governo Lula, que sabemos fazer bem. O PT, pela primeira vez, construiu uma unidade partidária e a maior frente que já tivemos em São Paulo. Isso nos dá o apoio de praticamente todas as centrais sindicais e tempo de televisão que nunca tivemos.

Há poucas semanas o sr. era enfático sobre disputar a reeleição ao Senado. Qual motivação para enfrentar Geraldo Alckmin (PSDB), que tem mais de 50% nas pesquisas?

Na última eleição presidencial, Alckmin perdeu quase 3 milhões de votos no segundo turno. Para a prefeitura, ele saiu em primeiro com 45% e chegou ao final com 22%. Pesquisa mede o momento. Em 2006, eu saí com 12% e cheguei com 32%, num cenário muito mais difícil. Hoje, o governo Lula tem 2/3 de apoio da população. Essa condição nos ajudará decisivamente no debate.

O sr. disse que deixaria a liderança no Senado no episódio dos atos secretos e também recuou. Considera-se instável ou impulsivo?

Não. Nós temos um ex-prefeito (José Serra) que foi no cartório, dizendo que não seria candidato, e disputou o governo. Em política, às vezes, a gente muda de posição. O que jamais as pessoas verão é eu mudar de lado. Achava que os atos secretos tinham que ser investigados com rigor. No entanto, o peso que tem o PMDB na governabilidade levou o governo e o PT a uma outra posição. Fui derrotado. Lula divulgou uma carta pública e disse que achava imprescindível que eu continuasse.

O atual momento político é diferente sobretudo porque em 2006 havia o desgaste do mensalão que afetava Lula?

O PT cometeu graves erros. Praticamente todos os grandes partidos do País cometeram grandes erros do ponto de vista das campanhas. Em 2006, o Lula tinha em São Paulo 40% de aprovação. O índice de rejeição era da ordem de 25%. Hoje, é de 6%, 7%. O projeto neoliberal do Fernando Henrique fracassou. São dois caminhos. O nosso, sob qualquer ponto de vista, é mais consistente e trouxe resultados econômicos e sociais muito mais relevantes para São Paulo. É o que me move. Na hora em que o Ciro se retirou, houve um movimento forte no PT que convergiu para o meu nome. Lula defendeu minha indicação.

O sr. propõe um programa criativo e inovador. Como?

Desde que o PSDB governa nós perdemos participação no PIB e na indústria nacional. Estamos numa situação de colapso no sistema de trânsito e transporte público. Eles não planejaram o futuro, não asseguraram os investimentos em segurança e transporte. Não há saída se você não investir em transporte público. Tudo que eles prometeram de modernização não aconteceu. A situação da educação é desoladora.

A o que o sr. atribui os baixos índices de qualidade de educação?

Não houve política de formação e valorização dos professores. A situação dos salários dos professores é insustentável. Estamos há cinco anos com 5% de reajuste. É o 14º salário do país. Não tivemos a visão para construir a escola do futuro. Precisamos colocar banda larga, dar laptops. Não tem no Estado política de inclusão digital na velocidade com a qual a juventude está se movendo.

O ex-governador José Serra enfrentou protestos de professores. Houve uso político da entidade sindical (Apeoesp) para favorecer o PT?

Desde a época da ditadura eu ouço esse discurso, de que qualquer conflito social tem conotação política. Não responde ao problema. Temos 17 mil professores no Estado. Trabalham em condições precárias. Fizeram uma política de abono salarial em que parte dos professores pode fazer a prova e, dos que passarem na prova, nem todos recebem o abono. Fraturou a categoria.

Em relação à segurança pública, o sr. vê equívocos de gestão do PSDB?

Todos os indicadores em 2009 pioraram, praticamente. O que mostra que há um problema na política de segurança que começa no policial. Tem PM em São Paulo que recebe pouco mais que a metade do salário de um soldado de Sergipe. Na Polícia Civil, a situação também é insustentável e há descontentamento generalizado. A falta de gestão do sistema prisional levou as organizações criminosas, no governo anterior, a atacar a sociedade. A polícia não esquece o que aconteceu, nem a sociedade. Temos que separar os presos por grau de periculosidade, investir em monitoramento eletrônico de presos, investir em penas alternativas. Se não reorganizarmos o sistema prisional, nós estaremos enxugando gelo. Se tem uma categoria que com certeza estará conosco nesta campanha são os funcionários públicos de uma forma geral.

Qual avaliação o sr. faz sobre as enchentes no Estado? Será tema de sua campanha?

Evidente que precisa ser abordado porque 79 pessoas morreram no Estado. Dezenas de milhares perderam a casa, ficaram desalojadas e desabrigadas. Eu fui visitá-las. Precisamos de uma resposta muito mais eficiente contra enchentes, vamos trabalhar isso como tema estratégico. O governo do Estado reduziu em 40% a verba das enchentes e parou investimentos indispensáveis, como o aprofundamento da calha do Tietê. Houve um problema de gestão nos reservatórios da Sabesp. Vamos atacar a raiz da mudança climática, que é ter uma política de meio ambiente e descarbonização da economia paulista, de preservação das matas ciliares, de tratamento de dejetos e do lixo. São Paulo precisa liderar essa agenda e até agora não apresentou nenhuma medida substantiva, e nós vamos apresentar.

Sem a candidatura de Ciro Gomes no Estado, a aliança com o PSB ruiu ou o sr. ainda vê alguma possibilidade de diálogo com Paulo Skaf?

O PSB tem todo o direito de ter candidatura própria. Nossas portas estarão abertas se eles julgarem que esse ainda é um caminho possível. Tenho grande apreço pelo Ciro. Ele foi muito leal ao governo Lula. Se ele decidir ser candidato à Presidência, eu respeitarei. Se ele nos apoiar, será muito bem vindo, porque ele faz parte deste projeto.

O PDT indicará seu vice?

O PR tem sugestões, o PDT tem sugestões. Não vamos fechar a chapa agora, exatamente para deixar uma janela, ampliando as alianças. Quem tiver o melhor perfil e agregar mais, terá o vice.

E as candidaturas ao Senado?

Marta será lançada na convenção como pré-candidata. Temos ainda a possibilidade do Netinho (PC do B), uma candidatura muito bem-vinda. Eventualmente, se o PSB vier, outro nome possível para o Senado seria o do (vereador Gabriel) Chalita.

Em 2006, o senhor enfrentou momentos difíceis na sua campanha com o caso dossiê. Pessoas que se envolveram no episódio atuarão em 2010?

O que posso dizer sobre isso eu já disse durante todo esse período: se dependesse de mim, jamais teria acontecido. Espero que nunca mais aconteça nas campanhas. Foi um erro grave que prejudicou o partido e todos aqueles que se envolveram neste episódio. Quando convidei o Hamilton para a campanha ele tinha uma história de quem poderia contribuir. Depois do que aconteceu, nunca mais tivemos nenhum tipo de contato. É evidente que nem ele pleiteia participar da campanha e nem seria um bom caminho.

O sr. mudou depois de 2006?

Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante a ter aquela velha certeza sobre tudo. O PT mudou muito, e para a melhor. E o Brasil também. Estou mais maduro, mais preparado, mais tolerante, mais capaz de conviver com as adversidades, porque elas foram muitas.

O sr. disse que São Paulo merece mais. O slogan de José Serra à Presidência é o “Brasil pode mais”. Como o sr. vê essa dicotomia entre alternância e continuísmo?

Pode mais quem faz mais, e nós fizemos muito mais que eles. É só comparar qualquer aspecto relevante do governo Fernando Henrique com o nosso governo. O nosso governo é muito melhor. Continuísmo seria se o Lula tentasse um terceiro mandato. Estamos só há sete anos no governo. Eles estão há 27 anos em São Paulo, o mesmo grupo. O Alckmin já teve o tempo dele fazer ou não fazer. O próprio governador interino (Alberto Goldman) acha que o Alckmin não é o melhor candidato. Se você verificar, há uma profunda divisão no campo deles.

Em 2006 o Serra teve quase 58% dos votos válidos e o sr. 31,6%. Alckmin recebeu quase 12 milhões de votos no Estado e Lula, 8 milhões. O sr. vê possibilidade de reverter essa vantagem de 4 milhões de votos do PSDB em São Paulo?

O colégio eleitoral de São Paulo é muito importante nacionalmente e para a nossa trajetória. Alckmin perdeu votos no segundo turno, o que mostra que se formos competentes na campanha nós podemos reverter isso

 

UNIÃO PAGARÁ POR “GRAMPO ILEGAL”: O então major Waldir Copetti Neves, oficial da Polícia Militar do Paraná, solicitou à juíza Elisabeth Khater, da comarca de Loanda, região noroeste do estado, autorização para grampear linhas telefônicas de cooperativas de trabalhadores ligadas ao MST. A juíza autorizou a escuta e não notificou o Ministério Público…QUEM RESSARCIRÁ A UNIÃO? 7

Grampos ilegais

Brasil indeniza membros do MST em US$ 110 mil

Demorou nove meses. A decisão é de julho de 2009, mas nesta quinta-feira (22/4) o governo brasileiro publicou no Diário Oficial da União decreto em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aceitando decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, diz que o Executivo vai pagar indenização a cinco membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra que tiveram ligações telefônicas grampeadas ilegalmente.

O caso dos integrantes do MST ocorreu em maio de 1999, na cidade de Querência do Norte, no Paraná. O então major Waldir Copetti Neves, oficial da Polícia Militar do Paraná, solicitou à juíza Elisabeth Khater, da comarca de Loanda, região noroeste do estado, autorização para grampear linhas telefônicas de cooperativas de trabalhadores ligadas ao MST. A juíza autorizou a escuta e não notificou o Ministério Público. 

Arley José Escher, Dalton Luciano de Vargas, Delfino José Becker, Pedro Alves Cabral e Celso Aghinoni receberão, cada um, US$ 22 mil. No decreto, o presidente Lula autoriza a Secretaria de Direitos Humanos a cumprir a sentença da Corte. 

Os juízes integrantes da Corte Interamericana de Direitos Humanos consideraram que houve violação ao direito à privacidade e honra, liberdade de associação, garantias judiciais, difamação e impunidade. De acordo com a sentença, o Brasil, além de indenizar os líderes do MST, foi obrigado a retomar as investigações dos fatos que geraram as violações. 

O caso foi levado à Corte em maio de 2003. Diante da morosidade e da suspeita de conivência de autoridades responsáveis pela investigação, as organizações não governamentais Justiça Global, Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), MST, Terra de Direitos e Comissão Pastoral da Terra (CPT) iniciaram o trâmite no Sistema Interamericano de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). 

Um ano depois, o caso ainda seria arquivado na Justiça brasileira, pela juíza Elisabeth Khater, por falta de provas. No entendimento da Corte, o Brasil não tomou as medidas necessárias para coibir a ação de grupos armados e nem para apurar devidamente o caso. 

Essa é a terceira vez que o Estado brasileiro é condenado na Corte Interamericana de Direitos Humanos e a segunda envolvendo crimes contra trabalhadores rurais sem terra. 

O pedido de interceptação foi feito pela Polícia Militar, o que tornou a ação ilegal, já que, de acordo com a legislação, apenas a Polícia Civil, a Polícia Federal e o Ministério Público podem solicitar a quebra de sigilo telefônico. 

Os telefonemas foram gravados durante 49 dias e o conteúdo das gravações foi divulgado em partes em uma coletiva de imprensa por ordem do então secretário de Segurança Pública do Estado, Cândido Martins de Oliveira. A veiculação das gravações gerou a acusação de desvio de verbas repassadas pelo governo e de ameaça à segurança de autoridades locais. 

Morte no campo
A Organização dos Estados Americanos (OEA) considerou o Brasil culpado por não responsabilizar os envolvidos no assassinato do sem terra Sétimo Garibaldi. O trabalhador foi assassinado em 1998 durante despejo de um acampamento feito por pistoleiros na cidade de Querência do Norte, no Noroeste do Paraná.

A investigação da morte durou cinco anos e acabou sendo arquivada, sem denunciar nenhum responsável. O advogado Darci Frigo, da Terra de Direitos, uma das organizações que levou o caso à OEA, aponta que o órgão questionou o inquérito, que teve um razoável prazo e fortes indícios para que encerrasse sem responsáveis.

Segundo a sentença, o Estado brasileiro teria três meses para divulgar a decisão da OEA à população e um ano para indenizar a família do agricultor por danos morais e materiais. O governo também deveria se reunir com as entidades que levaram o caso para montar um cronograma e uma equipe isenta a fim de apurar a conduta dos agentes públicos, entre eles a Polícia, o Ministério Público e o Judiciário.

Leia a publicação no DOU

DECRETO Nº 7.158, DE 20 DE ABRIL DE 2010

Autoriza a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República a dar cumprimento a sentença exarada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e 

Considerando a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Arley José Escher e outros; 

Considerando a existência de previsão orçamentária para pagamento de indenização a vítimas de violação das obrigações contraídas pela União por meio da adesão a tratados internacionais de proteção dos direitos humanos; 

DECRETA: 
Art. 1o  Fica a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República autorizada a promover as gestões necessárias ao cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, expedida em 6 de julho de 2009, referente ao caso Arley José Escher e outros, em especial a indenização pelas violações dos direitos humanos às vítimas ou a quem de direito couber, na forma do Anexo a este Decreto. 

Art. 2o  Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 

Brasília, 20 de abril de 2010; 189o da Independência e 122o da República. 

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Paulo de Tarso Vannuchi 

ANEXO

BENEFICIÁRIO TOTAL*
Arley José Escher US$ 22,000.00
Dalton Luciano de Vargas US$ 22,000.00
Delfino José Becker US$ 22,000.00
Pedro Alves Cabral US$ 22,000.00
Celso Aghinoni US$ 22,000.00

* Conforme estabelecido no art. 1o da Lei no 10.192, de 14 de fevereiro de 2001, os valores em dólares determinados pela sentença deverão ser convertidos em Real. De acordo com determinação constante do parágrafo 261 da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, o câmbio utilizado para o cálculo deverá ser aquele que se encontre vigente na bolsa de Nova Iorque no dia anterior ao pagamento.

POR SORTE (DO KASSAB, ALCKMIN E SERRA ) O “ALAGÃO” É COSMOPOLITA…ALIÁS, EM SÃO PAULO É SÓ MAROLINHA, GRAÇAS AO BOM GOVERNO…DIFERENTEMENTE DOS ALAGÕES E DESLIZAMENTOS NOUTROS ESTADOS…AH, NO TEMPO DO MALUF NÃO TINHA ENCHENTE! ELE DESVIAVA TODA A ÁGUA Resposta

Edição do dia 23/04/2010

Seguradoras aumentam preço para cobrir prejuízo com enchentes em SP

Mesmo quem não teve o carro danificado sentiu o aumento.
Federação de seguros diz que valor da apólice subiu pelo menos 5%.

Do SPTV  

Quem teve ou não teve o carro inundado pelas enchentes deste ano em São Paulo está pagando mais pelo seguro. O aumento, que muita gente nem percebeu, foi para cobrir o prejuízo das seguradoras.
Gislene Campos Mey nunca bateu o carro e só precisou do seguro para não sujar a roupa. “A única coisa que nós mulheres precisamos. A gente utiliza (o seguro) para trocar o pneu porque você está trabalhando na rua de roupa social e não vai trocar pneu, né? Estava esperando um descontinho, mas foi um aumentinho”, contou a gerente de contas. ( QUE DOÇURA )
O seguro deste ano ficou em R$ 1.361 reais, R$ 115 a mais que no ano passado. Com as enchentes, as companhias tiveram bastante prejuízo. Segundo a Federação Nacional de Seguros, desde março a chuva provocou um aumento de, no mínimo, 5% na apólice.
Os mecânicos explicam que um alagamento já é capaz de provocar danos irreversíveis ao carro, principalmente aos mais modernos, que têm muitos componentes eletrônicos. Dados das seguradoras mostram que os efeitos da água são, em geral, mais graves do que os de uma batida. Vinte por cento das colisões resultam em perda total do veículo. Nos casos de enchente, esse número dobra (40%).
“Houve um grande número de enchentes. Acredito que, em janeiro e fevereiro, já ultrapassou o número de serviços que a gente fez no ano de 2009”, afirmou Caê Marques, dono de uma oficina.

 http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/04/seguradoras-aumentam-preco-para-cobrir-prejuizo-com-enchentes-em-sp.html

Tanto que deveriam ter  batizado aquela grande obra (  que até rendeu uma notinha em autos de inquérito ) de Avenida Águas Desviadas; não Espraiadas.

Depois, por ato da sexóloga que não gosta de viados, denominada avenida  Jornalista Roberto Marinho.

PALAVRAS DE UM MAJOR EM FACE DE SUPOSTO CRIME DE TORTURA DENTRO DO QUARTEL: “NÃO VOU FICAR AQUI PARA VER ISSO NÃO”…OBVIAMENTE, O TORTURADOR ERA O CORONEL, SALVO OS PRAÇAS TEREM ASSUMIDO O COMANDO 27

23/04/2010 19h26 – Atualizado em 23/04/2010 21h49

Homem diz que também foi agredido a socos por policiais sob investigação

Ele diz que ao chegar ao batalhão levou socos e foi pisoteado por PMs.
Corregedoria apura morte de homem abordado por soldados em 9 de abril.

Do Jornal Nacional

Entre os nove policiais presos desde a noite de quinta-feira (22) na Corregedoria da Polícia Militar há oito soldados e um sargento. Todos estavam em trabalho na noite entre 9 e 10 de abril, quando um homem foi encontrado morto na Zona Norte de São Paulo poucas horas depois de ser abordado por policiais da 1ª Companhia do 9º Batalhão da PM.

Agora, um comerciante e bacharel e direito pediu para não ser identificado procurou a reportagem para acusar os mesmos policiais de o terem agredido no mesmo batalhão. A  agressão teria ocorrido no último domingo (18) após um incidente no trânsito. Ele conta que começou a apanhar ainda na rua e estima dez agressores.

“O policial me empurrou e vei me agredindo. Eu revidei. Aí nós nos atracamos. Aí veio outro policial me deu uma gravata, me algemou. Aí eles começaram a me bater e me colocaram dentro da viatura”, disse o homem. Ele afirma que um oficial anunciou que iria embora para não ver aquilo. A vítima disse que está decidida a depor, em detalhes.

“Chegando no batalhão, eu algemado, já desci tomando soco , chute, tapa no rosto, me pisotearam, me arrastaram…Aí ele catou, me deu um chute na minha nuca aqui que eu bati na grade, que rasgou, cortou”, afirmou. A  Polícia Militar informou que vai apurar este caso com rigor.

VÍDEO

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/04/homem-diz-que-tambem-foi-agredido-socos-por-policiais-sob-investigacao.html

VAMOS ENTRAR COM TUDO NA QUESTÃO DA SEGURANÇA…PELO CANO! 2

Em um ano, crescem denúncias contra policiais de São Paulo

Entre 2008 e 2009, número de queixas subiu 12,5%.
Ouvidoria diz que denúncias foram de homicídio e tortura, entre outras.

Do G1 SP

Em 2009, a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo recebeu mais de 4,5 mil queixas dos cidadãos contra policiais, 12,5% acima do registrado em 2008. No ano retrasado, o total de reclamações ficou pouco acima de 4 mil.

Os dados constam de um relatório divulgado pela Ouvidoria. Nele, são relatadas as denúncias de ameaça, tortura, abuso de autoridade e homicídio contra os policiais. “Ele age como se fosse dono da sociedade e é ao contrário. Se a sociedade paga o policial, esse policial precisa respeitar o cidadão”, afirma o ouvidor da polícia, Luiz Gonzaga Dantas.

As denúncias de homicídios subiram de 296 para 320 em 2009. Já os casos de tortura sofreram aumento de 13 para 15. Nos dois anos, a maioria das acusações foi registrada contra policiais militares.

Em reuniões com representantes dos direitos humanos, o papel e a ação da polícia são temas de debate, e dados sobre a violência policial como esses servem de base para discutir a segurança pública. “Toda a sociedade tem o papel de colaborar nesse enfrentamento a qualquer forma de violência, seja a violência dos criminosos ou seja a violência dos agentes da lei, que são aqueles que devem proteger a sociedade”, diz Ariel de Castro, representante do Conselho Estadual dos Direitos Humanos.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/04/em-um-ano-crescem-denuncias-contra-policiais-de-sao-paulo.html

SAÍDA HONROSA? O PSB TEME QUE CIRO GOMES POSSA ACABAR ELEITO! Resposta

PSB marca data para retirar Ciro da disputa presidencial

Partido fará consulta formal aos Estados antes de anunciar aliança com Dilma

Em reunião com a cúpula do partido, deputado repetiu desejo de ser candidato, mas ouviu que diretórios regionais negociam com PT

VERA MAGALHÃES
EDITORA DE BRASIL
FERNANDO RODRIGUES
MARIA CLARA CABRAL

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O PSB deve anunciar na próxima terça-feira que o deputado federal Ciro Gomes não será candidato a presidente da República. Até lá, o partido cumprirá um ritual para dar a Ciro uma saída honrosa: formalmente, fará uma consulta sobre o apoio político à candidatura de Ciro nos Estados.
Como a maioria dos diretórios opinará por uma aliança com o PT, caberá ao governador de Pernambuco e presidente da sigla, Eduardo Campos, anunciar a retirada de Ciro.
Ciro foi avisado ontem, em reunião com a cúpula partidária, de que as conversas com a campanha de Dilma Rousseff avançaram e que o PSB entregou ao PT uma lista de cinco Estados em que espera alguma contrapartida dos aliados.
Foram relatados vários casos regionais em que caciques que antes manifestavam apoio à candidatura própria já estão se acertando com o PT. Além disso, a queda do deputado nas pesquisas foi usada como argumento de que sua candidatura não deverá ser decisiva para haver um segundo turno, como o próprio Ciro sustentava.
O “álibi” da direção do PSB para retirar Ciro serão as respostas dos Estados, que deverão ser entregues por escrito até segunda-feira. Na conversa, o deputado se comprometeu a aceitar a decisão do partido, mas reafirmou sua vontade de ser candidato. “Ele nos disse que vai acatar a decisão. Se for para não ser candidato, vai acatar. Vai ficar feliz? Não, mas vai acatar”, disse Eduardo Campos, que conversou com Ciro juntamente com o vice-presidente Roberto Amaral.
Na véspera, emissários do PSB entregaram ao coordenador político da campanha de Dilma Rousseff (PT), Fernando Pimentel, uma lista de exigências para um acordo nacional.
Ela envolve desde apoio a candidatos do PSB, em Estados como Piauí e Amapá, até a tolerância do PT com lugares onde Dilma teria dois palanques, como São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Nesses lugares, o PSB quer que o PT “libere” partidos da base aliada, como PC do B e PR, para apoiar candidatos socialistas, garantindo-lhes tempo de TV.
“Discutimos as situações nos Estados. O Ciro se mostrou compreensivo. Ele me pediu para apressar a decisão do partido e eu marquei essa reunião para o dia 27”, relatou Campos.
Ciro disse compreender as escolhas políticas locais, mas ponderou que, talvez, a estratégia de Lula -de optar por uma polarização imediata entre Dilma e o tucano José Serra- esteja errada. Ele comunicou que, caso a decisão seja tirá-lo da disputa, ele fará uma viagem ao exterior e, na volta, decidirá em quais campanhas estaduais do partido pretende ajudar.
No final do dia, a assessoria de Ciro divulgou nota em que diz que ele “continua candidato” e que “jamais desistirá”. “Se o seu partido decidir por não apresentar candidatura própria, que assuma o ônus da decisão, que ele respeitará.” Foi uma declaração retórica.
À direção da sigla, ele disse se sentir premido a dar uma satisfação a seus eleitores -depois de ter sido candidato a presidente duas vezes e hoje estar com cerca de 10% das intenções de voto. “Não quero que pensem que cedi aos caprichos do PT, ou do presidente Lula”, disse, na reunião.

Colaborou ANDREZA MATAIS, da Sucursal de Brasília

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De fato, CIRO GOMES concorrendo com Serra e Dilma acabaria destacando-se; com sério risco de ser eleito. Um verdadeiro perigo para o Brasil.

Não por CIRO. É que o PSB não possui quadro qualificado para governar este país.

Serra disse que o governo tem que “entrar com tudo” na área de segurança para “vencer a guerra” contra a violência porque a “situação é muito grave”…IGUALZINHO FAZ A POLÍCIA BANDEIRANTE…ENTRA COM TUDO E TODOS ( pelos canos ) 12

23/04/2010 – 20h23

Serra diz que governo Lula precisa entrar com tudo na guerra contra a violência

GABRIELA GUERREIRO
da Sucursal de Brasília

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, defendeu nesta sexta-feira maior participação do governo federal nas ações de segurança pública do país. Ao falar em tom de candidato, Serra disse que o governo tem que “entrar com tudo” na área de segurança para “vencer a guerra” contra a violência porque a “situação é muito grave”.

“Eu defendo que o governo federal entre com todas as suas forças na área de segurança, entre com tudo. Tem que ser muito mais combativo do que hoje”, afirmou. Serra disse que o Poder Executivo deve “promover mudanças de qualidade” no sistema de segurança pública brasileiro.

Segundo o tucano, o governo deve der atenção especial aos presídios que são um retrato da “situação desumana” que compromete a segurança pública.

Serra disse ser favorável à ideia de criação de uma “universidade da segurança pública”, como proposto pela ONU (Organização das Nações Unidas).

A sugestão da criação da universidade foi mencionada nesta sexta-feira pelo novo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, durante o seu discurso de posse no cargo.

Ciro

O tucano voltou a afirmar que não está disposto a comentar as declarações de Ciro Gomes (PSB-CE), favoráveis à sua pré-candidatura. Em entrevista ao portal IG, Ciro disse que Serra é “mais preparado” que a petista Dilma Rousseff para assumir o comando do país. O deputado também disparou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem se referiu como alguém que “navega na maionese”.

“Como candidato, diante de uma situação de problemas em outros partidos, prefiro não me pronunciar. Não é que eu não tenha a minha opinião, mas não me sinto confortável”, disse.

CIRO GOMES AFIRMA QUE O MEU PRESIDENTE JOSÉ SERRA “é mais preparado, mais legítimo, mais capaz” do que Dilma Rousseff 8

23/04/2010 – 21h23

Durante posse do STF, Serra reforça tom de campanha e não comenta elogio de Ciro

Camila Campanerut
Do UOL Eleições
Em Brasília

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou na noite desta sexta-feira (23) que não ia comentar o elogio que recebeu do aliado do PT, o também presidenciável, deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Em entrevista ao portal iG, Ciro afirmou que o ex-governador de São Paulo “é mais preparado, mais legítimo, mais capaz” do que Dilma Rousseff, pré-candidata do PT.

“Não vou me pronunciar sobre isso. Como candidato e diante de situação de problema em outro partido, prefiro não opinar. Não é que eu não tenha opinião, mas não me sinto confortável para comentar”, disse Serra.

No entanto, Serra aproveitou a posse do ministro Cezar Peluso como presidente do Supremo Tribunal Federal para apresentar suas propostas como candidato. “Ele [Peluzo] sublinhou uma ideia que achei genial da Organização das Nações Unidas, de [criar] uma Universidade de Segurança Pública para ver estudos, comparações de técnicas de informações e comparações entre diferentes países. Hoje, o problema da segurança é mundial. A base do crime organizado no Brasil é o contrabando de drogas e armas”, afirmou.

O tucano elogiou a atuação da Polícia Federal nas ações de combate ao crime, mas ressaltou que o atual contingente policial é “numericamente pequeno”, o que impede a realização de mais ações e a atuação mais eficiente frente à grande quantidade de casos.

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Eta “homem bom” pindamonhangabense!

Governador Goldman sanciona projeto de lei que incorpora gratificação aos salários de professores Resposta

 Mensagem encaminhada ———-
De: Portal do Governo do Estado de São Paulo <saopaulosite@comunicacao.sp.gov.br>
Data: 23 de abril de 2010 19:01
Assunto: Governador sanciona projeto de lei que incorpora gratificação aos salários de professores
Para: dipol@flitparalisante.com

Caso não consiga visualizar, clique aqui

Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

Governador sanciona projeto de lei que incorpora gratificação aos salários de professores

Serão destinados R$ 542 milhões ao pagamento de 127 mil profissionais inativos e 23 mil pensionistas e ao pagamento de 255 mil servidores ativos;

Os profissionais ativos passarão a ter aumento na base de cálculo para outros benefícios e vantagens na carreira

O governador Alberto Goldman sancionou nesta sexta-feira (23/04) o projeto de lei que prevê reajustes nas Escalas de Vencimentos por meio das quais são calculadas as remunerações dos integrantes do Quadro do Magistério Estadual, que inclui professores, diretores de escola, supervisores de ensino e dirigentes regionais de ensino.

Na última terça-feira (20/04), o projeto de lei elaborado pelo Governo do Estado foi aprovado em votação na Assembleia Legislativa. A medida atende a uma antiga reivindicação de todo o professorado, expressa por entidades representativas do magistério.

O reajuste nas tabelas acabará por incorporar a GAM (Gratificação de Atividade de Magistério), que hoje é paga aos servidores apenas quando em efetivo exercício, não sendo somada aos proventos quando da aposentadoria. Assim, o benefício da incorporação da GAM à tabela de vencimentos, além de aumentar o salário-base que serve de referência para o cálculo dos vencimentos e das vantagens conquistadas pelo servidor ao longo da carreira, fará com que os que estão em atividade não sofram essa redução quando da sua aposentadoria.

“Este projeto é uma importante vitória. A incorporação da GAM ao vencimento dos aposentados é uma legítima reivindicação do professorado. É mais uma ação de valorização e respeito aos profissionais da educação que tanto colaboraram para a melhoria do ensino público”, afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.

O reajuste absorverá toda a GAM, que de acordo com a Lei Complementar nº 977, de 06 de outubro de 2005, corresponde a 15% da remuneração do profissional do magistério e de acordo com o calendário proposto será feito em 3 etapas anuais.

A medida beneficiará 255 mil servidores ativos, 127 mil inativos e 23 mil pensionistas, totalizando 405 mil profissionais do magistério. O custo total com a proposta será de R$ 542 milhões, sendo R$ 80 milhões o custo para os ativos e R$ 462 milhões, para os inativos e pensionistas. Somente neste ano, o custo será de R$ 162 milhões.

Com essa incorporação da GAM, o Governo responde a um dos pontos centrais das reivindicações do magistério, extinguindo todas as gratificações específicas e reajustando as escalas de vencimentos. O professor, a partir de então, terá toda a remuneração calculada com referência no salário-base da categoria, continuando a fazer jus apenas à Gratificação Geral, pois esta é estendida também a outros funcionários públicos que não fazem parte do Quadro do Magistério.

TERRORISMO NA BAIXADA SANTISTA: Eles usam o terror”, disse o delegado, que trabalha com a hipótese de o PCC estar se vingando da prisão de uma quadrilha de 10 elementos ocorrida em março, que seria comandada por um “diretor” da facção…(GÜNTHER JACOKS neles) 1

Mais uma noite de violência na Baixada Santista

23 de abril de 2010 | 6h 44

RICARDO VALOTA E REJANE LIMA – Agência Estado

Um suposto toque de recolher vem tirando o sossego de moradores de regiões periféricas de cidades da Baixada Santista. Para reforçar o policiamento, viaturas das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), da Polícia Militar, deixaram a capital para realizar patrulhamento ostensivo na Baixada. 

Uma mulher, identificada como Alessandra Aparecida Matos Madeira, de 29 anos, foi baleada por desconhecidos, por volta das 2h desta sexta-feira, 23, na esquina das ruas Alaor Rodrigues e Lacerda Franco, no bairro de Aparecida, em Santos, cujas ruas, desde o anoitecer, começaram a ficar desertas em razão de boatos de que bandidos teriam decretado o toque de recolher. 

Em relação ao homicídio, a polícia informou que dois homens em uma moto teriam sido vistos por testemunhas deixando o local após os tiros. Mesmo levada para o pronto-socorro da zona leste, Alessandra, que mora no mesmo bairro, não resistiu aos ferimentos e morreu. Até as 3h45, nenhum parente dela havia comparecido no 3º Distrito Policial, da Ponta da Praia. 

Cubatão 

Entre as 20h e o final da noite de quinta-feira, 22, sete pessoas foram baleadas na cidade de Cubatão. Todos os casos foram registrados na delegacia sede da cidade. O primeiro correu na Rua Cubatão, no bairro Caraguatá, onde um homem foi baleado em uma perna. Às 21h45, outra pessoa do sexo masculino foi baleada também em uma das pernas, na Rua Piauí, no bairro Santa Rosa. Uma hora depois, na Rua Antonio Lemos, na Vila Couto, atiradores feriram um casal, que foi encaminhado ao pronto-socorro do Hospital Modelo. Já no final da noite, funcionários do Hospital Nove de Abril, região central da cidade, ligaram para a Polícia Militar informado que dois homens haviam dado entrada no pronto-socorro vítimas de disparos de arma de fogo e que os tiros teriam ocorrido a menos de 100 metros da unidade. 

São Vicente 

Na madrugada de quarta-feira, 21, quatro pessoas foram mortas a tiros, em pouco mais de uma hora, em dois bairros vizinhos. Eram 3h55 quando policiais militares foram acionados por moradores da Rua Pérsio de Queiroz Filho, no bairro Catiapoã. Ao chegarem no local, encontraram dois homens baleados e mortos, na altura do nº 1.138. Uma hora depois, na Rua Lourival Moreira do Amaral, no Parque São Vicente, pelo menos duas pessoas foram atingidas por disparos de arma de fogo e encaminhadas para o pronto-socorro do Centro de Referência em Emergência e Internação (Crei), onde uma delas morreu. Às 5h05, viaturas da PM foram até a esquina da Rua Catarina de Moraes com a Rua Frei Gaspar, também em Catiapoã. No local, outro homem havia sido baleado e já estava morto. Até as 6h16 desta manhã, nenhuma das vítimas estava identificada pela polícia nem suspeitos haviam sido detidos. Os dados dos três crimes foram encaminhados para o plantão do 1º Distrito Policial de São Vicente. 

Guarujá 

Um suposto toque de recolher deixou as ruas do Guarujá, na Baixada Santista, pouco movimentadas na noite de segunda-feira, 19. Parte do comércio fechou mais cedo e escolas suspenderam as aulas. A Polícia Civil afirma que houve apenas uma “boataria de toque de recolher”, mas apura o envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) com o fato e também a ligação da facção criminosa com a onda de violência que atinge a cidade desde a noite de domingo. 

Seis pessoas foram mortas, entre elas um policial militar, e duas estavam internadas após terem sido baleadas. Um homem que divulgava a informação de que haveria outro toque de recolher foi detido na terça-feira, 20. Também na terça-feira, outro homicídio também praticado por dois indivíduos de moto aconteceu em plena luz do dia, quase em frente ao 2º Distrito Policial do Guarujá. O comerciante Fabio Luiz Basílio, de 31 anos, foi atingido com pelo menos seis tiros de fuzil no final da manhã, em frente a uma agência bancária. 

A onda de violência teve início às 18h45 de domingo, 18, com o assassinato do policial militar da Força Tática Paulo Raphael Ferreira Pires, de 27 anos, que estava de folga. Ele foi morto com dez tiros de fuzil disparados por dois motoqueiros que cercaram seu carro em um semáforo no distrito de Vicente de Carvalho, periferia do Guarujá. A partir daí, ocorreu uma sequência de quatro homicídios e duas tentativas até a madrugada de segunda-feira. Todas vítimas eram homens, maiores de idade e estavam em Vicente de Carvalho. Apenas uma delas tinha passagem pela polícia. 

O delegado titular do 2º Distrito Policial de Vicente de Carvalho, Josias Teixeira de Souza, acredita que tanto os homicídios como os boatos de toque de recolher estão relacionados. Segundo ele, em um primeiro momento, a polícia trabalhou com a hipótese de que os crimes teriam sido praticados por um grupo de extermínio, que estaria agindo para vingar a morte do PM, porém a Polícia Civil agora acredita que os crimes tenham sido praticados por uma facção criminosa. 

“O modus operante é completamente diferente (do utilizado por grupos de extermínio). O crime organizado está fazendo isso porque é uma guerra. Em uma guerra, cada exército usa as suas técnicas de guerra. A polícia usa a técnica dela, que é esclarecer, ir lá e prender. Eles usam o terror”, disse o delegado, que trabalha com a hipótese de o PCC estar se vingando da prisão de uma quadrilha de 10 elementos ocorrida em março, que seria comandada por um “diretor” da facção.

A Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores da Polícia Civil) convocou para esta sexta-feira (23) uma paralisação geral da Polícia Civil em todo o país 2

publicado em 23/04/2010 às 06h00:

Por piso salarial, Polícia Civil paralisa atividades

Categoria pede a aprovação de uma emenda constitucional que unifica o piso salarial

Do R7
A Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores da Polícia Civil) convocou para esta sexta-feira (23) uma paralisação geral da Polícia Civil em todo o país. A categoria pede a aprovação de uma emenda constitucional que unifica o piso salarial em todo o país. Ao menos nove Estados têm atos públicos agendados.

Por se tratar de uma paralisação temporária, o Cobrapol entende que não há necessidade de manter os 30% de efetivo previsto em lei para serviços essenciais. Segundo a assessoria de imprensa da organização, a maioria dos Estados deve manter alguns policiais nas delegacias. Policiais militares, que também se beneficiariam com a proposta da emenda constitucional, ajudariam a manter os distritos policiais em funcionamento em algumas regiões.

Associações e sindicatos prometem fazer manifestações em Goiânia, São Paulo, Belém, Salvador, Campo Grande, Manaus, Maceió, Florianópolis e Vitória. A Cobrapol não tem uma estimativa de quantos policiais devem aderir às manifestações. 

A paralisação já prejudicou o andamento das investigações do suposto suicídio do pedreiro Adimar Jesus da Silva, que confessou ter matado seis jovens em Luziânia, Goiás. A corregedoria tinha marcado uma série de depoimentos para esta sexta-feira (23). Mas, por causa da paralisação, eles deverão ser feitos só na segunda-feira (26). 

Em São Paulo, o Sipesp (Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado), marcou uma carreata. A saída é às 12h na praça Campos Bagateli, na zona norte da capital paulista. O ato deve terminar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, na região central da cidade.

Salvador também deve ter uma carreata, mas o local de saída não foi divulgado Sindpoc/BA (Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia).

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 446/09 prevê a criação de um piso salarial nacional de R$ 3.500 para policiais civis, militares e bombeiros.

23 de abril – Dia Mundial do Livro Resposta

Em 23 de abril de 1616 morreram Cervantes, Shakespeare e “Inca” Garcilaso de la Vega, três autores que atravessam fronteiras e que agora são referência universal.
 Por este motivo, a UNESCO estabeleceu esta data como “Dia Internacional do Livro e Direitos Autorais”.

A linha que divide a paixão do amor é tênue, quase invisível em alguns casos. Enquanto uma é alimentada de intensidade, o outro é sinônimo de cumplicidade.

Ninguém sabe ao certo quando uma coisa se transforma na outro, mas é fato que os dois sentimentos mexem com a psique humana em lugares misteriosos. E, infelizmente, podem se converter em tragédia.

 

Intrigada com os caminhos que confundem amor doentio com crimes passionais, a advogada criminalista Renata Bonavides foi pesquisar a fundo o tema e agora lança um livro sobre o assunto. Resultado da tese de doutorado dela pela PUC de São Paulo, o trabalho distingue amor de paixão, a partir de entrevistas com homens e mulheres de todo o país. E faz mais do que isso. Explica que os crimes passionais e os de amor são bem diferentes.

“Não podemos confundir crimes passionais com crimes praticados por pessoas que estão doentes de amor. Quem mata por egoísmo, egocentrismo, por não aceitar uma traição ou abandono, não necessariamente está doente. Quem mata por vingança não pode ser tratado como doente de amor. A vingança é uma das características do criminoso passional”, explica.

Segundo ela, crimes brutais que envolvem o ‘pseudo-amor’ são, infelizmente, cada vez mais comuns. “Esses crimes, na verdade, retratam a falta de amor, o egoísmo, o ciúme desmedido, a vontade de controlar a vida do outro como forma de dominação”.

Renata lamenta que a lei penal brasileira não trate de maneira diferente os crimes passionais daqueles praticados por pessoas que padecem de amor patológico. “As estatísticas relacionadas aos crimes de amor não retratam com clareza e necessária distinção o percentual aproximado de cada modalidade delitiva. Tudo é visto como crime passional, o que é grave engano”.

A advogada explica que o crime passional é fruto de todo desajuste causado por uma paixão. Para ela, diferentemente do amor, a paixão é uma confusão do espírito, um sentimento passivo que desequilibra e faz sofrer mesmo quando é agradável. É uma força que faz agir contra o próprio interesse, dando a ilusão de ser boa. “O espírito tomado por uma paixão não compreende adequadamente os seus sentimentos e os seus desejos. Vive atormentado e inquieto, instável e incoerente, entre a carência e o excesso. Toda paixão é destrutiva. Opõe-se ao êxito do amor, à sabedoria e à felicidade”, opina.

Ela diz ainda que os homicidas passionais trazem em si uma vontade insana de auto-afirmação. “O assassino não é amoroso, é cruel. Ele quer, acima de tudo, mostrar-se no comando do relacionamento e causar sofrimento a outrem. Sua história de amor é egocêntrica. Em sua vida sentimental, existem apenas ele e sua superioridade, sua vontade de subjugar. Não houvesse a separação, a rejeição, a insubordinação e, eventualmente, a infidelidade do ser desejado, não haveria necessidade de eliminá-lo”.

Para saber se uma relação pode estar caminhando para a patologia ou até para a infelicidade de um crime de amor, é preciso atenção. Renata lista quatro pontos principais que merecem atenção. O vício pelo outro é um dos sinais de amor patológico. “Viver em função do outro e se esquecer de suas vontades e pretensões, desejar sempre se amoldar e agradar incondicionalmente, tornando-se dependente da existência e do amor do parceiro, escravizando- se em face do amado, anulando sua própria essência, é um grave sinal de ‘amar demais’”, diz.

Outro problema é o medo de não agradar, de não falar as palavras certas nas horas certas, de agir da exata maneira como o ser amado gostaria. “O medo do abandono é assustador, pois quem é dotado de amor patológico não consegue se enxergar sem a presença do outro”.

A cobrança desagradável sobre o sentimento do outro, a exigência de frases e expressões amorosas a todo instante, a obsessão da fidelidade também mostra que alguma coisa não está certa. Ser passivo e tolerante em excesso, do mesmo modo, não é bom sinal. Isso porque o codependente aceita tudo em nome do amor, menos o abandono. “ O amor patológico implica sofrimento. Esse amor doente desculpa sempre a melancolia do outro, o mau-humor, a indiferença e o desprezo”, avalia. Segundo Renata, quem aceita apanhar e aceita as ofensas de cunho moral e físico, está com sérios indicativos de amor patológico. “Essa codependência cria amargura, angústia, raiva e culpa irracional e pode levar alguém a matar o ‘amado’”.

Renata alerta que o ciúme e a intolerância geram graves conflitos que, por vezes, acabam em morte. Mas eles não são os únicos responsáveis. “A ânsia pela dominação, o egocentrismo, a busca incessante do poder na relação, também são fatores que levam às tragédias”, diz. A advogada diz são os homens quem cometem mais os crimes passionais, e que as mulheres são mais codependentes. “Quando chegam a matar, a grande maioria está ‘doente de amor’”.

Renata apresenta no seu livro uma proposta de alteração da lei penal em vigor, no sentido de admitir a semi-imputabilidade do codependente do amor e a não aplicação de pena. O livro dela, “Crimes Passionais ou Amor Patológico” (Paixão Editores, 2009), pode ser comprado pelo site www.realejolivros.com.br