CAIPIRAPOR, O SECRETÁRIO – TALVEZ INCONSCIENTEMENTE – RESSUSCITOU O VELHO S.I.O.C – O FAMIGERADO SERVIÇO DE INFORMAÇÕES, OPERAÇÕES E CORREIÇÃO DO CORONEL HERNESTO ERASMO DIAS…UMA SUGESTÃO, PARA QUEM HONRA O CARGO, NO CASO DE VISITA INFORMAL DE “CORREGEDORES”: ELES ENTRAM; EU SAIO…DELEGACIA NÃO É PUTEIRO MERCÊ DE VISITAS INFORMAIS…LEMBRANDO QUE UM DELEGADO DONO DE PATRIMÔNIO DE R$ 4.500.000,00 RESSUSCITOU TAIS VISITAS NA SECCIONAL DE SANTOS N0 ANO DE 2005…CERTAMENTE ACREDITAVA QUE TODOS QUISESSEM FICAR RICOS COMO ELE 6

AM/07/07 às 8:08 – CAIPIRAPOR

num tendi nada. aslem das correção da sequissionar vai ter tomém correção da corró. i vale anqui no interior ? tô só pensano naquele mundão de inquérito que tem lá na minha sala, tudo atrasado . essa e dimais, sô. inda bem que só falam em ferrar dilegado e não ferrá tudo mundo. Sartei de banda e rasquei lasca, sô

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Que  fiscalizem o Ricardão! 

O Secretário de Segurança não pode legislar por meio de resolução; especialmente inventando fórmula de avaliação para autoridades estatais.

QUER FICAR EM DIA COM O DETRAN? TROQUE SEU AUTOMÓVEL POR BOM PAR DE TÊNIS OU HELICÓPTERO 4

Trânsito

Saiba como ficar em dia com o Detran

Órgão recomenda monitoramento constante da habilitação e cumprimento de determinações legais

Por Mariana Barros [colaborou Daniel Salles] | 07/07/2010 

 

Manter a habilitação em ordem é simples, desde que tomados alguns cuidados: 

– O primeiro deles é atualizar sempre que necessário o cadastro do veículo no Detran, informando ao órgão alterações de endereço, telefone ou, ainda, se o carro mudar de dono. Isso garante que eventuais comunicados cheguem no prazo certo. 

– Consulte periodicamente a pontuação. Para isso, acesse o site do Detran (www.detran.sp.gov.br) e solicite a pesquisa de multas, do lado esquerdo da página. O serviço é gratuito. Caso tenha estourado o limite máximo de 20 pontos, procure o Detran o mais rápido possível. 

– Ao perder a carteira, além de cumprir a suspensão obrigatória, que varia de um mês a dois anos, faça o curso de reciclagem com duração de vinte horas. As aulas são ministradas em autoescolas, que cobram por elas, ou no Detran, gratuitamente. 

“Há condutores que deixam a situação correr à revelia e, quando tentam saber o que está havendo, já estão com a habilitação suspensa”, diz o delegado Pablo Rodrigo França

Trânsito

Criminosos assumem infrações de motoristas em troca de dinheiro

O Detran instaurou 1 600 inquéritos para investigar contraventores, que são chamados de “pontuadores profissionais”

Por Mariana Barros [colaborou Daniel Salles] | 07/07/2010 

Criminosos assumem infrações de motoristas em troca de dinheiro Foto 2-O prontuário de Wolney Santos Deodoro não é assombroso só pelo volume de pontos O prontuário de Wolney Santos Deodoro não é assombroso só pelo volume de pontos acumulados na carteira de habilitação, mas pela quantidade de carros diferentes que ele teria dirigido, entre eles um Toyota Hilux, um New Beetle, um Porsche Cayenne, um Toyota Fielder, um Mercedes-Benz CLK… 

por Montagem sobre fotos de Mario Rodrigues, Marco de Bari, Christian Castanho e Divulgação 

Um grupo de cinco homens se reúne sob a sombra de uma árvore da Rua Conselheiro Nébias, no centro. São quase 15 horas de uma segunda-feira, e eles conversam calmamente. Sem se identificar, a reportagem de VEJA SÃO PAULO pergunta se algum deles sabe quem é Wolney Santos Deodoro, conhecido na região por, em troca de dinheiro, receber em sua carteira de habilitação os pontos de infrações de trânsito cometidas por outras pessoas. Um dos homens afirma tratar-se do “Gauchão”, e nos conduz até ele. Caminhamos em um dos cenários mais degradados da cidade, a Cracolândia. É ali que, ao cair da noite, usuários de crack se reúnem para adquirir e consumir a droga. Durante o dia, porém, é a movimentação dos veículos de diversas lojas automotivas que caracteriza o entorno. Em cada uma das esquinas, comerciantes esfregam os dedos para indicar que estão dispostos a fechar negócio com os proprietários dos carros que passam por eles. Modelos com os vidros pintados anunciando ofertas são expostos nas garagens e pátios.  

Fernando Moraes 

Cartaz no centro da cidade anuncia serviços relacionados a pontuação: os condutores devem ter cuidado

Cartaz no centro da cidade anuncia serviços relacionados a pontuação: os condutores devem ter cuidado 

 É de uma dessas lojas que Deodoro sai. Desde 2008, suas ações vêm sendo investigadas pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran). A quantidade de infrações atribuídas a ele é tamanha que sua carteira de habilitação ultrapassa 2 000 pontos, segundo o órgão. Pelo Código de Trânsito Brasileiro, cada infração tem uma pontuação correspondente, que varia, dependendo de sua gravidade, de 3 a 7. Condutores que somam 20 pontos no período de doze meses têm sua licença apreendida e precisam fazer um curso de reciclagem. Deodoro extrapolou esse limite há muito tempo, mas segue ignorando a lei. Ele é o chamado “pontuador profissional”, que, de acordo com o Detran, transforma as infrações cometidas por outras pessoas em um ganha-pão, liberando os reais culpados de arcar com as consequências de seus atos. 

Apesar de o prontuário de Deodoro ser assombroso — não só pelo volume de pontos acumulados, mas pela quantidade de carros que teria dirigido, mais de 400 —, ele não é o único a adotar essa prática. “Temos cerca de 1 600 inquéritos de falsidade ideológica”, afirma o delegado responsável pelo setor de crimes de trânsito, Wilson Roberto Zampieri. “É um tipo de delito bastante comum, que corresponde a cerca de 90% dos que investigamos”, afirma. Surpreende a lista dos modelos que Deodoro teria dirigido: vai de um Porsche Cayenne 2006 a um Mercedes-Benz CLK. Quando foi ouvido pelo Detran, ele afirmou ter de fato guiado todos esses carrões. Estaria levando-os aos pátios das lojas da região central para as quais prestaria serviço. “É matematicamente impossível”, afirma Renata Pannunzio Ridolpho, delegada assistente de crimes de trânsito. “Os horários das autuações são muito próximos, não teria como ele ter passado pelos locais onde foi flagrado tão rapidamente.” O inquérito deve se prolongar pelo menos até dezembro. Sem saber que falava à reportagem, Deodoro confirmou que poderia assumir a pontuação de outro condutor. Cobraria 50 reais para ficar com supostos 5 pontos. “Se for contar todos os pontos que tive, acho que dá uns 6 800”, disse. Para reduzir essa soma astronômica, ele garante repassar parte desse total a terceiros, custo que embute no preço do “serviço” oferecido. 

Na tentativa de escapar da suspensão, alguns motoristas passam seus pontos para parentes, amigos ou para trambiqueiros como Deodoro. Em qualquer um dos casos, a ação caracteriza crime de falsidade ideológica, cuja pena pode variar de um a cinco anos de reclusão. Com a ajuda da Prodesp, empresa de tecnologia da informação do estado, o Detran adotou um método para identificar potenciais fraudadores. Todos os meses, o sistema filtra o nome de motoristas que somaram mais de 50 pontos na habilitação dirigindo pelo menos três veículos. 

Essa lista é encaminhada ao Detran, que inicia a investigação e chama os envolvidos para depor. As ações foram intensificadas desde o fim do ano passado, quando, em meio a denúncias e problemas de atendimento à população, uma nova diretoria assumiu o órgão. Desde então, alguns acusados parecem ter suspendido o esquema. O despachante Nilo da Conceição Oliveira, que, segundo o Detran, entre junho e setembro do ano passado somou 590 pontos na habilitação, registrados em 85 veículos (incluindo caminhões), é um deles. Em seu escritório, em Santana, na Zona Norte, um dos funcionários confirmou que a negociação de pontos existia — ficava entre 50 e 100 reais —, mas estava suspensa porque “já tinha dado problema”, referindo-se ao inquérito iniciado pelo Detran. Ainda de acordo com o órgão, outro despachante, Nicolau Antonio Damasceno Moreira, que atua em São Domingos, na Zona Oeste, acumulou 519 pontos em 71 veículos. Ao Detran, confirmou a fraude e informou que cobrava entre 50 e 80 reais pela transferência. Um de seus funcionários ofereceu à reportagem zerar toda a pontuação por 1 250 reais, sem detalhar como o procedimento seria realizado. Oferta semelhante foi feita em uma autoescola em Perdizes, em que seriam cobrados 1 000 reais à vista ou em duas parcelas para liquidar todos os pontos. Para o Detran, o sistema de pontuação é eletrônico e automático e não permite intervenções desse tipo. Essas ofertas não passariam de truques para ludibriar o condutor. “Quando se entra com recurso contra uma multa, por exemplo, a pontuação fica pendente, como se estivesse temporariamente congelada”, diz Pablo Rodrigo França, delegado assistente de legislação de trânsito do Detran. “Após a decisão, se o recurso for indeferido, os pontos correspondentes voltam para a habilitação do condutor.”  

Fernando Moraes 

Despachante em São Domingos, na Zona Oeste: oferta para zerar a pontuação

Despachante em São Domingos, na Zona Oeste: oferta para zerar a pontuação 

 O esquema pode envolver pessoas que tiveram a carteira furtada, roubada ou clonada. Há casos em que elas só descobrem estar com uma imensa quantidade de pontos em seu nome quando são chamadas para depor. Foi o que aconteceu com o motorista de caminhão Alex Felix, que perdeu seu documento de habilitação em 2006, em uma festa perto do local onde mora, em Pedreira, na Zona Sul. Ter registrado o boletim de ocorrência não o livrou da enorme dor de cabeça que viria a seguir. Um ano depois, ele recebeu uma carta do Detran informando que sua carteira havia sido apreendida, pois somara 30 pontos — bem mais que os 7 pontos que ele tinha antes do incidente. Comunicados semelhantes continuaram chegando, convocando-o a prestar esclarecimentos. No total, ele calcula ter recebido, de maneira irregular, mais de 3 000 pontos. Quando foi ao órgão, estavam registradas em seu prontuário autuações em mais de 1 000 veículos. “Chegaram a me perguntar se eu vendia a minha carteira. Foi humilhante”, diz ele, que sempre precisou da habilitação para trabalhar. Depois de muita contestação, Felix finalmente conseguiu renovar sua licença em fevereiro do ano passado. “Se eu tivesse lucrado com isso, estaria rico.” 

Para especialistas, a transferência irregular de pontos tornou-se mais comum nos últimos anos, motivada pelo aumento de multas aplicadas. No entanto, o volume de autuações, que chegou a 6,25 milhões no ano passado, é pouco se considerarmos a quantidade de irregularidades cometidas no trânsito. Em pesquisa realizada para a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) em 2007, o engenheiro Horácio Augusto Figueira constatou que apenas uma de cada 17 000 violações é flagrada por marronzinhos e radares. Essa estatística explicaria por que, em São Paulo, somente 40 000 motoristas devem atingir o limite de 20 pontos neste ano — menos de 1% dos 6 milhões de paulistanos que têm habilitação. O esquema de compra e venda de pontos não é apenas caso de polícia. Trata-se de uma questão de segurança. Essa transferência fraudulenta de responsabilidades torna a convivência dos paulistanos no trânsito cada vez mais insegura, já que abre a possibilidade de motoristas barbarizarem ao volante impunemente. 
                   Recordistas de autuações estão na mira do Detran 

Fernando Moraes 

Não é apenas o excesso de pontos que vem chamando a atenção dos delegados do Detran. Veículos recordistas de multas não pagas também estão na mira do órgão. No mês de junho, dois automóveis com dívidas astronômicas foram apreendidos na cidade. Um Gol 2001 com 737 autuações, que somam 1,6 milhão de reais, foi pego na região central, após três anos de buscas. Dias antes, um Palio Weekend 1999 que devia 1,3 milhão de reais, referentes a 573 multas, fora flagrado na Zona Norte. Mas como um carro chega a acumular tantas multas? Segundo o Detran, situações como essas ocorrem com veículos que estão em nome de pessoas jurídicas. Nesses casos, as empresas devem indicar sempre um condutor para receber os pontos correspondentes à infração cometida. Quando não o fazem no prazo de quinze dias, elas são punidas com a multiplicação dos valores devidos. “Trata-se, na maioria das vezes, de empresasfantasma que não quitam as multas nem fazem licenciamento e, assim, deixam estourar as infrações”, diz o delegado responsável pelo setor de crimes de trânsito, Wilson Roberto Zampieri. Carros como esses são vendidos por 10% de seu valor de mercado. Para chegar aos veículos que estão nessa situação, o Detran conta com a ajuda da CET, que passa a notificá-lo sempre que esses veículos são autuados em algum ponto da cidade. Monta-se então uma campana nas proximidades para tentar apreendê-los. Se a operação é bem-sucedida, esses automóveis têm como destino o pátio do Detran na Avenida Presidente Wilson, na Mooca. Depois, são leiloados.

Não é apenas o excesso de pontos que vem chamando a atenção dos delegados do Detran. Veículos recordistas de multas não pagas também estão na mira do órgão. No mês de junho, dois automóveis com dívidas astronômicas foram apreendidos na cidade. Um Gol 2001 com 737 autuações, que somam 1,6 milhão de reais, foi pego na região central, após três anos de buscas. Dias antes, um Palio Weekend 1999 que devia 1,3 milhão de reais, referentes a 573 multas, fora flagrado na Zona Norte. Mas como um carro chega a acumular tantas multas? Segundo o Detran, situações como essas ocorrem com veículos que estão em nome de pessoas jurídicas. Nesses casos, as empresas devem indicar sempre um condutor para receber os pontos correspondentes à infração cometida. Quando não o fazem no prazo de quinze dias, elas são punidas com a multiplicação dos valores devidos. “Trata-se, na maioria das vezes, de empresas fantasma que não quitam as multas nem fazem licenciamento e, assim, deixam estourar as infrações”, diz o delegado responsável pelo setor de crimes de trânsito, Wilson Roberto Zampieri. Carros como esses são vendidos por 10% de seu valor de mercado. Para chegar aos veículos que estão nessa situação, o Detran conta com a ajuda da CET, que passa a notificá-lo sempre que esses veículos são autuados em algum ponto da cidade. Monta-se então uma campana nas proximidades para tentar apreendê-los. Se a operação é bem-sucedida, esses automóveis têm como destino o pátio do Detran na Avenida Presidente Wilson, na Mooca. Depois, são leiloados.

Trânsito

Entenda o processo de fraude das multas em carteiras de motorista

Serviços que prometem limpar a pontuação de habilitações requerem atenção

Por Mariana Barros [colaborou Daniel Salles] | 07/07/2010 

Motoristas que perdem a carteira devem frequentar cursos de reciclagemMotoristas que perdem a carteira devem frequentar cursos de reciclagem 

por Epitacio Pessoa/AE 

1 – Pela legislação atual, cada infração de trânsito tem uma pontuação correspondente, que varia, dependendo de sua gravidade, de 3 a 7. Ao atingir 20 pontos durante doze meses, o motorista tem a carteira automaticamente suspensa. Para regularizar a situação, precisa fazer um curso de reciclagem em autoescolas ou no Detran. 

2 – O dono do veículo é responsabilizado tanto pelo pagamento de suas multas quanto pela pontuação referente às infrações cometidas. Se outra pessoa estava ao volante no momento da infração, é preciso que o proprietário indique o condutor para que este receba os pontos em sua carteira de habilitação. 

3 – Só se pode responsabilizar outros condutores pelas infrações cometidas se de fato eram eles que estavam ao volante. Caso o infrator transfira a pontuação a pessoas que não estavam dirigindo o veículo — mesmo que sejam amigos ou parentes —, estará cometendo crime de falsidade ideológica, cuja pena prevista é de um a cinco anos de prisão. 

4 – Aproveitando-se da possibilidade de indicar outros condutores para assumir as infrações, surgiram na cidade os “pontuadores profissionais”. Eles recebem pontos de outras pessoas em troca de dinheiro. Para ficar com 5 pontos, por exemplo, cobram-se entre 50 e 100 reais. 

5 – Na maioria das vezes, a fraude é cometida quando o condutor está prestes a estourar a pontuação máxima permitida. 

6 – Essa atitude de má-fé pode ser de iniciativa do próprio condutor ou de advogados e despachantes que o representam. Nesse segundo caso, há profissionais que nem sequer informam a maneira como agem. Seus clientes acreditam estar recorrendo das multas, quando na verdade estão tendo sua pontuação transferida a outras pessoas. Essa fraude é frequente quando se recorre a serviços anunciados em cartazes colados em postes e muros pela cidade que prometem resolver “problemas de pontuação”. 

7 – Os infratores podem tanto pagar a terceiros para que fiquem com a pontuação quanto utilizar carteiras de habilitação furtadas, roubadas ou “clonadas”. O portador do documento verdadeiro pode descobrir a fraude somente quando já conta com centenas de pontos acumulados referentes a veículos que nunca dirigiu e a infrações que não cometeu. 

                  Infrações cometidas em São Paulo 

Saiba como o Detran investiga o esquema  

– Todos os meses, a Prodesp (empresa de tecnologia da informação ligada ao governo do estado) envia ao Detran uma lista de motoristas suspeitos de praticar crime de falsidade ideológica, ou seja, de cobrar para ficar com os pontos de infrações que outras pessoas cometeram. 

– Essa lista é composta dos condutores que tiveram maior incidência no registro de multas. Quem tem mais de 50 pontos registrados em três veículos diferentes é automaticamente considerado suspeito. Mensalmente, entre oitenta e 120 nomes são enviados pela Prodesp ao Detran, que inicia as investigações. 

– Horários e locais das infrações são os primeiros dados a ser analisados. O intuito é verificar se elas foram de fato cometidas pelo condutor a que são atribuídas. Se houver duas multas em horários muito próximos e em regiões distantes da cidade, já há indício de fraude. 

– A cada trinta dias, são iniciados entre quinze e vinte inquéritos, e todos os envolvidos são chamados para depor, tanto os que receberam os pontos quanto os que os transferiram, além de, eventualmente, os mediadores. 

– Os processos levam em média três meses, mas podem se estender por mais tempo. A demora depende principalmente da quantidade de envolvidos — existem casos em que há dezenas de condutores a ser ouvidos.
 
                  Veja a evolução de multas nos últimos dois anos (em milhares) 

 

 

RELEMBRANDO DO GOVERNO GERALDO ALCKMIN…O GOVERNADOR DA OPERAÇÃO CASTELINHO, DO GRADI ( GANSOS DA PM ) , DA VIA RÁPIDA PARA OS DESAPADRINHADOS E DO FORTALECIMENTO DO PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL 17

OPERAÇÃO CASTELINHO: A MACABRA CAMPANHA ELEITORAL PARA A REELEIÇÃO DE ALCKMIN EM 2002

04/12/2003

MP conclui que Castelinho foi uma “farsa macabra”

Espetáculo macabro, farsa, armadilha para uma execução, plano de extermínio, ação bélica, doze penas capitais. Foram estas as definições da denúncia do Ministério Público para a ação no pedágio da rodovia “Castelinho”, onde 12 supostos integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) foram mortos, no dia 5 de março de 2002.

Por Último Segundo/iG

“Fizeram um espetáculo. Toda a operação foi uma armadilha para a execução destas pessoas”, declarou a promotora Vânia Maria Tuglio, autora da denúncia apresentada nesta quinta-feira à Justiça de Itu denúncia contra 53 policiais militares e dois presos condenados infiltrados na operação.

Entre os denunciados, há dois tenentes-coronéis, dois capitães, dois majores e quatro tenentes, incluindo os dois coordenadores do Gradi (Grupo de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância) que, segundo o Ministério Público, teria sido o mentor da “farsa”, oferecendo veículos, armas e telefones.

Os 55 denunciados vão responder por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, meio cruel e emboscada) e, em determinados casos, por roubo de duas caminhonetes e fraude processual (sumiço de provas e modificação do cenário do crime).

“Os crimes de morte foram levados a efeito em circunstâncias espetaculares e com o fim de sedimentar uma ‘imagem boa’ do Gradi e das unidades policiais articuladas para essa operação, numa demonstração equivocada, desnecessária, gratuita e macabra de força, configurando-se dessa maneira, a futilidade da motivação subjacentes aos delitos cometidos”, afirma a denúncia.

Imagens das câmeras do pedágio sumiram

Para chegar até esta conclusão, a promotora solicitou que todas as perícias fossem refeitas e deu início a uma nova investigação, ouvindo novamente as testemunhas e procurando outras, uma vez que todas as testemunhas haviam sido indicadas pelos próprios policiais envolvidos da operação.

Apesar do cenário do crime não ter sido preservado, o Ministério Público conseguiu reunir provas que indicam que não teria ocorrido confronto, conforme sustentou a polícia. Inquérito conduzido pelo diretor do Denarc (Departamento de Narcóticos), Ivaney Cayres de Souza, que na época era o delegado titular do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 7), concluiu que houve um tiroteio intenso, com tiros disparados de ambos os lados, e que a operação foi “legítima”.

A ação também recebeu elogios do secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho e pelo governador Geraldo Alckmin. Quando a operação ocorreu, as autoridades de segurança de São Paulo estavam sob pressão por uma série de fatos, como os atentados a bomba do PCC, rebeliões e o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel.

A perícia concluiu que as fitas apresentadas pela polícia como as das câmeras da praça de pedágio são cópias parciais, editadas, na sua maior parte de cenas posteriores ao tiroteio. Segundo a denúncia, após a ação os policiais determinaram que os funcionários da Viaoeste entregassem as fitas gravadas pelo sistema da praça de pedágio.

As perícias também não mostraram qualquer indício de reação por parte dos ocupantes do ônibus e das duas caminhonetes, onde estavam os 12 que foram mortos, o que levou ao Ministério Público concluir que se tratou de uma execução. Testemunhas informaram que viram os ocupantes dos veículos descerem dos carros rendidos – sem atirar – e que o tiroteio teria começado minutos depois. Uma das testemunhas chegou a informar que as armas do grupo estariam no bagageiro no ônibus.

Policiais continuam na ativa e foram promovidos

Nenhum policial denunciado foi afastado até o momento. A maioria continua na ativa. Nesse período, alguns chegaram inclusive a serem promovidos. Os dois presos infiltrados cumprem pena em celas de segurança e afirmam ter “medo de morrer”.

Os oficiais denunciados foram: os tenentes coronéis José Roberto Marques e Romeu Takami Mizutani; os majores Augusto Fernando da Silva e Roberto Mantovan; os capitães Carlos Alberto dos Santos e Maércio Ananias Batista; os tenentes Dimas Mecca Sampaio, Paulo César Valentim, Henguel Ricardo Pereira e Paulo Sérgio Schiavo.

O Ministério Público explicou que a prisão preventiva dos denunciados não atende os critérios previstos na lei, uma vez que não há indícios de que testemunhas estejam sendo ameaçadas ou risco de fuga do País.

Pior que o Carandiru

O assessor especial da Procurador-Geral do Ministério Público, Carlos Cardoso, criticou a legislação penal e fez um apelo para que a Secretaria de Segurança Pública afaste esses policiais do cargo.

“Retirar esses assassinos da ativa seria uma decisão bem-vinda, em benefício da sociedade”, disse. “Essa operação Castelinho, que foi vendida como uma grande realização da polícia, uma vitória do bem contra o mal, foi uma farsa macabra, talvez a maior da história da polícia de São Paulo”.

O promotor Felipe Locke, responsável pela denúncia de 120 policiais no episódio que ficou conhecido como “Massacre do Carandiru”, que resultou na morte de 111 presos em 1992, afirma que o episódio Castelinho chega a ser pior.

“É pior porque no Carandiru teve uma rebelião de verdade. Neste outro criou-se uma farsa, um falso roubo, uma falsa história para que essas pessoas entrassem e fossem mortas”.

Por Darlan Alvarenga

O MANUAL OPERACIONAL DO POLICIAL CIVIL CRIADO PELA PORTARIA DGP-20, de 11/10/2000, PUBLICADO EM 2002, FAZ PROVA IRRETORQUÍVEL DA HONESTIDADE INTELECTUAL E MATERIAL DAS AUTORIDADES ESCOLHIDAS E CHEFIADAS POR GERALDO ALCKMIN 5

ROTINAS INVESTIGATÓRIAS

Com prefácio do então Delegado Geral MARCO ANTONIO DESGUALDO, não há única linha nas 659 páginas da obra fazendo referência ao Jogo do Bicho, Caça-Níqueis e Bingos.

Com efeito, a obra não poderia tratar de práticas HÁ MUITO BANIDAS NO ESTADO DE SÃO PAULO.  

Contudo, atualmente, por faltar pulso aos sucessores, para o combate de tão nefastos crimes estimulados por autoridades e agentes  policiais corruptos e  inexpressivos, até  SE FAZ RECOGNIÇÃO VISUOGRÁFICA DE MAQUINETA EM BOTEQUIM.

Volta Alckmin…Volta Saulo…Volta Desgualdo!

DELEGADO GILBERTO DA SILVA PÔRTO – EX-DIRETOR DA ESCOLA DE POLÍCIA “RAPHAEL MAGALHÃES DE MINAS GERAIS E PROFESSOR “HONORIS CAUSA” DA POLÍCIA CIVIL PAULISTA HÁ MAIS DE 50 ANOS ENSINAVA A RECOGNIÇÃO VISUOGRÁFICA…MAS OS “MUDERNOS” DELEGADOS IGNORAM A COLETÂNEA ACÁCIO NOGUEIRA 1

Na Polícia Civil, parafraseando  Chacrinha,  nada se cria, tudo se copia.

Mas o copiador honesto venera e menciona expressamente  suas influências e antecessores.

O copiador honesto é o discípulo que se torna mestre; transcendendo, por vezes, os predecessores.

Os demais são plagiários;  lembrados como salteadores de obra alheia.

UNESCO – BLOGOSFERA POLICIAL NO BRASIL – Dr. Guerra é mencionado 9

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Tania

 Data: 6 de julho de 2010 13:47
Assunto: UNESCO – BLOGOSFERA POLICIAL NO BRASIL – Dr. Guerra é mencionado
Para: dipol@flitparalisante.com 
Caros colegas policiais blogueiros, acredito que uma parte de vocês já tenham lido o estudo que encaminho anexado. Mas outros, certamente, ainda não tiveram essa oportunidade.

Por isso, encaminho um estudo feito por representates da UNESCO no Brasil sobre a BLOGOSFERA POLICIAL NO BRASIL.

Quem tiver um tempinho, vale à pena ler umas 10 páginas por dia.

abraços,

Tânia – Escripol em SP

Blogosfera policial_Do_tiro_ao_twitter.pdf

ATRIBUIR CONCEITO “A”, “B”, “C” e “D” A DELEGADO DE POLÍCIA…O NOSSO CONCEITO NÃO PODERÁ SER SUPERIOR AO CONCEITO MERECIDO PELO NOSSO GOVERNO, ASSIM NOTA “D” PARA TODOS OS DELEGADOS…DOUTOR PINTO, RESPEITOSAMENTE, O FLIT LHE DÁ “ZEROTE” E LHE RECOMENDA MUITO “OVO MALTINE”…A RESOLUÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA É DISCRICIONÁRIA NO PIOR SENTIDO DA PALAVRA…AMADORA e INEXEQUÍVEL 49

Resolução SSP – 107, de 02.07.10
GS-612/10

Dispõe sobre correição nas atividades da Polícia Civil do Estado de São Paulo e dá outras providências
O Secretário de Estado da Segurança Pública, resolve:
Artigo 1º – a atividade funcional dos servidores da Polícia Civil está sujeita a:
I – Inspeção hierárquica permanente;
II – Visita de inspeção realizada pela Corregedoria Geral da Polícia Civil;
III – Correição ordinária, nos termos da Resolução SSP nº 46, de 21 de dezembro de 1970;
IV – Correição ordinária realizada pela Corregedoria Geral da Polícia Civil;
V – Correição extraordinária
Artigo 2º – As visitas de inspeção da Corregedoria Geral da Polícia Civil, nas unidades da Polícia Civil serão realizadas pelo Corregedor Geral da Polícia Civil, pessoalmente ou por delegação, em caráter informal, independente de prévio aviso, destinando-se a verificar a regularidade dos serviços policiais
Parágrafo único – Durante as visitas de inspeção da Corregedoria Geral da Polícia Civil, qualquer pessoa poderá levar ao conhecimento da autoridade corregedora os abusos, falhas ou omissões dos servidores e fazer sugestões para melhoria dos serviços
Artigo 3º – O Corregedor Geral da Polícia Civil, pessoalmente, realizará anualmente 12 correições ordinárias nas unidades da Polícia Civil, cientificando, antes da adoção dos procedimentos pertinentes, o Delegado Geral de Polícia
§ 1º – a correição ordinária realizada pela Corregedoria Geral da Polícia Civil será designada com antecedência mínima de dez dias por intermédio de edital publicado na imprensa oficial e local em que conste dia, hora e local de sua instalação, a convocação dos servidores a ela sujeitos, bem como convite ao público interessado em acompanhar sua instalação
§ 2º – o Delegado Geral de Polícia, o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Ouvidoria da Polícia, o Prefeito Municipal e o Presidente da Câmara Legislativa local deverão ser comunicados quando da realização das correições ordinárias realizadas pela Corregedoria Geral da Polícia Civil
§ 3º – Qualquer pessoa poderá levar ao conhecimento da autoridade policial responsável pela correição ordinária os abusos, falhas e omissões dos servidores e fazer sugestão para a melhoria dos serviços
§ 4º – a correição ordinária da Corregedoria Geral da Polícia Civil, sem prejuízo de outros procedimentos pertinentes, contará com uma audiência pública para recebimento de reclamações e sugestões quanto aos serviços policiais
§ 5º – o Delegado de Polícia Corregedor responsável pela correição ordinária fará constar da ata sua impressão sobre o funcionamento da unidade policial, falhas encontradas, recomendações dadas, bem como outras determinações necessárias à melhoria dos serviços policiais
§ 6º – o Delegado de Polícia Corregedor também fará constar da ata, especificada no parágrafo retro, conceito geral relativo ao desempenho do Delegado de Polícia correcionado
I – São atribuíveis os seguintes conceitos ao Delegado de Polícia quando da Correição Ordinária:
a) ótimo
b) bom
c) regular
d) insuficiente
§ 7º – o Delegado de Polícia que receber o conceito, uma vez cientificado pessoalmente, poderá solicitar, no prazo de 05 dias, justificadamente, a reconsideração do conceito atribuído, cabendo ao Secretário da Segurança Pública, com base exclusivamente nas informações constantes do expediente, a decisão sobre o pedido
Artigo 4º – A correição extraordinária será efetuada pessoalmente ou por delegação pelo Delegado Geral de Polícia, pessoalmente ou por delegação pelo Corregedor Geral da Polícia Civil e pessoalmente pelos Delegados de Polícia Diretores de Departamento, Delegados de Polícia Divisionários e Delegados Seccionais de Polícia nas unidades ou órgãos policiais que lhes sejam subordinados
Parágrafo único – A correição extraordinária, sem prejuízo de outros procedimentos pertinentes, poderá restringir-se a fato determinado, unidade policial ou serviço
Artigo 5º – O Delegado de Polícia responsável pela correição extraordinária fará constar em ata sua impressão sobre o funcionamento da unidade policial, falhas encontradas, recomendações dadas, bem como outras determinações necessárias à melhoria dos serviços
Artigo 6º – Durante a inspeção permanente, correição ordinária ou extraordinária, não realizadas pela Corregedoria Geral da Polícia Civil, a autoridade policial que se deparar com qualquer irregularidade funcional e/ou criminal, deverá comunicar imediatamente a Corregedoria Geral da Polícia Civil, sob pena de responsabilidade, sem prejuízo da adoção das providências imediatas que o caso requeira
Parágrafo único – Constatada a irregularidade funcional e/ou criminal, sem prejuízo da comunicação imediata, cópia da ata da inspeção ou correição, desde logo, deverá ser encaminhada à Corregedoria Geral da Polícia Civil para as providências pertinentes
Artigo 7º – A Corregedoria Geral da Polícia Civil poderá requisitar, para análise de eventual irregularidade, quaisquer atas de inspeção permanente e de correições ordinárias ou extraordinárias
Artigo 8º – O policial civil em exercício na unidade policial sujeita às visitas de inspeção e às correições ordinárias ou extraordinárias, que estiver ausente sem justificativa, será passível de sanções disciplinares cabíveis
Artigo 9º – Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

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Zerote” e “Ovo Maltine“, lembrando do querido professor ANTÔNIO PEREIRA, do antigo I.E.E. “MARTIM AFONSO”,  de São Vicente.

TUMA: A SSP afirmou que o Distrito Policial só será escolhido após o retorno do delegado… 9

PM/07/03 às 20:01 – REPORTER AÇO

Música tema: Eu tô voltando prá casa, Lulu Santos. Qual cabeça irá rolar para que ele seja acomodado ?

Fonte: Notícias Terra

Tuma Jr. volta ao cargo de delegado após exoneração, diz SSP

03 de julho de 2010 • 11h24 • atualizado às 11h52 Comentários
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Notícia

O ex-secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr. volta a integrar o quadro da Policia Civil nesta segunda-feira e deve reassumir o cargo de delegado de classe especial do Estado de São Paulo. Porém, como ele está em férias, a data do seu retorno ao trabalho ainda não foi confirmada pela a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Tuma Jr. ocupou, durante anos, cargos em comissão na Polícia Federal. Após as férias, ele passa a integrar a polícia estadual de São Paulo. A SSP afirmou que o Distrito Policial só será escolhido após o retorno do delegado.

A decisão veio após ele ser exonerado do cargo de secretário nacional da Justiça, no dia 14 de junho, por conta das acusações de que Tuma teria envolvimento com o suposto chefe da máfia chinesa em São Paulo, Paulo Li.

Exoneração
De acordo com a nota divulgada pelo Ministério da Justiça, o ministro Luiz Paulo Barreto encaminhou o ato de exoneração de Tuma Jr. ao Palácio do Planalto no dia 14 de junho.

De acordo com a nota, Barreto entendeu que, “estando fora do cargo que atualmente ocupa, Tuma Jr. poderá melhor promover sua defesa”. O ex-secretário responde a três procedimentos de apuração junto à Comissão de Ética da Presidência da República, ao próprio Ministério da Justiça e à Polícia Federal. O comunicado ainda destacou os “relevantes trabalhos prestados” por ele enquanto esteve no cargo.

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Caro Aço, a música tema mais apropriada:  INÚTIL do ULTRAJE A RIGOR.

Aliás, a rigor, no caso vertente , é ULTRAGE.

MÁ-FÉ É COMPRAR EQUIPAMENTOS “LE NOVO”…”SYNTAX”…”OKI” 14

Polícia nega problema

Folha de S.Paulo

“Quem diz que há computadores encostados em delegacias está agindo de má-fé”, afirma o delegado André Dahmer, diretor de tecnologia da informação do Dipol (Departamento de Investigações da Polícia Civil). Ele admite que vários dos programas usados para investigação não são compatíveis com o Linux, mas que nem todas as máquinas precisam desse acesso.

Delegacias encostam computador novo
“Compramos para a ponta, que é quem faz boletins de ocorrência, o Linux. Para setores da administração e outros que precisam de investigação, temos computadores com Windows”, diz.
Segundo o delegado, há uma rejeição por parte dos policiais que ainda não entendem o sistema Linux. Por isso, o Dipol passou a investir no treinamento de policiais, com visitas de técnicos às delegacias.

Delegacias encostam computador novo…O BOM DO LINUX É SER MUITO BOM PARA FAZER UNS TRAMBIQUES COM EMPRESAS TIPO e-FLIT SOLUTION 4

05/07/2010

Delegacias encostam computador novo novo

Folha de S.Paulo

Dois em cada três dos novos computadores entregues pela Secretaria de Estado da Segurança Pública às delegacias de São Paulo não conseguem acessar alguns dos programas usados na investigação policial. Das 15 mil máquinas compradas e instaladas desde dezembro, 10 mil têm sistema operacional Linux. Os softwares para fazer interceptações telefônicas, por exemplo, só são compatíveis com a plataforma Windows, da Microsoft.

Polícia nega problema

Com isso, diversas delegacias têm máquinas novas, mas paradas. Em duas, na capital, 15 computadores ainda estão nas caixas. Um delegado, que pediu para não ser identificado, confirmou o problema à reportagem.

O governo paulista gastou R$ 37,2 milhões na compra. Segundo a Polícia Civil, o Linux é uma forma de incentivar o uso do software livre, que não requer licença de uso. E o sistema é menos vulnerável a vírus, disse André Dahmer, diretor do Dipol (Departamento de Investigações da Polícia Civil). Para ele, o problema é que há pouco suporte técnico.

A Associação dos Delegados de São Paulo elogia o uso de softwares gratuitos, mas diz que, antes, é preciso adaptar o sistema e dar treinamento aos policiais. “Quando não temos um usuário habilitado, perdemos muito tempo explicando o funcionamento do sistema. Tempo que poderia ser gasto com a investigação”, disse o secretário-geral da associação, Alan Bazalha Lopes.

Dos seis principais programas da polícia, três não são compatíveis com Linux. O Guardião (de interceptação telefônica) e o Ômega (pesquisa no banco de dados da polícia) exigem Windows. O Phoenix, usado no reconhecimento de suspeitos, ainda passa por melhorias para se tornar compatível.

Além disso, programas da Secretaria da Fazenda (nos quais os delegados enviam dados para fazer o pagamento dos funcionários) e da Imprensa Oficial só reconhecem o sistema Windows. O registro de boletins de ocorrência não enfrenta esse problema.