JORNAL DE JUNDIAÍ OBTEVE REDUÇÃO DA INDENIZAÇÃO QUE PAGARÁ AO JUIZ LUIZ BEETHOVEN GIFFONI PEREIRA CUJA PASSAGEM PELA VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE REPUTARA COMO “DESASTROSA” Resposta

Jornal indenizará juiz que teve sua atuação criticada como desastrosa

Extraído de: Espaço Vital – 2 horas atrás

A empresa Lauda Editora Consultorias e Comunicações Ltda., responsável pela edição do Jornal de Jundiaí, deve reparar juiz de direito por ofender a moral dele em matéria jornalística. A 4ª Turma do STJ manteve a indenização por danos morais, mas reduziu o valor para R$ 76.500.

O Jornal de Jundiaí publicou uma matéria que descrevia como “desastrosa” a passagem do juiz Luiz Beethoven Giffoni Pereira pela Vara da Infância de Jundiaí e que, “com a saída dele, o órgão teria começado a desenvolver um trabalho sério, aberto e transparente”. O magistrado moveu uma ação de indenização por danos morais em razão do abalo à sua imagem.

A primeira instância condenou o jornal e fixou a indenização em 500 salários-mínimos (R$ 255 mil em valores atuais), devendo incidir correção monetária e juros sobre essa quantia. O TJ de São Paulo concluiu que “a matéria jornalística efetivamente continha expressões ofensivas” e manteve a indenização estabelecida na sentença.

No STJ, o relator, ministro João Otávio de Noronha, entendeu que o valor determinado anteriormente não estava em harmonia com a capacidade e o grau de culpa do agente causador do dano (Jornal de Jundiaí), a gravidade da ofensa e a condição econômica dos envolvidos.

Em função da proporcionalidade e da razoabilidade, o ministro reduziu a indenização, fixando-a em R$ 76.500,00, incidindo juros de mora a partir da publicação da matéria jornalística e correção monetária da data do julgamento (22 de junho de 2010).

Em votação unânime, os ministros da 4ª Turma acompanharam a decisão do relator. O advogado Luciano Ramos Volk atua em nome do magistrado. (REsp nº 969831 – com informações do STJ e da redação do Espaço Vital).

O PORTA VOZ DA POLÍCIA CIVIL MINEIRA AFASTA DELEGADAS RESPONSÁVEIS PELA INVESTIGAÇÃO DO GOLEIRO BRUNO E ASSUME A PRESIDÊNCIA DO INQUÉRITO…AGORA VAI! 9

19/07/2010 – 17h13

Polícia afasta delegada de investigação do goleiro Bruno

DE SÃO PAULO

A Polícia Civil mineira confirmou no final da tarde desta segunda-feira (19) que Ana Maria Santos, delegada titular da Delegacia de Homicídios de Contagem (MG), foi afastada do inquérito que apura o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno Souza. Horas antes, a polícia havia anunciado o afastamento de Alessandra Wilke, também da Delegacia de Homicídios de Contagem.

Os dois afastamentos ocorrem devido ao vazamento das imagens em que o goleiro Bruno aparece falando sobre o caso durante sua transferência a Minas Gerais, transmitidas neste domingo pela TV Globo.

A Polícia Civil de Minas Gerais afastou a delegada Alessandra Wilke da investigação envolvendo o goleiro Bruno Fernandes, suspeito de participar do suposto assassinato de sua ex-amante, Eliza Samudio.

De acordo com o chefe da Polícia Civil, Marco Antonio Monteiro, o delegado Edson Moreira passa a presidir o inquérito. A justificativa é que sejam priorizadas as investigações para a conclusão do inquérito e que as informações sobre o trabalho policial sejam restringidas.

O afastamento ocorre após a Corregedoria da polícia mineira anunciar que iria investigar o vazamento de um vídeo em que Bruno nega envolvimento no crime.

O vídeo, feito durante o voo em que Bruno e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, eram transferidos do Rio para Belo Horizonte, foi divulgado pelo “Fantástico”, da TV Globo, neste domingo (18). O avião pertence à polícia mineira, que suspeita que a “entrevista” com o goleiro tenha sido gravada por um agente da corporação. A delegada Alessandra Wilke foi responsável pela transferência e acompanhou os suspeitos no voo.

CHOCADO

No vídeo, Bruno diz que ficou chocado com as atitudes tomadas por Macarrão, seu amigo e braço direito, e afirma que não sabia o que havia acontecido com Eliza. Ele disse que se assustou quando viu o filho dela com o amigo, e perguntou o que estava havendo. Segundo ele, Macarrão teria dito que deu dinheiro para Eliza e que ela havia deixado o menino com ele e ido embora.

Como tinha que se apresentar no Flamengo, Bruno, então, teria chamado a ex-mulher, Dayanne de Souza, para ajudá-lo com o bebê. Ele disse que achou que Eliza estaria “armando” alguma coisa novamente. Se referindo às acusações de ter forçado Eliza a ingerir remédios abortivos.

Ele contou que esteve poucos tempo com Eliza e que teria intenção de assumir a criança. “Estive com ela e com uns amigos. Ela ficou comigo e com uns amigos também. Fiquei com ela só uma vez e por quase 20 minutos só. Eu disse que se o filho fosse meu eu assumiria”, afirmou.

Na denúncia de agressão registrada por Eliza em outubro do ano passado, porém, ela disse que teve um relacionamento com o goleiro durante três meses, e que Bruno teria forçado ela a realizar um aborto. O teste do laboratório indicou que Eliza tinha ingerido uma substância abortiva.

Na época, a juíza Ana Paula de Freitas, do 3º Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Jacarepaguá, zona oeste do Rio, negou o pedido de proteção pedido por Eliza porque entendeu que não havia vínculo afetivo com o agressor.

Bruno diz que, na época, mandou Macarrão negociar um acordo com Eliza porque não consversava mais com ela e que o acertado seria que ele pagaria uma pensão mensal de R$ 3.500, além do aluguel de um apartamento, totalizando R$ 6.000.

Bruno disse que Macarrão era seu amigo de infância e que tinha plena confiança nele. Bruno disse também que a amizade dos dois era de mais de 18 anos e que Macarrão cuidava de todos os seus negócios, incluive da administração de seus bens, para que ele só se preocupasse com o futebol.

Depois do que aconteceu, Bruno disse que não tem como confiar mais em Macarrão. “Não sei o que deu na cabeça do Macarrão. Hoje, com tudo o que aconteceu, é difícil de acreditar nele” disse o goleiro.

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Agora vai: ser absolvido!

POLÍCIA FEDERAL MOBILIZA 51 AGENTES APENAS COM A SEGURANÇA PESSOAL DE DILMA, SERRA E MARINA 2

Corporação escala 51 agentes para segurança dos três principais candidatos ao Planalto

Fausto Macedo – O Estado de S.Paulo

Há mais gente ao redor de Dilma, Marina e Serra além de seus admiradores e a brigada de correligionários que os servem em tempos de campanha. Uma divisão de homens e mulheres estranhos aos quadros partidários, porque não podem se filiar a agremiação alguma, tem a missão de seguir os movimentos dos candidatos – para protegê-los, não espioná-los.

São 51 agentes e delegados da Polícia Federal destacados pela Coordenação Geral de Defesa Institucional da corporação. À força-tarefa cabe garantir a incolumidade dos presidenciáveis.

A rigor, o político que almeja governar o País pelos próximos quatro anos, ou o seu partido, pode abrir mão da sombra da PF, mas isso é incomum – o presidente Lula, preso no auge da repressão, em 1980, nunca renunciou a esse serviço nas três vezes em que disputou o pleito, até eleger-se.

Vai ser assim até a eleição de outubro, e até o segundo turno, se houver. Nos comícios, nas gravações do programa eleitoral, nos comitês e deslocamentos por todo o País, inclusive nas horas de folga e nos compromissos de caráter particular, seja onde for a agenda, lá estarão os guarda-costas. Todos os federais têm curso de segurança de dignitários. Os chefes das equipes acompanham os candidatos em suas viagens.

O currículo do pessoal indicado mostra que muitos já detêm passagens por comandos vitais da instituição – chefia de núcleo de inteligência, coordenação de operações policiais e planejamento operacional.

A PF entra em cena antes mesmo da festa. Uma equipe precursora, formada por investigadores e peritos, faz a varredura dos palanques e cercanias. Outra turma promove levantamento de informações e “aconselhamento ativo às campanhas”, quanto a aspectos da segurança dos eventos. Para atos públicos a PF forma duas frentes, uma com pessoal ostensivo, outra velada, com agentes disfarçados que se esgueiram por entre bandeiras, faixas e populares.

A missão pode se estender a 1º de janeiro de 2011, dia da posse, quando a escolta do presidente eleito passa a ser da alçada militar, conforme orientação do Gabinete de Segurança Institucional.

Cada candidato a quem as pesquisas de intenção de voto conferem chances de chegar lá – Dilma Rousseff (PT), José Serra(PSDB) e Marina Silva (PV) – poderá ter em seu périplo a companhia de um efetivo de 17 policiais, 16 agentes e um delegado baseado em Brasília. Para a PF, eles se submetem a situações de maior risco porque habitualmente caem no corpo a corpo assanhado das ruas e se expõem à ação de eleitores exaltados ou ao destempero de opositores.

Nanicos não precisam ficar indóceis. Eles também têm direito à tutela da PF. Assim, outros sete candidatos na corrida ao Palácio do Planalto poderão contar com segurança, só que o contingente é mais enxuto.

Três dispositivos legais tratam da atividade de segurança dos candidatos e atribuem à PF zelar por sua integridade a partir da homologação da candidatura em convenção partidária. Nenhuma norma dispõe sobre o perfil dos sentinelas designados. A PF discricionariamente escala profissionais experientes, “utilizando-se de critérios eminentemente técnicos”. Segundo a PF, não há ingerência dos candidatos na escolha de seus guardiães. Cada solicitação passa por análise técnica que considera “a complexidade e a sensibilidade” das demandas. A identidade dos agentes é mantida em segredo pela PF.

INDIO DA COSTA – VICE DE JOSÉ SERRA – AFIRMA: – Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso 12

Campanha esquenta também na Justiça

PT ameaça ir à Justiça contra vice de Serra

Claudio Nogueira, Jornal do Brasil

 

RIO – Em apenas duas semanas como vice na chapa de José Serra (PSDB), o deputado licenciado Indio da Costa (DEM) coleciona polêmicas. A última delas pode render mais uma ação na Justiça contra o candidato. O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, ameaçou processá-lo pelas acusações que fez contra o partido numa entrevista à um site de campanha.

“Esse Indio desqualificado quer ser processado. O problema é que ele não vale o custo do papel necessário para a petição”, escreveu Dutra no seu Twitter. Mais tarde, postou outra mensagem. “Eu e o Cardozo (José Eduardo Cardozo, secretário geral do PT) vamos discutir a questão do Indio. Adianto, que nao concordo em chamar o General Custer” – ironizou, referindo-se ao conhecido militar americano que morreu ao liderar um grande ataque a tribos indígenas, em 1876.

 

Disputa na web

Durante entrevista transmitida ao vivo pelo portal Mobiliza PSDB, o candidato acusou o PT de manter vínculo com traficantes de drogas e militantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

– Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso – afirmou Indio.

Aparentemente incomodado com o discurso de Dilma Rousseff (PT) no comício de sexta à noite na Cinelândia, quando a candidata disse que seu vice, Michel Temer (PMDB) “não caiu do céu”, Indio da Costa postou ataques à petista no Twitter.

“Candidata do PT diz que eu caí do céu (…) Para uma atéia, deve ser duro ter um adversário que cai do céu”.

Mais tarde, respondendo a seguidores, chamou Dilma de “dissimulada” e “esfinge do pau oco”.

A coordenadora da campanha de Serra na internet, Soninha Francine (PPS), garantiu que o vice não seguia orientação da sua equipe. Durante velório do secretário de Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas, vítima de infarto, José Serra não quis comentar as declarações de Indio.

Multa no TSE

As ações motivadas pela inabilidade de Indio já produzem resultados. O Tribunal Superior Eleitoral divulgou ontem à noite que o candidato foi multado em R$ 5 mil por propaganda antecipada no Twitter, em quatro de julho.

No despacho, o ministro Henrique Neves reconheceu que em uma das cinco declarações apresentadas pelo Ministério Público houve propaganda, já que o candidato “pediu apoio e voto. E, em seguida, divulgou lema de campanha”.

O VERDADEIRO MANUAL DO DELEGADO DO DECAP (na visão de um Delegado de Polícia ) 72

Colega Dr. Roberto Conde Guerra,

Já que publicou os manuais do Escrivão e do Investigador e um de Delegado, mas escrito por operacionais, segue agora o VERDADEIRO MANUAL DO DELEGADO DO DECAP (na visão de um Delegado de Polícia).

Um abraço.

Delpol

MANUAL DO 1º DIA DO DELEGADO NO DECAP

06:30 = Você acorda bem cedo para não se atrasar para o plantão, distante 20 quilômetros da sua casa, mas mesmo assim acorda feliz para assumir seu 1º plantão como Delegado de Polícia no Estado de São Paulo.
06:30 = Você veste seu melhor terno, que você comprou em 12 prestações quando iniciou a Academia de Polícia, pois, embora tenha prestado um concurso tão difícil e disputado como qualquer outro concurso jurídico e no Estado mais rico do país, recebe um salário aviltante que não lhe permite nem mesmo comprar um terno à vista, vestimenta essa que o governo e a administração superior exigem que você traje, mas não lhe fornecem nem lhe pagam nenhum centavo a mais para essa finalidade.
06:45 = Você está indo tomar o seu café, mas lembra do trânsito caótico de São Paulo e dos 20 quilômetros que separam sua casa do plantão e resolve sair sem tomar café para não chegar atrasado logo no seu primeiro dia de trabalho.
06:50 = Você entra no seu carro e percebe que o tanque está na reserva.
07:00 = Sai para o trabalho e para no primeiro posto para abastecer o carro. Lá se vão 70 reais para que você possa chegar à delegacia, dinheiro esse que sai do seu salário, pois o Estado não lhe dá auxílio transporte.
08:00 = Após ter demorado mais uma hora no trânsito, desde que você saiu de casa, finalmente você chega na delegacia e ingressa no saguão do plantão para iniciar seu primeiro dia de trabalho. Ali você se depara com o escrivão da noite que, sem falar nem bom dia ou mesmo buscar saber quem você é, já lhe olha feio e diz que “BO é só com a próxima equipe” e que mesmo assim vai demorar porque já “tem um flagrante da noite pendente”. Você lhe diz bom dia, se apresenta como o novo delegado e pergunta pelo colega (delegado) da noite. O escrivão, meio sem graça por ter lhe confundido com uma parte, aponta a sala do delegado e diz que ele está lá ainda.
08:05 = Você entra na sala do delegado da noite e, para sua surpresa, se depara com um senhor de quase sessenta anos, que, embora tenha 25 anos de polícia, ainda está na 2ª classe e trabalhando no plantão, igualzinho a você que acabou de ingressar na carreira. Você se impressiona com idade do colega e pelo fato dele ainda trabalhar no plantão e tem a primeira decepção ao perceber que dali a 25 anos você poderá estar velhinho e na mesma situação daquele colega, perdendo noites de sono e sua saúde no plantão, sendo certo que você pensava na Academia que depois de 25 anos de carreira você seria no mínimo titular de delegacia ou seccional. Você cumprimenta o colega da noite e vê que ele está com a aparência péssima, cara de cansado, esgotado, como se tivesse terminado de correr a São Silvestre, mas mesmo assim ele lhe dá as boas vindas e lhe mostra as dependências da delegacia.
08:20 = Depois de se despedir do colega, você retorna ao plantão e um investigador da sua equipe se apresenta a você. O investigador é meio esquisito, está com a barba por fazer, veste um camisão florido amarelo (estilo havaiano), calça de sarja marrom, meio anos setenta, e um par de tênis nas cores azul e vermelho. Você estranha a aparência do policial, mas fica quieto.
08:23 = Você pergunta ao investigador pelo escrivão, pois percebe que já existe algumas pessoas esperando atendimento, e ele diz que o escrivão ainda não chegou.
08:30 = Você começa sozinho a fazer a triagem das ocorrências e vai se inteirar do flagrante que estava pendente com os pms, que reclamam que estão ali desde às 05:30 com um indivíduo detido por tráfico e dizem que nem fora feita ainda a constatação do entorpecente. Você pede para os pms esperar o escrivão do dia, pois é seu 1º plantão e nem possui senha para acessar o RDO para adiantar a constatação.
08:45 = Chega o escrivão da sua equipe, como se nada tivesse acontecido, se apresenta para você e diz que vai até o “Ceará” tomar um café. Você descobre com o tira que “Ceará” é o nome do dono do bar que fica do outro lado da delegacia.
09:10 = Você percebe que o escrivão ainda não retornou do café ainda e resolve ir até o “Ceará” para chamá-lo. Ali você se depara com o seu escrivão e seu investigador conversando de forma descontraída, como se nada tivessem para fazer. Diante disso, você determina que os dois voltem para a delegacia imediatamente e já começa a construir sua fama de “zica”.
09:30 = O escrivão termina de fazer a requisição de constatação do entorpecente do flagrante que chegou às 05h30 da noite anterior e vem lhe perguntar quem vai levar a droga no IC. Você aponta para o investigador, mas ele diz que não pode sair com a viatura porque seu parceiro ainda não chegou. O PM, que estava ouvindo a conversa, se oferece para levar a constatação e você percebe que os PMs estão mais interessados em lhe ajudar do que seus próprios policiais.
09:40 = Os PMs saem para levar a constatação, enquanto seu investigador pega um jornal para ler, se senta em um sofá do plantão e começa a folheá-lo. Várias vítimas que estão esperando atendimento ficam olhando indignadas o investigador lendo jornal, sem atendê-las.
09:45 = O escrivão começa a registrar o primeiro BO do dia, enquanto o investigador continua a ler o seu jornal diante de todos que aguardam atendimento.
10:00 = Enfim, você consegue entrar na sua sala, para arrumar suas coisas. Retira seus livros jurídicos e códigos da sua pasta (comprados na Saraiva no cartão de crédito) e quando consegue se sentar pela primeira vez no dia, o escrivão lhe chama.
10:15 = O Escrivão lhe diz que outra guarnição da PM está apresentando uma ocorrência de homicídio. Você olha para o lado e o vê que o investigador continua lendo seu jornal calmamente, sem a companhia do seu parceiro, que ainda não chegou para trabalhar.
10:20 = Você vai conversar com os PMs e eles dizem que foram acionado pelo COPOM e ao chegaram no local socorreram a vítima ainda com vida ao PS, com cinco disparos de arma de fogo na cabeça. Você estranha como alguém pode sobreviver a cinco disparos na cabeça e manda o investigador, que ainda lia jornal, pegar a viatura para irem ao local e ao PS.
10:40 = O investigador lhe diz que a viatura está sem combustível e você pergunta porque ele não foi abastecê-la no início do plantão. Ele diz que a função abastece a viatura é do Peixoto (o outro investigador que ainda não chegou). O PM se oferece para levá-lo ao local de homicídio na viatura deles e você, para não atrasar ainda mais o plantão, resolver ir para o local de homicídio na companhia da PM. Seu investigador volta a ler o jornal.
11:30 = Depois de ter comparecido ao local de homicídio e ao pronto socorro, você retorna ao plantão e manda o escrivão requisitar perícia para o local. O investigador Cidão não estava mais lendo o jornal, mas da porta da delegacia percebe que ele está no bar do Ceará bebendo alguma coisa que você acredita ser um refrigerante.
11:45 = O plantão já está fervendo de ocorrências. Uma pessoa que esperava desde às 09:00 para registrar um roubo de auto é finalmente atendida pelo escriba. Após verificar que o roubo ocorreu na área do outro distrito, ele tentar chutar a ocorrência para lá. Você percebe o “chute” e determina ao escrivão que registre o roubo, encaminhando o BO para a delegacia da área por ofício. O escrivão registra o BO contrariado. A vítima lhe agradece. Sua fama de “zica” é reforçada.
12:05 = Finalmente chega o segundo investigador da sua Equipe, o Peixoto. Você pergunta a ele o motivo do atraso e ele responde que estuda de manhã e que estava na faculdade. O escrivão olha, dá um sorriso irônico e você fica sem entender nada. Peixoto começa a folhear o jornal deixado ali pelo Cidão.
12:15 = Você está em pé, ao lado do escrivão, sem comer nada desde às 06:30 da manhã, e por curiosidade começa a ler o historio do BO que o escrivão está redigindo. Você se assusta com um número de erros de português e fala para o escrivão lhe chamar antes de finalizar a ocorrência, para você corrigir o histórico. Mais uma vez você é tido como “zica”.
12:20 = Você consegue se sentar pela segunda vez no dia. Já está cansado, com fome, pois não parou nem um minuto, já foi em local de homicídio, em pronto socorro e nem teve tempo de tomar um café.
12:25 = Chega em sua sala um escrivão da chefia pedindo para você assinar um auto de depósito de um caminhão com suspeita de adulteração de chassi. Você pergunta pelo titular e ele diz que o titular está em férias. Você pergunta pelo assistente e ele diz que o DP não tem assistente. Você pede o inquérito para analisar antes de assinar e ele diz que o IP está no fórum, com pedido de prazo. Você pede então a cópia do IP e ele lhe traz um amontoado de papéis soltos dentro de uma capa, sem nenhuma organização, com peças faltando, mas você acaba assinando o auto de depósito, confiando no escrivão da chefia e também para não se indispor com o titular logo no seu primeiro dia de serviço. Sem saber, você acabou de arrumar sua primeira audiência na corregedoria por ter assinado aquele documento.
12:40 = Os PMs do flagrante de tráfico retornam com a constatação do entorpecente. Você lê o laudo que deu positivo para um decigrama de cocaína. O escrivão lhe chama para ver o historio do BO de roubo e, de tão ruim, você é obrigado a refazê-lo completamente.
12:50 = Você manda o escrivão iniciar o flagrante e começa a ouvir os PMs, que lhe contam como abordaram o traficante de “um decigrama de cocaína”. Terminada a oitiva dos PMs, você assina o recibo de entrega do preso e dispensa os milicianos.
13:30 = Você começa a ouvir o traficante e este lhe conta que na realidade é usuário e que quem lhe prendeu não foram policiais fardados, mas dois policiais à paisana que chegaram em uma Ipanema verde metálica, quatro portas, dizendo que eram do Denarc. Você não acredita na versão do conduzido, pois os PMs estavam em um Corsa Sedan caracterizado e não em uma Ipanema verde. Minutos depois chegam no plantão outros dois PMs, em trajes civis, que lhe pedem para fotografar o traficante. Eles dizem que são do P2 do Batalhão. Quando eles deixam o DP, você percebe que eles entram em uma Ipanema verde, quatro portal, idêntica àquela descrita pelo suposto traficante. Você aprende que nem sempre policiais que lhe contam a verdade e que nem sempre o preso está mentindo.
13:50 = O Escrivão lhe avisa que uma viatura do Tático acabara de chegar com um outro flagrante, dessa vez de roubo, com três indiciados e cinco vítimas. Ele aproveita o ensejo para lhe avisar que tem três flagrantes de plantões anteriores que tinham de ser relatados, dois que desses que estavam com o prazo para vencer no dia seguinte. Você, já assustado com a possibilidade desses flagrantes serem relaxados por excesso de prazo, manda o escrivão lhe trazer os inquéritos e começa a ler o primeiro.
14:00 = O escrivão, após lhe trazer os inquéritos, avisa que está saindo para almoçar.
14:20 = Você, já com dor de cabeça, sem almoçar e sem ao menos tomar um café, começa a relatar o primeiro IP que está com o prazo para vencer.
15:10 = Você terminou de relatar o primeiro inquérito e começa a ler o segundo, quando chega o escrivão, palitando os dentes e lhe perguntando se o segundo flagrante apresentado pelo Tático seria de furto ou de roubo.
14:30 = Você vai ao plantão, conversa com os PMs, que lhe contam que surpreenderam os três indiciados, um deles armado, que, com emprego de grave ameaça, subtraíram dinheiro, cartões e objetos das vítimas e aí você conclui que obviamente a ocorrência tratava-se de roubo e não de furto. Você aprende que seu escrivão, que lhe disse ser bacharel em Direito, não sabia nem mesmo diferenciar um furto de um roubo.
14:45 = O escrivão começa a qualificar as partes do segundo flagrante e você pergunta pelos tiras. Ele lhe diz que assim que voltou do almoço os tiras saíram.
14:50 = Enquanto o escrivão qualifica as partes, você resolve ir ao bar do “Ceará” para comer alguma coisa, pois já está verde de fome e, ao chegar naquele local, vê o cozinheiro assoando o nariz dentro da cozinha e resolve comprar apenas uma barra de cereal e um refrigerante, que será a sua única refeição do dia.
15:00 = Você come sua barra de cereal, toma seu refrigerante e começa a relatar o segundo inquérito que o escrivão lhe passou. Quando está absorto com o trabalho, o escrivão aparece e diz que uma vítima queria falar com o delegado.
15:10 = O escrivão traz aquela vítima à sua sala e o sujeito começa a lhe contar que foi abduzido por ETs, que lhe implantaram um chip na cabeça e lhe monitoravam do espaço. Você tentar dispensar aquele sujeito, mas ele não parava de falar e exigir que fosse registrado um BO sobre aquele fato. Depois de quase meia hora ouvindo o “13” você percebe que é melhor não contrariar o louco e, com muito tato, o convence a voltar outro dia, sem saber que ele iria voltar no plantão noturno e dizer para o delegado da noite que tinha sido você que havia mandado ele voltar àquele horário. No próximo plantão, o colega iria lhe olhar meio torto, mas você não iria saber o porquê.
15:50 = O escrivão lhe diz que já tinha qualificado todo mundo e que estava lhe esperando para que você lhe ditasse as oitivas.
16:00 = Você começa a ditar a primeira oitiva para o escrivão. O telefone do plantão toca e ninguém atende. Você pergunta pelos tiras e o escrivão diz que não sabe onde eles estão. Você mesmo atende o telefone e é o advogado dos presos querendo saber por telefone o que irá ser feito com eles. Você, já sem paciência, diz rispidamente ao advogado que se ele quiser acompanhar o flagrante que se faça presente na delegacia, que não irá lhe passar nenhuma informação por telefone e desliga na sua cara. Logo em seguida, você mesmo se dá conta da falta de educação com que tratou o causídico, algo que você nunca tinha feito antes na sua vida, até porque bem pouco tempo atrás você também advogava como ele.
16:15 = Sua mulher lhe telefona, toda feliz pelo seu primeiro dia de serviço, mas você responde que está em meio a um flagrante e desliga na sua cara. Novamente, você percebe a “cagada” que fez, pois sua mulher é muito sensível e iria ficar chateada com você.
16:30 = Você terminar de ditar a primeira oitiva, mas quando o escrivão vai imprimi-la ele lhe avisa que o tonner da impressora acabou. Você manda ele trocar o tonner e ele diz que não tem. Você manda ele ir buscar um na chefia e o chefe do cartório avisa que o material acabou e que o tira do expediente não havia ido buscá-lo ainda.
16:45 = Você está em meio de um flagrante, apenas com o escrivão ao seu lado, com uma fila de pessoas, já de cara feia, à espera de um BO, sem impressora e começa a se desesperar com a situação. O escrivão lhe avisa que na rua de cima existe uma loja que recarrega cartuchos e tonners de impressora e você vai até lá à pé porque seus tiras não voltaram ainda. Lá se vão mais 80 reais do seu salário para recarregar o tonner da impressora da delegacia.
17:10 = Seus tiras retornam à delegacia e você pergunta onde eles estavam. O Peixoto diz que estavam cumprindo uma OS da chefia, mas você vê que ele está meio “alegrinho” e com o hálito etílico (embriagado mesmo). Você sobe na chefia e reclama com o chefe dos tiras, que lhe explica que Peixoto é “meio problemático”, já passou mais de um ano afastado de licença médica e que não dava para “exigir muito dele” senão ele poderia tirar uma outra licença e sua equipe ficaria com apenas um investigador. Você retruca, diz que Peixoto fazia faculdade, tanto que chegou só na hora do almoço e o chefe dos tiras, com um largo sorriso no rosto, diz que se o Peixoto fazia faculdade era como “servente de pedreiro”. Você resolve não se alongar, pois ainda tem quatro pessoas para ouvir no flagrante.
17:30 = Toca o telefone novamente e mais uma vez nenhum dos dois investigadores estava no plantão para atender. Peixoto estava no bar do Ceará, tomando a décima pinga do dia, enquanto Cidão (o de camisa florida) fazia um “QZZ” nos fundos da delegacia, dentro da viatura. Mais uma vez você teve de atender o telefone e dessa vez era a secretária do Seccional dizendo que ele queria falar comigo. Você pensa que ele vai lhe perguntar sobre seu 1º plantão, lhe dar as boas vindas, mas já sente a voz do homem meio alterada, lhe perguntando sobre um advogado que teria sido maltratado ao telefone. Você explica ao Seccional que estava no meio de uma oitiva e que o advogado queria informações sobre o flagrante por telefone, o que não era possível, pois nem tinha como saber se realmente ele era quem dizer ser, mas o Seccional diz que o tal advogado era primo da empregada do Secretário de Segurança Pública e que ele teria recebido um telefonema do assistente do Titular da Pasta, lhe questionando sobre o atendimento dado ao advogado e lhe pede para ser mais maleável nessas situações, para não causar melindres para ele, pois numa dessa ele poderia perder a cadeira e você seria o culpado. Você toma seu primeiro “presta atenção” na carreira, logo no 1º plantão.
17:45 = Você continua a ditar as oitivas, já chateado por ter se queimado com o Seccional logo no primeiro dia, quando novamente liga a sua esposa. Já de cabeça quente, você grita com ela e pergunta se ela não entendeu que estava em meio a flagrante e ela desliga o telefone com voz de choro.
18:30 = Finalmente você consegue terminar todas as oitivas do flagrante.
18:35 = Você retornar para a sua sala para terminar de relatar o IP que havia iniciado e começa a ouvir uma gritaria no plantão e corre para lá novamente. É outra guarnição da PM, dessa vez, trazendo uma briga de família, generalizada, com marido que bateu na mulher, mulher que bateu no marido e na sogra, cunhado que bateu na cunhada porque a cunhada bateu na sogra. Pergunta pelos tiras que deveriam estar fazendo a triagem dessa ocorrência e vê Peixoto saindo do bar do Ceará, cambaleando de tão bêbado. Peixoto entra no plantão gritando com todo mundo, ameaça puxar a arma para a mulher que apanhou do marido e do cunhado e que agora estava lhe xingando. Você pega Peixoto pelo braço e manda ele ficar quieto, enquanto vai atrás de Cidão, que continua dormindo na viatura.
18:50 = Você manda o escrivão ir adiantando essa ocorrência para a Equipe da noite, qualificando as partes e requisitando IML para todo mundo. Fala para o Cidão ficar ali por perto e ajudar o escrivão, mas ele diz que não sabe “mexer com computador”. Diz então para ele pelo menos ficar por perto para não deixar o povo se pegar novamente na delegacia.
19:10 = Você retorna para sua sala para terminar de relatar o segundo flagrante, que irá vencer no dia seguinte, e se depara com Peixoto dormindo no sofá e babando sobre seus livros que custaram uma fortuna. Por um momento, pensa em expulsá-lo dali, metê-lo no papel, mas, como está completamente bêbado, prefere deixá-lo ali mesmo, para evitar mais “zica” no seu plantão.
19:15 = Com Peixoto roncando na sua sala, você continua a relatar o flagrante, quando entra o escrivão desesperado, dizendo que um dos presos que estava no corró tentou matar o outro preso, batendo a cabeça desse contra a grade. Você vai até lá e se depara com o preso desmaiado, vertendo sangue pela cabeça.
19:20 = Chama Cidão às pressas para levar o preso no pronto-socorro, mas ele me lembra do “estado” do Peixoto, que não poderia lhe acompanhar. Mais uma vez quem lhe auxilia nessa situação são os PMs que estão na ocorrência, que se dispõem a levar o preso até o pronto-socorro. Você agora já tem certeza, logo no meu primeiro dia de serviço, que investigador de polícia no plantão e nada é a mesma coisa.
19:35 = Você volta para a sua sala e percebe que o paletó do terno que havia comprado em 12 vezes estava manchado de sangue daquele preso. O paletó vai diretamente para o lixo e com ele 400 reais que você tinha gastado para comprá-lo em 12 prestações (faltavam ainda duas).
20:00 = Ainda relatando o flagrante, chega o colega da noite e lhe pergunta como está o plantão. Você passa para ele a ocorrência da briga de família.
20:30 = Finalmente você termina de relatar o flagrante. Os PMs retornam com o preso do PS com a cabeça toda enfaixada. Só aí você se dá conta que tem ainda de realizar todos os procedimentos cabíveis em relação àquela agressão praticada sofrida preso.
23:00 = Você termina seu plantão diurno, com poucas horas para descansar, pois às 20:00 do dia seguinte você entra no plantão noturno.
23:30 = Você está voltando para casa, com as pernas doendo de andar de um lado para outro, com a cabeça estourando de dor de cabeça, sem comer direito, sem saber se terá o que comer em casa, em razão do adiantado da hora. Resolver para em uma lanchonete para comer um misto quente, mas percebe que gastou todo o seu dinheiro com o tonner da impressora do plantão.
23:40 = Você finalmente chega em casa. Sua mulher já está dormindo, seus filhos já estão dormindo e a única coisa que você tem a fazer é tomar um banho e ir dormir também, pois no dia seguinte você já sabe o que lhe aguarda. Você pensa em pedir exoneração, em voltar a advogar, mas sua vocação fala mais alto e você continua, pois acredita que um dia as coisas irão melhorar e que o trabalho imprescindível do delegado de polícia será enfim reconhecido em São Paulo pelos governantes.

ORGANIZAÇÃO NA PM: Organização é meter bala num Coronel e depois espalharem aos quatro ventos que o motivo do atentado foi o banho de “milhões de reais” em outros oficiais; no caso da caixinha da MOTOROLA? 2

PM/07/18 às 22:17 – ARLINDO

Parabéns para os PMs!
O que o delegado disse que estava fazendo? Ensinando escrivães e plantão tumultuado. Isso é desorganização. Lembrando que tem alguns delegados que não gostam de PMs e os tratam muito mal, fazendo-os esperar em ocorrências, achando que são superiores, esquecendo que existe duas políciais e cada uma cuida de funções diferentes, cada um tem que fazer a sua parte. Esse deve ser um. Embora a maioria dos Delegados trabalham muito bem.
Os PMs agiram corretamente. Trabalhou mal tem que reclamar mesmo e parar de ser capacho desse tipo de “profissional”. Correge neles! 

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Organização é meter bala num Coronel e depois espalharem aos quatro ventos que o motivo do atentado foi o banho de “milhões  de reais” em outros oficiais; no caso da caixinha da MOTOROLA?

Parabéns para a fulana:  a construtiva inciativa contribuirá para  que muitos –  LEGALMENTE  – se phodam. 

MANUAL DO BOM DELEGADO. PRIMEIRO DIA DE PLANTÃO. 32

MANUAL DO BOM DELEGADO. PRIMEIRO DIA DE PLANTÃO.

08:00 = Voce acabou de acordar. É seu primeiro plantão, mas sabe como é, né. Autoridade é Autoridade. Sempre vai ter gente lá e quem quiser que espere.
08:30 = Voe sai de casa e liga para um colega seu que esta em outro plantão, e ele também ainda não chegou. Esta tomando café em casa. Parabéns, seus trinta primeiros gloriosos minutos de polícia.
08:40 = Seu telefone toca. É sua esposa perguntando se chegou tudo bem e como está sendo seu primeiro dia como policial?
….vc responde: Agora não posso falar amor, já te ligo…estou me preparando ainda para assumir. É muita responsabilidade, voce sabe. Afinal eu sou a Autoridade. Desliga de repente. Ela fica toda orgulhosa de voce e por que está casada com uma autoridade.
08:45 = Voce chega no plantão já falando “Porra fudeu, vai ser um dia cheio” Passa por um montão de pessoas com senha na mão, nem olha pra ninguém, vê um policial velho digitando, nem olha para ele, Vê um tira tentando ajudar a atender a população e os PM e nem liga. O problema é dele. Acha um tira puxa saco que lhe dá bom dia e mostra onde é a sua sala. O puxa saco diz que o outro tira está fazendo corpo mole e voce grita para ele e quer saber saber que horas chegaram os pms. Vc dá uma comida de rabo nele por causa dos presos que ele colocou sozinho na cela. Grita que está cagando e andando pra população lá na frente.
09:00 = Afinal voce se instala na sua sala, se esparrama no sofá, põe o pé na mesa e liga a televisão. O escrivão vem perguntar alguma coisa que voce nem deixa terminar de falar e diz ” se vira meu, voce não nasceu quadrado” O tira puxa saco convida para um café na padaria de um chegado.
09:05 Voce sai com o tira, passa pelo escrivão e tasca: “PORRA ! QUANTA GENTE ESPERADNO, TEM QUE SER MAIS RÁPIDO FILHO”, diz que depois assina, o que tiver e manda disopensar as vítimas. O escrivão fala “DR tem o flagrante” e voce diz “tá começa a fazer que vou tomar um café com os tiras, você segura aí né? ”.
09:15 = Vc chega na padaria e o dono já vai chamando de doutor e preparando um especial da casa dizendo que não vai precisar pagar nada. o tira puxa saco dá um sorriso maroto dizendo ” aqui todo mundo é chegado”
09:45 = Voce acaba de traçar um pão de queijo.
10:00 = Voce volta pro plantão, vai para sua sala, liga o notebook e começa a assistir um pornô qualquer, só para passar o tempo. Chega o escrivão que o interrompe e voce já grita “Que foi agora?”, Ele diz que já fez o bo. a apreensão, as requisições, todos estão cadastrados e só falta as oitivas. Voce faz de conta que não entendeu nada e diz pra ele ” Filho, vai lá e continua. Depois eu assino tudo ” Percebe que tem um anel e o convida a ir até a sua sala. Afinal, ambos são operadores do direito.
10:15= Voce continua na Tv e no notebook
10:30 = Mais um pouquinho de TV e notebook
10:45 = O escrivão vem de novo perguntar se voce vai ouvir o preso e voce diz que não, ” Poe lá que ele vai ficar calado ” Reclama que o flagrante está demorando.
11:00= O escrivão vem reclamar que tem que datilografar a planilha, o agetel vem reclamar de alguma coisa e o carcereiro também vem reclamar. O escrivão aparece com uma vítima que quer conversar com o delegado. O tira puxa saco põe todo mundo pra fora e voce tasca: “ não estudei cinco anos de Direito pra ficar resolvendo briga de vizinho ”
11:30 = O tira vem perguntar alguma coisa, Voce nem ouve direito e diz: EU ESTAOU FAZENDO UM FLAGRANTE ! O RESTO VÊ AI COM O ESCRIVÃO.
11:45 = O tira puxa saco vem correndo dizendo que a PM está apresentando uma ocorrência, de caça-níqueis, mas que não precisa se preocupar que ele vai resolver tudo com ajuda do agetel e do carcereiro. Voce fica um pouco surpreso com a boa vontade de todos. Voce pensa: nossa que caras legais, diziam que não havia ninguém assim na polícia. Pronto, voce ainda não sabe, mas já tomou a sua primeira chuveirada.
12:00 O tira puxa saco vem convidar voce para almoçar dizendo que não precisa se precupar com o J por que já descolou um outro chegado. Voce sai com o tira paa almoçar.
12:10 = Almoçando
13:00 . Almoçando
13:15 = AInda almoçando
13:45 = No finzinho do almoço.
14:00 Voce terminou de almoçar e resolve dar um tempinho no restaurante. Afinal o escrivão está no plantão. Nem pensa se ele almoçou ou não e muito menos em levar uma mini para ele.
14:30 = Seu celular toca e é o escrivão do DP; Aos gritos voce diz que ele está enchendo o saco e que já está chegando. Tasca ” PORRA! NINGUEM PODE TER SOSSEGO PARA UM ALMOÇO POR AQUI ?”
14:40 = Voce chega no DP e ainda tem um montão de gente. Voce diz para o escrivão, sem sequer olhar na cara dele: “ O que vc fez até agora. Tá muito devagar, filho. Olha quanta gente tem para atender, quer me fuder, isso da corró”. Passa reto e vai para a sua sala, TV ligada e notebook também.
15:00; Filminho e notebook
15:30 – filminho e notebook
16:00 = O escrivão vem perguntar o que faz com os objetos apreendidos e voce diz “Se vira, a pica é sua”
16:15 = Seu telefone toca, sua namorada pergunta como vc está e vc responde “amor, estou trabalhando demais! Quando eu for ai voce vai ter que me fazer relaxar ” O outro celular toca e voce atende sua esposa e diz que está muito ocupado e depois liga”
16:30 = O tira puxa saco diz que o escrivão está procurando voce. Voce chama o escrivão sem olhar na cara dele e pega um monte de papeis e fica procurando até achar uma coisinha errada. Acha um ofício para o juiz que tá faltando uma vírgula e diz pro escrivão ” Porra ! Vc quer que eu passe vergonha com o MM. Quer que ele pense que eu assino tudo sem ler. Faz de novo essa merda, mas vê se faz direito”
17:00 = Então vc lembra de uma delegada da sua turma que voce estava de olho e foi trabalhar no DIRD e fica pensando será que lá é tão ruim como aqui, espero que sim.
17:05 = Começa a assinar um monte de papel tudo sem ler nada, afinal escrivão tá lá para fazer tudo direito e voce assina em confiança. Começa um barulhão lá na carceragem e voce sai na porta e grita pra qualquer um: “PORRA O PRESO NÃO PARA DE GRITAR ALGUEM FAZ ALGO QUE ESTOU LENDO MINUCIOSAMENTE O QUE ESTOU ASSINANDO E PRECISO DE CONCENTRAÇÂO”. Nesse momento o Titular está passando e voce já recebe o seu primeiro elogio por que dominou seu primeiro plantão.
17:06 = Sabendo que o titular vai descer, voce manda chamar todo os tiras que estão voando para que pareçam estar trabalhando quando ele passar pelo plantão.
17:08 = Os tiras voltam e vem agradecer pelo toque. Pronto, vc conseguiu ser um paizão para a tiragem.
17:30 = Só para mostrar quem manda, voce sai da sala e dispara um montão de perguntas: “chegou as novas legitimações do flagrante?”
“já viu na capturas pra buscar o mandado?” “já viu com os pms se é o dono do carro mesmo que ta ai? “e esse pessoal que ta ai pra fazer o b.o…já avisou que tem flagrante?” “as vitimas do acidente de transito já tão com a papeleta? Senão manda ir la no hospital e pegar a papeleta…”
“ PORRA! VOCES TEM QUE SER MAIS AGEIS. DAQUI A POUCO VAI CHEGAR O PESSOAL DA NOITE E ELES VÃO ACHAR QUE EU NÃO FIZ NADA1 EU AQUI ME MATANDO DE TRABALHAR E VOCE NÃO FAZEM NADA. VAMOS TRABALHAR. PORRA1 CARALLHO1 ‘
18:00 = Voce liga para a sua namorada e começa um bla -bla – bla melecoso. Diz que vai fazer o possível para dar um jeito de sair antes e ficar um pouco mais com ela. Manda esperar naquele motel onde é tudo QSA.
18:15 O pessoal da chefia vai embora, depois de cumprimentar voce pelo excelente trabalho que está fazendo.
18:30 = Voce ainda está falando com sua namorada. Afinal, tem que fazer alguma coisa para relaxar e espantar a tensão do primeiro dia de trabalho.
19:00 = Logo depois aquele pessoas que estava fazendo o BO de caça-níquel, aparece dizendo que acabou, voce acha um tanto quanto demorado por ser um BO simples, mas não dá muita atenção. Afinal voce é a autoridade.
19:40 = O escrivão traz mais um montão de BO e voce olha por cima até achar alguma coisa errada. Ve que faltou bloquear um veículo vc fala “PORRA QUE ME FUDER, ISSO DA PICA NA CORRÓ, ANOTA MEU SD E SENHA DO PRODESP E BLOQUEIA O CARRO”.
19:50 = Voce vai bem devagar assinando tudo o mais sem ler nada .
20:00 = Sua namorada te liga e pergunta se irão se ver de noite, vc diz que primeiro vai ter que ligar para sua mulher que está tendo que fixar para fazer um flagrante e depois liga. Sua mulher liga logo em seguida e voce diz que está trabalhando sem parara e que tem um flagrante para fazer e que vai chegar tarde. Pronto. Conseguiu um alvará para umas duas horas com a namorada.
20:30 = Após assinar tudo voce diz para o escrivão : QUANTOS BO´S, É SEMPRE ASSIM AQUI ? ESSES MAUS FUNCIONÁRIOS QUE NÂO TEM AMOR PELA POLÍCIA E QUEREM FODER OS DELEGADOS ” . Prepara-se para ir embora com a sensação de dever cumprido.
20:00 = Voce vai embora mais cedo, afinal sua namorada tá esperando.
20:30 Voce chega no motel. Tudo resolvido vc pode ir ficar com ela umas duas horas, nem lembra que amanhã a noite ira voltar ao plantão, vc pensa ” QUE BOM. AFINAL ACHEI A MINHA VOCAÇÃO”. Abre umas latas de cerveja, transa com a namorada.
22:00 Voce está saindo do motel e liga para a esposa e diz que estará chegando morto de cansado e só vai querer tomar um banho e cair na cama. Afinal, voce também em casa voce é a Autoridade.
Autoria: IP 201.198.23.987

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ESSE BOM DELEGADO ERA INVESTIGADOR DE POLÍCIA DESDE OS 19 ANOS, FEZ DIREITO COM MUITA DIFICULDADE  – POIS SEU TALENTO É PARA ASSUNTOS MATEMÁTICOS – E SÓ FOI APROVADO PARA A NOVA CARREIRA COM MUITO ESFORÇO…

AH, INVESTIGADOR  E FILHO DE CARDEAL!

Assinado: Flit

POLICIAIS CIVIS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO PRENDERAM TRÊS CRIMINOSOS QUE ROUBARAM VEÍCULO E ARMAS DA ESCOLTA DA ESPOSA DE JOSÉ SERRA…MAS O ASSUNTO É TRATADO COMO SEGREDO DE ESTADO, POIS NÃO É LUCRATIVO DIVULGAR QUE ATÉ A ESCOLTA GOVERNAMENTAL FOI VÍTIMA DA CRIMINALIDADE 18

para dipol@flitparalisante.com

data17 de julho de 2010 18:44
assunto O jeito Serra de Governar

ocultar detalhes 18:44 (19 horas atrás)

Depois de 3 meses privado do convívio familiar, longe de sua vida social e esquecendo da família; conseguimos prender parte (faltou um) da quadrilha que roubou os PM´s que faziam a escolta da mulher do nosso querido ex-governador e agora candidato a presidente pelo PSDB, o Sr. José Serra. Levaram as armas e a viatura (um corola blindado) dos policiais, não antes sem balear um deles nos glúteos.
 
Fomos buscá-los na Rodovia Presidente Dutra, na altura do município de Arujá. Sabíamos que estavam voltando para SP depois de um pequeno período de descanso. Fizemos um bonito trabalho de investigação e depois de interceptação, pois não houve um tiro sequer disparado, ninguém se machucou e os três se entregaram prontamente quando viram a organização do plano montado.
 
De volta para São Bernardo do Campo (isso ontem – sexta-feira 16 de julho) o delegado seccional recebeu a informação de que esta notícia não poderia vazar. Sabe como é que é, ano eleitoral, pode-se explorar a notícia…resumindo podem prejudicar a campanha de nosso querido ex-governador. Somos todos advertidos para fazer sigilo. Aquele clima de felicidade depois do dever cumprido (e bem cumprido) sumiu. De repente, parecia que os criminosos eramos nós. Parecia que fizemos errado em encanar os três marginais. Injetaram em nós uma dose extra de desmotivação. Salário baixo, falta de material humano, escalas extras e agora repreensão…
O que mais vem pela frente caso o PSDB ganhe as eleições??
 
PS. por favor, não divulgue meu e-mail

MERCADANTE: O arrocho do salário das polícias, o enfrentamento da Polícia Civil com a Polícia Militar e a perda de disciplina e controle dos presídios foram os mais graves erros que o PSDB cometeu na segurança pública em São Paulo 25

 

Domingo, 18 de julho de 2010 – 01:07

‘Lula vai ser meu cabo eleitoral’

Prometendo trens rápidos e baixar o pedágio, Mercadante conta com o apoio do presidente para se eleger

O senador Aloizio Mercadante trocou uma reeleição dada como certa para o senado por uma difícil eleição para o governo de São Paulo a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, vai cobrar a conta.

“Acho que ele (Lula) vai ajudar muito na minha campanha”, diz, em entrevista exclusiva aos jornalistas João Carlos Moreira, do DIÁRIO, e Fernando Zanelato, do BOM DIA.

Segurança pública, educação, saúde e pedágios são os alvos preferidos de Mercadante, que, em 2006, perdeu o Palácio dos Bandeirantes no primeiro turno para José Serra (PSDB).

A seguir, os principais temas da entrevista.

Derrotas do PT em São Paulo

A cada campanha a gente tem aumentado a intenção de votos. Em 2002, especialmente, havia muito medo do governo Lula, as pessoas tinham medo da mudança. No entanto, o êxito inquestionável do governo Lula credencia o partido a apresentar uma proposta de mudança para São Paulo com responsabilidade. Acho que os eleitores vêem o PT mais maduro, mais preparado.

Pesquisas
A campanha presidencial tem tido muito mais visibilidade do que a campanha estadual. A própria pesquisa do Diário de S.Paulo-Rede BOM DIA  mostrou que 80% dos eleitores ainda não tinham candidato a governo de São Paulo. Eu me lembro que na última eleição para a prefeitura, o Alckmin também liderava com larga margem e terminou sem chegar no segundo turno.

Lula em São Paulo
Ele vai se dedicar muito a campanha de São Paulo, tem esse compromisso. Acho que ele vai ajudar muito na minha campanha porque ele tem um papel fundamental na disputa no Brasil e particularmente em São Paulo. Nós somos parceiros e ele nessa campanha vai ser militante e cabo eleitoral.

Apoio inimigo
Eu sinto um setor muito importante do DEM me apoiando, prefeitos que já se manifestaram publicamente, lideranças importantes no Estado já se manifestaram, vereadores. DO PPS também. Eu acho que o que tem de melhor do PMDB vai estar comigo.

Motivos do desgaste do PSDB em São Paulo
Primeiro porque o governo Lula é muito melhor que o governo que eles fizeram no Brasil. Não tem uma pesquisa que não mostra que o governo Lula é muito mais bem avaliado que o governo do Fernando Henrique Cardoso do PSDB. Agora, nós nunca governamos o Estado e por isso não há como comparar um governo do PT em São Paulo com o do PSDB.

Aloprados da campanha de 2006

O grave erro que foi cometido sempre serve como lição para que as pessoas tenham responsabilidade. Só há uma forma de se ganhar uma eleição: apresentando boas propostas. Isso para mim é uma coisa vencida.

Crise no Senado e defesa do Sarney
Eu achava que a gente tinha que apurar os atos secretos. Eu não concordava com a posição do governo e do PT (contrários à apuração das irregularidades supostamente cometidas pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP)). Fiquei muito chateado e achei que estava na hora de deixar a liderança do PT. Eu acho que o Lula (que o convençeu a voltar atrás) tinha razão porque minha saída não ia resolver a crise no Senado e iria prejudicar o governo do qual eu dei a maior parte da minha vida para ajudar a construir. Então eu fiquei [na liderança].

Acompanhamento real das doações para a campanha

Se for possível a gente ter capacidade de apresentar, tanto melhor. Acho que quanto mais transparência é melhor para a campanha, mas não é fácil resolver essa equação.

“Indio da Costa” do Mercadante
O Coca Ferraz (candidato a vice de Mercadante) é um professor da USP (Universidade de São Paulo), um especialista e consultor da ONU (Organização das Nações Unidas) e do Banco Mundial exatamente na área de transporte e trânsito. O fato dele não contribuir do ponto de vista eleitoral, sim (pode ser comparado ao deputado Indio da Costa (DEM-RJ), escolhido o vice do presidenciável José Serra (PSDB)). Ele não é uma pessoa que tem votos para ajudar na campanha, mas tem um currículo invejável e uma competência provada.

Privatização dos bancos estaduais
O governo do PSDB, ao privatizar o Banespa e a Nossa Caixa, retirou dois instrumentos fundamentais para você fomentar o desenvolvimento de micro e pequenas empresas, principalmente para você interiorizar o desenvolvimento. Eu quero criar uma agência, um fundo de investimento para suprir essa deficiência.

Guerra fiscal
A ausência de incentivos fiscais está levando uma parte da indústria do Interior a atravessar a fronteira e não há uma reação do governo do Estado.Sou totalmente contra a guerra fiscal, mas se eu for governador não vou deixar as empresas de São Paulo saírem por causa disso.

Presídios

O arrocho do salário das polícias, o enfrentamento da Polícia Civil com a Polícia Militar e a perda de disciplina e controle dos presídios foram os mais graves erros que o PSDB cometeu na segurança pública em São Paulo. Não há como recuperar segurança sem enfrentar a crise nos presídios. Hoje nós temos 59 mil presos além da capacidade do sistema e faltam 11 mil agentes penitenciários. Primeiro é preciso contratar agentes penitenciários e retomar o controle dos presídios. Segundo, separar os presos pela periculosidade. Remeter esses chefes para presídios de segurança máxima e para os presos de menor periculosidade trabalho e educação para que eles tenham perspectiva de recuperação na sociedade.

Monitoramento eletrônico e videoconferência
Os presos que estão aguardando julgamento e não ameaçam a vida da sociedade prisão domiciliar monitorada pela polícia, assim como para os que saem para o indulto ou vão para o semi-aberto.

Polícia comunitária
Em uma área de dois a três quilômetros você vai implantando progressivamente uma rádio patrulha com as equipes, com o rosto de cada policial, o nome e o número e vai entregar em todas as casas de porta a porta. A polícia vai estar presente 24 horas por dia naquela área e cada morador vai poder cobrar resultado.

Estatísticas do crime
Vou colocar em um único portal todas as estatísticas do crime para a população. Então você sabe no seu bairro quantos assaltos teve, quantos homicídios, se está tendo roubo, o que está acontecendo. A população sabe o que está acontecendo em tempo real. Porque aí a comunidade vai cobrar o que está acontecendo no bairro e a polícia é obrigada a dar resposta com mais eficiência nas áreas mais críticas.

Terceirização da frota das polícias

Hoje se você for no quartel da PM ou em uma delegacia uma parte do contingente policial está totalmente envolvida na manutenção das viaturas e esse não é o papel da polícia. Faltam 6 mil homens no policiamento da PM em São Paulo e nós temos um contingente próximo a isso nas oficinas. Quero tirar o pessoal da graxa e botar na rua. O custo é muito menor e você ganha no contingente que você põe na atividade fim que é o policiamento.

Trem rápido

O trem-bala é só o eixo principal. Nós temos que fazer um trem rápido Bauru-São Paulo, Ribeirão Preto-Campinas e Sorocaba-São Paulo para você poder reorganizar a Grande São Paulo e reverter essa crise na mobilidade. Não tem nem estudo [de valores], mas eu acho que a gente sempre tem que buscar parcerias com a iniciativa privada.

Habitação
A CDHU (Companhia de habitação do governo estadual) construiu uma média de 20 mil casas por ano. Se nós continuarmos nesse ritmo, só para a gente suprir a deficiência de favelas e moradias críticas nós precisaríamos de 42 anos. O “Minha Casa, Minha Vida” (programa do governo federal) já está construindo em São Paulo 104 mil casas esse ano e a meta é chegar a 183 mil. O governo do Estado deveria fazer uma  política de complementação do “Minha Casa, Minha Vida”.

Metrô
O meu projeto é a gente chegar a 100 quilômetros de Metrô em quatro anos. Nós temos hoje pouco menos de 70 quilômetros. Além disso é possível dobrar a capacidade da CPTM colocando mais vagões, mais carros nas linhas,informatizando as linhas e melhorando equipamentos.

Aeroportos

Cumbica tem que ser rapidamente ampliado e modernizado, Viracopos tem um projeto de expansão e acho que tem que revitalizar [o Campo] de Marte e vamos ter que criar provavelmente mais um aeroporto. Se a iniciativa privada quer fazer um novo aeroporto, eu acho que tem que fazer.

Aeroportos regionais
Nós temos que estimular os aeroportos regionais. A concessão [desses terminais] pode, mas isoladamente não resolve se você não tiver uma política de acesso e de transporte das companhias para chegar nesses aeroportos. O aeroporto de Bauru não chega vôos lá, não tem volume. Não é um problema só de gestão. O problema é criar uma dinâmica econômica-social-estratégica que leve a utilizar aquele aeroporto de modo relevante, por exemplo criar um aeroporto indústria.

Concessão das rodovias
Aonde for possível fazer concessão nós faremos a exemplo do que o governo federal fez com tarifas muito mais baixas. Não tem sentido você fazer licitação onerosa em São Paulo [que a concessionária paga para explorar a rodovia, o que aumenta o valor do pedágio] com a receita e a economia crescendo.

Pedágios
No meu governo nós vamos baixar os pedágios. Se for necessário prorrogar os prazos de concessão para reduzir a tarifa, vamos fazer.Você tem contratos em São Paulo que a taxa de retorno chega a 27% e das novas licitações, tanto do governo federal como do estadual, é de 8%, 8,5%. Tem alguns contratos que estão totalmente fora do parâmetro.

Progressão continuada

Sou totalmente contra a aprovação automática. Não existe uma boa escola se não tiver avaliação. Tem que avaliar o aluno, a escola e o professor.

Dois professores na sala de aula
Você usar monitores que estão cursando, por exemplo, licenciatura, para complementar o processo de formação dos alunos eu acho positivo. O problema de São Paulo é você falar em segundo professor com o salário que se paga para o primeiro, sendo que 96 mil que nem concurso fizeram. O professor tem que ter formação continuada. Nós temos que pegar as universidades estaduais e criar a universidade do professor paulista, focar na formação do professor.

Organizações sociais na saúde
Os hospitais [gerenciados] por OSS são portas fechadas, eles têm um público alvo. Os hospitais de portas abertas [de responsabilidade do Estado] estão muito sucateados, com muitas deficiências, muitos problemas gerenciais. Precisamos ter um sistema integrado. O que falta nas OSS é transparência, controle social e integração ao SUS (Sistema Único de Saúde).

AME
Não adianta você botar um ambulatório de especialidades se você não tem atendimento básico, não tem gestão. Você tem que integrar o sistema, tem que ter parceria município, Estado, União. Se eu for governador eu não vou acabar com os AMEs porque foi o outro que fez, eu vou dar continuidade, mas vou integrar ao SUS (Sistema Único de Saúde), vou fazer uma gestão compartilhada de todo o sistema e São Paulo vai assumir sua responsabilidade no SAMU (Serviço Atendimento Médico de Urgência), na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e no atendimento básico que não tem feito.

Hidrovia Tietê-Paraná
É fundamental mudar o modal de transporte. Essa é uma hidrovia muito importante que você pode, inclusive, usar para [o escoamento] do etanol, complementar o transporte de grão, carros. Nós vamos em um prazo de sete anos quintuplicar o volume de transporte de mercadorias. Hidrovia, ferrovia e algumas ferrovias não podem mais ser adiadas.

Copa

Acho um absurdo São Paulo não ter definido um caminho para a Copa. A contagem regressiva  já começou. Se vai construir um novo estádio, vamos definir o que o grupo comercial, o que o Estado precisa fazer, o município e vamos avançar nessa questão. O que nós não podemos ficar é sem definir se vai recuperar o Morumbi, se vai construir um novo estádio…

Novo estádio
A informação que eu tenho é que existem grupos econômicos dispostos a construir um novo estádio particular. Isso é um caminho possível, desde que seja rapidamente definido, que haja uma parceria público-privada que viabilize o investimento o mais rápido possível. São Paulo comporta um novo estádio.

Dinheiro público
Eu acho que algum tipo de dinheiro público, de apoio, é necessário. Você pode fazer um empreendimento da iniciativa privada, mas você vai ter uma obra de fundo e é totalmente justificável diante da projeção do país, a imagem que você cria, o turismo que se projeta e a estrutura que fica.

O MEU PRIMEIRO DIA – E OS SUBSEQUENTES – FOI MARAVILHOSO…SÓ TRABALHEI COM POLICIAIS CIVIS EXCELENTES; NUNCA TIVE PROBLEMAS SIGNIFICANTES COM POLICIAIS MILITARES… 24

PM/07/17 às 17:38 – BURACO NEGRO
Dr.Guerra,

Posta uma ,do primeiro dia no plantão ,sob a visão de um delegado.

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Impossível, pois a minha carreira seria maravilhosa não fosse por  alguns titulares, dois ou três seccionais e, também,  dois ou três colegas plantonistas. 

O PSDB PAULISTA FRACASSA NA TENTATIVA DE ESCONDER 15 ANOS DE INCOMPETÊNCIA DO PARTIDO NAS QUESTÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA 15

PSDB não consegue barrar campanha de delegados paulistas na mídia
16/07/2010
www.adpesp.org.br
 
Fracassou a tentativa do PSDB de barrar a campanha da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP), que recentemente apontou as más condições de trabalho, a desmotivação pelo fato de receberem o pior salário do país e as diversas falhas na Segurança Pública do Estado. A decisão é do desembargador Luis Francisco Aguilar Cortez, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.
No pedido, o Diretório Estadual do PSDB alegou que a campanha influenciaria o processo eleitoral e caracterizava propaganda negativa antecipada, uma vez que foi veiculada antes do dia 6 de julho. “O que poderia parecer uma reivindicação de uma categoria profissional, constituiu, na verdade, ilegítima tentativa de interferir no âmbito eleitoral”, sustentou o partido ao ajuizar a ação para que a campanha fosse suspensa. Também reforçou que as peças da campanha tem nítida conotação eleitoral, que se distancia e muito de aspirações legitimas de uma categoria. “Uma das peças escolhe como ponto de partida justamente o ano em que o PSDB assumiu a administração do Governo paulista a pretexto de defender os interesses de uma categoria, atacar o governo e conclamar por mudança”, registrou o partido.
Ao analisar o pedido, contudo, o desembargador Luis Francisco Aguilar Cortez registrou que não foram encontrados na campanha componentes que determinem prática eleitoral, apenas defesas de interesse de classe. “Ressaltamos que somos apartidários; os números que abrimos à sociedade estão disponíveis e são oficiais”, destaca Marilda Pansonato Pinheiro, presidente da ADPESP.
Veja a seguir os números:
31% das cidades do estado não têm delegados;
Desde 1995, enquanto a população de SP cresceu 21%, o número de policiais civis se mantém o mesmo;
São apenas 3,2 mil delegados para os 42 milhões de habitantes de SP;
O estado mais rico da nação é o que pior remunera seus delegados de polícia.
As informações estão sendo divulgadas em veículos de comunicação. “Esses número são vergonhosos para nosso estado, e o simples fato de o partido do Governo de SP tentar barrar nossa informação, mostra que eles também devem se envergonhar disso”, conclui a presidente.
Veja os vídeos da campanha no www.youtube.com/adpesp. Caso queira as imagens em alta resolução e/ou o comunicado, favor encaminhar e-mail para imprensa@adpesp.com.br 
 

Manual prático para escrivães que irão trabalhar nos plantões DECAP. 42

Ae Dr Guerra, fizeram o manual do escriba
Seria legal se o senhor postasse!!
 
Manual prático para escrivães que irão trabalhar nos plantões DECAP.
 
08:00 =  Vc chega todo empolgado para seu primeiro plantão. Com sua .40 nova e mais uma arma particular, sabe como é, plantão é tenso. Ao chegar e botar o pé na Delegacia vc visualiza um aglomerado de pessoas sentadas  aparentando um certo mau humor. Se dirige ao balcão e uma pessoa muito mal educada lhe fala “fala, o que foi, o plantão irá trocar só depois das oito”. Então vc se identifica como o novo escrivão,  a pessoa dá risada e grita para um senhor que está sentado , escondido atrás de uma montanha de papéis: “O NOVO ESCRAVÃO CHEGOU”, sendo que o senhor responde “MEUS PESÂMES”.
08:05 = Vc então cumprimenta todo mundo e o Escrivão já fala: Tem um BO de furto para fazer, um de lesão corporal culposa, um SVO e a PM esta apresentando um flagrante de furto de “toca-fitas” que chegou as 05:00H, pode logar e começar. Porém vc fala, é meu primeiro dia, nem tenho acesso ao RDO, cadê o DelPol? O escripol, com uma olhar cínico responde “se vira mano”.
08:10 = a Equipe dos tiras chega e já começam a tirar uma com a sua cara “E ae escravão, pra quê duas armas  ta doido?”. Vc desesperado porque não tem senha, não tem ninguém para te ajudar, não tem chefia, não  tem Delegado e o escrivão da noite tá montando o flagrante e em contagem regressiva para ir embora. Pergunta aos tiras e eles nada sabem (note que com o decorrer do tempo nada irá mudar). Liga prum colega seu que esta em outro plantão, e ele Tb está desesperado na mesma situação. As pessoas já começam a reclamar, e você ouve de fundo a seguinte frase “Eu pago meus impostos”. Parabéns, seus dez primeiros gloriosos minutos de polícia.
08:20 = Vc entra na sala de flagrante e observa uma pessoa dormindo em um colchão inflável no maior conformo, vc se espanta e pergunta “Quem é esse” daí o tira da sua equipe fala “é o Tonho, porra ele ainda não acordou, já acabou seu plantão, acorda ele lá senão ele vai perder o horário do bico”. Ao acordar o Tonho, num primeiro momento ele resmunga,  mas quando percebe que já são 08h20min. exclama:  “Carai hoje foi foda o plantão , mó frio” e começa desesperadamente a arrumar suas coisas.
08:30 = O escrivão da noite esta de saída e diz a vc “liga pro DI POL e fala que vc não tem aceso ao RDO”
08:40 = Depois de 10 minutos tentando vc consegue falar com o DIPOL e eles criam sua conta, porém, vc só começa a fazer o BO quando o DelPol iniciar o plantão, só que, cadê ele??
08:45 =  Chega então o Delegado já falando “Porra fudeu, um calça branca no plantão, não começou fazer BO ainda?” – Vc explica a situação e ele fala “CAralho, que porra de Academia é essa, anota meu RG e senha assim vc inicia o plantão quando chegar, e já pode chamar o próximo”, então vc chama, era um BO de furto, aparentemente simples, porém quando vc se da conta já relacionou 30 itens e a pessoa ainda quer que vc inclua fotos, cartas, agenda telefônica, chaves, isqueiro, cd´s de mp3 e outras coisa não importantes, nesse momento vc nota os PM´s, todos te olham feio como se estivesse dizendo “e o flagrante, quando vai começar??”
09:00 =  Seu primeiro BO, vc chama o Delegado para mostrar e ele “PORRA QUANTA COISA, TEM QUE SER MAIS RÁPIDO FILHO” manda imprimir e assina, dispensando a vitima. Vc então fala “DR tem o flagrante” e ele fala “tá começa a fazer que vou tomar um café com os tiras, você segura aí né? ”. Você pensa em responder que, sozinho não vai segurar porra nenhuma, mas lembra-se que está no estágio probatório e qualquer coisinha é rua. Vc desesperado sobe na chefia e encontra uma escrivã, antiga, e pede ajuda, porém ela diz que nunca fez um BO no RDO e nem sabe mais como se faz flagrante, pois trabalha no cartório central há anos ,dizendo para que  vc  espere o Chiquinho que chegará as 11:00, pois ele tem bastante experiência em plantão,  e recém subiu para chefia .
09:15 = Vc chama os PM´s e começa o cadastramento: pm´s,  vitima, indiciado, veículo, bem como o tão valioso “toca-fitas” que havia sido subtraído.
09:45 = Os tiras e o DelPol chegam e nem ao menos te trazem um pão de queijo, e vc já com fome, quando pede ao tira buscar um lanche ele te olha com cara de desdém e fala”Caraio por que não avisou antes” vc acha estranho que ele sai para buscar seu lanche e nem pede dinheiro, pronto, vc aprendeu agora o que era QSA, e fica por 5 segundos feliz.
10:00 = Vc vai a sala do Delegado e o vê no notebook, dando risadas, e quando o interrompe ele fala “Que foi agora?”, vc humildemente responde, Dr.  já cadastrei todos no B.O., agora só falta fazer as oitivas. Ele ri da sua cara e diz “por que ainda não começou”. Na academia vc aprende que o Delegado “preside” o flagrante, e que ele colhe as oitivas e dita, porém, vc descobre agora que não passava de “fumaça”, parabéns vc acaba de aprender mais um termo.
10:15= Chega outra parte, dizendo que sua amiga tentou se suicidar tomando a garrafa inteira de desinfetante que comprou no Carrefour. Vc manda pegar a senha e pede para aguardar.
10:30 = Vc acabou a oitiva do PM condutor, e usando já de malandragem usa o famoso control c e control v na oitiva do PM testemunha. Chama vitima e começa a oitiva.
10:45 = vc chama o Delegado e fala “DR falta ouvir o preso” então o Delegado fala “não ele vai ficar calado”, vc acha estranho mas mesmo assim faz o interrogatório. Vc pede para os tiras anotarem os dados da vida pregressa e qualificação, e puxar o DVC e ouve “Não tenho senha PRODESP espera o AGETEL chegar”. Seu flagrante começa a demorar.
11:00= Chiquinho chega e vai te orientar falando “ok, falta a nota de culpa, pregressa, auto de exibição e apreensão, auto de entrega, auto de avaliação, oficio do presídio, oficio para o juiz corregedor, oficio para o defensor, requisição de IML, legitimação e as planilhas numeradas e pequenas”. Pronto vc se desespera, QUANTO PAPEL e que diabos é essa tal de planilha numerada, pensei que fosse tudo digital, afinal, estamos  no século XXI. Vc então sobe na chefia e pega seu primeiro jogo de planilhas. Ao descer fica olhando para elas sem entender nada, ficando surpreso quando o Chiquinho lhe mostra a MÁQUINA DE ESCREVER, vc pensa mas que diabos é isso, nunca mexi num troço desses. Logo vc pega os carbonos e monta o jogo, ao final de datilografar vc percebe que somente a primeira pagina ficou escrita, pois vc colocou os carbonos ao contrário, então vc faz tudo de novo e começa e pensar “para que estudei tanto informática para entrar na PC?”.
11:30 = Vc demora meia hora para preencher aquilo, afinal, vc tem 25 anos e nunca havia mexido em uma maquina de escrever, passa então aos tiras junto com a planilha de legitimação que o Chiquico caridosamente fez para vc, sendo que ainda os tiras nem ao menos haviam colhido as informações que vc pediu.
11:45 = A PM apresenta outra ocorrência, sendo essa de caça-níqueis, vc chama o Delegado que finalmente sai da sala para vislumbrar a ocorrência e então vc fica surpreso com a boa vontade e o coleguismo de Chiquinho quando fala: “Dr vamos fazer esse BO lá por cima, deixa com a chefia o DelPol Assistente disse que ele fará”, vc pensa nossa que caras legais, me ajudando, mais uma lição vc aprende, a famosa chuveirada.
12:00 Vc já morto de fome , o tal do pão de queijo que vc pediu às 09h45min, foi substituído por um bolinho de carne,  e, já que vc é vegetariano não o come. Os tiras te passam as planilhas e as informações, vão ao fax e falam que irão passar para o IIRGD sua legitimação. Vc atendendo ao que o Chiquinho falou imprime todas as peças do flagrante em 7 vias, na impressora matricial, aquilo já esta te dando dor de cabeça,quando então um dos tiras vai almoçar, enquanto o outro ao seu lado joga paciência no computador, vc começa a ficar com raiva, o telefone toca, o tira não atende alegando que “está quase ganhando”.
12:10 =  Chega o Agetel e vc pede para ele fazer as pesquisas, ele te olha com raiva, em 3 minutos ele faz  e te entrega sem ao menos retirar as rebarbas da folha. Os tiras da chefia descem para conversar com o Agetel, eles falam baixo, pois ainda não te conhecem direito,vc só ouve algo como “tem uns corre para fazer”. Dez minutos após o agetel sai com os tiras.
13:00 Após todas as peças impressas, começam a assinar.
13:15 = Hora de montar o prontuário do preso, o flagrante pro juiz, o prontuário do Defensor e o Inquérito e sua cópia, vc fica perdido no mundaréu de papel, com uma listinha de cada prontuário, vc já passou do desespero para a depressão.
13:45 = Acabou de montar tudo, desde então, mais 4 ocorrências chegaram no distrito, uma de preservação de direitos, algo que vc nunca ouviu falar, extravio de placa, ameaça e roubo.
14:00 Vc nota que o Delegado não esta na sala dele, porém não faz falta mesmo e seu estomago começar a roncar. O tira voltou do almoço e o outro vai almoçar e vc diz, onde vcs almoçam por aqui. Ele te leva ao bar do Zé, 5 pilas o almoço, horrível, sem tempero,  mas vc está esfomeado e nem liga.
14:30 = Seu celular toca e é o pessoal do DP, aos gritos mandando vc voltar pois o DP está um pandemônio, vc engole o resto da comida e volta, enquanto o tira ainda fica no “boteco”.
14:40 = vc mal chega no DP e o Delegado já fala, “Onde vc tava porra? Olha quanta gente tem para atender, quer me fuder, isso da corró”. Pronto vc nota que é a peça fundamental e única no plantão.
16:00 = Vc já fez os Bo´s pendentes e chega a vez da garota suicida, então vc pensa, o que irá fazer com o frasco do desinfetante, vai perguntar ao DELPOL e ele diz para vc apreendê-lo e posteriormente encaminhar para a pericia, vc diz que não tem armário e ouve “Se vira, a pica é sua” Pronto novamente a corró vem em sua cabeça, vc não sabe se leva para casa o frasco ou deixa em algum lugar.
16:15 = Seu telefone toca, sua namorada pergunta como vc está e vc responde “amor depois te ligo, ta foda aqui” desligando repentinamente, recebendo a mensagem dela instantes depois falando que vc é grosso, pronto, seu namoro começa a desabar.
16:30 = vc termina o BO e leva para o DElPOL assinar, não o acha, dez minutos depois vc o encontra e ele diz “PORRA da P barra nessa merda”.  Logo ele fala “CADÊ o IML da moça, puta que pariu, que saudades do meu Escrivão, vou falar com o Titular, assim não dá”. Vc com cara de tonto volta, imprime o IML e dá o famoso P Barra, não sabendo porém que isso pode lhe causar conseqüências posteriores .
17:00 = Chega mais uma guarnição da PM, vc já começa a ficar com raiva de uma farda, e lhe passa o fato, Roubo, um indiciado e um menor. Mais uma vez vc se desespera e aprende que a pior merda do mundo é BO com menor, são mais peças e 10 vias de cada, além de encaminhar para a Vara da Infância. O Delegado nem está mais na sala, vc vai ao Chiquinho que esta ouvindo uma pessoa em seu cartório e não lhe pode ajudar, vc liga pro seu amigo que está em outro plantão e ele quase chorando, lhe explica o procedimento, afinal, ele acabara de fazer um BO nesses termos. Então vc lembra de uma Escrivã que foi trabalhar no DAP, e fica pensando será que lá é tão ruim como aqui, espero que sim.
17:05 = Começa a fazer o flagrante e as pessoas do plantão já começam a reclamar, o preso não pára de gritar na carceragem, os tiras foram tomar café e vc pensa – espero que me tragam um lanche – Desce o Titular e começa a gritar com vc, “PORRA O PRESO NÃO PARA DE GRITAR FAZ  ALGO”, vc perde a cabeça e responde pela primeira vez “EU TO SOZINHO, FAZENDO BO” o Titular então indaga acerca dos tiras e Delpol e vc nada sabe, então o Titular diz que uma colega dele foi reclamar da demora no plantão, mas fala que irão fazer o BO por cima pois vc é muito lento, sua primeira crítica depois de um flagrante e uns 9 Bo´s.
17:10 = O Delegado de Plantão lhe chama na sala dele, dizendo que levou uma comida de rabo pois o plantão estava sozinho e que vc era dedo-duro, vc pensa, mas o que poderia fazer.
17:15 = Os tiras voltam e com cara feia para vc, pois o Delegado ligou para eles e os mandaram voltar, nem ao menos, levaram seu lanche, pronto, vc conseguiu arrumar inimizade na equipe.
17:30 = vc começa a fazer o flagrante, novamente a mesma rotina de milhares de folhas com o agravante do menor. Vc apreende sua primeira arma e se desespera, onde irei guardar isso.
18:00 = o Agetel chega no DP com os tiras, vc pede para ele fazer as pesquisas do indiciado, ele faz e depois se despede para ir embora, vc pensa, mas como assim??? Já???
18:30 = Chega a família do menor e após ficarem sabendo que ele será encaminha a Fundação CASA, começam a fazer escândalo no plantão, gritam com vc, umas  15 pessoas, pai, mãe, irmãos e os manos da quebrada, daí vc pensa, “ainda tem gente que acha que ser escrivão não é perigoso”, lembrando que na hora de ir vc terá que pegar busão, bem próximo aos vizinhos do menor, vc fica tenso.
19:00 = O pessoal da chefia vai embora, depois de finalmente terem acabado o BO de caça-níquel, um tanto quanto demorado por ser um BO simples, alguns sorridentes passam por vc e se despedem, o Chiquinho te deseja sorte e fala para vc pedir ajuda para o escrivão da noite.
19:40 = O Delegado pergunta a vc se vc bloqueou o veiculo que havia sido furtado em um BO que vc fez, vc fala que não, pois era para ele fazer e ouve “PORRA QUE ME FUDER, ISSO DA PICA NA CORRÓ, ANOTA MEU SD E SENHA DO PRODESP E BLOQUEIA O CARRO”. Mais uma atribuição que não é sua mas vc “conquistou” devido sua competência.
19:50 = O Delegado começa a assinar todas as peças do flagrante e fica te acelerando, falando que ta dando a hora, vc começa a se perder e já esqueceu de tudo que tinha que fazer.
20:00 = Sua namorada te liga e pergunta se irão se ver de noite, vc diz que não, que prefere ir ao inferno do que vê-la. Pronto primeira crise no namoro.
20:30 = Após impressas todas as peças, o pessoal da noite já assumiu o plantão reclamando, QUANTOS BO´S, É SEMPRE ASSIM, ESSES MAUS COLEGAS”. O Delegado vai embora, os tiras da sua equipe foram embora e vc aprende na prática que não existe EQUIPE no plantão é cada um por si e FODA-SE o Escrivão.
21:30 = Vc acaba de montar todos os prontuários e lembra que faltou desbloquear um veiculo que vc havia entregue, vc entra em desespero e pergunta ao Escripol da noite, então vc liga pro CEPOL e passa os dados, pela primeira vez vc faz o serviço de AGETEL.
22:00 Após tudo resolvido vc pode ir embora e lembra que amanhã a noite ira voltar ao plantão, vc pensa tudo, suicídio, exoneração, matar alguém, porém se conforma e volta para casa, abre umas latas de cerveja, liga para namorada, briga com ela, toma lexotan e dorme. Tem sonhos horríveis com BO´s e pensa “tanto sacrifico para isso?”.
Autoria: Nunca saberão, se não o bonde pega…

PEDAGOGIA POLICIAL: TOME PORRADA DO SUPERIOR, DESCONTE NO PAISANO E QUANDO BÊBADO NA SUA ESPOSA…ELA É MESMO UMA VADIA PARA GOSTAR DE POLÍCIA 4

PM/07/17 às 13:36 – zero dois

Ordem absurda e Abusiva contra a nossa democracia e mais, contraria a nossa C.F/88.

Liberdade de Locomoção – direito de ir, o direito de vir e o direito de ficar ou permanecer.

A propósito, na regulamentação do uso de vias públicas, em função do poder de polícia, o poder público pode proibir ou limitar o uso de determinadas vias, ou estabelecer horários para a utilização, mas não pode, sem autorização legislativa, modificar a destinação do bem, nem discriminar os usuários.

A ordem constitucional brasileira resolveu tratar da liberdade de ir e vir, englobando as duas idéias em um só vernáculo, como direito de locomoção, cuja nomenclatura, já contempla o direito de ir, o direito de vir e o direito de ficar ou permanecer.

Este disciplinamento repousa no artigo 5º, inciso XV, da Carta da República, segundo o segundo o qual:

“ A liberdade de locomoção no território nacional em tempo de paz contém o direito de ir e vir (viajar e migrar) e de ficar e de permanecer, sem necessidade de autorização. Significa que “podem todos locomover-se livremente nas ruas, nas praças, nos lugares públicos, sem temor de serem privados de sua liberdade

* O texto a seguir foi retirado do blog UNIVERSO POLICIAL.

Obediência e disciplina, qual o limite ?

Não queremos implodir a obediência e a disciplina das instituições policiais, mas tudo deve ter um limite. Também não queremos impor verdades. Queremos refletir sobre algumas bases da formação policial. Até que ponto os cursos podem alienar uma pessoa, diminuí-la como ser humano, como um ser dotado de razão? Até que ponto se deve obedecer?

Vamos começar apresentando uma história contida num artigo do jornalista Marcos Rolim. Como não temos provas de que ela seja verdadeira, fizemos uma adaptação para preservar a imagem de instituições e de cargos. O jornalista narra:

Um dos meus alunos no curso de especialização em segurança pública da Faculdade de Direito, policial da Instituição X, me relatou um fato ocorrido com seu familiar, um jovem cujo sonho era ser policial: o rapaz havia sido selecionado pela Instituição X. Um dia, sua turma recebeu ordem para efetuar a limpeza de um enorme e imundo banheiro coletivo. Os alunos se esforçaram muito e deixaram o local brilhando. Exaustos, depois de horas de trabalho, viram quando o instrutor colheu quilos de estrume dos cavalos, entrou no banheiro e espalhou a carga pelo chão. O mesmo instrutor determinou, então, que a limpeza fosse refeita, já que o banheiro continuava imundo. O jovem recusou-se a cumprir a ordem humilhante. Recebeu várias ameaças e, naquele momento, desligou-se da instituição. Ao relatar o fato ao superior imediato do instrutor, ouviu dele a seguinte pérola: De fato, você não tem vocação para ser policial.

A história também aborda a questão da vocação, mas deixemos isso para outra oportunidade. Vamos nos ater à obediência e à disciplina, concentrar nos fatos narrados e tratá-los como novela. Sabemos que não aconteceu, mas vamos considerar que tenha acontecido, hipoteticamente.

Nada de humilhante em lavar um banheiro ou de limpar estrume de cavalo, embora eu creia que essa “matéria” não deve constar na grade curricular de nenhum curso de formação policial. O policial, no seu cotidiano profissional, vai lidar com coisas muito mais sujas, podres e fedorentas do que estrume de cavalo. Como falou um sargento no blog Segurança Pública – Idéias e Ações, limpar coco de eqüino é “mamão com açucar” comparado com o que os policiais se deparam nas ruas. O que eu achei estranho, e que é o foco desta postagem, foi a atitude do instrutor em, depois de o banheiro já ter sido limpo, ele ter colhido quilos de estrume de cavalo, entrado no banheiro e espalhado a carga pelo chão. Imagine o número de adjetivos carinhosos os alunos não devem ter pensado ou falado entre si sobre o instrutor… Deve ter sobrado até para a mãe dele, coitada.

Não temos dúvida de que o policial deve ser formado para situações extremas, nas quais sua vida e a de seus companheiros estarão em dificuldade. O policial deve ser treinado para atuar nas situações mais adversas possíveis; a violência, a brutalidade e a morte fazem parte do cotidiano profissional. Destemor, bravura e coragem são qualidades imprescindíveis a um policial. Não somos contra treinamentos que visam desenvolver essas qualidades. Exemplos: Barraca de gás, rastejar na lama e exercícios físicos desgastantes.

Bom, voltando ao tema principal, os alunos deviam limpar a carga de estrume espalhada no chão do banheiro? Analisando o fato juridicamente, em tese, a ordem era ilegal e se enquadraria, no mínimo, em constrangimento ilegal e abuso de poder. Do ponto de vista pedagógico, no meu entender, é uma forma sutil de lavagem cerebral, de alienação, uma adaptação negativa ao sistema, uma forma velada de diminuir o ser humano, de tratá-lo com um ser inferior, como alguém que não pensa, como um ser irracional.

Tudo tem um limite. Embora obediência e disciplina sejam qualidades indispensáveis a um policial, elas não podem ser cegas. O policial não pode ter uma atitude passiva diante de certas situações. É preciso que se desenvolva o espírito crítico, e não o contrário. Contestar não é crime. Obedecer cegamente é loucura. Não havia qualquer sentido ou razão em espalhar a carga de estrumes no chão do banheiro que já estava limpo. O objetivo não seria incutir na cabeça do aluno que ele deve cumprir ordens, mesmo que essas ordens não tenham o menor sentido? Não seria perpetuar aquela velha frase: Pondera não, aluno, ordem é ordem, não se discute!

Enquanto tudo evoluiu, enquanto a cada cinco anos a humanidade dobra o seu conhecimento, as instituições vão continuar estáveis?

Eu não sou dono da verdade. Talvez eu esteja totalmente errado. Mário Sérgio, coronel da PMERJ, disse que talvez o fato tivesse um fim pedagógico, que ele definiu de “Pedagogia da Bosta”. Mas, no meu ponto de vista, se a história contada pelos Marcos Rolim fosse verdadeira, ela demonstraria o que a Instituição X quer ensinar para os futuros profissionais de Segurança Pública: Obedeçam, cachorrinhos, bichos sem-valor!