A permanência de Ferreira Pinto produz reação na corporação, num momento em que cerca de 800 dos 3.313 delegados de SP (24%) são investigados pela Corregedoria. 8

17/12/2010

Alckmin mantém Ferreira Pinto

Folha de S.Paulo

O governador eleito, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou ontem que manterá no cargo os secretários da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, e da Administração Penitenciária, Lourival Gomes.

Ferreira Pinto assumirá uma agenda que promete controvérsia. Durante o anúncio, Alckmin antecipou a decisão de retirar o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) da Polícia Civil.

A partir de janeiro, o Detran será subordinado à Secretaria de Gestão. Outra mudança deve ser na chefia do Denarc (Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos).

A permanência de Ferreira Pinto produz reação na corporação, num momento em que cerca de 800 dos 3.313 delegados de SP (24%) são investigados pela Corregedoria.

Ex-secretário de Segurança e futuro secretário de Transportes, Saulo de Castro Abreu, é um dos desafetos de Ferreira Pinto.

O titular da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), Lourival Gomes, também será mantido no cargo.

Incomodado com a indefinição sobre seu futuro, o secretário de Educação, Paulo Renato Souza, avisou que não vai mais esperar por Alckmin e sairá do governo.

Procurado por Sidney Beraldo, principal articulador político de Alckmin, Paulo Renato disse que não aceitaria ser transferido para outro cargo.

Geraldo Alckmin irá tirar Detran da Secretaria de Segurança Pública 54

Enviado em 17/12/2010 às 0:56POLIANA MAX

A VINGANÇA DO VAMPIRO! BEM FEITO PARA OS POLICIAS DO DETRAN, QUEM SABE AGORA A GREVE SAI!

JANEIRO O MÊS DA GREVE!
VAMOS AGITAR ISSO AI!

16/12/2010 – 20h38
Geraldo Alckmin irá tirar Detran da Secretaria de Segurança Pública
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (16) que o Detran (Departamento de Trânsito Estadual do Estado) sairá da SSP (Secretaria de Segurança Pública) em janeiro.

Segundo Sidney Beraldo, articulador político de Alckmin e seu secretário-chefe da Casa Civil, há dois futuros para o Detran: virar autarquia ou empresa. A transição será feita em seis meses, sob guarda-chuva da Secretaria de Gestão Pública e com suporte de funcionários da Fazenda.

Paulo Renato se irrita com indefinição e diz que não ficará no governo Alckmin
Alckmin mantém Ferreira Pinto na Segurança Pública
Alckmin se reúne hoje com integrantes do PSB, PDT e PC do B
Secretariado de Alckmin pode ser submetido à Lei da Ficha Limpa

Uma das promessas é informatizar o Detran, com alguns dos serviços podendo ser solicitados via internet. Usar a estrutura do Poupatempo também está nos planos.

Como saldo, cerca de 1.000 policiais, atualmente lotados no Detran, voltarão às ruas.

“Deveremos liberar, entre delegados e investigadores, perto de quase mil policiais civis, que vão poder se dedicar à sua tarefa fim, de polícia investigativa e judiciária”, disse Alckmin em coletiva de imprensa.

Bastará um decreto para o Detran se “divorciar” da SSP. A criação da autarquia, contudo, deverá ser submetida à Assembleia.

CORRUPÇÃO

Sob controle da Polícia Civil, o Detran é foco de dor de cabeça, por acusações de corrupção no departamento.

Cogitou-se retirar o órgão da SSP antes, mas a hipótese se dissolveu para não desgastar Alckmin em período eleitoral. Aliados temiam sobretudo a reação da Polícia Civil.

Foi José Serra, ainda no comando do Palácio dos Bandeirantes, quem encomendou um novo modelo para o Detran.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/847059-geraldo-alckmin-ira-tirar-detran-da-secretaria-de-seguranca-publica.shtml

FERREIRA PINTO como Secretário de Alckmin anuncia troca de comando no Denarc 37

Enviado em 16/12/2010 às 22:42delta genérico

Carolina Freitas

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, foi confirmado por Geraldo Alckmin no cargo

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, foi confirmado por Geraldo Alckmin no cargo (JF Dório/AE)

Não estou satisfeito com a atuação do Denarc, deixa muito a desejar”, Antonio Ferreira Pinto, secretário da Segurança de São Paulo
Mantido no cargo pelo governador eleito Geraldo Alckmin, o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, já anunciou mudanças na cúpula da segurança paulista. Ele deixou clara sua insatisfação com o trabalho do diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), Marco Antonio de Paula Santos, e afirmou que vai trocar o comando da divisão.

“Eu não estou satisfeito com a atuação do Denarc atualmente e eu sou direto nesse assunto. Lá eu vou mudar. Acho que o rendimento lá tem de ser melhor. Está deixando muito a desejar”, disse Ferreira Pinto após ser indicado por Alckmin para continuar no cargo, em reunião no centro da capital paulista.

O secretário prometeu ter o combate ao tráfico de drogas e armas como uma prioridade de sua gestão e disse que espera a colaboração do governo federal em ações de controle da entrada dos produtos pelas fronteiras.

Ferreira Pinto informou ainda que vai retirar do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) os cerca de mil policiais que foram deslocados para lá a pretexto de administrar delegacias especializadas. “Não sei a razão pela qual foram criadas duas delegacias de acidente de trânsito no Detran. Nenhum de nós fez um boletim de ocorrência de acidente dentro dessas delegacias.”

O titular da Segurança vai extinguir essas delegacias e a corregedoria do Detran. Os delegados, investigadores, escrivãos e auxiliares serão realocados em delegacias. E o Detran vai ampliar os serviços oferecidos por meio da internet. “Não tem porque ter delegacias dentro de um órgão administrativo, burocrático. O Detran não tem nenhum viés de segurança pública.”

Zerar presos em delegacia – O secretário de Administração Penitenciária, Lourival Gomes, também confirmado no cargo por Alckmin, prometeu, em 30 meses, zerar o número de presos em delegacias do estado. De acordo com Gomes, atualmente há 8,5 mil pessoas nessa situação. A solução para o problema seriaa a construção de novos presídios – há doze em curso – e a adoção de penas alternativas, como prestar serviços à sociedade, pelo Judiciário.

Questionado sobre a possibilidade de São Paulo viver uma nova onda de ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), como em maio de 2006, Lourival Gomes foi enfático: “Não vejo possibilidade alguma de acontecer de novo. Tenho certeza que o preso não vai praticar aquilo de novo, porque ele perde. Estamos preparados para qualquer situação como essa.”

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/secretario-de-alckmin-anuncia-troca-de-comando-no-denarc

PROPOSTA DE PEC AO DEPUTADO MAJOR OLÍMPIO 89

Prezado Dr. Guerra
 
Vamos sugerir ao Deputado Olimpio a apresentação de uma PEC 300 a nível estadual, estabelecendo um piso estadual minimo para os servidores da segurança pública, nos mesmos moldes que foi feito na área federal só que agora a nível estadual e transferiríamos a pressão para a ASSEMBLEIA LEGISLATIVA com todos os policiais do Estado, não precisando ir a Brasilia pressionar.  Vamos apressar isso e encaminhar e-mails ao gabinete do Deputado Olimpio Gomes, são necessárias 32 assinaturas de Deputados Estaduais para apresentação da PEC, justificando essa PEC o que já foi feito nos estados da Paraiba e Sergipe.  Abraços.
Andre Castro
 
 

TIRA DA DRFF – DELEGACIA DE REPRESSÃO A FURTO DE FIOS – FOI PRESO ENQUANTO INVESTIGAVA QUADRILHA…(a vida dos infiltrados não é nada fácil) 11

Enviado em 16/12/2010 às 10:04JOW

Dez são presos suspeitos de
furtar cabos em Guarulhos

No grupo estava um policial civil detido anteriormente pelo mesmo crime

Do R7, com Agência Record.Texto: ..

JB Neto/AE

Dez pessoas foram presas supeitas de furtar cabos de fibra ótica em Guarulhos, na Grande São Paulo

Dez pessoas, entre elas um policial civil e uma mulher, foram detidas, por volta das 3h30 desta quinta-feira (16), suspeitas de roubar cabos de fibra ótica em Guarulhos, na Grande São Paulo.

A Polícia Militar informou que, PMs faziam patrulhamento de rotina pela avenida Timóteo Penteado, no bairro Picanço, quando avistaram o grupo em atitude suspeita. Eles foram abordados e levados para a delegacia.

Durante interrogatório, a polícia descobriu que o policial detido já havia sido preso, em março deste ano, pelo mesmo crime. Os outros suspeitos estavam todos vestidos com uniformes de uma empresa terceirizada que presta serviço de instalação de cabos na cidade. O material furtado foi apreendido dentro de um caminhão-baú.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Guarulhos. A Corregedoria da Polícia Civil foi acionada.

Assista ao vídeo:

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/dez-sao-presos-suspeitos-de-furtar-cabos-em-guarulhos-20101216.html

MUITO BEM REMUNERADO PARA MUTRETAR “em causa própria” 7

Em causa própria
Thu, 16 Dec 2010 08:03:50 -0200
Panorama Econômico
Míriam Leitão

Um Congresso que não consegue ter um relator para o Orçamento aprova um aumento salarial de 62% para os parlamentares e de 130% para ministros e presidente da República. Este é o resumo desse final de legislatura. O Orçamento está no terceiro relator e os três enfrentam o mesmo tipo de dúvidas: emendas que beneficiam entidades às quais estão ligados seus parentes ou assessores.
Qualquer aumento de salário de parlamentar vai sempre provocar reações na opinião pública, mesmo quando forem justificáveis. Mas, no caso, o Brasil desconhece reajustes de preços em percentuais tão altos desde que derrubou a hiperinflação. Nenhum trabalhador conseguiria seu objetivo se pedisse reajuste de 60% a 130%.
Os deputados e senadores brasileiros têm vários outros benefícios dos quais a imprensa tem falado com frequência. Auxílios para transporte, para correspondência, verba de representação, benefícios frequentemente usufruídos de forma ilegítima. Tantas notícias sobre os desvios no uso dessas verbas, e os escândalos, foram esgarçando a confiança dos eleitores nos deputados e senadores. Aí, no final de uma legislatura tumultuada, quando não se sabe se haverá relatoria para o Orçamento, os deputados aprovam um decreto legislativo legislando em causa própria, dos ministros, da próxima presidente e, indiretamente, para deputados estaduais do país todo. No mesmo dia, numa agilidade desconhecida em outras matérias, o Senado também aprova o projeto. Fazem neste 15 de dezembro por truque, e não por falta de tempo. Logo virá o recesso e, no ano que vem, assumirá novo Congresso. Esse, que está velho, ficará com o desgaste. A aposta geral é que a reclamação não virá porque será esquecida nas festas de fim de ano.
Melhor é que o Congresso tivesse argumentos para defender o reajuste dos seus salários no início da Legislatura. Pior é a maneira como se faz: a 15 dias do fim do ano, vota-se que o tema é “urgente” e, em seguida, aprova-se o mérito em votações simbólicas, porque assim não se sabe quem votou ou deixou de votar. A tese para justificar o aumento também não faz sentido algum: a de que é para que todos tenham “isonomia” em relação aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Eles, por sua vez, estão com novos pedidos de aumentos para o Judiciário também na casa dos 50%, num país em que 5% é inflação alta. O risco de um reajuste com esse motivo é de novo consagrar aquela corrida do passado. Na hiperinflação, os funcionários do Banco do Brasil pediam aumento alegando que era para ter isonomia com os funcionários do Banco Central. Aí os funcionários do Banco Central conseguiam outro aumento e começava de novo a rodada.
O Orçamento chegou ao Congresso inchado e com receitas superestimadas, o Congresso está elevando ainda mais os gastos, criando novas receitas fictícias para cobrir emendas de parlamentares. O presidente Lula avisou que o governo terá que cortar despesas. Em parte por culpa do presidente que deixa o cargo em duas semanas, que permitiu uma gastança espantosa neste último ano em que pagou qualquer preço – com o dinheiro dos contribuintes – para garantir a eleição da sua candidata. O novo governo tomará posse com um orçamento de faz de conta, isso se houver tempo de aprovação da peça orçamentária.
O Congresso passou o ano inteiro com mais sessões suspensas do que realizadas, por causa da campanha, e ontem aprovou com uma rapidez impressionante um aumento salarial para si mesmo. Fatos assim estão minando a relação com os representados. Ao contrário do que os políticos gostam de dizer, esse desgaste não é causado pela ausência de uma reforma política e sim pelo mau comportamento dos parlamentares. Que tivessem a coragem de explicar e justificar o reajuste, que votassem no tempo regulamentar, que convencessem a sociedade da necessidade do aumento e que cada congressista votasse com seu rosto e nome. O inaceitável é que os políticos tomem uma decisão polêmica em votação simbólica, em regime de urgência, na penúltima semana da Legislatura. Votam como se estivessem prontos para, em seguida, fugir do flagrante.
Um sinal assustador ronda essa Legislatura, nesta queda em dominó de relatores do Orçamento: o da suspeita de estarmos diante de um novo escândalo como o dos anões do Orçamento. Em 1993, descobriu-se um esquema de fraudes em emendas parlamentares que beneficiavam uma sucessão de deputados e foi o início de uma CPI que terminou em cassação de mandatos. Desta vez, o senador sem voto – mas com amigos – Gim Argello foi o primeiro a renunciar ao ser atingido pela suspeita de ter apresentado emendas ao orçamento para beneficiar empresa de um filho. Em seguida, diante da primeira suspeita sobre a senadora Ideli Salvatti, ela também renunciou ao cargo. A senadora Serys Slhessarenko foi atingida quando se descobriu que sua assessora Liane Muhlenberg é diretora de uma ONG beneficiada por uma emenda. A senadora disse que nada sabia, que foi traída pela assessora, mas ontem a “Folha de S.Paulo” lembrou que há oito meses em entrevista ao jornal a senadora demonstrou conhecer os vínculos de sua assessora com a ONG.
O presidente Lula disse que na democracia é assim mesmo: escolhe-se um parlamentar, depois se houver algum problema, é só tirar e procurar outro. Banaliza mais uma vez o mau comportamento. Após três problemas sequenciais, o que será que se deve fazer com o Orçamento? Provavelmente deixar a aprovação para o ano que vem, porque os parlamentares têm algo mais relevante: aumentar os próprios salários

IBGE: sensação de insegurança atinge 47,2% 2

IBGE: sensação de insegurança atinge 47,2%
Thu, 16 Dec 2010 08:02:15 -0200
Mesmo em casa, 21,4% não se sentem seguros. Em 2009, 11,9 milhões de pessoas foram roubadas ou furtadas
Dandara Tinoco

A sensação de insegurança atinge quase metade da população nas cidades brasileiras. Cerca de 76,8 milhões de pessoas, 47,2% da população, não se sentem seguras em suas cidades. Nada menos que 21,4% se sentem inseguros mesmo dentro de casa. Em relação ao bairro onde mora, o percentual é de 32,9%. Os dados são da pesquisa “Características da Vitimização e do Acesso à Justiça no Brasil”, suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009 (Pnad) divulgado ontem pelo IBGE.
As maiores proporções de insegurança são no Pará (63,1%) e no Rio de Janeiro (57,7%). A sensação de segurança é menor nas áreas urbanas e nas regiões metropolitanas. O percentual de domicílios que possuem dispositivos de segurança (como grades e câmeras) é de 59,4%.
– Nós temos no Brasil uma quantidade muito alta de pessoas que se sentem inseguras. É um fenômeno que observamos em todo o país e que deve ser tratado com bastante atenção – disse o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.
A pesquisa aponta também que cerca de 11,9 milhões (7,3%) de pessoas com 10 anos ou mais de idade foram roubadas ou furtadas entre setembro de 2008 e de 2009. Em 1988, esse percentual era de 5,4%. Já o índice de tentativas de furtos e roubos mais que triplicou em 21 anos, passando de 1,6% para 5,4%.
Entre as pessoas roubadas, o percentual das que não procuraram a polícia foi de 51,6%. Delas, 36,4% disseram que não fizeram a notificação por não acreditarem na corporação.
O antropólogo Gilberto Velho diz que o medo da população é reflexo da violência que se disseminou pelo país nos últimos vinte anos:
– Os crimes ocorrem não só nas grandes cidades, mas também em cidades pequenas e médias. A sensação de insegurança é muito grande. No Rio, por exemplo, não há uma área em que você possa dizer que está seguro. Operações como a do Complexo do Alemão podem ter aumentado um pouco a confiança, mas são apenas o início. É preciso política de longo prazo.
Ex-secretario Nacional de Segurança, José Vicente da Silva Filho defende o enrijecimento da legislação brasileira:
– Temos um problema seríssimo de impunidade que é o motor desse crimes. O Código de Processo Penal ainda é de 1941, e a Lei de Execução Penal cria oportunidades cada vez maiores para criminosos fugiram se aproveitando de benefícios.
O estudo aponta também dados sobre o acesso à Justiça. Entre 2004 e 2009, 9,4% da população estiveram envolvidos em algum conflito. Destes, 57,8% buscaram a Justiça. Do total, 50,8% não tiveram o conflito solucionado.

61,8% AOS PARASITAS DA NAÇÃO 12

Congresso se dá reajuste de 61,8%
Thu, 16 Dec 2010 08:07:21 -0200
Já presidente ganhará mais 130% e ministros, 149%; aumento causa efeito cascata
Isabel Braga

Em ação rápida e articulada nos bastidores durante o último mês, senadores e deputados aprovaram num único dia, nas duas casas do Congresso, aumento de 61,8% em seus próprios subsídios, elevando-os dos atuais R$16,5 mil para R$26,7 mil. A decisão de equiparar os próprios vencimentos – e também os do presidente da República, vice-presidente da República, e dos ministros de Estado – ao que recebem hoje os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) provocará um impacto direto, anualizado, de pelo menos R$136 milhões nos cofres do Congresso e de R$100 milhões no Executivo.
Isso sem considerar todos os encargos trabalhistas, gastos com aposentadorias e pensões e também o efeito cascata que tal decisão deverá provocar nos salários de legislativos estaduais e municipais e nos cargos de confiança do governo federal. Estima-se que só nas assembleias legislativas nos 26 estados e mais no Distrito Federal o custo poderá ser de mais R$128 milhões por ano. E, nas Câmaras de Vereadores, de mais R$1,8 bilhão por ano, embora o reajuste dos vereadores, por lei, só possa ocorrer a partir do início de 2013.

Verbas de obras irão para folha
A votação do aumento de 14,79%, que elevaria os vencimentos dos ministros do Supremo para R$30,3 mil, ficou adiada para o próximo ano. Mas no Orçamento de 2011, os recursos disponíveis para este fim (R$156 milhões) permitem a reposição da inflação, estimada em 5,2%. Com isso, o salário dos ministros iria para R$28,1 mil. A Câmara e o Senado já dispõem, em seus orçamentos, de recursos para bancar o aumento de salários. Algumas obras previstas – e nunca executadas – terão suas verbas remanejadas para o reajuste da folha de pagamento.
O projeto de decreto legislativo da Mesa Diretora da Câmara estabelece que, a partir de fevereiro de 2011, deputados e senadores, a presidente eleita, Dilma Rousseff, o vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB-SP) e pelo menos 37 ministros do governo receberão vencimentos equivalentes a R$26.723,13. No caso de Dilma e do vice, o aumento será de 130,3%. Já para os ministros, de 149,5%. Segundo o projeto, Executivo e Legislativo arcarão com as despesas dentro da dotação orçamentária de cada poder. Não houve qualquer corte nas verbas de custeio dos parlamentares (R$15 mil mensais) ou mesmo, no caso dos deputados, nas verbas para pagamento de funcionários de gabinete (R$60 mil mensais), como alguns deputados sugeriram inicialmente.
Câmara e Senado aprovaram o projeto simbolicamente, ou seja, em votação onde não há o registro eletrônico do voto. No caso da Câmara, como foi votado o requerimento de urgência para a inclusão da proposta na pauta, 35 parlamentares votaram contra, mas outros 279 foram a favor do aumento. No Senado, a votação durou menos de cinco minutos.

Críticas à rapidez da votação
O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), anunciou que a proposta estava em votação, disse que nenhum senador estava inscrito para debater e aprovou simbolicamente. Os senadores José Nery (PSOL-PA), Marina Silva (PV-AC) e do líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), criticaram o aumento, depois que já tinha sido sacramentado pelo plenário.
– Aqui nesta Casa, alguns projetos têm uma lentidão proposital, outros, celeridade – criticou Dias, que foi contra o aumento porque não foi acompanhado de qualquer corte na verba indenizatória.
Os parlamentares conseguiram igualar seus vencimentos aos dos ministros do STF, reivindicação antiga e muitas vezes barrada pela pressão da opinião pública, mas terão que aprovar ainda uma emenda constitucional para que a equiparação seja definitiva. Responsável pela articulação do aumento na Câmara, o vice-presidente Marco Maia (PT-RS) – que assume hoje a presidência com a renúncia de Michel Temer (PMDB-SP) e é o provável futuro presidente – disse que a emenda será apresentada pelo deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) no início da próxima legislatura.
– É bom que se resolva isso de uma vez por todas. Na próxima legislatura, uma emenda fará a vinculação direta e também acabará com o aumento automático nos salários dos deputados estaduais – disse Marco Maia.
Para não correr qualquer risco, já que o quórum na Câmara estava baixo e metade dos deputados não retornará à Casa em 2011, o deputado Inocêncio Oliveira aguardou quase duas horas para abrir o painel na votação da urgência. Os poucos deputados contrários ao aumento revezavam-se na tribuna. O único partido a encaminhar contra foi o PSOL, que defendeu o reajuste das perdas inflacionárias desde o último reajuste, dado em abril de 2007. Isso elevaria os subsídios parlamentares para cerca de R$20 mil.
– Esse projeto amplia o abismo entre o Parlamento e a sociedade. É advocacia em causa própria. O percentual de 62% para os parlamentares e mais de 130% para presidente e ministros, diante da realidade brasileira, é evidentemente demasia – protestou Chico Alencar (PSOL-RJ).
Indignada com a falta de debate em seu partido, a deputada Luiza Erundina também usou a tribuna para se manifestar:
– Sou contra (a equiparação com o STF) e é bom os deputados tomarem cuidado e tirarem seus distintivos, porque vão sofrer agressões e críticas nas ruas. É um desrespeito ao interesse público votar esse aumento, no final da legislatura, sem debate, sem uma lógica, em interesse próprio.
Durante os debates na Câmara, alguns deputados brincavam entre si, ironizando os poucos colegas que criticavam.
– Se é contra, Ivan (Valente, do PSOL-SP), devolve! – provocou o petista Devanir Ribeiro (SP).
Ivan Valente reagiu:
– Devanir, você fala isso desde a época que eu era do PT. Sou deputado como vocês, mas defendo a correção inflacionária.
Um dos autores do projeto, o 4º secretário Nelson Marquezelli destacou, na tribuna, que se a Casa fosse corrigir pelas perdas reais, teria que elevar os subsídios a mais de R$40 mil:
– Quando vim para cá, no primeiro mandato, em 1980, deputado ganhava mais ou menos US$20 mil

MAGISTRADOS E PROMOTORES FICARAM TRISTES PORQUE NÃO FORAM CONTEMPLADOS COM REAJUSTES 18

Aumento frustra Judiciário e MP, que não foram contemplados com reajuste
Thu, 16 Dec 2010 08:05:21 -0200
Isabel Braga

Representantes de entidades de juízes federais e do Ministério Público estiveram ontem na Câmara para pressionar pela votação do projeto que reajusta em 14,79% os vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Muitos não esconderam a decepção ao ver que os parlamentares votaram apenas o aumento de seus próprios salários, de ministros de Estado e do presidente e vice-presidente da República.
Por enquanto, a única garantia para os ministros do Supremo (com repercussão automática para todas as autoridades do Judiciário) é um reajuste em 2011 de 5,2%, equivalente à inflação de 2009. Mas este aumento não foi aprovado pelo Congresso, o que só deve ocorrer em março, retroativo a janeiro.
Com esse aumento, o subsídio dos ministros do Supremo passaria dos atuais R$26,7 mil para R$28,1 mil, a um custo anual de R$156 milhões. Mas o projeto que o Supremo enviou ao Congresso, e gostaria que fosse aprovado, elevaria os salários para 30,3 mil (reajuste de 14,79%), a partir de janeiro de 2011, com impacto no Judiciário de cerca de R$450 milhões.
– O Judiciário foi desrespeitado e a Constituição, violada – disse o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Gabriel Wedy.
O presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Luciano Athayde Chaves, também criticou o Congresso, mas descartou greve neste momento:
– Somos uma categoria que sequer recebeu a reposição salarial. Não ficamos satisfeitos

A POLÍCIA MILITAR É UMA GRANDE MÃE PARA OS SOLDADOS 23

14/12/2010
Policial baleado fora de serviço terá direito à licença-prêmio

        A 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve sentença que condenou a Fazenda do Estado a ressarcir policial militar baleado durante tentativa de assalto a posto de gasolina.
        O policial Flavio Adriano do Carmo reagiu a assalto quando estava de folga e foi baleado. Ele usava o colete da corporação, que ficou danificado em razão dos tiros. Em procedimento administrativo, a Polícia Militar do Estado de São Paulo entendeu que, por não estar no exercício de suas funções, o PM deveria arcar com os custos de um novo colete, além de perder o direito à licença-prêmio em decorrência das constantes licenças-saúde que tirou.
        Para ter direito ao benefício, bem como ser ressarcido do valor cobrado pelo colete, ele entrou com ação. Flávio Adriano pleiteava, ainda, indenização por danos morais. O seu pedido foi parcialmente atendido. 
        Segundo o juiz da 14ª vara da Fazenda Pública, o fato de ter atuado em sua folga como se estivesse em serviço, é determinante para eximi-lo do pagamento pelo colete. Já as licenças foram necessárias para tratar os ferimentos decorrentes dos tiros. Com base nesses argumentos, o magistrado julgou a ação parcialmente procedente, pois entendeu não ser cabível a indenização pleiteada pelo PM.
        Visando à reforma da sentença, ambas as partes apelaram. 
        Os desembargadores, em votação unânime, negaram provimento aos recursos. 
        De acordo com o relator da apelação, desembargador Franco Cocuzza, “o perigo é inerente ao exercício do policial militar. Sua função oferece risco constante. Dessa forma, não há que se falar em danos morais”.
        Completaram a turma julgadora os desembargadores Fermino Magnani Filho (revisor) e Reinaldo Miluzzi.
        Apelação nº 990.10.392222-0

        Assessoria de Imprensa TJSP – AM (texto) / AC (foto)

Oito PMs são investigados por suspeita de envolvimento em assassinato de sindicalistas. 5

15/12/2010 – 08h19

Polícia investiga PMs e diretores do sindicato dos motoristas de SP por mortes

ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, realiza desde as 6h desta quarta-feira uma megaoperação contra a diretoria do Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano) de São Paulo.

Ao todo, os policiais civis do DHPP cumprem 21 mandados de busca e apreensão autorizados pela juíza Élia Kinosita Bulman, do 2º Tribunal do Júri da Capital.

As casas dos cinco principais diretores do Sindmotoristas estão entre os locais vistoriados pelo DHPP hoje.

O objetivo da megaoperação é recolher possíveis provas que possam ligar os membros do Sindmotoristas aos assassinatos de Sérgio Augusto Ramos, 48, o Serjão, em outubro, e de José Carlos da Silva, 50, o Irmão da Sambaíba, mês passado.

As duas vítimas eram diretores de base do sindicato e foram mortas de maneira semelhante: por uma dupla de matadores que estava em uma motocicleta.

Divulgação
Sérgio Augusto Ramos, diretor de base do sindicato dos motoristas de ônibus de São Paulo
Sérgio Augusto Ramos, diretor de base do sindicato dos motoristas de ônibus de SP

Dentre as casas de diretores do Sindmotoristas vistoriadas hoje pela Polícia Civil estão as do presidente da entidade, Isao Hosogi, o Jorginho, e do diretor de finanças, José Valdevan de Jesus Santos, hoje vereador em Taboão da Serra (Grande SP), conhecido como Valdevan Noventa e já investigado pela polícia por suspeita de elo com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Santos sempre negou relação com o grupo criminoso.

José Ilton Pereira, o Zé Ilton, diretor jurídico do Sindmotoristas é outro alvo da operação do DHPP.

POLICIAIS MILITARES

Em uma outra frente da operação do DHPP, os policiais investigam a suspeita de envolvimento de nove policiais militares ligados ao Sindmotoristas. Oito desses PMs trabalham como seguranças particulares de três diretores do sindicato. Três deles são integrantes da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), espécie de tropa especial da PM paulista.

O nono PM investigado pelo DHPP trabalha na região do Jardim Peri (zona norte de São Paulo), mesma área onde foi assassinado em 12 de novembro o sindicalista Irmão da Sambaíba.

Cerca de um mês antes de sua morte, durante uma reunião com trabalhadores do transporte público e de diretores do Sindmotoristas na zona norte, Sambaíba teria sacado uma arma e dito que iria cobrar a verba que não recebia do Sindmotoristas havia três meses.

Essa discussão com ameaças foi, segundo a investigação, contra Zé Ilton, o diretor jurídico do Sindmotoristas. À polícia, ele nega qualquer participação na morte.

Depois da briga, Sambaíba teria passado a tentar reunir provas dos desvios de verba no sindicato para entregar à polícia e ao Ministério Público e, com isso, despertou a ira dos diretores da entidade.

O outro diretor de base da entidade morto recentemente, Sérgio Ramos, era opositor e denunciava desde janeiro a corrupção no sindicato.

Ramos também foi morto a tiros quando dois homens em uma motor o perseguiram. O crime foi no dia 25 de outubro, quando ele distribuía panfletos sindicais em uma garagem de ônibus da zona sul de São Paulo.

16 MORTOS

A disputa pelo poder entre sindicalistas do transporte público paulistano já causou a morte de ao menos 16 pessoas nos últimos 18 anos, aponta investigação da polícia e do Ministério Público.

A guerra sempre foi motivada pelo controle de um caixa dois de meio milhão de reais ao mês que, segundo as investigações, vão parar nas mãos de diretores do Sindmotoristas, representante de motoristas e cobradores de ônibus em São Paulo.

O dinheiro seria desviado de contratos de planos de saúde da categoria, da compra de cestas básicas para os funcionários e de convênios com empresas, como farmácias e lojas de sapatos.

Há, ainda, uma parte da investigação que tenta saber se os diretores do Sindmotoristas fazem vista grossa para evitar denúncias sobre condições de trabalho de motoristas, cobradores e fiscais.

Na avaliação da polícia e da Promotoria, a entidade se transformou numa “central de corrupção” travestida de defensora da categoria.

De 1992 até agora, mesmo com mudanças na cúpula da diretoria, o roteiro dos crimes é muito parecido: um sindicalista contrariado começa a divulgar denúncias de desvio de verbas do sindicato ou de cobrança de propinas. Aparece morto meses depois.

Em meio à guerra, outras ligações suspeitas aparecem, como no caso do diretor de finanças Valdevan Noventa, investigado pela polícia sob suspeita de lavar dinheiro para traficantes da facção criminosa PCC.

A Folha tenta sem sucesso entrevistar o atual presidente do Sindmotoristas, Isao Hosogi, desde o final de outubro. Jorginho sempre prefere se manifestar via o jornal do sindicato, “O Veículo”, no qual nega desvios de verba e envolvimento nos crimes.

Em outubro, por exemplo, uma “edição extra” do jornal sobre o assassinato de sindicalista Ramos, que havia gravado um vídeo no qual dizia que Jorginho era “o único interessado” em sua morte.

“Quero transmitir a seus amigos e familiares as condolências da diretoria, e dizer que estamos inteiramente à disposição dos órgãos públicos”, afirmou Jorginho.

Veja Vídeo


IBGE: maioria das vítimas de roubo e furto não procura a polícia 6

Enviado em 15/12/2010 às 16:11picaxu

 

Dr. Guerra, olha só a explicação da tão comemorada queda na criminalidade, pelo PSDB, aqui no estado de SP.

IBGE: maioria das vítimas de roubo e furto não procura a polícia

Índice de roubos e furtos aumentou no País desde a última pesquisa, mas população ainda não procura a polícia na maioria dos casos

Daniel Torres e Márcio Apolinário | 15/12/2010 11:00
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Depois do assalto, o silêncio. Essa é a reação da maioria da população brasileira após ser vítima de roubo ou furto, segundo um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Apesar desse modelo de crime ter aumentado nos últimos 21 anos, a maioria das vítimas de roubos e furtos, entre 2008 e 2009,

Metade dos moradores das cidades está insegura, revela pesquisa

A pesquisa “Características da Vitimização e do Acesso à Justiça no Brasil em 2009”, feita a partir dos dados coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostra que, entre 27 de setembro de 2008 a 26 de setembro de 2009, 11,9 milhões de brasileiros de 10 anos ou mais de idade foram vítimas de roubo ou furto.

Na comparação com outra pesquisa realizada 1988, houve um aumento no número de vítimas de 5,4% para 7,3%. Esse crescimento foi verificado em todas as regiões do País, com destaque para o aumento nas áreas urbanas das regiões Norte e Centro-Oeste (de 6,6% para 10,3%) e na região Nordeste (4,3% para 7,5%).

Apesar do crescimento, o estudo mostra que essa tendência pode não ter chegado ao conhecimento das autoridades policiais. Isso porque a pesquisa também revela que apenas 48,4% das pessoas (2,9 milhões) que foram vítimas de roubo, entre 2008 e 2009, procuraram a polícia. Os números de registro de furto são menores ainda: só 37,7% (2,4 milhões) das vítimas foram atrás da polícia após o crime.

Esse é o caso de Mariana Martins, de 24 anos, paulistana, que em cinco assaltos que já sofreu, registrou Boletim de Ocorrência (B.O.) em apenas uma ocasião. “A única vez que registrei ocorrência na delegacia foi há três anos, quando me roubaram o celular. Fui até á delegacia, tomei uma canseira danada e no final das contas não usei o B.O. para nada. Daí em diante eu decidi que não faria mais registros. Demora demais para finalizar, para não usar. É uma dor de cabeça à toa”, afirma.

Distribuição das pessoas que não procuraram a polícia em decorrência do último roubo ou furto que foram vítimas, no período de referência de 365 dias

IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009.
Segundo a pesquisa, os motivos para 51,6% das vítimas de roubo não terem procurado a polícia são por não acreditarem na polícia (36,4%) e por não ter considerado importante recorrer à policia (23,1%). Mesmo entre as vítimas de roubo que procuraram a polícia, mas não fizeram o registro da ocorrência, 24,9% afirmaram não acreditar na polícia.

De acordo com o questionário aplicado pela Pnad, 62,3% das vítimas de furto não procuraram a polícia e os principais motivos apontados foram a falta de provas (26,7%) e o sentimento de não considerar importante procurar a polícia (24,4%).

“Mesmo quando sofri um roubo um pouco mais violento optei por não ir até a delegacia. Estava conversando com minha mãe no celular, na esquina da avenida Paulista com a rua Augusta (em São paulo), quando uma garota, aparentando ser moradora de rua, chegou e puxou meu telefone, eu puxei de volta e ela me agrediu. Mesmo assim não fiz B.O., eu sabia que não daria em nada, de novo”, conta Mariana.

Perfil da vítima

Os maiores percentuais de vítimas de roubo ou furto foram verificados entre as pessoas de 16 e 34 anos de idade, do sexo masculino e residente na área urbana. No que se refere a cor, o levantamento apontou percentuais similares entre as pessoas de cor branca (7,3%) e parda (7,2%), ambas abaixo das ocorrências com pessoas da cor preta (7,9%).

A análise dos crimes observados ainda mostrou que quanto maior a classe de rendimento, maior o percentual de pessoas vítimas dos crimes em questão: 11,6% das pessoas que residiam em domicílios com rendimento mensal domiciliar per capita com cinco salários mínimos ou mais foram vítimas de roubo ou furto. Na classe referente a menos de ¼ do salário mínimo, o percentual de vítimas foi de 4,7%.

Alvo do crime

Em se tratando dos objetos-alvos de roubo e furto, a liderança está com o telefone celular e o dinheiro, cartão de débito ou de crédito, ou cheque como os de maior ocorrência. Nas regiões Norte e Nordeste, os percentuais de roubo e de furto de telefone celular ultrapassaram o de dinheiro, cartão de débito ou de crédito, ou cheque, tendo ocorrido o inverso nas regiões Sudeste e Sul.

Por região

A pesquisa também apresentou os números da violência por região. No Norte do País foram registrados os maiores percentuais de vítimas dos crimes de tentativa de roubo ou furto (7,0%) e de roubo (5,6%), e foi na região Centro-Oeste onde, em termos percentuais, o crime de furto atingiu maior proporção (5,5%).

As regiões Sudeste (6,7%) e Sul (6,8%) foram as que apresentaram os menores percentuais de vítimas de roubo ou furto. Analisando os dois tipos de crime separadamente, há distinção entre essas duas regiões. Na região Sudeste, os percentuais de vítimas de roubo e de furto foram, respectivamente, 3,4% e 3,5%, enquanto na região Sul, a ocorrência de furto atingiu quase o dobro (4,6%) do verificado para as vítimas de roubo (2,5%).

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OAB Bahia reconhece FGV errou 12

Enviado em 14/12/2010 às 12:19  
Quero ver um advogado, ou mesmo um aprovado há mais 5 anos, passar novamente no exame, nos moldes que estão aplicando e principalmente corrigindo…
obs: arrecadação do último exame, 21milhoes, tá bom pra vc?
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Exame de Ordem: controle de mercado ou avaliação profissional?

Em sua mais recente edição realizada pela prestigiada FGV (Fundação Getúlio Vargas), o Exame de Ordem, mantido pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) como condição para o exercício profissional, é alvo de críticas e suspeitas de erros, que poderiam geram, inclusive, sua anulação.

Não fossem as esperanças depositadas na seriedade e na competência da FGV para a aplicação da prova – substituindo o igualmente prestigiado (ao menos até denúncias de fraude) Cespe (Centro de Seleção e Promoção de Eventos), da Universidade de Brasília, as críticas não seriam nenhuma novidade. Há tempos o Exame de Ordem é contestado pela sua efetiva capacidade de avaliar as habilidades profissionais, e por sua suposta falta de competência, lisura e objetividade na seleção de novos advogados.

A unificação de um Exame de Ordem nacional foi uma decisão controvertida do Conselho Federal da OAB, e que encontrou resistências em várias seccionais. Um dos argumentos para a unificação do Exame nacional foi justamente a de refutar críticas e suspeitas quanto à lisura e à seriedade da prova, supostamente ameaçadas por interesses locais escusos, indevidamente representados nas seccionais e nos responsáveis pela organização da avaliação. As denúncias que atingiram a Cespe, e agora, ainda que com menor intensidade, a FGV não se diferenciam em nada, de maneira geral, das críticas anteriores que atingiam os Exames locais.

A diferença é que, num Exame nacional, esses problemas tendem a ganhar repercussão maior. Além disso, a escala de um Exame nacional, com todas as suas implicações em termos de logística para produção, aplicação e correção das provas, certamente abre flancos maiores e mais sensíveis à ocorrência de problemas, voluntários ou não – e a OAB deveria se lembrar disso antes de criticar tão feroz e apressadamente o Ministério da Educação (MEC) pelas falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), como bem lembrou o advogado Maurício Gieseler, consultado pelo Última Instância.

Não acredito que o Exame de Ordem, unificado ou não, seja perfeito e imune a falhas, sejam elas operacionais, sejam elas típicas fraudes. Como disse, num Exame nacional, é maior a probabilidade de certos problemas ocorrerem, dada a magnitude da operação que envolve a aplicação da prova.

Por outro lado, sou bastante cauteloso em relação a certas “teorias da conspiração” que veem no Exame uma confabulação de poucos dirigentes da advocacia para aprovarem pessoas determinadas – seus parentes, conhecidos, alunos, amigos dos amigos, etc.

Acredito mesmo que um Exame nacional diminua as chances de influências pessoais indevidas na seleção dos candidatos. Porém, estou convencido de que há uma intencionalidade da OAB na realização do Exame, que é institucional (e não pessoal, de alguns dirigentes) e que vai além do objetivo declarado de avaliar competências e habilidades profissionais para o exercício da advocacia.

A mobilização da OAB pela instituição de um exame obrigatório para o exercício profissional vem desde pelo menos a década de 1960, quando o Estatuto da Advocacia de 1963 previa o Exame de Ordem como uma das formas de ingresso na profissão, ao lado dos chamados “cursos de estágio”, mantidos pelas próprias faculdades de direito, e cuja conclusão habilitaria automaticamente o bacharel como advogado. Foi somente com o Estatuto de 1994 que o Exame de Ordem se afirmou como única forma de ingresso do bacharel em direito na profissão.

Não por acaso, esse período conheceu uma expansão nunca antes vista do número de cursos de direito criados no país, fenômeno que iria se acentuar na década de 1990. Também nesse período (e por conta justamente da expansão do ensino jurídico), a advocacia se submeteu a um intenso processo de massificação, acompanhado da precarização das formas de exercício profissional.

A OAB, como entidade representante e controladora da profissão, vem agindo desde então, de modo um tanto errático e ineficiente, para combater os efeitos negativos dessa massificação. Nessa sua ação, Exame de Ordem e ensino jurídico tornaram-se questões centrais da política da OAB em relação ao seu mercado de trabalho e à sua própria capacidade de controlar o exercício profissional.

Daí porque o Exame de Ordem tenha também como objetivo – se é que não pode ser esse considerado seu objetivo central – o de controlar o mercado profissional, restringindo a entrada de novos advogados. E, ao atuar nesse sentido, o Exame converte-se em uma avaliação não dos bachareis, mas sim dos cursos jurídicos. Ao contrário do objetivo de controle do mercado – eventualmente negado pelos dirigentes da Ordem – o objetivo de avaliação dos cursos jurídicos é expressamente assumido pela OAB, que com base nos resultados alarmantes de reprovação no Exame de Ordem pressiona o MEC por mudanças na política sobre as instituições de ensino, além de criar sua própria mobilização, por meio do selo “OAB Recomenda”, que certifica a qualidade de cursos com base nos resultados de seus alunos no Exame.

Dessa forma, OAB e MEC têm sido, nas últimas décadas, ora parceiros ora rivais na política do ensino superior jurídico. Formalmente, cabe ao MEC avaliar cursos, e à OAB avaliar profissionais. Por conta das pressões do mercado de trabalho, a OAB acabou por invadir as atribuições do MEC, que por muito tempo foi não só omisso, como permissivo em sua missão. Nos últimos anos, o MEC tem sido mais rigoroso na autorização de novos cursos, bem como na supervisão e na renovação dos atos autorizativos dos cursos já existentes – movimento que atraiu novamente a simpatia da OAB, que se aliou ao Ministério nesse processo.

Por outro lado, ao perder o foco do que deveria ser uma avaliação para fins de certificação profissional, a OAB perdeu também a chance de melhorar seu Exame de Ordem, investindo em inovações metodológicas de avaliação de competências e habilidade, e numa reflexão mais saudável (e menos corporativa) sobre a diversificação e as transformações da advocacia, e sobre a evolução do ensino jurídico num país com grande dificuldade em garantir direitos e justiça para todos.
*Frederico de Almeida é advogado e cientista político. Participou de diversas pesquisas sobre a administração e a reforma da justiça. Foi pesquisador e Coordenador-adjunto do Núcleo de Pesquisas do IBCCRIM; pesquisador do CEBEPEJ e do Ministério da Justiça; Coordenador de Prática Jurídica da Escola de Direito de São Paulo da FGV; e Coordenador-Geral de Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação. Atualmente é assessor de Relações Institucionais da PROTESTE Associação de Consumidores. Edita o blog POLÍTICA│JUSTIÇA

fonte: http://politicajustica.blogspot.com

 

Enviado em 14/12/2010 às 12:16

Dr. Guerra, peço a fineza de mais uma fez divulgar, pois alguns colegas aqui, ainda acham que a maioria dos bachareis não estudam…

OAB Bahia reconhece FGV errou
Publicada: 14/12/2010 00:35| Atualizada: 14/12/2010 00:09

Adriano Villela e Cristiane Felix

“AFGV errou e, diante dos instrumentos que temos, vamos levar o problema e as considerações dos bacharéis da Bahia a Brasília”.

A fala é da presidente da Comissão de Estágio e do Exame de Ordem da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), Christianne Gurgel, e resume a posição da instituição em relação ao problema gerado em torno do Exame de Ordem 2010.2, aplicado pela Fundação Getúlio Vargas.

Durante todo o dia de ontem, bacharéis em Direito da Bahia reprovados no certame estiveram reunidos na seccional com o objetivo de solicitar o apoio do presidente regional da entidade, Saul de Quadros Filho, aos pleitos apresentados.

Dos 4.792 bacharéis e estudantes inscritos no Exame, apenas 714 foram aprovados.
Um parecer do mestre em Direito Administrativo José Aras, entregue à presidente da Comissão na última sexta-feira, serve de base jurídica à contestação dos bacharéis.

O grupo pede a alteração do espelho de correção individual da prova prática-processual e, a partir destes novos critérios, a reavaliação da pontuação dos eliminados no concurso, que chegaram ao índice recorde de 88%.

Para os reprovados – que não quiseram se identificar, temendo represálias – a correção das provas pela FGV descumpriu critérios estabelecidos em edital e ao Provimento 136/2009, do Conselho Nacional da Ordem.

Essa tese é defendida por alguns juristas, como o professor de Direito Penal Geovane Morais, conforme noticiado ontem pela Tribuna.

Uma mensagem constante no espelho de correção, determina que este se constitui “somente um indicativo dos critérios adotados para a avaliação”, é um dos principais itens de contestação dos bacharéis e do jurista.”

Eventual recorreção da prova (não se sabe se as provas vão ser realmente reavaliadas) será feita através de critérios de cunho subjetivo, o que, a todas as luzes, afigura-se ilegal!”, afirmou José Aras em documento apresentado pelos candidatos reprovados.

Erro material – Segundo os bacharéis, o espelho deu pontos para aspectos não perguntados pela prova e baixou a pontuação de itens importantes.

Aras identificou questões “onde a indagação a ser respondida pelo examinado se encontra de forma destacada em negrito no enunciado, e para espanto, a resposta constante no gabarito da FGV para a indagação não se relaciona diretamente com o que foi perguntado”.

A suposta falha é apontada como erro material por um dos bacharéis eliminados. “A prova pergunta A e o espelho exige B”, desabafa. O problema estaria mais presente no exame sobre Direito Penal, que registrou 91% de reprovação.

Segundo o grupo, a correção do exame se apoiou em critérios totalmente subjetivos, adotados de forma diferenciada a depender do candidato.

“É preciso ter critérios presentes em todas as provas para que a avaliação seja possível”, disse um dos bacharéis que optaram por anonimato.

O professor questionou também a mudança do gabarito, que teria aumentado a pontuação em alguns itens, mas mantido as notas para quem teve rendimento máximo na questão com mesmo peso do primeiro gabarito.

Aras exemplifica: uma questão de peso 0,2 passou a valer 0,4, mas o candidato que acertou o quesito inteiro teria permanecido com 0,2. “Antes de corrigir a gente a Ordem precisa se corrigir”, afirmou um dos candidatos.
Insatisfação não é só na Bahia

– Na Bahia, dos 4.792 inscritos, 4.078 foram reprovados. A OAB-BA, apesar de agir em consonância com o Conselho Federal, declarou ontem – em reunião entre comitiva de 30 bacharéis e representantes da entidade –, apoio à causa.

De acordo com o presidente Saul Quadros, a OAB nacional observou que o caso não seria de recorreção das provas individualmente e sim comparação de gabaritos.

“Embora não tenhamos poder de decisão, vocês têm o nosso apoio e podem contar conosco como parceiros”, garantiu o presidente Saul Quadros, destacando que, em contato constante com outros presidentes regionais, percebeu que a insatisfação dos reprovados na Bahia é semelhante em grande parte dos demais estados brasileiros.

A presidente da Comissão do Exame de Ordem, Christianne Gurgel, que já havia recebido toda a documentação dos bacharéis na última sexta-feira, foi mais além e assumiu o compromisso de enviar as considerações a Brasília imediatamente. “Houve o erro.

Alguns graves e não vamos fechar os olhos para isso. As reclamações têm fundamento. Por isso, insisti em uma reunião extraordinária nacional sobre isso, com os representantes das comissões regionais, e a sugestão foi acatada”, disse.

A orientação dada aos bacharéis reprovados pela seccional baiana foi de que entrassem com um recurso – o prazo foi encerrado na noite de ontem. De acordo com Quadros, os recursos serão examinados com todo rigor baseados nas regras do edital e no Provimento 193/2009.

“O edital terá que ser respeitado. Em caso do recurso ser negado, os bacharéis ainda podem entrar com um pedido de reconsideração e, se ainda assim não for acatado, cabe um mandado de segurança”, finalizou.

Ontem, os bacharéis foram recebidos por um procurador no Ministério Público Federal (MPF) na Bahia e pediram a intervenção do órgão na questão. Duas ações foram ajuizadas pela comitiva e serão distribuídas nos próximos dias. Somente depois disso o MPF pode dar alguma posição sobre o caso.
Seria uma coincidência ou reserva de mercado?

Outro questionamento apresentado pelos bacharéis foi o número de candidatos aprovados no histórico do exame – em torno de 12 mil, mesmo com aumento do número inscritos.

Para os candidatos reprovados, o dado indicaria uma reserva de mercado, a existência de um número máximo de candidatos que a OAB poderia aprovar sem inflar o mercado com muitos advogados.

“Este número não prova nada, mas é no mínimo estranho”. Especialistas ligados à Ordem dos Advogados do Brasil atribuem a reprovação recorde ao baixo nível das faculdades de Direito.

O exame 2010.2 da OAB bateu o recorde de inscritos (106 mil). Multiplicando o número de participantes com o valor da taxa (R$ 200), a entidade apurou R$ 21,2 milhões com a prova, realizada pela primeira vez através da Fundação Getúlio Vargas.

Uma participante da prova de Direito de Trabalho questionou ainda o limite de 2.500 caracteres para o recurso ao resultado do exame da Ordem. “È impossível reduzir todos os itens contestados a este tamanho.

Isto é cerceamento do direito de defesa”, protestou uma candidata que fez prova de Direito Trabalhista. Assim como o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcanti, o presidente Saul Quadros nega a especulação sobre uma possível reserva de mercado.

fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=67691

 

 

O avanço do crack 8

O avanço do crack

fonte O ESTADO

Em mais de 3,8 mil, dos 5,5 mil municípios brasileiros, há graves problemas de segurança pública, saúde e assistência social decorrentes do consumo de crack. O consumo da droga já se disseminou por todas as regiões do País, expandindo-se dos grandes centros urbanos para as cidades de pequeno e de médio portes e até para zonas rurais. E esse quadro só pode se agravar ainda mais, dado que 90% das prefeituras não dispõem de condições técnicas e financeiras para formular e implementar programas de prevenção dirigidos a jovens e adolescentes. As estimativas são de que o consumo do crack leve cerca de 300 mil pessoas à morte nos próximos seis anos.
Essas informações foram divulgadas pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base num estudo de amplitude nacional. “O Brasil não tem nenhuma política de enfrentamento ao crack, seja por parte de municípios, Estado ou União. Fizemos um grande esforço para a redução da mortalidade infantil, mas não há nenhuma política de prevenção à mortalidade juvenil. Estamos salvando nossas crianças, mas deixando-as morrer na juventude”, diz o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, depois de classificar a expansão do consumo de crack como “epidemia nacional” e de reclamar da escassez de recursos para conter a disseminação do vício entre os segmentos mais jovens da população.
As autoridades federais do setor questionaram a validade da pesquisa, alegando que ela teria sido realizada sem respeitar os padrões metodológicos comuns aos trabalhos acadêmicos e aos levantamentos estatísticos. “Se fizermos um estudo epidemiológico, não vamos encontrar nenhum município sem problemas com crack. Agora, há lugares com consumo maior e outros com consumo menor”, afirma a secretária adjunta da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Paulina Duarte.
Independentemente dos seus padrões metodológicos, a pesquisa da CNM apresenta números preocupantes. Eles dão a dimensão do crescimento do número de viciados em crack e mostram que o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, lançado em maio como bandeira da campanha eleitoral de Dilma Rousseff, não trouxe os resultados esperados. O Plano prevê a distribuição de recursos federais, por meio de convênios entre a União e as prefeituras.
Mas, segundo o levantamento da CNM, em seus sete meses de vigência, apenas 3,39% dos municípios se dispuseram a assiná-lo. Além de reclamar do excesso de exigências burocráticas para ter acesso ao dinheiro, o presidente da entidade lembra que só as cidades com mais de 20 mil habitantes podem ser beneficiadas. Ele afirma que, dos R$ 410 milhões previstos para 2010, a 15 dias do término do ano o governo federal liberou somente R$ 285 milhões. Pela pesquisa da CNM, a maioria dos 333 municípios que implementam políticas de prevenção e promovem campanhas de orientação, instalando Centros de Atenção Psicossocial e firmando acordos com ONGs e entidades comunitárias para ajudar na recuperação e ressocialização de viciados, financia suas ações com recursos próprios ou com a ajuda de governos estaduais.
A cúpula da Senad refuta as críticas, alegando que o órgão já destinou R$ 73 milhões para a abertura de leitos em hospitais e comunidades terapêuticas, a criação de Núcleos de Apoio à Saúde da Família e a capacitação de agentes que atuam nas redes assistenciais de atendimento aos usuários de drogas. “O Plano vem tendo uma implementação extremamente positiva e uma execução satisfatória”, diz a secretária adjunta do órgão.
O levantamento da CNM, contudo, mostra o oposto – ou seja, as dificuldades que o governo federal vem enfrentando para tentar introduzir políticas de prevenção mais eficientes e articuladas com os governos estaduais e municipais. Durante o período eleitoral, a então candidata Dilma Rousseff afirmou que uma das prioridades de seu governo seria conter o avanço do crack. A pesquisa da CNM deixa claro que não será com base na política da Senad que ela conseguirá cumprir a promessa que fez.

OAB nega lucro e responsabiliza cursos por reprovações em exame…Deputado quer a extinção da prova e diz que Ordem faturou R$ 63 milhões com os testes 21

OAB nega lucro e responsabiliza cursos por reprovações em exame
Deputado quer a extinção da prova e diz que Ordem faturou R$ 63 milhões com os testes
Ana Paula Siqueira
BRASÍLIA

A estudante niteroiense Lívia Desouzart, 22 anos, formanda em direito, faz parte do pequeno grupo de 11,8% dos bacharéis que conseguiram passar no último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Mas, para fazer parte deste seleto índice, ela teve que tirar férias do trabalho e se matricular num curso preparatório. Sem isso, garante, seria muito difícil ter sido aprovada.
– No início, eu estudava de madrugada à base de café. Mas acho a existência da prova, como controle de qualidade, muito importante – diz Lívia.
Entre os insatisfeitos, muitos afirmam que o exame se tornou “uma indústria”, já que, para se submeter à prova, o postulante deve pagar R$ 200. De acordo com cálculos do deputado Edson Duarte (PV-BA), autor de uma proposta que pretende extinguir o exame, a OAB teria arrecadado cerca de R$ 63 milhões com os três testes aplicados ao longo de 2010. Ele insinua que um dos objetivos da instituição seria o de gerar dinheiro.
As cifras não são confirmadas pelo presidente nacional da Ordem, Ophir Cavalcante. De acordo com ele, os valores são administrados pelas seccionais (sedes regionais) da OAB e empregados para custear as despesas com o exame. Ophir credita o alto índice de reprovação mais à qualidade do ensino jurídico no Brasil do que ao grau de dificuldade da prova. Especialistas da área procurados pelo JB endossam esta opinião.

Presidente da OAB desconhece total arrecadado
Autor de um projeto que pretende acabar com a exigência do exame da OAB para que bacharéis em direito possam exercer a advocacia, o deputado Edson Duarte (PV-BA) afirma que a prova é inconstitucional porque conflita com a autonomia universitária e a competência do poder público para avaliar e fiscalizar o ensino
– Somados os três exames realizados este ano, a OAB faturou R$ 63,6 milhões em 2010 – diz o parlamentar. – Estes valores mostram que a instituição, que deveria zelar pela lei, está não apenas exorbitando da sua competência legal, mas também fazendo dessa aberração chamada Exame da Ordem um negócio milionário.
O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante rebate as acusações e diz não saber “de onde o deputado tirou esse número”. Para ele, muitas “forças” se sentem prejudicadas e tentam pôr fim ao exame.
– Aquelas escolas que não têm compromisso com a qualidade de ensino, de tudo fazem para defender essa proposta demagógica de acabar com o exame – afirma Ophir.
O presidente da OAB diz não saber qual o valor arrecadado com os exames em 2010. Ele garante que o dinheiro fica com as seccionais da Ordem espalhadas pelo Brasil. São elas que realizam os exames.O dinheiro, afirma, é empregado no pagamento da instituição contratada para realizar as provas, na assessoria jurídica para dar conta dos cerca de 300 mandatos de segurança que são impetrados em cada fase da avaliação e na contratação de professores para corrigir os testes, entre outros gastos.
O economista José Luiz Barbosa, 57 anos, é um dos muitos que não conseguiram a aprovaçã. Ele fez a segunda avaliação de 2010 e classifica de “fiasco” o fato de apenas 11% dos inscritos terem sido aprovados.
– É um critério de avaliação muito difícil. É complicado ter que aceitar uma situação dessas – desabafa. – Acho que isso está virando uma indústria.
Apesar disso, o economista defende a existência da prova e se prepara para enfrentar uma nova maratona em 2011, quando deve se submeter à avaliação novamente.

Jurista defende exame
O jurista Ives Gandra afirma que o exame é a “única forma de termos profissionais mais qualificados”, e que a prova é “reconhecidamente difícil”.
– Portugal tem 10 faculdades de direito para 10 milhões de habitantes – afirma Gandra, criticando o grande número de cursos no Brasil. – Uma coisa é ter o título de bacharel, e outra é advogar. Os estudantes que passaram estão preparados.
Luciano Viveiros, professor de direito da UFRJ e do curso preparatório da OAB, afirma que “o grau de dificuldade corresponde à ineficiência do ensino jurídico”, e que universidades públicas, em geral, têm altos índices de aprovação no exame.