Para: A GUERRA
Guerra: por favor publicar em sua página inicial.
A VISÃO EQUIVOCADA DO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA SOBRE A POLÍCIA CIVIL
A partir de 19 de março de 2.009, data em que o atual Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo tomou posse, instalou-se um processo de depreciação da Polícia Civil de São Paulo, fato facilmente comprovado pelas declarações do titular da pasta a determinados segmentos jornalísticos e em certos meios de comunicação, que, sem nenhuma responsabilidade, divulgaram dados inverídicos, ou, no mínimo, distorcidos da realidade, senão vejamos:
26/08/2009 – 14h29
Secretário diz que Polícia Civil de SP está em “letargia” e precisa resgatar investigação
GABRIEL MESTIERI – colaboração para a Folha Online
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, afirmou nesta quarta-feira que a Polícia Civil está em estado de “letargia e inépcia” e anunciou mudanças para resgatar seu “caráter investigativo”.
A Polícia Civil de São Paulo está fervendo, isso porque, Antônio Ferreira Pinto foi mantido no cargo de Secretário de Segurança Pública. Antônio não simpatiza muito com a Polícia Civil do Estado, mas a Polícia Militar está em absoluta tranquilidade. O secretário deve manter o comandante geral da PM, e provavelmente as mudanças serão mesmo na Polícia Civil. Confira os detalhes com Thiago Samora.
Joven Pan online – 21/12/2010
FOLHA DE S. PAULO – 08/01/11
Esta frase é fruto da imaginação de quem a pronunciou, pois, nunca foi dito por quem representa a Polícia Civil no âmbito administrativo (Delegado Geral de Polícia e Conselho da Polícia Civil), nem por entidades representantes das classes dos policiais civis (Associações e Sindicatos) e pelo que sabemos, também não foi dito pelo Secretário de que a Polícia Civil o tem como inimigo. Mas o pior desta desinformação jornalística é a razão pela qual se atribui que as partes citadas sejam inimigas; “por conta das investigações em torno de policiais suspeitos de corrupção.”
A corrupção é um mal que, infelizmente, assola o mundo, e o Brasil está entre os 70 países mais corruptos do mundo (fonte Transparência Brasil, e segundo pesquisas já esteve entre os cinco primeiros), e neste ponto, estamos plenamente de acordo com o Secretário. Precisamos combater este mal, entretanto, o que não concordamos é com a adoção de dois pesos e de duas medidas. Não se pode julgar uma classe toda, aproximadamente 36.000 policiais civis, por causa de uma parcela. Atitudes como estas que vem sendo praticadas há mais de um ano, prejudicam a democracia, o espírito de civismo e as negociações, além de serem injustas, e, jamais devem ser praticadas por pessoas de bem.
O governo precisa, urgentemente, reavaliar a sua postura, um povo civilizado deve conversar e resolver os problemas da melhor maneira possível, porém, não podemos nos calar diante de tantas injustiças que estão sendo praticadas contra o funcionalismo público em geral, em especial contra a Polícia Civil paulista. Em nenhum lugar do mundo lutar para ter seus direitos reconhecidos é tão difícil quanto no Estado de São Paulo, principalmente quando se refere a servidores públicos, onde a imprensa, salvo raras exceções, não abre qualquer espaço para que a classe trabalhadora demonstre sua situação fática, os motivos deste boicote, todos sabem, são os anúncios publicitários que o estado possui nestes importantes canais de comunicação.
Mas nem tudo está perdido, ainda existem pessoas que são escolhidas para cargos políticos pelo seu conhecimento técnico na área, pelo seu caráter, pela sua capacidade intelectual, pelo respeito que nutre pelo próximo e desapego ao cargo que, atualmente, está ocupando.
Vejamos um pequeno trecho do pronunciamento de um verdadeiro Secretário de Estado interessado e comprometido em resolver os problemas de sua pasta, o da educação, Sr. HERMAN VOORWALD, conforme entrevista concedida ao jornal Folha de São Paulo em 10/01/11.
“NOVO SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO AFIRMA QUE PROFESSORES ESTÃO SEM MOTIVAÇÃO DEVIDO A BAIXOS SALÁRIOS, CARREIRA PROFISSIONAL RUIM E FALTA DE DIÁLOGO”
“Estado não se preocupou em ter docente motivado”
“Pretendo resgatar a dignidade dos professores, o que passa por salário e carreiras dignos. Se conseguir dar um passo nesse sentido, acho que trarei algo novo.”
Não precisamos falar mais nada, os fatos estão aí para que a sociedade e o Governador os analisem.
GEORGE MELÃO
Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo – SINDPESP




