Foragidos em SP são 152 mil-PRIORIDADE DO DG 45

———- Mensagem encaminhada ———-
De:

Data: 17 de janeiro de 2011 11:25
Assunto: FW: Foragidos em SP são 152 mil-PRIORIDADE DO DG
Para: roberto

E QUEM VAI INVESTIGAR ?
E OS INQUÉRITOS, INERENTES Á POLÍCIA CIVIL, NÃO SÃO MAIS NECESSÁRIOS ?
http://www.jt.com.br/seguranca/ 

Foragidos em SP são 152 mil

  • 16 de janeiro de 2011 |
  • 23h20 |

Categoria: Geral

ELVIS PEREIRA
PLÍNIO DELPHINO

Roger Abdelmassih, Jonathan Lauton, Eduardo Soares, Mizael Bispo, Evandro Bezerra e Evandro Correia. Todos fugiram e constam na lista de mais de 152 mil foragidos no Estado de São Paulo, refletindo na sociedade a sensação de impunidade e confirmam, ainda, a falta de estrutura da Divisão de Capturas da Polícia Civil. O novo delegado-geral, Marcos Carneiro Lima, admite o problema e tem planos para tentar solucionar a fragilidade desse setor.

“Quero essa divisão forte, quero policiais na rua e não sentados em cadeiras”, afirmou Lima à reportagem. A mudança será iniciada pelo topo. “Um novo delegado, com perfil totalmente operacional, vai assumir o comando”, adiantou, sem revelar nomes.
O chefe da Polícia Civil reconhece que o efetivo de policiais designados para caçar foragidos está abaixo do ideal. “Mas não é desculpa para prender apenas ladrão de leite (alusão a maridos procurados por pensão alimentícia)”. Na visão do delegado, é necessário otimizar as atividades da divisão.
 “Em outros países do mundo, esse tipo de trabalho é extremamente valorizado. E aqui em São Paulo também vai ser”, promete.
O futuro delegado a ser nomeado por Lima assumirá uma divisão com 152.416 mandados de prisão em aberto. O número se refere ao último dia de 2010. Desses, 123.756 são processos criminais e o restante, de pensão alimentícia.
 

Dr. CEMBRANELLI: “A Polícia Militar, ao invés de expurgar esses elementos que mancham a corporação, cria dificuldade para se chegar a determinadas provas” 16

17/01/2011

Promotor quer levar policiais a júri

Folha de S.Paulo

Francisco Cembranelli, o promotor responsável pelas condenações do casal Nardoni, pretende voltar ao júri em 2011 para uma tarefa mais complicada. Ele tentará condenar policiais militares suspeitos de envolvimento com grupos de extermínio na zona norte da capital.

De acordo com Cembranelli, seis ou sete ações penais instauradas envolvem policiais. “São PMs que acabam se envolvendo em execuções. É muito difícil este tipo de investigação, pois é lenta e há intimidação de testemunhas”, diz. Segundo ele, casos em que testemunhas morrem misteriosamente, “cravadas de balas”, não são raros.

Cembranelli avisa, porém, que quando PMs são julgados, é difícil conseguir a condenação de todos. “A Polícia Militar, ao invés de expurgar esses elementos que mancham a corporação, cria dificuldade para se chegar a determinadas provas”, afirma. Além disso, a associação de PMs conta com bons advogados na defesa de seus interesses.

Os grupos de extermínio que atuam na zona norte da capital são parte do foco da investigação. “Os policiais escolhem pequenos viciados ou sem-teto alojados debaixo de viadutos. Chegam lá e matam todos. Aconteceu no viaduto do Parque Novo Mundo”, afirma. Para Cembranelli, essas ações visam “limpar a área.”

Outras hipóteses também foram levantadas –há máfias, segundo o promotor, que exploram jogo e conluio de policiais com grupos marginais nos pontos de vendas de droga. “Claro que isso é exceção. A PM é uma aliada do Ministério Público. Esses maus elementos têm de ser responsabilizados criminalmente e expurgados da Polícia Militar.”

Se conseguir as condenações, a fama de Cembranelli deve aumentar. Ele está acostumado, apesar da timidez. “Alguns pedem para tirar foto. Fico sem jeito.”

Rota leva canseira em delegacia e secretário manda fazer BO 97

Enviado em 16/01/2011 às 23:10 JOW

CASO DE POLÍCIA 16/01/2011

Rota leva canseira em delegacia e secretário manda fazer BO

PMs esperam 12 horas e ocorrência de tráfico só é feita pela Polícia Civil quando o titular da pasta de segurança pública interfere

Tahiane Stochero e Jow
Diário SP

Era para ser apenas mais uma prisão por tráfico das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), mas o caso se transformou em uma briga entre as polícias Civil e Militar e só terminou com a interferência do secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, após os PMs esperarem 12 horas na delegacia pela realização do boletim de ocorrência.

Ferreira confirmou ter atuado a favor da Rota, pelo fim do lenga-lenga no 46º Distrito Policial (Perus), na Zona Norte, no último dia 5, para que o BO fosse feito. “Toda vez que houver situação de má atendimento à população ou à PM nas delegacias e chegar ao meu conhecimento, eu vou intervir”, disse o secretário. “Esta não é a primeira nem a última vez que farei isso”, acrescentou.

Na manhã do dia 5 de janeiro, a Rota recebeu uma denúncia de tráfico na Rua Paulo Arentino, no Jaraguá. No local, foram presas duas mulheres com 3 quilos de cocaína, 300 gramas de crack, uma espingarda calibre 12, munições e R$ 10 mil. Três viaturas e dois oficiais atuaram. E foi ao chegar ao 46º DP, às 13h, que começou a confusão e a longa espera.

A Rota, considerada a tropa de elite da PM, foi o alvo de uma disputa política entre as polícias Civil e Militar

Ligações / Segundo PMs, até as 17 horas, não havia delegado no distrito. Antes deles, na fila, outros dois casos para serem registrados – a captura de um procurado e uma lesão corporal. No início da noite, como nada havia sido feito, o comandante da Rota, coronel Paulo Adriano Telhada, telefonou para o secretário pedindo ajuda. Ferreira ligou para o diretor da Polícia Civil da capital, Eduardo Hallage, e este procurou a delegada seccional da Zona Oeste, que chefia a área, Elaine Maria Biasoli Pacheco.

Ela pegou o telefone e mandou o delegado plantonista do 46º DP registrar, enfim, a ocorrência da Rota. O boletim de ocorrência 76/2011 foi finalizado à 1 hora do dia 6. Elaine confirmou a ligação do superior, mas não falou sobre o fato. O titular do 46º DP, Vitor Martinez, não respondeu à reportagem. Ferreira, por sua vez, foi enfático: “Não se trata de caso isolado. Vou intervir sempre”.

Sistema de trabalho está falido, diz delegada
Para a presidente da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo, Marilda Pinheiro, o atual modelo de trabalho das delegacias está “falido e defasado” e “a população é que está pagando a conta”. “O modo de organização dos plantões é arcaico. Temos problemas de tecnologia e o sistema de registro de ocorrências nunca funciona”, diz a delegada. Marilda defende a criação de centrais de polícia judiciária em cada região da capital e também no interior do estado, capazes de registrar prisões de flagrante e liberando as delegacias de bairro para investigações e registro de outros crimes, como roubos e furtos. “Entregamos no ano passado ao secretário Ferreira Pinto este projeto e ele prometeu analisar”, disse Marilda.

A delegada diz que os policiais civis irão continuar lutando pela melhoria dos salários. “Temos o pior pagamento do país, isso tem que mudar. Muitos colegas estão indo trabalhar em outros estados e os policiais que ficam estão em um regime de escravidão”, acrescenta Marilda.

Ela própria fez uma visita ao 46º DP, onde a Rota teve problema, no final do ano passado, diante das reclamações dos policiais civis pela falta de efetivo e modificações nas escalas de trabalho. “Queremos condições dignas para trabalhar, pois as dificuldades afetam a qualidade do serviço prestado ao povo”, diz.

No 46º Distrito Policial, no Perus, policiais civis enfrentam escala dura e deixaram policiais da Rota esperando

Polícias prometem atuação conjunta

O novo delegado-geral, Marcos Carneiro (ao centro na foto abaixo), prometeu ações unificadas contra o crime organizado com apoio da PM. Ele se reuniu com coronel Alvaro Camilo, e o superintendente da Polícia Científica, Celso Periolli (à direita).

14 dias antes a Polícia Civil sabia do problema no 46º DP

Trabalho na Polícia Civil priorizará investigação

Carneiro irá focar a investigação e não irá tolerar que BOs demorem para ser registrados ou que delegacias fiquem paradas. “Não tem essa de estar fora do ar o programa. Teremos que fazer o boletim mesmo off-line”, afirmou o delegado-geral.

PM não se manifesta sobre convivência

Procurada, a Polícia Militar informou que não irá se pronunciar sobre a demora para realização de ocorrências nos plantões de delegacias e sobre o caso específico da Rota.

http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/01/21319-rota+leva+canseira+em+delegacia+e+secretario+manda+fazer+bo.html#

Estudante denuncia: “A perseguição da PM no centro da cidade começou após a dispersão” 10

Enviado em 16/01/2011 às 19:53 horário de almoço

 

Reinações da Guarda Pretoriana

Fonte: Vi o Mundo, Azenha

Denúncias 16 de janeiro de 2011 às 12:33

Estudante denuncia: “A perseguição da PM no centro da cidade começou após a dispersão”
por Conceição Lemes

Quinta-feira, às 17h, praça dos Ciclistas (esquina das avenidas Consolação com Paulista): o segundo ato público contra o aumento da tarifa de ônibus na cidade de São Paulo, que passou R$ 2,70 para R$ 3.

O primeiro, na última quinta-feira, reuniu cerca de mil manifestantes e acabou reprimido pelo Polícia Militar. Trinta e uma pessoas foram detidas e, pelo menos, dez ficaram feridas.

“Os detidos já foram liberados”, informa ao Viomundo a estudante de Direito Nina Cappello, do Movimento Passe Livre. “Por enquanto nenhum foi indiciado, não teve nenhuma acusação específica, foi só para averiguação. Quanto aos feridos, dois fizeram boletim de ocorrência e um realizou exame de corpo de delito.”

Nina é estudante de Direito, pertence ao Movimento Passe Livre e foi a responsável pela negociação com a Polícia Militar durante a manifestação.

Viomundo – As imagens iniciais mostram um ambiente tranqüilo. O que aconteceu?

Nina Cappello — Inicialmente a manifestação estava indo bem, mesmo. Trocaram três vezes o comandante militar da operação. Na terceira, quando assumiu o tenente Siqueira, o diálogo diminuiu bastante. Os policiais queriam que a gente liberasse uma faixa de trânsito. Mas, como tinha muita gente, foi difícil conter o pessoal. Uma pessoa foi detida e o problema começou.

Acho, no mínimo, irônico, que uma manifestação pela melhoria do transporte público deva priorizar respeitar o espaço dos carros.

Viomundo – O que você fez na hora em que houve a primeira prisão?

Nina Cappello – Tentei conversar com os policiais que estavam com o manifestante detido. Eles foram logo me dizendo: “Acabou o diálogo, olha o tipo de pessoa que vocês trazem pra manifestação”.

Aí,um policial jogou spray de pimenta no rosto de um manifestante que estava questionando a detenção. O que a gente viu em seguida foi uma ação quase que irracional — aliás, muito racional para dispersar a manifestação — de todos os policiais, que passaram a atirar bombas e balas de borracha no meio da manifestação. Engraçado que o discurso deles era de que a gente precisava liberar uma faixa de trânsito, porque eles estavam ali para nos proteger e não queriam que fôssemos agredidos pelos carros. Só que os próprios PMs nos agrediram.

Viomundo – O que te impressionou mais?

Nina Cappello — A perseguição aos manifestantes que começou no centro da cidade após a dispersão, ou seja, o ato público já havia acabado . Em alta velocidade, carros de polícia passaram a percorrer o trajeto da manifestação – Praça da República – Câmara Municipal-Teatro Municipal –, em busca de pessoas que viram no ato.

Viomundo – A manifestação já não havia acabado?

Nina Cappello – Tinha. Mas dois grandes enquadros absolutamente casuais foram feitos após o final da manifestação.

Viomundo – O que é um enquadro?

Nina Cappello – A polícia para a pessoa para revistar. A manifestação já tinha acabado e a PM parou, aleatoriamente, dois grupos de manifestantes para revistar. Aí, 30 foram detidos. Nós chegamos a nos concentrar novamente na Xavier de Toledo, para prosseguir até a Câmara dos Vereadores, que era o local definido como final do ato, mas voltamos para tentar impedir um enquadro.

Infelizmente o resultado foi outro. Mesmo com pontos de ônibus lotados, mais bombas e balas de borracha foram lançadas, além de agressão física direta àqueles aqueles que entravam nos locais próximos para se proteger. Todos os detidos foram levados para o 3º Distrito Policial para averiguação. O despreparo da Polícia Militar nas detenções e na recusa de diálogo ficou evidente.

Viomundo – Mas vocês derrubaram um “posto de observação” da PM e quebraram vidros da loja de uma galeria?

Nina Cappello – A repressão teve início antes desses incidentes. Eles ocorreram quando o pessoal estava fugindo das bombas. Evidentemente não defendemos tais atitudes, mas elas foram reflexo da revolta com a repressão após a manifestação. É bom ressaltar que as armas utilizadas pelos policiais são absolutamente inapropriadas. Por exemplo, o gás pimenta é proibido contra civis pela Convenção de Genebra. Mas, aqui no Brasil, é largamente utilizado em manifestações públicas. As bombas de efeito moral, que deveriam ser lançadas, no mínimo, a 30 metros das pessoas, foram jogadas no meio da manifestação.

Viomundo – Olhando as fotos, vi policiais sem identificação. Isso é normal?

Nina Cappello – Policiais não podem andar sem identificação. Pela nossa experiência, quando os vemos tirando a identificação ou sem ela, já sabemos que provavelmente haverá repressão. Ficar sem identificação é o primeiro passo. Isso dificulta as nossas denúncias, pois a Corregedoria da PM não toma nenhuma atitude se não identificarmos os policiais agressores. Aliás, a maioria dos policiais que agrediram estava sem identificação. Isso sem falar que várias pessoas que estavam fotografando a manifestação foram obrigadas, pelos policiais, a apagar as imagens. Um dos detidos teve seu cartão de memória esvaziado. É uma pena tanta disposição para reprimir uma manifestação cuja causa diz respeito a todos nós.

Revisão do Código Florestal pode legalizar área de risco e ampliar chance de tragédia 16

Sun, 16 Jan 2011 07:36:59 -0200
Texto no Congresso deixa de considerar topo de morro como área de preservação e libera a construção nas encostas
Locais como esses foram os mais afetados pelos deslizamentos que mataram mais de 600 pessoas no Rio
VANESSA CORREA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO

As mudanças propostas pelo projeto de alteração do Código Florestal -pensadas para o ambiente rural e florestas- ampliam as ocupações de áreas sujeitas a tragédias em zonas urbanas.
O texto em tramitação no Congresso deixa de considerar topos de morros como áreas de preservação permanente e libera a construção de habitações em encostas.
Locais como esses foram os mais afetados por deslizamentos de terra na semana passada na região serrana do Rio, que mataram mais de cinco centenas de pessoas.
O projeto ainda reduz a faixa de preservação ambiental nas margens de rios, o que criaria brecha, por exemplo, para que parte da região do Jardim Pantanal, área alagada no extremo leste de São Paulo, seja legalizada.
A legislação atual proíbe a ocupação em áreas de encostas a partir de 45 de inclinação, em topo de morro e 30 metros a partir das margens dos rios -a distância varia de acordo com a largura do rio.
A proposta já foi aprovada por uma comissão especial e deve ser votada pelo plenário da Câmara em março. Se aprovada, vai para o Senado.

PARA QUE SERVE
Nos morros, o objetivo da lei atual é preservar a vegetação natural, que aumenta a resistência das encostas e reduz deslizamentos de terra.
Nas margens dos cursos d’água -rios, córregos, riachos, ribeirões etc.-, a área reservada visa preservar as várzeas, espaços onde os alagamentos são naturais nas épocas das chuvas fortes.
Boa parte da legislação não é cumprida, principalmente nas cidades. Mas as prefeituras, responsáveis por fiscalizar as regras e impedir a ocupação dessas áreas, têm os dispositivos à disposição.
Mesmo que a ocupação irregular ocorra, os limites atuais facilitam a remoção sem necessidade, por exemplo, de desapropriação de terras, afirma Marcio Ackermann, geógrafo e consultor ambiental, autor do livro “A Cidade e o Código Florestal”.
Ele diz que as áreas de preservação permanente previstas no Código Florestal coincidem, na maioria, com as áreas de risco de ocupações.
Ackermann cita como exemplo os locais onde morreram pessoas na semana passada em Mauá (Grande SP), e Capão Redondo (zona sul de SP). O mesmo ocorre, diz, na maioria dos locais atingidos pelos deslizamentos na região serrana do Rio.

CRÍTICAS
O secretário do Ambiente do Estado do Rio, Carlos Minc, critica as mudanças. “O que ocorreu no Rio -[já] tinha acontecido antes em Santa Catarina e outras áreas- mostra um pouco onde leva essa ocupação desordenada das margens de rios e das encostas. Eu acho que isso mostra a irresponsabilidade dessa proposta”, diz.
O relator do projeto de revisão do Código Florestal, deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP), nega mudança nas regras de ocupação das cidades, embora o texto fale, com todas as letras, sobre regularização fundiária em áreas urbanas consolidadas.
Rebelo critica Minc, de quem é desafeto. “Não é por acaso que acontece essa tragédia no Rio, é por causa de secretários incompetentes e omissos como Carlos Minc.”

POLÍTICOS BRASILEIROS DEVERIAM CONFESSAR QUE DESENTERRAR PRÁ ENTERRAR DÁ MAIS DINHEIRO…TRAGÉDIA DAS CHUVAS VIROU INDÚSTRIA 11

Governo brasileiro admite à ONU despreparo em tragédias
Sun, 16 Jan 2011 07:35:09 -0200
Documento assinado pela secretária Nacional de Defesa Civil já previa “aumento de ocorrência de desastres”
Jamil Chade
O governo brasileiro admitiu à Organização das Nações Unidas (ONU) que grande parte do sistema de defesa civil do País vive um “despreparo” e que não tem condições sequer de verificar a eficiência de muitos dos serviços existentes. O Estado obteve um documento enviado em novembro de 2010 por Ivone Maria Valente, da Secretaria Nacional da Defesa Civil (Sedec), fazendo um raio X da implementação de um plano nacional de redução do impacto de desastres naturais. Suas conclusões mostram que a tragédia estava praticamente prevista pelas próprias autoridades.
Diante do tsunami que atingiu a Ásia e do aumento do número de desastres naturais no mundo nos últimos anos, a ONU foi pressionada a estabelecer um plano para ajudar governos a fortalecer seus sistemas de prevenção. Em 2005, governos chegaram a um acordo sobre a criação de um plano de redução de risco para permitir que, até 2015, o mundo estivesse melhor preparado para responder às catástrofes.
Uma das criações da ONU, nesse contexto, foi o Plano de Ação de Hyogo (local da conferência onde o acordo foi fechado). No tratado, a ONU faz suas recomendações de como governos devem atuar para resistir a chuvas, secas, terremotos e outros desastres. Ficou também estabelecido que os 168 governos envolvidos se comprometeriam a enviar a cada dois anos um raio X completo de como estavam seus países em termos de preparação para enfrentar calamidades e o que estavam fazendo para reduzir os riscos.
Na versão enviada pelo próprio governo do Brasil ao escritório da Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres, no fim de 2010, as constatações do relatório nacional são alarmantes. “A maioria dos órgãos que atuam em defesa civil está despreparada para o desempenho eficiente das atividades de prevenção e de preparação”, afirma o documento em um trecho. Praticamente um a cada quatro municípios do País sequer tem um serviço de defesa civil e, onde existe, não há como medir se são eficientes.
“Em 2009, o número de órgãos municipais criados oficialmente no Brasil (para lidar com desastres) alcançou o porcentual de 77,36% dos municípios brasileiros, entretanto, não foi possível mensurar de forma confiável o indicador estabelecido como taxa de municípios preparados para prevenção e atendimento a desastres”, diz o documento em outra parte.
Limitações. No relatório, o Brasil é obrigado a dar uma resposta ao desempenho em determinados indicadores sugeridos pela ONU. Em um dos indicadores – que trata de avaliação de risco de regiões – o governo admite ter feito avanços, “mas com limitações reconhecidas em aspectos chave, como recursos financeiros e capacidade operacional”. Na avaliação de risco, por exemplo, o governo admite que não analisou a situação de nenhuma escola ou hospital no País para preparar o documento.
O próprio governo também aponta suas limitações em criar um sistema para monitorar e disseminar dados sobre vulnerabilidade no território. O governo também reconhece que a situação é cada vez mais delicada para a população. “A falta de planejamento da ocupação e/ou da utilização do espaço geográfico, desconsiderando as áreas de risco, somada à deficiência da fiscalização local, têm contribuído para aumentar a vulnerabilidade das comunidades locais urbanas e rurais, com um número crescente de perdas de vidas humanas e vultosos prejuízos econômicos e sociais”, diz o documento assinado por Ivone Maria.
Consequência. “A não implementação do Programa (de redução de riscos) contribuirá para o aumento da ocorrência dos desastres naturais, antropogênicos e mistos e para o despreparo dos órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela execução das ações preventivas de defesa civil, aumentando a insegurança das comunidades locais”, afirmou o relatório.
O órgão também deixa claro que o Brasil estaria economizando recursos se a prioridade fosse a prevenção. “Quando não se priorizam as medidas preventivas, há um aumento significativo de gastos destinados à resposta aos desastres. O grande volume de recursos gastos com o atendimento da população atingida é muitas vezes maior do que seria necessário para a prevenção. Esses recursos poderiam ser destinados à implementação de projetos de grande impacto social, como criação de emprego e renda”, conclui o documento.
 

Favorecimento em concursos da policia civil IP-01/08 129

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Fraude Policia <fraudepolicia@yahoo.com>
Data: 16 de janeiro de 2011 12:07
Assunto: Favorecimento em concursos da policia civil IP-01/08
Para: dipol@flitparalisante.com

Por favor solicito publicarem o texto
 
Grato,
 
 
Para que estudar para concursos da PC-SP?
Favorecimento em concursos da policia civil IP-01/08
 
Não sei exatamente o que aconteceu nesse concurso, pois a prova preambular foi pesada demais. O nível de prova foi muito superior ao exigido no edital (médio) e a Acadepol-SP cometeu tantos erros que muitas questões foram anuladas.
 
Mesmo com 67000 candidatos que prestaram o concurso, apenas pouco mais de 900 conseguiram passar após os recursos.
 
Na prova escrita que também foi pesada, apenas pouco mais de 500 candidatos conseguiram passar.
 
Perto das provas do IP-08 as provas do concurso IP-09 até o momento são mamão com açúcar e neste ultimo o nível exigido é o superior.
 
O que aconteceu? Fica a idéia de que a PC-SP queria nível superior no IP-08, mas como não conseguiu criaram umas provas para derrubaram o máximo possível de candidatos.
 
Depois aconteceu a prova oral e não houve critério nenhum, muitos candidatos que foram péssimos nessa prova foram aprovados e outros que foram muito bem acabaram reprovados.
 
Além de tudo isso os examinadores pareciam não dominar as matérias que aplicavam as provas. E muitos desses examinadores fizeram parte da banca do certame FTP-08.
 
Muitos candidatos prejudicados entraram na justiça que até o momento não chegou a nenhuma definição e até a corregedoria da PC abriu um inquérito de numero 224/10 que com certeza vai acabar em pizza, mesmo com provas materiais que são as transcrições fornecidas pela policia técnico cientifica.
 
Com tudo isso a transcrição da prova oral de uma candidata chama a atenção, além dela ir muito mau na prova foi também muito dispersiva, ela parecia que estava lá para fazer numero.
 
Essa candidata é uma jornalista que assinava matérias no jornal da SSP-SP e é filha de um grande cacique da PC-SP e apesar de ir muito mau na prova oral foi aprovada com louvor.

Maiores detalhes estão nesse link http://fraudes.0009.ws e no TWITTER basta procurar por @fraude_PC_SP que estarei sempre colocando mais informações, inclusive provas de candidatos que foram muito bem e não foram aprovados.

 

 

Policiais civis são presos, por policial civil e policiais militares, em São Paulo e Osasco 35

Enviado em 16/01/2011 às 11:20- JOW

Dois policiais são presos em flagrante

16 de janeiro de 2011

Suzane G. Frutuoso e Jow do Flit

Dois policiais civis foram presos na última sexta-feira. Segundo a corregedoria da corporação, um deles é dono de um desmanche de carros no município de Osasco, na Grande São Paulo, e o outro extorquiu o pai de um suspeito de portar maconha, na zona norte da capital. Os casos registrados se somam a uma série de prisões de policiais realizadas desde o ano passado.

O agente do setor de homicídios de Osasco, Valdemir Siani, de 48 anos, foi preso em flagrante no desmanche, localizado na Avenida Internacional, no bairro Vila Prado, por volta das 17h30 da sexta-feira. Policiais militares receberam a informação de que um Palio preto, furtado em São Paulo, estava na cidade vizinha. Eles localizaram o veículo em uma oficina mecânica.

Ao notar a presença dos policiais, José Roberto Celestino, de 29 anos, que dirigia o carro, tentou fugir e se escondeu debaixo de um veículo. Preso, confessou que furtou o Palio e que trabalhava para Siani, proprietário da oficina e do desmanche. O policial, encontrado no local, negou, mas foi reconhecido por outros PMs como a pessoa que diariamente atende os clientes no desmanche. Ele responderá por furto, receptação qualificada, localização, apreensão e entrega de veículo.

Em outro caso, por volta das 20h30, o papiloscopista Renato Rodrigues dos Santos, de 36 anos, do Departamento de Identificação e Registros Diversos, foi preso em flagrante com o autônomo Marcelo Oliveira Gobbo, de 33, quando tentavam extorquir um aposentado de 71, pai de um autônomo, de 26, que portava maconha, na rua Moisés Roysen, próximo à sede do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic). O dinheiro seria trocado pela liberdade do jovem, algemado pela dupla. No momento da prisão, Gobbo carregava três trouxas de maconha.

Um policial civil, que seguia para o trabalho com seu carro particular, presenciou a ação. Como não havia viatura, o policial desconfiou e pediu reforço. Ao serem presos, eles alegaram que o rapaz era traficante de drogas. As acusações contra o policial e o autônomo são de concussão, usurpação de função pública, prevaricação e drogas para consumo pessoal.

http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/17869/

Corregedoria investiga corrupção na Ciretran de São José dos Campos 138

Corregedoria investiga corrupção na Ciretran

Entre as irregularidades estaria a cobrança de propina para acelerar a liberação de documentos na cidade

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Cláudio Capucho Delegado da Ciretran de São José, Reinaldo Checa Júnior, negou as acusações de corrupção Delegado da Ciretran de São José, Reinaldo Checa Júnior, negou as acusações de corrupção

Cecília Polycarpo / São José

A Corregedoria da Polícia Civil investiga a existência de um esquema de corrupção na Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de São José dos Campos, envolvendo irregularidades como pagamentos de propina a policiais, transferências ilegais de pontos em carteiras de habilitação, desvios na contratação de empresas de inspeção veicular, além de outros crimes.

A informação, obtida com exclusividade pelo BOM DIA, foi confirmada ontem pelo delegado chefe da Corregedoria da Polícia Civil no Vale, Antonio Álvaro Sá de Toledo. O orgão é subordinado diretamente ao gabinete do secretário de Segurança Pública do Estado,  Antonio Ferreira Pinto.

“Recebemos diversas denúncias sérias de crimes envolvendo funcionários do Ciretran. As delações foram tanto anônimas quanto de pessoas que fizeram questão de se dirigir até a Corregedoria”, declarou o delegado corregedor.

BLITZ
Uma correição extraordinária foi realizada pela Corregedoria do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), de São Paulo, no último dia 12 , a pedido dos corregedores da Polícia Civil, para averiguar documentos e procedimentos realizados na Ciretran de São José.
Às 9h da manhã de quarta-feira, cerca de 15 funcionários do Detran  foram à delegacia de trânsito, no centro, e permaneceram lá até às 20h. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, acompanhou a ação.

Provas
“Foi um trabalho minucioso do Detran,  passaram horas olhando documentos e fizeram relatórios. As irregularidades foram encontradas e já temos material para instaurar um inquérito”, disse Toledo.
O Detran deve emitir um laudo final na próxima semana.  Se comprovadas as  irregularidades, os envolvidos  poderão responder processos administrativos e na esfera criminal.

Delegacias do Vale são alvos de denúncia
O BOM DIA tentou durante três dias conversar com o delegado da Ciretran de São José dos Campos, Reinaldo Checa Júnior, mas não obteve sucesso. Na quarta-feira, dia da correição,  funcionários da Ciretran informaram que o delegado estava em reunião com a Corregedoria e o Detran de São Paulo e que este era um procedimento ‘normal’ e de ‘rotina’.  Na quinta-feira o BOM DIA ligou diversas vezes para a sede da Ciretran mas em todas as tentativas ninguém atendeu ao telefone.

Ontem a reportagem  foi até a sede da delegacia de trânsito, porém novamente não foi recebida pela delegado. Por meio de uma funcionária do orgão , Júnior disse que a correição não apurou nenhuma irregularidade. “O delegado disse que não está sabendo de nenhuma denúncia de corrupção junto à Corregedoria e que ontem não foi encontrada nenhuma irregularidade”, disse a funcionária, que não quis se identificar.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José apoiou a ação da Corregedoria e informou que irá acompanhar a apuração das denúncias. “Desde que chegou na cidade o corregedor está se mostrando uma pessoa preocupada em moralizar o trabalho da Polícia Civil da cidade, em todas as esferas de atuação”, disse o presidente da OAB de São José, Júlio Aparecido Costa Rocha. Segundo ele, uma vez que constatadas as irregularidades, todos os procedimentos criminais devem ser realizados para que os culpados sejam punidos com rigor.

Alckmin corta pela metade equipe de segurança na sede do governo 18

Enviado em 15/01/2011 às 5:13 REPÓRTER AÇO

Fonte: Último Segundo

Governador tem adotado série de medidas que apontam para a desconstrução da gestão do antecessor José Serra
Nara Alves, iG São Paulo | 14/01/2011

Em mais uma medida que aponta para a desconstrução da gestão do antecessor José Serra, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu cortar pela metade o efetivo da Polícia Militar que atua no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Dos 300 policiais que trabalham hoje na segurança do governador, apenas 150 deverão permanecer na função.

O corte começou na quinta-feira, com a realocação de 71 policiais. “Até semana que vem cerca de 100 policiais devem ser designados para atividades operacionais”, afirmou o secretário-chefe da Casa Militar, o coronel Admir Gervásio Moreira. Os policiais que permanecerem nos cargos continuarão servindo à família do governador e de ex-governadores, incluindo o próprio Serra.

Como todos são funcionários de carreira, eles não serão exonerados, mas sim realocados para outras funções nas ruas. O gasto do Estado com os salários dos cabos, soldados, tenentes e oficiais que deixarão de trabalhar no Palácio dos Bandeirantes é de cerca de R$ 250 mil por mês. Além do corte no pessoal, Alckmin deve determinar o corte na frota que serve o palácio.

Desde que assumiu o governo, Alckmin tomou diversas medidas que demonstram as diferenças de seu estilo de gestão com seu antecessor, como o fechamento de secretarias criadas por Serra, a revisão de todos os contratos do governo, a compra de novos edifícios e a venda do jato que era utilizado pelo ex-governador.

MAIS IRREGULARIDES COMETIDAS PELA SAP – GUARDA MUNICIPAL FAZ ESCOLTA DE PRESOS. 32

Enviado em 14/01/2011 às 16:13 REALIDADE DO SISTEMA

Enquanto isto, na Secretaria das maravilhas, na Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo.

MAIS IRREGULARIDES COMETIDAS PELA SAP. GUARDA MUNICIPAL FAZ ESCOLTA DE PRESOS.

Publicado por Sindaevp em 14/01/2011 (69 leituras)

MAIS IRREGULARIDADES COMETIDAS PELOS DIRIGENTES DA SAP. DIRETORES PEDEM EM OFÍCIOS PARA AS GUARDAS MUNICIPAIS DE SUMARE E REGIÃO FAZER ESCOLTA DE PRESOS, LEMBRAMOS QUE A GUARDA MUNICIPAL NAO TEM PODER DE POLÍCIA O QUE ESTA CONTRARIANDO A LEI E A RESOLUÇÃO SSP-120 DE 10 -08-2010.
ONDE DIZ NO SEU ARTIGO 1º

Artigo 1º – Incumbe à Polícia Militar, no território do Estado ou fora dele, a escolta de presos, provisórios ou definitivos sob qualquer regime de cumprimento de pena, recolhidos nos estabelecimentos prisionais sob administração da Secretaria da Segurança Pública, SSP, ou da Secretaria da Administração Penitenciária, SAP, nas suas movimentações para comparecimento em Juízo, em quaisquer Comarcas do Estado, nos deslocamentos para fins de submissão a tratamento médico, psicológico, odontológico ou hospitalar ou nas remoções entre os referidos estabelecimentos prisionais.

A SAP ESTA BEM DE DIRETORES QUE SÓ COMETEM IRREGULARIDADES, LEIA A RESOLUÇÃO ABAIXO:

Segurança Pública GABINETE DO SECRETÁRIO
Resolução SSP -120, de 10-8-2010.

Dá nova redação ao artigo 2º da Resolução SSP- 231, de 1º de setembro de 2009, que regulamenta as atividades de escolta de presos O Secretário da Segurança Pública, Considerando as equivocadas interpretações de autoridades da Polícia Civil, no âmbito de algumas Delegacias Seccionais de Polícia, resolve.
Artigo 1º – Dar nova redação ao artigo 2º da Resolução SSP- 231, de 1º de janeiro de 2009, na forma seguinte:
“Artigo 2º – Incumbe à Polícia Civil, em todo o território do Estado, o transporte e a escolta de presos autuados em flagrante delito e dos capturados por força de mandados judiciais, desde suas unidades até os estabelecimentos prisionais subordinados à Secretaria da Administração Penitenciária, SAP.”.

Artigo 2º – Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas todas as disposições que lhe forem contrárias.

Artigo 3º – Republique-se a Resolução 231-09, na íntegra, com estas alterações.

Resolução SSP – 231, de 01 de setembro de 2009 Regulamentam as atividades de escolta de presos O Secretário da Segurança Pública de São Paulo, Considerando o imperativo de máxima eficiência da segurança durante os necessários deslocamentos de presos; Considerando a necessidade de racionalizar o emprego dos recursos humanos e materiais dos órgãos que lhe são subordinados; Considerando, ainda, a necessidade de priorizar a atividade de polícia judiciária, afeta com exclusividade à Polícia Civil, resolve.

Artigo 1º – Incumbe à Polícia Militar, no território do Estado ou fora dele, a escolta de presos, provisórios ou definitivos sob qualquer regime de cumprimento de pena, recolhidos nos estabelecimentos prisionais sob administração da Secretaria da Segurança Pública, SSP, ou da Secretaria da Administração Penitenciária, SAP, nas suas movimentações para comparecimento em Juízo, em quaisquer Comarcas do Estado, nos deslocamentos para fins de submissão a tratamento médico, psicológico, odontológico ou hospitalar ou nas remoções entre os referidos estabelecimentos prisionais.

Parágrafo Único – Constitui, também, atribuição da Polícia Militar a guarda de presos, provisórios ou definitivos, vinculados a estabelecimentos prisionais da Secretaria da Segurança Pública, SSP, ou da Secretaria da Administração Penitenciária, SAP, que deva ser exercida em hospitais, casas de saúde, consultórios, ambulatórios médicos ou odontológicos e estabelecimentos de saúde congêneres, em todas as áreas do Estado.

O novo delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marco Carneiro Lima, decidiu trocar parte dos policiais que estão há mais de dez anos em cargos de chefia. 214

Enviado em 14/01/2011 às 15:00 – JOW

Novo delegado-geral de São Paulo troca policiais em cargos de chefia

AFONSO BENITES
ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

O novo delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marco Carneiro Lima, decidiu trocar parte dos policiais que estão há mais de dez anos em cargos de chefia.
O objetivo é trazer novas ideias para a instituição e incentivar que os profissionais mais jovens ocupem postos de comando.

“Não significa que eles desenvolveram um trabalho ruim, mas temos que dar oportunidade para novos quadros”, disse Carneiro.

Um dos delegados que será substituído até a próxima semana é Osvaldo Nico Gonçalves, que há 14 anos dirige o Garra (Grupo de Repressão a Roubos). No lugar de Gonçalves entrará Roberto Krasovic, que era o responsável pela Divisão Policial de Portos, Aeroportos, Proteção ao Turista e Dignitários, órgão que cuida da Deatur.

Krasovic será substituído pelo delegado Mauro Marcelo Lima e Silva, que já foi diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que é um órgão federal.

O delegado Gonçalves foi responsável por várias operações midiáticas, como a que usou policiais disfarçados de cabos eleitorais para prender suspeitos de tráfico de drogas em Heliópolis (zona sul de SP) na campanha eleitoral do ano passado.

Outros dois que têm seus dias contados nos cargos são Carlos Antônio Guimarães de Sequeira, diretor do IIRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt), e Edison Geraldo Schiavinato, da Divisão de Transportes da Delegacia Geral de Polícia.

Os dois estão há 12 anos em suas funções. Para a presidente da Associação dos Delegados de São Paulo, Marilda Pansonato Pinheiro, as mudanças são “um alento” para a polícia. “Hoje, os delegados não têm perspectivas de futuro, estão desmotivados. Essa oxigenação é bem vinda”, afirmou a policial.

PROCESSO

Apesar de ter dito que faria poucas trocas no comando da polícia paulista, desde que assumiu o cargo, no início da semana, o delegado-geral já promoveu a substituição de sete diretores. Outros nove foram mantidos em seus cargos.

Alguns órgãos especializados também passaram a ter novos diretores.

No Deic (crime organizado) chegou o veterano Nelson Guimarães; no Denarc (narcóticos) entrou Wagner Giudice, que era da DAS (divisão antissequestro).

Já no Decap (93 DPs da capital) entrou Carlos José Paschoal de Toledo, ex-chefe do Detran, órgão que irá para a Secretaria de Gestão Pública e deixará a polícia.

Será que alguém da ADPESP ou do SINDPESP conseguiria confirmar a informação que a primeira atitude do novo Delegado Geral, Dr. Marcos Carneiro, foi solicitar a exclusão dele dos quadros associativos da Associação e do Sindicato? 30

paradipol@flitparalisante.com

data14 de janeiro de 2011 09:11
assuntoDG

ocultar detalhes 09:11 (5 horas atrás)

Prezado Doutor Guerra
 
Será que alguém da ADPESP ou do SINDPESP conseguiria confirmar a informação que a primeira atitude do novo Delegado Geral, Dr. Marcos Carneiro, foi solicitar a exclusão dele dos quadros associativos da Associação e do Sindicato?
 
Se verdadeira a notícia, o senhor acha que isso é um bom ou mau presságio?
 
Abraço
 
Ricardo Maurício

NOVO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL: uma ameaça à CARREIRA ÚNICA das Polícias Judiciárias Comuns (não-militares) do Brasil 28

Colega,
 
Solicito publicação deste artigo, cujo teor também está publicado no site www.sinpolsergipe.org.
 
Acredito que o tema é de interesse de todos.
 
Forte abraço.
 
 
NOVO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL: uma ameaça à CARREIRA ÚNICA das Polícias Judiciárias Comuns (não-militares) do Brasil
 
As entidades de classe dos policiais civis e federais devem ficar atentas. O Projeto de Lei de Novo Código de Processo Penal (PLS 156/2009), aprovado pelo Senado e encaminhado para apreciação da Câmara Federal tem inúmeras inovações importantes para tornar mais célere o rito processual penal brasileiro, todavia há um pequeno detalhe que fere de morte toda uma esperança da categoria policial civil pátria, qual seja, A CARREIRA ÚNICA.
 
O texto do projeto de novo CPP, diferente do atual CPP, especifica o delegado de polícia com único servidor policial civil a presidir e coordenar o inquérito policial. O texto chega ao absurdo de invadir matéria que deveria ser da lei orgânica das Polícias Civis, prevista no §7º do art. 144 da Constituição Federal, porém nunca regulamentado. Um flagrante de desrespeito à boa técnica legislativa.
 
O art. 18 do texto do projeto de novo código reza o seguinte: “A polícia judiciária será exercida pelos delegados de polícia no território de suas respectivas circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria”. Essa possível nova regra representa a reafirmação de um centralismo nas instituições policiais que vem trazendo sérios prejuízos à eficiência na prestação do serviço público de polícia judiciária comum. Um golpe fatal na moderna concepção de CARREIRA ÚNICA.
 
O poder de polícia judiciária comum é de todos os policiais civis ou federais. São as leis orgânicas que devem dispor sobre isso, jamais um livro de ritos.
 
O atual CPP diz expressamente que a investigação criminal deve ser presidida pela autoridade policial (civil). Em nenhum momento fala “delegado de polícia”. A única menção ao cargo público policial civil de delegado está no inciso IX, do art. 295, CPP, que trata da hipótese de prisão especialantes de condenação definitiva.
 
Segundo o §4º do art. 144 da Constituição da República, a única exclusividade dos delegados de polícia civil é o comando da Polícia Civil (Superintendente, Delegado-chefe etc). Os demais cargos em comissão ou funções de confiança podem, se as leis orgânicas locais assim autorizarem, ser exercidas pelas outras autoridades policiais civis (agentes, investigadores, escrivães, inspetores etc). Dessa forma, a academia de polícia civil, as coordenadorias (departamentos) da capital e do interior, os departamentos de inteligência etc podem ser comandados por essas autoridades policiais civis.
 
Em nenhum momento, o atual CPP afirma ser o delegado a única autoridade policial (civil) a poder presidir as investigações criminais. Tanto isso é verdade que o forte lobby das associações de delegados de polícia (civil e federal), num rompante de corporativismo negativo e egocêntrico, arrancou do Senado Federal um texto com menção apenas ao cargo de delegado de polícia.
 
É bom que se diga que AUTORIDADE POLICIAL é todo servidor público que ocupe cargo público efetivo de natureza policial. Se policial militar, autoridade policial militar (soldado, sargento, capitão, coronel etc), se policial civil, autoridade policial civil (agentes, escrivães, delegados, investigadores, inspetores etc). São as leis orgânicas locais que darão o limite dessas autoridades.
 
A CARREIRA ÚNICA foi elevada a diretriz das futuras legislações federais acerca de Segurança Pública, em agosto de 2008, pelo 1ª CONSEG (Conferência Nacional de Segurança Pública), realizado pelo governo federal. O então presidente LULA assinou compromisso de não apresentar, ou ratificar, ao Congresso legislação de contrarie os princípios e as diretrizes aprovadas pela Conferência.
 
Recentemente, a Secretaria Especial de Direitos Humanos, órgão atualmente ligado ao Ministério da Justiça, editou a Portaria Interministerial nº 002, de 15 de dezembro de 2010, publicada no Diário Oficial da União em 16/12/2010, que “estabelece as Diretrizes Nacionais de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos dos Profissionais de Segurança Pública”. Segundo essa orientação ministerial, as diretrizes são as constantes em seu anexo, dentre elas: “adequar as leis e regulamentos disciplinares que versam sobre direitos e deveres dos profissionais de segurança pública à Constituição Federal de 1988”.
 
Ao nosso sentir, é simples a correção desse equívoco. Basta substituir, no texto do projeto, a expressão “delegado de polícia”, por “autoridade policial” ou “autoridade policial civil”.
Essa simples correção, em nada atrapalha os avanços que o novo Código de Processo Penal vai trazer para os jurisdicionados. Ao passo que, preserva a esperança da categoria policial civil brasileira em modernizar a máquina administrativa policial civil pátria através de um marco regulatório nacional (lei orgânica nacional, conforme dito acima, prevista pelo §7º, do art. 144, da CF).
 
Dessa forma, as entidades sindicais representativas dos policiais civis, membros do sistema confederativo sindical dos policiais civis brasileiros (COBRAPOL, federações e sindicatos) esperam ser atendidas em audiências públicas pelos Deputados Federais para estreitar o debate sobre o tema.
 
ANTONIO MORAES, policial civil (escrivão), presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe – SINPOL SERGIPE e dirigente da Confederação Brasileira dos Policiais Civis – COBRAPOL.