“A justica tarda, mas nao falha”… 28

Mais uma vez fica provado : “A justica tarda, mas nao falha”… Assim toda populacao ficou sabendo o que realmente a POLICIA CIVIL vem sofrendo nos últimos dois anos, desde que por aqui chegaram o Sr Antonio Ferreira Pinto, que logo no inicio de sua gestao, fez questao de dizer em uma rodinha de AMIGOS PMs (OFICIAIS) que para a PM era Ferreirinha, mas para POLICIA CIVIL era PINTO, e sua ALGOZ Corregedora, Dra Maria Ines Trefiglio, teve como primeiro ato deste “SHOW DE HORROR”, trazer para junto de si a CORREGEDORIA da POLICIA CIVIL, tirando esta da DELEGACIA GERAL de POLICIA, e subordinando a mesma diretamente a sua SSP, para que dessa maneira ficasse mais facil para que ele, Secretario e sua

Delegada Corregedora, pudessem arquitetar melhor suas acoes para DESMORALIZAR a POLICIA CIVIL. Estranho que a CORREGEDORIA da PM nao foi trazida para Secretaria de Seguranca…Talvez porque e muito dificil ver POLICIAIS MILITARES envolvidos em CHACINAS, HOMICIDIOS, ROUBOS e TORTURA… Desde entao a Policia Civil vem sendo oprimida e perseguida, enquanto a sua protegida PM sendo endeusada por ELE e alguns programas “sensacionalistas”, tendo seus erros sempre minimizados e, quando possivel, ate abafados. DEIC e DENARC inoperantes e a ROTA querendo fazer POLICIA JUDICIARIA, enquanto a Del. de Roubo a Bancos nao investiga mais o PCC… Sem contar que agora PM vai fazer B.O… So mesmo alguem tao preparado como nosso Secretario para tais mudancas, tao produtivas para Sociedade… Pena que essa Producao Grotesca, que teve como ator principal o magnifico e EXTREMAMENTE competente Dr. EDUARDO HENRIQUE de CARVALHO FILHO, Delegado com pouco mais de TRES anos na carreira, nao fosse unica… existiram muitas outras acoes deste mesmo Delegado, todas recheadas de DUVIDAS e ABUSOS, alias qualidade esta apoiada por sua CHEFE, a qual sempre acolheu, aprovou e acobertou todas suas acoes… Ate poucos dias atras era possivel afirmar, sem nenhuma sombra de duvida, que o Departamento mais ARBITRARIO da POLICIA CIVIL era sua propria CORREGEDORIA… CORREGEDORIA esta que demitiu injustamente muitos Policiais, passando por cima de decisoes judiciais, tudo sob as batutas de Ferreira Pinto e sua algoz Corregedora. 
 
    Segue em anexo mais uma do Doutor Eduardo, que mais uma vez, monta a cena e faz o seu espetaculo… Esse caso em que supostamente policiais do DEIC estariam extorquindo um traficante, fez com que esses Policiais ficassem privados de sua LIBERDADE por quase 9 meses… Eis que, na Audiencia de instrucao do processo, ao ser indagado pelo MM. Juiz de Direito o que de fato teria acontecido naquele dia, o entao suposto traficante da ocorrencia simplesmente disse que os Policiais, em momento algum, pediram “dinheiro”, causando estranheza ao MM. Juiz, que questionou entao o que teria acontecido… O mesmo afirmou que so disse que os Policiais pediram “dinheiro” porque teria sido ameacado diversas vezes pelo “Dr. Eduardo” que,  na sua sede de mostrar “servico”, servico esse que nunca mostrou quando investigador de policia que foi, disse que se o mesmo (suposto traficante) nao “desse” os Policiais no papel, ele (Dr. Eduardo) iria “fritar” nao so ele, como tambem sua mulher em FLAGRANTE, algo conhecido como “COACAO”. Diante desta afirmacao, o MM. Juiz absolveu os Policiais e determinou suas imediatas solturas, bem como instauracao de PROCEDIMENTO para investigar a conduta do Delegado, Dr. Eduardo Henrique de Carvalho Filho, PROCEDIMENTO este que, para nao fugir a regra, deve ter sido “ARQUIVADO” por sua PROTETORA. Pena o final desta historia nunca ter sido divulgada…   
 
               
http://www.pannunzio.com.br/?p=7304#comment-1892
 
 
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,carro-do-deic-e-usado-como-cativeiro-em-sao-paulo,541604,0.htm
 
 

 enviado porgooglegroups.com

Fleury: O SECRETARIO FOI PASSEAR NO SHOPPING 65

———- Mensagem encaminhada ———-
De: paulo sergio oppido fleury
Data: 3 de março de 2011 20:18
Assunto: Fleury
Para: dipol@flitparalisante.com

O SECRETARIO FOI PASSEAR NO SHOPPING

Consta que o SR Secretario esteve no Shoppng Vila Lobos no ultimo dia
25 por volta  das 18;00 hs,sozinho,chegou com um envelope pardo na
mão. Logo após teria chego um homem de paleto branco muito parecido
com um reporter do jornal Folha de SP.Em seguida se dirigiram a um
cafe onde ficaram conversando por 40 minutos,local onde o SR
Secretario  passou o envelope pardo para o reporter..Quatro dias
depois este mesmo reporter divulgou em letras garrafais uma materia
com o titulo “ESTATISTICO DO ËSTADO VENDE DADO SIGILOSO.
Se estes fatos ocorreram o  Sr Secretario cometeu varios crimes contra
a admistração alem da traição com o SR Governador
Sua conduta dissimulada fora do expediente,de forma clandestina,
passando informações sigilosas ( graficos do CAP)  entregando um
companheiro de Secretaria como intuito de atingir outras Autoridades
do atual Governo.Este Senhor que costumeiramente usa a Imprensa para
atingir seus objetivos tem que ser afastado imediatamente,pois é um
criminoso transvestido de justiceiro.Gostario muito de ter estas
provas na mão para poder falar bem alto para este senhor “não passa
vontade,não passa vontade”.
Senhor Conde Guerra quero que meu nome conste como PAULO SERGIO FLEURY

comandante-geral da Polícia Militar Trabalhou na Coordenadoria de Análise e Planejamento 7

———- Mensagem encaminhada ———-
De: DÉCIO
Data: 3 de março de 2011 11:12
Assunto: comandante-geral da Polícia Militar Trabalhou na Coordenadoria de Análise e Planejamento
Para:  GUERRA

Grande Guerra, favor publicar em seu poderoso jornal.  

/Cidades

Com especulações, secretário antecipa troca de comando da PM

Novo secretário de Segurança escolhe Álvaro Batista Camilo para o comando-geral após analisar seis dossiês

25 de março de 2009 | 12h 15

Marcelo Godoy – O Estado de S. Paulo

O novo comandante-geral da Polícia Militar é o coronel Álvaro Batista Camilo. A escolha de seu nome foi feita na segunda-feira, em uma reunião da qual participaram o governador José Serra, o secretário-chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho, e o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto. A escolha de Camilo foi feita após a análise de seis nomes. Um dossiê com informações da da Polícia Militar decidiu a escolha, fazendo com que o nome do coronel Wagner Cesar Gomes de Oliveira Tavares Pinto, atual comandante de Policiamento de Guarulhos fosse descartado.

O anúncio devia ser deixado para o término do comando do coronel Roberto Antônio Diniz, mas se decidiu antecipar o nome para acabar com especulações. Diniz foi informado na quarta-feira à tarde e apoiou a escolha e a antecipação da revelação do nome. Ele mesmo acompanhou o secretário Ferreira Pinto ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, no fim da tarde. O escolhido é da mesma turma que o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Luiz Massao Kita – os dois saíram aspirantes em 1981.

Do ponto de vista operacional, Camilo é homem que passou pela 2ª Seção do Estado-Maior (o setor de informações) da PM. Trabalhou na Coordenadoria de Análise e Planejamento da secretaria, onde se aproximou da comunidade acadêmica, e assumiu o Comando de Policiamento de Área Metropolitano-1 (CPA-M1), responsável pelo patrulhamento do centro de São Paulo. Adepto do policiamento comunitário, Camilo criou um programa de aproximação com a comunidade GLS da região, que era alvo de delitos ligados à intolerância.

Internamente, Camilo era tido como um dos candidatos mais fortes ao comando. Isso não quer dizer que seu nome não enfrentasse resistências. Ele é o 37º coronel mais antigo da lista de coronéis – antiguidade no posto é um dos critérios hierárquicos da PM. Isso significa que o novo comandante-geral ultrapassou 36 coronéis, todos preteridos na escolha. São pessoas formadas nas turmas de 1977, 78,79 e 80 pela Academia do Barro Branco.

Embora não seja obrigatório, muitos deverão, por isso, passar para a reserva. Mas alguns podem fazer oposição ao comando de Camilo. “Ele não terá um comando fácil, mas o Camargo (Carlos Alberto Camargo, comandante de 1997-1999) era o 50º da lista (há 54 coronéis na PM) quando foi nomeado”, lembrou um oficial.

Dossiê

Para chegar ao comando, o nome de Camilo enfrentou outros candidatos fortes, entre eles os coronéis Jorge Luis e César. Este último contava com a simpatia de Aloysio e também era bem visto por Ferreira Pinto. O secretário da Segurança tinha na lembrança a atuação de César, então como capitão, no controle de uma rebelião em um presídio em Hortolândia, ocorrida em 1995.

Mas, no começo da carreira, César havia trabalhado nas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e, mesmo tendo sido inocentado em todos os processos que respondeu na Justiça Militar por causa de ações no cumprimento do dever naquela unidade, o governo considerou que seria um desgaste muito grande nomeá-lo para o comando-geral.

Um daqueles processos contra César teria sido extraviado na 1ª Auditoria da Justiça Militar em meio a outros mil que ficaram paralisados indevidamente por até 12 anos. Um dossiê com as informações sobre César foi enviado no fim de semana ao vice-governador, Alberto Goldman, e ao secretário Aloysio. Restava Jorge Luis, mas o governo entendeu que Camilo tinha o melhor perfil para o ocupar o cargo.

Nota da SSP

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo negou o uso de dossiês para a escolha do novo comandante-geral da Polícia Militar. Confira a íntegra da nota:

Com relação à matéria “Com especulações, secretário antecipa troca de comando da PM”, publicada hoje (quarta-feira), às 12:15h, na edição digital do Estadão, a secretaria da Segurança Pública nega taxativamente que a escolha do nome do novo comandante geral da PM tenha sido feita com base em dossiê. Não houve dossiê algum. O nome do comandante do CPA-M7, Cel. Cesar, sequer foi cogitado no processo de escolha. A indicação do novo comandante geral usou como critério a excelente carreira desempenhada pelo Cel. Camilo na Polícia Militar.

Texto ampliado às 10h13 da quinta-feira, 26, para inclusão da nota da SSP.

ESTRUTURA DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA A SERVIÇO DO PÚBLICO ( pagante ) 20

03/03/2011

Consultoria usava funcionários do Estado

Folha de S.Paulo

A Angra Consultoria, empresa que utilizava dados sigilosos da Secretaria de Estado da Segurança Pública em serviços que vendia para clientes privados, trabalhava com funcionários da pasta, de acordo com documentos obtidos pela reportagem.

  • Um orçamento de R$ 85,9 mil (datado de 2009) da Angra Consultoria citava cinco profissionais. Quatro deles foram funcionários da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento), segundo a assessoria de imprensa da secretaria. Um dos nomes citados ainda trabalha lá.

A CAP é o órgão da secretaria que concentra as estatísticas criminais da polícia paulista.

Anteontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) demitiu o sociólogo Túlio Kahn, chefe dessa seção, depois de a reportagem ter revelado que ele era sócio da própria Angra.

Para Alckmin, a atividade pública de Kahn é incompatível com os negócios dele.

Funcionários

São os seguintes os profissionais que aparecem no orçamento da Angra e foram ou são funcionários da Secretaria da Segurança: Túlio Kahn, André Zanetic, Cristiane Ballanotti, Tatiana Moura e Monise Picanço.

Monise Picanço, pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), afirma, em seu currículo Lattes, que já fez trabalhos para a Angra.

Protocolo

André Zanetic, que foi da secretaria, continua no órgão, mas agora tem o seu salário pago pela Federação das Empresas de Transporte de Carga, segundo um protocolo de intenções assinado em 2006.

A federação paga R$ 7.000 a dois funcionários da CAP para atuarem dentro da secretaria em levantamentos sobre roubo de carga.

A Angra tinha entre seus clientes a GR – Garantia Real, empresa que atua na área de segurança privada.

Também estava entre os clientes da Angra a Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), ligada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Metropolitano.

Para a GR, a Angra fez um levantamento sobre roubos e assaltos a condomínios em São Paulo.

Há suspeitas de que a Angra funcionaria dentro da própria secretaria. O endereço que aparece no contrato social da empresa, na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo), é um apartamento. Porém, não há nenhuma empresa no prédio, de acordo com o porteiro do local.

Leia mais

 

03/03/2011

Profissional nega ter trabalhado

Folha de S.Paulo

Uma das funcionárias da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Cristiane Ballanotti, cujo nome é citado em serviços feitos pela Angra Consultoria, afirmou ontem que nunca trabalhou para a empresa.

A reportagem enviou a ela uma cópia do documento da Angra com o nome dela.

“Acho um absurdo o meu nome estar circulando em tal documento”, respondeu Cristiane Ballanotti.

Localizada ontem, a ex-funcionária da pasta Tatiana Moura afirmou à reportagem que não iria comentar a questão.

A reportagem não conseguiu localizar, ontem, os outros três funcionários citados (Túlio Kahn, André Zanetic e Monise Picanço).

Na última segunda-feira, Túlio Kahn afirmou que não usou servidores da pasta na Angra Consultoria. Ele negou que tenha violado dados sigilosos e afirmou, ainda, que não tem clientes, mas patrocinadores de pesquisas sobre a violência.

VALE A PENA SER DESLEAL 67

Enviado em 03/03/2011 às 1:01

Delegados da Operação Pelada vão para o DENARC. Colegas dizem que não é punição, é prêmio

Dois dias atrás o Delegado-Geral de Polícia de São Paulo, Marco Carneiro Lima, apresentou pessoalmente aos colegas da Delegacia Especializada de Narcóticos dois novos colegas que foram incoporados ao time de elite. Além da apresentação formal, os novatos receberam elogios do chefe, que os recomendou e pediu colaboração.

Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves, os agraciados com a recomendação, foram os protagonistas da chamada Operação Pelada. Foram eles que despiram à força a escrivã V., acusada de concussão, no cartório da Delegacia de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo. As imagens das sevícias foram reveladas duas semans atrás pelo Blog do Pannunzio (veja aqui) e pelo Jornal da Band.

A chegada de ambos causou mal-estar, especialmente entre as mulheres. Eles vão passar a dar plantões no DENARC somente depois do cumprimento de um período de férias. Para os colegas, a transferência é prêmio, não uma punição, já que o DENARC abriga a elite da elite da polícia civil paulistana.

As manifestações de indignação não se resumem aos futuros colegas dos dois delegados. Na manhã desta quarta-feira o SINDPESP — Sindicato dos Policiais Civis do Estado de São Paulo — enviuou uma carta ao governador Geraldo Alkmin reiterando as críticas ao comportamento dos protagonistas da Operação Pelada e peindo a demissão do Secretário de Segurança Antônio Ferreira Pinto.

Os policiais civis reclama de discriminação. Segundo eles, o secretário, que tem como origem a Polícia Militar, subordinou diretamente a ele a Corregedoria da Polícia Civil, mas manteve a dos pliciais militares sob o comando da PM.

http://www.pannunzio.com.br/?p=7441

FALAR O QUE??? DEPOIS DE TUDO QUE ESTES COVARDES PROMOVERAM, SÃO AGRACIADOS PELO DGP COM O PLT DO DENARC!!! PIADA!!! SÓ PODE!!!

Pô, SOLTARAM TRAFICANTE INTERNACIONAL PARA PRENDER POLICIAIS E VÃO PARA O DENARC???

DEPOIS DESSA… SILÊNCIO.

http://www.pannunzio.com.br/?p=7441

A QUEM INTERESSA DERRUBAR O CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento)? 61

Enviado em 02/03/2011 às 17:10 – PAULO SÉRGIO FLEURY

A QUEM INTERESSA DERRUBAR O CAP ? A POLICIA MILITAR
Consta que a Policia Militar estaria por trás do vazamento desta noticia,pois teriam interesse em tambem assumir esta atividade.Tenho conhecimento que a estrategia da Policia Militar é convencer o Secretario e o Governador que sob  seu comando estas informações serão melhor utilizadas no combate ao crime,possibilitando maior confiabilidade e eficácia em sua analise e aplicação.A quem mais interessa esta grande duvulgação da mídia? Ao SECRETARIO ? A INICIATIVA PRIVADA ?INTERESSES FINANCEIROS ?

Policiais dizem terem sido vítimas de armação feita por delegado da Corregedoria 36

Jornal da Record

publicado em 02/03/2011 às 20h53:

Policiais dizem terem sido vítimas de armação feita por delegado

    Marcelo Rosa Pinto e Ivair Donizete de Paula passaram oito meses na prisão por extorsão aguardando uma audiência na Justiça. Os dois foram inocentados e agora querem provar que tudo foi uma armação de delegados da Corregedoria da Polícia Civil de SP.

O “bico oficial” de policiais militares começa a se expandir pelo interior do Estado de São Paulo 31

02/03/2011 – 08h41

Interior de São Paulo começa a oficializar “bico” de PMs

ARARIPE CASTILHO
DE RIBEIRÃO PRETO

O “bico oficial” de policiais militares, que começou há pouco mais de um ano na capital paulista, começa a se expandir pelo interior do Estado de São Paulo, com a adesão das prefeituras de Barretos (a 423 km de SP), na região de Ribeirão Preto (a 313 km de SP), e Sorocaba (a 99 km de SP).

Alckmin lança “bico oficial” de PMs em Sorocaba (SP)
Pagamento dos salários de “bico oficial” de policiais militares atrasa em SP

Outras 15 cidades paulistas já estudam aderir ao “bico” oficial, segundo o governo estadual. Por afetar o período de folga, a alternativa é alvo de críticas de especialistas e entidade de classe.

Chamado de Operação Delegada pelo Estado, o programa consiste na contratação de PMs pelos governos municipais para que trabalhem em dias de folga.
Os policiais aderem ao programa se quiserem. Remunerados pelas prefeituras, atuam com o mesmo equipamento da corporação, fornecido pelo Estado –farda, viatura, arma e colete.

Nas quatro cidades onde foi oficializado, o pagamento aos policiais varia de R$ 7,92 a R$ 16,66 a hora.

Em Barretos, os PMs que aderirem vão receber de R$ 10 a R$ 12,50 –valores maiores para patentes superiores. A Câmara da cidade aprovou anteontem a proposta do prefeito Emanoel Carvalho (PTB) para autorizar o convênio com a PM.

O petebista disse ter reservado R$ 30 mil por mês para o pagamento de “bicos”. Ele espera que em 30 dias os policiais comecem a prestar serviços ao município.
“É um meio de reforçar áreas da prefeitura em que a ação policial pode ser importante. Se tenho uma escola problemática, por exemplo, posso ter um homem lá.”

O número de policiais que serão liberados para os serviços em Barretos dependerá da disponibilidade do batalhão da cidade, segundo o prefeito. “Para o município é um bom negócio pagar a hora trabalhada”, disse.

A Prefeitura de Sorocaba deve gastar até R$ 120 mil por mês para a remuneração dos PMs que trabalharem nos dias de folga. A cidade pagará de R$ 12,50 a R$ 16,66 por hora. Valores superiores aos de São Paulo.

De acordo com o secretário de Segurança Comunitária da cidade, o coronel da reserva da PM Roberto Montgomery Soares, os trabalhos devem iniciar em 60 dias. “Haverá um treinamento para essa nova função”, disse.

Segundo Soares, além de policiamento, os profissionais terão função de fiscal enquanto estiverem de serviço para a prefeitura. Entre as responsabilidades estará a de fiscalizar venda de bebidas alcoólicas a menores.

GRANDE SP

Na capital paulista, onde a operação começou, a atividade foi apelidada de “bico oficial”, já que a remuneração é feita pela prefeitura.

Mogi das Cruzes, também na região da Grande São Paulo, oficializou ontem a atividade. Como nas outras cidades, o tempo de serviço será limitado em 12 horas por dia e 96 horas por mês.


DESFAÇATEZ NA CHEFATURA: Saulo diz que ignorava empresa de estatístico que vendia dados…Kahn disse à Folha que a criação da empresa de consultoria foi feita sob orientação do governo 13

Enviado em 02/03/2011 às 11:28

02/03/2011 – 08h24
Saulo diz que ignorava empresa de estatístico que vendia dados

Saulo de Castro, atual secretário de Transportes de São Paulo, disse por meio de sua assessoria que não aconselhou o estatístico Túlio Kahn, acusado de vender dados sigilosos, a abrir uma empresa quando o contratou para a CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento).

Kahn foi afastado do cargo ontem, após reportagem da Folha mostrar que ele vendia serviços de consultoria nos quais colocava à disposição de empresas dados sigilosos sobre a violência no Estado.

Kahn foi indicado ao cargo em 2003. À época, Saulo era o titular da Segurança Pública, nomeado pelo governador Geraldo Alckmin, em seu primeiro mandato (2003-06).

O secretário disse que nem sabia que Kahn era sócio da Angra Consultoria e Representação Comercial.

Saulo confirmou que foi na sua gestão que o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de SP passou a pagar o salário de dois funcionários para trabalhar dentro da CAP no levantamento de dados sobre roubo de cargas.

São funcionários privados, pagos por uma entidade privada, com acesso a informações sigilosas. O sindicato diz que o acordo é legal.

Segundo o secretário, essa parceria foi feita porque havia dados muito díspares sobre roubo e furto de cargas entre o banco de dados da secretaria e o do sindicato.

Ele disse que, na sua visão, o sindicato não representa interesses particulares –já que é o porta-voz de um grupo de empresas.

Saulo tem grande influência no atual governo de Alckmin, mas perdeu parte da ascendência em sua área de origem -a segurança. Ele e secretário Ferreira Pinto travam disputa nos bastidores para ver quem tem mais influência sobre Alckmin.

COMPLEMENTO

Anteontem, Kahn disse à Folha que a criação da empresa de consultoria foi feita sob orientação do governo.

Segundo ele, a empresa foi sugerida como forma de complementar o salário de R$ 5.000 de que o Estado dispunha para pagá-lo. Com a empresa, segundo Kahn, seria possível passar notas por serviços de consultoria a outros órgãos e receber um complemento salarial.

A solução rápida para o crime em São Paulo – polícia de exceção? 14

Paula Miraglia

Antropóloga analisa segurança pública, justiça e cidadania

Antropóloga e diretora geral do International Centre for the Prevention of Crime, Paula analisa segurança pública, justiça e cidadania

A solução rápida para o crime em São Paulo – polícia de exceção?

Classe social segue sendo um elemento determinante para garantir o acesso e direito à Justiça

01/03/2011 17:25:

Em menos de uma semana a polícia declarou ter esclarecido o crime contra os dois alunos da Fundação Getúlio Vargas ocorrido no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo. Segundo a investigação, a tentativa e o assassinato teriam como motivação o ciúme. As vítimas teriam provocado a namorada do atirador no bar onde se todos encontravam. Um dos jovens morreu e o outro ainda esta internado em estado grave.

O episódio traz elementos comuns ao quadro da violência urbana que assola as capitais brasileiras: conflitos cotidianos associados ao fácil acesso à uma arma de fogo, tendo como combustível a cultura da violência. Nesse caso, contudo, para além da tragédia, o que realmente chama a atenção é a rapidez com a qual o crime foi solucionado. Bastaram 5 dias para que a investigação fosse concluída e os suspeitos presos.

Coincidentemente, na mesma semana era lançado o “Mapa da Violência 2011”, um estudo nacional sobre homicídios. Realizada por 5 anos consecutivos, a pesquisa traz dados importantes sobre mudanças nos padrões da violência no Brasil, sobretudo no que se refere aos estados do Nordeste.

Mas além dos novos elementos, os números apresentados desenham um quadro já bastante conhecido: as maiores vítimas de homicídios no Brasil seguem sendo os jovens, negros, pobres, moradores das periferias.

Em outras palavras, o que o Mapa da Violência nos mostra é que o crime contra os universitários – que chocou a todos nós e é motivo de profunda tristeza para as famílias e amigos das vítimas, é rotina nas periferias do País. O jovem que teve sua vida interrompida tragicamente, que não poderá completar os estudos, ter uma família ou ingressar no mercado de trabalho, repete a história dos quase 20 mil jovens que morrem assassinados todos os anos no Brasil.

As semelhanças, no entanto, terminam aí. Os homicídios nos bairros pobres em geral não ganham as páginas dos jornais, raras a vezes as vítimas têm nome, família, amigos, história de vida ou a morte lamentada publicamente. As mortes nas periferias são tomadas como rotina e parecem interessar a pouca gente.

A solução deste crime em particular em menos de uma semana, quando confrontada com o índice de mais de 60% de homicídios não esclarecidos em São Paulo, só faz reforçar a percepção de que no Brasil, a ideia de que todos são iguais perante a lei é letra morta.

Tamanho contraste evidencia como a classe social segue sendo um elemento determinante para garantir o acesso e direito à Justiça.

Mas uma Justiça desigual não viola apenas os princípios constitucionais ou a própria noção de cidadania, ela é motor de uma política de segurança ineficaz e fadada ao fracasso. Tamanha seletividade por parte da ação policial está na raiz dos problemas enfrentados pela segurança pública no País.